Tinta
PAZ É A PÁTRIA PINTADA COM TINTA DE SANGUE!
Veste de calma os mortais, a Paz, que por sobre a terra,
Às vezes o povo pensa que é somente a diferença!
Do tempo que não tem guerra, há quem ache que a Paz erra,
Já que o mundo tem terror!
Depois da fuga do branco, ao irmão ganha ódio o preto,
Nutriu as discórdias o negro com orgulho de patriotismo!
No ano 1975 uma civil guerra brota do coração sem civismo,
Em 2002, a guerra civil, chegou ao fim no 4 de Abril, haja paz!
Mas já me disse um vizir, “A Paz não vem da guerra,
Mas, perto da Fé e do Amor”, ódio, choro, mágoa e dor!
Sobre Paz, Amor e Fé em vários estudos meus,
Eu percebi que a Paz é uma das filhas de Deus!
“Tá no livro de Mateus que Jesus disse em sermão,
“Felizes sempre serão, os promotores da paz!
Com luzes angelicais Filhos de Deus os tais são”,
A Paz parece uma aurora que do centro eclode da luz!
Como dádiva recebida, quem vida tem vida traz,
Só tem o bem quem bem faz, quem faz o bem só traz bem!
E transforma a vida em um poema para a Paz,
É remédio pra ferida, de um coração machucado de guerra!
Não vem de fora pra dentro, mas vem de dentro pra fora,
No local onde ela mora, a Fé também tem seu leito!
O Amor encontra eito, pra semear grãos de afeto,
E é fato que neste teto angolano, viver é quase perfeito!
PAZ É A PÁTRIA PINTADA COM TINTA DE SANGUE!
A paz já serviu de tema, mesmo nas cavernas,
Pra livros, canções, discursos e aos diversos!
Pra campanhas, pra concursos feito de versos,
Pro teatro, cinema…de motivo foi, era centenas!
Mesmo singelo, inocente, ornatos; um poema,
Peço Miria Mãe nossa e a Deus, o Pai dos pais!
Pra merecimento, qualidade e com dotes divinais,
Dos céus enviar Santa Paz, a nov´Angola bigorna!
Em cada afago doado, que a glória de Deus dá vida,
Angola viveu décadas da sua história em guerra!
De 1961 a 1974, vede que agora se levanta nova era,
Contra o poder colonial português eis a nova esfera!
E, sob Sua bênção, eu faça um poema para a Paz,
É que a Paz é atributo, quando brota, amor nos traz!
Mil tributo merece, sempre que cuida, ela cresce,
Quando parte, deixa luto, o amor esfria e desvanece!
Em cada afago doado, que a glória de Deus dá vida,
Angola viveu décadas da sua história em guerra!
De 1961 a 1974, vede que agora se levanta nova era,
Contra o poder colonial português eis a nova esfera!
Quando fica, traz encantos, inspira cânticos nos cantos,
Que repousa sobre as vidas, três letras que, reunidas!
Gera risos, limpa prantos, parece etérea Princesa,
Ornada de ouro e prata, com voz que, em serenata!
Emoldura-se em beleza.
Veste de calma os mortais, a Paz, que por sobre a terra,
Às vezes o povo pensa que é somente a diferença!
Do tempo que não tem guerra, há quem ache que a Paz erra,
Já que o mundo tem terror!
Depois da fuga do branco, ao irmão ganha ódio o preto,
Nutriu as discórdias o negro com orgulho de patriotismo!
No ano 1975 uma civil guerra brota do coração sem civismo,
Em 2002, a guerra civil, chegou ao fim no 4 de Abril, haja paz!
Mas já me disse um vizir, “A Paz não vem da guerra,
Mas, perto da Fé e do Amor”, ódio, choro, mágoa e dor!
Sobre Paz, Amor e Fé em vários estudos meus,
Eu percebi que a Paz é uma das filhas de Deus!
“Tá no livro de Mateus que Jesus disse em sermão,
“Felizes sempre serão, os promotores da paz!
Com luzes angelicais Filhos de Deus os tais são”,
A Paz parece uma aurora que do centro eclode da luz!
Como dádiva recebida, quem vida tem vida traz,
Só tem o bem quem bem faz, quem faz o bem só traz bem!
E transforma a vida em um poema para a Paz,
É remédio pra ferida, de um coração machucado de guerra!
Não vem de fora pra dentro, mas vem de dentro pra fora,
No local onde ela mora, a Fé também tem seu leito!
O Amor encontra eito, pra semear grãos de afeto,
E é fato que neste teto angolano, viver é quase perfeito!
Leitura é tinta que vai pra medula, fica escrito no nosso DNA pensamentos que jamais vão se apagar.
Eu amo você, como van ghog amou sua arte. Mas onde eu só pintei você em minha mente, não com tinta, e sim com sentimentos
É na tinta e na tela e no papel e na palavra que destruo a nostalgia e alargo os olhares. É essa mãe chamada Arte que me rouba o tempo de chorar.
Esculpindo a fisionomia da vida. Pincelando tinta dando forma singular ao abstrato. Ondas sonoras ecoam entre obstáculos. Atuações compõem o espetáculo.
Os dias são páginas em branco a preencher, Com tinta de esforço, de aprender e crescer. No palco da vida, a dança persiste, Com ritmo cadenciado, o equilíbrio existe.
Investir deve ser mais como ver a tinta secar ou assistir a grama crescer. Se você quer adrenalina, pegue $800 e vá para Las Vegas.
Poesia é arte, da qual não se usa
tinta em tela, mas sim, sentimentos.
Pode ser facilmente encontrada entre o caos e a paixão.
-Mika Uniqua
O sentimento nem sempre era tangível em papel e tinta, né, Clarice? Eu sinto muito.
Admito que continuo me perguntando se você era tão exigente. Se empilhava papéis amassados ao redor da sua máquina de escrever.
Se rasgava seus livros com ódio. Se questionava: isso é bom?
Você viveu poesias, dramas e contos que jamais leremos. E, mesmo parindo tantas páginas, nem 100 séculos te decifrarão.
Mas é justo, caso o dom da vida seja existir, em partes, intocável e sagrada.
Pelo menos você retribuiu essa justiça, tornando acessíveis alguns gritos íntimos dessa dor missionária.
seja na introspecção angustiante de Lóri (tantas de nós) ou nas suas tramas nitidamente pessoais.
Que vê lição nas galinhas, nas rachaduras... Que vê Deus ao pisar num rato morto na orla do Rio de Janeiro.
E, a propósito, custei a recuperar o rumo após "Perdoando Deus".
Sempre admirei sua coragem de lançar palavras céu afora e f#das!
"Quem quiser ler, leia por sua conta e risco". Um certo descaso com o perfeccionismo e com as opiniões.
Era seu modo de sobrevivência, né? Mas também... que opinião vai impedir um ovo prestes a chocar?
Pois eu assumi o risco... (devo dizer que tinhas razão!)
Mesmo acessando suas páginas (desesperada pela identificação), nasceu a minha maior dor: não ler seus escuros.
O que você foi quando suas mãos estiveram amputadas... quando, na missão da escrita, você aposentou as fardas?
Minha dor é não saber o que se passava na sua cabeça enquanto o bolo de palavras não descia (nem por reza) esôfago abaixo.
Era isso que eu queria perguntar, mas cheguei uns 50 anos atrasada.
Aquela dor de estar entalada... de nenhum arsenal de palavras ser suficiente para fazer escorregar o sentimento que se agarrou na garganta.
O que você fazia?
Quando não era a palavra, ERA O QUÊÊÊ?
Qual era o mecanismo, Clarice?
(silêncio!)
Perdi a palavra viva andando pelas ruas da Tijuca. Fiquei com os ecos, que são meu desespero de hoje e ciclicamente.
Mas é justo, né?
Você continua intocável. Não é sobre a escrita, é sobre aquilo que não se fez ler.
Não é sobre o pecado... consumado. Ele pode ser escrito.
A dor sempre residirá sobre a nossa sagrada, intocável, dolorosa e incompreensível solidão!
Tinta trovadoresca
Vem e vão numa passagem
hora ligeira, hora travada.
Nuvem branca e nuvem negra,
Porventura não será ela a mesma?
Talvez sim, talvez não,
cabe o poeta distinguir.
Saberá a alegria de amanhã?
Saberá a angústia de ontem?
Não! Ou sim...
Afinal, o que interfere no poeta?
O sangue do pintor, tinta nos quadros a fluir,
Do poeta, versos encantados a reluzir.
O cantor, alma em canções que desafiam o tempo,
O ator, entrega em cada cena, em todo momento.
Para o caminhoneiro, cada quilômetro rodado,
Ao boiadeiro, cada gado passado.
E para mim, mero pensador, a cada mensagem concebida,
Que se forma em pensamentos, numa jornada colorida.
Assim como cada profissão tem sua arte,
Cada gesto, cada esforço, em nós se parte.
Somos todos artistas, em nossa própria maneira,
Expressando a essência da vida, a verdadeira riquezapassageira.
Memoria
Memoria distinta que me intriga
E se eu esquecer
Um pincel sem tinta
E meu quadro ja não é mais o mesmo
Idiota que tem que ver para crer
Que não se lembra da memoria sincera
Que através da morte se encerra
Antes de morrer poderei pintar?
Pintar o mar em minha mente
Calmo como as historias que ouço
Das memorias de quem ja viveu mais do que eu
Farei questão de lembrar
E nunca deixar acabar
E as memorias que gravaram em mim
Não iram ter um fim
A tinta da saudade, manchando as páginas com emoções,
Um grito silencioso, que a solidão jamais ouviu.
