Textos Reflexivos sobre Crianças
A verdade do sonho de uma criança
Se quando eu fosse nascer, soubesse que a vida seria difícil, não teria nascido. Já iria preferir voltar para trás.
A vida nunca é da forma que imaginamos quando somos pequenos, ver sorrisos das pessoas adultas, elas dirigindo, trabalhando, se casando, namorando, é um sonho para quem é criança.
A gente cresce e a vida cresce junto. As coisas mudam, passamos de sonhadores para os personagens de quem nos vê. Sempre nos espelhávamos em alguém quando éramos menores, mas muitas vezes essa pessoa nos decepciona. Por causa disso devemos ficar com medo? Ou devemos mostrar para nós mesmo, que cada um foi dito uma história, e se algo der de errado, é porque nós erramos.
Deus não escreve reto por linhas tortas não, ele escreve reto, somos nós que na teimosia entortamos nossa linha da vida.
Só não há motivos para termos medo de nosso futuro, pois tudo é conseqüência do que aprendemos na escola quando menores. A matemática nos ensinou quatro operações, será que foi a toa? Creio eu que não.
Ela nos ensinou para a usarmos, devemos somar o quanto mais de amor possível pelas pessoas, saber dividir aquelas que nos fará bem, multiplicar nossa semente da mesma forma e com os mesmos ensinamentos que aprendemos, e subtrair toda a ira, a raiva desse mundo, com amor, tudo é perfeito.
Algo que ninguém nunca nos disse foi que, não devemos olhar para o nosso amanhã, devemos viver o presente, como se fossemos criança. Sonhando com um amanhã melhor, mas não esquecendo de viver hoje.
O mundo só irá melhorar se cada um viver o dia de hoje da melhor forma, com as brincadeiras, sorrisos bobos, os abraços de crianças e a inocência dos mesmo.
Só vence aquele que não teme a derrota, e com ela aprende. Perder é do jogo, mas ficar parado sem tentar consertar é algo de você.
AfricaFome
O amanhã era ontem
e os corpos das crianças,
inertes flácidos,
onde o riso era ricto
e a fome
brinquedo para o estomago
diziam-nos,
calados,
o amanhã era ontem.
E nem o sol de África,
aquele sol escaldante
aquecia seus corpos,
frios,
negros,
na sua pele cinzenta
esticada pelo ossos
que lhe davam forma.
Seus olhos,
olhos de criança,
abertos,
excessivamente abertos
pela fome
gritavam-nos,
mudos,
acusativos,
Nós,
somos o ontem de amanhã,
o presente sem futuro,
E lentamente se acabavam.
O amanhã era ontem
Em uma das crianças hoje que vi, me desabou o mundo.
Com apenas 1 ano e 2 mêses Lucas nasceu sem partes do cérebro (anencéfalo) e sobrevive quase sem nenhum auxilio de maquinas.
Cometi um erro brutal que foi encarar os olhos da mãe dele enquanto falava com ela. Seus olhos de amor infindável me destruiu por completo quando lagrimas surgiram. Como eu humano poderia dizer para ela que tudo iria melhorar, tendo a certeza que não?
Ela GRITOU tão alto em silêncio olhando em meus olhos me pedindo ajuda. Eu...desabei em meu ser.
Lucas me olhava na alma. O que eu poderia fazer diante a esse amor em minha volta? Uma mãe vivendo por etapas, pois a medida que LUCAS sobrevivia, estipulavam dias de vida para ele. Como posso olhar nos olhos dela e falar algo?
Desculpa mas não consegui nem continuar olhando em seus olhos. Meu ser desprendeu-se de mim. Eu estava em sua frente e ao mesmo tempo tão distante. Todas as mais belas palavras de conforto não fariam sentido naquele momento!
Tentei mover um músculo até ela para abraçá-la, mas meu corpo já estava vazio de mim.
Eu não pudi nem ao mesmo chorar, expressar minha dor, pois destruiria aquela mulher já tão assombrada pela morte.
Lukas, realmente um guerreiro com uma força incalculável. Contrariando todos os prazos médicos. Com um olhar de vida que me matou silenciosamente.
Sua mãe, uma mulher guerreira já sem forças mas que jamais desistirá de lutar por seu grande amor Lucas.
O bem está acima do mal, a verdade, a alegria, a inocência, a pureza de uma criança adulta.
Mas existem maneiras de você trazer para si o bem interior, pense consigo, pois você é capaz.
Cure o mundo, talvez, desta forma, você estará fazendo o bem e alguém estará vibrando por você em outra dimensão.
Divinal Humor:
Fui criança no circo da navalha
da minha infância foi a mortalha.
Risos cruéis, talhados no escárnio pelo aço,
mal sabia eu que desse circo quem ri também é seu palhaço.
Diante de tanto horror
descobri o divinal humor.
Por isso, exalto essa comédia de dor.
O sadismo em seu maior fulgor.
Jay, sou eu, Nan-young.
Quando eu era criança, eu nunca carregava um guarda-chuva comigo. Mas eu também nunca me molhava. O meu pai sempre vinha me buscar ele sempre olhava pro céu, então ele deveria descobrir quando ia chover. Talvez isso tenham se tornado um hábito, mas mesmo agirá quase nunca carrego im guarda-chuva. Lembra de quando... você me chamou pelo meu nome... pela primeira vez? Aquela foi a primeira vez que eu dividi um guarda-chuva depois de adulta. E também foi o dia que eu me apaixonei por você. Eu sei que estar assistindo isso agora não deve ser uma experiência fácil pra você. Jay... é engraçado como se encontra um oásis no meio do nada em vez da estrada que se queria percorrer. A vida tem dessas. Jay, você é assim pra mim. Você me levou por uma linda estrada que eu nem sabia que existe. Eu sei que pode ser difícil, Jay. Mas eu esperto que não fique triste por muito tempo. Viva sem arrependimentos e seja você mesmo. Expresse-se do seu jeito
“Ao vê-la com uma criança nos braços, a forma como cuidava do sobrinho, o tempo parou.
Os meus olhos brilharam — não por novidade, mas por confirmação.
Era como ver o futuro com nitidez.
E dentro de mim, uma voz sussurrou com firmeza:
'Tu sempre soubeste que era ela.
E agora, mais uma vez, o universo reafirma.'”
na vida descobrirmos quem somos através de nossa experiências.
Quando ainda criança não sabemos o valor de uma pessoa idosa ,pois ali está o conselhos sábios de um ancião.
Onde muitos não dão valor.
Aprendi que por trás dos cabelos branco, e suas mãos cheias de calos ,também a há sábios conselhos para vida .
Choro feito criança,
num silêncio que ninguém escuta.
As lágrimas descem mansas,
como notas perdidas de um blues sem culpa.
Há algo em mim que pesa,
mas não grita, apenas suspira.
Uma tristeza leve, quase sem pressa,
que me embala e depois se retira.
Levanto tranquilo,
como quem carrega o invisível.
Isolado no meu abrigo,
sou só eu e o som impossível.
No fundo, o choro me ensina:
mesmo adulto, ainda sou menino.
Me surpreenda!
Me surpreenda! Não me toque com o carinho de uma criança, não gosto da pureza, ela me entorpece, o faça para revelar minhas falhas entalhadas há tanto tempo, rasgue nas frestas do meu velho corpo de madeira entalhado com um formão sem fio e empunhado por um artesão louco e inexperiente, exponha ás minhas mais profundas cicatrizes.
Me surpreenda! limpe minhas feridas com o olhar de uma enfermeira que, não sente a minha dor, cheira minha carne fétida com a indiferença de um Leão à uma maçã.
Me surpreenda! Jogue-me às feras, observe meus ossos sendo quebrados com prazer, me remonte, faça de mim um boneco, não um fantoche, um Pinóquio, boneco mentiroso.
Me surpreenda! Não seja fêmea, seja mulher decidida, estampada na primeira medalha, conte cantando como venceu.
Me surpreenda, leve com você meu crânio, grande vazio, não mais habitado, frio, sem crenças ou esperanças de viver novamente, morto por um mundo doente.
De boa vontade, te deixo meu espírito, com todos os bons sentimentos, com o perdão para o artesão, com o amor por uma enfermeira, com a bravura do Leão, de Pinóquio, deixo a dúvida, daqui não levo nenhuma frustração.
Me surpreendra, me abrace!
Nesta noite sagrada e serena,
Independente das crianças que brincam,
Dos poetas que escrevem em silêncio,
Ou dos julgamentos que pairam no ar...
Que todos os Deuses, em sua infinita luz,
Abençoem cada alma com paz e esperança,guardem os sonhos que nascem no escuro,e tragam à Terra um novo despertar.
Pois pouco importa quem entende ou duvida, afé caminha onde o amor sabe morar.
E mesmo os corações que se perderam na brisa, podem nesta noite aprender a amar.
O teu olhar, Criança
Criança de olhar tristonho
Vejo teu corpo franzinho
Tua pele fresca mas nua
Quisera ser eu teu sonho
E, transformar-te em menino
Menino, mas não de rua
Rua que te viu nascer
Teus passos encaminhou
Crescendo minha amargura
É dor esse teu viver
A tua infância ficou
Presa na minha tortura
Infância que passa breve
Nesta vida malfadada
Pela falta de carinho
Transforma tua pena leve
Tua alma desolada
E, sê apenas Menino
Quero teus olhos risonhos
Criança que tanto amo
Afugenta a solidão
Quero embalar os teus sonhos
Que oiças quando te chamo
E, sentir teu coração
Havia um menino minúsculo. Não pequeno como uma criança — mas minúsculo como um grão de areia num mundo onde tudo era enorme, frio e sem rosto.
Ele caminhava por um chão infinito, de pedras duras e sombras altas. A cada passo, objetos colossais caiam do céu: blocos, livros, palavras pesadas, gestos invisíveis. Eles não o esmagavam de imediato... apenas o cobriam, lentamente, como se o mundo tentasse enterrá-lo em silêncio.
O menino corria, tropeçava, e gritava sem som. Ninguém ouvia. E então, quando menos esperava, uma sombra gigantesca surgia no céu — maior que todas as outras, algo sem forma, mas cheio de peso, medo e fim. Era isso que o fazia acordar: não o impacto, mas o medo de sumir por completo, de ser engolido por algo que ele nem entendia.
Ele despertava com o coração acelerado. Com a garganta apertada. Com a certeza de que, ali dentro, havia algo gritando para ser libertado... mas ele não sabia como.
Fantasia
Já me senti um anjo
Com meiguice de criança
Já fui pássaro
Criei asas e voei
Fui a esperança.
Fui até sereia
E nesse mar te encantei
Fui tempestade
Arrancaram minhas asas
E não desanimei.
Fui chuva
Só para te molhar
Fui sombra
A te proteger do sol
Fui a força de um girassol.
Fui tanta coisa
Agora sou a serenidade
De uma noite calma
Sonhos flutuantes
Tranquilidade.
Dormir com cheiro de paz
Acordei na hora certa
Coisa boba
Apenas fantasia de poeta
A porta do coração está aberta.
POEMA PARA TÍTI
A Títi Ewbank Gagliasso
Há algo que diz ser eterno...
Na criança que vive em mim
É ter um amor que é terno
Herdado num meio sem fim...
Não vejo as cores no incerto...
Se brinco no meu jardim
Pois se tem mar, tem deserto
E sol que está descoberto
Em amarelo doura o capim...
Se visto na pele e acerto...
Do algodão à seda ou cetim
Quem zela-me está por perto
E ensina-me o que é certo
O que é belo ou o que é ruim...
Eu tenho sonhos concretos...
O meu livro é escrito, sem vetos
Que a vida traduz-me, assim...
Meus olhos estão semiabertos...
Ou dormem ou são despertos
O meu mundo é cheio de afetos
Num reino perfeito para mim...
(POEMA PARA TÍTI - Edilon Moreira, Dezembro/2017)
"Cuidar da Luz"
Há algo de sagrado no sorriso de uma criança..
Algo que não se pode tocar com as mãos sujas do mundo..
Olhar nos olhos de uma menina que ri com o vento no cabelo,
é como abrir uma janela para o céu que havia dentro de nós,
antes da dor, antes da culpa, antes dos gritos que moldaram o silêncio..
Algo que cura, que nos faz acreditar que é possível melhorar, evoluir, sem machucar o outro como você sofreu..
Brincar com elas, chutar uma bola, ouvir gargalhadas tão leves quanto nuvens,
é mais do que um momento simples —
é um reencontro com aquilo que fomos, ou com aquilo que merecíamos ter sido..
Eu me sento no chão com elas,
não porque sou menos homem ou adulto, mas porque sou mais humano..
Ali, entre rodinhas e segredos infantis,
resgato as partes minhas que um dia foram esmagadas pela crueldade, e que com consciência agora, eu decido fazer o bem a quem merece..
As pessoas julgam o adulto que brinca, que desce ao nível de compreensão das crianças,
mas não compreendem que há maturidade em amar sem pressa,
sem segundas intenções, sem máscaras, sem maldade ou dor..
Elas não sabem o que é olhar para uma criança e enxergar não um desejo,
mas uma promessa:
“Eu não deixarei que o mundo a machuque como me machucou..”
Enxergar inocência e respeitar com amor..
Enxergar felicidade e um sorriso genuíno sem aproveitamento, ser feliz sem ganhar algo em troca..
Esse cuidado, esse zelo silencioso,
é minha forma de justiça, de ser feliz genuinamente..
Não grito aos quatro ventos,
mas minha alma sussurra:
“Aqui, o mal não passa..”
E se um dia alguém me chamar de criança por isso,
eu sorrirei —
porque poucos são os adultos que ainda sabem realmente amar sem machucar, que sabem ouvir e compreender sem tentar forçar algo que não as convém...
Crescer é Limpar a Própria Bagunça
Você é como uma criança que acorda no meio da noite, suja, e sua única reação é chorar na esperança de que os pais ou alguém venha limpar a sua bagunça. Acorde! Você cresceu e precisa aprender a limpar suas próprias cagadas. Pare de chorar e resolva isso sozinho. Amigos são para beber cerveja e conversar fiado, não para limpar a sujeira dos outros.
O Segredo Roubado
Desde crianças, a Sorriso confiava na Estrelinha como a única capaz de guardar seus medos. Dividiam confissões e promessas no mesmo travesseiro. Anos depois, foi a Estrelinha quem revelou seu maior segredo na roda de colegas, com a voz fingindo inocência. A humilhação da Sorriso teve gosto de fel. E, ali, ela entendeu que nem toda amizade nasce para durar — algumas florescem só para depois envenenar.
Quantas crianças mais precisarão morrer? Quantos negros, brancos, jovens ou idosos ainda terão suas vidas arrancadas brutalmente?
Nada trará de volta quem foi levado pela violência alimentada pelo desamor, negligência, racismo e ódio.
A desigualdade social, enraizada no racismo estrutural, faz novas vítimas todos os dias. Enquanto isso, culpados pagam fiança, respondem em liberdade e continuam impunes.
Você ainda não vê? O racismo está matando adultos, jovens, crianças. A morte não escolhe cor, profissão ou classe social: ela leva policial, bombeiro, morador de rua, rico ou pobre, a dor é a mesma.
Fechar os olhos para essa realidade é condenar a própria alma. Todos os dias, histórias são interrompidas; vidas são silenciadas.
A vocês, governantes, magistrados, autoridades: vocês têm o poder de mudar esse destino. Façam justiça, façam a lei ser cumprida, façam a Constituição prevalecer.
Não deixem que mais inocentes paguem com a vida pela omissão de quem deveria protegê-los.
Protejam nossas Crianças !
Hoje se encerra o ciclo de mais uma criança. Mais uma entre milhares que têm suas vidas ceifadas pela crueldade, por erros, por atitudes impensadas, por cinco minutos de raiva, por corações endurecidos.
Quantas mães choram, quantos pais e familiares sofrem com a dor de perder quem ainda tinha toda uma vida pela frente?
O que mais dói quando se trata de uma criança é saber que havia um futuro esperando por ela, sonhos a serem vividos, possibilidades infinitas, e que tudo é destruído em um estalar de dedos por pessoas más, que não têm compaixão.
E o que mais revolta: poderia ser o filho de qualquer um, o meu, o seu. Só Deus para proteger e cuidar dos nossos pequenos.
É estarrecedor ver que, muitas vezes, quem tem dinheiro ou status consegue se livrar e ficar impune, escondendo tudo debaixo do tapete com o poder de uma fiança.
Pais, vigiem seus filhos. Cuidem deles. Não os deixem com qualquer pessoa.
Viveu pouco para viver bem; morreu jovem para viver sempre.
Que Deus guarde nossas crianças e conforte cada família vítima de tanta atrocidade.
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