Textos sobre Medo
Eu perdi o medo chuva
Perdi o medo da tempestade
Dos raios e trovões
Perdi o medo da escuridão
O frio já não me arrepia
Eu ja não evito a solidão
Aliás até gosto
Tenho medo mesmo
É da mentira
Da hipocrisia
Daqueles que finge ser oque não são
Vidas de aparências
Tenho medo é de que pra ter as pessoas
Eu me perca de mim mesma
Eu não me encontre mais,
Por ja estive enterrada
Em expectativas de outros
De muitos que me rodeavam
Que só me amavam,
Enquanto fizesse oque eles esperavam
Tenho medo é desse amor
Que se torna dominador
Perdi o medo da vida
Por que com medo
A gente estaguina
E se torna, como pedras
Que choram sozinhas
No mesmo lugar!
O medo é uma emoção negativa que pode causar diversos problemas, como ansiedade, síndrome do pânico e outras doenças. O medo e a fé são opostos, representando diferentes estados emocionais e psicológicos. O medo pode significar escuridão, incerteza e dúvida, enquanto a fé simboliza esperança, confiança e crença. As pessoas lutam para encontrar um equilíbrio entre essas emoções e perspectivas. Napoleon Hill identificou seis medos básicos: medo da pobreza, medo da velhice, medo de problemas de saúde, medo da perda do amor, medo da crítica e medo da morte.
A ansiedade está relacionada ao medo e se manifesta como um estado de ânimo voltado para o futuro, que envolve um complexo sistema de resposta cognitiva, afetiva, fisiológica e comportamental associado à preparação para eventos ou circunstâncias percebidas como ameaçadoras. Os transtornos de ansiedade geralmente acompanham a depressão, e as pessoas que têm transtornos de ansiedade lutam com sentimentos intensos e incontroláveis de ansiedade, medo, preocupação e/ou pânico. A palavra de Deus enfatiza a frase "não temas". Quando nos dirigimos os nossos corações para o céu e desenvolvemos intimidade com Deus (passando tempo em oração e meditação em Sua palavra), todas as nossas preocupações desaparecem, e começamos a viver verdadeiramente pela fé.
Janela da alma
Quando olho pela janela e não vejo mais as crianças brincando lá fora. Pergunto-me, o que aconteceu?
O que aconteceu com a espécie humana que estava aqui, na bolha artificial do mundo?
Um vírus! Um vírus, meu Deus, está acabando com os seres humanos.
Mas, espera! Veja! Alguns humanos ainda sobrevivem e usam máscaras.
Máscaras, não da vergonha que são alheia, mas da proteção. Pessoas morreram, crianças nasceram. Uma nova sociedade está surgindo com o nascer do Sol desta manhã. Lá fora, pela janela da alma, já não vejo, no silêncio das grandes cidades, a ansiedade humana. Nem a luxúria do consumismo. Apenas vejo o horizonte e, no silêncio, distante de mim, o inconformismo da ignorância alheia. E eles usam máscaras, parecem humanos, mas ainda resistentes. Ainda resistentes, meu Deus, a luz do novo mundo que vai surgir!
Na trilha
Na trilha da vida, sigo os passos dos estranhos, dos conhecidos e também as vezes dos familiares e amigos. Sigo em busca do explorado não explicado. Busco a surpresa do novo e do antigo. Na trilha observo as paisagens, os lugares, o jeito de ser das pessoas que passam por mim.
E assim sigo, sigo junto, sigo sozinho, sigo a minha própria trilha. Nela converso com meus instintos, minhas crenças, minhas razões incertas, meus desejos diversos, minhas vontades e teimosias.
As vezes me canso, e então paro.
Paro para descansar o corpo e a mente. Paro para pensar e desconstruir pensamentos. Revejo minha caminhada e reorganizo minha mochila. Dela retiro o que não é mais necessário e a preencho com aquilo que é importante. E então sigo, sigo com meus medos e minha coragem, com minha fé e minha esperança. Sigo para chegar lá! Lá onde poucos chegaram e muitos se perderam no caminho. Lá onde não sei como é ou como será. Mas sei que poderá ser incrível para mim se assim me permitir. Por isso sigo, sigo a trilha da vida.
Medo da morte
Você é um babaca que sai de casa
Achando que irá causar confusão
Talvez algum incidente lá na praça
Você fala que é fogo, mas é brasa
Tentando se destacar na multidão
Foge quando ocorre uma desgraça
Medo da morte, medo da morte
O seu fim está muito próximo
Medo da morte, medo da morte
Todos os outros achariam ótimo
De quantos você já correu até hoje
Depois de tentar expor a sua visão?
Humildade serve como um lema
A alguém que tenha consideração
Mas o seu nada merece repúdio
Ninguém gosta de se aproximar
Medo do depois, medo do depois
Não existirá par a lhe consolar.
Ao falar de você,
me perco nas linhas, nas curvas e nas voltas;
Me perco ao sentir que enfim, seremos
eu e você.
Que o meu desejo de um dia qualquer,
irá finalmente acontecer.
Pode parecer meio cedo,
mas, eu te desejo bem antes do atardecer;
E anseio para que nunca acabe.
Talvez eu tenha medo de te perder.
O seu medo sempre fez questão de influenciar a sua vida, sendo um grande obstáculo, que a conduzia para as ruas sem saídas, a sentimentos angustiantes, mas com o tempo, depois uma certa maturidade, de alguns sofrimentos, aprendeu a usá-lo como seu aliado, usando sua influência para agir com mais cautela, diminuindo as suas decisões precipitadas, sobressaindo a sua resiliência.
O seu poder negativo ainda tem muita força e resistência, ela não pode se descuidar, entretanto, a mudança foi muito significativa, o seu medo não é o mesmo de antes, tão forte, agora ele é usado por uma fênix renascida, livre para voar, uma bênção para si e para as pessoas a sua volta, graças a Deus, conquistando muito mais do que poderia pedir, tendo uma atitude transformadora, assim, passou a viver e deixou de apenas existir.
Finalmente, pela permissão do Senhor, é norteada pela coragem, uma fé poderosa, a luz que brilha entre as sua adversidades, que continua imperfeita, às vezes, insegura, todavia, não é mais aquela amedrontada, demonstra uma postura mais sadia, o amor transborda da sua alma e se espalha à semelhança de uma bela melodia, que se movimenta e é percebida por onde passa, poesia resiliente que não oferece somente lindas palavras.
Ser corajoso não é ser isento de sentir medo,
é poder agir quando for necessário,
é não cair em desespero,
durante os sofrimentos, poder sorrir de felicidade,
é não deixar que os pesadelos impeçam de sonhar,
é enfrentrar cada dificuldade,
é amadurecer contrariando os próprios erros,
isso é que é ter coragem, algo salutar
mesmo sendo imperfeito.
Um sopro de vida
Temo enquanto viver
porque a vida é tão exorbitante
mesmo que eu possa morrer
o futuro é um pensamento incesante
Temo porque é absurdo
num mundo de pessoas dissimuladas
a vida e morte se encotrarem
em todas as ruas e estradas.
Temo porque tenho medo
do presente e do passado
vejo todos os cacos de vidro
de um espelho quebrado...
de um trauma marcado...
de um amor mal amado...
Temo porque o tempo
não pode mais nada contra mim
mesmo que eu fique triste
nunca fui tão feliz assim.
Temo,todo dia
Choro em noites temerosas
com pensamentos medonhos
tenho noites horrorosas.
Mas quando o dia clareia
e vejo o sol nascer
toda a chama me incendeia
e ponho-me novamente a crescer.
Tristemente choro
Alegremente vivo
Sem isso,morro.
Em um vilarejo, havia uma jovem que sentia uma forte solidão, tamanha tristeza,
Apesar de rodeada de gente e da bela natureza,
Até que, um dia, para sua surpresa,
No seu quarto, um pequeno ser lhe surgiu
Causando-lhe um certo impacto no começo, mas logo conquistou o seu apreço, tinha algo familiar,
Sophia pôde desfrutar da sua nova companhia,
não importava o lugar.
Com o passar do tempo, a cada situação
que a jovem enfrentava,
a criatura ia crescendo, sempre bem alimentada.
Para o transtorno de Sophia, aquele ser havia se
tornado um Grande Monstro
e, curiosamente, sabia falar,
"Oi, Sophia, sou a personificação dos teus medos e da tua falta de gratidão, obrigado por me criar."
O meu medo não é da morte e sim da vida,
a vida que não valorizei, a vida que me esquivei,
os momentos que não vivi, os erros que cometi,
as mágoas que carreguei, as críticas que me envolvi,
as atitudes que não tomei e os desafetos que provoquei.
Este sim é o meu medo mais profundo, de passar por tudo isso e ao final da existência perceber que faltou coragem, faltou vontade e fé para superar todos estes obstáculos.
MENTIRAS E MEDO
Sem a mentira e o medo a sociedade jamais sobreviveria.
São elas a estrutura que move o mundo, mundo de fantasias.
Uma maquiagem, uma máscara.
Até o Diabo também mentiu.
Misturou verdade com mentira.
No final ficou assim...
É mais fácil acreditar numa mentira do que numa verdade.
verdade...
mentira...
verdade...
mentira...
......
JÁ NÃO SINTO MAIS NADA...
Já não sinto mais medo
Já não choro mais
Sei que poeta bom
É poeta morto...
Qual então é a parte
Desta minha estrada
Se a felicidade mora longe
Se encontra em alta velocidade...
Sobrou-me o remorso das palavras
Feito os teus olhos
Um cenário de um poema
Uma viela, uma ruela...
Tudo nesse mundo é FRÁGIL...
Tudo PASSA...
Já não sinto mais medo...
Já não choro mais...
Sou poeta...
Sou poeta de água doce
Sou poeta...
POETA MORTO...
"gloria,gloria,perpetua"
O mundo, o medo e o Alzheimer!
A doença de Alzheimer é uma das “piores enfermidades” que existem. Aos poucos, ela devora pedaços da vida das pessoas, tornando-as pequenas e frágeis. É uma condição terrível, pois faz a pessoa perder sua identidade e integridade. Foi extremamente doloroso ver minha mãe, outrora forte e destemida, se transformar em um ser tão frágil e indefeso. Seu caminhar se tornou solitário, preso em um mundo ao qual eu não tinha acesso, um mundo cheio de medo, onde suas lágrimas caíam copiosamente. Esse medo roubou-lhe o apetite e aumentou seu sofrimento. Eu conhecia muito pouco desse universo. Sinto muito, e às vezes choro por não ter pedido desculpas, desculpas por não ter podido curá-la com o meu imenso amor. Mãe, te amei e ainda continuo te amando. Sua benção.🙏🏼🦋
A complexidade da saúde mental muitas vezes se revela na relação que estabelecemos com as personas que criamos para nós mesmos. Esses personagens, como cidadãos exemplares, pessoas honestas e justas, ou homens de família, tornam-se parte integrante de nossa identidade. No entanto, quando somos confrontados com uma faceta menos perfeita de nós mesmos, a estrutura desses ideais autoproclamados pode ruir, gerando um profundo desconforto e até mesmo ódio por quem ousa apontar uma possível imperfeição.
Em casos como esse, a resistência em aceitar nosso lado menos reluzente pode nos levar a projetar nossas inseguranças nos outros. Incapazes ou temerosos de confrontar nossa própria complexidade, é mais fácil culpar o espelho, destruí-lo e evitar o olhar reflexivo. Infelizmente, essa escolha nos condena a uma espécie de escravidão da incompletude, deixando-nos superficiais e distantes de nossa verdadeira essência.
A verdadeira beleza e completude emergem da coragem de explorar nossos porões internos, de encarar nossas imperfeições sem medo. Pessoas que abraçam sua complexidade e aceitam seus aspectos menos atraentes são, paradoxalmente, mais belas e completas. A maturidade se revela na capacidade de abordar as questões no momento certo, em vez de cultivar uma falsa bondade que apenas camufla um vulcão prestes a explodir.
Portanto, celebremos aqueles que abraçam sua imperfeição, pois são esses indivíduos que possuem a coragem de verdadeiramente amar, não apenas os outros, mas também a si mesmos. Que cada dia seja uma oportunidade para explorar nossa complexidade e aceitar a totalidade de quem somos, sem medo do que possamos encontrar nos porões de nossa alma.
Meus fantasmas vieram me visitar.
Trouxeram aquilo que um dia foi.
Sussurrando suas palavras em meus ouvidos, palavras que me causavam terror. Faziam-me olhar para aquele quarto escuro, em que outrora eu havia trancado a porta.
Porém ela estava aberta outra vez e senti-me atraído a adentrá-la, novamente. Mas resisti bravamente.
Ou pelo menos era assim que deveria ter sido, mas não foi.
Ah, se as pessoas soubessem o poder devastador de uma mentira...
O quanto ela fere, machuca, destrói.
Como um exército marchando por cima de um canteiro de flores, ela vem esmagando aquilo que há de mais belo...
Deixando marcas permanentes, perdura com o medo. Aquele medo de confiar novamente.
Levantamos nossos muros e nos tornamos mais cautelosos com aqueles que desejam entrar.
Ah, se as pessoas soubessem o peso de carregar esse fardo de desconfianças...
Em contrapartida a verdade é mui atraente...
— Olá velha amiga. Seja bem vinda. Sente-se e fique a vontade, já que conseguiu arrombar a porta.
Digo que é um imenso desprazer sua presença, mas você já faz parte de mim. Costumo te manter afastada pra proteger meu bem estar, porém é inevitável sua volta.
Te rejeito, pois traz consigo meus medos, meus traumas, minha insegurança... Mas vamos, tome um pouco de café, enquanto me lembra de como meu mundo é pequeno e destrutivo.
Conte-me como foi ficar tanto tempo afastada e o quanto lutou pra conseguir me abalar ainda que só um pouco e hoje conseguir forças suficiente pra atropelar meu castelo de areia que construí com tanto cuidado.
Cante para mim suas canções melancólicas enquanto dilareça meu coração e embaraça meus pensamentos.
Não ligue pra minhas lágrimas, nem pras minhas mãos trêmulas e muito menos pra minhas frases incompletas, que falo enquanto sufoco com falta de ar.
Mas seja breve por favor, depois que concluir seu trabalho vá embora.
Não te demores muito. Pois estarei recolhendo meus cacos espalhados por todo o carpete, e pedaço por pedaço tentarei colocá-los de volta no lugar.
E então até eu terminar não retornes, velha amiga.
Não se preocupes, você sabe exatamente onde me encontrar, e se possível se perca pelo caminho e nunca mais volte.
E se um dia eu precisar de você, o que garanto que não vai acontecer, gritarei bem alto: —Volte amiga Ansiedade, sinto sua falta!!!
Medo do bicho homem
Um leão rugindo, quando percebe o outro, tentando ser livre em seu habitat;
Uma cobra traiçoeira, desejando dá o bote, espalhando medo por todo o lugar;
Um rato sedento que não vive do pouco, diz: _ Tudo é migalhas, resto de coisas que a vida há de dar;
Um porco suvino, enfiado na lama, das suas verdades, espalhando a desordem, por todo lugar.
Vou sempre sozinho
A parte boa de se estar sempre sozinho é que nunca terá alguém para te irritar ou te fazer esquentar sendo assim evitaremos grandes dores e teremos uma mente organizada...
Mas sozinho enfrento meu maior medo, medo de me apaixonar pela solidão, medo de me ver sem emoção.
Isso me corrói por dentro, e nesses momentos quase perco o equilíbrio,
Equilíbrio que tanto me custou.
Mas não abro mão de me ver sozinho...
