Textos Reflexivos sobre Casamento
*🧐✍🏻 NO RELACIONAMENTO: AMAR NÃO É ACEITAR TUDO 💔➡️❤️🩹*
> "Amor não é dizer 'tudo bem' para tudo — é dizer 'eu te amo, e por isso não posso aceitar o que nos machuca'." 💬❤️
*✍🏻🪞 REFLEXÃO*
No amor de verdade, não existe "aceito tudo porque te amo". 😔 Isso não é amor — é medo, é abrir mão de si mesmo, é deixar que o respeito morra aos poucos. 💔
Quem ama de verdade não aprova o que destrói — alerta 🚨, corrige 📝 e protege 🛡️.
Aceitar tudo é silenciar sobre a dor 🤐, é fingir que não viu 🙈, é perder a si mesmo para manter a pessoa ao lado. E isso não é lealdade — é deixar o outro crescer sem limites, sem respeito, sem saber que o amor também exige dignidade. 👑
No relacionamento, o amor é firme 💪❤️: acolhe o erro, mas não o deixa continuar. Perdoa 🙏, mas não normaliza o que fere. Fica, mas exige respeito, verdade e cuidado. Porque amar a pessoa não significa aprovar os erros dela — significa querer que ela cresça 🌱, que seja melhor, que valorize a si mesma e a você. 🫶
*📖 "Amem de verdade. Odeiem o mal, apeguem-se ao bem." — Romanos 12:9 ✨*
*📖 "Marido e mulher… amem-se mutuamente, cada um respeitando o outro." — Efésios 5:33 💍*
*✨ FRASE FORTE 💥*
> "Amor não é submissão cega — é respeito mútuo. 🤝 Você não precisa aceitar o que te fere para provar que ama. Na verdade, é exatamente o contrário: quem ama de verdade não deixa o outro ferir nem a si mesmo, nem ao relacionamento." ❤️🔥
*💖 Amor verdadeiro no relacionamento:*
✅ Acolhe, mas não tolera o que machuca 🚫💔
✅ Perdoa, mas não deixa repetir sem mudança 🔄🙏
✅ Fica, mas exige respeito e dignidade 👑💪
✅ Cuida do outro — e também de si mesmo, para poder cuidar bem 🫶✨
Porque o amor que aceita tudo… um dia deixa de existir, e só resta dor. 😢💔 Mas o amor que corrige, que respeita, que cuida com verdade… esse cresce, se fortalece e dura para sempre. 💍🙏❤️✨
*Ricardo Neves ✍🏻🪞🤳🏻*
sobre amar e ser livre.
A luz atravessa a janela sem pedir passagem.
O cheiro da chuva permanece no ar mesmo depois que o céu se abre. Uma música termina, mas, por algum motivo, continua acontecendo dentro de mim.
Talvez ela pertença a essa mesma categoria.
Não porque seja distante, mas porque existe nela alguma coisa que não pode ser alcançada pela matéria.
Eu posso conhecer seus hábitos, saber o que ela gosta, reconhecer sua voz em meio a outras, decorar suas pequenas manias. Posso conhecer os caminhos que ela percorre, os silêncios que prefere, as palavras que costuma escolher.
E, ainda assim, existe uma parte dela que permanece intocável.
Uma espécie de território sem mapa.
É justamente essa parte que mais me interessa.
Não aquilo que ela oferece ao mundo, mas aquilo que existe quando ninguém está olhando. A pessoa que permanece depois que todas as expectativas desaparecem. O pensamento que ela não diz. A versão dela que não precisa ser compreendida para continuar sendo verdadeira.
Talvez seja ali que ela realmente more.
Não em uma casa, nem em uma foto, nem nas lembranças que consigo organizar.
Mas naquele lugar estranho onde ela se tornou uma influência silenciosa sobre mim.
Ela não precisa estar perto para existir em mim.
E isso não tem nada de tristeza.
É quase o contrário.
Existe uma beleza imensa em descobrir que ela pode atravessar minha vida sem precisar ocupar todos os meus espaços. Como uma constelação, distante, impossível de tocar, mas capaz de mudar a maneira como atravesso a noite.
Talvez eu goste dela justamente porque nunca consigo terminar de entendê-la.
Existe alguma coisa muito bonita em não possuir a explicação completa de alguém.
O mistério não está naquilo que ela esconde.
Está naquilo que, mesmo quando revela, continua profundo.
E talvez seja esse o tipo de amor que eu aprendi a reconhecer nela, aquele que não tenta transformá-la em propriedade, certeza ou destino.
Um amor que olha para ela e pensa
eu não preciso ter todas as respostas para reconhecer o que isso significa.
Porque o que sinto por ela não pede conclusão.
Pede que, por alguns instantes, eu pare de tentar definir o que sinto e simplesmente permaneça diante daquilo.
Como quem observa o oceano sabendo que jamais poderá carregá-lo.
Ainda assim, entra na água.
Ainda assim, fica.
Talvez porque eu tenha entendido que o valor de certas coisas nunca esteve na possibilidade de possuí-las.
O céu não é menos bonito porque não posso guardá-lo.
A lua não me pertence porque a contemplo todas as noites.
E ela também não precisa ser minha para ser profundamente minha em algum lugar que a linguagem não alcança.
Existe uma parte dela que não é minha.
Nunca foi.
E talvez seja exatamente por isso que eu a ame tanto.
Porque não posso tocá-la.
Não posso prendê-la.
Não posso pedir que permaneça exatamente onde a encontrei.
Só posso reconhecê-la quando aparece.
Na maneira como ela existe.
Naquilo que ela desperta.
Na pequena alteração que acontece dentro de mim quando o mundo, por alguma coincidência, me devolve alguma coisa que lembra ela.
Talvez amar seja aprender essa delicadeza:
saber que ela é livre, e ainda assim escolhê-la.
Saber que ela pode ir, e ainda assim não transformar o amor em uma prisão.
Saber que não tenho o direito de possuir seus caminhos, seus pensamentos, seus silêncios ou qualquer parte dela que queira permanecer somente dela.
E talvez exista uma liberdade ainda maior em amar assim.
Não porque eu queira amá-la de longe.
Mas porque quero que, quando ela estiver perto, seja porque escolheu estar.
Quero sua presença sem precisar da sua obrigação.
Seu carinho sem precisar da sua promessa.
Sua permanência sem precisar segurá-la pelos braços.
Quero que ela possa continuar sendo inteira, mesmo quando estiver comigo.
Porque, no fim, talvez amar alguém seja justamente isso:
não tentar diminuir o tamanho do mundo dela para caber dentro do meu.
É olhar para ela sabendo que existe um universo inteiro acontecendo por trás dos seus olhos e, em vez de querer possuir esse universo, sentir admiração por poder conhecê-lo.
Algumas coisas foram feitas para permanecer conosco sem jamais permanecerem ao nosso alcance.
E, ainda assim, eu escolho olhar.
Escolho sentir.
Escolho ficar alguns segundos a mais diante dela, diante de tudo aquilo que não posso segurar.
Porque, no fim, talvez o que realmente permanece nunca seja aquilo que consigo possuir.
Seja aquilo que, mesmo depois de partir de todos os lugares possíveis, continua existindo em mim.
E talvez amar e ser livre seja exatamente isso
eu não preciso prender ela para querer que fique.
Não preciso chamá-la de minha para saber o quanto ela significa para mim.
Não preciso ter posse sobre nada que exista nela para reconhecer que, entre tantas coisas que a vida poderia ter colocado diante dos meus olhos, foi ela quem conseguiu permanecer dentro deles.
E talvez seja essa a forma mais bonita que encontrei de amá-la:
deixando a porta aberta,
não porque eu queira que ela vá,
mas porque quero que ela saiba que, se ficar,
será livre para ficar.
QUANDO O CORAÇÃO DECIDE AMAR
Quando buscamos a pessoa certa, também podemos encontrar grandes sofrimentos por esse amor.
Porque, em grande intensidade, quanto mais amamos, mais também nos tornamos vulneráveis à dor.
Amar nem sempre é caminhar por um jardim de rosas.
Pois toda flor carrega consigo seus espinhos — e assim também é o amor.
Mas, quando encontramos a pessoa certa, seus defeitos deixam de ser maiores que suas qualidades.
E o coração passa a acreditar, de forma quase perpétua, que nem mesmo a distância é capaz de apagar a chama da paixão.
Porque, quando o coração decide amar e dois corações verdadeiramente se encontram, nenhum obstáculo parece grande demais.
Pois quando existe amor, até as maiores distâncias podem ser atravessadas.
Ronan Helio de Souza
“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”
A Coragem de Amar
Amar, nos dias de hoje, exige coragem.
Porque amar é abrir a porta sabendo que alguém poderá conhecer nossos cômodos mais escondidos. É entregar o coração sem contrato, sem garantia, sem saber exatamente o que o amanhã fará de nós.
E eu tive essa coragem.
Amei profundamente. Entreguei corpo e alma.
Criei raízes nesse amor até já não saber onde terminavam as minhas e começavam as nossas.
São trinta e tantos anos dividindo a vida.
Houve dias de sol e dias difíceis. Houve risos, silêncios, abraços e certamente momentos em que permanecer exigiu mais força do que partir. Mas talvez esteja justamente aí uma das verdades do amor: ele não é feito somente daquilo que é bonito. É feito também da temperança que aprendemos quando duas vidas atravessam juntas as imperfeições do tempo.
Amar alguém por tantos anos não significa viver uma história perfeita.
Significa olhar para tudo o que passou e perceber: ainda estamos aqui.
Por isso digo sem vergonha e sem medo:
eu sou corajoso.
Porque me entreguei.
Porque criei raízes.
Porque permiti que alguém conhecesse profundamente quem eu sou.
E, depois de tantos anos, continuo acreditando que amar vale o risco.
Talvez essa seja uma das maiores coragens que um ser humano pode ter:
saber que o amor nos deixa vulneráveis e, mesmo assim, escolher amar.
' MÃE '
Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .
Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga
Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065
Amar você é como finalmente encontrar o caminho de casa depois de uma longa viagem por estradas desconhecidas. Sabe aquele suspiro de alívio quando a porta se abre e o frio lá de fora deixa de importar? É assim que me sinto ao seu lado.
O mundo lá fora é barulhento, incerto e, às vezes, um pouco assustador. Mas em você, encontrei meu lugar de descanso. Se o amor é um oceano, aceito de bom grado as suas marés, porque até na dor existe a beleza de saber que não estou navegando sozinho.
Você é a luz que atravessa a janela de manhã e o fogo que me aquece quando a noite insiste em ser gelada. Se alguns dizem que amar é deixar ir e outros dizem que é segurar firme, eu digo que amar você é simplesmente ser. É a paz de saber que, independentemente de onde a vida me leve ou de quantos sonhos eu consiga realizar, a memória mais bonita que carregarei comigo será sempre o brilho do seu olhar.
Porque, no fim das contas, todos os meus caminhos — os tortos, os planos e os novos — sempre tiveram um único destino final: você.
A Vida ao Fundo dos Teus Olhos
Amar-te é reconhecer
que o infinito
não vive nas estrelas, mas no intervalo entre o teu silêncio e o meu.
Quando anoitece, descubro
que o corpo também pensa,
que a pele também tem sede.
Há em nós um pensamento antigo,
como se o universo nos tivesse imaginado antes de nos encontrarmos.
E se o mundo ruísse agora,
se tudo se desfizesse em pó,
ficaria ainda este fogo
o teu, o meu, o nosso
a incendiar o que resta da noite.
No teu beijo encontro a origem,
no teu corpo a razão,
no teu olhar a prova
de que o universo não é caos
é escolha.
E eu escolho-te,
mesmo sabendo
que o amor
é sempre um risco
que vale a vida.
Amar-te em Silêncio
Amar-te em silêncio é ouvir o universo respirar dentro de mim, como se cada estrela
soubesse a tua madrugada.
E cada batida do meu peito é um trovão a chamar por ti.
Ardo no espaço onde
a palavra falha e,
nesse fogo que ninguém vê,
a tua presença é chama,
o teu corpo é vertigem
e eu sou apenas o que sobra depois de te desejar até ao limite do ser. Talvez aquilo que calo consiga confessar que te procuro
não nos caminhos do mundo,
mas nos desvios da alma,
onde cada dúvida é uma porta
e a tua essência é uma resposta.
A Paraíba também é um local para amar
Seja no sertão ou no mar,
Contigo quero passear
De mãos dadas no Pavilhão do Chá.
Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá
Quero você agarrado na minha cintura,
Indo muito além do forrozar
Vamos juntos namorar...
Eis-me aqui, e você aí
Dá até para escrever uma letra de forró,
Quando você não está aqui
Porque foi na Paraíba que eu te conheci.
Não existe o 'cedo', e nunca é tarde
Para amar sempre existe tempo,
Aos poucos vamos nos aproximando
Por causa desse amor que está florescendo...
Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.
Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.
Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.
Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.
Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.
Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.
Amar a sua melhor versão e a pior,
e a sua versão que não conheço,
e, mesmo assim, querer continuar.
Porque em ti como eterna viajante,
não pretendo nenhum pouco parar,
mesmo nascendo diariamente.
A tua existência está a convidar,
por ela não tenho conseguido,
não me permito sossegar,
e nem pretendo jamais parar;
mesmo quando não for tempo
de itaúba em florescimento.
Não precisarei criar subterfúgios,
porque tua alma é feita de liberdade
de ave assim como a minha,
Dos ruídos do mundo elegemos
o que é o melhor porque fica;
sinto que o nosso dia se aproxima.
Viver para os cânones da poesia
não me causam empolgação,
simplesmente tocar o seu coração
é a minha bonita obstinação,
Sonho inspirar os amores eternos
que depois de nós dois virão.
Odiar é mais fácil do que amar, mas prestem muita atenção!
Não quero diminuir o Sudão e nem o Sudão do Sul, eu os amo de paixão, mas o que fizeram com eles quando havia unidade territorial é de uma covardia sem par devido a dificuldade deles de terem uma comunicação unificada entre eles que desencadeou nesta guerra interminável.
Nós brasileiros, por termos unidade no idioma temos o dever de aprender e domesticar em nós os impulsos e a hora de parar.
Esta rixa entre regiões é um veneno programado para separatismo para nos fragilizar e alguma potência roubar as nossas riquezas.
Sinceramente, não estou nem aí se alguém vai me chamar de doida, mas eu acompanho geopolítica até porque a minha história ancestral tem muito desta carga histórica de guerras e de ocupações.
Espero que a nossa sociedade reflita e pare definitivamente com estes choques para o nosso próprio bem.
Divisões internas sempre colapsaram países. Nunca deu para brincar no passado e hoje menos ainda.
Todos nós temos o que perder. Encarecidamente vamos nos entender acima das diferenças regionais e ideológicas.
Desculpem desabafo, resolvi escrever isso porque o algoritmo do Facebook está me soterrado sem eu pedir de posts que estão me preocupando.
É relevante lembrar que o Facebook está sendo processado no caso do genocídio do povo rohingya, embora já tenha reconhecido que falhou em ser ágil para impedir a desgraça.
Sou apenas um jovem que quer amar e ser amado, tratar uma única pessoa como única, cuidar e prover.
Apenas quero obter para dar, quero ser para proteger, quero ter para cuidar e quero amar para ser amado.
Não possuo riquezas, um lar estruturado e muito menos um lugar para onde ir. Não sou um homem próspero, muito menos alguém exemplar. Então, como eu poderia ousar querer alguém para preencher este coração confortado pela melancolia?
condenado sem culpa.
que culpa ela teve
se eu não soube amar?
nenhuma.
ela veio inteira,
eu vim com medo.
ela veio com tempo,
eu já vinha atrasado.
A vida foi curta
para nós dois,
e longa demais
para o que eu não fiz.
Agora carrego
o que não dei:
o amor que ficou preso
na garganta.
e ela se foi
leve,
sem culpa.
e eu fiquei,
condenado
não por ela,
mas por mim, que não soube dizer o quanto amei.
(Saul Beleza)
O que é a felicidade pra mim?
Antigamente, eu diria que amar e ser amada, preferencialmente trabalhando com o que ama também. O que, pra mim, já que essa é uma pergunta muito subjetiva, seria tudo o que eu queria e precisava. Hoje, eu digo que a felicidade só existe realmente em filmes e séries onde a justiça sempre acontece e geralmente o amor dá certo de alguma forma, por mais improvável que seja. Hoje eu não acredito em felicidade, só em momentos felizes que nunca duram o bastante e raramente acontecem.
O nosso mundo é uma fábrica de dor, não de sorrisos. É inútil esperar pela felicidade. Raramente alguém consegue isso. A dor é a única certeza da vida, tanto física quanto emocional. Quando você para de esperar por algo bom, é quando para de sofrer tanto pela falta disso. Você entende o jogo.
Se há felicidade, não é aqui. Talvez do outro lado, em outra vida, em outro mundo. Mas não aqui. Raros sortudos conseguem isso, mas mesmo assim, costuma acabar em algum momento. Se a gente considerar o amor como parte da felicidade de alguém, que é sempre subjetivo, a vida sempre vai dar um jeito de arrancar a pessoa de você, ou te arrancar dela se você tiver mais sorte e viver menos. Mesmo que encontre o "felizes para sempre", em algum momento vai perder ou será a perda. Claro, eu preferiria viver isso, mesmo que perdesse, do que não, mas... Pra os raros que conseguem isso de verdade, além da fachada, ou de relações de plástico, por conveniência, onde seria fácil deixar o outro pra trás, mesmo esses não costumam ter um final feliz, ainda que consigam, contra todas as probabilidades, uma vida assim.
As vezes sinto falta de acreditar nisso, mas raramente eu sinto de novo como se o impossível fosse possível. Talvez, por crescer entre o fim dos anos 90 e início dos 2000, vendo comédias românticas, me tornei uma romântica e tive, desde que me entendo por gente, o amor como a razão da tudo. Hoje o amor é algo fora de moda, considerado tosco e até estranho. Essa não é mesmo a minha época. Sinto que perder isso foi como perder o sentido de tudo. Isso era a felicidade pra mim. Antes eu dizia, e realmente acreditava, que poderia morar embaixo de uma ponte e ser feliz, contanto que estivesse com quem amo. Eu sei, é estúpido. Mas essa é a verdade sobre mim. Felicidade, pra mim, é ilusão.
Hoje o dinheiro é o que mais importa pra tornar a vida um pouco menos insuportável, já que ele vale mais que a vida de qualquer pessoa no sistema que vivemos. Além disso, por minhas questões de saúde, jamais poderia morar embaixo de uma ponte hoje. No fundo, ainda daria tudo pra reencontrar o que perdi e mudar de ideia, mas... Aqui é a vida real, não é?
- Marcela Lobato
Título : Medo de Amar
Yeah, é o medo de novo...
Olho pro visor, seu nome brilha e eu hesito
O coração acelera, mas o medo é meu grito
Já estive nesse palco, já conheço o roteiro
Entrega total, pra depois ser o passageiro
De um trem descarrilado, sem freio, na contramão
Amor é investimento, mas cansei da inflação
De sentimentos vazios que drenam minha paz
Eu quero o seu "pra sempre", mas o "nunca" me atrai
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
E você chega com esse jeito, desarmando o meu forte
Dizendo que o destino é questão de escolha, não sorte
Mas o histórico é sujo, cicatrizes não mentem
Eu sou um campo minado onde poucos se sentem
Seguros pra pisar, seguros pra ficar
Eu construí um muro que você tenta escalar
Mas cada tijolo é um erro que eu jurei não repetir
Você traz a primavera, eu só quero me cobrir
Será que é real? Ou é só mais um tombo no meu degrau?
Eu sinto o fogo, mas temo a queimadura
Tua luz é linda, mas eu prefiro a minha sombra escura...
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
Talvez amanhã eu atenda...
Talvez amanhã o medo se renda.
Mãe
Missão de cuidar
Sem medida, amar
Ela sempre em construção
Mãe
Ensaia a paciência
Descobre resiliência
E aos filhos dá proteção
Mãe
Uma vida a evoluir
Há dissabores a sentir
Mas segue com doação
Mãe
Zelosa se faz presente
Dedica-se intensamente
E resiste à exaustão
Mãe
Sinônimo de afeto e carinho
Com bravura constrói seu caminho
Sua marca é doçura e emoção
10/05/26
O Silêncio de um Coração Covarde
Eu tenho um coração covarde, que só sabe amar em silêncio. Quase tudo o que senti por alguém, guardei para mim, como se conviver com a eterna dúvida de “Em algum lugar do seu coração, haveria sequer uma faísca de amor por mim?” fosse melhor do que arriscar ouvir que o meu amor jamais poderia ser correspondido.
Talvez eu esteja fadada a esse destino: amar justamente aqueles que não conseguem retribuir o que sinto. E eu não estou sendo dramática dessa vez, eu juro. É que, de alguma forma, eu sempre acabo no meio de duas pessoas que se amam. E eu sou a coadjuvante invisível que queria ser capaz de mudar seu destino. Pensando bem.. A culpa é inteiramente minha. Nunca tive a capacidade de olhar para a própria história e tentar reescrevê-la. Eu nunca tenho coragem suficiente para mostrar o que sinto. Por ninguém. E, por você, menos ainda.
E então, foi assim que eu aprendi a me contentar com tão pouco. Com estar por perto, ouvir sua voz, dividir pequenos momentos que, para você, talvez sejam apenas amigáveis, mas para mim, são como lenha para o meu coração. Às vezes, em meio à euforia, eu me fecho. Minha expressão muda quando volto à realidade e percebo que seu olhar está brilhando, mas não é em minha direção.
Mas apesar dessa dor, ainda prefiro ouvir você dizer que o ama enquanto me sufoco com os meus próprios sentimentos, a sentir sua voz se tornar cada vez mais rara depois que eu me afastar, por não suportar a dor de amar sem ser correspondida. Não me julgue, por favor, é o melhor que posso fazer por agora…
Até algum tempo atrás, isso era suportável. Quando eu percebia que estava desempenhando novamente o papel de coadjuvante, apenas colocava meus dois fones de ouvido no máximo e reproduzia 'Heather' do Conan Gray. Cuja letra se encaixava tão perfeitamente à situação que parecia a trilha sonora de uma cena da minha "história". Quando eu chegava em casa, assistia a 'A Noiva Cadáver', filme que acabou se tornando o meu favorito. Principalmente porque, para me igualar ainda mais à Emily, eu só precisava estar morta.
Isso era tudo que eu fazia, e ainda faço: tentava me consolar através de músicas e filmes que eu me identificava. Derramo algumas lágrimas de vez em quando. Questiono o que há de errado comigo mesma ─ “O que falta em mim?”. E então guardo tudo outra vez. Guardo, guardo e guardo, sem cogitar que um dia atingiria o meu limite.
Agora, pela primeira vez, os meus sentimentos parecem grandes demais para continuarem escondidos aqui dentro. São tão espaçosos que sinto que, qualquer dia desses, vou me afogar neles. Quando estou ao seu lado, eles quase transbordam. Um gesto protetivo seu, uma palavra bonita, um olhar demorado, e todas as borboletas parecem se mover dentro de mim, procurando uma saída.
E, mesmo assim, eu continuo neutra. Sendo a pessoa com quem você pode desabafar sobre suas decepções amorosas, enquanto me contorço para não dizer que eu poderia te oferecer o dobro do amor que você tanto deseja. Porque esse coração covarde, que aprendeu a amar em silêncio, ainda acredita que é melhor sufocar com o próprio amor do que correr o risco de perdê-lo.
É assim que me sinto.
━ Yasmin Goulart
Não sei amar
Não sei me relacionar
Não tenho paciência com nada
Não sou bom com gente nem com animais...
Nem comigo mesmo eu sei lidar!
Eu só sou bom com plantas
de preferência as que tem muitos espinhos
(Óbvio, assim como eu!) muita cor e muito perfume!
Eu acho que o nome disso é cansaço...
Burnout!
William Marques de Oliveira
