Textos Reflexivos sobre Crianças
Quando o assunto é família, no fundo ainda somos crianças não importa o quão velho ficamos sempre precisamos de um lar para chamar de lar, um tio para chamar de tio, um primo para chamar de primo, uma mãe para chamar de mãe e uma família para chamar de minha, por isso eu agradeço a DEUS pela minha família que me ajuda nas horas que mais preciso. Pelos meus amigos, Fiéis, que mesmo com todos os meus defeitos, me escolheram para dividir as suas vidas.
Agradeço o pouco que eu tenho, pois compartilhar do pouco com quem ta comigo é tudo o que eu preciso!
Família não troco por nada, e nem por ninguém, são partes de mim, partes do meu ser. São Pedaços importantes que formam minha historia
E mais uma vez escuto alguém dizendo para eu deixar de ser criança, deixar de ser tão ingênua e não acreditar tanto nas pessoas.
Que mundo é esse onde é considerado normal não confiar em ninguém? Que mundo é esse em que se deve viver angustiada e com o pé atrás? Quebrar a cara, todo mundo quebra, mas quem então já tentou nesse momento sorrir e pensar que na próxima vez não será assim?
Prefiro então viver em um mundo paralelo, no meu mundinho por assim dizer, acreditando que no fundo todo mundo é bom, que a pessoa que os outros chamam de “má” possa talvez ter se tornado assim por falta de oportunidades, ou as vezes até por sobra delas. Acredito que nunca deve-se negar um sorriso a alguém só porque tu não o conhece.
Ainda sonho com o dia em que possamos sair sorrindo para estranhos na rua, considerando isso natural, pois querendo ou não, eles são praticamente iguais a ti.
Utopia? Não custa sonhar...
Tenho saudades do meu tempo,do tempo que não volta,foi bom o meu tempo de criança.
Não tínhamos nada visto nada que chamasse atenção, mas, tínhamos tudo! Tudo que precisávamos pra ser feliz. Mesmo brigando, mesmo rindo da topada do outro.
Hoje já entendemos um pouco sobre o que é a vida, pelo menos o certo e o errado,não sabemos tudo mas o bastante para seguirmos em frente,derrubar barreiras,conquistar coisas, e os corações de pessoas que realmente merecem o nosso esforço. E cada vez mais evoluir e seguir em frente firme, forte e feliz!
Mãããee, eu quero
É tanta coisa que eu já quis, o que toda Criança quis, o que todo adolescente quis, o que todo jovem quis, o que todo adulto quis e o que todo idoso quer.
Vou explicar as fases da vida do que quer comparando com a sua idade:
-Uma Criança: Vem passeando com o pai e a mãe e vê um bonequinho do Max Steel e diz Mãããee, eu quero, vem a mãe e diz: Não Filho você já tem uma coleção desses, mas mãe desse ai eu não tenho, não e não, então o menino vem para casa dele com a bochecha maior do que a do Nhonho de tão enraivado que tava.
Um Adolescente: Está passeando na rua, nem é com pai nem a mãe, é com a galerinha dele, ele vê uma corrente de prata, e continua andando, mas quando chega em casa diz: - Mããe mim dá uma corrente de prata que eu vir ali, a mãe para não decepcionar o filho fala: - eu compro, mas só na próxima semana que eu vou tirar o dinheiro, o filho nem fica com cara boa nem ruim.
Um Jovem: Esse só quer coisas avançadas, já quer pedir um carro, se o pai for rico, ele fala: Claro que sim você já tem idade de ter um carro, mas primeiro faça sua carteira de habilitação, mas se o pai for pobre: Ele fala: Calma meu filho deixe papai ganhar na Mega-Sena.
Um Adulto: Esse nem precisa pedir mais, porque já tem o seu emprego, Compra o que quiser, mas se tiver emprego e se num tiver, ai meu filho você fique em casa com sua mulherzinha, porque claro que o pai deve ser pobre também.
Agora vou falar do final da vida, a Velhice: Ele pede é para o Filho, e nem é pedir mais já é um dever, ele quer carinho, aconchego, tratar ele muito bem. Mas é uma pena que tem muita gente que não valoriza.
Moral: Valorize os mais velhos, que você também vai ser valorizado!
Difícil natal
Dingolbel, já é natal
As crianças estão em polvorosas
Todas querendo presente e aval
Para brincarem de formas maravilhosas
Os pais estão muito aflitos
Os presentes estão caros pra variar
O mundo da eletrônica está tinindo
Levando a conta corrente quebrar!
Amigos ocultos são assustadores
Presentes fora de questão
Preços dos perus devoradores
Não fazem parte do nosso ganha pão
Com o tempo o natal mudou de cara
Deixou de ser apenas familiar
É o comércio ditando a regra
Só um abraço amigo para sorte dar...
Confraternização
Árvore pronta e cheia de bolinhas
Crianças maravilhadas
Aguardando com as cestinhas
Esperam os seus presentes
Enquanto quebram os seus coquinhos
Seus pais não estão ausentes
Todos lindos nos seus ninhos.
É natal, momento de confraternização
Famílias inteiras reunidas
Brincando de amigos ocultos no salão
Noite bela e de grande festa
Momento de amor e reconciliação
As tristezas ficaram no passado
Tornaram-se meras reflexões.
Ninguém no mundo deve esquecer
A razão de toda essa comunhão
Jesus Cristo nasceu neste dia pra valer
Depois transformou-se objeto da salvação.
O orgulho neste espaço não pode se estabelecer
Jesus sempre foi humilde de coração
E ensinou a todos nós como viver.
Abro a janela e vejo uma criança,
sentada na calçada do Centro da Cidade;
Aparência triste e de desespero
com medo do mundo e de tudo,
com medo de andar,correr
com medo de ser feliz.
Sozinha não sabia o que fazer
não conhecia ninguém,era quase invisível.
Estava perdida.
Sem rumo,sem experiência de vida.
De repente uma chama de esperança aparece,
uma criança.
Feliz,cheia de vida
convidou a criança triste a sua casa.
A mãe da criança feliz,resolve então
adotar a criança triste,
e deste modo
a tira da tristeza e a aproxíma da felicidade.
Pula Pula
Criança ilumina qualquer dor
porém cava a maior saudade
sem maldade, na inocência
pura benevolência
Criança? Mata a sede dos meus olhos
dando-me água com as mãos.
Ô moço! Chora não.
Quer brincar? Só me dê seu coração,
nem mais um tostão!
Caminha a passos minúsculo, pequeno pesado.
Na vida há imprevistos, notícia inopinada
surge no final da tarde, depois que o andarilho
de camisa amarela suada, desbotada
jogou na garagem espelhada por objetos (bem definidos)
um papelucho desorientador, e inerte.
No balanço da árvore os cabelos voam,
desprendem-se até a moleira,
despenca maças carnais dos galhos
e sobra salada na sobremesa saudável.
É levada para a casa do moço bom,
-Ele gosta de você, terá todo cuidado
de porcelana frágil, estás em boa companhia
-Tudo bem mamãe, eu sei, eu te amo,
chama lá a vovozinha.
A mãe desaba como a fruta, a maçã
e sabe da força do filho,
daquela criancinha,
que corria para sua cama,
com medo de monstro da infantil fantasia.
Se apega no terço coração marejado
-Mãe rainha, derrame suas graças
na minha pobre filhinha.
Força maior do dia, dia-a-dia, nutrida
por mistura composta por três partes
Há bolinhas de sabão por tudo
e palhaços a cantar uma vez por mês
só pra sonhar com papai do céu
toda vez.
Exemplo há superar.
Criança chora, ainda brinca
criança dorme eternamente,
vai para o infinito cativante
silencioso, escuro, molhado
florido, inesquecível.
Na caixinha de boneca toda branca,
o carrinho empurrado com sutileza
igual àquele carrinho
de madeira puxado
pelo cordão do peão.
Criança? Criança é ternura em cima
do cavalo magricelo de vassoura:
-Devolve menino, tenho que varrer,
seu pai há de chegar, e entra pra dentro
que vai chover.
Adulto é ser, ter o desgosto de não
poder deitar no chão, junto à chuva
sem saber se vai resfriar.
É não arrancar a tampa do dedão,
chutando bola de leite: -Silêncio, caiu no vizinho
O senhor se apegou a camada de borracha
protetora de incômodos terrenos, empoeirados:
-Devolve a bola moço?
Implora, choraminga e míngua:
Só mais dez minutinhos mamãe...
é minha vez de procurar a minha paixão
no esconde-esconde e polícia e ladrão:
-Achei, agora me dá um beijinho? Um beijinho Zinho?
-Entra menino, o jantar está pronto
panela de barro pro feijão cheirosinho, avental
e cadernos com lápis e borracha, juntos com a
tábua de tomate
-Dever? É obrigação!
É bom viver, aprender com corpos franzinos
pequenos, ter aula de ser prazenteiro
sem se fincar para pagar conta e cartão.
Criança? É aprender que a vida brota do chão.
Solidão!
SOZINHA, PENSO NOS PLANOS QUE TRACEI
PRA MINHA VIDA QUANDO CRIANÇA...
ALCANCEI QUASE TODOS,
SE NÃO TODOS!
E AGORA, O QUE FALTOU?
DIANTE DE TUDO QUE CONQUISTEI...
ME SINTO SÓ, EM MEIO A TUDO E TODOS!
COMO SE, ESTIVESSE EM OUTRO CORPO...
ONDE FOI PARAR AQUELA MENINA MEIGA
E CHEIA DE ESPERANÇA,
QUE ACREDITAVA QUE O MUNDO ERA UM LUGAR
MELHOR PRA SE VIVER!
PERDI A FÉ; TALVEZ...
AINDA ASSIM, SIGO REPLETA DE SONHOS,
QUE AINDA NÃO OS REALIZEI!
AINDA ASSIM, SIGO SÓ!
EM MEIO A MULTIDÃO,
ME SINTO SÓ!
Senhor
quantas crianças ficaram por nascer hoje?
porque as pessoas acham
que seriam maltratadas,
mal-educadas,mal alimentadas..
que seriam desnecessárias ao mundo!
Protege estes seres inocentes da maldade..
de todo o ser humano que somos todos nós.
Acolhe-as no teu leito como anjos..
da queles que não as deixaram nascer.
rezemos um Pai Nosso.
És o verde da esperança, o amarelo do sol
o sorriso de criança e o canto do rouxinol
da abelha é o mel, do pássaro o canto
das estrelas o brilho, do luar o encanto.
Da canção és um verso, da letra o refrão
do passado a lembrança, do presente a solidão,
do futuro a incerteza, do agora não sei não.
Se tudo isso é você quem sou, doce ilusão ?
Sempre em algum lugar eu estarei de volta
Crianças não faça o que eu fiz
Eu não conseguia andar
E eu quis correr
E agora o fim está próximo
Então eu encaro o desafio final
Minha amiga, eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza
Eu vivi uma vida que foi cheia
Eu viajei cada estrada
E mais, muito mais do que isso
Eu fiz do seu jeito
Arrependimentos, eu tive alguns
Mas, novamente, muito
poucos para mencionar
Eu fiz o que tinha que fazer
E eu vivi tudo, sem exceção
Eu vivi cada caminho do nosso relacionamento
Cada passo, cuidadosamente, sem correr riscos
Ah, e mais, muito mais do que isso
Eu fiz do seu jeito
Sim, houve vezes, eu tenho certeza e você sabe
O quanto eu mordi mais que eu podia mastigar
Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engoli sem cuspi-la
Eu enfrentei tudo e eu fiquei a sua altura
E fiz do seu jeito
Eu amei, eu ri e chorei
Eu tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora com as lágrimas
Agora eu acho tudo em paz
Ao pensar que eu fiz tudo o que podia
E eu posso dizer, não de uma maneira tímida
Eu fiz do seu jeito
Os registros revelam que os golpes foram fortes
Pois o que é um homem se ele pensa que tem
O que jamais foi dele
Sempre em algum lugar eu estarei de volta
Mas jamais do mesma forma
Com a mesma intensidade
Você me deixou de lado
Mas eu nunca deixei você
Sim eu fiz do seu jeito
Então, eu só tenho que te dizer
Adeus, adeus.
Abri mão de ser uma criança por uma mulher;
Abri mão de noitadas de baladas, por noites filmes, conversas e beijinhos dela;
Abri mão de lágrimas por um abraço seu;
Abri mão da felicidade individual para construir a nossa;
Sim eu abri mão de várias mulheres falsas por um amor verdadeiro;
mas ainda assim acho que apenas escolhi ser feliz eternamente, e nao momentaneamente;
Abri mão e a minha mão pra segurar a sua para caminharmos juntos em direção a felicidade, tenho comigo e ao meu lado tudo que preciso pra encontrar o amor, basta olhar pra vocês pra me sentir completo, feliz, indestrutível...amo vocês!
Gosto de pensar que em cada pessoa existe
Gosto de pensar que em cada pessoa existe uma criança que nunca foi embora, que existe um sonho para ser realizado, um amor para reencontrar, um amigo para cuidar como se fosse alguém da família...
Gosto de pensar que as pessoas são mais que homem, mulher, trabalho, casamento, juntar dinheiro para viver bem com alguém, festa na sexta a noite, domingo e almoço em família...
Sinceramente, acho que em cada um existe um mundo oculto e particular, bem simples, rodeado de sentimentos e medos. Cada um vive apenas instantes, momentos do dia nesse mundo, seja quando deita a cabeça no travesseiro, está em baixo do chuveiro ou se pega viajando na própria mente, poucos, pra não dizer quase ninguém tem acesso ao mundo do outro, porque poucos, pra não dizer quase ninguém o entenderia só entende bem cada um o seu...
Assim, pra alguns a diferença entre esses dois eixos é enorme, é como a fantasia dos contos de fadas com a realidade com que essas histórias são contadas. Prova disso é quando nos sentimos o peixe fora da água, quando achamos que ninguém nos entende ou quando nós mesmos julgamos às escolhas dos outros, mas esquecemos que não conhecemos o mundo dele...
Começar a se valorizar e acreditar em si mesmo é o primeiro passo para diminuir esse espaço dentro de cada um e com os outros. Cada um de nós cumpre aqui uma função, está onde e com quem deveria estar, então faremos e seremos o melhor que pudermos, não esquecendo que o próximo possui desejos semelhantes aos nossos.
Senhor.
Mais um dia que amanhece....
Sinto-me triste tu sabes que eu amo as crianças,
e cada vez sinto menos respeito pelos teus filhos,
o ser humano...Como podem matar estes seres inocentes...
Eles não sabem que são anjos que tu mandas...
Porquê???
Quantas crianças ficaram por nascer hoje?
Porque as pessoas acham...
que seriam maltratadas,
mal-educadas,mal alimentadas..
Que seriam desnecessárias ao mundo!
Protege estes seres inocentes da maldade..
de todo o ser humano que somos todos nós.
Da-mos o teu perdão....
Acolhe-as no teu leito como anjos..
daqueles que não as deixaram nascer.
rezemos por todos estes anjos um Pai Nosso.
Presentes diários
Lembro na casa de minha avó, que existia uma sala de visitas. Nós, crianças, não podíamos brincar lá. Aliás, não fazíamos refeições lá também apesar da grande mesa. Quando em família nem os adultos lá comiam. Era um espaço reservado para as visitas. Que sinceramente, nunca vi sendo usado, porque as tais visitas nunca apareceram enquanto eu estava por lá. E no ambiente havia enfeites, sofás, cristaleira, tudo muito bonito, preparado para receber as tais pessoas, mas nada realmente funcional ou, na minha opinião, agradável. Era uma fachada de coisas bonitas mas inúteis, que estavam ali acho apenas para impressionar os outros.
Interessante como muitos de nós têm essa mania de reservar em nossas casas e em nossas vidas aquilo que só será usado com as tais visitas. São louças, talheres, salas inteiras, reservadas para os outros.
Mas isso não é só em coisas da casa. Tenho amigas que compram jóias caras para usar só em festas, só para os outros verem. E são apaixonadas por suas jóias, mas as deixam guardadas na caixa, para os dias “especiais”.
Bem, eu nunca entendi muito isso.
Penso que seríamos muito mais felizes se aprendêssemos a agradar à nós mesmos e àqueles mais próximos de nós, e a fazermos coisas pelo simples prazer de as vivenciarmos. Essa idéia de termos que aparentar mais do que curtir o nosso dia a dia me parece receita para o insucesso pessoal e familiar.
Uso os cristais sempre que me dá vontade, organizo minha casa para que todas as salas sejam de estar, não de visitas. Voto que devemos dividir com quem amamos o melhor de nós, não com estranhos.
Não é realmente proveitoso reservarmos espaços apenas para aparências. Compro jóias se pretendo usá-las no dia a dia. Não as compro para guardá-las no armário. Organizo minha casa para que meu filho possa nela brincar com segurança, mas para que tenha a liberdade de usá-la da maneira que mais lhe fará feliz.
O cuidado excessivo com coisas nos tira de foco o que realmente importa: as pessoas.
Os sofás, os enfeites, isso tudo pode ser reposto. Se gastar, compra-se outro. Pior seria terminar os dias com os objetos novos em folha, jogos completos de tudo, mas sem ter aproveitado. Sem ter dividido momentos de felicidade com a família e com os amigos. Ricos em contas bancárias, mas pobres em experiências e oportunidades aproveitadas.
Aprendi com meus pais a viver e não apenas acumular coisas. À gastar com aquilo que nos dá prazer, ainda que para os outros pareça besteira. Viagens, carros, brinquedos de crianças e de adultos... Aprendi à guardar para ter segurança financeira mas não me tornar vítima do trabalho e do dinheiro.
Porque no final, o que resta se tornará herança para alguém. E quem sabe essa outra pessoa lhe dê algum valor. Quem sabe jogue fora. Por isso, não fique guardando o melhor de você para os outros verem só nas festas. Aproveite a vida e as coisas. Todos os dias. Aprenda a ser feliz com o que você tem. E lembre-se: Não existe aparência mais bonita do que a da felicidade!
Voces fizeram parte da minha crianção,
são meus aliados, meus parceiros,
meus amigos meu irmãos,
Muitas vzes choramos juntos,
quase todas as vzs pensamos juntos,
decidimos juntos, e crescemos juntos
os anos se passam tanto pra mim quanto para voces e envelhecemos
nós sempre bebemos juntos, fumamos juntos,
não jogamos bola juntos pq sempre damos aula no futebol,
fazemos show....hehe
vivemos anos uns ao lado dos outros, alguns se afastam, outros se aproximam,
estes novos são muito bem vindos, e são tratados da mesma forma que os antigos,
todos tem o seu espaço,
todos tem os seus defeitos e qualidades, em suas particularidades,
todos tem algo diferente, mas mesmo assim meu amor por todos vocês é o mesmo,
muito Obrigado a todos vocês por compartilharem todos os momentos em nossas vidas, os bons, os ruins, os dificeis, os fáceis, os de fartura e os de falta,
a maior certeza que eu tenho é que um amor mais sincero e justo não existe do que o que nós temos uns pelos outros
O cigarro é o revérbero da criança autômato equimoseada que abandonou sua chupeta,
O álcool é o inconsciente dos pomos platônicos,
O baque é o mediato das vacinas dadas e suportadas pelas aprazíveis enfermeiras,
Mas e a dor? de onde ela vem?
Ou será que nunca lhes atingiu a ideia de que nada faz sentido?
Eis então a lógica para destoar meu apontamento.
Mas, será, que, a, lógica, faz, sentido? Ou será que precisa de mais vírgulas?
Percepção
Será que existe, lá no íntimo, profundo e pleonástico da nossa consciência
Um verdadeiro sentido? Será que existe uma razão lá, bem lá no fundo?
Aliás, já reparou hoje no espelho como é estranho viver?
Não afirmo nem desafirmo
Mas que o cigarro, o álcool e o baque....
MEMÓRIAS DE UM NATAL PASSADO
Quando era criança, na noite de Natal, eu e o meu irmão partia-mos nozes e avelãs no chão de cimento da cozinha, à luz do candeeiro, enquanto a minha mãe se ocupava das coisas que as mães fazem.
Depois, quando o meu pai chegava, jantava-mos como sempre e seguia-se, propriamente, a cerimónia de Natal. Naquela noite o meu pai trazia um bolo-rei e uma garrafa de vinho do Porto.
Sentados à mesa, abria-se a garrafa de vinho do porto e partia-se o bolo em fatias. O meu irmão e eu disputava-mos o brinde do bolo-rei comendo o mais rápido possível na expectativa de nos calhar em sorte não a fava, mas sim o almejado brinde!
Eu não gostava daquele bolo, mas naquele tempo a gente “não sabia o que era gostar”, como dizia a minha mãe quando nos punha o prato á frente. Assim acostumada, engolia rapidamente as fatias para não sentir o sabor e ser a primeira a encontrar o brinde.
O meu pai, deleitava-se com o copito de vinho do Porto e observava calado as nossas criancices.
Depois, vencedor e derrotado continuavam felizes, na expectativa da verdadeira magia do Natal. Púnhamos o nosso sapato na chaminé, (eu punha a bota de borracha, que era maior), para que, á meia-noite o menino Jesus pusesse a prenda.
Íamos para a cama excitados, mas queríamos dormir para o tempo passar depressa e ser logo de manhã. Mal o sol nascia, corria-mos direitos ao sapatinho para ver o que o menino Jesus tinha la deixado.
Lembro-me de chegar junto á chaminé e encontrar o maior chocolate que alguma vez tivera visto ou ousara imaginar existir. O meu irmão, quatro anos mais velho, explicou-me que era de Espanha, que era uma terra muito longe onde havia dessas coisas que não havia cá.
O mano é que sabia tudo e, por isso, satisfeita com a resposta e ainda mais com o presente, levei o dia todo para conseguir comê-lo a saborear cada pedacinho devagar!
Depois, não me lembro quando, o meu irmão contou-me que não era o menino Jesus que punha a prenda no sapatinho, mas sim o nosso pai. Eu não acreditei e fui perguntar-lhe.
O meu pai, que gostava ainda mais daquilo do que nos, respondeu de imediato que não, que era mentira do meu irmão, que ele sabia lá, pois se estava a dormir…
Com a pulga atras da orelha, no Natal seguinte decidi ficar de vigília, para ver se apanhava o meu pai em flagrante, ou via o Menino. Mas os olhos pesavam e, contra minha vontade e sem dar por isso, adormecia sempre e nunca chegava a apurar a verdade.
Na idade dos porquês, havia outro mistério á volta da prenda de natal. É que eu ouvia dizer aos miúdos la da rua, que eram todos os que eu conhecia no mundo, que lhes mandavam escrever uma carta ao menino Jesus a pedir o que queriam receber. Maravilhada com tal perspetiva, apressei-me a aprender a ler e a escrever com a D. Adelina, que era uma senhora que tomava conta da gente quando a nossa mãe tinha que ir trabalhar e que tinha a 4ª classe, por isso era muito respeitada sobre os assuntos da escrita e das contas.
Antes de entrar para a escola primária já sabia ler e escrever mas isso não era suficiente.
Faltava ainda arranjar maneira de fazer chegar a carta ao seu destino. Para mim, aquilo não resultou: da lista de brinquedos que eu conhecia, não estava nenhum no meu sapato.
Questionada, a minha mãe, que tinha ficado encarregue de dar a carta ao Sr. Carteiro, disse-me que o menino Jesus só dava prendas boas aos meninos que se portavam bem. Mas eu já era uma menina crescida, já tinha entrado para a escola primária (em 1974) e sabia que os que recebiam brinquedos eram diferentes de mim noutras coisas também.
E foi então que, depois de ler a carta dos Direitos da Criança que estava afixada na porta da sala de aula, soube de tudo. Senti-me triste, zangada e confusa: Porque é que escreviam coisas certas e as deixavam ser erradas? Eles eram grandes, podiam fazer tudo! Se estava escrito ali na porta da escola era porque era verdade e importante, igual para todas as crianças como dizia na Carta. Que tínhamos direito a um pai e uma mãe lembro-me. A partir dali todas as coisas que a que a criança tinha direito, eu não tinha, e isso eram por culpa de alguém. Experimentei pela primeira vez um sentimento que hoje sei chamar-se injustiça.
Tranquilizei-me com o pensamento de que um dia viria alguém importante e faria com que tudo aquilo se cumprisse. E eu aí esperar. Era criança, tinha muito tempo: nascera a minha consciência cívica.
Compreendi que os adultos diziam as coisas que deviam ser, mas não eram como eles diziam. Nesta compreensão confusa do mundo escrevi nesse primeiro ano na escola a minha carta ao menino Jesus e deixei-a eu mesma no sapatinho. Era um bilhete maior que o sapato e dizia assim:
“Menino Jesus
Obrigada pela prenda.
Vou pensar em ti todas as noites mesmo depois do natal passar e espero por ti no natal que vem. Gosto muito de ti.
Adeus.”
E rezei a Deus que, houvesse ou não menino Jesus para por a prenda no sapatinho, me trouxesse todas as noites o meu pai para casa.
Nisa
Setúbal, 29 de Novembro de 2012
CRIANÇAS...
Crianças seres misteriosos curiosos.
Arrepio só de pensar já fui um curioso.
Crianças quando brincam correm como se o folego nunca lhes faltasse,
a como eu queria novamente correr e não me cansar.
Crianças com seus olhares de quem o mundo as pertencesse,
a como eu já fui dono do mundo.
Crianças do medo a esperteza destreza,
a como já fugi com destreza.
A criança em mim se foi,
restou o medo do mistério de buscar o ar pela última vez.
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