Textos sobre Música

Cerca de 2734 textos sobre Música

⁠Música, como bela arte, flutua.
Flutua como a lente de uma singela luneta,
que aspira o horizonte.
Música, traço entre hostis rabiscos,
cuidadosos ou ásperos,
faz a paisagem seca e amarga ganhar cor.

Flutuar é preciso:
sentir a brisa que move.
Assim como a luneta, que ao horizonte nos põe,
é preciso um guia,
que ajuste o foco e a direção,
sem deixar que se embaralhe
o muito que guardamos.

A música é poderosa,
basta senti-la e, com a alma, segurá-la.
Pois, assim, o mundo pode ser melhor.
Defina-a:
Como seria a música para você?

Inserida por gildersonsantos

DIZENDO QUE SABE AMAR
|| MÚSICA ||

Tanta gente dizendo que sabe amar
Mas não sabe não, o quanto dói machucar
Resolvi nem mais olhar pra trás
A memória só me faz descer
No meu rosto escorre lágrimas sem parar

Eu só quero viver bem longe de qualquer ilusão
Pra não ter que sentir a dúvida no meu coração
Resolvi nem mais olhar pra trás
A memória só me faz descer
No meu rosto escorre lágrimas sem parar

Inserida por GoisDelValle

Tem uma música dentro de mim,
E ela toca, toca.
Toca quando estou sozinho,
Toca quando ninguém se importa.
Quando o mundo para,
Só ela sobra.
E ela toca, toca...
Toca, mas não se esgota.
Toca sem querer,
Toca até sem poder,
Toca quando ninguém vê.
Ela pulsa, é o que quer ser.
Ela toca, toca...
É viva sem viver.

Inserida por nanavedo

Música
⁠Ê, eu e o amigo meu agente vai se separar, se juntar no cabaré, comemorar. (Bis)
No cabaré, vivemos assim:
Eu pago uma pra ele!
E ele paga uma pra mim.
Na nossa casa é bem assim,
Se abrir uma cerveja,
A paulada vem ruim.
Ê, eu e o amigo meu agente vai se separar, se juntar no cabaré, comemorar. (Bis)
Na minha casa, já vivo assim,
Não bebo mais cerveja, ele nem leva pra mim.
Na casa dele, é quase assim,
Se abrir uma cerveja! É chamado papudinho.

Inserida por Delamandra

Música
Você era minha guia, de um casamento,
Procurei por todo lado, você estava dentro.
A minha parte pura, sujou devagar,
Agora eu quero o quarto escuro, onde posso sonhar.

E sentir o vento, ter uma visão,
Miragem de um sorriso, corpo em solidão.
Sorriso que me abraça, mesmo sem estar aqui,
Perdido nas memórias, tentando me encontrar.

Os ecos do passado ainda vão me chamar,
Nos sussurros do tempo, eu sei que vou escutar.
Entre sombras e luz, eu sigo a vagar,
Buscando a essência que não quer se apagar.

E sentir o vento, ter uma visão,
Miragem de um sorriso, corpo em solidão.
Sorriso que me abraça, mesmo sem estar aqui,
Perdido nas memórias, tentando me encontrar.

Ponte
E quando a noite cai, eu deixo tudo pra trás,
O frio me envolve, mas seu calor ainda traz.
Sonhos desfeitos, mas o amor não se vai,
Em cada passo em frente, eu sei que vou ficar.

Refrão
E sentir o vento, ter uma visão,
Miragem de um sorriso, corpo em solidão.
Sorriso que me abraça, mesmo sem estar aqui,
Perdido nas memórias, tentando me encontrar.

Inserida por Delamandra

Música: lado de dentro.
Entrou na minha vida, ressuscitou o demônio,
Dizendo que era água viva, destruiu meu sonho.
Foi mais que exorcista, trouxe outros fenômenos,
Um jogo de sombras, onde tudo é veneno.

Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.

Teus olhos eram chamas, me queimavam por dentro,
Fui preso nas correntes do teu sentimento.
Mas agora sou forte, não sou mais refém,
Vou escrever minha história, o final é só meu bem.

Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.

Ponte
E se o demônio voltar, eu não vou temer,
Minhas feridas curadas, eu vou renascer.
Com cada passo firme, eu deixo pra trás,
A sombra que tentou me prender em seu laço.

Refrão
Mas eu sigo em frente, com a luz na mão,
Superando as dores, buscando a razão.
Entre o amor e o medo, vou dançar no escuro,
Ressurgindo das cinzas, eu me refaço puro.

Inserida por Delamandra

O som de uma musica romântica me traz as lembranças de momentos carinhosos que retratou nossa historia, sem que nem nos conhecêssemos.
As lagrimas que me restaram são convulsivas que me fazem companhia.
Por alguns instantes imaginei que a felicidade tinha me aceitado mais a felicidade se foi e ficou a frustração que se transformou em solidão.
Como dói ser amante de um sentimento, homem com receio de nunca ser amado.
O amor repulsivo anda lado a lado com o ódio que tenta estabelecer a vontade de desfalecer.

Inserida por JULIOAUKAY

Sou a música que muda de tonalidade conforme a melodia... Sou a nota dominante que soa em uma semibreve com a batida do meu coração...
Pois na minha realidade os volumes não distorcem o compasso em uma escala dissonante entre a modernidade...
Não me escute, mas sim me sinta... Deixe que eu flua em teu sangue e me defina em teu coração;

Inserida por JULIOAUKAY

A musica que ouço compreende o meu silêncio, conversando comigo entre melodias me trazendo o alento que preciso para que eu não exploda por qual quer problema;
Pois o maior tempo que disponibilizo da minha vida é para musica que com influências me ensina as lições de cicatrizar as feridas adquiridas sem sentidos;

Inserida por JULIOAUKAY

Quando falo através de uma musica ou de um poema, busco a compreensão que serve para o entender que me faz caminhar com o silêncio entre multidões;
Bom poder saber que és dona do meu pensamento para me fazer a vontade para compartilharmos admirando o céu brilhar e as nuvens dançando para nos entreter;

Inserida por JULIOAUKAY

⁠A natureza canta para a nossa credibilidade afetiva
E a música do verde se move ao vento para a nossa harmonia
Esperamos uma benção celestial
Debaixo desse imenso céu, entendemos ser um ponto crucial...
Desejamos que o dia seja leve, seja de positividade e que os nossos momentos seja alegre
Precisamos nos precaver para que a segurança seja solida para continuarmos a viver
Então que tenhamos um dia de muita alegria
Para você em particular
Eu desejo o meu bom dia!

Inserida por JULIOAUKAY

Gaita

A gaita ele tocava
para agradar a sua amada
Ela suspirava...
No meio da música ele sempre parava
De súbito tinha náuseas
Na pia tossia, cuspia
lavava a cara
A amada nada indagava
não entendia
o tamanho esforço
que a gaita lhe exigia
Ele mostrava talento
mas tinha dificuldade
com o tal instrumento
Ora gaita, ela exclamou
numa noite fria
Com tantos instrumentos no mundo
Por que ele não escolheu
o que mais lhe apetecia.

Inserida por MariadaPenhaBoina

⁠Vamos de música. "Se todo mundo viu, por que você não tá vendo todo esse esforço que eu tô fazendo?"
Todo mundo viu. Mas nem todo passou o perrengue, foi ferido ou conhece a pessoa tão bem. Quem convive é quem sabe, quem convive é que foi machucado, que convive é quem sofre. Para fazer o companheiro se sentir orgulhoso não é preciso esforço, deve ser natural e deve ser da pessoa, e assim a paixão não precisar ser refeita.

Inserida por AndersonS

"Homenagem á irmã Ana Dantas"

A música me faz lembrar
De uma pessoa que fascina
Aparentando ser uma mulher,
Com sorriso de menina.
Mocidade passou,pois viveu
Sempre a servir o próximo
É mãe,é tia,é avó,e cresceu
Num sentimento dócil.
A vida sempre lhe trouxe provações
Falsos amores,falsos amigos...
E ainda de falsas paixões
Nunca perdeu os seus sentidos
Lutou contra a morte lado á lado
De pessoas que sempre amava
Perdeu e ao perder seu legado
Sempre em Deus confiava.
Agora caminha se só ou se consigo
Agarrada numa fé que nem á tantas
Orgulho sinto em ser seu amigo,seu irmão
Pois és guerreira,és Ana Dantas.
E com uma marca de grandeza
Na realeza que se encerra
Óh na sua alma quanta beleza
Com nome da mãe de um dos grandes Profetas.

Inserida por fernandocarimpoetamu

Vieste de terras dos verdes campos!
Das terras onde se entoa, uma canção.
A música nos deste, ao coração.
Teus actos são tão lindos.

Tu cantora de poemas lindos...
De alma grande e pacífica.
O conhecimento do bem nos faz ricos,
Teu bem, connosco sempre fica.

Trazes contigo a força dos campos
Até que em nós pões encantos tantos.
Sim, tu filha das águas do rio lindo.

Nestas terras, dá-nos esse teu pão.
Partilha connosco, a tua canção...
Para que nosso ser fique sorrindo!!!



Dedicado
A Helena Guerreiro
Da Unidade de Longa Duração e Manutenção de Albufeira

Inserida por Helder-DUARTE

Música és vida!
No princípio, eras presente, no acto da criação.
Auxiliaste, nesta acção...
Da existência nascida...


Dentro de mim, estás...
És tu, que minh´alma, alimentas.
Música! Música! Música!...
Ao céu m´elevas. Tu única!


Enquanto te sinto...
Vou voando,
No meio dos anjos. Sim! Não minto.


Vivo, por ti.
Dançando e cantando,
Um cântico, que do mal, me tira daqui!

Inserida por Helder-DUARTE


Beethoven, Beethoven!
Surdo fostes.
Mas de música, composições deixastes,
Que nossos ouvidos, no tempo ouvem...


Tua música, tem alto som,
Que não chegou a teus ouvidos.
Mas com esse teu dom!
Céu e terra unidos...


No tempo, espaço e eternidade,
Tu, homem e anjos a Deus louvam...
Com plena liberdade...!


Essa música, afinal é d´ele.
Vem da sua eterna verdade...
Ele eternamente, reinará...
Está vindo, num cavalo branco. Sim! O de Apocalipse, aquele!


,

Inserida por Helder-DUARTE

Música THERE THERE - RADIOHEAD
Interpretações sobre ansiedade.



There There: voltar ao lugar conhecido


“There. There.”


O título não soa como descoberta. Soa como reconhecimento. Como alguém apontando para um lugar onde já se esteve antes. Para quem convive com a ansiedade, esse “lá” não é geográfico. É um estado mental. Um território recorrente. A música não anuncia um perigo novo; ela parece indicar o retorno a um ciclo conhecido.


“In pitch dark, I go walking in your landscape.”


A canção começa no escuro. Não há colisão imediata, não há tempestade declarada. Apenas ausência de luz. A ansiedade raramente nasce de ameaça evidente; ela nasce da incerteza. No breu, a mente procura contornos onde não há forma definida. Caminhar no escuro é avançar sem garantias, e é justamente isso que ativa o alerta.


“Broken branches
Trip me as I speak.”


Os galhos quebrados não são desastres. São pequenas irregularidades. Mas, no escuro, tornam-se obstáculos. Tropeçar enquanto se fala sugere divisão interna: parte da mente participa do mundo; outra parte monitora riscos invisíveis. A hipervigilância não grita, sussurra atenção constante. O tropeço é a interferência do medo na fluidez da experiência.


Então surge o verso que corta essa fusão entre sentir e realidade:


“Just ’cause you feel it doesn’t mean it’s there.”


A ansiedade tende a transformar sensação em evidência. Se sinto perigo, deve haver perigo. Se sinto risco, algo está errado. O verso não nega a emoção, ele questiona sua autoridade. Introduz uma fissura entre experiência interna e fato externo. É uma frase que desarma a equivalência automática entre medo e verdade.


Mas a imagem central da música talvez seja outra:


“There’s always a siren singing you to shipwreck.”


A sereia não ameaça. Ela encanta. O canto não soa como histeria, mas sim como clareza. Há algo profundamente sedutor na ansiedade: a sensação de estar antecipando, de estar sendo prudente, de estar intelectualmente preparado para o pior. O pensamento ansioso se disfarça de responsabilidade. Ele oferece uma promessa: se você imaginar todos os cenários negativos, nada o surpreenderá.
É essa promessa que seduz.


“Always” é a palavra decisiva. A sereia está sempre disponível, sempre pronta a oferecer narrativa e coerência. O canto parece sensato. Parece protetor. Parece inteligência aplicada ao risco. A ansiedade não arrasta, convence.


Mas a direção é clara: “singing you to shipwreck.” O destino do encanto não é preparo, é estreitamento. Não é controle real, é reorganização da vida em torno da antecipação do desastre. O naufrágio não precisa ser um evento espetacular. Pode ser o abandono gradual da experiência em favor do cálculo.


“Steer away from these rocks.”
O aviso parece simples: afaste-se das rochas. Mas talvez as rochas não sejam apenas perigos externos. Talvez sejam decisões tomadas sob domínio do medo — oportunidades evitadas, vínculos não iniciados, caminhos nunca tentados. O desastre não está necessariamente no que acontece. Está no que deixa de acontecer.


Aqui ecoa a imagem de Ulisses na Odisseia. Ele sabe que o canto das sereias é irresistível. Não tenta destruí-lo. Não foge do mar. Amarra-se ao mastro e atravessa. O gesto não é de supressão, mas de contenção. Ele reconhece sua vulnerabilidade e cria estrutura. O canto continua. A travessia também.
Talvez seja essa a alternativa sugerida pela música: não silenciar a ansiedade, mas impedir que ela governe o leme.


“Why so greedy and lonely?”


A pergunta adiciona outra camada. “Greedy” pode ser lido como ambição por controle absoluto — antecipar tudo, eliminar incertezas, dominar variáveis. “Lonely” expõe o custo dessa tentativa. A ansiedade costuma ser enfrentada em silêncio. O pensamento parece íntimo demais, peculiar demais para ser compartilhado. O canto torna-se experiência solitária.


Mas mesmo Ulisses não atravessa completamente só. Ele se amarra, mas há tripulação. A solidão amplifica a sereia. O enfrentamento puramente individual tende ao desgaste. A presença de um outro — um interlocutor, um terapeuta, um amigo — introduz proporção.


A ansiedade prospera na ausência de contraste.


“Heaven sent you to me.”
Esse verso permite outra leitura: a ansiedade como condição recebida, não escolhida. A hipervigilância pode não ser falha moral, mas traço estrutural — temperamento, história, predisposição. Algumas mentes são mais sensíveis ao risco, mais rápidas na detecção de ameaça. Isso não é culpa; é configuração. O desafio não é tornar-se outro, mas não permitir que o traço determine todas as escolhas.


E então a formulação mais crua:


“We are accidents waiting to happen.”
Aqui a ansiedade deixa de prever eventos e passa a definir identidade. Não é apenas algo que pode dar errado; somos nós que estamos prestes a falhar. A repetição de “waiting” transforma a existência em antecipação permanente. Mesmo quando racionalizada, essa hipótese pode continuar ecoando como crença silenciosa: não é o mundo que é frágil, somos nós.


Os sussurros ao longo da execução — “don’t reach out”, “someone on your shoulder” — dramatizam a disputa interna. Há a voz da evitação, que aconselha retraimento. Há também a presença de um observador, uma instância que questiona a fusão entre sentir e ser. A ansiedade fala alto, mas não é a única voz. A música encena essa tensão.


“There. There.”


O título retorna como gesto de
reconhecimento. Lá. De novo. O território familiar do ciclo — o breu, o tropeço, o encanto, a antecipação do acidente. Não é surpresa; é retorno.
O desastre, nessa leitura, não está nas rochas isoladas. Está na entrega silenciosa do leme ao medo. Está em permitir que a sedução da prudência substitua a experiência direta do mundo. Viver em função da ansiedade não implode de uma vez; estreita-se lentamente.


Ouvir “There There” pode ser reconhecer o lugar sem aceitá-lo como destino. A sereia pode continuar cantando. O mar pode permanecer escuro. Mas a travessia — contida, consciente, talvez não solitária — ainda é possível.

Inserida por rodrigo_picinin_1

⁠Que seria de nós sem a " MUSICA"...
Vida triste, sem cores, sabores, sem perfumes.
Como fariam os amantes para chorarem seus amores, os românticos a sonhar em lindas noites,
As dançarinas seres tristes, sua dança não teria força por si só.
O que seria do romance, embalados por lindas notas de amor, crescendo numa caliente explosão de carinho e prazer.
Mas, mesmo diante de sua força, encantamento ... soberania,
Nada seria da música se não existisse o "MÚSICO"

Inserida por Fabialexandra

" Foi difícil
eu sobrevivi a Waldick Soriano
com a música "eu não sou cachorro não"
naquele tempo os cachorros não eram tratados como hoje
passei também por Genival Lacerda com sua Severina xique xique (fala sério)
sobrevivi também a Odair José querendo tirar a moça daquele lugar, sem falar da música "na porta do hospital" (isso é nome de música?).
quando tudo estava quase consumado apareceu o Tiririca com aquela p++++ de florentina, aí fodeu... o cara ainda virou politico. É mole?
a música sempre teve várias faces.
teve até quem pedisse para parar o mundo que ele queria descer, esse todo mundo perdoou, o cara era maluco beleza
recentemente apareceu
deixa pra lá...
Ps
Esse texto não é uma critica à música brasileira, pois tem gosto para tudo e cabe respeito às diferenças

Inserida por OscarKlemz