Textos Reflexivos sobre Casamento

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Permita-se amar mais,
Não deixe o seu coração vivendo no passado,
Resgate os seus sentimentos que estão a fugir em forma de balão,
Mude a direção dos seus medos, reme a favor da maré para alcançar a terra seca observando a luz do farol,
Na imensidão do abraço delicado está a inocência de porcelana de uma criança,
Se entregue completamente de corpo e alma aos luxos que a consciência insisti em te apresentar diariamente através dos sonhos.

⁠Tempo de amar

Verdade, a vida é um sopro, não avisa o seu fim,não nos prepara nem avisa quem vamos perder. Entre um espaço e outro da batida dos nossos corações existe um breve intervalo de tempo o qual determina a nossa existência. Em um compasso absoluto de harmonia nos impulsiona a evoluir e a buscar nossos sonhos e correr atrás de sentimentos. Então viva, mas viva marcando cada milésimo de segundos com o dom do amor, da fé e do perdão. Pois Nunca saberemos quando não haverá mais espaços entre as batidas do coração.

Gosto da paz de estar comigo,
mas isso não significa que não queira amar.

Não procuro alguém para preencher vazios,
mas para somar à paz que já encontrei.

Alguém que saiba ficar, cuidar e sentir.
Que faça questão, escolha e permaneça.

Porque aprendi a ser inteiro sozinho,
mas ainda espero alguém
que queira amar com a mesma intensidade.

Amar você é ser presença quando o mundo silencia, aconchego quando a alma pede abrigo e leveza quando a vida pesa.
É encontrar em um abraço a paz que acalma, em um olhar a certeza de pertencer e, em cada instante ao seu lado, um motivo para sorrir.
Amar você é transformar o simples em especial e fazer do nosso amor o meu lugar favorito no mundo.

Pra Sempre te Amar (Canção)


Meu coração te pede pra voltar,
A saudade machuca demais,
As noites são longas, não consigo amar,
Teu sorriso é o que eu quero pra mim,
Sem você aqui, tudo faz fim.


Te acordando com meus beijos,
Fazendo tudo pra você voltar,
A vida é um sonho sem teu cheiro,
Meu amor, vem logo me encontrar.
Tudo o que eu quero é nunca mais chorar,
Te ter ao meu lado, pra sempre te amar.


Lembro dos momentos que a gente passou,
As risadas, os planos, tudo o que sonhou,
Agora é só sombra, um vazio a preencher,
Teu olhar é a luz que me faz viver.


Te acordando com meus beijos,
Fazendo tudo pra você voltar,
A vida é um sonho sem teu cheiro,
Meu amor, vem logo me encontrar.
Tudo o que eu quero é nunca mais chorar,
Te ter ao meu lado, pra sempre amar.


Se o tempo é cruel, eu vou lutar,
Com fé no coração, eu vou te buscar.
Cada lágrima caída é um passo a mais,
Na dança da vida, eu sei que és capaz.


Te acordando com meus beijos,
Fazendo tudo pra você voltar,
A vida é um sonho sem teu cheiro,
Meu amor, vem logo me encontrar.
Tudo o que eu quero é nunca mais chorar,
Te ter ao meu lado, pra sempre te amar.

Olhando para trás


O mundo não disse que doía,
Que era pra chorar tanto assim,
Que amar viraria ferida,
E que um dia eu ficaria sem mim.


Nas ideias de um bobo sonhador,
Me entreguei sem medo,
Me joguei no mar da ilusão,
Sem saber nadar, fui me perdendo.


O que fiz com o coração?
Me bateram falando de amor,
Envenenado por palavras doces,
E eu, tolo, me entreguei sem pudor.


Brincar de amar machuca demais,
E o passado pesa ao recordar.
Não amo mais, não brinco mais,
Dói cada vez que olho pra trás.

" *Em cada versos meus será para dizer que sempre vou te amar..."*
(Escrito em tatuagem)
************************
Não te amar somente com palavras, mas sim com todo fervo digno desse amor...
Em cada verso meu será pra ti ... com canções ou com palavras dizer....que sempre vou te amar.
Sempre vou...

Eu prometi em amar você, eu jurei em nunca te deixar, jamais te fazer sofrer, Prometi em nunca te Trair e fazer da minha vida algo voltado para você,
Você é aquela pessoa que pedi a Deus em minhas orações, para ter uma família, viver uma vida na presença de Deus em oração, e fazer de tudo para nunca ver você chorar, sabe aqueles poemas,escrevi todos para nunca esquecer de como é bom demais te amar...
Só esqueci de uma coisa muito importante, TUDO foi só eu que, jurei, prometi, e não você..

Amar é saber que aquela pessoa significa tudo no seu mundo, e que você iria até o inferno de Dante, o submundo de Hades, até cantaria como Orfeu, faria às Fúrias chorarem só para ver, ainda que por um segundo, um sorriso sincero no rosto de quem mais ama. É ansiar o encontro, mesmo sabendo que a partida destruirá seu coração. É imaginar a pessoa ao seu lado com os olhos brilhando e o coração acelerado, ainda que tenha ciência de que, ao sair dessa breve ilusão, lágrimas cairão em seu rosto e um aperto envolverá o teu peito ao perceber a falta de quem é tão presente dentro de ti.
- Marcela Lobato

Se apenas na próxima vida puder te amar, não deixarei que essas memórias se percam outra vez. Vencerei o senhor dos tolos, dos escravos, aquele que sempre se alimentou da nossa dor. Se for preciso, voltarei mil vezes só para te reencontrar, e em todas elas vou te achar e reconhecer. Quantas vezes for preciso, vou morrer, só para poder te ver mais uma vez. Só para sentir o que mesmo a maior das tragédias não pôde apagar. Só para sentir você pela última e pela próxima vez.
- Marcela Lobato

Amar Não É Pecado


Amar jamais será errado, jamais será pecado, jamais será perversão. O amor entre duas pessoas capazes nunca será um crime, ainda que leis retrógradas, ignorantes, preconceituosas e criminosas tentem assim torná-lo. Não há barreiras que impeçam sentimentos, desejos e relações consensuais entre adultos conscientes ou adolescentes iniciando suas vidas sexuais e afetivas.
Não importa se a relação é entre duas mulheres, dois homens, um homem e uma mulher, se são pessoas não binárias ou binárias com não binárias. Nada disso impede ou torna um sentimento, um desejo ou uma relação menos digna, menos real, menos válida e, muito menos, menos verdadeira. O amor não vê gênero, classe, cor da pele, o valor que se tem guardado no banco e nem a aparência. O amor apenas é, e não tem como fugir dele. Ainda que tente, o máximo que conseguirá é a tristeza e o arrependimento de não ter vivido o que era seu por direito, assim como a tristeza de uma vida falsa, camuflada e dominada por medos inúteis.
A vida no armário não é vida, assim como fugir do que sente não apaga o sentir, apenas o amplia. Como mostra a psicanálise há séculos, tudo o que reprimimos cresce. A sombra, que é tudo aquilo que escondemos, muitas vezes até de nós mesmos, devora aqueles que tentam, com todas as forças, reprimi-la. É como uma mola que você aperta e, fatalmente, terá que soltar em algum momento, só que, ao invés das suas mãos e possivelmente também os seus braços, machucará a sua alma, e esses cortes podem nunca cicatrizar.
- Marcela Lobato

O que é a felicidade pra mim?


Antigamente, eu diria que amar e ser amada, preferencialmente trabalhando com o que ama também. O que, pra mim, já que essa é uma pergunta muito subjetiva, seria tudo o que eu queria e precisava. Hoje, eu digo que a felicidade só existe realmente em filmes e séries onde a justiça sempre acontece e geralmente o amor dá certo de alguma forma, por mais improvável que seja. Hoje eu não acredito em felicidade, só em momentos felizes que nunca duram o bastante e raramente acontecem.
O nosso mundo é uma fábrica de dor, não de sorrisos. É inútil esperar pela felicidade. Raramente alguém consegue isso. A dor é a única certeza da vida, tanto física quanto emocional. Quando você para de esperar por algo bom, é quando para de sofrer tanto pela falta disso. Você entende o jogo.
Se há felicidade, não é aqui. Talvez do outro lado, em outra vida, em outro mundo. Mas não aqui. Raros sortudos conseguem isso, mas mesmo assim, costuma acabar em algum momento. Se a gente considerar o amor como parte da felicidade de alguém, que é sempre subjetivo, a vida sempre vai dar um jeito de arrancar a pessoa de você, ou te arrancar dela se você tiver mais sorte e viver menos. Mesmo que encontre o "felizes para sempre", em algum momento vai perder ou será a perda. Claro, eu preferiria viver isso, mesmo que perdesse, do que não, mas... Pra os raros que conseguem isso de verdade, além da fachada, ou de relações de plástico, por conveniência, onde seria fácil deixar o outro pra trás, mesmo esses não costumam ter um final feliz, ainda que consigam, contra todas as probabilidades, uma vida assim.
As vezes sinto falta de acreditar nisso, mas raramente eu sinto de novo como se o impossível fosse possível. Talvez, por crescer entre o fim dos anos 90 e início dos 2000, vendo comédias românticas, me tornei uma romântica e tive, desde que me entendo por gente, o amor como a razão da tudo. Hoje o amor é algo fora de moda, considerado tosco e até estranho. Essa não é mesmo a minha época. Sinto que perder isso foi como perder o sentido de tudo. Isso era a felicidade pra mim. Antes eu dizia, e realmente acreditava, que poderia morar embaixo de uma ponte e ser feliz, contanto que estivesse com quem amo. Eu sei, é estúpido. Mas essa é a verdade sobre mim. Felicidade, pra mim, é ilusão.
Hoje o dinheiro é o que mais importa pra tornar a vida um pouco menos insuportável, já que ele vale mais que a vida de qualquer pessoa no sistema que vivemos. Além disso, por minhas questões de saúde, jamais poderia morar embaixo de uma ponte hoje. No fundo, ainda daria tudo pra reencontrar o que perdi e mudar de ideia, mas... Aqui é a vida real, não é?
- Marcela Lobato

O coração depois de ser bastante magoado, de amar e ser ferido, um tanto angustiado, não ser correspondido com a mesma entrega, inevitavelmente, fica mais receoso, não quer ser partido, ficar em vários pedaços, então, faz pensar muito antes de confiar de novo, após um reencontro importante consigo às custas de muito esforço.

Todavia, a vida continua seguindo, atividades, rotinas, dias e noites que vão passando, fases de equilíbrio, ricas oportunidades, cordialidades e atritos, alegrias e meio às adversidades, responsabilidades entre alguns instantes de alívio, cada um com a sua particularidade, principalmente, corações onde o amor permanece vivo.

E no tempo certo, dois dispostos se atraem, consequentemente, aos poucos, um vai conquistando a confiança do outro, assim, um amor verdadeiro passa a ser construído, ambos empenhados, desafiados por suas inseguranças e incertezas, tratando o verbo amar como o seu Grande Caso, conjugando além dos ganhos e das aparências.

Fase Passageira que Ensina Para Sempre o que é Amar

Fase preciosa que passa tão depressa, amada infância, já que o tempo não espera, a criança de agora, certamente, é passageira e amanhã será apenas uma querida lembrança.

Não uma razão para tristeza, e sim uma constatação de que vale a pena aproveitar tudo de bom que ela tiver para oferecer; num piscar de olhos tudo vai mudar.

Dessarte, faz-se prudente perceber uma das bênçãos de Deus que ensina o que é amar: um forte nutriente para a Fé, uma companhia singular que consegue fortalecer.

' MÃE '


Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .


Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga


Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065

Liberdade é poder ir ou ficar
Rir ou chorar
Cantar e desafinar
Amar e desamar
Perder ou ganhar
É nunca envergonhar-se de si
É escolher ser feliz sem pedir
É penas escolher.

Liberdade é amar-se em qualquer circunstância.
Dar amor sem cobrança
É lembrar-se dos dias idos
E enche-se de esperança
Sonhando com um futuro melhor.

Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.


E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.


Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.


Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.


Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.


Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.

Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.


A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.


E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.


Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.


E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.


Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.


E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.

Tem dias em que eu paro e penso que amar é quase um esporte radical, daqueles que a gente entra achando que é caminhada leve e, de repente, já está pendurada num penhasco emocional, sem equipamento, só com fé e um pouco de teimosia. E eu amei… amei de um jeito que não cabe em explicação bonita, dessas que ficam bem em legenda de foto. Foi um amor que existiu, que teve voz, que teve troca, que teve vida em algum canto do mundo. Não foi invenção da minha cabeça, não. Foi real. E talvez justamente por isso tenha doído tanto.


E aí vem a vida, com aquela elegância duvidosa dela, e me coloca dentro de outro amor. Um amor que não nasceu perfeito, que não veio embalado em promessas cinematográficas, mas que foi sendo construído no meio dos cacos. Porque é isso que ninguém conta, a gente não constrói amor só com flores, a gente constrói com restos também. Com pedaços que sobraram de histórias antigas, com silêncios desconfortáveis, com verdades que poderiam muito bem ter sido escondidas, mas não foram.


Eu poderia ter guardado esse amor antigo como um segredo bonito, desses que a gente esconde numa gaveta interna e visita de vez em quando, em silêncio. Mas não. Eu escolhi abrir. Escolhi colocar na mesa, olhar de frente, dividir. E isso… isso não é simples. Não é leve. Não é coisa de gente fraca. É coisa de quem decidiu não viver pela metade.


E ele ficou. Olhou para tudo isso e não saiu correndo. Pelo contrário, teve a coragem de me perguntar por que eu não escrevo sobre isso. Como se, no meio de toda essa bagunça emocional, ele ainda enxergasse arte. Como se ele dissesse, sem dizer exatamente: transforma essa confusão em algo bonito.


E eu fico pensando… que tipo de amor é esse que não exige perfeição, mas presença? Que não pede um passado limpo, mas um presente honesto? Porque, vamos combinar, talvez muita gente não suportasse. Talvez muita gente preferisse a versão editada da história, aquela sem capítulos difíceis, sem sentimentos atravessados. Mas a gente… a gente escolheu ficar.


E não foi porque era fácil. Foi porque, de algum jeito meio torto e muito humano, ainda existia vontade. Vontade de tentar, de reconstruir, de olhar para os degraus quebrados e, ao invés de desistir da escada, começar a consertar um por um.


Eu não sei se isso é o tipo de amor que vira conto de fadas. Provavelmente não. Mas talvez seja o tipo que vira verdade. E no fim das contas, verdade sustenta muito mais do que qualquer ilusão bem contada.


Então eu escrevo. Escrevo porque viver isso tudo e ficar em silêncio seria quase um desperdício emocional. Escrevo porque, no meio de tanta coisa que poderia ter nos separado, a gente decidiu, de forma quase teimosa, continuar.


E se isso não é uma forma bonita de amor… eu sinceramente não sei o que é.

Os desejos podem ser ilusórios, pois nos fazem amar aquilo que ainda não temos, acreditar que a conquista nos trará a felicidade definitiva e imaginar que, depois de alcançarmos o que tanto queremos, finalmente estaremos satisfeitos.

Entretanto, muitas vezes, mal conquistamos aquilo que desejávamos, já começamos a desejar algo novo. E, nessa busca incessante pelo que nos falta, corremos o risco de não valorizar aquilo que já faz parte da nossa vida.

Aprenda a apreciar o que você tem, a reconhecer o valor das pessoas que caminham ao seu lado e a encontrar beleza nas coisas simples que, tantas vezes, passam despercebidas.

Isso não significa abandonar seus sonhos ou deixar de buscar novas conquistas, mas compreender que a felicidade não precisa ser adiada até que você consiga tudo o que deseja.

Antes de desejar mais, aprenda a valorizar o que já tem. Talvez a leveza da vida não esteja em conquistar tudo o que queremos, mas em descobrir o quanto já temos para agradecer.