Textos sobre Olhar

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O Farol da Subida


​Passo a passo, sem pressa no olhar,
subo a montanha no tempo de Deus.
Há quem diga que dá pra caminhar no escuro,
mas eu preciso da luz para me achar.
​É o Criador quem acende o meu caminho,
quem faz o chão ser firme onde piso.
Se eu subo devagar, não é por cansaço,
é pra admirar a graça de cada espaço.
​Não subo sozinho, não venho do nada,
a luz do Senhor é minha morada.

O Curioso Olhar da Terra


​Eu gosto de ver a folha verde,
o balanço leve na brisa da tarde,
o desabrochar que não faz barulho,
a vida crescendo sem alarde.
​Gosto de plantar e ficar olhando,
imaginando o que a terra esconde:
que trabalho secreto a raiz faz lá embaixo?
Para onde ela vai? De onde ela responde?
​E quando a chuva cai do alto,
eu pergunto ao céu o seu motivo.
Cada gota que toca o solo
sabe exatamente por que está viva.
​Olho a montanha antiga no horizonte,
firme, calada, atravessando a era.
Meus avós nem eram nascidos ainda,
e ela já estava ali, à espera.
​Pode ser que a ciência explique tudo,
mas eu prefiro a dúvida e o encanto:
o mundo é mais bonito e verdadeiro
quando a gente imagina em cada canto.

O silêncio chega sem aviso, atravessa o corpo e nos obriga a olhar para o abismo do que somos. O “eu” é apenas um fio, tecido por memórias que se apagam e ecos que nunca nos abandonam, e o infinito não está lá longe: pulsa na respiração que falha, no coração que não cabe na caixa torácica, na mente que tenta nomear o indizível.

Entre o eu e o infinito, há apenas um instante de lucidez. Um sopro onde todas as certezas desmoronam, onde a consciência se abre como pétala que não se fecha, onde o universo, finalmente, se revela dentro de nós. E quando passa, o eu retorna diferente: mais leve, mais profundo, mais inteiro.

— Douglas Duarte de Almeida

Se você olhar com presença para o que se repete, vai descobrir que nada se repete de verdade. O mesmo sol nunca nasce igual, e a mesma xícara, hoje, pesa diferente na mão. Há um mistério miúdo em tudo o que insiste em parecer comum.

Acontece que a pressa cega os detalhes — e o mundo, quando não é olhado, encolhe. Vira rotina, vira parede branca, vira som de relógio sem música.

Mas se você se inclina, se chega mais perto com a delicadeza de quem escuta o segredo de uma folha, verá que há universos escondidos nas frestas. Um vento que passa entre duas árvores pode ser uma dança. Uma sombra no chão pode ser um poema que ninguém escreveu ainda.

É só questão de treino — desaprender o óbvio, reaprender o espanto. Porque o essencial não grita: sussurra. E só escuta quem vive devagar o bastante para se surpreender com o que já estava ali, pedindo para ser notado.

⁠Você continua linda como sempre, seu sorriso é algo resplandecente, seu olhar selvagem encantador, seu corpo cheio de curvas e de muito amor. Sua vida não é fácil como muitos imaginam , só você sabe a sua correria, só você sabe o que teve que deixar de lado pra viver esse momento que te ilumina. Mas você não desistiu, nem quando a vida tirou de você o seu porto seguro, nem quando ela te derrubou e disse que você era fraca, você não desistiu, continuou olhando pra frente e até hoje não parou. Você é o girassol mais teimoso que já plantei, passando pela chuva, pelo frio, pelo extremo calor você sempre está lá de pé, sempre está lá olhando para frente como se nada tivesse acontecido e sempre com um grande sorriso lindo e uma vontade enorme de vencer.

Para: Íris 🌻

Filha de Vênus


Ela é de Libra.


Carrega no olhar a delicadeza de quem aprendeu que a verdadeira força mora na serenidade.
É linda, charmosa e naturalmente atraente, mas não é apenas a beleza que encanta.
É o seu intelecto, a forma como enxerga o mundo e a sensibilidade com que acolhe as pessoas que fazem qualquer coração permanecer.


Odeia a injustiça.
Não consegue fechar os olhos diante da dor alheia e, sempre que pode, estende a mão sem esperar nada em troca.
Tem o coração mais bonito que já conheci,
daqueles que fazem do carinho um abrigo e da bondade uma forma de existir.


Ela é calmaria em pessoa.
Foge das confusões porque sabe que a paz vale mais do que qualquer discussão.
Prefere viver no seu próprio mundo,
onde os dias têm o ritmo da tranquilidade
e a alma pode florescer sem pressa.
E, silenciosamente, agradece a quem respeita esse lugar sagrado que chama de paz.


Libriana,
regida por Vênus,
traz consigo a beleza que não se explica,
apenas se contempla.
Dona de um encanto raro,
de um sorriso que ilumina,
de uma presença que acalma
e de uma essência impossível de esquecer.


Porque existem pessoas que impressionam pela aparência.
Mas ela...
ela permanece na memória pela alma que carrega.


E talvez seja por isso que sua presença transforme qualquer lugar em refúgio.
Ela não precisa elevar a voz para ser notada,
nem disputar espaço para mostrar quem é.
Sua essência fala por si.


Carrega no peito o dom de equilibrar o que parece impossível,
faz da gentileza a sua maior fortaleza
e da empatia o seu jeito mais bonito de existir.


Como filha de Vênus,
espalha beleza não apenas por onde passa,
mas principalmente por onde permanece.
Porque sua verdadeira luz
não está no que os olhos conseguem enxergar,
e sim na paz que sua alma desperta em quem tem o privilégio de conhecê-la.


Algumas pessoas são bonitas.
Ela é inesquecível.
Não apenas pelo encanto que possui,
mas pela bondade que transborda de seu coração.

A Proposta.



Minha proposta envolve nós duas,
um segredo guardado entre o olhar e o coração,
duas almas cansadas de tantos caminhos,
encontrando uma na outra uma direção.


Envolve pouca vergonha no riso,
cumplicidade e vontade de ficar,
conversas que atravessam a madrugada
e sentimentos que o silêncio insiste em revelar.


Envolve tudo aquilo que não foi dito,
mas que os olhos aprenderam a traduzir;
palavras escondidas nas entrelinhas,
sentimentos que nasceram sem pedir.


Não envolve apenas uma noite,
nem algo passageiro ou fugaz;
envolve aquilo que permanece na alma
e, mesmo depois, ainda traz paz.


Envolve duas histórias distintas,
dois mundos aprendendo a se encontrar,
duas almas intensas e imperfeitas
que descobriram um lugar para descansar.


Envolve risos, carinho e cumplicidade,
aquela estranha certeza de compreender
que, entre tantas pessoas no mundo,
algo fez você chegar até mim e eu chegar até você.


Minha proposta não promete respostas,
nem sabe exatamente onde vai chegar;
só sabe que certos encontros acontecem
e depois já não conseguimos ignorar.


Porque talvez algumas coisas não precisem
ser explicadas, nomeadas ou compreendidas;
talvez existam apenas para serem sentidas,
como as melhores coisas da vida.


E, no fim de todas as palavras,
de tudo aquilo que eu poderia dizer,
minha proposta é simples:


não envolve somente uma noite,
não envolve somente o que poderia acontecer,
não envolve somente sentimentos...


Envolve nós duas.
Envolve eu e você.

Cartografia do Teu Universo


Há qualquer coisa no teu olhar
que eu ainda não sei nomear,
como se o céu, distraído,
tivesse escolhido em ti morar.


Teus olhos guardam constelações
que não aparecem em nenhum mapa,
e eu, sem perceber,
me perco onde a tua luz escapa.


Há um silêncio na tua voz
que diz mais do que qualquer palavra,
um jeito de sorrir de canto
que desarma aquilo que eu guardava.


E o teu cheiro...
não sei se é perfume ou lembrança,
mas fica no ar depois que partes,
como uma promessa que não cansa.


Talvez seja isso que me encanta:
não saber exatamente o que acontece,
só sentir que, quando você chega,
alguma coisa em mim floresce.


Teu toque não precisa permanecer
para deixar seu caminho em mim;
há gestos que duram segundos
e, ainda assim, parecem não ter fim.


Se o universo tem seus mistérios,
talvez você seja um deles.
Porque quanto mais tento te entender,
mais bonito fica não saber.


E se algum dia me perguntarem
onde encontrei o meu lugar,
não direi teu nome.


Apenas apontarei para o céu
e deixarei o silêncio explicar.

TALVEZ SEJA VOCÊ


Deveria ser proibido um beijo que sabe se encaixar,
um olhar que demora demais antes de se desviar.
Um sorriso de canto, quase sem intenção,
e uma vontade perigosa de seguir aquela direção.


Perigoso é o beijo perdido no canto do lábio,
tão pequeno no gesto, tão imenso no cenário.
Um carinho tão íntimo, tão fácil de reconhecer,
que parece antigo mesmo antes de acontecer.


E então seu nariz encontrou o meu,
num segundo tão breve que o mundo desapareceu.
Foi um gesto tão simples, quase sem perceber,
mas fez meu coração desacelerar e o tempo esquecer.


Lá fora, a vida continuava a acontecer,
mas, perto de você, eu só queria permanecer.
Como se o mundo pudesse esperar lá fora,
enquanto alguma coisa em nós pedia demora.


Não sei se você sentiu o mesmo arrepio,
se também percebeu o silêncio ficando macio.
Não sei se o seu coração quis perguntar
por que certos encontros parecem feitos para ficar.


Talvez seja coincidência… talvez seja imaginação,
talvez sejam apenas duas pessoas confundindo o coração.
Mas, se foi só acaso, me diga então:
por que até o silêncio entre nós parece ter intenção?


E talvez o mais perigoso nem tenha sido o beijo,
mas aquilo que ficou depois, escondido no desejo.
Porque há coisas que a boca não consegue confessar,
mas que um simples olhar insiste em revelar.


Talvez você também tenha guardado aquele instante,
aquele pequeno segundo, tão breve e tão marcante.
Talvez tenha sentido o que eu senti,
ou talvez eu esteja inventando aquilo que não vi.


Mas se não significou nada, por que ainda está presente?
Por que aquela lembrança retorna tão silenciosamente?
Por que um momento tão pequeno, quase sem razão,
continua fazendo morada dentro do meu coração?


E talvez seja isso que me assuste em você:
não o que já aconteceu, mas o que pode acontecer.
Porque existem pessoas que chegam sem avisar
e, quando percebemos, já mudaram o nosso jeito de olhar.


Não sei se você é destino, acaso ou travessia,
se veio para ficar ou ser apenas poesia.
Só sei que, entre tantos caminhos que eu poderia escolher,
há alguma coisa em você que me faz querer permanecer.


Talvez você não seja perfeita — e talvez nem precise ser.
Talvez seja justamente o seu jeito que me faça querer te conhecer.
Talvez não exista resposta, promessa ou explicação,
apenas essa estranha certeza escondida na contramão.


E se existir, em algum lugar, uma pessoa certa para mim,
talvez ela não chegue com certezas, nem anuncie o fim.
Talvez venha assim: num olhar demorado, num sorriso qualquer,
num carinho inesperado que faz o coração dizer o que a boca não quer.


Então não me responda agora.
Deixe o mistério permanecer onde está.
Porque algumas perguntas ficam mais bonitas
quando ninguém tem coragem de respondê-las.


Só me diga uma coisa, antes de partir:


quando nossos olhos se encontraram daquele jeito,
você também sentiu o mundo diminuir por um instante?
Ou foi apenas o meu coração, em segredo,
que encontrou em você um lugar onde talvez pudesse descansar?


Porque, no fim, talvez o perigo nunca tenha sido gostar…


talvez o verdadeiro perigo
seja descobrir que, entre todas as pessoas que eu poderia encontrar,
talvez tenha sido você
a pessoa que eu estava procurando sem saber.

⁠Perdida💕

Perdida pelo seu olhar...
Perdida pelo seu sorriso...
Perdida pelo seu corpo nu...
Perdida simplesmente perdida de desejos ...
Perdida pelo seu cheiro que me entorpece e aguça mais e mais os meus sentidos a minha imaginação... Eu quero me perder nos seus braços... Me perder nos seus beijos e ficar totalmente perdida... Perdidamente de amor por ti 💕

Um dia
A gente vai poder
Olhar de frente pro Sol
E toda magia que se oculta
Há de revelar-se tão natural
Quanto a beleza dos atóis
E cada um de nós
Sem qualquer exceção
Será feliz
Toda alma
E todo coração
Será somente igualdade
Toda semente que brotar da terra
Pertencerá ao reinado da vida
As fronteiras que criamos em nosso derredor
Serão as primeiras a cair
E nenhuma nação
Não cairá e nem será derrubada
Todo mundo saberá
Que diante de tamanha harmonia
Barreiras serão distância
Limites da própria visão
Nada além
Mas nesse dia
Quem procurar
Um ser imperfeito
Que existiu
Descobrirá que essa busca é em vão
Pois toda ilusão que ofusca
A qualquer visão nesse sentido
Será passado
Mas o mundo continua
Sendo somente uma esfera
Não vai haver linha que reduza
A dor crônica e aguda que existir
Na alma e no coração
De cada triste poeta
Dores que a ninguém revela
Tristezas que se vão no vento
Navegando à deriva
Tempestade ... brisa
Um barco à vela a se perder de vista
Fica um poema em linha reta
Fica a saudade guardada
Num lugar escondido
Em cada passado
Um dia, tudo será perfeito
E as coisa que existem
desse modo como as vemos
Serão esquecidas
Disso tudo
Resta somente as lágrimas
Que tanto nesse dia
Quanto hoje
Não significam nada.

Edson Ricardo Paiva.

Aberração
(Ele)


Quando você esteva aqui não conseguia nem te olhar... Você parece um anjo sua pele me faz chorar... Você flutua como uma pluma num mundo tão perfeito... Queria eu ser especial... Você é tão especial ...Mas sou estranhão... esquisito...O quê estou fazendo aqui...? Aqui não é o meu lugar não...! Não importa se doer ... Controle eu quero ter...Um corpo perfeito...A alma também... Quero que você note quando eu não estou... Você é tão especial... Queria eu ser especial...Mas sou estranhão... esquisito... O quê estou fazendo aqui? Aqui não é o meu lugar não...!
Ela corre pra longe de mim...Ela corre e vai sair...vai...vai ..vai...pra longe de mim...


(Ela)


Faço tudo pra te ver feliz... Tudo que quiseres ... Você pra mim é tão especial... Consigo ver a sua essência, és tudo pra mim... você é a minha vida,o meu amado o meu lugar é ao seu lado .. Enquanto me quiseres... Enquanto me quiseres ...💕

sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar

quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava

por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar

que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar

" Você"


Lembro de olhar
nos seus olhos.
Reparei no seu sorriso
e fiquei encantada.


Ficava boba
ao te ver.
Observava
os seus detalhes.


Você me lembra
uma harmonia doce.
Seus lábios rosados
transmitem palavras.


Seu rosto é belo,
mas isso não me atrai.
A forma como você é
me trouxe uma atração.

O TRIUNFO SILENCIOSO NA APARENTE DERROTA.
Há um instante na história humana em que o olhar superficial se equivoca e a consciência apressada julga ter assistido ao fracasso do mais elevado dos ideais. A figura de Jesus Cristo suspensa na cruz, sob o peso da matéria e da incompreensão coletiva, parece, aos olhos comuns, o símbolo máximo da derrota. O corpo ferido, a solidão extrema, o abandono dos próprios discípulos e o escárnio das multidões compõem um quadro que, à lógica mundana, só pode significar aniquilação.
Entretanto, é precisamente nesse ponto que a leitura espiritual exige maior acuidade. O que se observa não é o colapso de uma missão, mas o ápice de sua consumação. A cruz não representa o fim, mas o método. Não expressa impotência, mas a pedagogia mais elevada que já se ofereceu à humanidade.
Sob a ótica espírita, compreende-se que aquele momento não foi um acidente trágico, mas uma culminância deliberada dentro das leis de causa e efeito. A trajetória do Cristo não se mede pelo êxito político, pela aceitação social ou pela preservação do corpo físico. Mede-se pela transformação silenciosa das consciências, pela semeadura de princípios morais que transcendem séculos e civilizações.
A aparente derrota revela, em realidade, a vitória sobre as ilusões do mundo material. Enquanto os homens esperavam um libertador que se impusesse pela força, Ele apresentou a soberania do espírito sobre a matéria. Enquanto aguardavam domínio externo, Ele ensinou o domínio interno. Enquanto ansiavam por vingança, Ele ofereceu o perdão.
O clamor "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" não é uma frase de resignação passiva, mas uma declaração de superioridade moral absoluta. Ali, na hora mais densa da dor, estabelece-se a ruptura definitiva com o ciclo da violência e da ignorância. Trata-se de uma revolução ética que não se impõe pelo grito, mas pela consciência.
Do ponto de vista psicológico e espiritual, esse episódio inaugura uma nova compreensão do sofrimento. Ele deixa de ser visto apenas como punição ou desventura e passa a ser compreendido como instrumento de elevação quando enfrentado com lucidez e propósito. A cruz, nesse sentido, transforma-se em símbolo universal da transmutação interior.
A história demonstra que o que parecia o fim foi, na verdade, o início de uma influência que jamais cessou. Ideias que nascem da força se dissipam com o tempo. Ideias que nascem do sacrifício consciente enraízam-se na essência humana. O Cristo não venceu evitando a cruz, mas ressignificando-a.
Assim, o olhar que se detém apenas na aparência vê derrota. O olhar que penetra a essência reconhece a mais elevada expressão de triunfo espiritual já registrada entre os homens.
E é nesse contraste entre o visível e o invisível que repousa a lição definitiva: aquilo que o mundo chama de queda pode ser, no plano superior, o instante exato em que a alma alcança sua mais alta ascensão.

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

“Quando algo não acontece como desejamos, o primeiro passo não é reclamar, mas olhar para dentro. Na maioria das vezes, as dificuldades não vêm do destino, das circunstâncias ou dos outros, e sim da nossa própria falta de empenho. A estagnação nasce da ausência de ação. O que vivemos por fora reflete o que acontece por dentro.
Superar a preguiça e a falta de disciplina é essencial para que a vida avance com harmonia. A verdadeira mudança começa quando despertamos, assumimos responsabilidade e seguimos adiante com consciência e propósito.”

Sou feito de contraste: intensidade e cuidado no mesmo gesto. Trago fogo no olhar, mas também calma nas palavras. Sei ser firme sem perder a ternura.


Não prometo perfeição, prometo presença. Minha força protege, minha doçura envolve. Quem chega perto sente segurança e também arrepio.


Entre instinto e carinho, escolho ser inteiro. Porque em mim, a intensidade não exclui o cuidado... ela o torna inesquecível.

Quando eu te olhar assim,
pode esperar de mim:
estarei pensando, encantado,
como tal beleza existe assim?
Quando eu falar
“eu amarei você apesar de tudo”,
acredite,
eu jamais diria essas palavras
sem sentir que elas carregam
tudo aquilo que sinto.
E quando não me restarem
mais palavras para falar,
vou pensar:
qual seria a maior prova
de amor que posso lhe dar?
Pelo nosso amor irei orar,
para a tristeza erradicar.
Em teus olhos irei olhar,
para que você possa sentir
o que é amar.
Prometo do nosso lar cuidar,
sem deixar a tristeza nele reinar.
E enquanto eu respirar,
prometo cada detalhe seu
amar.
Por toda a vida,
pedirei a Deus compreensão,
paciência e dedicação,
para cuidar desse sentimento
que guardamos no coração.
E se um dia o tempo passar,
se o mundo mudar de lugar,
ainda quero encontrar
esse mesmo brilho
no seu olhar.
Porque esse amor que encontro em você,
esse amor que encontro ao te olhar,
é algo que eu quero cuidar,
regar, proteger...
Até que possa desabrochar.

Entre as três irmãs,
Iris sempre foi a que carregava o olhar mais profundo.


Enquanto suas irmãs Aurora & Helena exploravam o mundo através da arte e da música,
ela sentia o mundo de uma forma completamente diferente.


No dia em que completaram dezoito anos,
o que antes era apenas uma sensibilidade incomum revelou-se como o seu dom especial: Iris conseguia ver e ouvir a essência de todas as coisas, lendo o mundo ao seu redor como se tudo fosse feito de pura informação e linhas de luz.


Caminhando pelas ruas da cidade, ela não via apenas prédios ou pessoas; ela enxergava os fluxos de energia,
as conexões invisíveis e os sentimentos que flutuavam no ar.


Era como se a herança digital de sua mãe e a magia da semideusa tivessem se fundido perfeitamente nela.


Ela conseguia tocar um objeto antigo e decifrar toda a sua história,
ou olhar para alguém e entender exatamente o que aquela pessoa estava sentindo ou pensando.


Diferente do medo que seus pais sentiram no passado,
Iris não queria se esconder.


Ela decidiu usar seu dom para ajudar os outros.


Em segredo,
ela começou a atuar como uma conselheira e solucionado mistérios na cidade,
guiando pessoas perdidas e consertando corações partidos apenas ao decifrar as "linhas" invisíveis que moldavam a vida delas.


Ela era a ponte perfeita entre o milagre do passado e a realidade do futuro!