Textos Reflexivos sobre Crianças

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Ensinar Física,
para uma criança do Ensino Fundamental.
Mesa, cadeira, janela, porta.

Eu, não sei.

Aprender, e entender; cansa.
Insistência. Perseverança.
Intervalos.
Hoje é um dia, amanhã é outro.
Não acabou. Não terminou.
Continua.
Aí. Sentir, a dor. É assim.
Disfarça.
Pensar positivo. Ser otimista.

* Dia das crianças *


Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...


Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...


Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...


Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...


✍©️@MiriamDaCosta

* Dia das crianças *


Embora a infância seja o início
do nosso caminhar pelas veredas da vida,
ela permanece presente e determinante
até o fim...


A infância não passa,
ela se infiltra em cada passo do caminho,
molda as feridas e os sonhos
que nos carregam até o último suspiro...


A infância é o primeiro perfume
das veredas da vida...
e, mesmo quando o corpo se cansa,
ela floresce nas lembranças
que nos sustentam até o fim...
✍©️@MiriamDaCosta

Como devemos tratar nossas crianças?


Essa é uma pergunta que muitos responderão prontamente: "Com amor." E essa resposta está certa. Mas, logo percebemos que apenas o amor não é suficiente para educar uma criança.


Vamos começar por nós mesmos e voltar um pouco ao passado...


Talvez você tenha ouvido frases como: "Você não sabe fazer nada direito. Saia daí, deixe que eu mesma faço!" Ou então: "Você não sabe nem segurar um copo!", logo após derrubar um copo de vidro ao tentar beber água. Isso quando não vinham os xingamentos.


Essas são frases que muitas pessoas ouviram repetidamente durante a infância.


Mas por que, quando era a criança da visita que derrubava um copo, o tratamento era diferente?


Quantas vezes ouvimos nossas mães dizerem: "Não tem problema, deixe aí que eu limpo."


E é justamente assim que deveríamos tratar nossas próprias crianças: com a mesma tolerância, compreensão e respeito que oferecemos às crianças dos outros.


Afinal, derrubar um copo, deixar um objeto cair ou esbarrar em alguma coisa é algo normal. Isso não acontece apenas com crianças, mas também com adultos. Às vezes por distração, pressa, cansaço ou falta de atenção.


Esses acontecimentos não significam que a criança seja incapaz. Porém, quando ela é constantemente criticada ou humilhada, pode começar a acreditar que realmente não é capaz.


Quando experiências negativas se repetem com frequência, aumentam as chances de a criança desenvolver medo de errar, baixa autoestima, insegurança e até dificuldades para experimentar coisas novas, por receio de ser criticada.


Então, voltando à pergunta: como devemos tratar nossas crianças?


Com amor? Sim. Mas o amor, sozinho, não basta.


Devemos compreender e respeitar os sentimentos delas. Precisamos exercer empatia, paciência e acolhimento, sendo a base segura de que elas tanto precisam. Devemos educá-las com palavras que fortaleçam, com atitudes que inspirem confiança e, claro, estabelecendo limites, mas sempre com respeito.


Portanto, trate sua criança como a criança da visita!


— Kaiane Macedo

Crianças deveriam estar brincando e desenvolvendo o próprio senso crítico, não sendo treinadas para decorar roteiros ideológicos que nem têm maturidade para entender. Estão transformando crianças em políticos mirins, o que me lembra muito o fenômeno dos pastores mirins em algumas igrejas.
​Em ambos os cenários, o que vemos é uma atuação ensaiada: a criança mimetiza gestos, tons de voz e frases de efeito que claramente não pertencem ao seu repertório infantil. Quando o palanque ou o púlpito substituem o parquinho, a criança perde o direito de ter dúvidas e de descobrir o mundo no seu próprio tempo.
​Estamos trocando a educação pela doutrinação precoce. No fim, essas crianças não estão sendo preparadas para serem cidadãos conscientes ou líderes espirituais, mas sim ferramentas de marketing para adultos que querem validar suas próprias crenças através da 'pureza' de uma criança que, na verdade, só está repetindo o que lhe mandaram dizer.

Riacho dos Choros


Nesta quinta-feira vazia, sinto-me uma criança sozinha, sentada à beira das margens do riacho, no Sítio São Sebastião, chorando ao som dos passarinhos que dançam uma triste canção.
Uma criança sozinha, sentada na varanda do Sítio São Sebastião, que chora isolada escutando as brigas dos seus heróis, que gritam sem parar, sem descansar, sem terminar, sem adiar, sem repousar.
Eu sou a criança sozinha à luz do luar, deitada na grama no Sítio São Sebastião, esperando a briga parar. Eu sou aquela menina sob a luz das estrelas que desejava chorar, sem queixar, sem clamar.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.

Hoje sonhei com uma mulher negra e uma criança. Eu estava na África. Ela era artesã, e eu a chamava para vir para Barra do Corda, porque lá ela não tinha como vender nada, mesmo tendo muito talento.


Depois, sonhei com a vizinha daqui organizando um grande churrasco. Ela colocava convites do tamanho de duas folhas A4, pendurados em um cordão com prendedores de roupa. Estavam muito altos, praticamente na altura do céu.


Em seguida, sonhei com uma mulher árabe se escondendo de muçulmanos. Não entendi bem, já que era a mesma religião, mas ela tinha medo de que descobrissem que também era muçulmana. Eu a escondia.


Depois, sonhei com um homem que foi amarrado dentro de um carro e jogado em uma gruta cheia de outros carros, todos luxuosos.


No final, eu queria salvá-lo. Mas, de repente, eu era ele, tentando retirar as fibras que prendiam meu pé. Acabei me escondendo de uma pessoa que fazia parte de uma família muçulmana… e então acordei, kkkkk.

Nossa, esse dia sim representa demais todos os seres humanos.


Todos são crianças em um corpo de uma pessoa adulta.


Uma criança muito especial, dedicada, estudiosa, focada...e muito brincalhona.


Nos divertimos e fazemos os outros se divertirem.


Feliz dia das crianças para vocês também!
🤗🥰

"Educar uma criança é ensiná-la a pensar, preparando-a para enfrentar a vida. Adestrar é fazer da criança um soldadinho de chumbo, incapaz de pensar, que apenas segue ordens.


A agressão física e/ou verbal deseduca a criança, pois dilapida os seus pensamentos, os seus sentimentos e a sua personalidade.


Pais que educam só através do medo, anulam a personalidade da criança, incapacitando-a de tomar qualquer decisão por ela mesma. O medo desinforma a criança sobre aquilo que se espera dela, lhe trazendo desconfiança e insegurança na família, algo que é imprescindível para o seu bom desenvolvimento."

A INVEJA DO MEU EU: -- Ao entrar, a cena me paralisou: ela estava sentada à mesa com duas crianças. Um garotinho de três anos e uma menina de seis. O que me aterrorizava não era a presença deles, mas a verossimilhança brutal que compartilhavam comigo. Nos gestos pausados, na inclinação do rosto e no brilho do olhar, eram versões latentes de mim mesmo.
Lembrei-me do meu verdadeiro lugar: sempre defendi a ideia de que todos os personagens e lugares que sonhamos são imposição dos nossos desejos e vontades; cada pessoa é nada mais que um reflexo de nós mesmos.


Juliano Assis

Adulto que se comporta como uma criança:
Fuga de responsabilidade: Culpa os outros pelos próprios erros e evita assumir consequências.
Egoísmo extremo: Pensa apenas na própria diversão e conforto, ignorando o impacto de suas ações na vida de quem está ao redor.
Reações infantis: Faz birra, silêncios punitivos ou perde o controle ao enfrentar pequenas frustrações ou críticas.

A arte que não se cala
- Biografia


Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.


Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.


O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.


Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Robin era uma ótima criança. Mais inteligente que o pai aos oito anos de idade. Ela gostava das coisas mais estranhas. Como as instruções para um brinquedo mais do que o próprio brinquedo. Os créditos de um filme em vez do filme. A maneira como alguma coisa foi escrita. Uma expressão no meu rosto.
Uma vez ela me disse que eu parecia o sol para ela, por causa do meu cabelo. Perguntei se brilhava como o sol e ela me disse: "Não, papai, você brilha mais como a lua, quando está escuro lá fora".

Gotas de lágrimas

Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.

Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.


Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.

Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.

Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.

E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.

Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.

E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.

Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.

Tão seu, quanto...




Vozes da imaginação gritam comigo pedindo asilo aquela criança que ainda se encontra perdida,


Insisti em molhar as rosas e mesmo assim elas murcharam,


Foi uma tolice parecer vulnerável quando o medo era insuportável,


Eu não sabia que a cada passo dado para trás naquele momento seriam uma projeção para dias melhores no futuro,


Caído no meio das rosas minha armadura começou a ser golpeada tanto pelo sol que se transformou em ouro,


E no acaso da perdição um amor inconfundível tomou conta de mim, logo voltei do inferno com um coração gentil,


Nada é tão seu quando tudo a perder é tão fácil.

Uma criança boba




Você não sabe o quanto é importante ouvir sua respiração pertinho de mim,


A minha natureza fria não se comporta mais como antes quando as tuas mãos eram distantes das minhas,


Quando a nossa música toca um potencial de energia é liberado pelos teus olhares e essa força me da uma preguiça de ficar longe de você,


No final das contas, eu só quero te dizer que eu me comporto como uma criança boba quando estou na tua frente.

É muito bom ser criança...
Onde os banhos de chuvas são aventuras, bombons e chocolates prêmios, e as cores dos picolés magia...
Muita felicidade!

Aí vem a adolescência, com suas primeiras vezes intensas e absurdas.
O primeiro amor, o primeiro beijo, as primeiras luzes neon, as primeiras dúvidas, as primeiras escolhas e as primeiras decepções...
Muita confusão!

Aí vem a fase adulta, contradições, responsabilidades, nostalgias e boletos... Muitos boletos!

Aí chega a velhice, com suas marcas físicas e psicológicas, e as lições...
Muitas lições!
Haredita Angel
31.05.25

A conclusão de um poema espreita
o bobo poeta entretido com o ser criança das palavras convidadas pra
brincadeira de serem emoção em vez
da coisa catada do alfabeto, elas entram na brincadeira fluindo nos versos dizendo olha tio, pro poeta,
a catada não cata ela veste essa, e de
fantasia em fantasianesse universo
de repente o Booo! no começo longe da tia chata da norma padrão...
a explosão da palavra criança
o que é um fantasma?
e um dinossauro?




Leonardo Mesquita