Textos sobre o ser Humano
Nietzsche, no livro “Humano, Demasiado Humano”, incorreu em uma falácia de equívoco ao afirmar que “a vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez” porque bem sabemos que na realidade ter péssima memória pode ser uma desvantagem que ocasiona várias vezes um sofrimento com as mesmas coisas ruins como se fosse a primeira vez.
Juridicamente e Humano, não acho que o filhos sejam propriedades dos pais. Creio sim que a tutela deve ser concedida aos pais ou a um deles ou responsável de preferencia familiar, desde que tenham sanidade, bom senso e responsabilidades. No entanto, diante de um quadro de loucura, maus tratos, abandono, falta de responsabilidade, o estado democrático de direito e humano deve ser soberano e revogar o pátrio poder. Em favor da criança.
O corpo humano adulto é composto por cerca de 70% de água, somos mais água no planeta água, equivocadamente chamado de terra. Felizes aqueles que liquefazem sua breve existência, esparramam se pelos rios da vida pois afinal, nossa inevitável eternidade será fazer parte ínfima do Grande Oceano.
Educação e Cultura bio-integral para todo o ser humano em todas as sociedades do mundo livre para o século XXI. Sendo assim escolas altos muros, com trancas, portas fechadas, cadeados, janelas com grades não me servem. Devem ser lugares livres, muita área verde, fontes de água circulante, o tempo como paisagem e ambiente. Pois de cada escola aberta que vai sair o novo homem e a nova mulher do amanhã comprometido com a vida e o respeito e a feliz convivência com as diferenças que sempre existiram.
O ser humano nas maiores cidades e periferias do mundo, acorda no seculo XXI em uma gigantesca crise cotidiana existencial. A hiper exposição digital mesmo que ficcional lhe trás diminutivos que não conhecia , avança então em uma desigual possibilidade tecnológica que o atrofia e distancia da realidade, de funil desce aquosamente para uma invisibilidade social própria dos que sofrem calados e não demonstram dor. Os resultados disto são catastróficos em termos de uma vida que sonha, que quer ser, dentro dos limites possíveis vazios e meios inadequados do que não é e fecunda ser isolado, até o desesperado momento que se implode, por alguns minutos tudo pode mudar, de vitima contumaz a ser eloquente protagonista da virada em loucura, sem volta e começa o inicio da revolta, não mais escarnecer e caminhar a deriva para o seu triste fim.
Em uma feliz convivência entre um animal que adota um ser humano, a parte bem mais amorosa vem sempre mais do animal que confia em alguém que ele escolheu, cegamente.Pois amar e cuidar são emoções naturais da natureza humana de quem ama mas o amor brando, companheiro e sereno de um animal para seu dono é infinitamente distante de todos seus instintos genéticos e de tudo que envolve sua própria natureza selvagem.
Não está escrito em lugar algum do mundo humano e civilizado que o velho tem que morrer para dar lugar para ao novo.Pelo contrário, esta transição só é justa e perfeita quando o mais antigos, mais experientes interagem com os mais novos, menos experientes em cada movimento desta natural passagem. Longe disto não podemos dizer que foi naturalmente feita.
A magnitude do ser humano, em seus valores emocionais e éticos, é destacado pelo empenho de quando este – destituído de apoio externo – aceita as verdades calcinantes de sua mente e, não somente nesta máxima, age para solucioná-las, mesmo que signifique renunciar seus caprichos agradáveis do ser. Quando alcançado, eleva, portanto, seu intelecto – desenvolvendo sua sabedoria, que deforma os vetores de valores que contrapõem a ideia de incitar carne e sangue do seu esquecido e insignificante cadáver.
Cada ser humano não é apenas ele mesmo, é também o ponto único, todo especial, sempre importante e singular, onde os fenômenos do mundo se cruzam uma única vez e, dessa forma, nunca mais. Por isso a história de cada ser humano é importante, eterna, divina. Por isso cada ser humano, enquanto viver e cumprir a vontade da natureza, é maravilhoso e digno de todo cuidado. Em cada um, o espírito se tornou forma; em cada um, a criatura sofre; em cada um, um salvador é crucificado...
O corpo humano é talvez uma simples aparência, escondendo a nossa realidade, e condensando-se sobre a nossa luz ou sobre a nossa sombra. A realidade é a alma. A bem dizer, o rosto é uma máscara. O verdadeiro homem é o que está debaixo do homem. Mais de uma surpresa haveria se se pudesse vê-lo agachado e escondido debaixo da ilusão que se chama carne. O erro comum é ver no ente exterior um ente real. Tal criaturinha, por exemplo, se pudessemos vê-la como realmente é, em vez se moça, mastrar-se-ia pássaro.
A felicidade faz a pessoa esquecer suas próprias obrigações como um ser humano. Ela a arrasta ao egoísmo, levando-a a cometer pecados. Felicidade atrai um véu sobre as experiências que tornam a pessoa forte. Ela também consome o estoque de méritos e desperta paixões mais vis. Por outro lado, a adversidade torna o homem atento e vigilante. Adversidade faz a pessoa pensar e a conduz ao auto-aperfeiçoamento. Ela também lhe confere experiências novas e valiosas, destacando o valor da felicidade. Perceba que felicidade e adversidade são inseparáveis e você não pode escolher apenas uma. Trate problemas e angústias como seus amigos; pelo menos não os veja como seus inimigos! É melhor referir-se a felicidade e adversidade como dons de Deus. Esse é o caminho mais fácil para a auto-libertação de uma pessoa.
