Joyce Zwoslvy

Encontrados 4 pensamentos de Joyce Zwoslvy

Será que você enxerga a beleza que vem de dentro?
Aquela que não depende da luz perfeita,
nem do tempo favorável,
nem dos olhos de quem observa.


A beleza de fora chega como a paixão:
incendeia,
hipnotiza,
faz o coração correr mais rápido.


Ela brilha como um pôr do sol dourado,
como uma chama dançando ao vento,
como algo que parece eterno
até que o tempo passe.


E o tempo sempre passa.


A pele muda,
os traços amadurecem,
o brilho dos olhos conta histórias
que antes não existiam.


A beleza de fora, por mais encantadora que seja,
é uma visita.


Mas a beleza de dentro...
essa faz morada.


Ela cresce nas cicatrizes que viraram sabedoria,
na coragem de permanecer inteiro
depois das tempestades,
na capacidade de amar
mesmo depois das despedidas.


Por isso eu me pergunto:


O que você vê quando me olha?


A chama que arde por um instante
ou o fogo que atravessa as estações?


Você está apaixonado pela imagem
ou ama a essência?


Porque a paixão se encanta com o que passa.


Mas o amor reconhece
o que permanece.


E quando toda a beleza que os olhos conhecem
for transformada pelo tempo,
ainda restará aquilo que nunca envelhece:


a verdade de quem eu sou, está pronto pra isso?

Feliz dia dos namorados


A você que espero,
Que me faz imaginar como será minha vida com alguém novamente do meu lado.


Como será começar tudo de novo,
Como será sentir novamente borboletas no estômago por alguém.


Fico imaginando como será que vai ser a sensação de olhar em teus olhos, novos olhos pra mim, sentir novo toque, chamar meu mais novo e preferido nome.


Feliz dia dos namorados a você que sei que existe mais ainda nem te vi,
Queria que fosse hoje.
Porque ainda não estamos frente a frente
O que falta?


Mais te desejo feliz dia dos namorados
Porque sei que ainda virão muitos ao seu lado, e desejo que sempre seja diferente, mas com o mesmo entusiasmo do primeiro.


Tô com saudades, vem logo.
Feliz dia dos namorados.

A gente erra.

Erra tentando acertar.
Erra por medo.
Erra porque ainda não sabia.
E às vezes erra até depois de aprender.

Mas erro não é sentença.
É um lugar de passagem.

Existe uma diferença enorme entre repetir uma ferida e decidir atravessá-la.

Curar não é apagar o que aconteceu.
É olhar para aquilo que doeu sem continuar oferecendo a própria vida ao mesmo sofrimento.

As pessoas falam de cura como se fosse um destino bonito.
Mas a cura quase nunca é bonita enquanto acontece.
Ela dói.
Ela desmonta certezas.
Ela exige renúncias.
Ela pede coragem nos dias em que a única vontade é voltar a ser quem você era.

Só que voltar nem sempre é viver.

É por isso que toda transformação começa com uma decisão.
Ninguém cura porque o tempo passou.
Ninguém muda porque alguém pediu.

A mudança começa quando existe clareza.
Quando você para de fugir do que sente.
Quando deixa de inventar desculpas para aquilo que já sabe.

Você não precisa ter todas as respostas.

Precisa apenas da honestidade de reconhecer:
"É isso que eu sinto."
"É isso que me machuca."
"E eu não quero mais viver assim."

Talvez isso seja o suficiente para começar.

Porque a cura não acontece no dia em que a dor desaparece.

Ela começa no dia em que você decide não continuar fazendo da sua dor um lugar para morar.

É tão triste precisar dar tchau para alguém que a gente ama.


Principalmente quando o coração ainda sente, quando a presença daquela pessoa ainda mora em algum lugar dentro da gente.


Mas existe uma coisa dolorosa que a gente precisa aceitar: não existe força no mundo capaz de segurar alguém que escolheu partir. E também não existe maneira de fazer alguém enxergar a gente com os mesmos olhos que enxergamos essa pessoa.


Cada um sente de uma forma. Cada um enxerga através da própria história.


Às vezes, a gente ama alguém simplesmente pelo fato daquela pessoa existir. E existem sentimentos tão grandes que as palavras ficam pequenas demais para explicar.


O mais difícil é entender que não podemos criar expectativas sobre o coração do outro. Não podemos exigir que alguém sinta aquilo que sentimos.


Às vezes eu queria apertar uma tecla e apagar tudo. Apagar a saudade, apagar o amor, apagar aquilo que insiste em permanecer.


Mas sentimento não é uma tecla de delete.


Algumas coisas precisam apenas ser sentidas até que, aos poucos, encontrem o seu lugar dentro da gente.


Eu queria que acabasse logo. Queria que fosse mais fácil. Mas eu também entendo que não posso acelerar o tempo do meu próprio coração.


Não vou fingir que não sinto. Não vou lutar contra algo que existe dentro de mim.


É como estar em um barco no meio do mar, deixando as águas conduzirem o caminho.


Mas estar à deriva não significa estar esperando alguém voltar.


Significa apenas que eu parei de lutar contra o movimento das ondas e comecei a confiar que, em algum momento, elas vão me levar para um lugar onde eu consiga respirar novamente. Ou deixar que alguém entre no meu barco e reme junto comigo pra um novo lugar. A vida me força sempre e tomar decisões, e lutar o tempo todo contra tudo aquilo que te põe pra baixo, lutar contra suas sombras, uma hora a luz chega.


Nunca irei dar meu leme para alguém dizer qual direção eu tenha que tomar, mas sim, posso deixar alguém me ajudar. Às vezes, amar alguém também é aprender a soltar. Não porque o amor acabou, mas porque entendemos que ninguém muda pela força do nosso sentimento. Eu posso amar.