Textos Reflexivos sobre Casamento
Meu abismo interno
... um inferno...
é eterno.
um vácuo... um vazio
não há eco.
Oco... tudo em mim é oco... louco.
Insano esse nada interminável... sem planos...
esse vazio intragável
essa dor insuportável...
meu abismo interno...
tamanha falta de ar...
pode o vácuo me fazer chorar?
Diga-me quando essa madrugada fria, vazia vai terminar.
Vou eu quando de novo calmamente poder respirar?
És o verso mais tangente.
És tão eternamente presente.
És algo fora de toda magia.
És o tudo do tudo que eu queria.
Minhas noites vazias são eternas testemunhas
da falta que tu me faz
Te proponho um trato: volta... vamos deixar fluir... que importa se amanhã de novo tens de embora ir...
Eu grito por liberdade
de escolher você pra toda a eternidade...
A minha voz não se cala,
busca esse amor sem fim,
que nasceu por você bem dentro de mim...
Eu não calo,
falo, falo e falo...
pela janela aberta,
pelas ruas cheias ou desertas...
eu grito... e meu grito vai
pela estrada, pelos vales e montes,
pelos rios, oceanos e mares...
nos dias - pelos raios de sol -
nas noites - pelo escuro que cobre o mundo com o seu negro véu...
eu suplico ao Pai :)
Porque você é meu eterno amante...
E que Deus perdoe essa nossa lambança regada pelo desvio das nossas almas impuras.
Às vezes o pecado tem um gosto suave marcante entre o cítrico e o adocicado.
Eu gosto de ser o teu fruto comestível...
Eu me satisfaço em ser aquela maçã que tu não podes comer ou conhecerás a verdade!
Tão certo como o meu desejo em ti, é o meu corpo se estremecendo, se contorcendo e deixando a água correr pelos caminhos à fora.
Você pode comer desse fruto proibido e ver de perto a verdade do mal.
E, assim, tu me levarás aos verdes campos do paraíso, fazendo loucuras comigo.
Eu quero você assim...
Entregue a mim e aos meus caprichos.
Você pode se entregar ao meu mal de corpo inteiro.
Você pode me provar e sentenciar a sua alma.
Eu vou lhe permitir vivenciar esse meu universo de mulher jogada às impurezas do mundo.
Você é eternamente meu!
Mesmo que não queira, será!
Eu vou lhe oferecer os suspiros, os sussurros, os gemidos.
Eu vou lhe ofertar a oportunidade e a sensação de me possuir em nosso cabouso de amor vulgar.
O seu nome eu vou chamar...
Só para reafirmar, naquele momento de prazer, que quem tem o poder de comer desse fruto proibido, é você.
E nesse momento, então, o céu presenciou a festa que é o teu corpo ardente e viril fazendo o inferno no meu corpo de mulher.
Você é meu...
Desse jeito assim...
Seremos eternos amantes do céu ao inferno.
Até o fim.
E que prazer é ter você para mim...
Eu já não acredito mais
Eu já não acredito mais,
Na promessa de eternos dias,
Nas palavras lançadas ao vento,
Nos sussurros que a noite desfia.
A esperança me deixou à deriva,
Às margens da profunda solidão,
Sorvendo a dor em um cálice amargo,
Onde antes brindava-se paixão.
Teu corpo é feixe de luz no crepúsculo,
Sedução que desfila sem pudor,
Um poema divino, irradiando esplendor,
Mas é miragem que o coração já não quer decor.
Teu sorriso, armadilha luminosa,
Prende, inebria e, cruel, entontece,
É a arte mais pura da sedução,
Mas é pintura que a alma já não conhece.
De fascinação se vestia o amor,
Em teus braços um falso abrigo,
Deixaste-me só, no limiar da dor,
Entre versos, me perco e comigo sigo.
Porque já não acredito mais,
Nas juras evaporadas ao amanhecer,
No amor que se faz de paz,
Mas é apenas poesia que não se pode viver.
Lamento de um Eterno Menino
Em brumas do ontem, onde as luzes se cruzam,
Rezava a família ao inverso destino,
Que arrebatou, com mãos invisíveis e firmes,
Um filho, um anjo, de sorrisos divinos.
No seio do lar, uma estrela fulgente,
Nascido em corpo de homem, coração pueril,
Guardava a pureza dos céus em seus olhos,
E em risos serenos, o mundo sentiu.
Ond'outros viam a ciência e leis rígidas,
Via ele cosmos, e em estrelas dançava;
Na poesia e música encontrou a linguagem
Que ao peito dos homens, mansamente tocava.
Filósofo, advogado, de astros amante,
No seu mundo próprio, uma missão traçava:
Ensinar que no amor, como um rio que flui,
Encontra-se o sentido onde a vida se lava.
Mas como explicar, quando o céu se desfaz,
O quebrar da ordem, o filho que parte?
Chora o universo, na perda de um astro,
Que brilhou tão breve, em tão frágil arte.
"Se ele é incrível", assim ele disse,
"Ele não será fácil, mas vale o lutar";
Pois mesmo na dor da mais cruel despedida,
É o amor que nos resta, é o amor a ficar.
Sagrado menino, em adulto disfarçado,
Tuas lições de ternura, ainda ecoam, vivazes;
No teatro da vida, foste peça rara,
E nas cortinas do fim, deixaste rastros de paz.
Por todos os dias em que a música cessa,
E em que os poemas não podem consolar,
A lembrança de um espírito eterno e criança
Nos fará sorrir, nos ensinará a amar.
Passos para vergonha eterna:
- rejeite o convite do Filho de Deus (Mt 10.32-33);
- não se arrependa dos seus pecados (At 3.19);
- resista às operações do Espírito Santo em sua vida (At 7.51);
- negligencie tão grande salvação (Hb 2.3);
- continue vivendo segundo o curso deste mundo (Ef 2.1-2);
- continue acreditando na heresia de “uma vez salvo, salvo para sempre”;
- A morte é certa e o julgamento também
(Hb 9.27; Ap 20.11-15).
_Toque meu coração e acorde do sono eterno e saiba que ainda estou vivo.
_ Saiba que toquei sua alma quando a beijei...
_ Entre muitos anos senti que a vida era parte de mim.
_ E entre esses momentos senti que existia até que senti a música correr atrás de um sonho...
_ Diante daqueles que sobretudo o apogeu morreu no instante que a vi...
_Nas sombras do mundo sou apenas uma sombra no resquícios desta noite eterna.
_ nos teus lábios flamejantes o repente da madrugada sussurra ... nos braços da minha alma perdida.
_ calida floresta que habita meu coração.
_ O seja mais uma vez o sentimento que carrego para eternidade.
Invisiveis
Cultivam fantasias
irreais de amores sublimes,
E sem medo do crime,
fartos e eternos,
Sem amores fraternos,
Andam com atropelo,
Em completo esfacelo
Sabidamente apressados,
Esses desassossegados,
Amam muito mais do que desejam,
E recebem menos do que planejam,
Sem orgulho e perseverança.
Sem fé com desesperança.
O medo faz parte da sobrevivência,
E toda essa carência,
A culpa não é minha,
A culpa não é sua,
Não nasci para isso!
Não vivi para isso!
Medo de ficar doente?!
Onde estão meus descendentes?!
Medo de perder a mãe!
Só aqueles que as tem!
Como pensar em corona
essa nova doença,
Se para outra não tem diferença!
Caminhar com ajuda do bastão,
Cadê a outra mão?!
Isolar para onde, ficar em casa aonde, fugir pra onde?.
Só preciso de um prato de comida!.
Eternidade, delírio da razão....
Quem salvará o homem do abismo
do silêncio que há entre o tudo e o nada?
A arte, a fé, ou o absurdo do não crer?
O que nos resta é a beleza
com o seu encantamento desmedido
a poesia irreprimível
do riso gratuito das crianças.
Se tudo isto nos faltar
apelemos para o amor
e para amizade...
Mas não esqueçamos
que sem o delírio da razão
não poderá existir
... eternidade.
ACESSE A ETERNIDADE, AME!
Somos infinitamente miseráveis, pequenos, insignificante para o funcionamento do universo. Grãos de areia junto a ao mar da eternidade. Somos destacáveis pela voraz força da natureza. Nascemos e morremos com a mesma facilidade caótica. Somos como estrelas no firmamento, aos olhos dos homens, invisíveis são o nosso acender e o nosso apagar.
Todavia, quando a nossa existência tem como premissa servir a outros, fazer o bem e praticar a justiça, vivos ou mortos, somos e nos tornamos gigantes, arquétipos para um aprender eterno de uma humanidade sedenta de grandes exemplos para seguir...tudo passa, mais o amor permanece para sempre.
Há sim um segredo sagrado envolvido, para se encontrar razão para nossa pequena existência e para a felicidade, é o bem sublime que praticamos e o amor que oferecemos aos outros, em atos e não apenas em vazias palavras.
Evan do Carmo
COMO EU DESPREZO A ETERNIDADE
"Amo e desejo a eternidade." Assim dizem os homens, como débeis amantes platônicos.
Amam e desejam o que nunca terão, do mesmo modo como o poeta ama e não deseja possuir, a musa intocável...
Se queremos que a vida tenha algum sentido, devemos procurá-lo em algum ponto central imaginário, entre a realidade decadente e algum desejo impossível!"
Evan do Carmo
Para ti, enquanto fores
Sempre será eterna a minha decisão
fiz uma escolha consciente
de nunca te esquecer,
de nunca te trair ou te enganar.
Se é amor, talvez nem eu saiba dizer
o amor não se explica, é um milagre
feito de mel, azeite e trigo
tu és a dona do meu atual viver
a casa para onde volto e encontro abrigo.
Festejamos todo dia a melhor porção da vida
com música suave, com o vinho-amigo.
Traçamos uma rota segura
com o mapa do amor
com a bússola da verdade
chegaremos ao destino,
onde espera-nos sorrindo
a flor da eternidade!
Evan do Carmo
DISCUSSÃO
O que mais se vê agora
é uma eterna discussão
pra saber quem é melhor
neste caos sem proporção.
Um diz em tenho lábia,
outro diz sou enrolão
já fiz isso ou aquilo
para o bem desta nação.
O povo que pouco sabe
do direito cidadão
acaba comprando fácil
o jogo de sedução.
Mas ainda temos sorte
de entender a confusão
o jornal livre da globo
para instruir o povo
"Brasil em Constituição"
Não almejo a riqueza nem a fama
Não busco o poder nem a glória eterna
Pois, ao meu redor, vejo a chama
De uma vida simples, feliz, plena.
Sou feliz com o que tenho em mãos
E meu coração transborda de amor
Pois o comum é o meu dom
E nele encontro meu maior valor.
Não sou um rei, nem um imperador
Mas sou livre para amar, para sonhar
E, quando a morte vier, sem temor
Sei que vivi bem, sem nada a lamentar.
Inerte, o corpo descansa em paz na terra,
Mas a alma vive eterna na memória
De quem a beleza e a verdade venera,
E honra a sua história com fervor e glória.
Oh, morte! Não te temo, pois sou imortal
Enquanto alguém contar a minha história,
E faça ecoar de geração em geração,
A mensagem que habitou meu coração.
Pois a beleza pode morrer, como eu,
A verdade é o legado que sempre prevaleceu.
E enquanto houver uma inocente e pura
A beleza e a verdade viverão na sepultura
E a obra do homem se for nobre perdura
Para sempre consciente de que viveu.
Soneto da Eternidade
No manto azul da noite, o sonho invade,
Trazendo a paz de estrela cintilante,
O tempo se dissolve em eterno instante,
E o coração se acalma no leito da saudade.
Na voz do vento, ouço a eternidade,
Que sussurra segredo, calmante.
Enquanto o céu desenha, radiante,
A essência pura da imortalidade.
Na vastidão do ser profundo,
Mergulho em pensamentos infinitos,
Buscando a verdade além do mundo.
Pois sei que no silêncio dos aflitos,
Há um eco de luz que nos inunda,
E torna eternos nossos gritos.
O Limiar
No limiar, a eternidade espreita,
não como promessa, mas como ameaça.
Entre o passo seguro e o salto no abismo,
o homem hesita, petrificado
pela vertigem do possível.
Afundar na mediocridade é fácil:
um declive suave,
onde cada escolha não feita
é um alívio que pesa mais que o risco.
Ali, a eternidade morre devagar,
como uma vela esquecida na escuridão.
Mas o abismo – ah, o abismo! –
clama com sua garganta infinita,
oferecendo a vertente do desconhecido,
um eco que promete não respostas,
mas expansão.
É nele que a eternidade vive,
não como certeza,
mas como um desejo sem fim.
No limiar, somos tudo e nada,
um suspiro preso na garganta do universo,
um instante que decide se a alma
se desintegra na poeira do comum
ou se arde no fogo insaciável do eterno.
E então, ao olhar para trás,
quem ousou saltar verá não o chão,
mas o infinito que o acolheu.
Quem recuou, verá não o conforto,
mas as grades de sua própria fuga.
No limiar, a escolha é simples,
mas o peso é eterno:
morrer na margem
ou viver na queda.
Ser o que sou
Sou o universo em tons diversos, em mil cores,
no balé eterno das estrelas finitas.
Sou o todo de ontem e a soma do agora,
o peso e o voo, o fardo e a febre,
medo e desengano entrelaçados.
Sou luz que arde, sombra que dança,
ferida que abre, navalha que estanca.
Sou você, sou o outro,
estou por dentro, estou por fora.
No espelho me vejo — sou cais e mar,
o que resta e o que há de faltar.
Sou abismo, sou pranto, sou riso de insânia,
sombra que resiste à indomável aurora.
O desejo da mariposa
A mariposa não teme a morte,
anseia a luz como quem sonha o eterno.
Seu voo é um verbo que se conjuga em chamas,
um desejo faminto de tocar o impossível.
Ela não conhece a linguagem do medo,
apenas o chamado incandescente,
um segredo gravado em suas asas
como um poema que se desfaz no fogo.
Na lâmpada, no círio, na estrela,
tudo nela é pressa de ser centelha,
de ser faísca e se tornar universo,
de arder até o nome se apagar no vento.
E então, no último tremor das asas,
quando o brilho a devora sem piedade,
ela se torna o que sempre quis:
luz sem corpo, incêndio sem fim.
