Textos sobre Tempo

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Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado.


A entrada definitiva na era digital,
e-mails, redes sociais, smartphones,
inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre.


Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas.
Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes.


A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real.


Ninguém está integralmente protegido.
Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam.


Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas.
A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea.


Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”?
Devemos responder com medo?
Ou com cautela consciente?


A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno.
Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa.


Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade.


No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais.
Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado.


A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos.


Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso.
O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade.


Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana.


A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo.
✍©️@MiriamDaCosta

Vai chegar um tempo
em que as pessoas frequentarão a escola
até a conclusão da alfabetização.


Depois?...


Para que tantos anos
de bibliotecas empoeiradas,
professores pacientes,
debates que exigem escuta
e silêncios que amadurecem ideias?


Para que diplomas
sustentados por pesquisa,
por método,
por dúvida?


Basta acessar
a grande “Universidade Global”
da Internet,
com seus cursos relâmpago,
suas certezas embaladas
em vídeos de dois minutos
e seus especialistas
formados em algoritmo.


O saber virou produto,
o conhecimento, tutorial
e a reflexão, opinião instantânea.


E pensar?!...
Pensar profundamente,
talvez se torne artigo de luxo.


Analisar ?!..
Vai ser prerrogativa de uma espécie extinta.
✍©️@MiriamDaCosta

Não quero estar
em nenhum lugar
que não seja em mim,
porque sou raiz
e asas ao mesmo tempo.


Porque já me exilei demais
em expectativas alheias,
em mesas onde o meu silêncio
era mais aceito que a minha voz.


Já morei em olhares
que me diminuíam,
em afetos apertados demais,
em paisagens onde minha alma
trilhava com sapatos estreitos.


Hoje, não!
Hoje eu quero a morada
do meu próprio peito.
Quero a arquitetura imperfeita
dos meus pensamentos
e a mobília sincera das minhas emoções.


Se eu estiver em mim,
inteira,
qualquer lugar será extensão.
Mas nenhum endereço
me abriga como o meu Eu.


É nele que me construo
e finco os fundamentos
do meu viver e ser.
✍©️@MiriamDaCosta

Houve um tempo
em que as mulheres tinham receio
de ficarem “pra titia”
ou “encalhadas”
( termos usados antigamente).


Quando, ainda meninas,
já vinha sendo preparado
pelas mãos de nossas mães e avós
o famoso "enxoval de noiva":
jogos de lençóis,
de mesa e de banho,
com bordados pacientes,
rendas e fitas delicadas,
e tantas outras peças
costuradas com expectativa.


Tudo era guardado
com extremo cuidado
em caixas e baús,
perfumados com sachês
ou protegidos pela naftalina,
para que o tempo
não trouxesse traças
nem amarelasse
os sonhos de um casamento feliz.


Hoje não!
Hoje muitas mulheres têm TERROR
de serem maltratadas,
violentadas, espancadas
ou assassinadas.


No decorrer do tempo
lutamos, marchamos, resistimos
e conquistamos
importantíssimos direitos
perante a Constituição.


Mas…
em algum ponto da estrada
perdemos o mais primordial deles:
o direito à liberdade
e até mesmo
o direito de continuar vivas
quando dizemos “não”,
quando escolhemos partir,
quando decidimos não permanecer
onde o amor virou algemas e ameaça.


Hoje,
nossos sonhos e aspirações
já não descansam
em caixas perfumadas
nem em baús de esperança.


Hoje eles são guardados
nas caixas da insegurança
e nos baús do medo,
medo de existir plenamente
na nossa essência
de ser e existir:
Mulher.
✍©️ @MiriamDaCosta

20/03 - Equinócio de Outono 🍁🍂


Ode ao Outono


No exato equilíbrio do tempo,
quando o dia e a noite
se olham nos olhos
sem disputa,


chega o Outono,
sutil, quase em silêncio,
como quem não quer ser notado,
mas transforma tudo.


É a estação do desprendimento,
as folhas, sábias,
não resistem ao fim,
dançam sua despedida
em tons de vermelho, amarelo,
fogo e ouro.


Há beleza no que se solta
e poesia no que termina.


O vento já não é o mesmo,
traz um frio leve,
um aviso delicado
de que tudo que vive
também aprende
a recolher-se.


O Outono não grita,
sussurra.


Ensina que cair
também é um gesto
de coragem.


Que esvaziar-se
é abrir espaço
para o que ainda virá.


E no coração da Terra,
enquanto o mundo
parece diminuir,
algo invisível germina
em segredo,
em silêncio,
em profundidade.


Equinócio,
o instante justo
em que a vida respira
entre o ter e o deixar ir.


E eu,
diante desse tempo
que se equilibra,
aprendo com as folhas
que não há perda
quando há ciclo
e renovação.
✍©️@Miriam Da Costa

Assim como a aquarela
confia à água
o destino das cores,
eu confio ao tempo
o desdobrar do que sou.


Porque há uma sabedoria silenciosa
no que escorre,
no que amadurece sem pressa,
no que se transforma
sem anunciar o instante
exato da mudança.


E assim caminho,
não em disputa com os dias,
mas em suave
convivência com eles.


Trabalhando minha evolução
como quem pinta devagar
sobre o papel da existência,
deixando que o tempo,
com sua natureza fluida,
também participe da obra
que sou...
✍@MiriamDaCosta

Maio 2026


O tempo está passando na minha frente,
sem me pedir permissão ou desculpas,
e ainda assim...
eu não o recebo com revolta.


Porque apesar das perdas,
das marcas,
das despedidas silenciosas
e das estações que ele levou de mim,
foi o próprio tempo
quem também me ensinou
a suportar tempestades,
a amadurecer raízes,
a reconhecer o valor do instante
e a transformar dor em consciência.


Então, enquanto ele atravessa meu rosto,
meus dias e a minha história,
eu o olho nos olhos
e digo:
- Obrigada!
✍@MiriamDaCosta

Os brinquedos e brincadeiras infantis de um tempo ( carrinhos, panelinhas, bonecas, roda, amarelinha, queimada e etc...) já não cabem mais no cotidiano moderno da infância...


Estamos na era do celular , do tablet, dos jogos eletrônicos, dos robôs e etc para entreter os infantes...


A infância virou brinquedo para joguinhos de adultos ... angélicas miniaturas inocentes para demônios gigantes afamados e sedentos de pureza e de candor... um fenômeno predatório cada vez mais presente no dia a dia das criaturinhas...


Entre inocência violada , separação familiar, família conflitual, inseguranças, medos, solidão acompanhada, abandono e toda essa ansiedade coletiva que assistimos ....


O surto de problemáticas da psique , do comportamento e das relações infantis
expõe marcas indeléveis da sociedade
moderna... família... creche... escola...
cada contexto delegando responsabilidades
e culpas...


Marcas essas que , corriqueiramente, se conectam ... se alinham e se aliam ao cada vez mais precoce consumo farmacológico de ansioliticos e anti depressivos...
E frequentes consultas especializadas...onde se tenta encontrar um refúgio... uma solução... um tratamento... uma cura... um alívio... um bálsamo... para amenizar os vários distúrbios infantis ... TDAH , depressão, autismo leve entre outros...


Crianças necessitam de atenção, presença, companhia, carinho , amor, ternura, afeto ...


Crianças devem sentir-se ao seguro, protegidas e amparadas...


Crianças precisam brincar com brinquedos ...
Crianças devem viver sendo crianças na sua essência ...


Mais carinho e amor !
Mais presença e proteção!
Mais brincadeiras e brinquedos!
E menos comprimidos e gotinhas!


Menos rótulos e diagnósticos ,
que um tempo, eram de pessoas
mais vividas... idosas ...


✍©️ @MiriamDaCosta

– Às vezes, eu sinto algo muito estranho…
algo que, ao mesmo tempo, me perturba e me aquieta.


"– Explica-me melhor esse “algo estranho”
que te cria controvérsias no estado d’alma…"
(disse o Tempo)


– Eu queria voltar no tempo…
naquele tempo em que eu nada sabia,
nada entendia…


"– E por que isso agora?"
(perguntou o Tempo)


– Porque eu sinto saudades daquele tempo.
Às vezes, chego a acreditar que não saber do mundo e não compreender nada dele
é uma forma de paz.
Eu não consigo entender
como é possível viver em paz
com tudo isso que acontece…
com tudo isso que os humanos fazem.
O Senhor me entende?


"– Claro que te entendo!
E é por te entender
que dialogo contigo.
O Tempo é mestre.
E você está sendo uma boa aprendiz,
com suas inquietações e interrogações...
(respondeu o Tempo)


✍©️@MiriamDaCosta
( Em "Diálogos com o Tempo")

A Natureza é Mãe sábia e generosa,
em seu tempo paciente e produtivo
nos oferece flores e frutos,
respostas sutis para cada exigência,
mesmo diante das intempéries
das estações cada vez mais perplexas...


A Natureza é Mãe de seios fartos,
sábia na carne do tempo,
generosa até na dor dos ventos...


Ela nos despeja flores e frutos
como quem entrega remédios e bálsamos
para resistirmos ao caos crescente
das estações confusas e doentes...


A Natureza é Mãe que acolhe em silêncio,
com paciência borda o tempo,
com generosidade nos embala em flores,
nos acaricia em frutos doces,
mesmo quando o calendário se perde
nas estações que já não sabem o seu lugar...


✍©️@MiriamDaCosta

O Erro de Esperar o Resgate de Fora


Por muito tempo, eu vivi estagnada, alimentando a ilusão de que a minha vitória chegaria em um passe de mágica. Diante das tempestades da vida, eu me sentava e esperava. Esperava o barco, esperava o helicóptero, esperava o exército ou que uma ajuda milagrosa caísse do céu. O que a minha miopia espiritual não me deixava enxergar era que o maior milagre já havia sido depositado dentro de mim: a capacidade de reagir. Deus não faz por nós o que Ele nos capacitou para fazer. Todo o apoio invisível, toda a força e toda a estrutura para o recomeço eu já havia recebido em algum momento da jornada. No entanto, eu insistia no erro de esperar que o outro fizesse a minha parte. A salvação começa quando compreendemos que as ferramentas já estão em nossas mãos, mas o passo precisa ser o nosso.

A virada do ano é só um lembrete que o tempo e a vida não param. Não é sobre uma página em branco, mas sobre a continuidade de um livro que estamos escrevendo enquanto o chão se move sob nossos pés.


A verdade é que a vida não espera a gente se sentir seguro ou 'pronto' para acontecer. Ela simplesmente vem.


No fim das contas, a verdadeira coragem não está em desejar que tudo seja perfeito, mas em se manter firme enquanto tudo muda.


Seguimos não porque o calendário mudou, mas porque carregamos vida, sonhos e projetos que são maiores que qualquer data. Parar nunca foi uma opção.

Se me fosse concedida a rara faculdade de retroceder pelos corredores do tempo, não a empregaria para corrigir erros que estes, por teimosos, sempre encontram novas formas de nascer, mas para reviver aquelas primeiras sensações, tão vivas, tão ardentes, que inauguram os afetos humanos. Há nos começos um frescor quase ingênuo, uma doçura que não se repete, como se a alma, ainda virgem de decepções, saboreasse o mundo com apetite novo
Depois, tudo se acomoda. O entusiasmo, outrora vibrante, cede lugar a uma morna familiaridade, e aquilo que foi chama reduz-se a brasa discreta. É o destino de muitas coisas e dos sentimentos, sobretudo assemelharem-se ao café que, servido quente, encanta o paladar, mas, uma vez esquecido à mesa, perde o vigor e já não seduz como antes
E assim seguimos, não por falta de intensidade, mas por excesso de costume.

Fiz, em meu tempo, cartas de amor, declarações e presentes. Ofereci palavras, flores e pequenos gestos que, embora simples, carregavam consigo partes inteiras daquilo que eu era. Em contrapartida, pouco ou nada recebi de volta. Talvez pelas circunstâncias, talvez pelas limitações da vida, talvez até por questões financeiras. Ainda assim, confesso: o mais humilde dos presentes, o menor dos símbolos, teria sido suficiente para me encantar.


Não me arrependo do que fiz. Pelo contrário, há certo conforto em saber que o primeiro buquê de flores que alguém recebeu em sua vida foi entregue por minhas mãos. Algumas pessoas colecionam bens, outras colecionam lembranças; eu talvez tenha escolhido colecionar momentos que sobreviverão à própria memória.


Recordo-me da célebre frase que diz que todas as cartas de amor são ridículas. Talvez sejam. Mas arrisco uma pequena discordância literária: ridículas não são as cartas, nem as declarações. Ridículas são apenas as criaturas que amam profundamente e, ainda assim, jamais encontram coragem para transformar sentimento em palavra.


Porque amar em silêncio é humano; mas declarar o amor é um raro ato de bravura.


— Vitor Ferreira de Paula
Polímata e curioso diante do mundo, 2026.

O tempo avança em passos de veludo,E o corpo cede ao peso dos invernos.Quem outrora foi abrigo, força e tudo,Hoje enfrenta o desprezo dos modernos.É triste ver a própria estirpe, o sangue,Olhar a velhice como um fardo incômodo,Deixar num canto a alma que já escorrega e langue,Descartada e rejeitada em pleno cômodo.Esquecem-se os homens, na sua lida vã,Que o tempo é um rio que a todos conduz.Quem estende a mão para ajudar amanhã,Pode ser quem implora por um feixe de luz.O ciclo da vida não poupa ninguém,O jovem de hoje será o idoso de outrora.Se nega o amparo que o outro lhe convém,Caminha sozinho para a própria aurora.O mínimo que se espera nesta curta jornadaÉ amor, empatia e o calor do próximo,Não a indiferença numa estrada isolada,Onde o afeto humano tornou-se anônimo.Esquivar-se do cuidado por preguiça ou cansaço,Ignorar a dor para evitar o trabalho,É arrancar da alma o último pedaço,Num ato desumano que quebra o baralho.Que haja mais zelo por quem já muito viveu,Pois a colheita do amanhã reflete o agora.Quem planta o abandono no teto que é seu,Chorará a solidão quando chegar sua hora.
Ass Roseli Ribeiro 2026

Arrumando um jeito mais uma vez
de colocar uma caixinha,
O tempo inventando diferentes formas de te amar lentamente .
Pq todas elas foram inválidas
pra te trazer pra perto
Mais minha alma
te diz ola todos os dias
Minhas mãos dançam
Com teu corpo enquanto minha mente
Monta a forma mais
perfeita desse encaixe
Só meu olho fechado
Materializa a sensação
Do teu corpo ofegante em chamas
encima do meu .
Te ver sem te tocar seria um insulto
Pra nossa vontade
Pra essa fome
Que não passa
Ela grita
Respira e sussurra seu nome baixinho
Como se o prazer tiverem suas iniciais
Devagarinho te deixo ir ficando
Mais é forte bem forte que te deixo entrar

O Intervalo dos Anos


Às vezes me pergunto como o tempo consegue ser tão ligeiro,
levando dias inteiros sem pedir licença,
e tão demorado quando sinto sua falta.


É curioso pensar que tantas coisas mudam com os anos,
mas algumas lembranças continuam delicadas,
como se ainda guardassem o calor daquele instante.


Você ficou em mim,
como uma página que a vida não conseguiu virar.
E talvez seja por isso que, mesmo depois de tanto tempo,
a vontade de reencontrar você ainda permaneça.


Se eu pudesse atravessar o que nos separa,
não hesitaria em ir ao seu encontro.


Só para saber se, depois de tantos anos,
meu coração ainda reconheceria o seu.

O amor verdadeiro é assim… atravessa o tempo, se reinventa, mas nunca perde a força de estremecer a alma. Ele não pede licença, invade, transforma, arrebata. É quando meu coração dispara só de ouvir seu nome, quando tudo faz sentido porque você existe.
É mais que palavras… é entrega. É você em mim, todos os dias.

Eu prometo te amar além do tempo, além dos dias contados, além de qualquer fim que o mundo ouse inventar.
Todos os dias do nosso “pra sempre” terão o teu nome escrito no meu coração, como uma oração que nunca se esquece.
E se existir distância, que ela seja apenas no espaço, porque em mim você permanece inteiro.
Eu já não tenho forças pra viver longe de você… é como tentar respirar sem ar, como silenciar um sentimento que nasceu pra ecoar eternamente.
Fica… porque em você eu encontrei o meu lugar.
E amar você é minha escolha de todos os dias, até o infinito.

Quarta-Feira de Cinzas

Na quarta-feira de cinzas, a Igreja abre o tempo especial chamado Quaresma. A Quaresma não é o tempo de tristeza ou solidão, mas sim do próprio amadurecimento espiritual.

São quarenta dias de reflexão, onde você se autoexamina, um replay de todo seu passado, tudo o que fez e o que deixou de fazer, sejam elas escolhas certas ou até muitas das vezes erradas, e isso nada mais é que a conversão para tomar a mais profunda consciência do que é ser um cristão.

E essa data nada mais é que uma lembrança de que todos os nossos pecados foram consumados na cruz, pago por Jesus e esse dia é símbolo do dever da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, que nos sujeita à morte.

O ser humano precisa de momentos fortes para aprofundar suas opções de vida, necessita avaliar a sua caminhada à luz da Palavra de Deus e da oração.

1 Coríntios 27 a 29

27- Por esse motivo, quem comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor.

28- Examine, pois, cada um a si próprio, e dessa maneira coma do pão e beba do cálice.

29- Pois quem come e bebe sem ter consciência do corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação.

Assim como Jesus se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, deixando de lado por 40 dias algo que gosta, ou algo que mais se identificar. Neste caso, com a igreja, é colocado como prioridade a carne.

Mas independentemente da religião ou crença, eu tomei a liberdade de escrever pela data hoje, uma das mais respeitadas entre os católicos e outras mais denominações. Vamos deixar de lado o egoísmo, inveja, ódio, rancor, mágoa e outras mais, pois todos nós somos iguais.

Não se esqueça que Jesus te ama: "Tu és pó e ao pó vais voltar".

Deus abençoe a todos!