Textos Reflexivos sobre Inclusão

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Deixando-me Ir

Estou me deixando aos poucos,
como quem deixa rastros no caminho,
sinais de uma despedida silenciosa,
sem palavras,
mas com a marca de cada passo dado.

Estou me permitindo, lentamente,
mergulhar no vazio e no silêncio,
como quem vai,
se entregando ao fluxo da vida,
sem resistência,
apenas deixando o que vem me conduzir.

⁠Sem Reembolso

O tempo não espera troco,
não aceita devolução.
Cada segundo gasto
é um passo sem retorno,
um eco que some no vão.

Ou se vive, ou se perde.
Ou se lança ao agora,
ou fica contando migalhas
do que não foi.

A vida não se guarda em bolsos fundos,
não se deixa para depois.
É fogo que pede sopro,
rio que exige corpo,
vento que chama voz.

O relógio não faz acordos,
nem as horas dão desconto.
A urgência é hoje.
O tempo,
esse, já foi.

⁠Silêncio da Partida: Quando Só Para Mim Tinha Importância


Às vezes, chego a um ponto em que finjo estar tolerando tudo. Tenho preguiça de argumentar, de tentar explicar. Calo-me, mas não engulo. Apenas me preparo para partir. A decisão já está tomada, mesmo que a tristeza ainda me acompanhe. Porque, ao longo do caminho, percebo que aquilo que para mim tinha tanta importância, para o outro não significava nada. E isso dói. A dor não vem do afastamento em si, mas da constatação de que, mesmo quando entregamos o nosso melhor, muitas vezes somos deixados para trás.

A tristeza não é uma fraqueza, mas um reflexo de tudo o que tentamos construir, das esperanças que alimentamos, e das promessas que não se cumpriram. O que resta agora é seguir em frente, mesmo com os olhos ainda voltados para o passado. Porque, mesmo sabendo que só para mim tinha importância, há algo mais forte dentro de mim, algo que me permite seguir. A liberdade vem da escolha de ir, mesmo quando a partida se faz silenciosa, e a dor é uma lembrança do que não foi recíproco.

E, com o tempo, essa dor se transforma. Não mais como um peso, mas como a sabedoria de quem se escolhe, de quem aprende a se dar valor, mesmo que o outro não tenha visto. O fim não é o fim, mas o começo de algo que só a mim importa agora.

⁠Olhar não tira pedaço, mas mexer causa embaraço.


Nem tudo precisa ser tocado, explorado ou decifrado. Há coisas que existem para serem admiradas à distância, sem a necessidade de interferência. O olhar pode ser curioso, contemplativo, até mesmo invasivo, mas é no toque – na ação impensada – que se criam os verdadeiros desencontros.

Respeitar o espaço do outro, compreender limites e reconhecer que nem tudo precisa ser desvendado é um gesto de sabedoria. Porque, no fim, o problema nunca esteve no olhar, mas na intenção por trás do movimento.

NAMORAR NÃO É AMAR

Namorar não é amar.
Namorar é o prefácio do amor.
Namorar é disponibilizar um ao outro suas virtudes e defeitos,
estar predisposto a aceita-los, saber sobre regra e respeito.
É aprender a suportar os momentos tristes e felizes desse relacionamento.
Do namorar nasce o amor, do amor nasce o desejo de amar.

►Filho Errante

Aqui estou novamente escrevendo
Mas, desta vez não será uma depressão
Ao menos, essa não é a minha intenção
Só quero transparecer um pensamento
Estou passando por complicações
Estou tentando superar certas discussões
Não vou dizer que estou tirando de letra,
Muito menos que a minha vida está perfeita.

Mesmo que eu brigue com os meus pais
Mesmo que eu saia de casa e não volte nunca mais,
Sei que eles sempre pensarão em mim,
Sei que eles sempre me aceitarão de volta
Eu devo tudo o que sou, devo tudo o que me tornarei
Eles não são meus anjos da guarda,
Sei que eles não estarão para sempre aqui em casa
Mas, me esforçarei para, ao menos, alegrá-los
Agora não estou escrevendo um desabafo
Não estou escrevendo por acaso
O tempo me tornou adulto, meio defeituoso
E, quanto mais eu mudo, mais eu os machuco
Mas, sei que é difícil entender, mas é sem querer
Eu acabo fazendo isso às vezes sem perceber
Saio de carro e esqueço de me despedir,
Volto à noite e não digo o que fui fazer
Não sei se estou machucando eles a contra vontade
Ou se, a solidão lavou tanto a minha mente,
Que eu destruí aquela criança que um dia trouxe a felicidade.

Estou escrevendo rimando por acidente
Estou chorando, me arrependendo repetidamente
Eu sempre me preocupei com a altura,
Mas, o que me feriu foi a queda
Acho que deixei minha alegria trancafiada em uma sala escura,
Em uma escola que fora totalmente esquecida
E, acabei preenchendo o espaço com o desespero
A lei da física me deixou preso
As paredes me trancaram, continuo sem sentir o vento.

Muitas situações eu previ, ainda assim as sofri
Tudo por conta do meu jeito que escolhi viver
Não sei o que fazer, mas sigo assim.

Vou terminar agora esse texto
Talvez eu me aposente em termos leigos
Mas, não mudarei, não tem como, já tentei
As brigas irei curar, mas sei que surgirão outras,
Só espero que minhas ideias continuem soltas.

Travesseiro vazio...
(Múcio Bruck)


Busquei por ti em meus pensamentos, no mais profundo de minhas lembranças... nas "gavetas da memória", um único momento em que seu sorriso se fez presente e nada encontre!

Você não estava mais lá, sequer escondida, residindo resignada ou em festa: havia partido, levando consigo de sua silhueta ao desenho de sua alva face, a reminiscência do som de sua voz, quase sempre ávida... o silêncio misterioso ao tocar-lhe a já decorada geografia de seu corpo, quantas vezes inerte no instante da entrega como se ao abatedouro estavas indo de encontro!

Nos dias passantes, não me dei conta de que a distância e a ausência, cada vez mais frequente, ditada pela falta do diálogo, se deram a passos largos... em horas corridas... dias apressados, ou quiçá, foram os meus dias mais céleres que os seus e foi exatamente nesses idos que me esqueci de lembrar em olhar-lhe nos olhos e dar a necessária e devida, melhor, merecida atenção.

Assim, já não mais cabia reconhecer-lhe os valores da mulher que eras, somente que esses "detalhes" que, passados desapercebidos, eram as jóias que me ofertavas... era tudo o que mais importava: e você partiu!

Não mais cabe chorar havê-la perdido, até porque, conta meu coração que nunca a tive.

Não cabe reclamar sua ausência, pois quando a tinha, não percebi quão valiosa me eras!

Estar ao seu lado, ao alcance de meu abraço não tinha preço.

Certo é que não partistes por falta de meu amor, mas porque não fui capaz de conquistar o seu!

A cada um de nos é dado um fardo. E ainda que pareça muito pesado, lembrem-se que Deus nao da a ninguém uma carga maior do que a nossa capacidade de suportar. Portanto, quando o seu fardo parecer grande demais, olhe para tras e veja
que existem fardos muito maior que o seu! (Priscilla Rodighiero)

Sem título

[...] “Somos capazes de mudar tudo, inclusive o mundo em que vivemos. É preciso dialogar com as diferenças e respeitar os diferentes, pois, é tudo uma questão de ponto de vista. O que é bom para mim, pode não ser bom para o outro e vice versa; é preciso ver além do nosso pequeno mundo onde nossos medos e nossas inseguranças só sobrevivem enquanto não construímos conhecimentos novos que nos permitam sair de um estado de ignorância a respeito de um assunto qualquer e passar deste, para um estado de conhecimento, de iluminação. É preciso enxergar o outro como igual, pois, mesmo diferente na cor, nas ideias, na etnia, na religião somos de uma mesma raça, a raça humana”.

loucura..
é esconder o que se sente,
é deixar a alma doente, de tanta vontade de gritar,
é dizer o que não sente, só pra poder agradar,
loucura é ser diferente,em um mundo que só tem copias,
é viver sua própria vida, traçar suas próprias rotas
é dizer o que quer falar,
mesmo para quem não quer ouvir,
é de repente assoviar, ou começar a sorrir,
afinal, ser um louco, porem contente,
é ser normal, de um jeitinho diferente.

►Talvez

Sinto um vazio no peito
E não sei como preenchê-lo
A dor não é física, a sinto de outro jeito
Como se eu estivesse perdendo segundos de vida
Escolhas inúteis, aceitar várias mentiras
Talvez eu não devesse ter dormido tanto de dia
Ou, eu deveria ter acordado na madrugada fria
Talvez, eu gosto dessa palavra
Tão incerta, mas que,
Muitas vezes me salvou, com indiretas.

Solidão, desta não sou fã
Me deparo com ela sempre pela manhã
Sem humor, sem amor, somente dor
Às vezes entra em minha mente,
Para discutir meu valor
Se eu tiver algum.

A caneta acabará escorregando,
E nas paredes acabarei escrevendo feito um louco
Logo eu terei como melhor amigo, um corvo.

Em tempos difíceis devemos nos segurar
Em nosso espírito confiar
Mas, acho que perdi o meu brilho
Acho que irei afundar no mar do esquecimento
Esquecido até mesmo pelo tempo
E ainda não estou pronto, mas sei que sou um candidato
Sei que me tornarei um marinheiro de primeira viajem
Algum dia encontrarão minha alma boiando sobre a margem.

Minha perspectiva está tão limitada
Minha vista está iludida, desestabilizada
Por conta de opiniões, minha vida foi alterada,
Para o pior, não consigo dormir, vivo a madrugada
Como uma coruja, mas sem procurar uma presa
Minha mente se sente presa, em um calabouço sem algemas.

Um dia desejei escapar, me salvar
Hoje aceitei este meu novo lar
Em um lugar onde não ouço a campainha tocar
Um lugar onde ninguém venha a me visitar
Hoje me falta no que acreditar
Não tenho, e nunca tive,
A certeza de que essa depressão irá passar
Tento, como passatempo, me agarrar em coisas bobas
Às vezes sinto falta de certas pessoas
Mas, afinal quem não sente?
Talvez seja verdade, talvez eu seja muito carente.

Vi o sol nascer tantas vezes que me acostumei
Meus olhos se fecham às seis,
E acordam às três, preguiçoso? Talvez.

Minha coluna me pede para descansar
Meus ombros começaram a pesar
E, bem lá no fundo, se eu parar,
Conseguirei escutar meu coração chorar.

Só por hoje

Só por hoje quero desaparecer...
Quero dar um tempo de mim mesma,
Quero anular meus sentimentos,
Dar um fim em todos meus pensamentos
Quero controlar todos meus impulsos
Apagar minhas lembranças,
Deixar de sonhar e não mais existir

Quero poder fingir que não estou nem aí,
Quero o silêncio profundo
Apaziguar o barulho
estrondoso que há em mim
Fechar os olhos
e simplesmente não sonhar
Não quero memórias,
nem dores no coração
Não quero saber de ninguém,
Pois quero mesmo é ser nada

Só por hoje quero a extrema solidão
Quero esquecer tudo que já sofri,
Quero desapegar de tudo
Não quero reconhecer rostos,
Não quero saudades...
Não quero nenhuma palavra,
Não quero dúvidas e nem promessas
Não quero mais lágrimas escorrendo
por minha face,
Muito menos esse aperto no peito

Quero ter o direito de não existir
De não amar mais ninguém
Quero ser omissa
Quero a ausência de tudo
Cansei de mim...
Desisto de tentar ver tudo melhorar
Hoje quero desaparecer!
Desligar-me do mundo

Amanheceu chovendo? O céu tah escuro e nublado? Nao tem problema! Um dia de chuva é tao lindo como um dia de sol e sabem porque? Porque quem faz o dia bonito somos nós! Deus a cada amanhecer nos concede generosamente a chance de escrevermos uma nova pagina no nosso livro da vida, só depende de nós, tudo o que colocarmos corre por nossa conta, assim como o modo o qual vemos esse dia faz toda a diferença.... Excelente dia pra voce que parou para ler essa mensagem, que seja de bençaos.

________________________ Priscilla Rodighiero

►Meu diamante

Eu te amo muito
E há momentos que me pego pensando
E desejando sonhar com você
Às vezes eu até tento não pensar
Pra minha insanidade não se apresentar
Desculpe, mas estou escrevendo pelo celular
Eu disse que iria conversar até você se zangar
Mas me segurei para não te irritar com meus assuntos sem noção
Mas, nesse quarto vazio, nessa solidão que agora vivo
Você é como um suspiro, preciso
Eu amo você, e me entristece o pensamento de poder te perder
E saiba que, quando acordar, em você irei pensar
E almejar do seu lado estar
Desculpe minha ausência, sei que abuso de sua paciência
Te amo.

Uma dedicatória, lembrando de sua pele cheirosa
Sentir suas mãos sedosas e carinhosas
Suas curvas volumosas, se preferir, perigosas
Seu cabelo enrolado, seu beijo apaixonado
O brilho do seu sorriso é o que preciso
Teu corpo que me deixa incontrolável
Seu olhar adorável, indomável e implacável
Não ai de dizer, que não me importo
Gostaria mesmo é saber se a conforto o necessário
Afinal eu quero que sinta prazer voluntário
Não quero nada obrigatório
Quero no final dos nossos dias, um relatório
Para saber se, para você, foi satisfatório
Poderá dizer que estou sendo simplório
Desejar te ter, sem o relógio para me deter
Não ligo para o quão imaturo posso ser, parecer.

Mas olhe só como gosto de pensar, comece a reparar
Nos amamos, nos separamos, choramos
Nos distanciamos, por um tempo não nos falamos
E sexta mesmo, nós nos abraçamos
Eu não sei o que está por vir, não sei se estamos perto do fim
Mas não me arrependi de tudo que já fiz, pelo contrário, estou feliz
Nas rimas tendo sempre encaixar minhas alegrias
Minhas companhias do dia a dia
Infelizmente, nem sempre consigo montar
Veja, agora mesmo tento esses versos lhe dedicar
Mas minha falta de cultura, de leitura
Torna péssima minha escritura
A forma como eu rimo os versos, advérbios
Porém, o que posso dizer, se um dos meus lazeres é escrever?
Pensando em você, minha intenção é me aprofundar
Cuidado com o que irá imaginar, estou falando sobre rimar
É uma bobagem, pode confessar
Em palavras mal formatadas estou a me declarar
Talvez daqui a dois anos, ao lê-las, irei chorar de rir
Mas é verdade, queria você aqui
E sim, já te disse isso antes
É como se fosse necessário tomar calmantes
Você é mais brilhante que diamantes cintilantes
Termino mais um texto neste domingo
Queria que fosse dormir comigo
Ou talvez, abrir minha porta e te ver sorrindo.

⁠Nem sempre é a falta de amor que impede o crescimento, mas o solo onde escolhemos plantar nossas sementes. O amor pode ser intenso, dedicado, cheio de cuidado, mas se o terreno não for fértil, os esforços se perdem, e a flor nunca desabrocha.

Aprender a reconhecer onde vale a pena plantar é um ato de sabedoria e preservação. Nem todo lugar nos nutre, nem toda terra nos sustenta. Há ambientes que sufocam, relações que drenam, espaços que, por mais que tentemos, nunca serão morada para o florescer que desejamos.

Então, ao invés de insistir onde nada cresce, escolha melhor o solo. Regue onde há espaço para raízes profundas, onde a luz chega sem esforço, onde o vento não arranca aquilo que você cultiva com tanto carinho. Algumas sementes precisam de um novo lugar para finalmente florescer.

►Ciclo

Estou com medo de voltar a amar
E se tudo se repetir?
E se eu voltar a me machucar?
Não quero reviver momentos tão sombrios
Em que eu não conseguia expressar um simples sorriso
Em que eu questionava repetidamente o sentido
De continuar vivo, deprimido.

Eu tenho medo de voltar a confiar
E se tudo se repetir?
E se eu voltar a me enganar?
Não quero reviver lágrimas, dias a chorar
Por uma pessoa que mentiu, que me deixou sem avisar.

Tenho muitas memórias que justificam a minha desconfiança
Mas, curiosamente, nunca cheguei a comprar alianças
Hoje, entretanto, elas não contêm significância
A traição se tornou tão padronizada,
Tão bem orquestrada, utilizada,
Que sei que eu acabarei participando do seu ato
Sei disso, não por descaso, sim por ser um fato.

Não quero beijar uma boca que não me anseia
Não quero escrever dedicatórias para portadoras de impurezas
Quero poetizar, mas para uma princesa
Ou uma camponesa, fora da realeza
Quero dizer que amo, atropelando o engano
Quero olhar no fundo dos olhos sem medo do abandono.

A Soma de Todos os Afetos

Somos instantes

Somos instantes... e as escolhas que temos à nossa disposição não estarão disponíveis para sempre.

Outro dia, navegando na internet, vi a imagem de um muro pichado com a frase: “Somos instantes”. A frase ficou na minha cabeça, e hoje, dias depois, conferindo as fotos no celular (com aquele efeito incrível de captar o momento em que a foto foi tirada acompanhada de som e movimento), me lembrei da frase no muro.

Somos instantes… e por mais que desejemos acreditar que a vida é uma jornada longa, onde sempre haverá tempo de amar mais, nos entregar mais, resolver nossas pendências, conceder aquele perdão… esse momento não existirá em nenhum outro lugar senão no agora.

Somos instantes… e as escolhas que temos à nossa disposição não estarão disponíveis para sempre. Por isso é primordial não deixar as oportunidades passarem, os sonhos arquivarem, os projetos desandarem. O tempo não pára, ele corre depressa sem esperar retardatários. O bilhete não pode ser remarcado, e seu lugar não pode ficar vago.

Somos instantes… e por isso há de se comemorar as datas especiais, soprar as velinhas nos dias festivos, encher de balões a sala de estar, cantar versos de Vinícius, dançar um tango emocionado, reunir a família em torno da mesa de jantar.

Somos instantes… e assim não pode haver economia de roupa de cama nova, taças brilhantes da cristaleira, lingerie especial, sapato lustroso e vestido colorido.

Somos instantes… e aquela viagem tem que deixar de ser um sonho para virar disposição de malas prontas e voo alto. Economize, pesquise, viabilize. Vá conhecer um novo lugar, se envolver com outras culturas, experimentar novos sabores. Torne real os planos de seu coração e experimente a concretização de sua emoção.

Somos instantes… e por isso não se pode deixar para depois qualquer pendência ligada ao coração. Decepções ocorrem a todo instante, e por mais difícil que pareça, é nos momentos difíceis que a gente aprende a se curar. Então abra a janela e refresque o ar. Borrife perfume nos seus pulsos e solte os cabelos sem medo de embaraçar. Lembre-se de que tudo muda a todo momento, e que as mágoas só permanecem se a gente deixar.

Somos instantes… e assim todo momento vivido é um momento de crescimento e aprimoramento. Que a gente aprenda com os erros e acertos, e que permaneça o que nos faz bem. Entendendo que a sabedoria é resultado do que passou, mas é no presente que ela mostra o que a gente já conquistou. Abrace a alegria, dê as mãos à sabedoria. Dance em ritmo acelerado com a fantasia e respeite a calmaria. Não tenha medo de arriscar desejos, desenvolver projetos e sonhar fora do ninho.

Somos amor, sonhos, conquistas. Somos medos, decepções, mágoas. Somos mistério, alegria, fantasia. Somos força e vulnerabilidade; solidão e multidão. Somos tudo e nada, grandiosidade e pequenez, busca e encontro.

Porém, acima de tudo, somos instantes…

ENTRE MUROS E PONTES (PRA REFLETIR)

Nós às vezes construímos muros onde poderíamos construir pontes.

A diferença?

Quando construímos muros não conseguimos enxergar além deles, eles tapam nossa visão.

É interessante que quando nos fechamos a uma visão limitada e pobre das coisas chegamos ao ponto de não conseguimos enxergar as inúmeras possibilidades que temos.

Imagine como seria escolher qual caminho seguir olhando para um muro e algumas portas(abertas). Teríamos apenas algumas pequenas frestas de visão à frente, limitando nossa escolha.
Os muros não nos permitem enxergar além!

E quando construímos pontes?

Eis a diferença... Imagine essa mesma escolha, de qual caminho seguir.

Agora com várias pontes, permitindo-nos enxergar além, podendo escolher qual caminho seguir enxergando mais adiante... sem barreiras, sem muros, sem limitações de visão.

Bem mais simples, não?

Na nossa vida é assim, o nosso mundo pessoal é exatamente até onde nós conseguimos enxergar...

Quando nos auto-limitamos ou deixamos ser limitados, seja por circunstâncias ou pessoas, construímos muros!

Quando nos libertamos das limitações nós construímos pontes!

A escolha é de cada um de nós...

A boa notícia? Podemos quebrar os muros e transformá-los em pontes a qualquer momento!

E aí... Quais os seus muros? O que te limita?

O que você vai fazer para construir pontes em sua vida?

Jamais deixe o agora pra depois.

Derrube os muros, construa pontes!

Descanse somente em Deus, ó minha alma; dele vem a minha esperança.
Somente ele é a rocha que me salva; ele é a minha torre alta! Não serei abalado!
A minha salvação e a minha honra de Deus dependem; ele é a minha rocha firme, o meu refúgio.
Confiem nele em todos os momentos, ó povo; derramem diante dele o coração, pois ele é o nosso refúgio

Salmos 62:5-8

Por isso, enquanto tenho tempo, isto é, enquanto vivo, esse período é ocupado com ações e pensamentos, ideias e práticas, sucessos e fracassos. Como o que faço e penso e uma questão de escolha minha, o uso do tempo é questão de prioridade. Em outras palavras, como o meu tempo existirá ainda que eu fique estático, sem nada fazer além da imobilidade, o que nele faço resulta de decisão livre, a partir da importância que dou ao que farei naquele tempo.
Assim, se alguém diz "Não tenho para isto ou aquilo", de fato está dizendo "Isto ou aquilo não é prioridade para mim".