Textos Reflexivos sobre Inclusão

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⁠O Propósito da Minha Voz

Minha voz não precisa ecoar por multidões para ser significativa. Não é a quantidade de ouvidos que a escutam que determina seu valor, mas a profundidade com que alcança um coração.

Se minhas palavras tocarem uma pessoa — apenas uma — e fizerem com que ela se sinta compreendida, acolhida ou inspirada, então já terei cumprido meu propósito. Porque acredito que propósito não é sobre números, mas sobre conexão verdadeira.

A vida é feita desses encontros sutis, quase invisíveis, onde uma alma encontra outra e algo se transforma. E se minhas palavras deixarem uma marca, mesmo que pequena, então minha voz terá encontrado seu caminho, seu sentido.

Não preciso de aplausos para saber que estou seguindo meu propósito. Basta saber que, em algum lugar, alguém sentiu que não está sozinho. E isso, por si só, já é grandioso.

⁠A Parte Intocável da Liberdade

Existe um território onde ninguém toca, onde nem mesmo as amarras do tempo podem prender. Um espaço que não se mede em metros, nem se dobra às regras do visível. Esse território é a essência da liberdade — aquela que reside na imaginação.

Na vastidão do pensamento, não há fronteiras que impeçam a criação de mundos, nem correntes que limitem os voos mais altos. A imaginação é a fuga e a morada, o refúgio e a explosão. É nela que a realidade se curva diante do possível, e o possível se expande além do que ousamos prever.

Ser livre, no mais puro sentido, é poder fechar os olhos e enxergar além. É transformar ausências em presenças, dores em arte, silêncios em poesia. É construir castelos onde antes havia ruínas, e dar vida ao que o mundo insiste em chamar de impossível.

Há uma liberdade que ninguém pode tirar. Uma que se move entre as palavras, que dança entre os devaneios e se eterniza no que criamos. E enquanto houver imaginação, haverá sempre um espaço intocável onde somos infinitamente livres.

⁠Liberdade e Alma

Acredito que a verdadeira liberdade não se encontra na ausência de regras, mas na capacidade de se entregar sem reservas. Não é a falta de amarras que me define, mas a escolha consciente de ser quem sou, de buscar o que realmente ressoa com minha essência.

Liberdade é poder estar em meu próprio espaço, sem pressa de me adaptar a expectativas alheias. Ela está na coragem de me mostrar por inteira, de me conectar de forma genuína, sem temer o que o outro possa pensar.

Ser livre é saber que posso me entregar sem perder minha essência, que posso amar, desejar e me conectar sem me perder. A verdadeira liberdade está na entrega do que sou, no poder de ser sem restrições, onde alma e corpo se alinham sem medo do que virá.

⁠Carta Aberta

Para quem se permitir sentir, refletir, conectar.

Aqui estou eu, uma mulher que carrega dentro de si a busca incessante pela profundidade e autenticidade. Não sou uma alma que se perde na superficialidade das interações fugazes, nem nas palavras vazias que muitas vezes nos cercam. Eu busco a essência, a alma do outro, como se a verdadeira dança da vida estivesse na entrega silenciosa e na sintonia que não se explica, mas se sente.

Se algo define minha jornada, é a busca por uma conexão genuína. Às vezes, penso que a solidão é necessária para que a verdadeira conexão aconteça. Sou do tipo que se recolhe até sentir que vale a pena abrir a porta, até encontrar um olhar que se atreva a tocar a minha alma.

Na fotografia, eu me encontro. Cada click é uma tentativa de capturar o invisível, de revelar aquilo que mora nos cantos mais ocultos do ser humano e da vida. Acredito que a sensibilidade de quem fotografa tem o poder de transitar entre o visível e o invisível, entre o que é e o que poderia ser, fazendo com que o outro veja o mundo através de uma nova perspectiva. Cada imagem que crio carrega um pedaço da minha alma, esperando ser vista, sentida, compreendida. E é assim que vejo a vida: uma fotografia em movimento, cheia de momentos efêmeros que pedem para serem eternizados no olhar atento de quem sabe enxergar.

Hoje, me permito escrever, não para expor, mas para partilhar. Porque, como sempre busquei nas palavras e nas imagens, talvez o que realmente desejo é que minha essência encontre eco no mundo. Que, de alguma forma, minha busca por profundidade se revele como algo comum a todos que também têm fome de autenticidade e de verdade.

Aos que, como eu, não se contentam com o raso, aos que acreditam que há beleza na entrega silenciosa e na quietude que precede a verdadeira conexão, deixo estas palavras: seguimos. Continuamos nossa busca, nossa dança. Porque no fim, é a dança que importa, o encontro verdadeiro, onde corpo e alma se entrelaçam. E é isso que me move: acreditar que, no fundo, todos buscamos algo mais. Algo que só o verdadeiro olhar consegue captar.

Com carinho e sinceridade,
Jorgeane Borges

⁠Onde o Amor Não Sobrevive

O amor não sobrevive onde a admiração se desfaz. Onde o olhar já não brilha ao encontrar o outro, onde as palavras perdem o calor e se tornam apenas ruído de fundo. Sem admiração, o que antes era encanto vira hábito, e o hábito, com o tempo, se torna indiferença.

O amor não resiste onde a consideração se esvai. Quando a presença do outro se torna um detalhe, quando as dores não são escutadas e as alegrias não são celebradas. Onde não há consideração, o amor é deixado de lado, esquecido como um livro não lido, pegando poeira na estante do tempo.

O amor se apaga onde o carinho se torna escasso. Porque o amor não vive apenas de grandes gestos, mas dos pequenos toques, do cuidado que se expressa nos detalhes do dia a dia. Se o carinho se torna raro, o amor se sente sozinho, frio, e acaba encolhendo até desaparecer.

E, por fim, o amor morre onde o respeito é quebrado. Onde as palavras machucam mais do que acolhem, onde os limites não são respeitados, onde a presença se torna um fardo. Sem respeito, o amor deixa de ser refúgio e passa a ser exílio.

Por isso, se perceber que tudo isso se perdeu, não insista. Esqueça, silencie, saia. Não por orgulho, mas por amor a si mesma. Pois o amor que precisa implorar para existir já não é amor, é apenas lembrança. E você merece mais do que sobras.

Vá onde seu amor possa florescer. Fique onde ele possa respirar.

⁠O Tempo em Fragmentos

A fotografia é um fragmento do tempo, de um lugar, um momento que jamais será o mesmo, não com o mesmo tempo.
Ao visitar um lugar, lembre-se de que aquele tempo permanece vivo apenas na lembrança e fragmentado em fotografia.

Tudo muda: as águas não voltam, as nuvens não formarão a mesma figura, o soprar dos ventos altera as formas, as folhas se renovam e tudo se faz novo.
E, talvez, seja isso que acredito: o tempo fica fragmentado.

Mas, em cada fragmento, há uma parte do todo que nos transforma. A fotografia não é só memória, é um reflexo daquilo que não se vê à primeira vista, daquilo que se sente no silêncio entre o olhar e o gesto. Ela revela o que o olho não percebe no movimento da vida, guardando para sempre aquilo que, de outra forma, se perderia na vastidão do tempo.

⁠A Dor do Esquecimento

Lembro-me das conversas longas, daquelas em que o tempo não existia, onde as palavras fluíam como se cada uma fosse uma promessa, uma descoberta. O brilho no olhar, o interesse genuíno, como se cada frase minha fosse uma novidade que valia a pena ser ouvida. Havia uma admiração que preenchia o espaço, onde as horas se tornavam invisíveis e a presença se tornava tudo.

Era uma troca constante, um cuidado silencioso, onde a preocupação com o outro se via em gestos pequenos, mas imensos. Como foi seu dia? Como posso ser o seu colo quando o mundo se torna pesado? O outro se tornava parte de nós, um reflexo de amor e carinho que parecia eterno.

Mas então, algo foi se perdendo. O olhar já não brilha da mesma forma. As conversas se tornam vazias, as palavras se dissipam no ar, como se já não houvesse mais interesse, nem admiração. O que antes era constante, tornou-se silêncio. E o amor, que deveria ser vivo e pulsante, começa a cair no esquecimento. Será que caímos no abismo do esquecimento de quem realmente nos amou de verdade?

O que acontece quando a presença já não é sentida? Quando a ausência, que antes era apenas uma pausa necessária, se transforma em um vazio sem fim? Será que, ao longo do tempo, a memória do amor se apaga, como as lembranças de um sonho esquecido ao amanhecer?

A tristeza dá profundidade. A felicidade dá altura.
Tristeza dá raízes, felicidade dá galhos.
Felicidade é como uma árvore subindo aos céus, tristeza é como as raízes descendo ao ventre da terra.
Ambos são necessários, e quanto mais alta uma árvore vai, mais profunda vai simultaneamente.
De fato, está sempre em proporção. Este é seu equilíbrio.

O tempo não para, a vida não espera. Não quero acordar amanhã sentindo falta de ter vivido alguma coisa, de ter feito alguma coisa, de ter realizado algo. Não quero pensar depois quem eu poderia ter sido e não fui ou o que poderia ter feito e não fiz. Não quero sentir falta de nada, muito menos de amor.
Quero viver todos os dias, todos os sonhos e todas as fases, sejam elas boas ou ruins, mas que sejam!
Quero aprender tudo o que eu puder e ensinar o que eu souber.
Não quero deixar de lado nem um momento da minha vida, não quero esquecer quem eu amo e tão pouco deixar sem que saibam disso. E então eu falo do amor e amo além das palavras, porque na minha vida, cada coisa, pessoa ou fato só fazem sentido e tem a importância que eu mesma dou.

Você não precisa se sentir culpado(a) sobre a exclusão de pessoas "tóxicas" de sua vida. Não importa se esse alguém faz parte de um relacionamento romântico, colega, amigo de infância, uma nova amizade ou até algum familiar. Você não precisa dar espaço para as pessoas que te causam dor, tristeza, raiva ou fazem você se sentir pequeno(a). Uma coisa é a pessoa reconhecer seu comportamento nocivo e fazer um esforço (não apenas com palavras, mas com atitudes) para mudar. Mas se uma pessoa ignora seus sentimentos, ignora os seus limites e continua a tratá-lo(a) de forma prejudicial, essas pessoas precisam partir de sua vida e/ou convivência.
Algumas pessoas acham "difícil" deixar as pessoas "nocivas" partirem, por serem familiares, amores, etc, então, sofram sem reclamar, porque todos nós temos o famoso livre arbítrio, pois muitas vezes a "caridade" ou a "ajuda" que achamos que estamos realizando, nada mais é do que ser conivente com pessoas que insistem em não querer respeitar o espaço alheio e/ou investir em sua própria reforma íntima. Lembre-se que o Mestre Divino nunca forçou ninguém a mudar seu interior para segui-Lo. WM

O sabão tem sua origem por volta do terceiro milério antes de cristo, Na Mesopotamia já se conhecia a 2.500 a. C. Chegou em Roma ena Gália,no século IV. Era un produto de baixa qualidade até o século XVIII quando elaboraram métodos cosméticos e estudos para melhora-lo.

Para perceber como funciona o sabão (ou sabonete), é necessário olhar para uma molécula individual do sabão, composta por carbono, hidrogenio e oxigenio.

Tem uma “cabeça” que atrai a água e uma cauda de hidrocarbono que é hidrofóbica (tem “medo” da água) mas adora a gordura e os óleos.

A cabeça da molécula de sabão é atraída pela água, enquando que a cauda é atraída pela gordura do corpo.

Quando entramos no banho, a água não penetra bem na pele. Isto acontece porque a tensão de superfície da água não permite que ela se entranhe na pele.

Quando usamos o sabão, a ponta hidrofóbica da molécula do sabão tenta fugir o mais que pode da água, enquando que a outra ponta é atraída pela água.

O resultado é uma película que quebra a tensão de superfície da água, permitindo que ela se entranhe na pele.

Agora que a água e o sabão conseguem chegar à pele, as moléculas entram na fase 2 do processo de limpeza.

Os poros da pele segregam óleos que criam uma barreira que nos protegem do meio exterior. Esta camada de gordura agarra o pó, sujidade, e outras matérias que nos fazem sentir “sujos".

Quando a cauda da molécula de sabão (que adora a gordura e os óleos) entra em contacto com a pele, ela agarra-se à camada oleosa que contém as impurezas.

Quando passamos água por cima, a cabeça da molécula agarra-se à água e puxa literalmente a sujidade da pele, deixando-nos limpos.

Por isso, não se pode dizer que é a água que limpa a gordura, as sim as moléculas de sabão, já que estas estão entre a pele e a água.

E quem perguntou isso?

Um dia uma criança me fez tamaha pergunta... e graças a minha formação, pude responder, não exatamente dessa maneira, mas respeitando seu conhecimento limitado e infantil e de troco percebi o quanto poderia usar o texto e fazer analogias em minha vida, como exemplo...

Imaginemos como atua a fé e a religião em nossas vidas.. e quantas supertições que nos dão muitas vezes a força necessária... todos os rituais, preces, receitas, simpatias, esses pequenos feitiços e encantamentos cabem exatamente aqui.

São como o sabão que interage contra tudo o que nos falta ou incomoda... E vale a pena ainda lembrar que o sabão teve seu uso medicamentoso nas epidemias de cólera e outras, na idade média...

Muitas vezes temos que tomar um bom banho de ervas, de sal, de perfume... até para nos sentir seguros e melhores dispostos, e nessa hora que tudo isso se encontra.

Se analizarmos quimicamente as plantas, veremos que elas se alimentam dos nutrientes da terra (principalmente minerais) absorvendo e transferindo para suas folhas e seu troco.. imaginemos como isso tudo se comunica com a nossa composição... inclua também a polaridade da energia que é composta a aurea humana...

E quantas vezes sentimos o ambiente "pesado", e uma simples prece (vibração) e um incenso transformam o ambiente completamente?

A coisa é muito séria, e talvez desse luz a um ensaio completo sobre o tema, por hora fica apenas na imaginação de cada um.

⁠O Peso do Esquecimento

Dói. Dói ver as promessas se desfazendo no ar, como se nunca tivessem sido ditas. Dói perceber que o olhar que antes brilhava ao me encontrar agora desliza por mim sem se deter. Como se eu tivesse deixado de ser alguém e me tornado apenas um detalhe no fundo da cena.

Dói a fuga silenciosa de quem não quer mais ouvir, de quem se esconde atrás da indiferença como quem diz, sem palavras, que o amor acabou. Porque se ainda existisse amor, se ainda existisse um mínimo de cuidado, não haveria esse machucar consciente, essa escolha fria de ignorar o que fere.

O que mais pesa não é a ausência, mas a lembrança do que já foi. Porque eu fui transparente. Desnudei minha alma, mostrei minhas cicatrizes, confiei o mapa das minhas dores e ensinei como não me ferir. Você ouviu, aprendeu, cuidou. E agora, usa tudo isso contra mim.

Como alguém que um dia foi tão gentil se torna esse estranho indiferente? Como a mão que um dia segurou a minha com tanto carinho agora apenas solta, sem sequer hesitar?

O amor foi abrigo, foi promessa, foi cuidado. Hoje é ausência, frieza, silêncio. E nesse vácuo, só restam saudades e dúvidas ocupando um espaço que antes era cheio de nós.

Será que, um dia, você vai lembrar? Será que vai sentir falta daquilo que deixou para trás?

Ou sou eu quem precisa aceitar que, para alguns, o amor nunca foi casa, apenas passagem?

Futuro ou passado? Todos temos que decidir em algum momento da vida em que direção queremos olhar. Se queremos nos agarrar ao passado, nos prender ao que conhecemos, ou se queremos deixar tudo para trás e encarar o futuro.
O futuro é assustador, às vezes, porque é desconhecido. Mas também é muito mais emocionante e pode fazer nosso coração bater de uma forma que havíamos esquecido.

Crise existencial

Com o passar dos anos venho a notar, nesta mesma época, neste mesmo dia, este sentimento que corroí chega rodeado de questões. Quem eu sou? O que eu quero? Sou tudo o que quero ser?

É uma época sombria, são tempos de reflexão. A verdade me atormenta e com ela vem a decepção. O que devo fazer? Eis a questão! Não entendo o motivo, nem mesmo a questão, mas o sentimento continua vivo no amago de minhas emoções.

Sou quem posso ser? Sou quem sonho em ser? São montantes de questões a serem respondidas e tantos fatos a serem encaixados.
De conclusão não me restou nada, no final de tudo, tantos sentimentos não me levam a nada. Talvez sejam a crises do tempo, talvez sejam crises necessárias, de uma vida que esteja a ponto, ou necessita, ser transformada.

O Poder de uma mulher

Engana-se o homem que pensa mulher como um ser diminuido

A mulher é uma estrada com dois caminhos

Ela faz um bruto virar intelectual
Ela faz uma rocha virar açúcar
Ela faz um dia chuvoso virar um dia de verão

Ela pode aquecer o coração do mais frio e de fazer sorrir de uma forma boba o mais triste

Mas contrariando os poetas do antigo romantismo, é uma faca de dois gumes

A mulher pode ser uma solução ou uma desgraça na sua vida

Ela pode empobrecer o mais rico
Ela pode abusar do mais inteligente
Ela pode iludir o mais lúcido

A mulher é uma estrada com dois caminhos, o da sua felicidade ou o da sua desgraça, basta ela proporcionar o caminho e você a decisão de caminhar nele.

- Pedro Vinicius

Lá se vai mais um dia, o sol sorrateiramente vai se despedindo e abrindo espaço para a Lua iluminar a nossa noite. Deus na sua infinita bondade bordou um céu de estrelas para enfeitar nossos sonhos e ainda que as coisas hoje não tenham saido como eu planejei, eu digo amém e agradeço a Deus, porque as vezes, os desejos do meu coração não são os mesmos desejos que Ele tem para a minha vida, assim como, nem todos os meus projetos são dignos de realização. Por isso, confio em Deus e a cada amanhecer entrego o meu dia nas mãos d' Ele, entrego a minha vida, os meus desejos, os meus sonhos e assim farei por todos os dias. Senhor abençoa nossa noite, preenche nossos corações com seu amor, que nossas palavras sejam como o mel das abelhas, que nossas ações sejam como balsamo na vida daqueles que precisam e que nossa luz possa iluminar nossos caminhos e ser uma fonte de paz na vida da nossa familia, amigos e demais. Bom descanso e uma serena noite.

Priscilla Rodighiero

⁠Cansada de tudo!

A dor e o sofrimento se confundem com poesia.

Mas há uma insistência em dizer: você está tão linda!
E se, pelo avesso, eu estivesse agora?
Quanto de beleza ainda sobraria em mim?

Quem consegue enxergar bondade em mim?
E se arrancassem meu coração do peito?
Certamente, a dor seria interrompida... mas, junto com ela, as coisas boas também deixariam de existir.
Será que, ao menos, eu seria lembrada com carinho?

Dizem que enxergamos o mundo como somos por dentro, que nosso olhar reflete nossa luz.

Já olhou através do meu olhar?
Quanto de beleza e bondade eu transmito no meu silêncio?
Ou preferem me ver com os olhos deles?

Mundo insano...
Deixamos as pessoas partirem para, só então, enxergá-las e desvendar suas almas.

⁠A Arte de Se Cuidar: Encontre a Paz no Seu Próprio Toque

Às vezes, é necessário desacelerar e se priorizar.
Desligue as notificações ou coloque no modo avião.
Não atenda à porta e finja demência para cada chamado.

É importante ter momentos de autocuidado sem encontro marcado ou a cobrança de um compromisso pré-agendado.

Não, não é para os outros!
Um ato de carinho necessário de você para você.
Não podemos esperar atitudes mínimas de amor, carinho, atenção e zelo de outra pessoa que você mesmo não se dá e nem se permite ter.

Lembre-se de despir-se de tudo negativo e não apenas das roupas e dos brincos.
Coloque sua playlist favorita.
Faça sua depilação ou esfoliação.
Faça skin care ou comece uma.
Tome um banho prolongado com todos os seus produtos favoritos e, se não tiver, providencie.
Lave o cabelo sem pressa, você não tem hora marcada.
Então faça cada etapa sem permitir que a ansiedade te atrapalhe.

Se observe atentamente e olhe para dentro de você com carinho.
Não julgue as imperfeições do seu corpo, entenda a necessidade dele e não esqueça tudo o que ele tem passado.
Não pense com tristeza e nem caia no choro.
Sorria e planeje o próximo passo para se curar.

Não ouse se comparar com ninguém e muito menos com seu eu do passado.
Só você sabe o que tem enfrentado.
Ainda é maravilhosa com tudo o que tem vencido.
Se permita tomar atitudes de reconstrução com calma e comece a construir seu novo eu, agora.
E não espere ver o resultado imediato sem que haja constância.
Não espere o reconhecimento de quem não conhece suas lutas, só reaja.

Aproveite cada música enquanto reflete em tudo que precisa ser mudado positivamente.
Não brigue com seu cabelo ou sua pele, lembre-se de que eles estão pedindo sua atenção e te dizendo que tem algo errado.
E você precisa se cuidar.

Agradeça a ele por tudo o que tem suportado pela falta de zelo e diga o quão ele tem sido resistente.
E mesmo debilitado, te mantém de pé!

Aproveite o perfume e a textura de cada produto como um carinho profundo, e não apenas como higiene.
Sinta a espuma do sabonete, o shampoo.
Use seu melhor óleo corporal ou hidratante, massageando cada sentimento de pele.

Seque seu cabelo, se perfume e escolha algo que te encha de paz, algo acolhedor para fazer.

Sugestão:
Enquanto faz tudo isso, permita-se refletir sobre o quanto você merece esse cuidado, e lembre-se de que o amor próprio é o primeiro passo para qualquer transformação verdadeira.

⁠A Natureza das Coisas

O curso de tudo acontece sem o controle dos envolvidos, mas há uma força que, de alguma forma, orquestra os encaixes com tanta precisão que nos faz acreditar que sempre esteve destinado a ser assim. A vida se desenrola em seu próprio ritmo, indiferente às nossas pressas e ansiedades.

A natureza daquilo que é – e do que há de ser – ensina que o amanhã pode trazer tudo, ou pode não trazer nada. E que lutar contra isso é como tentar segurar o vento. Há momentos de espera e momentos de transformação. O tempo não se adianta nem se atrasa, ele apenas segue, inexorável, como um rio que corre para o mar.

Cada passo dado é parte de um caminho maior, onde a subida exige esforço, mas também revela paisagens que antes não podiam ser vistas. Para chegar mais alto, é preciso atravessar o percurso, sentir a estrada sob os pés e entender que a verdadeira conquista está no movimento e não apenas no destino final.

⁠A Sabedoria da Natureza: Aceitação e Fluxo

A natureza, em sua imensidão silenciosa, ensina que a verdadeira aceitação está na fluidez do tempo. Como as ondas que tocam a areia, somos convidados a nos entregar ao que é, sem pressa de mudar, sem medo de ser. É na quietude de um momento natural que encontramos a chave para a aceitação – de nós mesmos, do outro e do processo da vida.