Textos sobre Felicidade
“O Presságio de Ainda Viver”
A vida é breve, e sabemos disso. Talvez seja justamente essa consciência do efêmero que torne tão urgente a vontade de viver. Não quero atravessar meus dias como quem apenas cumpre uma obrigação silenciosa com o tempo; quero habitá-los, senti-los, experimentá-los até onde minhas possibilidades me permitirem. Trago comigo expectativas, algumas necessárias, outras talvez impossíveis, mas todas nascidas dessa inquietação de quem ainda deseja descobrir o que existe depois da próxima curva.
Hoje trago à vida todas as minhas vontades. Não como exigência arrogante diante do destino, mas como afirmação daquilo que ainda pulsa dentro de mim. Que seja a minha vontade que prevaleça sobre o medo, sobre a hesitação, sobre as conveniências que tantas vezes nos ensinam a desistir antes mesmo de tentar. Durante muito tempo aprendemos a aceitar o inevitável; talvez seja chegada a hora de também aprender a desejar o improvável.
Há em mim pressentimentos que não sei explicar, intuições que aparecem silenciosamente e certos presságios que encontro pelo caminho. Talvez sejam apenas devaneios; talvez sejam o prenúncio de alguma transformação. Não importa. Já não preciso compreender todos os enigmas para continuar caminhando. Algumas respostas somente aparecem depois que temos coragem de viver as perguntas.
A existência é um paradoxo extraordinário: sabemos que somos passageiros e, ainda assim, construímos sonhos como se tivéssemos a eternidade. Amamos sabendo que podemos perder. Começamos sabendo que tudo um dia termina. Guardamos lembranças de momentos efêmeros e descobrimos, com perplexidade, que justamente aquilo que durou tão pouco pode permanecer conosco para sempre.
Por isso não quero desperdiçar meus dias tentando domesticar o inusitado. Quero deixar algum espaço para o acaso, para a surpresa, para aquilo que ainda não possui nome. Quero contemplar uma manhã sem precisar saber como terminará a noite. Quero permitir que a vida me surpreenda e, sobretudo, conservar dentro de mim a capacidade de surpreender a própria vida.
Não desejo uma existência sem melancolia, porque até ela possui sua beleza e sua verdade. Não quero apagar a nostalgia, pois algumas saudades são testemunhas de que verdadeiramente estivemos vivos. Quero apenas que nenhuma delas seja maior que minha vontade de continuar. O passado merece sua morada na memória, mas não lhe darei as chaves do meu futuro.
Há algo de indizível nessa vontade de viver. Talvez porque viver plenamente não possa ser explicado apenas com palavras. É necessário tocar o instante, reconhecer sua sutileza e compreender que cada manhã pode trazer consigo um prenúncio, mas nunca uma garantia. O amanhã continuará sendo um enigma e aceito isso.
Se a vida é breve, que minha presença nela seja intensa. Se o tempo é inevitável, que não encontre em mim apenas resignação. Que encontre curiosidade, desejo, coragem e vontade. Não quero pedir licença ao futuro para desejar aquilo que ainda posso viver.
Hoje, portanto, não faço promessas à eternidade. Faço uma promessa ao instante: enquanto houver caminho, caminharei; enquanto houver desejo, desejarei; enquanto houver alguma coisa capaz de despertar minha perplexidade diante do mundo, continuarei procurando.
E se existir algum presságio nesta manhã, que seja este: ainda há vida diante de mim.
E enquanto houver vida, que prevaleça a minha vontade de vivê-la.
NA QUITANDA DA VIDA
Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.
A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.
Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.
Minha primeira escola foi o território.
Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.
Eu sou feita dessas coisas.
Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.
Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.
Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.
Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.
É existência.
É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.
E estar aqui também é resistência.
Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.
Quero falar.
Quero contar.
Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.
Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.
O quilombo não é passado.
O quilombo é presente.
Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.
E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.
Não levo tudo.
Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.
Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.
Porque aprendi que não basta sobreviver.
É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.
E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.
Basta olhar para mim.
Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.
Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.
E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.
Na Quitanda da Vida
Na quitanda da vida,
o produto mais precioso é o viver.
E o quilombo sabe disso.
Aqui, cada experiência tem sabor,
cada memória tem raiz,
cada pessoa carrega consigo
um pedaço da história de quem veio antes.
Na banca da ancestralidade,
encontramos a sabedoria dos mais velhos,
a palavra que atravessa gerações,
o canto que guarda memórias,
o tambor que anuncia presença,
a dança que movimenta a história,
o alimento que reúne a comunidade
e a terra que sustenta nossos passos.
Aqui, nada é apenas mercadoria.
A cultura não está à venda.
A memória não está à venda.
O território não está à venda.
A identidade quilombola não está à venda.
São heranças.
São direitos.
São fundamentos de uma existência
que se recusa a desaparecer.
Na quitanda da vida,
cada geração recebe uma cesta
cheia de saberes ancestrais.
Recebe o dever de cuidar,
de preservar,
de ensinar
e também de transformar.
Porque ser quilombola
é reconhecer de onde viemos
sem perder de vista
para onde queremos caminhar.
É fazer do território
mais que um pedaço de chão:
é reconhecê-lo como casa,
memória, alimento, pertencimento
e futuro.
É olhar para nossas crianças
e dizer:
vocês são continuidade.
Vocês são presença.
Vocês são memória viva.
Vocês são o amanhã que já começa hoje.
Nossa resistência não vive somente nas grandes lutas.
Ela está na roça cultivada,
na comida compartilhada,
na roda de conversa,
na reza,
no canto,
no artesanato,
na festa,
na escola,
na juventude que permanece,
na mulher que sustenta saberes,
no mais velho que ensina
e em cada quilombola que afirma:
“Nós estamos aqui.”
Estamos aqui porque existimos.
Existimos porque resistimos.
Resistimos porque temos história.
E temos história porque nossos ancestrais
não permitiram que suas raízes fossem arrancadas.
Na quitanda da vida,
provamos as dores que herdamos,
mas também degustamos
a força que nos foi deixada.
E seguimos plantando.
Plantamos memória.
Plantamos dignidade.
Plantamos cultura.
Plantamos autonomia.
Plantamos pertencimento.
Para que aqueles que vierem depois
encontrem não apenas os frutos,
mas também a terra,
as sementes
e o direito de continuar plantando.
Porque, na quitanda da vida,
viver é o produto,
aprender é a degustação,
ancestralidade é a raiz,
território é o chão,
e a presença quilombola
é a afirmação de que nossa história
continua viva.
Viver uma vida inteira produzindo arte é uma jornada de renascimento contínuo. A cada novo dia, temos a capacidade de nos reinventar e descobrir novos caminhos. É através dessa constante renovação que encontramos a verdadeira essência da nossa existência, explorando o potencial infinito que reside dentro de nós. Assim, moldamos nosso destino e abrimos as portas para um futuro repleto de possibilidades e crescimento pessoal.
A arte de ser igual e parecer diferente. De ser o mesmo e ter tantas faces, de me transformar em todos meus sonhos e viver umas vezes uma realidade não tão sonhada. De ser e existir da forma que escolhi e que me sinto bem, mas também de reproduzir as dores e os amores que me afloram a alma.
No meu olhar você vê simplicidade, no meu sorriso um brilho de espontaneidade, mas na minha arte, nessa vc vê toda verdade que posso transportar e a indescritível sensação de trilhar um caminho que faz sentido para a nossa essência. O sabor de cada pequena conquista é doce como mel, e, por mais desafiadoras que sejam as curvas da jornada, cada obstáculo superado traz consigo a certeza de estar no rumo certo. E não há maior motivação do que saber que a fé em Deus e confiança depositada em meu trabalho não foram em vão."
Militão dos Santos
Recife, 15/06/2026
Não nascemos já sabendo alguma coisa,portanto precisamos aprender com a vida,a viver.
e viver aprendendo e ensinando
È assim ; como uma missão.
Assim não passaremos por essa existência " em branco", mas sim deixando um " legado de sabedoria,aprendizados, ensinamentos ,humildade e amor.
Carta para a Vida (ou para Você)
Às vezes penso que viver exige uma coragem que nem sempre sabemos que possuímos. Coragem para enfrentar tudo aquilo que nos faz parar no meio do caminho e duvidar da força que carregamos dentro de nós. Mas, mesmo quando a dúvida fala mais alto, existe algo em mim que se recusa a desistir.
A minha intensidade me leva a viver coisas inimagináveis. Sinto tudo de uma forma que nem sempre consigo explicar, mas nunca quis ser diferente. É essa intensidade que faz meu coração permanecer vivo, acreditando, sonhando e amando.
Com todo o afeto que mora em meu peito, tento demonstrar o amor da forma mais sincera que conheço. Não gosto de sentimentos pela metade; prefiro que eles sejam verdadeiros, mesmo quando doem.
Carrego dentro de mim a certeza, a verdade, de que um dia tudo será diferente. Um dia a vida mudará, os ventos encontrarão outra direção e tudo aquilo que hoje parece distante finalmente fará sentido.
Quando olho para o mar, sinto como se ele conhecesse a minha alma. Vejo as ondas indo e voltando, trazendo e levando sonhos, medos e sentimentos, como se cada movimento fosse um pedaço de mim… ou até mesmo um pedaço de você.
Foi diante do horizonte que encontrei a paz que tanto procurava. Ali entendi que, por maior que seja a caminhada, sempre existe um lugar onde a esperança encontra descanso.
Aprendi que todo recomeço é uma oportunidade de escrever uma nova história. Não importa quantas vezes a vida nos faça voltar ao início; sempre haverá uma nova chance para viver de um jeito diferente.
Naquele pôr do sol imaginei você ao meu lado. Imaginei nossas conversas sobre a vida, nossos planos, nossos medos e os dias melhores que nasceriam depois de cada tempestade. Porque acredito que nenhuma tempestade dura para sempre.
Você é a calmaria para a minha vida conturbada. É o lugar onde meu coração desacelera e encontra abrigo.
Já senti saudade de você em um dia chuvoso e percebi que, naquele instante, tudo o que eu queria era o conforto do teu abraço.
Continuo buscando a minha liberdade, aquela que sempre imaginei viver. A liberdade de ser quem sou, sem medo, sem máscaras e sem precisar diminuir a minha essência para caber na vida de alguém.
Tenho esperança de dias melhores. E é a minha fé que me faz continuar caminhando, acreditando que ainda vou conquistar tudo aquilo que hoje existe apenas nos meus sonhos.
Ainda existe em mim a essência de uma criança: aquela que acredita no impossível, que enxerga beleza nas pequenas coisas e que nunca deixou de sonhar.
Tenho uma relação curiosa com o silêncio. Às vezes o odeio, porque ele me obriga a ouvir tudo o que escondo dentro de mim. Outras vezes, é justamente nele que encontro as respostas que o mundo não consegue me dar.
Peço apenas força para viver o meu melhor, para permanecer fiel a quem sou e para nunca desistir de mim, mesmo quando o caminho parecer difícil.
E, por fim, existe o amor.
Ao teu lado eu me sinto especial. Sinto que posso ser exatamente quem sou, sem fingimentos, sem receios e sem medo de mostrar cada parte de mim. Talvez seja esse o verdadeiro significado de amar: encontrar alguém diante de quem a alma também se sente em casa.
Se um dia eu me perder pelo caminho, espero encontrar novamente tudo aquilo que hoje carrego no peito: coragem, intensidade, afeto, verdade, esperança, fé… e amor. Porque são essas coisas que fazem de mim quem eu sou e que me lembram, todos os dias, que sempre vale a pena recomeçar.
Talvez esta carta nunca tenha sido apenas para você. Talvez ela sempre tenha sido para mim também. Porque, ao falar do que sinto por você, descobri quem eu sou. E, se um dia a vida nos levar por caminhos diferentes, ainda assim levarei comigo tudo o que você despertou em mim. Afinal, algumas pessoas não chegam para ficar; chegam para nos ensinar o caminho de volta para a nossa própria essência.
Minha vida
Minha vida quero viver
bem do jeito que eu quiser...
sem nenhum controle -
descontrole total...
ela é minha afinal.
Quem manda nela sou eu -
eis um fato beeemmm real!
Beleza, amigo...
segure as rédeas na sua mão,
escolha você a direção...
siga na mão...
ou na contramão...
Você é o piloto
sua própria vida pode pilotar,
seu próprio ar a própria hélice girar,
e deixa o mundo a rodar, a rodar, a rodar
e você com ele se entontear.
A URGÊNCIA DE VIVER
A vida é única,
e a sua duração é como o passar de um dia,
que logo termina
sem ao menos percebermos.
Como o dia,
que só tem utilidade enquanto não acaba,
assim é a vida
enquanto dura.
Por isso, aproveite agora
a dádiva desse extraordinário dia de vida
como algo único e essencial
para pensar mais em você.
Cuide melhor da sua saúde,
alimente-se bem,
corra atrás dos seus objetivos
e acredite na sua capacidade de realizar sonhos.
Sendo assim,
que o principal motivo de você viver bem hoje
seja o fato de você
talvez não estar vivo amanhã!
VIVER EM MUTAÇÃO
A vida é feito um rio,
Que não para de correr,
Vai mudando suas águas
Sem deixar de ser viver;
E o homem muda com o tempo,
Sem saber o que vai ser.
Ontem fui uma semente,
Hoje sou árvore a crescer,
Amanhã serei talvez
Outra forma de florescer;
Pois quem pensa que é o mesmo
Não conhece o próprio ser.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Cada dor deixa uma marca,
Cada amor traz transformação,
Cada queda nos ensina
A buscar nova direção;
E a vida vai esculpindo
Nosso ser e coração.
Muda o corpo, muda a mente,
Muda o jeito de pensar,
Muda o sonho, muda o medo,
Muda o jeito de sonhar;
E até aquilo que amamos
Pode um dia se transformar.
Há um Eu que vai partindo,
Sem fazer despedimento,
Outro Eu chega ligeiro,
Carregado de momento;
Somos obras inacabadas
Nas oficinas do tempo.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Não devemos ter receio
Da mudança natural,
Pois a vida é movimento,
Nunca fica sempre igual;
Até pedra vira areia
Sob a força temporal.
Quem aceita a mutação
Aprende a se reinventar,
Troca o medo pelo sonho,
Deixa a vida lhe ensinar;
Pois mudar não é perder-se,
É uma forma de encontrar.
Eu já fui tantos de mim,
Que nem posso enumerar;
Cada fase foi um passo
Que me fez aqui chegar.
E o futuro é uma pergunta
Que ainda vou responder.
Se amanhã nascer um homem
Diferente do que sou,
Não direi que perdi a vida,
Direi: a vida me mudou.
Pois enquanto houver caminho,
Meu destino não parou.
Meu Eu de ontem morreu,
hoje vive outro Eu,
e amanhã quem será Eu?
Assim sigo nesta estrada,
Entre o ontem e o depois,
Reinventando meus caminhos,
Descobrindo novos nós;
Sou mudança, sou memória,
Sou futuro dentro de nós.
E se alguém me perguntar
Quem sou eu neste momento,
Responderei simplesmente:
Sou mutação e movimento.
Um ser que nasce a cada dia
Das mudanças do tempo.
Depois que eu descobri que o sentido da vida, além da morte, é viver compartilhando, compartilho tudo o que sou.
Compartilho o ar que respiro, o sentimento que transmito, a ideia deste pensamento, tudo aquilo que invento... Compartilho minhas reflexões, percepções, emoções, minhas ações... Compartilho tudo o que falo, digo, expresso, demonstro, mostro... Compartilho meus movimentos, por onde passo, o que faço, o que traço, desfaço, satisfaço... Compartilho tudo o que vivo, seja positivo ou negativo, pois tudo o que experimento faz parte de mim.
Evito guardar, prefiro compartilhar, pois, de qualquer forma, a morte levará tudo. Então, escolho deixar no mundo tudo aquilo que sou...
" Em vida é melhor olhar ao céu do que lá viver...
Na certeza de que teremos sempre alguém a olhar por nós, a observar-nos...
Namorar a lua, mas com os pés bem assentes no chão é meio caminho para a felicidade.
E o resto do caminho faz-se todos os dias um pouco de cada vez, porque nesta vida não há caminhos traçados, os caminhos fazem-se a andar, acreditando sempre que aquele será o caminho certo, o caminho por certo que nos levará onde queremos chegar... "
✍ Miguel De Campos
O friozinho ainda traz seu cheiro. Viver a vida é colecionar instantes: teu riso no café, silêncios entrelaçados, o amor que não se apaga, mesmo distante. O melhor em envelopes de tempo. Cartas não enviadas, promessas em suspenso. A saudade? Um véu fino sobre a pele, que aquece quando a noite cai, e a memória sussurra teu nome.
Alexandre Sefardi
390🙏🌹"De um sentido à sua vida, uma razão de existir, faça o necessário para viver o amor. A riqueza da nossa existência está nos valores que, muitas vezes, ignoramos e deixamos para depois, caindo no esquecimento. A vida passa tão depressa e, quando percebemos, é tarde. Retornamos para casa sem nada, a nossa morada espiritual, e arrependidos... Perdemos todas as oportunidades que a vida nos dá, vivemos sem sentido algum, deixando para trás os valores reais da vida... Nossas origens, um bem maior que se torna um passado em nosso viver. Como águas do rio que vêm e se vão, deixamos um rastro de tristeza em vidas desprezadas e esquecidas.
O homem que despreza e nega o amor, depois de conquistá-lo em vidas pretéritas, é de uma total negligência e paga um preço muito alto na sua consciência: 'é tarde'...
A família é um instrumento de progresso espiritual. Entenda e lembre-se de que não pode ser esquecida, desprezada e trocada por qualquer migalha... Nossa tendência é amar ao próximo, mas nunca esquecer os que nos amam. É esse o sentido da vida...🌹🙏
BOM DIA, FAMÍLIA!
Ayache Vidal
A vida pela vida simplesmente não tem realmente importância ou valor real. Viver é péssimo. O que torna a vida em algum nível preciosa e suportável é ter coisas boas o bastante pra isso. Viver daquilo que ama, pra mim, pelo menos, seria fundamental, apesar de não ter certeza de que só isso baste. Se você não tiver um bom anestésico, não aguenta a existência. E eu não estou falando de drogas, apesar de entender completamente quem recorre a isso. As vezes é só o que se tem.
- Marcela Lobato
A vida pode até ser um livro aberto, mas não quer dizer que viver seja uma leitura fácil, tendo em vista que também possui os seus capítulos um tanto complexos, onde nem tudo que está escrito, está claro, então, não deve ser lido ao pé da letra, contendo muitos significados nas entrelinhas, ocasiões de alegrias, momentos de tristezas, diferentes contextos e uma determinada quantidade de surpresas, que provavelmente influenciará cada desfecho.
São muitas histórias distintas, vidas emocionantes, cenas próprias, genuínas, algumas páginas soltas, verdades explícitas, expectativas frustradas, pessoas que se apaixonam constantemente, podendo saborearem um dos sabores da paixão, um deleite muito caloroso, às vezes, apimentado, amoroso ou o sabor fascinante de uma doce ilusão, um prazer temporário, por isso que se apaixonar pode ser bastante compensador, porém, sempre é arriscado.
Alguns erros são cometidos, tudo bem que nenhum é agradável, principalmente, quando deixam o coração partido, entretanto, fazem parte de um enredo que está sendo vivido em um constante desenvolvimento, que não acontecerá exatamente como foi sonhado, dito, almejado e não teria graça se fosse algo tão previsível, logo, a principal preocupação deve ser em ler com amor o agora, vivendo parágrafo por parágrafo, talvez, seja esta a moral da história.
Querendo viver
uma vida normal
ouvindo o som
de Miss Anthropocene
na minha sala
ao redor deste
isolamento social,
Parece piada
por aqui eu li
que 'o dilema
é bíblico',
há quem defenda
trabalhar,
há quem defenda
ficar em casa,
e até agora nada
está resolvido;
Apenas o quê
me resta é
ficar reclusa,
dançar a música
na mais plena
figuração
da linguagem,
escrever poemas
sobre a Lua
para não morrer
de doença
ou ir para a cadeia,
Esperando sigo
perguntando
qual será a próxima cena,
porque quem lambe
a borda da taça,
a alma não cala
e não busca
por 'indulgência' barata.
Entre existir e viver
Há uma diferença imensa entre passar pela vida e permitir que a vida passe por nós.
Existir é inevitável. Viver é uma construção.
Talvez tenhamos aprendido cedo demais a procurar caminhos prontos, respostas certas e lugares seguros. Fomos ensinados a responder antes mesmo de aprender a perguntar. Decoramos conceitos, acumulamos informações e confundimos instrução com formação.
Mas a educação não tem segredo; o segredo está na educação.
Educar não deveria significar ensinar alguém a repetir aquilo que sabemos. Deveria significar ajudá-lo a descobrir aquilo que ainda não consegue enxergar.
O problema é que enxergar exige mais do que olhar.
O óbvio só é óbvio para quem não observa sem absorver.
Quem apenas olha reconhece a aparência. Quem observa questiona a essência.
E talvez seja exatamente por isso que algumas pessoas atravessam décadas repetindo os mesmos comportamentos, cometendo os mesmos erros e chamando o passar dos anos de experiência.
Idade não é sinônimo de maturidade.
Experiência não é aquilo que simplesmente aconteceu conosco, mas aquilo que conseguimos compreender a partir do que aconteceu.
Há quem envelheça sem amadurecer e há quem sofra sem aprender.
A dor, sozinha, não ensina.
É a consciência construída a partir dela que pode transformar sofrimento em aprendizado.
Talvez crescer seja abandonar gradativamente a necessidade de encontrar culpados e assumir a responsabilidade por aquilo que ainda podemos transformar.
Responsabilidade não significa assumir a culpa por tudo.
Significa compreender que, mesmo quando não escolhemos aquilo que nos aconteceu, continuamos responsáveis pelo que faremos com aquilo que aconteceu.
Esse é um dos lugares mais difíceis da existência: perceber que algumas respostas que esperamos do mundo precisarão nascer de nós.
E, enquanto resistimos a essa compreensão, permanecemos presos exatamente àquilo que desejamos superar.
Se penso, logo resisto.
Resistimos ao novo porque o conhecido, mesmo quando dói, oferece a falsa segurança da familiaridade.
Queremos transformação sem desconstrução. Mudança sem renúncia. Resultados diferentes preservando os mesmos comportamentos.
Mas não existe transformação verdadeira sem alguma despedida.
Para que uma nova versão de nós encontre espaço, alguma versão anterior precisará deixar de ocupar todo o lugar.
E talvez seja justamente aí que muitos parem.
Querem chegar inteiros permanecendo divididos.
De meio em meio termo, nunca seremos inteiros.
Inteireza exige posicionamento.
Exige compreender que autenticidade não é fazer tudo aquilo que queremos, mas deixar de viver exclusivamente aquilo que esperam de nós.
Não precisamos ser diferentes apenas para sermos diferentes.
Precisamos ter coragem para não sermos iguais apenas para sermos aceitos.
A verdadeira liberdade começa quando já não precisamos representar permanentemente um personagem para merecer pertencer ao cenário.
Porque uma vida inteira tentando corresponder às expectativas alheias pode terminar com a descoberta mais dolorosa de todas:
ter agradado a muitos e nunca ter verdadeiramente encontrado a si mesmo.
Talvez viver seja isso:
não chegar pronto, mas continuar tornando-se.
Não saber tudo, mas nunca perder a capacidade de aprender.
Não procurar uma vida sem conflitos, mas construir consciência suficiente para não desperdiçar os conflitos que a vida inevitavelmente nos oferecerá.
No final, não somos apenas aquilo que nos aconteceu.
Somos, sobretudo, aquilo que decidimos construir a partir do que nos aconteceu.
E entre simplesmente existir e verdadeiramente viver existe uma palavra que muda toda a história:
Autoria.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
Sonhar pra quê?
Só pra ver a vida de outro prisma,
Só pra viver uma realidade surreal,
Só pra esquecer a vida real,
Só pra tentar o impossível,
Só pra acreditar que é possível.
Pra esquecer o ontem,
Pra viver uma nova vida,
Pra ver o amanhã,
Pra projetar a vida,
Pra tentar ver alguém.
Mas vale a pena?
Mas é possível?
Mas faz bem?
Mas convém?
Mas faz parte é a vida?
Sonhar, sonhar… sonhar!
EliAfeto
A luz que a vida nos dá,
A paz serena de viver,
O zelo permanente pelo que é bom,
O limiar do bem em mãos seguras,
A dedicação constante ao que é certo,
A coerência vocacionada a servir,
O bem-querer de ser mãe,
O estado lúdico de sempre brincar,
A meiguice no olhar apaixonado,
A mais bela arte de viver,
O atento cuidado do lar,
O infinito amor pela maternidade,
A âncora vital da família,
A luz dos olhos de Deus.
Pessoas sábias costumam dizer que devemos viver a vida como um lobo, porque os lobos incorporam qualidades de força, lealdade e independência que muitos humanos ignoram. Um lobo caça por conta própria, nunca depende de atalhos ou esmolas. O que nos ensina o valor da autossuficiência e do trabalho árduo. Eles são criaturas disciplinadas, movem-se com propósito, em vez de buscar aplausos ou validação, um lembrete para vivermos com autenticidade, sem correr atrás da aprovação dos outros.
Ao mesmo tempo, os lobos honram os laços familiares e a comunidade como poucos no reino animal. Eles escolhem um parceiro para a vida toda, cuidam dos pais idosos e protegem sua matilha com ferocidade, mostrando a importância da lealdade, do respeito e da união. De muitas formas, os lobos combinam força com compaixão, ambição com integridade — vivendo em equilíbrio com valores que os humanos muitas vezes esquecem no caos da vida.
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