Textos sobre infância que encantam todas as idades
As lembranças da minha infância na casa de minha mãe tem um gosto de nostalgia, sabor de inocência e uma propriedade muito particular, voltar aqui foi apenas para admitir que falhei. Hoje dei o braço a torcer e vim ver a carcaça da casa e os restos empoeirados que ainda insistem em resistir ao tempo, pois, ela não está para me receber, dói. Perdi minhas asas e levei um grande tombo, fiquei no mesmo lugar engolindo todo o choro para não ter que olhar para tudo que lançei ao vento, destrui. Eu só queria ser acordado por você, ter um olhar sincero de amor incondicional, ouvir sermões e preocupações, sorrir silenciosamente sobre as visões que tinha sobre o mundo, desapareceu. Agora retorno à aqueles dias de menino através do álbum de fotografias, a única forma de me manter vivo, agonia. Acho que vou ficar por aqui, irei abrir todas as portas e janelas e deixar o sol entrar e iluminar um novo caminho, eu devo isso a todas as pessoas que magoei quando fui embora cheio de ideais, perspectivas e sonhos, recomeço.
Somos resultado do meio em que vivemos, principalmente daquele meio que conhecemos na infância . Quando criamos nossos filhos temos que ter isso em mente.Se queremos que sejam espertos, interessados, ativos devemos estimulá-los quando pequeninos.Por isso brinque mais com eles,ensine-os , aprenda ou reaprenda a brincar ,leia com emoção ,desça a altura de seu filho, converse,desenhe,pinte, role,se suje, aprenda como é fácil, simples e gostoso ser feliz .Estimule as emoções , a criatividade, o sonho ,a perseverança ,a responsabilidade. O resultado disso tudo vai aparecer na adolescência ou na fase adulta, vai se refletir na vida que ele(seu filho )vai ter , na família que ele vai construir ,na capacidade de se realizar.
Vem, não usa mais a desculpa de que tem trauma, ou que aquela ex, amor de infância te fez sofrer. Não usa mais o convívio anterior como empecilho. Não me conta de novo, a história do fora de você tomou durante o colegial, nem que foi trocado, pelo seu melhor amigo. Esse medo é perda de tempo. Tira esse bloqueio e a ideia de achar que as mulheres são todas iguais. Não lembra de outra ex qualquer quando eu fizer algo parecido, eu sei que você vai lembrar, mas não me fala, não preciso saber que temos manias semelhantes. Toma uma banho, deixa esse marasmo emocional descer pelo ralo. Eu sei que se o amor fosse um banho, seria uma ducha inicialmente quente, e que a água esfria, desce pelo ralo e dói, mas a vida é feita de banhos, vários deles. Então vem!
O tempo passa a noite chega olho meu passado como um livro. Releio as páginas da minha infância na adolescência quanta revolta muitas vezes sem causa. Na juventude quantos amores, hoje vejo como o tempo passa rápido. Em apenas minutos ou horas revejo trinta ou quarenta anos, e no minuto seguinte já sessenta . Viver e isso aceitar que a vida passa e entender que o sabor da vida e sonhar. Sei que em um futuro próximo vou me chamar saudade, mais estarei com um sorriso nos lábios e direi para minhas tristezas e decepções que estive por aqui ; tive meus amores minhas aventuras que vivi intensamente essa loucura chamada vida. Boa noite.
Desde a infância somos condicionados a acreditar que as mulheres são seres sensíveis que devemos agradar e que o amor é incondicional, mas essas são mentiras que ocasionaram na adoção de padrões comportamentais errôneos. A verdade é que sempre há um interesse por trás, e mulheres não são sensíveis.
Sinto saudade de tanta coisa. Saudade da minha infância. De brincar na rua. Da simplicidade que era a vida. De apenas ter que escolher de que cor pintar as Nuvens. Saudade de correr na chuva, sem me preocupar em me molhar. De ser criança. De ser inocente. Saudade de acreditar que os sonhos podem se concretizar. De ficar sem fazer nada o dia todo. De me fascinar com as estrelas. Saudade de não ter que me preocupar em ver todos que amo indo embora. De não ter que fazer escolhas complexas e difíceis. Saudade de andar de bicicleta, sem rumo. De correr na rua. De não me importar com opiniões alheias. Saudade de quando a vida era simples. De quando a vida era apenas viver, e não sobreviver. De quando eu apenas perdia meus brinquedos, e não pessoas. De quando eu chorava porque não queria parar de brincar, ou fazer algo que queriam que eu fizesse, e não porque tive meu coração partido. Saudade de não me importar com a sociedade, e com as regras que ela impõe. De não pensar no futuro, de não querer crescer. Saudade de viver o agora, sem pensar no que vão dizer, ou no que vão pensar. Saudade de ser o centro das atenções. De receber atenção. De ouvir música o dia todo, sem ter lembranças ruins. Saudade de não saber o que são sentimentos. De não saber o que era sofrer, de verdade. De não ter preocupações. Sinto falta de ser o que era antes. De sentir o que sentia antes.
Aprendi desde a infância da forma mais dura, que nada nos pertence, por muito tempo verdadeiramente. A vida generosamente nos oferece mas sorrateiramente nos rouba tudo, sem ao menos deixar migalhas. Tenho medo de tempestades, ela nos tirou quase tudo, só me deixou três coisas, a vida, o shortinho surrado amarelo e meu gatinho de plástico, que tem seu rabinho mordido por mim, toda vez que estava com medo. A chuva levou me choro, também.
Bênçãos divinas, vidas amáveis, sorrisos alegres, abobados, que desde a infância se conhecem, um elo notável de lealdade, de um amor forte e transparente, abraços e palavras na hora certa em vários momentos, sendo um abraço acolhedor, um afago bem presente, silêncios que já disseram e dizem muito, falas através dos seus olhares, olhos brilhando de lágrimas que foram e são secadas, das felicidades mais saborosas compartilhadas intensamente, níveis diferentes de emoções, distintas personalidades, porém, uma rara conexão entre suas almas, suas atitudes e os seus calorosos corações que sobressai os seus desentendimentos, que fortalece nas adversidades, compartilhando seus sonhos e seus medos, certamente, valiosa benignidade do Senhor, cujo valor só tem aumentado com o caminhar incansável do tempo, um universo será sempre abrigo para o outro, portanto, mais do que um vínculo de sangue, um amor fraterno grandioso.
Sabe aquele tempo que a gente lembra com uma certa nostalgia: amigos de infância, o céu estrelado, olhar apaixonado, amarelinha na calçada, estudar um dia antes da prova e ainda tirar nota alta, pois é, bons tempos... Um dia a gente cresce e acha que sabe tudo, que agora sim vou ser feliz, ter uma casa, um carro, um bom emprego... uma pena que a gente demora tanto tempo para perceber que bom mesmo era sentar na calçada e olhar para o céu, imaginando os monstros que as nuvens formavam... bom mesmo era rir de tudo sem grandes preocupações, com a inocência que só uma criança traz no olhar... bom mesmo era curtir estes momentos tão especiais, tão cheios de sonhos, de fantasias, de esperança, tão perto de Deus.
Talvez a maior riqueza da infância estivesse justamente na sua ingenuidade: a capacidade de transformar coisas simples em acontecimentos memoráveis. Um campinho de terra, uma mexerica e uma tarde de domingo bastavam para preencher um dia inteiro. O mundo se transformou, como teria que ser, mas essa capacidade de encontrar valor no simples continua sendo uma das maiores formas de sabedoria.
Nunca tive infância. Fui lançado à pressa do mundo, obrigado a crescer antes de compreender a vida, envelheci de dentro para fora. Sonhei com uma infância que nunca existiu, um abrigo inventado para suportar a ausência do que jamais vivi. Cresci depressa demais, e no lugar dos risos ficaram apenas os ecos de um tempo que nunca foi meu.
A infância não foi um jardim, foi um campo minado de acidentes, um leito gelado de doenças e um cemitério precoce de perdas inimagináveis. Mas o pior não estava no sangue ou no luto; o verdadeiro trauma veio na frieza cortante da negação. Fui gerado, mas não acreditado. A pessoa que me trouxe à luz se tornou o meu juiz mais severo, o espelho da indiferença que me tratava como sombra. Essa voz, a que deveria ter sido o meu alicerce, martelava a sentença mais cruel na minha cabeça infantil: eu nunca seria alguém. Eu estava condenado à infelicidade antes mesmo de ter chance de viver. E essa semente... Ah, essa semente perversa. Ela não morreu. Ela se transformou num arbusto espinhento com garras de ferro. Cresceu no solo árido da rejeição, no pedregal da alma, e hoje, é uma mata fechada dentro de mim. Suas raízes profundas não são superficiais, são nervos expostos, enroscadas no âmago do meu ser. Arrancá-las é impossível. O que resta é a luta diária para não ser estrangulado pelos seus ramos gélidos.
Crianças são especiais para quem ama a infância, pois proteger essa fase é a melhor missão que um adulto pode ter. Fica a dúvida: quem cuida de quem? O adulto cuida da criança ao dar atenção, limpar a roupa e defendê-la de quem é ruim. Mas a criança também cuida do adulto com um abraço sincero e com as palavras exatas que a gente precisava ouvir. É uma troca de ajuda e de amor. Diante de tanta pureza, é difícil entender por que existe quem queira fazer o mal contra elas, mas o futuro sempre cobra o preço de cada ato. Cuidar de uma criança é proteger o que há de melhor no mundo.
A homossexualidade desde a infância para o menino nem sempre é um indicativo psicológico e hormonal assertivo para migração de gênero. Está é a maior barreira enfrentada para os que optam por seguir os protocolos oficiais científicos e médicos da transformação. Afinal por um simples e visível diagnostico profissional pertinente todo ideal e sonho de transformação, de quem erroneamente buscava se findará por completo e o pior o individuo terá que encarar a verdade e reaprender da melhor forma com isto.
Lembra na sua infância aquela ansiedade de chegar seu aniversário porque você tem fé que seus pais irão te dar aquele tão sonhado brinquedo? porque não usar essa fé para resolver aquele seu problema que te joga pra baixo em um sopro? afinal, quem sabe a vida não te surpreende com um presente.
“Todo mundo costuma falar que “quando era criança, era feliz e não sabia”. Mas é claro. Na infância, você não se dá conta de nada, não se importa com nada. Apenas em brincar, arranjar novos amiguinhos, correr, pular… Você não sabe exatamente o que é a felicidade; estar feliz era simplesmente ter alguém ali por perto, para te proteger ou somente para se divertir. Você vai crescendo, e aos poucos, vai entendendo que nada é tão fácil assim. Você passa por problemas, teu coração dói, nada é perfeito. Não mais. E assim, vai descobrindo o valor que a felicidade tem. O valor que você deve dar à ela, pois não será mais todos os dias em que ela estará contigo. E conforme os anos, você vai aprendendo isso. Vai se acostumando.”
Há uma época na infância que o mundo tem a cara da nossa família. Na juventude ele começa a ficar com a nossa cara. Na idade adulta ele toma a forma dos nossos humores, desejos e fantasias, para finalmente na velhice se mostrar com a cara dos nossos medos. Alguns poucos, durante o seu viver conseguem descortinar o véu, e passam a ver através e além das aparências, se dando conta de como fomos e somos prisioneiros dos nossos genes,hormônios e emoções, de que nada é permanente ou mesmo real, onde, literalmente, tudo que é sólido se desmancha no ar, bastando para isso incluir a dimensão tempo nesta análise.
É tão bom sentir a vida na inocência do meu filho, na inocência de toda infância, no despertar de uma vontade, na realização de qualquer coisa que seja, mas que seja desejada, pode ser um doce. É bom sentir a vida suave mesmo que nesta suavidade o tempo esteja, como sempre, passando, mas a cada segundo a paz invade e mostre porque vale a pena contemplar o horizonte, porque vale a pena sonhar um momento seguinte, um amanhã, um futuro. Sentir que se o coração é sincero tudo está certo, mesmo que aparentemente não esteja. Inspirar a Vida, expirar a alegria de Vivê-la.
Saudade do que foi e não volta mais. Saudade do tempo perdido, da infância vivida, dos cuidados dos pais, da risada com os amigos, das brincadeiras de criança e até das briguinhas por causa de besteirinha. Saudades da casa que moramos e que fomos realmente felizes, dos nossos avós saudáveis e dos nossos animais de estimação que já partiram. Por que o tempo tem que passar? Por que mudanças tem que acontecer? Por que temos que crescer? Por que temos que morar longe dos nossos pais? Por que temos que aceitar a partida deles? Por que temos que lutar sempre com a vida? Como seria bom se nela fossemos sempre crianças, protegidas pelos nossos pais e tendo a certeza de que nenhum sonho ruim iria nos incomodar a noite. Como seria bom ter sempre as festas de pijamas, levar brinquedos para a escola toda sexta-feira e encontrar com nossos avós quando quiséssemos. A vida é cruel, o tempo passa, crescemos, nossos queridos se vão, nos tornamos pessoas vazias atrás de sucesso profissional e psicológico. Atrás de um sucesso que nunca nos traz satisfação, atrás de um sucesso que é em vão, porque a verdadeira satisfação da nossa vida foi a nossa infância e no final percebemos que somos fortes por fora e frágeis por dentro a ponto de chorarmos nos braços dos nossos pais e dizer que temos medo de seguir adiante. Fui crescendo e aprendi que a saudade que mais dói, é a saudade do NUNCA MAIS. Temos que ser obrigados a olhar para frente e de vez em quando abraçar nossos brinquedos antigos e lembrar do quanto fomos e somos crianças prestes a implorar para Deus a volta do tempo perdido.
Eu disse adeus a muitas coisas: aos meus velhos amigos, à minha infância, ao meu dom de fazer piadas boas, ao meu ânimo (…). Agora eu quero dizer adeus ao agora. Aos novos tempos. Ao sofrimento. Ao passado. À uma brincadeira esquecida, a um sorriso mal feito. Ao que não teve graça e mesmo assim eu ri. Eu não preciso mais forçar meu interior a gostar dessas coisas. Eu cresci, e agora eu sei o que é verdadeiro pra mim. O que eu quero de verdade. E sei que não faz parte de nada do que passou. É o que estou construindo e a forma como ele está agora. A forma que ele vai ficar. Ou quando ele estiver pronto. Eu vou dizer adeus a muitas coisas, sim, e eu pretendo começar dizendo adeus a mania de achar que sonhar uma aventura é o mesmo que vive-la.
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