Textos Tristes
Eu estou andando triste pela madrugada Perdido estou sem saber o que fazer
Eu estou aqui sem voce
Buscando uma razão pra te esquecer
Vejo a lua sempre iluminada
Ae me lembro das nossas noites de prazer
Eu estou aqui sem voce
Será que a gente pode , será que e gente pode
Se rever?
É triste ver como a política virou um mercado de trocas. Se a população entendesse que o voto é a nossa única arma real, essa bagunça acabava hoje! Mas, infelizmente, tem quem ainda adore votar por migalhas, esquecendo que o que eles dão hoje, tiram em dobro na saúde, na educação e na segurança amanhã.
Essa política de 'pão e circo' só serve para manter os mesmos nomes no poder há décadas. Está na hora de parar de mendigar o que é nosso por direito e passar a exigir respeito. Quem aceita migalha, nunca vai ter o banquete da dignidade. Vamos acordar e dar um basta nessa palhaçada!
Primavera de corações tristes
Na primavera, florescem as esperanças...
Os corações, em desatino, porém, sozinhos batem descompassadamente.
Ventos suaves sopram suaves lembranças...
E a luz do sol revela destinos perdidos que a felicidade nunca alcançam.
Butterfly de sonhos, aflitos em dor,
suspiros se perdem entre pétalas emurchecidas...
Tristes melodias, ecoando o amor que todo coração pra si almejaria...
Num ciclo eterno, em que a saudade é uma fúria nunca adormecida.
Caminhos floridos, mas sós, sem conforto... sem abrigo...
Os rostos sorriem, mas os olhos choram...
E sob o céu azul, um riso antigo
repete a tristeza que os corações devoram.
Oh, primavera! Teus coloridos encantos trazes...
Mas, que fazer com os sentimentos quebrados?
No silêncio dos campos, os lamentos são tantos,
E os destinos silenciosos sofrem amargurados...
De estação em estação passam sem nunca saber o que é ser amado.
Andorinha... e a vida minha
“Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…”
Ah! Vida sem propósitos...
Sem intento, sem intenção...
Acorda de manhã e segue qualquer sentido, qualquer direção.
O Sol sabe seu rumo... seu objetivo diário...
O que vem clarear... a vida que vem a todos proporcionar.
E isso a cada dia que pelo céu está a passar...
Ah! Vida que segue qualquer sentido...
Sem sentido certo...
Que dia comprido...
Com passos (in)certos
Rodeada de vida vive o mais estéril deserto.
O vento sopra de cá pra lá
De lá pra cá... o tempo todo a trabalhar...
Invisível ao mundo, poeira a espalhar...
Poeira a limpar!
Ah! Vida desassossegada...
dia a dia incomodada... acomodada?
Inquietada...
Impressionada...
Que não serve pra nada.
Desmediocrizada?
E ninguém me disse nada na porta de entrada.
Rosangela Calza
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Eu fico triste por ele
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Ele precisa se encontrar dentro de si mesmo
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Espero que algum dia, ele reflita e seja novamente aquele menino que um dia eu conheci aqui
[19/3 13:12] Alinny de Mello: Não culpo ele, a infância molda todos de uma forma diferente.
[19/3 13:12] Alinny de Mello: Os traumas, a violência, os genes dos genitores...
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Tudo isso faz um trabalho louco em quem está crescendo
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Nós surgimos de conflitos muito dolorosos
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Os meus ovários policisticos, o médico disse que tenho devido a minha infância difícil
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Disse que toda mulher que passou por grandes traumas na infância
[19/3 13:13] Alinny de Mello: E adolescência
[19/3 13:14] Alinny de Mello: Tem ovário policistico
Não quero ver teus olhos tristes
sob o céu tão estrelado,
o lado que eu gosto do teu lado,
é o lado de dentro quando
eu entro calmo como se o teu coração
fosse minha morada,
beijo teu útero como se fosse meu último desejo,
mas meu último desejo é sempre o penúltimo,
e eu quero sempre esse beijo...
sou triste porque esse é o álibi pra tua presença,
amar-te não é crime,
mas amas este meu lado marte,
esse meu lado triste, vazio, imenso
que comporta a tua presença
com todos os teus pecados
náufrago
Era meia-noite... O vento frio passava triste, como palavras cortantes, acompanhadas com uma enorme sensação de que carrego um mar dentro de mim. Mas não um mar plácido, de ondas preguiçosas e céu límpido. É um mar revolto onde há trevas, frio e escuridão, dessas que afastam os pescadores mais corajosos sobre enormes barcos em uma noite negra e vazia como as noites sem luar. Um mar que não acolhe, expulsa; que não acalma, derruba.
Sinto que tudo que se aproxima acaba sendo devastado pela tempestade. No mar intenso, pessoas, gestos, tentativas de cuidado... tudo naufraga. E eu o assisto, de modo impotente das profundezas da alma, com um verbo de desgraça, com um grito questionador e agonizante. E em resposta, o vento que passa por meus cabelos fugazes responde-me: "pobre órfão! Vagando no espaço em meio a escuridão, mandas um grito!"
Agora. o silêncio preenche o vácuo das palavras não ditas. Um silêncio que não é apenas a ausência de som, mas uma presença pesada que ocupa todos os cantos e ecoa nos meus ouvidos como se zombasse de mim.
Parece estranho, embora este oceano sem fim pareça calmo; engana quem o vê de longe. O abismo azul ataca amargamente e devasta tudo à minha volta. Não é por mal, mas não sei ser porto seguro quando sou eu quem está naufragando e, silenciosamente, eu só queria ter um refúgio em meio às tempestades. Clamo por alguém que me consiga atravessar esse mar, porém minha tempestade turbulenta sacode violentamente os barcos.
Talvez esse mar sempre faça parte de mim e não se trate apenas de atravessar a tempestade, mas de admitir como parte da minha jornada. Com o tempo, quem sabe, eu reconheça que mesmo sendo arrastada para o fundo e sufocada pelo silêncio, isto revele minha resistência e minha capacidade de me manter firme aos meus propósitos.
Afinal, viver quem, sabe, seja isso. Nesse turbilhão, ressoa-me os versos do poeta Castro Alves: "Por que foges assim, barco ligeiro? Por que foges do pávido poeta? Oh! Quem me dera acompanhar-te a esteira que semelha no mar — doudo cometa!" Assim como o Poeta dos Escravos, percebo que viver é, muitas vezes, aceitar o mistério da travessia e permitir que as correntes nos guie, sem abrir mão dos nossos propósitos.
Amanheceu. Vejo a calmaria do mar, cujas águas, mesmo balançando, sabem ser abrigo. Posso vê-las deixar os barcos passarem devagar, junto com o vento suave e o marulhar das ondas. É como se o mar, em sua imensidão, oferecesse passagem segura a quem tem coragem de navegar, mesmo sem saber exatamente o destino. Agora, vejo um farol que me guia a um porto seguro. Estou em terra firme.
É preciso ser feliz!
Olho para o passado
e vejo tristeza, desprezo e tormento.
E, mais uma vez,
isso me faz sofrer.
É preciso esquecer o passado,
olhar para frente
e viver, simplesmente,
o meu presente.
Esse presente
que não sei ao certo
quanto tempo vai durar,
pois também, um dia, passado se tornará.
Não sei se sonhar é possível.
Não sei que futuro me espera.
Mas sei que, antes de tudo,
é preciso ser feliz!
Escrevo
Meu sentimento se perdeu no vento.
Por isso escrevo.
Nos dias tristes, alegria canto... em cada verso, o riso leve descrevo.
O sonho lindamente sonhado...
No papel é cuidadosamente desenhado.
O medo é enfrentado.
O choro... consolado.
Escrevo e fim.
Não importa se toca em você ou apenas em mim.
Traição
Ela desceu as escadas bem devagar... queria correr... pra bem longe de seu triste presente... mas só conseguia descer bem devagar... queria tempo pra se arrepender e voltar?
Tinha sido tão abandonada... e nem sabia bem por quê. Enfado? Mas ela sempre dizia: "Amor, tudo pode ser renovado."
Não... claro ela sabia, não é tudo sempre perfeito, mas pra tudo há jeito... havia o afeto, havia os dias calmos, havia a cumplicidade construída nos anos que passaram juntos. Passaram juntos mesmo?
Agora ela só estava mesmo era cheia de dúvidas. Estava acompanhada e completamente abandonada desde quando?
Como não tinha visto os sinais? A troca de senha do celular... alguns contornos tão inúteis... aqueles silêncios cortantes... como era possível o amor que ela havia acreditado ser todo seu não ser todo seu...
Achou que o melhor seria compartilhar com alguém sua dor... e suas dúvidas... pensou: 'onde encontro alguém que também foi sempre abandonado?'
Mas seu mundo tinha caído... não ia conseguir no meio dos escombros encontrar nada..
E desceu devagar... bem devagar os onze andares.
Térreo. Entrou no elevador... apertou todos os andares... queria tempo pra se arrepender... não queria voltar... mas só conhecia o caminho de casa...
... Definitivamente... ia voltar... mas bem... bem devagar... talvez no caminho encontrasse forças pra se arrepender e de novo descer... e da vida dele desaparecer.
Talvez.
Tristeza é a época mais difícil do ano.
Na primavera, não permite sentir o perfume das flores.
No verão, faz estremecer o coração.
No outono, deixa um gosto de desgosto na boca.
No, inverno, me deixa tão cansada,
é tanta neve na estrada,
mal consigo esperar a próxima estação
pra tirar dos pés as meias,
pra neve sumir e descongelar meu coração,
que, descongelado, consegue estremecer
e fazer o sangue correr pelas veias.
De estação em estação vou tentando
um pouquinho de tristeza abandonando...
Um dia eu pego o trem certo
e você nunca mais vai sair de perto.
Algumas tristezas guardamos bem no fundo do coração.
Elas chegam lá e se instalam... tomam conta,
põem a mesa e deitam na cama
e adormecem
com o tum tum... tum tum das batidas do coração
rítmicas.
São tristezas tão tristes tão doídas,
são dores tão sofridas,
enterradas... debaixo de outras lembranças
menos doídas... soterradas.
E lá ficam.
Não as deixamos sair por nada
ficam no mais profundo do fundo do coração.
Não as deixamos jamais vir à tona,
ficam lá esquecidas e aquecidas
pelo sim pelo não.
O amanhã traz consigo incertezas, dores, tristezas, ansiedade e cobranças.
Mas, olha, jovem: o mundo ainda continua.
Não se deixe abater por uma pontuação. Vá devagar, mas sem medo, porque seu esforço e sua dedicação já foram válidos. E, caso não consiga, levante-se e tente de novo.
Afinal, depois do medo vem o mundo.
Fica a dica.
Chega!!!
Não quero tristezas no meu dia, não quero que as dores me afoguem, se afastem de mim incertezas impuras e desleais,
O excesso do medo não ira me corromper hoje, nada me fará tropeçar,
Só eu sei o quanto custa correr e o quanto custa não desistir,
As decisões já foram tomadas, os perdões foram deixados de lado e o combustível para o fracasso já foi esvaziado,
Agora eu quero olhar pra frente e ver os resultados.
Só cansado...
Já fui louco, até descobrir que foi um engano,
Já estive triste, até entender que era somente uma passagem,
Já fiquei preso, até entender que as chaves estavam nas minhas mãos,
Já corri muito olhando para o espelho sem entender que era o sentido contrário o verdadeiro caminho, então parei e entendi que eu estava simplesmente cansado.
Existem vários "EUs" dentro de mim.
Um EU é alegre.
Um EU é triste.
Um EU é paz.
Um EU é angústia.
Um EU é ódio.
Um EU é indiferente.
Um EU é amoroso.
Um EU é frio.
Um EU é sociável.
Um EU é antissocial.
Um EU é atencioso.
Um EU é magoado.
Um EU é arrogante.
Um EU é orgulhoso.
Um EU é vaidoso.
Um EU é solidário.
Um EU é egoísta.
Um EU é frustrado.
Um EU é cansado.
Um EU é ansioso.
Um EU é estressado.
Um EU é agradável.
Um EU é desagradável.
Um EU é normal.
Um EU é louco.
Um EU é lembranças.
Um EU é mudança.
Um EU sou EU.
E cada EU aparece no momento que precisa aparecer.
Cada momento nasce das escolhas que fiz — e das que escolhi não fazer.
Agora, escolho ser quem sou.
E isso é o que estou sendo, neste exato momento.
É tão triste precisar dar tchau para alguém que a gente ama.
Principalmente quando o coração ainda sente, quando a presença daquela pessoa ainda mora em algum lugar dentro da gente.
Mas existe uma coisa dolorosa que a gente precisa aceitar: não existe força no mundo capaz de segurar alguém que escolheu partir. E também não existe maneira de fazer alguém enxergar a gente com os mesmos olhos que enxergamos essa pessoa.
Cada um sente de uma forma. Cada um enxerga através da própria história.
Às vezes, a gente ama alguém simplesmente pelo fato daquela pessoa existir. E existem sentimentos tão grandes que as palavras ficam pequenas demais para explicar.
O mais difícil é entender que não podemos criar expectativas sobre o coração do outro. Não podemos exigir que alguém sinta aquilo que sentimos.
Às vezes eu queria apertar uma tecla e apagar tudo. Apagar a saudade, apagar o amor, apagar aquilo que insiste em permanecer.
Mas sentimento não é uma tecla de delete.
Algumas coisas precisam apenas ser sentidas até que, aos poucos, encontrem o seu lugar dentro da gente.
Eu queria que acabasse logo. Queria que fosse mais fácil. Mas eu também entendo que não posso acelerar o tempo do meu próprio coração.
Não vou fingir que não sinto. Não vou lutar contra algo que existe dentro de mim.
É como estar em um barco no meio do mar, deixando as águas conduzirem o caminho.
Mas estar à deriva não significa estar esperando alguém voltar.
Significa apenas que eu parei de lutar contra o movimento das ondas e comecei a confiar que, em algum momento, elas vão me levar para um lugar onde eu consiga respirar novamente. Ou deixar que alguém entre no meu barco e reme junto comigo pra um novo lugar. A vida me força sempre e tomar decisões, e lutar o tempo todo contra tudo aquilo que te põe pra baixo, lutar contra suas sombras, uma hora a luz chega.
Nunca irei dar meu leme para alguém dizer qual direção eu tenha que tomar, mas sim, posso deixar alguém me ajudar. Às vezes, amar alguém também é aprender a soltar. Não porque o amor acabou, mas porque entendemos que ninguém muda pela força do nosso sentimento. Eu posso amar.
Não confunda depressão com tristeza por não conseguir agradar aos pais, aos amigos e à sociedade.
Não confunda depressão com a vontade de não fazer nada.
Não confunda depressão com a falta de aceitação de si mesmo.
Não confunda depressão com a invenção de problemas.
Não confunda depressão com a criação de pensamentos negativos.
Não confunda depressão com o sentimento de culpa por algo que não tem razão para ser.
Não confunda depressão com preguiça.
Não confunda depressão com a insatisfação em trabalhar em algo que não se deseja.
Não confunda depressão com o medo do que os outros pensam ou acham.
Não confunda depressão com o abandono de si mesmo.
Não confunda depressão com angústias mal resolvidas.
Não confunda depressão com o sentimento de piedade.
Não confunda depressão com tristezas que vêm e vão naturalmente na vida.
Mais amor, menos ódio.
Mais alegrias, menos tristezas.
Mais amizades, menos conflitos.
Mais paz, menos preocupações.
Mais pessoas, menos papéis.
Mais viagens, menos rotinas.
Mais montanhas, menos prédios.
Mais natureza, menos cidades.
Mais diferenças, menos uniformidade.
Mais detalhes, menos indiferenças.
Mais horizontes, menos bolhas.
Mais céu, menos teto.
Mais lua, menos lâmpada.
Mais folhas, menos paredes.
Mais pássaros, menos discursos vazios.
Mais leveza, menos cobranças.
Mais lembranças, menos rancor.
Mais sentimento, menos razão.
Mais vida, menos mortes.
Que em cada escolha, possamos dar mais espaço ao que realmente importa: ao que nos aproxima da essência do ser, da beleza do momento e da verdade do que somos.
Nesses últimos bem dizer 50 dias tenho passado por tantas dores, tristezas, sofrimento, angústias que me fez rever meus conceitos e vejo que talvez eu nem exista nesse futuro ao qual eu me cobro tanto no hoje, e por me cobrar tanto desse futuro incerto, vejo que eu deixei de viver o hoje...
Perazza .'.
