Textos Reflexivos sobre Inclusão
O trabalho interno, íntimo de cada um, não tem fim; é algo permanente. O que você fizer em si mesmo, refletirá no mundo ao seu redor. E se desejar mudar o mundo sem antes mudar a si mesmo, essa mudança será superficial e contaminada pelos condicionamentos vigentes, tornando-se, assim, incapaz de promover mudanças verdadeiras.
Eu vivo em um país onde os políticos não representam o povo, mas servem banqueiros, investidores, corporações e seus próprios interesses, ignorando as constituições que deveriam cumprir. Usam a mídia para manipular, criar valores falsos e me transformar em um consumista de coisas inúteis. Mas sei que meu valor não está em bens materiais, e sim naquilo que sou internamente.
Antigamente, a escravidão era física, com chicotadas. Hoje, vivemos uma escravidão mental, com banqueiros, investidores e financiadores usando meios de comunicação e mídia para nos aprisionar. Criam valores falsos, nos distraem e nos impedem de refletir. As dores dessa escravidão são ansiedade, tristeza e estresse, sem que percebamos de onde vêm. Vivemos em um sistema que nos mantém mentalmente escravizados.
As guerras sempre apresentam nobres motivos, como a paz, Deus, civilização, progresso e democracia. E, se nenhuma dessas justificativas for suficiente, aí entram os grandes meios de comunicação, que criam inimigos imaginários para justificar a transformação do mundo em um grande manicômio, em um imenso matadouro. Essas mentiras são espalhadas, levando as pessoas a aceitar o que é inaceitável, e, no fundo, o que se busca é o controle e o poder. A verdadeira razão das guerras nunca é dita, e tudo se resume a: "Eu mato para roubar."
Trabalhe no que te faça bem, no que goste, no que ame, no que não te faça desejar feriado ou férias. Não trabalhe apenas por obrigação, senão sua vida se tornará estressante e cansativa. O trabalho não precisa ser o que está formalmente definido, mas o que te faz bem. Use sua criatividade para ganhar seu sustento fazendo o que ama, sem se prender aos padrões tradicionais. Não se sacrifique em algo que não gosta, você é livre para viver e trabalhar do jeito que te faz satisfaz.
Me estudo por dentro para entender o outro fora de mim. Conhecendo minhas dúvidas, comportamentos, sentimentos, experiências e falhas, consigo perceber o que influencia minhas atitudes e, com isso, compreender melhor as atitudes, os sentimentos e os comportamentos do outro. Ao me conhecer, tenho uma referência para entender o outro e suas complexidades.
Quanto mais evitamos dizer para as pessoas sobre o que acontece na realidade da sociedade em que vivemos, menos chance temos de mudar alguma coisa. O conhecimento deve ser compartilhado, assim como o ar que respiramos, pois quanto mais se prende, guarda o conhecimento para que ninguém saiba, mais colaboramos para que o povo continue ignorante sobre a realidade da sociedade em que vive, e a mudança acaba ficando estacionada. É preciso alertar todos ao seu redor sobre o que acontece, espalhar conhecimento, o óbvio que muitos não enxergam, para não ser apenas mais um colaborador de um povo ignorante, refém de uma mente obediente, controlada indiretamente por dominantes que querem te manter calado sobre o que acontece, para continuar te manipulando e calando sua boca, para que possam roubar você e o seu povo, dividido e perdido do conhecimento ocultado da realidade.
Uma vez, um viajante estava na Amazônia, conversando com um garimpeiro bem velho. Esse garimpeiro disse ao viajante: "A humanidade é igual garimpo, é igualzinho um garimpo. Tem um monte de cascata, toco, pedra sem valor, lama... Mas no meio tem as pedras preciosas. Tá lá as pepitas e os ouros. Se você quiser encontrar essas pedras raras, tem que se sujar na lama, se arriscar a se machucar e reeducar o olho, porque as pedras preciosas vêm sujas de lama, é preciso reconhecê-las."
Independente de onde você esteja, tudo ao seu redor vai servir como referência. Tudo o que você vê, ouve, sente, toca, cheira ou pensa, vai de alguma forma influenciar suas escolhas, suas interpretações e suas atitudes na vida, mesmo que você não perceba conscientemente. Cada estímulo que vem do ambiente ao seu redor molda, ainda que sutilmente, a maneira como você age e reage, pois a realidade que você percebe constantemente age como guia, orientando suas decisões, comportamentos e perspectivas.
Nossa mente é quem define o que queremos sentir, a partir das interpretações que fazemos da realidade. Essas interpretações são moldadas pelas referências e experiências que acumulamos ao longo da vida. Assim, os sentimentos, sejam positivos ou negativos, surgem da maneira como vemos as coisas. Quando mudamos a forma de interpretar algo, o sentimento relacionado a isso também muda.
As respostas que buscamos estão dentro de nós, e podem ser interpretadas de várias formas: como Deus, o Universo, a Alma, a Vida, a Energia, o Sentimento, a Vibração, a Consciência, a Imaginação, o Racional, a Luz, o Criador, o Pai, o Amor, ou qualquer outra forma que cada um de nós compreenda. Não importa o nome que damos a isso, o que realmente importa é que essa força interior, presente em todos nós, contém as respostas que precisamos ouvir, sentir, seguir e agir. É importante estar atento, ouvir e se conectar com isso, pois é essa conexão que nos orienta, nos mostra o caminho e dá sentido à nossa vida.
Meu pensamento é moldado pelo que eu quero, ele direciona minha mente para aquilo que escolho pensar. Ao pensar no que desejo sentir, passo a vivenciar as emoções geradas por esses pensamentos. Cada sensação que se manifesta, surge daquilo que pensei, e então me questiono sobre o motivo dessa sensação. Tento entender o que me levou a sentir o que sinto a partir do que pensei. E assim, continuo pensando, explorando e refletindo sobre esse ciclo constante entre o que penso e o que sinto.
A mente tem um poder profundo sobre o que sentimos. Se você pensa de maneira negativa, inevitavelmente suas emoções também serão negativas. Por outro lado, ao cultivar pensamentos positivos, suas sensações tendem a refletir essa energia. Mesmo que nem sempre tenhamos consciência desse processo, a verdade é que a forma como pensamos molda a maneira como nos sentimos. A escolha de como direcionar os pensamentos, e consequentemente as emoções, depende totalmente de você mesmo.
As prioridades em sua vida, consciente ou não, são definidas pelo tempo que você dedica a elas. O que você investe mais tempo certamente será o que lhe trará mais resultados, mas é importante entender que nem sempre a reciprocidade será proporcional àquilo que você espera. Por isso, é essencial refletir sobre o que você realmente deseja e avaliar se essas escolhas são baseadas em uma visão realista, para evitar cair em ilusões que podem afastá-lo do que realmente importa.
Quando você diz a si mesmo "não aguento mais viver", na verdade, não é a vida em si que você não suporta. O que você não aguenta é o modo como está vivendo, as circunstâncias, os valores, as ideias, os pensamentos, as pessoas ou os lugares que o cercam. O segredo está em mudar aquilo que o incomoda. Mude sua vida, revise seus valores, transforme suas ideias, renove seus pensamentos, escolha novas pessoas para estar ao seu lado, explore outros lugares. A mudança é o caminho para se reconectar com a vontade de viver.
Todos nós temos alguma forma de carência, seja emocional, material, afetiva ou de qualquer outra natureza. Essa carência não é algo negativo por si só, mas uma motivação, um impulso que nos leva a buscar aquilo que sentimos que nos falta. Ela nos faz perceber o que precisamos para nos sentir completos, e, assim, nos dá a força para agir, procurar e encontrar o que desejamos e necessitamos.
Todo mundo passa por dificuldades, seja fisicamente, mentalmente, financeiramente, internamente, externamente, de qualquer maneira, todos passam por dificuldades na vida. Não tem como fugir disso, e não precisa fugir. Quanto mais foge, mais fraco e mais frágil fica. Você não é exclusivo, não é o único a passar por dificuldades. É preciso parar com o egoísmo, com a ilusão de achar que é o único no planeta que passa por isso, que sofre com isso, que sua dor é maior ou pior que a dos outros. Deixe o medo e o drama de lado, pare de dramatizar, pare de temer as dificuldades que surgirem. Comece a olhar para elas de uma maneira diferente, sempre olhando para dentro de si mesmo, em um aspecto didático, onde se aprende com as dificuldades. Toda dor, toda dificuldade está ali querendo te ensinar algo. Basta olhar de outro lado, de outra perspectiva, de outra maneira, e perceber: "O que essa dor está querendo me ensinar? O que essa dor está querendo me dizer?" Não se deixe levar pelo orgulho, pelo ego, nem pelo drama, nem pelo medo. Aprenda com a dificuldade que você vai enfrentar. A cada dificuldade encarada, menos dor você sentirá e mais forte ficará para enfrentar as próximas dificuldades. Cada um aprende com sua dor, quando quer, da maneira que quer, no tempo que quiser. E ninguém muda ninguém, a não ser a própria pessoa.
Ninguém é obrigado a te amar do jeito que você quer, porque o amor não se força e cada um sente e vive o amor do seu jeito. Mas você pode amar do jeito que quiser, porque o amor que você dá é escolha sua. Amar é sobre o que você sente e oferece, não sobre o que você exige ou espera do outro.
Minha consciência é meu segurança particular, porque é ela que cuida do que entra e do que sai da minha mente. Meu inconsciente é minha residência, o lugar onde tudo que sinto, penso e vivo se acumula, mesmo sem eu perceber. Se meu segurança se distrai e dorme, se minha consciência perde a atenção, a mídia invade. Ela traz ideias, valores, medos e desejos que não são meus, ocupa minha residência sem pedir permissão e começa a me influenciar. Por isso, é minha responsabilidade manter meu segurança acordado, atento, protegendo o que deixo entrar na minha mente e no meu ser.
Ninguém cai, tropeça em um buraco da mesma forma. Cada vez que caímos, é de um jeito diferente, com um detalhe único, porque a vida sempre nos apresenta situações diferentes. E cada vez que caímos ou tropeçamos, é um alerta, uma oportunidade de ver a vida de uma maneira nova. É uma chance de aprender, de perceber o que nos fez cair e entender como evitar o mesmo erro no futuro. Cada queda traz uma lição, uma forma de crescimento, nos ensinando a não repetir o mesmo caminho e a melhorar nossa maneira de caminhar pela vida.
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