Textos sobre Mar
No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.
Dizem que, quando não pescamos nada, o mar não está para peixe. Engana-se quem pensa que apenas arremessamos a isca e o anzol para fisgar algum peixe. Na maioria dos arremessos, a linha lançada ao mar está carregada de reflexões e pensamentos, e, no silêncio das ondas, eles vão se dissipando — não em busca de peixe, mas de paz interior. Reflexões silenciosas que só as ondas do mar 🌊 sabem conduzir.
A vida é como um mar, nem sempre é calmaria. Muitas vezes, são fortes ventos e temporais. Mas, sempre estou com as mãos firmes no leme. É assim que atravesso as grandes ondas que as vezes querem me deixar à deriva. Focado em minha bússola interior, a qual me mostra quando é hora de mudar e seguir em outra direção...!
Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.
Somos como as nuvens que navegam no mar do céu. Nos despedaçamos, nos unimos, nos tocamos. Dançamos, sacudimos, nos chocamos. Ficamos cheios de mágoas e depois choramos. Como os trovões gritamos e como os raios, ferimos. Como as tempestades, nos revoltamos. Passada a tormenta, nos entregamos a este azul infinito, indecifrável, irredutível, que é o oceano da vida. Somos empurrados pelo vento, o destino que não controlamos. Reféns do tempo nos desmanchamos. Para o nada, para o temido nada, simplesmente ao nada, retornamos.
Entre vocês, há um amor fraterno de muita notoriedade como um mar imenso de uma rica vitalidade, onde os sentimentos são sinceros, abundantes, profusamente recíprocos, daquele que deixas saudades, entretanto, ainda pode ser e fazer sentido, o passar do tempo só o deixa mais forte como um fogo inextinguível, portanto, não importa se agora estão distantes, ele continuará vivo até que vocês se encontrem e o deixem ainda mais fortalecido
A vida é assim, nem todo o dia é um mar de rosas, sempre há um obstáculo aqui, outro ali, mas o que importa mesmo é não perder a esperança, é andar sempre em busca do melhor... o melhor em mim, o melhor nos outros, um sorriso aqui, um gesto de carinho ali, enfim, cada dia é um aprendizado. Ainda que não se tenha o conhecimento do todo, que possamos sempre confiar no poder do universo que nos guia, que nos protege e nos leva sempre pelo melhor caminho...
Agora que o mar está calmo e as estrelas escurecem a noite, como o fogo que queima a terra e jorram labaredas, os olhos estão ternos ao esquentar a pele e se esquece do ser que foi ontem, pois que tardam todos os horizontes e a mágoa passada já não ressoa na madrugada. Tudo é esquecimento e dormir é um ensaio da morte, mas distante se faz quando se procura um norte, um objetivo de vida mais altivo e sereno a perdoar a chuva quando molha o corpo. O amor não sabe morrer, mesmo que tente insistente. O amor é insolente e faz da alma bruta uma matéria prima resistente. E a face volta no mundo com suas rotas. O ódio é o amor ao inverso, pois que a indiferença é quando o amor se torna anônimo e se esconde em qualquer face da multidão, e a singularidade se desfaz calada, haja visto que tudo se assemelha e o amor tem pressa, tem presa, encontros e desalentos. Minha face ambígua se faz entre corente e ausente, mas não se cala no nada. E lembro sem precisar de fotografia, pois a mente configura a imagem e mente quando diz que já vai tarde. A noite escura me faz ficar sensível como o diabo, como já se dizia. E todos os poetas que me acompanham me pedem que dê outra chance ao abstrato sentimento que só existe nas palavras e em memórias vagas. E se me escondo e me perco, muito mais habito o endereço do amor e suas mil formas de continuar. Pois que minha mente conhece lembranças profundas que se não se esvaem no passar dos minutos. Mas sei também deixar passar se tudo é distância e liberto quem livre não precisa de minha absolvição. Não amo o que se persegue e mais invasivo se faz quanto mais fala. E procuro um equilíbrio em amar tranquila na poltrona de minha sala e apenas ser abrigo quando minha voz é desejada. Quando a indesejada da gente chegar, vai me encontrar tentando tecer um poema e partirei embriagada pelo versos que nunca enviei. Não quero um verso calculado, quero a fluidez de um abraço que comunica duas humanidades que ficam porque querem, porque precisam, se ao outro se inclina e aquece a mão fria. É o que os poetas diriam.
É incrível a solidão que se pode sentir em meio a um mar de gente, a vida cheia de promessas sem cumprir, cheia de sonhos frustrados e ilusões perdidas. Me sinto tão pequena em um mundo tão grande, e no teu mundo já não sou ninguém... É incrível como o amor voa e não deixa rastro, e me sinto morrer, dói tanto meu coração e não tem jeito... Eu te amo de uma forma desconhecida até mesmo pra mim. Amo teus defeitos, teus erros. É muito fácil amar uma perfeição, um sorriso, um olhar, um beijo. Mas é muito mais difícil amar alguém por um choro, um desentendimento, uma irritação. Raramente se ama alguém dessa forma. Seja nos sorrisos ou nas lágrimas, eu estarei ali, e quanto aos nossos defeitos? Talvez devessem amar mais do que as qualidades. Desculpa se sou movida a sentimentos. Desculpa se não pude ser a namorada que queria ter. Não sei se devo me desculpar, já que estou certa de que não consigo te passar segurança. É que quando fecho os olhos, é só tu quem eu vejo; por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidade, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. Eu queria poder te provar que tudo o que eu digo, e também tudo aquilo que não digo, é verdade. Mas tu simplesmente nunca acredita em mim. Dói, mas eu entendo. Talvez eu passe uma imagem errada de mim. Não sou metade da cabeça pensante que pareço. E pra ti desejo sorte, e que alguém te faça ver que tudo pode ser tão diferente, como eu pude ver ao teu lado. Eu valho a pena se tentarem me amar ao invés de se apaixonarem por mim. E mais uma vez eu respeitei tua opinião. Nem tentei que tu aceitasse a minha. Logo eu que lutei por ti. E agora, eu estou te vendo ir embora. Mais uma vez. Eu preciso de ti. Eu te quero. Mas hoje, eu te deixo ser feliz. Que o tempo nunca seja capaz de te apagar !!!
Dar-se valor ao mar calmo de peixe abundante em águas límpidas de sabor doce repugnante, que não te atiras em tormentas e te impõe em aflição, dar-te-ia tal mar, confiança de vida eterna sem eterna gratidão, pois desse mar tu arrancarias pouco para ti, e de tão aconchegante só irias descansar a te mesmo sobre as marolas constantes que por hora seria a única existência. Dar-se-ia valor ao sal que dilata suas papilas gustativas ao som de seus lábios falácios que de dó não tem pena de meu abandono, pois a brisa mais calma estaria cheia de mim ao som de te, que não falhas em falar aos quatro ventos o que tenho de mal quando o bom de mim seria óbvio demais ao ouvido do seu semelhante maior. Por esta falo apenas que serei doce como o primeiro, quando for te fazer o bem, mas quando tentares o mal contra mim, te farei como sapo em sal, serei o pior sódio que teu corpo puderas tocar.
Quando a lua tentar me encontrar diga a ela que eu me perdi na neblina que cobre o mar e que não te deixa partir. Um instante um olhar vim o sol acordar por detrás do seu sorriso me fazendo lembrar que eu posso tentar te esquecer, mas você sempre será a onda que me arrasta que me leva pro teu mar mergulho nos teus olhos sem saber se voltarei.
De que adianta se perder num mar de ilusões vestido um colete a tira colo escrito consciência? Às vezes temos de nos perder realmente sem medo pra encontrar nossos caminhos verdadeiros, temos de nos desgarrar do mesmo. Temos de abrir as asas e nos lançar em direção ao horizonte e desfrutar do novo, do diferente do improvável. Isso é que é viver. #fikadika
Há pouco tempo estive em um mar de abismos. Cercada por estratégias que falharam. Dentre tantas e outras coisas eu tive que superar meus medos e confrontá-los. Mesmo minha vontade sendo voltar pra cama e fingir que é tudo um sonho, ou melhor, um pesadelo. Mas o melhor de termos problemas, é que uma hora ou outra teremos que encará-los, e mesmo que a moleza chegue antes de as coisas acontecerem, a gente aprende por pressão a ser forte.
Eu perdi um pedaço no mar. No mar que sou eu, eu me perdi em mim mesma. Estou me sentindo afogada. Afogada em uma coisa que eu não sei o que é, mas quase parece medo. Acontece, que eu não aguento mais remar e desaprendi a nadar. Essa é a coisa mais triste a se fazer, desistir. Mas eu desisto, não suporto mais ter apenas um coração e todo o sentimento do mundo.
E lá estão minhas velas içadas hoje novamente, alegres e intoxicadas, me carregando para um mar desconhecido, cheio de piratas e comandantes. Comandantes que não passam de meros marinheiros frustrados. Se eu pudesse, queria estar no “pedalinho” da represa no clube que frequentava quando criança
É hoje eu me afogo em um mar de lembranças, me afogo em um mar de lagrimas (…) Lágrimas de tristezas… Lágrimas de saudade… Lágrimas geladas… Lágrimas de sangue, lagrimas desperdiçadas. Lágimas causadas pela dor de lembranças, lembranças que já faz um tempo que venho tentando apagar da memoria.
Todo dia a gente vê o sol e esquece de agradecer, e quem não vê escuta o som do mar tinindo... As estrelas colorindo o céu e a Lua vem pra iluminar, como explicar o ar surgindo? Para de ficar ai sentado reclamando, viva o seu presente que o futuro ta chegando! Qual é a parada? Deixa de mancada! Diga pra si mesmo o que você é capaz, se a felicidade não ta vindo vai atrás! Pra ser feliz, pra ser feliz... Briiiinda! Jogue os braços pro alto com a gente e vem comemorar a vida é tão bela essa atmosfera pra quem sabe amar. Briiiiinda! Mesmo que sem motivos, brinda o seu respirar. A vida é pra ser vivida e a gente precisa sonhar...
Eu...gaguejo..emudeço...quero gritar bem alto até que o som das minhas palavras calcem esse mar de sentimentos...que ele se transforme em endurecidas placas e então, possa eu...apenas refletir no calor do sol, sob o raio da lua...na reluzencia das estrelas...o que fui, o que sou..pura poeira de Amor!
Aquele que sonha com a paz pra ver se dorme no mar da guerra , aquele guerreiro de fé que nunca gela , o rei dos reis foi traído e sangrou nessa terra mas morrer como um homem é o prêmio da guerra , mais ó , conforme for se precisar afogar o próprio sangue , assim será , nosso espírito é imortal , sangue do meu sangue , entre o corte da espada e o perfume da rosa , sem menção ao rosa , sem massagem , a vida é loka , e nela eu só to de passagem !
Como se resgata uma pedra atirada ao mar? Não há como fazer isso. Não há como resgatar a pedrinha que submergiu no oceano, nem na praia seria possível o fazer. Medir as palavras sem despertar fúria, agir sob o efeito da raiva não é positivo. Negar as faltas é um erro, talvez até maior que somente omitir os fatos. Quando somos provados a isso descobrimos que somos capazes de poupar quem amamos e deixar de não tê-los conosco amanhã de manhã.
