Textos Vc Nao foi Homem pra Mim
LEIA-ME...
MUDEI MUITO DESDE A ULTIMA VEZ,
DÊ UMA OLHADA PARA MIM
ME PERDI NOS LIVROS QUE LI
NOS CAMINHOS ESCREVI O QUE VI
DE UMA OLHADA PRA MIM
NÃO VERÁS MAIS DE ONDE VIM
APENAS UMA ENVELHECIDA ESSÊNCIA
EM UMA JUVENTUDE AMADURECIDA
MUDEI MUITO NA CAPA E NAS FOLHAS ESCRITAS
NADA APAGUEI NADA PERDI
NÃO TENHO ILUSTRAÇÕES,MAIS LENDO ME VERÁS,
ENTENDERÁS QUE MINHA VIDA TEM HISTÓRIA
DE UMA OLHADA EM MIM
LEIA-ME E ENCONTRARÁS O SEU MELHOR CAMINHO,
ENTENDA-ME E APRENDERÁS UM POUCO MAIS DE SI,
DEIXE-ME SEMPRE A MÃO,
BEM PRÓXIMO DE SEUS OLHOS,
NUNCA DEIXE-ME FECHAR,
NUNCA ME INTERPRETE OU FAÇA ARTE DE MIM.
SEM JULGAMENTOS,
APENAS LEIA-ME.
José Henrique
Fuga.
Quando fugi de mim
E cada vez mais longe
E mais longe eu fui de mim
Mais perto era o aqui
Quando já muito distante
Percebi que o mais longe de mim
Era sempre o mais perto, daqui
O mais junto, daqui
Era sempre dentro de mim.
Eu nunca sai de mim
Não vou sair ou me retirar
Não daqui
Sempre que de mim fugi
Eu daqui nunca sai
Sempre dentro de mim
Cada vez mais aqui
Posso sair daqui
Mais nunca fugir
A porta que se abre aqui
É sempre uma fuga
Muito mais de mim
Para dentro de mim.
José Henrique
Como sonho com o amor perfeito. Mas o que é perfeito para mim, é impossível para você. Como penso em você, como tento descobrir quem é você na verdade, ilusão, idealização, beleza, realidade. Eu te faria o homem mais feliz do mundo, nos meus sonhos, no meu amor perfeito, no seu mundo. Perfeito para mim? Você. Impossível para você? Ser único.
Flávia Abib
Meu Eu
Passar o tempo escrevendo...
Pra mim é vaiajar sem andar...
É nadar sem mergulhar...
É estar na estrada deserta...
É andar em quaquer lugar...
Me divirto...
E gosto do que faço...
Quem é poeta...
É escritor...
Quem tem esse dom...
É pássaro voador....
Não sou violeiro....
Também não sou cantador....
Sou um verso improvisado...
E um bom trovador....
Sou de uma fonte...
De edição limitada...
Minha data de nascimento...
Está em qualquer certidão...
Um dia deixei de lado...
Muitas frases por mim criadas...
Muita saudade me aperta...
Que até o meu peito dilacera...
Quase tudo que escrevo...
Tem um risco rasurado....
Todo poeta erra...
Anda tonto nessa jornada...
Atordoado sim...
Louco e só mais um pouco...
Os lugares que vou...
Ninguém é capaz de saber...
Saio de mim...
E entro em outra esfera...
São muitos improvisos...
Minha imaginação é frequente...
Sou do mato...
Sou dessa gente...
Sou caipira...
Sou arisco...
Sou como índio...
Quisera eu...
Falar pra morena...
Encantar a loira...
E beijar a mulata...
Não por somente inspirar....
Mas fitar em cada olhar..
E dizer....
Que o meu peito já suspirou...
Por isso...
Pra mim a poesia...
É meu passa tempo...
Ela é minha...
Ela é nossa....
Isso não é ser conquistador....
Nesta linha...
Vou com meu verso...
E não uso anzol....
Vou pescando letras....
Vou checando a ilusão...
Sem trovão...
Sem rojão...
No meu silêncio...
Faço refrão...
Quem quiser saber....
Bata na porta...
Entre e não peça licença...
Entre devagar...
Mas não arrebente...
Só sobe no palco comigo...
Só quem aguenta e não arrebenta
Os lustres estão acesos...
Aos leitores vai aqui meu apelo...
Não se despeçam desse show...
Volto logo e farei outro verso...
Ouçam esse meu repente...
Não corram e não chorem...
Muito menos lamentem...
A borboleta orgulhosa sou eu...
Voa em outro jardim....
Tenho uma sina rimadora...
Quem chorar agora...
Vai ser minha patroa...
Venho de um lugar....
Estado de multas lavouras...
Sou do banhado...
Plantei milho aos bocados...
Pra cantar comigo...
Entrem descalços...
E não se façam de arrogados....
A viola minha é chorona....
Madeira pura de pinho...
Dedicação do meu passado....
Nesse verso arrumado....
Quebra não...
Rima minha...
Sou conhecido...
Sou eu...
O poeta voador....
Voa no espaço como ave marinha...
Sobe tão alto...
Igual pássaro condor....
Aqui...
Eu não sou delicado....
Não meço esforço pra escrever....
E também sou considerado....
Se estou nesse momento...
No palco desse teatro...
Sou artista sinsinhô....
Face minha...
Desejo meu...
Território de escritor...
Não entra qualquer doutor....
Se isso é atrevimento...
Pegue a gaita e me acompanha...
Tudo isso é obra minha...
Arquitetura de tamanha façanha....
Agora de vocês eu me despeço...
Sem anseios e sem tropeços...
Obrigado á você meu leitor...
E vai aqui...
Um forte abraço meu...
Sou caboclo sonhador...
Sertanejo sereno...
Talvez falei demais nesse poema...
Que não é grande...
E nem é pequeno...
Autor :Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Amando-te em mim...
Cá estou, a mais uma vez desvendar-me,
A sonhar-te em desejos que são somente meus,
De um amor que dentro de mim se afoga,
Sou eu de um cálice tão intenso que me embriago,
Das noites em que a solidão é uma diva,
Desejar-te amar como um anjo ou demônio,
Longe de alcançar o toque de suas mãos,
Do olhar triste que nasce em meu rosto junto ao sol,
Cá estou a olhar-te como desejo ver,
Já a desenhei tantas vezes que quase toquei,
Do vestido em flores ao simplesmente nú,
Teus olhos de variadas cores pintei,
Cá estou a dar-te virtudes que nem mesmo sei ,
Esculpindo sua forma e acariciando um corpo de sonhos,
Escrever-te com a tinta do meu mais puro sentimento,
Da verdade que é a dor de minha saudade,
Dando a ti cada espaço de meu corpo,
Sendo eu feito de ti, pois não mais me sinto,
Vivo-te dia a dia em um silêncio de mãos vazias,
Cá estou eu... sentindo-te,
Pois quem és tu, que me fazes ser teu sem ti?
Onde estáis, tendo-me sem mim?
Levanta-me, abraça-me, quero dar-te rosas em mãos,
Uma pista para passos em tua direção,
Cá estou a sonhar-te, a mais uma vez desvendar-te,
És tu das minhas formas, das virtutes que dou-te,
Dos sentimentos te escrevo,
Do desejo te desenho, te dou formas,
Do amor que sem ti, por ti tenho,
Cá estou sem ti,
Cá estou sem mim,
Assim seja...
José Henrique
Encontrar-te-...
Sonhando sempre, sonhando
Assim um viajante de mim
Onde conheço pouco demais
Na aventura de encontrar-me
Desbravando-me no tempo
Um tempo de certo não meu
Entre pessoas de muitas tribos
Linguas e pensamentos diversos
Sigo como um autoimovel sem direção
Combustiveis de uma vida sem sentido
Onde páginas bíblicas desfolham-se
Versículos a cada dia mais atuais
Muitos Césares em jardins de pedra
Vivo eu no teu sentido,
Dores escondidas na psicologia dos nadas
Culturas plantadas, sementes que morrem
Em corações de terra infértil
Apenas canteiros de moedas
Dantes morreria de amor por amor
Sensivelmente morremos nem ele.
Nas aventuras de encontrar-me
Ainda levo na bagagem
Sementes de uma alegria perdida
Onde neste ou em qualquer mundo
Que um simples e de vocabulário humilde
De um codinome poeta
Possa tão simplesmente viver
Olhar em teus doces olhos
Plantar um jardim de rosas
Perfumado em esperança
Na maravilhosa cultura do amor
Escrevo à ti.
.
.
.
.
José Henrique
Tenho compromisso comigo, e em mim. Tenho orgulho do que sou, e do que faço. Tenho amor por mim, e comigo. Por isso doce criatura do meu desejo, por mais que eu sofra por ti, por mais que me use e abuse, sairei sempre acima de você no que diz respeito aos sentimentos. Já fui de Vênus ao fundo do mais escuro poço, conheço o amor incondicional e a indiferença...desavenças sempre aparecem, mas o caráter não muda nunca.
Flávia Abib
Olhos vendados.
Farei-me desviar-te de mim,
Das ilusões por mim plantadas,
De como a desenhei,
Dos pedaços que de ti juntei,
Não mais terei as lembranças,
De uma esperança somente minha,
Não há dor no amor,
Nem amor que resista a dor.
O que for saudade...
Lágrimas até que sequem,
Amor que se apague, que se ausente,
Embriague-se ao vinho de uma saudade qualquer
Perca-se de mim por razão de não ser.
E que a vontade padeça ao colo de meu desejo,
Abrirei os olhos dantes vendados,
Da ironia de amar de mim para mim,
Da vontade de lutar sem motivo real,
Detonarte-ei de forma atômica,
Retirando o véu de sua mentira,
Implodindo pilares de sentimentos por ti.
Dormirei todas as noites perdidas,
Apagarei os caminhos e rastros de seu alcançe,
Da vilã e parceira solidão, ao lado deitarei,
Darei de mim aos que a mim vem,
Por motivo ou não importa,
De amor , nas rosas encontrarei,
Darei teu nome aos ventos,
Mas como prometi jamais te esquecerei,
Serás exemplo de qualquer dor posterior,
Ainda a terei como causa e causador,
Se o amor ainda me procurar, servis-tes bem,
De um propósito encouraçado e resistente.
A carência...um verdadeiro amor,
A dor... meus pêsames,
Ao tempo perdido...um lamento,
A esperança... descanse em paz,
Aos sonhos... um bom dia,
A verdade... muito prazer,
A você... um adeus,
A mim...
Farei-me desviar-me de ti...
José Henrique
02:00
Meu ser instável se levanta, passeando por mim pelos vãos apertados do meu quarto, provavelmente rindo da minha doce ilusão.
02:30
Meu demônio mais insistente se volta contra mim, de uma forma incontrolável e incansável se aproximando cada vez mais. Com tudo, novamente sou dominada por ele, afim de me livrar tento me puxar para fora desse terrível buraco em que me encontro, sem sucesso
03:00
Ele já tomou totalmente conta do meu ser, já mal respiro, não durmo, e nem ao menos controlo meu próprio coração que agora bate lentamente...
Tudo aquilo que lutei se perde nessa sensação sufocante de ser forçada a presenciar novamente esse tormento.
03:30
Com sorte, consegui sobreviver a mais uma madrugada... rezando para não acordar na próxima.
Tem um pedaço de mim por aí
Fico horas a procura dele
Andando
Batendo cabeça
Tem um vazio que só se preenche com ele
Um sorriso que só sai com ele preenchido
Um abraço que só se encaixa nesse espaço
um beijo que é só desse segredo
de vez em quando eu encontro
são tão rápidos
tão curtos
mas tomam meu mundo todo
me prendem a vida maravilhosa
a uma esperança de eternidade
de um toque que dure para sempre
de algo magico
de um olhar meio japonesinha
com aqueles cílios sempre pretos
tem um pedaço de mim solto por ai
Fico sempre a procura
Sempre buscando só me completo nele
tem um pedaço de mim aqui
a procura do meu por ai
Soneto
Sabiá Laranjeira
Vem Sabiá Laranjeira
Cante pra mim uma canção
Seu canto forte, melodioso
Encanta-me, alegra meu coração.
És símbolo do meu Brasil
Onde fez seu ninho permanente
Aqui cantas a paz e o amor
E és dispersor de semente.
Nos pomares busca alimentos,
Livre, saltitando pelo chão
Encontra insetos desatentos.
Faz alvorada com seu gorjear
E serenata ao anoitecer
Pra sua amada conquistar.
Porque está tão longe de mim?
Porque o escárnio de tuas palavras vazias me assolam dia e noite?
Porque há de se levantar sobre mim chuva e vento, e mesmo assim, não consigo me ver liberto da sua frieza?
Porque o relvado se torna cinza enquanto tua pele brilha como o sol?
Onde foi que eu errei?
Porque não me perdoas de uma vez se o mandamento dEle é esse?
Porque não tira de sobre mim esse fardo que só tu podes tirar?
Haverá um dia em que te amarei sem embargos, sem máscaras e sem esperas exageradas. Espero ansioso o dia em que me dirá sim, com os olhos ardendo em lágrimas como também os meus.
Eternamente eterno...
Vives em mim, plena e completamente
Inteira, séria... sorridente
Compartilhando o ar que visita puro
Meus pulmões, minha face, cada poro
Vives em mim por me ensinar
Que tudo podemos quando juntos
Que temos a opção de caminhar
Em passadas gêmeas, sem penar
Vives em mim, tomas e doma meu peito
Amado, amante do seu a dominar-me
Sem temores, receios e nem pressa
Um amor em arte, união sem contrato
Vives em mim e de ti me alimento
Me sacio ainda nas frias noites
Do calor inda sentido de seu corpo
Do mel de seus lábios, de toda você, meu céu
De um poeta, para Ti que adoras sentir poesia…
A ti, que adoras sentir poesia;
Prometo de mim, nela tudo dar;
Nesta havida maneira de a rimar;
Em ti, pôr toda a de um mar, maresia!
Maresia tão tida em seu citar;
Que em ambos permite esta sincronia;
De em ela entrarmos numa sintonia;
De Almas, bastando haver; por nós tentar.
Vamos, pois, nossas mentes libertar;
Em ela, para ambos um bocadinho;
No seu bonito dizer, navegarmos!...
Para em ela, As Almas tanto entregarmos;
No seu a ambos dizer, por com tal carinho;
Que a ambos, pós, muito irá contentar.
Com Carinho;
Setembro Amarelo
setembro quando longe eu estarei quando alguém perceber que tudo acabou para mim, não
sei dizer ao certo aonde estarei pois ninguém sabe dizer, eu penso e reflito à vontade não é
de morrer a vontade é de parar de doer, maldito setembro amarelo só nele que pensamos
que existem muitas pessoas a sofrer só que não sofremos só em setembro e sim todos os
dias, frescura ou mimimi isso é coisa de baitola ou esse menino foi mimado demais, e sim é
algo a mais que dói sem um fim tristeza, fraqueza, desprezo, sentir-se feio, solitário, cabisbaixo, sozinho, depressivo,
Depressão
Escravidão
Perdido
Recluso
Enfermo
Sozinho
Solitário
Angustiado
Odiado
Maldito setembro Amarelo da enganação
Morremos todos os dias consumidos
Pela Depressão.
Michel Elias dias leite
Pensando em você
Agora me fizestes viajar,
levando-me em teus braços.
Senti teu perfume em mim,
tenho o calor dessa boca
colada à minha.
Nossas mãos ora juntas,
ora separadas, ficam em
busca de uma parte quente
e macia dos nossos corpos.
Corpos agora colados e
pelo amor unidos.
Te quero minha flor linda.
Brotastes dentro de um
vaso de amor feito.
Com amor foste regada, e só
para o amor és voltada.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
pena
às vezes tenho tanta pena de mim
queria ser ninguém
mas vivo me fingindo de alguém
aluguem alguém para impressionarem
para com isso piu
nem tá reverberando teu piu
só você não sentiu
só você
sol
sol você
sol você, não sentiu...
em aula era mais fácil
uma hera e o faz de conta de crescer
de vir a ser
de virar ser
de virar
mas agora
nem embora
com hora
bate o sino então
supera o abismo
não desmonte não
monte o cinismo
casuismo pandêmico
pague o mico então
mas não posso
não consigo
procuro em toda
e por toda
parte
partiu
parteira
na verdade sem eira
nem beira
em volta do buraco
tudo é abismo
VIVA ARIANO SUASSUNA
piu
- Carta mútua para mim
Querido Marcos
O que você quer, você sente
Mas, realmente precisa? de modo realista, tá em condições favoráveis? e tem que ser agora?
Você se reconhece nas coisas e pessoas ao seu redor?
O que você já fez?
O que você está fazendo?
O que você vai fazer?
O que te descreve?
Ora, meu eu, obrigado pelo contato, acho que sou um espelho, pode ser a resposta? Não...
Pois bem, como meu irmão universo estou em movimento e sou mudança constante, e não a ilusão do que se deixa definir ou rotular
A limitação não é o campo que a liberdade joga, mas sim no campo do amor próprio, da fé, esperança e confiança convicta ou não, independentemente o bem-estar estará bem, porque vem de dentro e não de fora
Posso ser e fazer isso e aquilo, aquilo e isso, cabe a mim fazer sentido, é o meu tempo, é a minha vida, sou eu que tenho que gostar e aprovar, pois sou eu quem vou viver as minhas escolhas, minhas, sim, minhas
Mas já fui muita culpa que não era toda minha, fui tristeza por não ter tido conselhos, fui agressão por não saber o que era compaixão
Fui erros indesejados e também fui acertos redentores
Fui fugas perseverantes, fui vícios anestésicos, fui exageros narcisistas
Fui um mar de auto-críticas desleais e exigências impotentes
Sim eu fui, fui com o meu ser sem instrução e com o outro sem obrigação
Também fui insegurança desaprovadora e segurança egocêntrica
Fui medo de não ter o básico para sobreviver, fui receio de frustrar tudo o que não aceitaria desapontar
Fui terror de perder o que ainda não tinha por me julgar na insuficiência
Fui necessidade de controlar o que não é possível administrar
Fui invasão irracional, fui abuso aprovador, fui interferência desnecessária, fui prepotência em frente os outros
Fui ignorância apressada por evolução, fui impaciência de esperar o que não vinha, fui ansiedade de me tornar o que ainda não podia ser
Fui criança negligenciada, abandonada e ferida
Fui falta desapercebida, fui fome de amor e carinho
Fui rejeição necessitada de calor humano, fui uma solitária moeda trocada e perdida
Fui tentativas vagas, fui conselheiro em meio a desastres
Fui choro solo, fui risadas depressivas
Fui menino bobo, fui colega louco
Estive a ser nessas diversas condições impermanentes porque assim é a vida, composta por histórias que resultam em mais histórias, boas ou ruins? se ainda não acabou logo não importa
Fui sim, tudo isso, e daí? Na verdade, passei por isso, mas sou - sobretudo - movimento esperançoso, de um futuro extraordinário que é útil e faz a diferença
Ontem fui, hoje estou, amanhã estive e estarei talvez em outro plano, um melhor? quem sabe, mas preciso aprender com isso
A vida é assim mesmo, imprevisível e passageira, devemos agradecer por estar onde ou como está, por estar com quem está e fazer o melhor que puder no momento presente
Fortalecer a alma, curar as feridas, sorrir pra vida
Para sentir, viver, aprender e crescer nas escolhas que são a vida
Mas tudo passa, e quer saber? Tudo bem, tudo bem até não estar bem se eu sou do bem, eu quero o bem, eu faço o bem e vejo o bem
Então tudo bem, vou me experimentar a cada momento; gratidão!
Eu apenas vago, estou perdido e gritando em silêncio! A distância pra mim poder me encontrar, é muito longa pra percorrer. Existe atalho, mas é sombrio, amedronta qualquer um que chegue perto. A dificuldade aumenta quando você não está mais sozinho, no momento que ela chega pra te fazer companhia, ela te derruba, e você não é forte pra combater. O primeiro passo então é se isolar, nesse momento ela já te possui por completo e se torna sua melhor pior amiga. Você terá longos conflitos com ela, mas não vai ganhar nenhum.
Quando esboçar reação, tome cuidado, a segunda queda nem o colchão pode amortecer. Você começa a aceitar a convivência, e então o amanhã já não é mais tão importante, nem o hoje. O agora é só o agora, tudo vira apenas detalhe, e nesse momento você começa a temer a sí próprio!
Ela é traiçoeira, te oferece paz e tranquilidade de maneiras perigosas, só ela pode acabar com a dor que ela causa, e ela sabe disso. Se algum dia, ela te chamar pra dançar, fuja, ela vai fazer de tudo pra te seduzir, mas é a maior das ciladas, e pode ser a última.
Cinema da Cabeça
Olá cinema da cabeça
Reservou um banco pra mim?
Qual vai ser o filme
Que nós vamos assistir?
Eu não tenho pipoca
Nem ingresso ou convidado
Mas vamos ver no que que rola
Nesse filme avaliado
Ei maquinista
Escolhe um filme legal
Já me cansei das sessões
Sobre quando me dei mal
Sobre vergonhas e decepções
Sobre erros e culhões
Ei maquinista
Põe outra fita dessa vez
Ou um CD, tanto faz
Só atenda o freguês
Não dormir já é normal
Mas chorar é a primeira vez
Se eu estiver fazendo algo
Que não seja do meu agrado
Se eu estiver errando
Por favor, que não esteja filmando
Não dá pra viver assim
Cercado de acusações
Toda hora lhe apontam o dedo
Com olhares de reprovações
Esperando reavaliações
Ei cineasta
Não filme, nem fotografe, nem dirige
O próximo curta metragem
Da minha longa vida
Não quero ser lembrado
Por algo que me persiga
Não quero ser lembrado
Como um antagonista
Faça uma montagem, corte as piores partes
Pra que o público aplauda os meus atos covardes
Mascarados de sétima arte
