Textos Reflexivos sobre Inclusão
Conquistar alguém, pra mim, é tentar manipular alguém, na qual terá que ficar conquistando sempre, por medo de perder aquela dúvida.
Já o amor não tem apenas conquista; tem conexão profunda, direta, sem nenhuma dúvida.
É como se um já nascesse para o outro, sem explicação nem porquê.
É algo raro, difícil de encontrar, porque, antes de encontrar, todo mundo tenta conquistar, manipular, para aliviar a própria carência de não ter encontrado a sua conexão.
A conquista é movida pelo medo: medo de não ser suficiente, medo de perder, medo de ficar só.
Já o amor é movido pela certeza: a certeza de que, mesmo sem esforço, aquela pessoa já é parte de você.
Enquanto a conquista exige provas constantes, o amor simplesmente existe.
Enquanto a conquista preenche vazios temporários, o amor desfaz a necessidade de preencher qualquer coisa.
Por isso, muitos confundem conquista com amor.
Mas o amor não se conquista; ele se reconhece.
Em um mundo programado pela "ordem", "o pode" desbloqueia. Então...
Pode pensar.
Pode questionar.
Pode perguntar.
Pode entender.
Pode escolher.
Pode experimentar.
Pode olhar.
Pode ouvir.
Pode sentir.
Pode respirar.
Pode imaginar.
Pode sair por aí.
Pode andar sem rumo.
Pode conhecer.
Pode conversar.
Pode desabafar.
Pode falar com quem quiser.
Pode falar com todo mundo.
Pode sentar em qualquer lugar.
Pode descansar em todo lugar.
Pode admirar tudo que vê.
Pode conhecer novos horizontes.
Pode sentir cheiros.
Pode sentir os pés no chão.
Pode viajar o mundo.
Pode curtir.
Pode cantar.
Pode ser livre.
Pode amar.
Pode viver.
Ninguém manda em mim.
Porque eu posso viver o que eu quiser.
Quem espera não vive, apenas espera.
Quem espera pelos outros, se perde de si mesmo.
Quem espera pelo tempo, perde o tempo que tem.
Quem espera pelos finais de semana, perde os dias que vêm antes.
Quem espera pelas férias, perde o ano inteiro.
Quem espera se aposentar, perde a vida enquanto ela acontece.
E quem perde a vida assim, acaba morrendo arrependido… ainda esperando a morte.
A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:
"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."
O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.
O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.
Todos temos ego. Até quando alguém nega o próprio ego, isso já é uma demonstração de ego. O problema não é o ego em si, pois ele representa a imagem que temos de nós mesmos. O verdadeiro problema está em como lidamos com essa imagem.
Quando admitimos nosso próprio ego, ou seja, aceitamos quem somos em vez de escondê-lo por orgulho, acabamos aparentando menos ego.
A angústia te ensina que você precisa mudar.
Veja bem, quantas vezes, do nada, você sente um surto? Ou fica com falta de ar? Depois muda e sente um aperto no peito. Depois muda e sente tristeza. Depois muda e sente um vazio. Depois muda e sente ódio. Depois muda e começa a chorar. Depois muda e acha que tem algum problema na cabeça. Depois muda e sente que tudo parece irreal. Depois muda e sente isso, sente aquilo, e assim por diante.
Isso é a angústia. Ela vive mudando de forma. Você tenta ignorá-la de um jeito, ela aparece de outro. Sabota um sentimento, e ela encontra outra maneira de se manifestar. Você passa o tempo todo tentando controlar o que sente, mas os "conflitos internos" nunca passam. E por quê? Porque a angústia está tentando te mostrar que você precisa mudar.
Até a angústia muda. E por que você não muda? Porque tem medo. Medo do que pode perder. Medo de se afastar de pessoas às quais se apegou. Medo de mudar os pensamentos que sustentou por tanto tempo. Medo de sair da rotina, da zona de conforto. Medo de abrir mão de tudo aquilo que, mesmo te fazendo mal, ainda te prende.
Então, em vez de mudar, você se apega às angústias. Prefere suportá-las a enfrentar a mudança. Mas a mudança é necessária. Mudar a forma como vive. Mudar os pensamentos. Mudar os sentimentos. Mudar os valores. Mudar as ideias. Mudar os lugares por onde anda. Mudar a si mesmo.
Enquanto você não muda, suas angústias continuarão mudando. Ou seja, mude.
Só existem três caminhos para eliminar todas as angústias e problemas da sua vida. Mas qualquer um que você escolher, precisa ser seguido até o fim. O fim desses caminhos é o paraíso, ou seja, a sua cura.
1 – Mudar de vida.
2 – Afetos.
3 – Aceitar tudo.
Escolha um e vá até o final. Mas lembre-se: não é fácil. Nenhum desses caminhos permite que você pare no meio, porque o meio do caminho ainda é escuro. A luz só existe no fim. E mesmo quando chegar lá, precisará continuar caminhando, porque se parar, tudo volta a escurecer.
Ou seja:
Se escolher mudar de vida, terá que mudar tudo que te incomoda. Mudar pensamentos, mudar de pessoas, mudar de lugares, mudar de ambiente, mudar percepções, mudar comportamentos, mudar ideias, mudar atitudes, mudar rotinas, mudar valores, mudar a forma de viver. Ir mudando, e mudando, até o final da sua vida.
Se escolher afetos, terá que viver totalmente para o afeto. Buscar conexões, presenças, atenções, carinho, cuidado, solidariedade, confiança. Cercar-se de pessoas que te fazem bem, que combinam com você. Ter um amor, amizades verdadeiras, conviver com animais, dedicar-se à vida ao seu redor de coração e alma.
Se escolher aceitar tudo, terá que aceitar quem você é. Aceitar a vida como ela é. Aceitar as pessoas como elas são. Aceitar a existência, aceitar o universo, aceitar o amor dentro de si. Aceitar os problemas, aceitar o bem e o mal, aceitar tudo.
E se um dia você escolher viver os três caminhos ao mesmo tempo, certamente encontrará o sentido da sua vida.
A paz, ou seja, aquele sentimento de tranquilidade que sentimos naturalmente, é o único sentimento verdadeiro, constante, presente e natural que habita dentro de nós a todo momento. A maior prova de que a paz é o sentimento mais verdadeiro é quando estamos dormindo. Quando dormimos, estamos naturalmente em paz. Se não estivéssemos em paz, de forma profunda, não conseguiríamos descansar. Dormimos porque estamos em um estado de paz interior.
O que nos gera angústia, ódio, tristeza, mágoas e todas as negatividades que sentimos é quando negamos essa paz. Quando negamos algo bom dentro de nós, o resultado é sempre a sensação oposta: a angústia, o ódio, a mágoa, enfim, todas as emoções que surgem como uma reação ao que rejeitamos em nosso interior. Quando negamos a paz, experimentamos a inquietude.
Para retornar a esse estado de paz, a única coisa que precisamos fazer é aceitá-la, e não negá-la. Isso explica por que, quando nos sentimos mal por algo, tendemos a permanecer nesse estado por um tempo. Às vezes, passamos dias, até semanas, em um ciclo de sofrimento, até que finalmente aceitamos a paz novamente. Quando aceitamos, o mal-estar vai embora, e a paz retorna.
O silêncio é a maneira mais simples e direta de perceber quem realmente tem sintonia com você. Fique em silêncio na presença de alguém. Se essa pessoa começar a se incomodar, demonstrar impaciência, fazer gestos excessivos, buscar distrações ou inventar desculpas para se afastar, é um sinal claro de que a conexão entre vocês não é espontânea.
Quem realmente combina com você não precisa preencher o silêncio com palavras forçadas. O verdadeiro encaixe acontece quando a presença do outro, mesmo sem dizer nada, é confortável e natural.
Ninguém odeia quem apenas obedece, quem não se destaca, não questiona, não muda, não faz diferente, não vive. Mas, no fundo, a própria pessoa odeia ser assim. Porque, se ela resolvesse desobedecer, aparecer, questionar, mudar, fazer diferente e viver de verdade, então os outros, talvez, passariam a odiá-la.
Eles a odiariam porque, ao vê-la fazendo tudo o que não têm coragem de fazer, se sentiriam incomodados com a própria acomodação. O ódio deles não seria sobre ela, mas sobre a própria vida que escolheram levar.
O sentido da minha existência física, em vida, nesse plano, dá pra contar nos dez dedos:
Respirar.
Beber.
Comer.
Procriar.
Olhar.
Ouvir.
Falar.
Pensar.
Sentir.
Fazer.
Todo o resto são só detalhes complementares desses dez sentidos.
Respirar é existir. Beber e comer mantêm o corpo funcionando. Procriar continua a espécie. Olhar e ouvir fazem perceber. Falar expressa. Pensar entende. Sentir dá significado. Fazer torna tudo real.
No fim, tudo se resume a isso. O resto é só variação do mesmo.
O primeiro passo para se livrar das angústias é parar de ter dó de si mesmo, ou seja, se livrar do drama. Enquanto tiver dó de si, vai continuar preso na angústia, alimentando ela sem perceber.
O segundo passo é aceitar a angústia. Não vai demorar muito pra perceber que essa “angústia” na verdade era só a paz que você mesmo estava reprimindo. Ou seja, reprimindo a si mesmo. Aceite. Aceitando, você está se autoaceitando.
O terceiro passo é mudar de vida. Ou seja, mudar tudo aquilo que te incomoda, pensamentos, ideias, pessoas, lugares, situações, etc; pra que você não fique constantemente reprimindo sua paz, reprimindo você mesmo, e passe a aceitar/aceitar-se à medida que for fazendo o que gosta.
O sofrimento interno nasce daquilo que você nega.
Quem sofre de cansaço, nega o descanso.
Quem sofre de angústia, nega a paz.
Quem sofre de ego, nega o amor.
Quem sofre de ansiedade, nega o agora.
Quem sofre de tristeza, nega a alegria.
Quem sofre de rejeição, nega o afeto.
Quem sofre de ódio, nega a calma.
Tudo o que você nega em si mesmo se transforma em sofrimento.
Então, em vez de negar, aceite.
Aceite que você pode relaxar.
Aceite que você está em paz.
Aceite que você ama.
Aceite que você está aqui, agora.
Aceite que você é alegre.
Aceite que você é afetuoso.
Aceite que você é calmo.
Aceite você mesmo.
Porque tudo o que você aceita, deixa de ser um peso.
Se a morte realmente existisse, o nascimento não aconteceria… Logo, morte é nascimento, ou seja, é o começo de uma nova transformação.
De uma célula, me transformo em embrião.
De embrião, me transformo em feto.
De feto, me transformo em bebê.
De bebê, me transformo em criança.
De criança, me transformo em adolescente.
De adolescente, me transformo em adulto.
De adulto, me transformo em idoso.
De idoso, me transformo em matéria orgânica.
De matéria orgânica, me transformo em nutrientes para a terra.
Da terra, me transformo na vida que renasce.
Nada termina, tudo se transforma.
Ou eu trabalho no que eu adoro, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho na hora que eu quiser, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho vivendo, ou eu não trabalho.
Para mim, viver e trabalhar devem ser a mesma coisa. Não vou jamais separar essas duas realidades, para ficar esperando os finais de semana e as férias, enquanto minha vida vai se perdendo em uma rotina de insatisfação, com antidepressivos para disfarçar o desconforto de estar fazendo algo que não gosto. Não vou ser mais um robô sustentando o luxo e o paraíso superficial de banqueiros e mega-ricos, que diariamente roubam meus direitos. Não, isso eu não aceito.
Eu posso pedir esmola na rua para as pessoas que sustentam esses banqueiros e mega-ricos, mas nunca vou aceitar que minha vida seja desperdiçada fazendo algo que não me satisfaz.
Porque, no fim das contas, eu vou morrer, com ou sem dinheiro, trabalhando ou não. Tudo o que eu conquistar vai ficar aqui, não vou levar nada. Então, vivo e viverei sempre do jeito que eu quiser. O jeito que eu gosto de viver é o jeito no qual eu devo trabalhar. Por mais impossível que pareça, é necessário ter criatividade para criar um novo trabalho de sobrevivência baseado no que eu realmente amo. Isso, para mim, é trabalho: viver fazendo o que eu amo. O resto, bem, é apenas escravidão.
Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.
Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.
Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.
Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.
Existem três coisas que impedem alguém de enxergar o óbvio:
O ego;
O orgulho;
O medo.
O ego inflado faz com que a pessoa ache que já sabe de tudo, e, por isso, não consegue perceber o que está na sua frente. Ele cria uma barreira que a impede de enxergar além de sua própria visão limitada.
O orgulho, por sua vez, faz com que a pessoa tenha dificuldade em reconhecer os próprios erros ou aceitar que pode estar equivocada. Isso a impede de ver o que é claro para os outros, pois prefere se manter em sua posição, ao invés de aprender e evoluir.
O medo, talvez o mais forte de todos, faz a pessoa temer a verdade. Ele a paralisa, fazendo com que evite enxergar o que é óbvio, com medo das consequências de enfrentar a realidade.
Essas três coisas criam uma barreira que impede de enxergar o óbvio, e só quando conseguimos lidar com o ego, o orgulho e o medo, é que conseguimos ver as coisas como realmente são.
A alma é um conjunto invisível de intenções de um ser;
O corpo é um conjunto visível de ações de um ser.
A alma é o ser, o corpo é apenas parte do ser; Então, não adianta você olhar as ações de um corpo, pois o que vem primeiro são as intenções, ou seja, o ser — a alma.
A melhor forma de sentir as intenções do ser é pela sua própria intuição, pois a intuição é um poder invisível que te revela as intenções de um ser antes do corpo desse ser agir.
As intenções são o próprio ser, ou seja, a alma;
A intuição te revela quem é o ser, ou seja, quem é a alma com a qual está lidando.
Mas, para saber com qual alma está lidando, você tem que enxergar primeiro com quais intenções próprias você tem ou já teve!
Tanto os pensamentos positivos quanto os negativos estão presentes em minha mente, é claro. Mas o importante é saber discernir essas duas interpretações e transformá-las de acordo com o que me convém.
Por exemplo, se eu percebo uma situação de forma negativa, eu tenho o poder de mudar essa percepção, transformando algo negativo em algo positivo através da minha mente. Sim, eu posso fazer isso.
Se, por acaso, sinto angústia sem uma razão clara, eu posso, naquele momento, usar o poder da minha mente para mudar essa interpretação inconsciente de angústia para algo novo e positivo. Eu posso aprender com esse sentimento, transformando-o em uma oportunidade de crescimento, e assim, reverter a sensação negativa em algo que contribua para o meu bem-estar.
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