Textos sobre palavras
"99 Dias de Gratidão"
"Senhor, estou tão alimentada com as suas palavras, tudo o que eu já perdi na minha vida, nem sempre estava em suas mãos, ao colocar minha vida e minhas angustias em suas mãos, tudo o que permanecer senhor, que permaneça com o poder do seu amor e da sua glória"
O Peso das Palavras: Quando Consolar se Transforma em Ferir.
Em tempos em que o sofrimento emocional se torna tema cada vez mais presente nas conversas cotidianas, cresce também a urgência de repensar como falamos com quem está fragilizado. Muitas vezes, na ânsia de confortar, acabamos ferindo não por maldade, mas por falta de preparo emocional.
Psicólogos têm alertado para um fenômeno comum: a tentativa de consolar com frases feitas, o que, em vez de aliviar, agrava o sofrimento. A expressão “Você tem que procurar ajuda”, por exemplo, parece prudente, mas soa como uma ordem e invalida o desabafo. Em um momento de vulnerabilidade, esse tipo de fala pode reforçar a sensação de impotência e solidão, justamente quando o indivíduo mais precisa se sentir compreendido.
Quando o “dizer algo” machuca.
De acordo com a psicóloga Rosa Sánchez, da Fundación Mario Losantos del Campo, essas respostas automáticas se repetem porque a sociedade as normalizou. Fomos treinados a preencher o silêncio, a dar respostas rápidas, como se o silêncio fosse sinônimo de descuido. Contudo, o impulso de “dizer algo” muitas vezes vem do desconforto de quem ouve, e não da necessidade de quem sofre.
O problema é que, ao tentar “arrumar” a dor do outro, transferimos para ele a responsabilidade emocional de melhorar. A frase pronta “Anime-se, a vida continua” soa como uma tentativa de encurtar o luto, de apressar a recuperação. Mas a dor não segue cronogramas, e quem sofre precisa de tempo, não de pressa.
O que não dizer.
Algumas expressões, embora pareçam inofensivas, diminuem a experiência do outro:
“Você já deveria ter superado.”
“Eu sei como você se sente.”
“Tudo acontece por um motivo.”
“Poderia ser pior.”
“Você tem que ser forte.”
“Não chore.”
“Anime-se, a vida continua.”
Cada uma delas nega a singularidade da dor. Ao comparar, racionalizar ou impor força, anulamos a liberdade emocional da pessoa. O resultado é o oposto da empatia: culpa, solidão e incompreensão.
Por que caímos nesses erros?
Três fatores se destacam:
1. Falta de educação emocional. Muitos de nós não aprendemos a lidar com emoções profundas, nem as próprias, nem as alheias.
2. Medo do silêncio.
O silêncio é visto como constrangimento, quando, na verdade, ele pode ser o espaço mais terapêutico.
3. Desconforto diante da dor.
A tristeza e a vulnerabilidade lembram a todos a própria fragilidade, e isso gera fuga disfarçada em palavras de consolo.
Ao tentar “melhorar” o outro, fugimos da própria impotência e esquecemos que empatia não é consertar, é estar junto.
O que realmente ajuda.
A verdadeira presença não exige discursos, mas escuta, atenção e disponibilidade. Frases simples, quando ditas com sinceridade, têm o poder de acolher:
“Estou aqui para você.”
“Sinto muito que você esteja passando por isso.”
“Você quer conversar ou prefere se distrair um pouco?”
“Não sei o que dizer, mas estou com você.”
“Obrigada por confiar em mim.”
Essas expressões validam o sentimento e oferecem segurança emocional. Elas não tentam resolver, apenas confirmam: “você não está sozinho”.
Orientações práticas de acolhimento.
Ouça sem interromper. Às vezes, o desabafo é mais curativo do que qualquer resposta.
Evite julgamentos e conselhos não solicitados. O ouvinte não precisa ser terapeuta; precisa ser humano.
Reconheça a emoção: “Entendo que isso deve ser difícil.”
Ofereça companhia, não soluções. Estar junto é mais eficaz do que tentar corrigir.
Cuide do tom de voz e da expressão corporal. A empatia também se comunica pelo olhar e pelo gesto.
Respeite o silêncio. Há momentos em que falar menos é amar mais.
Busque informação sobre saúde mental. Saber o básico evita erros que perpetuam o sofrimento.
Consolar é sustentar, não corrigir.
Consolar alguém não é encontrar a frase perfeita, mas sustentar o tempo e o ritmo do outro. É permitir que o sofrimento se expresse, sem apressar a cura. Empatia é permanecer quando o outro não tem mais força; é segurar o silêncio sem precisar preenchê-lo.
Porque, no fundo, as palavras que curam são as que nascem do respeito e não da pressa de fazer o outro se sentir melhor.
“A escuta é o primeiro gesto do amor.
Acolher não é dizer algo certo, é estar presente no tempo certo.”
Texto do: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
De acordo com a psicóloga Rosa Sánchez, da Fundación Mario Losantos del Campo.
Cativeiro das Palavras
Nunca sei o que escrever.
As palavras chegam sem aviso,
como pássaros desorientados
que pousam no peito
e logo se lançam ao vazio,
deixando o silêncio
como única companhia.
Sempre há dúvida.
Onde estão as inspirações?
Onde se esconderam os sorrisos
que um dia iluminaram o caos?
Talvez seja apenas questão de tempo,
tempo que não há,
tempo que se dissipa
como névoa em manhãs febris.
Mostre-me as lágrimas
que tais sorrisos trouxeram consigo,
como marcas discretas
nas dobras da memória.
Entre tantos sentimentos vazios,
confusos e desgastados,
é difícil encontrar algo verdadeiro,
algo que não se dissolva
na vastidão dos dias incertos.
Sem palavras... Mas:
Não há como não crer num DEUS TODO PODEROSO quando se percebe o quão distante estamos de interpretar cada detalhe da vida na Terra, que é uma diminuta rocha, com água, dançando em círculo em torno de um pequeno ponto luminoso, o Sol, na imensidão indecifrável do Universo visível.
Na quietude noturna, as palavras fluem como melodias suaves entre dois corações distantes, mas eternamente ligados pelo olhar. A tela fria do celular se ilumina com frases carregadas de um sentimento puro, intenso, relembrando-me de um tempo em que cada encontro com teus olhos era um renascimento, uma promessa de eternidade capturada num único momento.
Tu não sabes, talvez, o poder inebriante que teu olhar possui sobre mim. É uma força que desafia o tempo e a distância, um poder que me faz sentir vivo novamente, vibrante, como se meu coração, adormecido pela rotina e o afastamento, despertasse ao menor sinal do brilho dos teus olhos.
Ah, se eu pudesse viver sob esse olhar todos os dias, não haveria amargura capaz de tocar este coração que, mesmo partido, bate mais forte ao pensar em ti. E agora, mesmo distantes, sinto como se cada palavra que trocamos fosse um passo em direção ao outro, um caminho trilhado em palavras que tentam, desesperadamente, conectar nossas almas novamente.
Essa loucura, esse desatino que me consome, tem raízes no profundo do teu olhar, que mesmo através de um simples reflexo no espelho, tem o poder de alterar todo o meu ser. Como desejo, então, que um dia, não muito distante, nossos olhares se encontrem novamente e nada mais irá importar, pois estaremos juntos, finalmente, sem barreiras ou sombras do passado. Nesse momento, será apenas você e eu, e um amor que se recusa a ser esquecido, perpetuando-se além do tempo e do espaço.
Às vezes, uma voz tem o poder de transformar nosso interior de maneiras que palavras mal conseguem descrever. Ouço sua voz e é como se um novo universo se abrisse dentro de mim, onde a alegria não apenas visita, mas decide fazer moradia permanente. Essa sensação se torna uma tatuagem sob minha pele: indelével e profundamente pessoal.
Cada nota, cada sussurro parece pintar cores novas em minha alma, cores que talvez eu nem soubesse que existiam... E em cada momento de silêncio, essa tatuagem vibra com a promessa de mais risos, mais canções, mais vida.
Neste mundo barulhento, onde tantas vozes ecoam, encontrei uma que me faz parar, ouvir e simplesmente sentir... às vezes, gritar para se calar! Que sorte a minha, ter tais tesouros que ressoam tão verdadeiramente dentro de mim.
No silêncio do crepúsculo, onde as palavras se encontram e se entrelaçam como fios de luz, ecoam memórias de um amor que transcende o tempo. Ela disse palavras que fluíram como rios límpidos da alma, carregando consigo a promessa de um encontro futuro, onde as feridas do passado encontrariam a cura.
"É muito bonito e profundo, Ítalo... Não quero brigar, nem revisitar o que foi ou o que poderia ter sido. Um dia, nossa conversa final encontrará sua resolução, digna de ser eternizada em seu devido lugar."
Seu tom era um sussurro de esperança, uma melodia de confiança depositada nos fios invisíveis que ainda os uniam. Reconhecia nele um guardião de seu mais puro ser, aquele pedaço de sua essência que resistiu ao tempo e às tormentas da vida. Era a parte de sua inocência e genuidade que permanecia, resguardada nos braços dele.
Ele, por sua vez, respondeu com a serenidade de quem sabe que o tempo é um tecelão paciente de destinos entrelaçados:
"Quando estivermos novamente em comunhão, seremos resgatados ao paraíso."
Suas palavras eram um juramento de retorno à pureza dos sentimentos, à tranquilidade de um paraíso perdido e encontrado novamente nos laços eternos do amor verdadeiro. Assim, entre promessas sussurradas ao vento e esperanças entrelaçadas no firmamento, seus corações aguardavam o reencontro, onde a luz do amor os guiaria de volta ao lar que sempre pertenceram.
Quisera ser possível expressar nas mais rebuscadas palavras e viscerais poesias o encanto que é próprio da exclusiva luz que emites.
A vida é mais valorizada, o dia fica iluminado e fresco a cada sorriso teu, platônico... decoroso... tão teu, mas que sequestro intimamente em meu coração, furtiva e amorosamente, acreditando em um encontro, só possível em meus sonhos juvenis.
Lembre-se de que sua identidade e valor vêm de Deus, não das palavras ou atitudes de outras pessoas. Você é amada, preciosa e chamada para um propósito maior!
Jesus também enfrentou pessoas assim, e Ele nos deixou o exemplo de não nos deixarmos dominar pelo mal, mas vencê-lo com o bem (Romanos 12:21). Isso não significa aceitar humilhação passivamente, mas sim agir com dignidade, colocando nossos limites e confiando que Deus é o nosso defensor.
O altar da presença não é acessado com pressa,
nem com palavras decoradas.
Ele se manifesta no quarto fechado,
na vida rendida, no espírito quebrantado.
Hoje, muitos querem experiências com Deus,
mas vivem em distração.
Querem unção, mas rejeitam o quebrantamento.
Querem ministério, mas não suportam a fornalha da santificação.
Dia após dia, levanto palácios invisíveis
com tijolos de desejo moldados em palavras. O corpo se rende às limitações, mas a mente ergue pontes de esperança, cada linha escrita, um alicerce de legado. Sonhar em voz alta é recusar o silêncio eterno,
é semear promessas no coração de quem lê.
L.e.m.b.r.a.n.ç.a.s
Brincadeira literária com palavras e expressões pré-escolhidas
Ainda menina, corria pelas ruas, pés no chão.
Brincava muito; pulava; pedalava bicicleta com guidão alto que atrapalhava o roteiro de minhas andanças.
Quantas vezes, distraída, estatelava-me por cima de pedras e tijolos. Resultado: esfoliação dos joelhos, além da luxação de dedos e tendões.
Tudo isso acontecia em frente à casa da vovó, que dizia ter nascido longe, muito longe. Num lugar muito frio, cheio de mares e de gente feliz!
A cidade em que nasceu se chamava – e ainda se chama -, Copenhagen, dizia vovó sempre contente.
Sua especialidade na cozinha remete-me às melhores lembranças. Lembro de seu inesquecível bolo de chocolate molhado, assim chamado por seus netos.
O bolo foi adaptado com ingredientes da nova terra, dizia.
A calda que recobria o bolo era levemente picante – sua marca inconfundível, cujo segredo nunca fora revelado às suas curiosas comadres, aos parentes e vizinhos.
Quando, nas noites frias, era indagada sobre tal feito, respondia sorridente e com seu sotaque inesquecível:
__ Hej, godnat, tak (1) pur perguntar, ér u cheirrú dáo ’Dinamarrk (2) ki tragú cómiga i, sempre kipóossuû, ponha’ um pitadãñ nu cardã di chucollate’ parra trazerr meo paisse maiss prróximuû...
Para trazer sua Dinamarca mais perto ainda, e brincar com seus ouvintes, emendava umas palavras dinamarquesas, deixando-as mais longas e à moda alemã, como:
__ Speciallaegeprakisplantaegningsstabiliseringsperiode!!!
Todos riam sem entender nada e, provavelmente, naquela altura de sua vida, nem minha avó querida!
(1) Olá, boa noite, obrigada...
(2) cheiro de Dinamarca
Agosto/2022
PALAVRAS... LAVRAS
(Essencial é ver; ser, basta!)
Não há palavras! Há.
Esperar?
Não há por quê. Para quê?
Silêncio...
Tristeza...
Invisibilidade!
Não sou.
Sou?
Ser!
Essência,
Basta?
Que bosta!
Universo
Terra/ mar/ ar...
Misture tudo!
Nada?
Vazio!
Dez/ 2017
A Matéria das Palavras
Na rua do teu peito
caminha a minha
enfurecida paixão
permitida e condenada
por uma mácula de sal
no exílio de uma lágrima
caída e despida por ti.
Nessa deriva em riste
como uma ilha crua
vertida no hino de pedra
que carrega no rosto
a velhice corrosiva
nos endereços da memória.
No caderno aberto do passado
à distância de um destino
no lado desfiado da carne
na rescisão do pacto com o tempo
desce a matéria das palavras
e na rua do meu peito
movem-se por sílabas
as artérias do teu nome.
A Boca
Da boca saem múltiplas palavras
discursos vãos: vão-se e já não voltam.
Na boca refreiam-se palavrões
contidos no palato
e livres, aos pulos, no pensamento.
De boca em boca tentam os beijos
empoleirarem-se,
apertados ou indecisos,
a querer nidificar o silêncio
ou o gemido que desfolha a pele.
Antes que a noite comece a salivar
vamos amarrar as nossas bocas
até que os nossos corpos se calem.
Madrugada Fria
Palavras brincam como crianças no parque em minha cabeça
Pego a caneta e o papel, escrevo antes que eu me esqueça
A madrugada fria traz alguns pensamentos que eu já nem pensava
Olho pra fora da janela e vejo as flores, todas molhadas
A chuva cai, a dor não sai, por que logo agora isso?
Eu quero andar, passear, sair voando é o que eu preciso
Então eu vou fechar os olhos e voar na minha imaginação
Enquanto uns alimentam o ódio, eu alimento a boa ilusão
Tenho no coração uma vontade de vencer
Me de sua mão, vamos voar, guia-me que eu guio você
Assim que tem que ser, eu por você, você por mim
Eu te espero, para que juntos possamos ir até o fim.
Inevitável
Meus olhos choram sozinhos
No meu peito não tem rancor
Minhas palavras buscam um caminho
Pra não falar só de dor
O amor e a inspiração
Dos versos de muita gente
Que com a mente consegue
Fazer pessoas contentes
Amar é inevitável
Porque as rosas cantaram
O nosso amor em uma noite
E assim se tornou indestrutivel.
Aquela que do nada surgiu
Difícil em palavras explicar,
Um sentimento que aos poucos começa a aflorar,
Você surgiu assim tão de repente,
E agora já domina meu coração e mente.
A vida tem um jeito louco de nos juntar,
Sem explicação um simples "oi" senti vontade de dar,
E com esse "oi" muito mais pude conversar,
E te conhecer foi uma das coisas que tive a ganhar.
O medo em nosso peito ainda existe,
Lembrar do passado é normal,
É talvez o motivo para se ficar triste,
Ou agora estão nos compensando todo mal.
Mal esse que afetou o nosso coração,
Nos trouxe assim extrema dor,
Que agora é tomado pela paixão,
Trazendo consigo esse afeto e calor.
Será que posso dizer que agora sou capaz?,
Que agora a felicidade vai voltar?,
Ao meu coração não posso mentir jamais,
Pois tudo que ele quer é com você ficar.
A poesia é apenas um meio de dizer,
O quanto você na minha vida já significa,
Por isso você precisava saber,
Que talvez um dia poderemos formar uma nova família.
Palavras para a minha versão mais obsoleta;
Arroja-se de tuas invenções.
Encante as quimeras.
Equilibre teus instintos utópicos. Se cure. Suba a torre mais alta de si mesmo, se jogue, se inunde da felicidade que é ser você e aproveite a vista de cima do palco...mas jamais aceite o medo.
A violência das palavras pode causar danos profundos e duradouros em uma pessoa. Assim como um golpe físico, as palavras podem ferir a alma, deixando cicatrizes emocionais que podem perdurar por toda a vida. Elas podem minar a autoestima e a confiança, causar dor e sofrimento, e até mesmo desencadear problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e trauma psicológico.
Além disso, a violência das palavras pode criar barreiras na comunicação e nos relacionamentos interpessoais. Ela pode criar um ambiente tóxico, onde o respeito e a empatia são substituídos por hostilidade e desconfiança. Isso pode levar a um ciclo de violência verbal, onde as pessoas se machucam mutuamente em um ciclo de dor e ressentimento.
É importante, portanto, cultivar a gentileza e a empatia em nossas comunicações, escolhendo com cuidado as palavras que usamos e o tom que empregamos. Lembre-se de que as palavras têm poder e podem deixar uma marca indelével na vida de alguém. Use esse poder com responsabilidade e sabedoria, buscando sempre construir, em vez de destruir, nos seus relacionamentos e na sua comunicação com o mundo.
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