Textos reflexivos para professores que motivam a paixão pelo ensino
Ode à Vida
Oh! Vida!
És um enigma que nos desafia
a experimentar e enfrentar,
aprender e evoluir.
Oh! Vida!
És uma dádiva,
uma escola de multiplicidades,
onde a individualidade permite
a troca de vivências,
e, infelizmente,
nem sempre somos capazes
de sermos aprovados...
Oh! Vida!
És uma biblioteca de oportunidades
e opções de leitura ( sem releituras) e interpretações mutáveis ou não...
Oh! Vida!
Livro aberto e, ao mesmo tempo,
manuscrito indecifrável,
onde escrevemos com tinta
de escolhas
e apagamos com lágrimas
de arrependimento...
Oh! Vida!
És mestra severa e mãe generosa,
que embala e, por vezes, sacode,
que acolhe no colo da esperança
e lança ao deserto das perguntas
sem respostas óbvias e claras
ao nosso entendimento limitado...
Oh! Vida!
És travessia,
ponte entre o que fomos,
podemos ser e o que ainda
ousamos ou não ser...
Oh! Vida!
És o sopro
que acende nossos sonhos
e o vento
que testa nossas raízes...
Oh! Vida!
És palco e bastidor,
és riso
que floresce sem aviso
e silêncio
que amadurece na dor...
Oh! Vida!
És o instante breve
que insiste em parecer eterno
quando vivido com presença,
e eternidade inteira
quando guardado na memória
do afeto...
Oh! Vida!
Entre quedas e recomeços,
ensinas, sem palavras,
que existir
é verbo em movimento,
é semente insistindo
mesmo sob o peso da terra árida
do mundo...
Oh! Vida!
Que eu te leia com coragem,
que eu te interprete com verdade,
e que,
ao final de cada capítulo,
eu reconheça,
(mesmo cansada...)
a tua sagrada e indomável Poesia.
✍©️@MiriamDaCosta
A vida nos ensina a dura lição de que o chão nem sempre estará firme sob os nossos pés quando mais precisarmos. Haverá momentos em que a queda será inevitável e o impacto contra a realidade parecerá definitivo e esmagador. O milagre não está em evitar a queda, mas na teimosia quase sagrada de se levantar e tentar mais uma vez.
- Tiago Scheimann
Parabéns aos professores,
Por nos fazerem ser quem somos e nos conceder o privilégio de enxergarmos o melhor de nós, mesmo quando o melhor, muitas vezes, não conseguimos enxergar em nós mesmos.
E se na vida existe a esperança de um futuro e de uma sociedade melhor, isto se deve ao professor!
FELIZ DIA MAESTRO !
A todos os meus professores ....
Que me ajudaram a desaprender preconceitos.
Que desconstruíram minhas convicções tacanhas.
Que não duvidaram dos meus ideais .
Que tiveram paciência com as minhas perguntas sem respostas.
Que foram mestres mesmo que eu não percebesse.
Que incentivaram até quando disseram -me : não !
Que são meus grandes amigos .
Que talvez eu nunca mais verei mas sempre serão parte do que sou. ..
As relações de acordo permanente anti-violência e estimulo das relações de paz entre agentes de segurança e comunidade se conflitam, por causa de nossa cultura liquida (Bauman 2011)cada uma dá importância para seu pedaço e quando alguém o ameaça não resolvo pela amizade e pela contemporaneidade para pelo uso da força e da lei. Dentro desse conceito deixo de construir relações sólidas sociais de discussão de soluções para nossa convivência. O que vale é minha individualidade e não a coletividade"
(Zigmunt Bauman é um sociólogo polonês)
Cordel da EJA
Muitas são as dificuldades encontradas por quem constrói o universo da Educação de Jovens e Adultos.
Para os alunos que estão recomeçando com todos os desafios, o preconceito do desnível, os conflitos de concepções, a luta contra o cansaço, a merenda não muito agradável mas um desejo no coração.
Para os professores, o último expediente, tentam manter o sorriso nos dentes para esconder o grande enfado. Ajustam a paciência para aquele aluno exaltado, pega na mão de dona Maria pra ela não escrever errado, mesmo que no curso de matemática para isso não tenha lhe preparado,
ouve até comentários de seus próprios colegas que professor da EJA é um tanto folgado, não sabendo eles que pra ajudar no recomeço exige é serviço dobrado.
Para o gestor é um tanto complicado, mediar os conflitos dos alunos ditos como “os danados”, justificar a falta de água e do material dourado é cobrado de todo lado, professor, aluno, vigia até do secretariado.
E a coordenadora por essas horas está rodando pra todo lado, botando aluno pra dentro, planejando caso a caso, tentando marcar uma reunião que inclua todo o professorado.
Mesmo com tudo isso, é um grande prazer participar pra valer da segunda chance da vida desse alunato semi-alfabetizados, da BNCC escanteados mas no meu coração, sempre amados!
Rayane Valentim
Respeito todas as profissoes, cada uma tem seu valor, sua formosura, mas todas elas nascem de uma chamada PROFESSOR. Ninguém é médico, dentista, advogado, dentista, engenheiro, doutor, sem passar pelo carinho, pela atençao e pelo amor de um professor.
Feliz dia do professor.
Texto reescrito e readaptado por Priscilla Rodighiero
Desconheço a fonte do texto original.
Aos professores, mestres e doutores.
É com grande alegria e prazer que posso dizer. Que seria de uma sociedade, seja no campo ou na cidade, a ausência da docência, o ensino de verdade?
Deveras pois todos, indistintamente agradecer, ao doutor, mestre ou professor, por horas e horas de labor. Por dedicação integral, buscando sempre o conhecimento, e repartindo na moral, com muito esmero, tamanha dedicação, ansiosos por verem seus alunos em diversa formação.
Parabéns, professor, mestre e doutor, por dedicar seu precioso tempo laboral, em ajudar a resgatar nos dá ignorância colossal. Por cada contribuição intelectual, na ajuda em galgar cada degrau, nos mais diversos patamares do saber, nos levando até as portas maiorais, na oportunidade de aprender cada vez mais.
Tenham todos, professores, mestres e doutores, vida longa e muita paz. Por cada discente que a vida lhe traz. Pela oportunidade de fazer o ignorante galgar os degraus do conhecimento, rumo aos patamares do saber, sempre com louvor e maestria, onde muitos alcançarão mais é mais, sabedoria.
Meu sincero agradecimento a todos os professores, mestres e doutores que tive e tenho ainda, o privilégio maior de conhecer, de aprender a amar e realmente muito considerar.
Vida longa com saúde, graça e paz a vossas excelências da propagação do saber.
Só pensando: eu aprendi na escola que a gente se levanta quando a diretora entra na sala; eu aprendi que é feio o preconceito; eu aprendi a escutar os mais velhos e que, se é pra frente que se anda, aprendi que sem retrovisor o motorista não segue em frente.
Mesmo sabendo disso eu errei inúmeras vezes.
Hoje, a isso tudo, dou o nome de respeito.
Mas eu sou uma pessoa de sorte:
Tive bons professores.
15/10/2018
Bom dia - Ao Mestre com Carinho!
Hoje o abraço vai para à mágia e mestria do(a) querido mestre(a)
Que sua função e missão seja plenamente amparada, respeitada e difundida.
Há um tempo na vida somos alunos e em outro, professores.
O ensinamento recebido não fica parado,
ele é apenas o ponto de partida,
para ser seguido e aperfeiçoado.
Cada aluno utiliza o ensinamento como ferramenta que lhe será útil ao longo de toda a vida.
Somos professores quando colocamos luz no caminho das pessoas,
damos-lhe guias e motivos para seguir em frente,
principalmente quando oferecemos com amor: nossos dons e talentos.
Somos alunos quando:
na humildade de nossa busca pelo aperfeiçoamento,
reconhecemos o aprendizado em cada pessoa por mais diferenciada que possa ser,
e que possa nos possa oferecer.
"Quem não aprende pelo amor, aprende pela dor!" (ditado popular)
A vida há um tempo é mãe,
e há um outro, madrasta.
Viemos ao mundo para aprender, aperfeiçoar-se e poder elevar-se!
Mundo sem aprendizado é evasivo, vazio, reino de escuridão!
Sede sempre luz que ilumina, voz que orienta e coração que acalenta!
Professores...
quem não vai buscar no fundão da memória
lembranças de mestres queridos?
Os Professores realmente merecem
estas homenagens por este dia,
e por mais 364 dias do ano...
A eles (e elas) dedico meus mais efusivos
Ósculos e amplexos,
Marcial
"DIA DO PROFESSOR" SÃO TODOS OS DIAS DO ANO
Marcial Salaverry
Verdade seja dita, para falar em Dia do Professor, é preciso realmente falar de todos os dias do ano, pois são verdadeiros heróis anonimos, e todos os dias do ano estão presentes na vida de toda e qualquer pessoa que um dia frequentou os bancos escolares...
Parafraseando um velho ditado, digo que de professor e louco, todos temos um pouco. Todos nós temos algo de professor dentro de nós. A verdade é que sempre temos algo a ensinar a alguém e, principalmente, sempre estamos, pelo menos, querendo ensinar algo a alguém. Vai daí que, o Dia do Professor é dedicado a todos nós, e não somente àqueles heróis e heroínas que labutam nos bancos escolares, ganhando uma fábula de salário (lógico, fábula é coisa que não existe...) procurando ensinar suas matérias a alunos, na maioria das vezes muito recalcitrantes, e que tentam deixá-los mais doidos do que realmente podem ser...
Quem de nós não tem um lugarzinho especial na memória para algum professor (a) que teve uma passagem marcante em nossa vida? Eu particularmente, retiro das brumas de um passado longínquo o nome de Dna. Rosina Pastore, que foi minha professora no quarto ano primário e admissão ao ginásio no Grupo Escolar Arthur Guimarães. Sem dúvida alguma, UMA SANTA, e reconheço que muito do que sei e sou, devo a ela, pelas lições de vida que dava em suas aulas.
Acho que a melhor homenagem que se pode prestar a esses profissionais abnegados é esse mergulho no passado e, com um pensamento forte e saudoso ver e relembrar a importância que os professores tiveram em nossa vida. Não deixo também, de estender os parabéns a todas as pessoas que, revelando o professor que existe dentro de si, sempre estão prontos a transmitir seus conhecimentos para outrem. Todo aquele que ensina alguma coisa a alguém, pode com todo direito ser chamado de professor. Então, a todos aqueles que em alguma época da minha vida dividiram seus conhecimentos comigo, meu MUITO OBRIGADO E MEUS PARABÉNS pelo dia 15 de outubro.
Ainda temos que falar sobre quem realmente é o elo que liga as gerações, entre Pais e Filhos. São os incompreendidos e abnegados professores e professoras, e o mais interessante é que muita gente acha que é muito fácil ser professor. É só decorar as aulas, e despejar matéria em cima dos alunos. Depois, corrigir as provas, dar as notas, e pronto. É verdadeiramente uma maravilha ser professor, mas esquecendo as utopias, vamos para a realidade. É uma das classes mais mal remuneradas que existe. Se não tiver outras fontes de renda, tem que correr feito doido atrás da bola, em 3 e 4 empregos, para tentar morrer de fome com dignidade, e não podemos esquecer os longos anos de estudo para chegar ao Magistério. Realmente, Professor não é uma profissão, é um estado de espírito.
Na verdade, é preciso muita psicologia para lidar com crianças, dada a heterogeneidade que se encontra em uma sala de aula, e o problema principal são os adolescentes que já trazem mais arraigados os problemas domésticos, e que são por natureza revoltados contra alguma coisa, que nem mesmo eles sabem definir, e que os professores procuram "consertar", e lembrando disso, sem dúvida temos que registrar aqui uma homenagem a estes que são o verdadeiro elo da ligação "intergeracional". É um trabalho de "sapa", nem sempre compreendido, mal remunerado e super sacrificado. Afinal, estão lidando com o futuro das crianças. Muitas vezes crianças-problema são "consertadas" na sala de aula, graças ao trabalho psicológico lá desenvolvido pelos professores. Muitas vezes o trabalho dos professores é estragado pela falta de uma complementação doméstica.
E assim, considerando que todos temos algo de professor em nosso interior, desejo que este dia seja na verdade UM LINDO DIA, a ser bem vivido por todo e qualquer ser vivente...
" ...Ser mestre é promover transformações, através do conhecimento mais simples ao mais difícil e esperar a conquista e a realização. É exceder a função de mestre e tornar-se, às vezes, pai, orientador e amigo. Ser mestre é compartilhar lições, e ter ciência que de si e de seu trabalho nascem o conhecimento, o progresso e a união de um povo..."
Helena da Rosa
COISAS DE MENINO DE RUA
Um menino de rua pode ser doutor?
No meu tempo podia..
O menino de rua era o dono do lugar;
Ele podia ser o que bem queria.
O menino de rua no meu tempo:
Tinha termo, se divertia;
Tinha vida, sorria e gargalhava;
Tinha casa e cama macia.
O menino de rua no meu tempo
Ia pra escola, fazia fila;
Cantava o hino nacional;
Jurava devoção à pátria mãe.
Memorizava as cores da bandeira;
Rezava de mãos posta no peito;
Chorava e não se envergonhava...
Pois, amava a pátria que nasceu.
O menino...
usava uniforme azul e branco,
Meias brancas, branquinhas,
Conga azul ou kchute preto...
No pescoço tinha uma gravata.
Fui menino de rua...
A mãe sabia, o pai espiava sisudo;
A vizinhança sentada na porta da casa
Da meninada, cuidava.
Menino de rua do meu tempo...
Se quis virou doutor, professor, jogador
Por isso sou poeta ...
Em versos escrevo história.
Revendo um recorte da história e refletindo um pouco, percebi que a maior mentira já contada sobre a educação no Brasil é: 'Na ditadura é que as escolas eram boas. Para ser admitido em escolas, os estudantes precisavam passar por uma prova. O ensino público era de boa qualidade'.
Pois bem, o problema é que na verdade, as escolas estavam evoluindo nas décadas de 60 até o início da de 70, por causa dos 'avanços' anteriores a essa época. É ingenuidade (ou esperteza demais) pensar que em tão pouco tempo, todo o ensino mudou, porque a ditadura se instaurou. É muito mais lógico, acreditar que foi um crescimento alcançado por décadas de esforço. O que a ditadura fez, a mando dos EUA e com o aval da imprensa (e da elite) Brasileira, foi acabar com o avanço da qualidade do ensino. Os maiores brasileiros do século passado foram presos, torturados e os que não conseguiram exílio foram mortos. Não foi o aumento do número de vagas que diminuiu a qualidade, mas sim o plano do capitalismo, em manter o Brasil como subdesenvolvido. Se nossas escolas, nossos educadores, nossos políticos honestos não tivessem sucumbido aos 24 anos de atraso extremo, poderíamos até não estar lá nos 90%, mas com certeza estaríamos muito melhor.
Abril vermelho
Vejo o mar agitado se abrir
e a multidão em polvorosa ir em direção à costa
vejo ondas cada vez mais altas
e a rebentação cada vez mais forte
vejo professores em todo território nacional
rebelados e rebelando-se contra o sistema
ao meio dia
à meia noite
a todo tempo
vejo punhos se cerrarem
e a malta se unir nas ruas
não vejo a inércia de antes
vejo sangue, dor, lágrimas
vejo esperança, força, garra
prevejo mudanças profundas
oriundas dessa tormenta
vejo o povo retomando o controle
promovendo revoluções em série
vejo o povo nas ruas de mãos dadas com a Educação
e a marcha diária de ocupação nas praças e palácios dos governos
somando um, dois, três milhões...
Ainda não consigo enxergar o fim dessa peleja
mas vejo nitidamente o início de tudo isso
vejo acontecer em tempo real revoluções por minuto.
Ela entrou porta adentro com um grande objeto nas mãos, vinha de sua sala. O sorriso estampado em seu rosto indicava felicidade. O objeto que trazia nas mãos era, na verdade, uma maquete feita por uma de suas turmas: a turma do 2º ano do ensino médio. Ansiosa em mostrar o trabalho a seus colegas professores, ela anunciou: - veja como ficou linda a maquete de vertebrados e invertebrados - era um trabalho de biologia.
Seus colegas se aproximaram e viram que de fato estava linda a maquete. O sorriso dela crescia a cada elogio tecido por algum dos professores – de fato, está lindo. Veja, é possível ver os invertebrados no mar e os vertebrados na terra – o outro acrescentava – e os detalhes, está realmente bem feito – e ela mais feliz, e mais feliz...
E a maldição do erre? O que é isso? Uma de suas colegas se aproximou e gritou para toda a sala ouvir – “Invetebrados”? – ninguém entendeu, mas mesmo assim todos lhe deram atenção e ela completou – o nome “invertebrados” está errado, falta um erre – alguns a olharam com reprovação. E a pobre da professora perdeu todo o brilho do sorriso e se queixou para o colega ao lado – ela não precisava ter feito isso – o colega concordou.
Um erre?
O que se faz com um erre? Vale mais que um sorriso?
O menino e a Professora
Década de 70, o menino está em uma nova escola, (Professora Eunice Laureano da Silva), novos professores, tudo é novo, precisa fazer novos amigos, as meninas logo se empolgam com o novo aluno e isso enfurece os meninos que lá já estudam desde o primário é inevitável às brigas, o menino não gosta de violência e por várias vezes leva socos e pontapés sem reagir, pois se ignorarem, eles o deixaram em paz, o menino faz várias amizades com os meninos e meninas da sua sala e também de outras, fica popular na escola e muitas meninas mandam bilhetinhos pedindo para namorar ele, uns e outros meninos ainda tentam assusta ló dizendo que vai pegar ele na saída, ele então resolve dar um basta nesta situação, acertou a briga do lado de fora da escola, o menino saiu com um olho roxo, mas deixou dois meninos com vários hematomas pelo corpo, isso o deixou mais popular ainda e todos os outros meninos o respeitavam depois dele ter brigado com dois, porem o menino se sentiu mal por esta primeira briga e que por sinal fora a última, seus professores eram ótimos, mas tinha uma Professora de artes (Sandra) a mais bela da Escola, o qual o menino a admirava, ela tinha os cabelos castanhos, compridos e usava óculos, deveria ter uns vinte e cinco anos mais ou menos, seu perfume contagiava o menino que a olhava com um olhar penetrante o qual ela ficava encabulada, de todas as matérias com seu ótimos Professores, o menino se destacou nas de artes, o menino começou a desenhar, pintar e até arriscou fazer uma escultura de barro, pegou gosto pelas artes, em um concurso de artes na Escola o menino fez uma pintura abstrata (feito com anilina em papel canson), ficou com vergonha de entregar diante os desenhos de outros amiguinhos, mas com a insistência da Professora ele entregou seu trabalho e quando ela abriu ficou encantada, levou a sala dos Professores para mostrar e todos queriam aquele trabalho, isto o fez se dedicar ainda mais as artes, o qual ele nunca mais parou e a Professora, ah, ela ainda continuava encabulada com os olhares daquele menino que insistia a olhar profundamente, o menino percebeu que tinha um olhar diferente capaz de deixar as meninas loucas por ele, um certo dia na hora do recreio o qual ele ficava com seus coleguinhas brincando de pega - pega ou paralisado ( tinha que receber o beijo no rosto de uma menina para poder se mexer) um de seus amiguinhos grita paralisado, ele assim o fez e qual fora a surpresa do menino, uma das mais belas menina da escola se aproximou e deu um beijo na boca, foi o despertar do menino, foi como o beijo da princesa no sapo, o menino daquele dia em diante parou de ficar correndo feito louco pelo pátio da Escola, agora o menino ficava paquerando as meninas, as convidando para tomar um refrigerante na cantina e assim foram várias meninas, vários beijos, vários refrigerantes, vários bilhetes no caderno para sua mãe e varias ida para a Diretoria por estar namorando nos corredores e a Professora de artes continuava linda com seu perfume ensinando e desfilando entre as carteiras da sala de aula, certo dia a Professora passando a lição na lousa e explicando a lição ela olhou pro menino e se aproximou e lhe perguntou o porque ele a olhava daquele jeito, que a deixava encabulada, o menino então a olhou dentro dos olhos e disse que ela era muito linda, que a admirava, ela responde ao menino que ele era muito novo e que ela era noiva de um rapaz o qual ele já havia visto no portão da escola esperando a, e assim o menino continuou a olhar por mais um tempo até que novamente ele iria deixar tudo àquilo para traz no seu passado, pois outra escola ele iria estudar e aquela Professora de artes seria uma lembrança em sua memória, mas foi mais que isto, foi envolve ló para sempre nas artes, pintura de telas, desenhos, esculturas e poesias:
Morena Menina
Morena menina, teu olhar me fascina
Teu sorriso me alegra
Teu cheiro me embriaga
Tua voz me conquista
Teu jeito de mulher menina me faz sonhar
Sonhar!
Voltar no tempo...
Ficar com você
Ah! Morena, menina
Que me faz sonhar!
(Ricardo Cardoso)
SALA
Alardes são mesclados com algazarra ,
uma situação fria e desconfortável,
um acomodo ereto e inspirada peça
se apóiam o braços e artifícios
Tem forma hexagonal,
um compendio branco e brilhante
uma hélice cíclica,
mesas bem formadas,
e me traz o sono só de observar a janela penetrante
As beldades que aqui se encontram,
são divertidas feições em um contexto interessante
outras no entanto são frias, chatas e maçantes
e as conversas são peculiares ,
vem meu pensamento como refúgio de um infante.
Gabriel Silva Corrêa Lima
“O mundo pode se render aos encantos da Tecnologia, mas a construção do saber jamais se consolida de forma individual. Conhecimento pode ser potencializado e disseminado com destreza e velocidade, fazendo da equidade uma relação de possibilidades de simetria com o normal.
Professor é aquele que haja o que houver, se for vencedor jamais será substituído, e seu Protagonismo se potencializará no comando da tecnologia.”
A FICHA DE LEITURA
Um dia a professora de português, Dona Maria José (Dona Cuca, por esse carinhoso apelido, também conhecida, por parecer com uma certa personagem do Sitio do Pica-Pau Amarelo) Mandou comprar certa vez um livro, A Escrava Isaura do escritor Bernardo Guimarães, para fazermos uma tal de ficha de leitura, que consistia, basicamente, em lermos e depois fazermos um resumo do que lembrávamos, ótimo incentivo a leitura e reflexão e assimilação do texto. Só que nessa época, adolescência, não gostava muito de ler, não. Não só não comprei o livro, como esqueci totalmente o dia de entregar o trabalho (assim como chamávamos) ai foi que me lembrei, poxa! Ai, muito do desenrolado, em cima da hora, tive uma ideia genial, um plano infalível, fui na casa de uma vizinha, colega que mora agora no Rio, mais carioca que pernambucana, que ate já perdeu o sotaque, daqui, rapidinho, e há muito, fala o mais fluente carioquês: “ – E ai, ô Fábio, como vai? “, coisa assim, irmã de um grande amigo meu. Pois bem fui pra casa dela, como ia dizendo e sentei-me a mesa e pedi pra ela, pelo amor de Deus, quebrar esse galho e ir lembrando do que pudesse, da Escrava Isaura, lembra? A novela com Lucélia Santos, Rubens de Falco e grande elenco, vê se lembra qualquer coisa ai, se não lembrar tudo direitinho, tinha nada não, tá valendo, ficha de leitura é assim mesmo, a gente só escreve o que lembra, enchendo duas, três folhas, ta bom demais, da pro gasto, é só fazer algum volume! Começou, solicita, assim sendo, a puxar pela memória em prol de tão nobre causa, daqui a pouco chamou outra vizinha, pra ajudar; - Fulana! Tu lembra? Foi assim, assado? Ela se achegou e, daqui a pouco, também chamou a irmã, senão me engano. E eis que tinha a minha disposição, uma respeitável assessoria, três cabeças pensando melhor que uma, três cúmplices legais, rs. E aos poucos, de grão em grão, fui
enchendo uma, duas, três, quatro folhas de papel pautado, rs. Nesse negocinho, elas com toda boa vontade do mundo e eu escrevendo, já tinha passando da hora de ir pra escola e eu ainda lá, tinha nada não a aula de português seria a terceira. Daqui a poucos instantes, enfim, dei por satisfeito, tava de bom tamanho, juntei todo material coletado e fui correndo pra casa, tomei banho rapidinho, almocei, acho que almocei e fui pro colégio correndo, chegando bem na hora da terceira aula, a de português, tudo cronometrado, perfeito, entreguei a “ficha de leitura”, a professora ainda perguntou por uma coisa que viria no livro e tava faltando e eu disse veio não, não sei por que. Passou... por pouco! Dias depois, no grande dia, enfim, da onça beber água, ela inovou, (acho até que foi pessoal, o que ela fez foi combinado, hoje dava processo, rs.) chamou um a um no seu birô os alunos, na frente de todos, para devolver as fichas, fazer umas rápidas considerações e dizer a nota e eu fui o ultimo, tô dizendo, tava escrito. Na minha vez ela fez uma pergunta estranha, incisiva, disparou: - Me diga uma coisa, você fez o trabalho baseado na novela da Rede Globo, não foi? (Estranho, como ela adivinhou? É vidente?) Respondi, evidente que não! E podia? Ela prosseguiu: - Rapaz, não tente me enrolar, foi ou não foi? Eu dissimulado: - Não! E ela insistindo: - Diga logo, vá, se avexe... E a turma olhando, maior climão, constrangimento, que mico! E eu renitente e ela intransigente, vendo que ela não ia desistir, parecendo um interrogatório policial, confessar ou confessar, não tinha pra onde correr, ia dar a hora da saída e ela ali, marcando em cima, confessei: - Foi!!! Como a senhora soube? Ela disse: - Meu filho tenho uma biblioteca em casa e esse personagem Tobias, que morreu queimado aqui, não existe no romance original, o diretor da novela inventou, fez uma adaptação, eles fazem isso nas novelas, (poxa, fazem isso?! E pode? Dancei direitinho) Depois de descoberta a ficha fajuta, com ares de esperta ela jogou uma piadinha dizendo que me daria 6, pelo esforço de tentar enganá-la. Tá, até podia ser pior, ficar sem nota, entre mortos e feridos, sai até no lucro, seis, tava na media, deu pro gasto, rs.
(15.10.2016)
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