Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
Se
Se precisar me chama
E se não precisar também
Se estiver alegre me chama
E se estiver triste também
Se te fiz ficar com raiva me chama
E se te fiz feliz também
Se chover me chama
E se der sol também
Se for noite me chama
E se for dia também
Se estiver com insônia me chama
E se estiver com sono também
Se for viajar me chama
E quando você voltar
Ah quando você voltar
Te envolverei em um abraço
E te beijarei.
Agora bebo deste cálice inebriante que se chama vida e repouso no sepulcro escuro da morte, entre dois extremos não sei ao certo se estou vivo ou morto, mas a morte em vida é deverás uma incógnita incrível.
Triste quando você sente que o seu corpo inteiro chama por ele. Todos os seus sentidos o querem, sentindo saudades do que nunca tiveram. A minha visão desesperada que quer tê-lo cara-a cara, ela sabe o prazer e a emoção que terá ao contemplá-lo pela primeira vez, certamente o meu corpo inteiro estremecerá e terei aquele friozinho na barriga que só amor entende. Os meus ouvidos cobram-me a sua voz, de bem de pertinho, o mais perto que puder ser. As minhas mãos têm nelas todas as carícias para ele guardadas e uma vontade enorme de sentir a sua pele, acariciar a sua nuca, dentre muitos outros detalhes. Tenho nos meus lábios um indescritível desejo de beijá-lo, ou melhor “devorá-lo” rsrs. Pode parecer loucura sentir tanto por alguém que nem conheço pessoalmente e nem sequer tive a mínima esperança de tê-lo, porém, o amor não tem tempo, não tem muito explicação, basta que lhe toquem profundamente o coração. É para ser sentido, com todos eles, os cinco sentidos. Então só lamentos então, triste coração.
Um dedim
Um dedim de prosa
Um dedim de café
Um dedim que chama
Um dedim que mostra
Um dedim que dá
Um dedim que tira
Um dedim que de la pr’a ca diz
Hoje não
Não é pra vc brincar
O marxista chama a si mesmo científico, e a esta presunção o fascista acrescenta outra: ele é o poeta — o poeta científico — de uma nova mitologia. Ambos são justificados em suas pretensões; pois um e outro aplicam a situações humanas os processos que deram resultado no laboratório e na torre de marfim.
Você é um daqueles a quem se chama feliz? Pois bem, você está triste todos os dias. Cada dia tem uma grande amargura e um pequeno cuidado. Ontem tremia pela saúde de alguém que é caro, hoje receia pela sua; amanhã será uma inquietação de dinheiro, depois a diatribe de um caluniador ou a infelicidade de um amigo, mais tarde o mau tempo que faz, qualquer coisa que se quebrou ou se perdeu, uma vez um prazer que a sua consciência e a coluna vertebral reprovam, outra vez a marcha dos negócios públicos. Isto sem contar as penas de coração. E assim sucessivamente. Uma nuvem que se dissipa e outra que se forma logo. Apenas um dia em cem de plena felicidade e cheio de sol.
E sois desse pequeno número que é feliz! Quanto aos outros homens, envolve-os a noite estagnante.
Os espíritos refletidos usam pouco desta locução: os felizes e os infelizes. Neste mundo, evidentemente vestíbulo de outro, não há felizes.
A verdadeira divisão humana é esta: os iluminados e os tenebrosos.
(Os miseráveis, de Vitor Hugo)
AMOR
Na caminhada dessa longa estrada que se chama vida,
No acaso quantos olhares cruzam-se,
Quantos corações encontram-se,
Tocam no mesmo acorde,
Em paixão ardem.
Tempo, só o tempo dirá o quanto ira durar,
Enquanto isso porque não se permitir, e viver o que a vida possibilitou acontecer.
Na cautela de não machucar e nem se deixar ferir.
ATREVIMENTO
Atrevo me à chama_lo de paixão do meu dia
A traze_lo aos meus sonhos mais ousados
Não imputo ao meu desejo erros ou pecados
Entregue ao prazer com que me possui e alicia
Permito que me dê o nome que bem quiser
Sob teu corpo grito de desejo e doçura
Quando me adentras as brechas com loucura
Sinto_me como nunca antes_ sou tua mulher!
Fora de nós os ventos balançam os canaviais
Quase posso ouvir os murmúrios do mar
Enquanto me tomas para ti um pouco mais. ..
Portanto por este atrevimento peço te perdão
Em te fazer o objeto do meu querer e amar
És meu homem_ E da poesia a razão!
Elisa Salles
(Direitos reservados )
CABELOS
Atento ao teu rosto fico.
Algo nele a atenção me chama.
Olhos meigos e doces, boca
pequena, lábios finos e quentes.
Cabelos, eu acho que poderiam
ser um pouco mais longos, até
aos ombros imagino.
Assim, com o pensamento te vejo.
Olho o teu rosto e teus cabelos,
um pouco mais longos, me fazem
imaginar que os posso pegar,e aos
senti-los, olhando o teu rosto,
me vejo mais alto ficar e perto
do céus chegar.
Permaneço assim por um tempo,
como é bom te sonhar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Súplica Carnal
Desejo voraz devorador,
Chama que me consome por inteiro,
Brisa que se torna furacão e eleva minh'alma,
Terremoto que separa meu chão e me leva pras profundezas do abismo,
Lobo devorador na sede da caça,
Sangue que alimenta os tecidos corpóreos,
Pulmão que implora pelo ar no desespero da asfixia,
Corpo inerte que espera pelo sopro de vida,
Terra seca que implora pela água para gerar vida,
Lua que precisa do sol para brilhar,
De tão poderoso o desejo cria vida,
toma forma e se embriaga nas águas da insanidade.
Ás flores de varias cores não me chama mais atenção.
Os demônios não pensam em me devolver você.
Jamais te chamarei pra junto de mim.
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