Textos sobre infância que encantam todas as idades

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⁠No sorriso de uma criança, mora a alegria,
Um sol que nunca se apaga, ilumina o dia.
São mestres de um amor puro, sem condição,
Oferecem ao mundo sua mais pura canção.

No seu olhar, a curiosidade infinita,
Cada coisa é nova, cada passo, uma conquista.
Vivem o presente, sem pressa, sem dor,
Ensinar-nos a ver o mundo com mais cor.

Ah, se em nós renascesse essa inocência,
Se a vida fosse, novamente, pura essência!
Despertar cada manhã com olhos de criança,
Abraçar o dia com renovada esperança.

São pequenos mestres de uma grande verdade,
Que no coração simples mora a felicidade.
Nos ensinam a rir, a amar sem temer,
A encontrar magia no simples viver.

E nesse dia especial, que a infância celebra,
Que cada adulto se lembre e reverbera,
A alegria inata, a curiosidade e o amor,
E redescubra no próprio peito esse fervor.

Seja cada dia um novo despertar,
Como crianças, aprender a sonhar.
Que possamos, enfim, de coração aberto,
Ver o mundo, de novo, num brilho incerto.

Pois dentro de nós, há uma criança escondida,
Que anseia por viver, por amar, por ser vida.
No dia da criança, que esse ser floresça,
E que a mágica do mundo, em nós, permaneça.

⁠Por vezes me pego pensando sobre a vida, sobre cada luta que a gente enfrenta desde o primeiro respirar. Sobre o que cada um carrega em si... E quem poderia imaginar quais dores e trajetos que constroem esse ser mais forte, mais seguro e capaz?
Lembro bem de, ainda pequenininha, carregar um desejo latente: "um dia quero ser assim, um dia quero viver tal coisa". E, "de repente" - depois de muitos trancos e barrancos, essa frase saiu de um futuro lúdico e veio parar no presente da forma mais bela possível: a forma vivenciada.
Oh céus, como me sinto grata por tudo! Por cada caminho, cada escolha, cada passo descalço, obrigada.
E este momento, tão querido e esperado, intitulo Realização.

Inserida por MichelleRamos

⁠Tons Vibrantes da Humanidade: Celebração da Sinfonia da Vida
Convido cada um de vocês a contemplar a beleza singular que compartilhamos em nossa jornada. Como as folhas no início da primavera, somos, na infância, uma sinfonia de cores e formas semelhantes, perfeitamente harmonizados pelo tecido da nossa essência comum.
Na tenra infância, todos somos como páginas em branco, esperando para ser preenchidos com a tinta da vida. Nesse período, nossos corações pulsam em uníssono, vibrando na mesma melodia de sonhos e pureza. A harmonia que experimentamos é uma dádiva preciosa, uma lembrança de que, em nossa essência, todos caminhamos juntos, guiados pela mesma luz.
À medida que mergulhamos neste novo ano, que possamos resgatar a simplicidade e a pureza da nossa infância. Que a ternura que compartilhamos nos primeiros compassos da vida nos inspire a abraçar a diversidade e a cultivar a compreensão.
Como uma página em branco, esperando para ser preenchida com os tons vibrantes da nossa humanidade compartilhada. Que possamos construir pontes de entendimento, celebrando a beleza que reside na simplicidade de sermos todos, de certa forma, iguais.

Inserida por jailsonresende

⁠Sinto falta quando minhas
respostas eram todas
respondidas pela minha mãe

Sinto falta do cansaço leve e
da preocupação rala
Quando a agonia era acalmada
por um abraço

Minha cabeça já não trabalha
com ideias mirabolantes e
sonhos impossíveis
Mas lembro

Tudo era tão claro e doce
O aperto não durava
O choque passava com um toque
de mão

Por isso,
Sinto falta de cheirar à
poeira, de olhar-me
no espelho e ver-me

Aqueles olhos insinuantes
Os cabelo bravos
A pele suja
E um sorriso

- Um sorriso que eu sinto a falta

Inserida por juliafernandes77

A Dádiva

Numa casa pobre,
onde o chão é frio
e a mesa tem mais remendos que pão,
uma mulher cozinha.

Não tem quase nada —
só dois filhos de olhos grandes
e um coração que lhe sobra no peito.
Então frita esse coração
como se fosse alimento.

Fá-lo sem pensar em sacrifício,
sem esperar glória,
sem procurar virtude.
Fá-lo porque é o que há a fazer.

E ao dar-se assim,
inteira,
sem palavras grandes
nem promessas de eternidade,
torna-se mais livre
do que todos os senhores do mundo.

Os filhos olham
e não sabem ainda
que assistem a um milagre:
não o da multiplicação dos pães,
mas o da multiplicação do amor.

Ela,
sem o saber,
ensinou-lhes tudo.

⁠O Olhar da Criança

A criança é essência que escapa à razão,
é puro mistério em forma de expressão.
Carrega um jeito só dela de ser,
de olhar o mundo, de o compreender.

Atribui sentidos ao que a rodeia,
resignifica o que a vida semeia.
É intensa, é pura, transparente,
carrega a verdade, clara e presente.

Aprende no tempo que o coração dita,
com passos leves, de forma bonita.
Cada gesto, uma forma de dizer:
“Estou aqui, quero aprender!”

O adulto, ao tentar decifrar seu viver,
procura palavras pra descrever
esse ser que um dia também foi,
mas que agora vê de onde já se foi.

Brinca, imita, tenta se encaixar
nos jogos, nas falas, no imaginar.
Mas por mais que tente, é aproximação,
pois lhe falta o código da emoção.

O olhar da criança sobre o adulto, então,
reflete o que vê em sua ação.
Se não lhe agrada o que lhe é mostrado,
não é culpa — é apenas o reflexo formado.

O respeito, o afeto, a forma de amar,
é o que a criança vai memorizar.
E o adulto, se quiser ser lembrança bonita,
precisa ser ponte, precisa ser vida.

Inserida por WisleneCardoso

⁠Flores em meu funeral

Não desejos flores em meu funeral. Nunca recebi uma só margarida, porque receberia buquês no meu final? O arrependimento é sempre maior que a gratidão. Sempre só damos valor quando sentimos, à porta, a solidão. Os tempos mudam, os velhos se vão e as crianças crescem. Aquelas pobres almas, completamente esperançosas, se amargurecem. A verdade as atinge como um raio inesperado. Não há carro te esperando, não há uma só escolha própria e muito menos seu destino desejado. Tudo o que há é um mar de incertezas, cercados por uma baía de certezas ainda piores que as dúvidas. A antiga criança percebe que, no sistema que estamos, não somos nós que vivemos nossas vidas. Afinal, quantos adultos tu viste que realmente gostam de trabalhar? Pouquíssimos, pois quando cresce, percebe-se no mesmo lugar deles, escolhe o dinheiro ao invés do amar. Todavia, relembra o que viveu, volte tua infância. Ache o porque escolheste esse caminho: sobrevivência.

Assim as gerações passam pelo capitalismo. Como máquinas, sem nenhum estrelismo. O morto nunca se levanta, com ou sem flores, sua esperança ali descansa. E a morte o toma, silenciosa e mansa. Eu não recebi flores em meu funeral. As dúvidas ainda sim me acompanharam até meu final.

Inserida por monile

⁠Lei da rotação

O mar é confuso,
é algo misterioso,
mas mesmo que de medo
não é tão perigoso.

Também tem o sol,
caloroso e intruso,
ele alegra as criancinhas,
e ilumina o mundo.

O sol, porém, tem um defeito,
tem um pouco de obsessão,
sempre que vê o mar,
começa uma absorção.

Vou tentar explicar,
o sol rodeia o mar,
cada raio obsessivo,
é um modo de carinho.

Inserida por c14r4

⁠O que já passou...

Quando eu era criança,
Via o mundo como um caleidoscópio,
O sol refletia alegria,
tinha um olhar de esperança.

Com o passar dos anos,
tudo se tornou uma memória borrada,
via apenas os danos,
virei uma alma condenada.

Como queria voltar a ser criança,
que não tinha uma memória criada,
nem uma mente arranhada,
apenas vivia de alegria e graça.

Inserida por c14r4

⁠Crescimento

É, a gente percebeu que cresceu
A gente não é mais aquela criancinha
Que só ligava para brincar
Hoje em dia percebemos que tem coisas mais importantes
Tipo aquela sensação de estar sozinho

Mesmo sendo rodeados de pessoas
É difícil lidar com essa sensação
Até mesmo pq a gente sabe q não está sozinho
Mas parece que sempre estamos

A gente também percebeu que a dor
Faz parte dela e a felicidade mais ainda
E sempre vamos ter aquela pessoa
Muito especial em nossos caminhos

Pipa amarela

Era uma vez um menino
Que era muito sonhador
Trocaria a sua pipa
Seu brinquedo favorito
Por um cargo de doutor

O menino então cresceu
Teve o sonho realizado
Tornou-se executivo
Profissional respeitado

Mas um dia aquele homem
Sentiu no peito uma dor
Ao abrir sua janela
Viu pairando no horizonte
Seu brinquedo favorito
Era uma pipa amarela

Era uma vez um homem
Que era muito sonhador
Trocaria seu destino
Pelos tempos de menino

Inserida por MarcoARCoura

SABIÁ-LARANJEIRA

Quão belas são as lembranças
Lá dos tempos de criança...

Sendo um bom homem do campo
Meu pai tinha antigos pios.
E tal como a brincar
Ficávamos a imitar
Dos pássaros, os assobios.

Qual era a nossa emoção
Quando os pássaros nos ouviam!
E, então, retribuíam
Com uma linda canção!

E ontem, ao entardecer,
Sem querer voltei no tempo...
Ouvi um doce assobio
Vindo de uma paineira.
E mal pude acreditar
Lá estava a cantarolar
Um sabiá-laranjeira.

Revivendo meu passado
Eu ouvi, maravilhado,
Seu impecável assobio.

Desta vez fiquei calado
E com os olhos marejados
Eu não dei sequer um pio.

Inserida por MarcoARCoura

⁠Quando criança, imaginamos um universo de possibilidades, diversos porquês, profissões que pareciam ser super reais (como ser super heróis, por exemplo.), criamos fantasias falsas sobre a vida e acreditamos em contos de fadas. Uma vez que você tem uma expectativa sobre a vida, quando se cai na realidade, costumamos ficar presos no que chamo de "sentença", você fica aborrecido, amargo e cai na vida real onde tudo é totalmente diferente do que nos foi acreditado antes.
A criança perdida em meio a um turbilhão de emoções, sentimentos e pensamentos se encontra fora de si perante a nova pessoa que se encontra.
Nossos sonhos perdidos, nossos desejos abandonados e os contos de fadas, hoje se encontram em colapso.

Inserida por IsabellyGuimaraes

A PARTIDA DA MENINAZINHA

A menina só

caminha pela cidade bela.

E a cidade

ri e zomba

da menina velha.

Os olhos tristes

da meninazinha têm vida.

Romperão ciclos sistêmicos de desamor

sobrevivendo à presença esquecida.

A perspicácia do olhar,

camuflada em azul do céu noturno,

vai furar o cerco que a aprisiona ali.

A menina não sonha

apenas cria outras realidades para existir.

Ignora príncipe encantado.

Prefere se armar com palavras para fugir.

Levará consigo uma bomba de melancolia

que, quem sabe um dia,

explodirá em poesia.⁠

Inserida por PalavraMotriz

⁠Saudades
Eu sinto falta do tempo que viver era tão simples. Infelizmente já faz muito tempo que eu me sentia assim. Um tempo em que não havia preocupações, angústias, ou ansiedades. Uma época em que a maior preocupação eram as notas escolares.
Naqueles dias eu brincava contente com outras crianças, sim, já fazem alguns anos, este tempo foi na minha infância. Apesar de que bem me lembro, que mesmo nestes dias os pesadelos já me assolavam.
Eu já tinha pesadelos, e um medo enorme quando a noite chegava. Talvez eu tenha sido, desde criança, alguém problemática.
É por este motivo que eu não acredito que vou conseguir sair vencedora desta luta que estou travando. Pois faz muito tempo que estou nesta arena, sem resultados positivos.
Lembro de uma pergunta que eu fiz para a minha mãe, eu tinha 6 anos de idade, e estava com muito medo da morte. Perguntei para ela como as pessoas morriam. Ela me respondeu que as pessoas deixavam de respirar. Isto me deixou em pânico, comecei a controlar a minha respiração para não morrer.
Demorou algum tempo para que eu entendesse que a morte era muito mais complexa do que simplesmente parar de respirar. Infelizmente o medo de, passou a ser o desejo ( anseio) de. Extremos sempre😭...

Inserida por Karina1002

⁠Minha alegria esteve na simplicidade da terra úmida, no vento desgovernado que interrompera a minha banda musical, no passageiro invisível que vinha sempre ao meu encontro. Quem me via muitas vezes sozinho, não sabia a alegria que eu dera através da imaginação. Eu sorria, falava, reclamava, agradecia, e como de costume abria a porta na entrada e na saída.

Aos queridos passageiros que um dia cessaram viagem comigo, vos agradeço por nunca terem me deixado brincar sozinho, por cada ensinamento que me foi passado no silêncio, por todo amor que recebi do que aparentemente não existia. Vocês me ensinaram a amar além da visão, a tocar a alma dos que vivem, a chorar as lágrimas que viam do coração.

Inserida por JuanVicthor

Uma Carta aos Pais e Adultos:
Em vez de fazer julgamentos de valor sobre o desempenho individual, precisamos entender o potencial de cada indivíduo. Minha infância foi passada em uma caixa de bolhas sem os meios estratégicos para ser um cidadão global. Qual é o prognóstico para esta infância: um adulto vulnerável, higiênico, patológico, medroso, inseguro, sensível, ansioso, em pânico e tímido?
Os adultos não seriam mais tolerantes com todos os nossos desejos de contribuir para uma sociedade hedonista protegendo nossos filhos da adversidade, dizendo o que eles dizem por meio de elogios falsos e não ensinando as consequências do mundo real?

Inserida por cesarpinheiro

⁠Bolinha de gude

Encanto de crianças
Na roda do ganha e perde
A vida se desenvolvia
Tempo de alegria
Eram de vidro,
Desejadas, e disputadas
Algumas coloridas
Em cada jogada uma batalha vivida
Às vezes, motivos de brigas
Brigas entre futuros homens
Que no exercício do jogo
Aprendiam a defenderem sem medo, o que sentiam no coração
E cresciam descobrindo que na vida
Ganhando ou perdendo, todos somos iguais
E no final da brincadeira, amigos sem rancor
Infância intensa, feliz, e cheia de amor
E linda demais...

Inserida por wilerjaeder

⁠Turma da Mônica

Na turma tem um pouco de tudo, tem amizades verdadeiras, tem pessoas que podemos contar. Se for falar da turma, vamos começar comigo. Sou forte, minha força é um mistério. Sou companheira, amiga leal, mas não me tirem do sério porque o Sansão eu vou girar e o problema vou solucionar.

Mas a violência não nos leva ao bom lugar. Sou a Mônica, muitos dizem que sou a dona da rua onde o Cebolinha quer de mim tomar.

Mas só quero ser feliz, só quero poder brincar e abraçar meus amigos. Sou a Magali, gosto um pouquinho de um lanchinho daqui ou dali.

Já comi um lanchinho às 2:10, já chegou o lanche das 2:15.
Mas fazer o que se comer é o que me deixa feliz!

Sou o Cascão, sempre com os meus amiguinhos, com o guarda-chuva em minha mão para me manter sujinho, para não perder meu nome lindo. Gosto muito dos meus amiguinhos, mas os planos infalíveis do seu Cebolinha se tornam falíveis.

Tenha fé, o Cebolinha nunca vai ser o dono da rua.

Sou o Cebolinha, eu sei que um dia vou lealizal meu sonho, pois um dia selei o novo dono da lua. Ninguém vai conseguil me segula e jamais vou desistil polque vou fazel o impossível pala chegal e com meus planos infalíveis vou conseguil a Mônica delotal e o dono da lua selei.

Cebolinha falar "R"!

Inserida por Davidpereira17

⁠Sobre a educação infantil, devemos ter prudência. Pois, quando muito podada e não estimulada, a criança se torna um adulto heteronômico.Sendo incapaz de questionar, refletir, repensar, inventar e criar novas regras.
Uma pessoa antagônica ao conceito de autonomia, e portanto, incapaz de fazer suas próprias escolhas e modificar positivamente o seu meio.

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Inserida por TH_Historiador