Textos sobre Olhar

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⁠Poema

Um poema no sentido
figurado serve de elogio
sobre tudo aquilo que
faz o olhar apaixonado,
Os versos constroem
cordilheiras de estrofes
capazes de unir universos,
As rimas são as canoas
postas no rio do ritmo
capazes de trazer tudo
aquilo que engrandece
e põem o espírito, o coração
e a inspiração para transbordar.

O brilho do olhar
que veste, envolve
despe e declara
que no teu coração
já tenho endereço;
e alcanço muito
mais do que apreço.


És igual a sorte
de quem encontra
um lindo Uirapuru
cantando na mata;
logo não será preciso
dizer mais nada.


Nossos lábios bem
rentes nos guiarão
com amor, paixão
e desejos sem
nós intermitentes.


Não és uma lenda,
és realidade plena,
que empolgada
me leva facilmente.

Não consigo mais olhar
com os mesmos olhos ingênuos
o céu da nossa América Austral,
Não dá para não imaginar
o Deus da Guerra e da consequência
dançando sobre algum
de nós sem tremer inteira,
Seja sob o Sol ou sob a Lua
está difícil de tirar o olhar
do céu sem embalar
o pior no coração e na cabeça,
Não dá nunca mais
para continuar sendo a mesma:
É sobre vulnerabilidade o poema.

O teu bonito olhar feito de astros
que no meu céu parecem dançar
a Dança dos Engenhos de Farinha
da nossa Santa e Bela Catarina,
O quê estamos a imaginar vai
além do que a multidão imagina.


O culto e o desejo pela beleza
como fogo que não se apaga
nos mantém vivos e renovados,
e uma nova aventura acende,
Não é de hoje que encantados
há tradição em nós mutuamente.




Há festas em nós imparavelmente...

Sob a vontade de Deus
obedecer a Lei,
olhar o próximo
com igualdade e carregar
com zelo a Justiça
no dia-a-dia
para viver em paz
e com alegria contida
de seguir a Rukun Negara
como princípio de vida,
Como a Bunga Raya
sem curva ao próprio Deus
que conduz o tempo
e a Humanidade ilumina.


(Estado de Direito).

Se é para florescer
que floresça com
igual cortesia da Bunga Raya
que o olhar enfeita
e pelo caminho nos agrada,
Se é para ser moral
que seja sob a misericórdia de Deus
que não deixa nada faltar,
e fazer sob a direção
da Rukun Negara o nosso lar
para a mente e o coração morar.

Bunga Pecah Kaca


alva como a Lua Cheia


encanta o olhar


que a lê como um poema.










...


Bunga Tiga Bulan


crescendo selvagem nas encostas,


Faz parte das minhas memórias


e das minhas poesias amorosas.










...


O florescer da Bunga Bangkai


sob as estrelas do céu da Pátria,


O revelar dos mais magníficos


poemas e deste nó que não é nó,


e de tudo o quê não nos ata,


descobri que nunca fui só.














...






Begonia Merak florescida


enfeitando o meu olhar


e concedendo a vida


ficar bem mais colorida.










...






Begonia rajah florescida


no jardim do amor,


Tem tudo de poesia


e de doce candor.






...






Algo que penetra


como Kunyit na terra


e o paladar tempera,


É a busca do poeta


que não se encerra.

Enroscar-me no trono perfumado,
mergulhar no teu olhar apaixonado,
Sentir o teu respirar entrecortado
com o meu entregue pacificado.


No silêncio carregado de emoção,
nas trocas de toques demorados,
Na proximidade repleta de sedução
e atração potente e sinestésica.


Não é preciso manter o desejo velado,
e sim cultuar espaços irreprimíveis,
Doces alternâncias de submissão
e de poder - pitangas íntimas secretas.


Com trocas de mimos e segredos
profundos entre pele com pele,
Não existem vestes edênicas melhores
do que as nossas e o que ferve.

Repousar no joelho
mais aconchegante
e encaixar o rosto
com o olhar imperioso,
Erguer e beijar-te
o queixo em gaze
absoluta de desejo
muito bem feito.


Licenciar ao clímax
com gosto as altivas
curvas intumescidas
aos frêmitos discretos,
Dos meus e dos teus
arrebóis carnudos
e dos néctares febris.


Fazer as nossas trocas,
e cravar no broto erétil
- as ávidas dobras
com sabor de uvaia
para recordar o selvagem.


Deixar que as falanges
deslizem sobre minha
cintura e encontrem
eflúvios de loucuras
devotando ternuras.


No ápice de tudo
o que é só nosso,
O quê vier eu juro
que contigo topo,
com total entrega
do direito à incandescência
efusiva das cútis,
para que nada contenha.


Para que se fulgurem
se libertem, se percam
e se encontrem invictos
o que somente se mantém
em festividade intimista,
com tremores voluptuosos,
mergulhados totalmente
em sulcos intensamente
úmidos e compartilhados,
- sem pulsares velados,
e altamente escandalosos.

O meu olhar segue na altura
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada
passo do último bastião
da verdadeira alma popular
da minha América do Sul
que não canso de adorar.


Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.


Um ninguém que se acha
alguém estando ou não
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer
até as profundezas
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.


Uma mensagem com o fundo
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.


Ou melhor, sabe muito bem
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.

Assim que as Paratudo florescerem,
desejo que me mostre os seus olhos,
que eu te ensinarei olhar para o céu
em tempos de desamparo continental,
e não é somente um recado sentimental.


Confio em tudo aquilo que percebo,
prevejo e sinto que está no peito teu,
e todos os dias fascinantemente
têm se transferido convicto pro meu.


Não importa o giro do nosso mundo,
devocionalmente pertenço ao que é
mais profundo e você pertence ao meu.


A tua vulnerabilidade e a tua resistência
me pertencem - plenas nesta trincheira.

Sob a fé como escudo austral
e a florada da Caroba branca,
Não desisti de ensinar a olhar
para o céu a qualquer hora,
Pois a tranquilidade de outrora
faz muito tempo que escorreu
entre os meus e o seus dedos,
sei quem desejam que colapsemos,
-- e nem amanhã acordemos.


Promessas e superioridade
alheia não salvam ninguém,
Não cultive o amor ao nosso
chão só quando convém,
Porque eles só fazem algo
somente vendo a quem,
Alguns precisam entender
que eles ignoram o nosso bem.


A asfixia da cápsula do tempo
se repete implacavelmente,
estamos no revival do século XIX
por quem prega que pertence
o Hemisfério Ocidental,
sem pudor de repetir a fórmula
atroz em Fort Snelling,
não sei o que se passa com
os três presos da Oglala Sioux.


Mesmo que tentem apagar
a graça de olhar a Via Láctea,
nada me impede de ler
a progressão que me leva
do visível ao invisível,
e do tátil ao espiritual - enleva,
o amor divinal que pode ser
dito em letras, verbos e silêncios.

Nadando em límpidas águas rasas


tal como Cisne-de-pescoço-preto,


O olhar tem a altura de um Coihue,


e no coração guardo-te o segredo


de amar sem nome, sem rosto


e que sequer tenho o endereço.






Sei que de tudo o que mereço,


mas afinidade e tanta que de ti


nem que eu queira me esqueço,


Essa é a razão que insisto por


ânsia de amor e pleno desejo.






(Sei que não tem um só dia


que não me namore em silêncio).

Venero-te como o Tingui-preto
finca as raízes na terra serena,
O teu olhar apolíneo me rega,
concede milhões de asas --
e ainda não nem é primavera.


Do Tingui-preto com carinho
preparo a surpresa de banhar,
O meu ser de Mata Atlântica,
é o teu paraíso de descansar,
entregar e de doce enredar.


Como a palma da minha mão
é o caminho para o coração
sem tempo e sem distância,
Porque de ti sou eu a ilustre
habitante sublime e romântica.

Aprecio o silêncio
porque nele moro
no teu pensamento.
Desde que comecei
a olhar o espelhamento,
amar-te nele foi fácil,
és transbordamento.


Com muito talento
tu te mostraste,
e que não é somente
[um rosto bonito];
Percebo o fascínio
e que tens gabarito
para ser o meu favorito.


Tudo passou a ser lido
como um recado escrito
pela cor dos teus olhos
que nado como se fosse
o mais distante dos rios.


Neruda disse bem antes
o que já estava escrito:


«Gosto do silêncio
desde que comecei,
a amar-te nele».

Teu berço é a Serra de Jaraguá,
te amo com igual olhar originário,
e do primeiro desbravador admirado.


Meu Rio dos Cedros, que tem todo
o meu amor e o peito apaixonado.


Entrego-te o amor todo devotado,
e tu devolve mais do que esperado.


Os cedros nativos dão razão
ao seu nome que o olhar
não oculta a infinita devoção
e a boca em vez de falar
faz sempre devota declamação.


Nos teus cedros tenho raízes,
e todos os sentimentos mais felizes.


A força das tuas águas já foram
vivenciadas mais de uma vez,
Da nascente a tua foz que é
o Rio Benedito tão querido
que também faz parte do destino.


Meu amado, és Rio dos Cedros,
tu és o meu preferido livro.


Meu Rio dos Cedros mais que lindo,
amar-te sem esforço por ser tão divino,
é algo que no Médio Vale do Itajaí
não tem mesmo como esconder,
Porque basta uma vez só conhecer
que não é preciso o porquê dizer.

Não perco o hábito
de olhar para o céu,
Tendo a consciência
que a constelação
está contida nos teus
preciosos olhos,
Que tocam absolutos
os meus sonhos,
E faço nenhuma
questão de disfarçar.


Embora no instante
somente tenho o rumo,
e não a possibilidade,
A liberdade é prumo
que se desfaz e bússola.
Mesmo sem prever,
e sem saber para onde
haverá de seguir o seu;
O meu batimento
tem sido todo pelo teu.


No Sarv-e Abarkuh,
com tiara trançada
de rosas damascenas,
romãs, damascos e maçãs,
nas poéticas cestas,
A vontade de enfrentar
o mundo na noite longa,
O céu que pode
cair a qualquer hora
- não me apavora -;
a glória pertence só
de fato a quem ousa.


Bombas e império não
podem contra nada
contra o tempo e o amor,
e nem nunca terão
o êxito de capturar;
Custe o que custar
e leve o tempo que durar,
nunca conseguirão
conquistar ou derrotar.

Há anos ninguém aprendeu
e nem mais ensinou
nesta porção continental
a olhar para o alto
do nosso Hemisfério Austral.


Onde a posição, a voz
e a memória indígena
são todos os dias cortados
até em meio aos Andes,
Das lágrimas do povo
aguayos têm sido tecidos,
Nenhum dos capítulos
serão por mim esquecidos.


Por audácia e pretensão
continuo por herança
se a tal que incomoda,
A guerra sempre é
a dileta filha da fofoca,
Por isso quero ser sempre
que a minha língua
seja a espada que a corta.


Olhos e mente de Condor
sem pausa diante da vista,
ainda seja por pura poesia;
Porque a América do Sul
não merece virar nostalgia.

Fui encontrada pelo teu olhar
nas estepes do acaso.
Nutrindo com naturalidade
a liberdade
de ave peregrina que me cerca
com potente pensamento.
Com teu jeito de caçador,
ao meu lado pousaste com amor.


Como tulipa selvagem,
espalhei-me imparável,
sem pedir permissão.
Criei raízes no teu coração.
Não vou, nem preciso ir,
porque tenho direção,
o tempo como aliado
e a irresistível devoção
que me tens tocado.


Por isso, sem nenhuma pressa,
porque já estou dentro
como a ilustre habitante
da glória do teu sentimento.


Sempre que for necessário,
para que em mim encontres
o genuíno abrigo paradisíaco.
De corpo e alma em fruição diária,
apaixonado, te orgulhes
de ter me encontrado
e digas, orgulhoso, para ti mesmo:


— Pertenço à que soube, como ninguém,
o valor de ter capturado meu coração.
Conquistei a merecedora de veneração.

Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.


Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.


Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.