Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
3 de julho
21h48
hoje acordei sem querer.
não por escolha.
não por esperança.
acordei porque o mundo faz barulho demais
e meu quarto não é à prova de dor.
o sol invadiu meu rosto como se eu fosse casa vazia.
fiquei deitada por um tempo,
me perguntando se morrer
é mais calmo que viver.
pensei na morte como um alguém.
alguém que talvez me acolhesse
sem pedir versões melhores de mim.
alguém que não se importaria com o fato de
eu sempre me sentir insuficiente —
até pra mim mesma.
tomei café.
com gosto de nada.
sorri pra algumas pessoas,
mas senti meu rosto falso.
às vezes acho que estou treinando ser um holograma.
e sou boa nisso.
fiquei observando meus amigos —
e essa palavra sempre me soa estranha,
como um sapato bonito, mas que nunca serviu direito.
eles riam.
eu também ri.
mas pensei:
se eu desaparecesse,
eles iam sentir?
iam lembrar?
ou só ia ser mais um nome esquecido nas notificações?
acho que hoje só queria
não existir um pouco.
descansar do peso de tentar parecer bem.
dormir sem prometer
acordar amanhã.
amanhã.
se eu quiser.
—
escrito com a barriga vazia
e o peito cheio demais.
o amor que me fez mudar de altura
não foi súbito.
ele não chegou me virando do avesso.
foi um desvio pequeno, quase distração.
e, quando percebi,
meus pés já não tocavam mais
o mesmo chão.
era amor.
mas não desses que pedem manual.
era amor
como uma outra densidade do ar.
como se respirar perto dele fosse
um idioma secreto entre pulmões
que não mentem.
antes dele, eu vivia no nível do necessário.
sabia pagar contas emocionais,
fazer pactos de sobrevivência,
entregar o corpo
com a alma em modo avião.
mas ele…
me leu como quem abre um livro
com as mãos limpas.
sem pressa.
sem medo de encontrar
o que não entende.
ele não me prometeu nada.
mas me entregava presença
como quem escreve no escuro
e ainda assim acerta a grafia
do meu nome.
com ele, os rituais mudaram.
não era mais sobre manter.
era sobre descobrir
como o toque pode ser pausa
e o silêncio, construção.
então, deixei o básico.
não por orgulho,
mas porque ele me lembrou
que aceitar pouco
é uma forma lenta de se retirar da vida.
e eu queria estar inteira.
quando ele chegava,
o tempo esquecia da obrigação
de andar em linha reta.
ficávamos ali:
não fazendo planos,
mas modificando o que o mundo
parecia ser.
em vez de “estamos juntos?”,
era “o que estamos inventando hoje
pra sermos mais reais?”.
ele me fazia rir de coisas
que eu ainda não tinha perdoado.
me fazia dizer “fica”
sem precisar perder nada pra isso.
não era conto de fadas.
era conto de carne.
onde a pele reconhece antes da palavra,
e a palavra vem limpa.
com ele, aprendi a não fugir
quando tudo parecia bom.
aprendi que o conforto verdadeiro não anestesia...
expande.
com ele, o mundo parava de pedir explicação
e começava a fazer sentido
só por ser habitado a dois.
ele não era meu lar.
mas me ensinou a morar em mim
sem medo de abrir as janelas.
e quando me perguntam se foi amor,
não sei dizer.
mas sei que desde ele,
nada que me oferece o básico
consegue ficar.
Juliana Umbelino
ela deixou o básico porque já tinha provado o real
ela não amava com urgência.
amava com gravidade.
não pedia reciprocidade
mas também não ficava
se precisasse explicar o óbvio.
nenhuma palavra dela era dramatismo.
nenhuma ausência, punição.
ela era do tipo que permanecia
só onde o tempo não fosse desperdício.
não fazia promessas.
fazia chá.
abria espaço.
sabia quando não falar
era a forma mais limpa de amar alguém.
tinha deixado o básico anos atrás.
não por desprezo,
mas porque aprendeu a reconhecer
o que não a fazia crescer.
o amor, quando chegou,
não teve explosão.
foi como quem abre uma janela
e percebe que o ar sempre esteve ali,
mas ninguém ousava respirar fundo.
não era o amor da falta.
era o da medida certa.
o que sabe a hora de tocar
e a hora de recuar sem ser ausência.
nele, ela não virou poema.
não virou museu,
não virou fuga.
virou só o que sempre foi:
corpo que sabe sentir.
voz que não vacila.
alma sem dívidas.
ninguém a chamou de intensa.
ninguém a disse demais.
porque quem chegou tarde
não teve nem tempo de nomear.
o amor bom,
quando a encontrou,
soube que não precisava salvá-la.
só precisava
ficar.
Juliana Umbelino
Caminhos Invisíveis
Há passos que damos sem ver o chão,
movidos por algo que não tem nome.
Às vezes é fé, outras é fuga,
mas sempre há um porquê que só o tempo revela.
O mundo ensina com mãos ásperas,
e nem toda dor vem para ferir.
Algumas vêm para abrir janelas
em lugares que julgávamos muros.
Carregamos perguntas como bagagem,
algumas pesam, outras sustentam.
E no vaivém das estações da alma,
descobrimos que nem tudo precisa resposta.
A vida é feita de curvas e quedas,
mas também de olhares que nos levantam.
E mesmo sem saber para onde ir,
o mais bonito é seguir e sentir.
Quando o mundo se sustenta
Há forças que não têm nome
mas sustentam o que somos
como raízes ocultas na terra
nutrindo sem serem vistas
O visível é breve
como reflexo na água
mas o invisível permanece
feito essência que não se apaga
O tempo não caminha em linha
mas se curva em espirais de sentido
e o amor, quando profundo
não precisa provar que existe
Não é o saber que acalma
mas o sentir que acolhe
há luz nas pausas do pensamento
e abrigo nos vazios do entendimento
Tudo o que escapa ao controle
ensina o valor da entrega
e o silêncio que parece ausência
é, muitas vezes, o lugar mais cheio de presença
Somos filósofos sim!
Porém Filósofia se nao for embasada na ciência vira Platão e foi com isso que ele quando poderia ser mais transformou em religiões/teologias.
Não concordo quando se diz ser muitos e não sabemos muito pois sabemos algumas coisas.
Porque acredito que antes os filósofos diziam não saber de nada; por nunca adentrarem as ciências profundamente pois a ideia era e sempre foi catequizar as pessoas.
Por isso hoje não se pode afirmar categoricamente porque sabemos MUITO e sem falsa modéstia.
Porque afirmo?; porque descobrimos vacinas aprendemos a voar mergulhamos em águas profundas criamos tecnologias sabemos com exatidão do cosmos aprendemos não obstante olhar o Universo mas a mapea-lo!
Ficamos e estamos muito bons em observar ao longo dos séculos com entendimentos apesar de algumas normativas dominantes obscurecer para alguns interesses normativos!
Somos filósofos sim investigativos e oque nos torna diferenciados é por existir alguns seres mais audaciosos ao que costumeiramente nomenclaturamos de “auto-didatas” estamos evoluindo e mais e já conscientes na busca sempre de algo mais…
" Diante das pedras"
(Inspirado em João 8:1–11)
Ela caiu.
Não diante de um erro, mas diante de todos.
Exposta. Suja de medo, olhos no chão.
Era só uma mulher...
Mas agora era um escândalo em carne viva.
E as pedras nas mãos tremiam de justiça.
Os homens gritavam, citavam a Lei,
mas não sabiam o nome dela.
Só sabiam a falha.
Apontavam com dedos que nunca haviam sido limpos.
Então Ele se curva.
O Deus que sabe o pó de onde viemos,
escreve no pó mais uma vez.
Como quem diz:
"Antes de julgar a queda de alguém,
lembre-se do chão que você pisa."
O silêncio pesa mais do que os gritos.
E Ele ergue a voz:
“Quem nunca errou... atire.”
Mas ninguém atira.
As pedras caem. Uma por uma.
Primeiro os mais velhos. Depois os mais certos.
Só ela e Ele agora.
Ele a olha.
Não com condenação.
Mas com verdade que liberta.
“Ninguém te condenou?”
“Não, Senhor.”
“Nem Eu. Vá. Mas não volte às correntes que te trouxeram aqui.”
E ela vai.
Sem feridas de pedra.
Mas marcada por misericórdia.
A Dor Que Não Tem Nome
Acordo e já estou cansado,
como se viver fosse um fardo antigo.
Cada dia pesa dobrado,
e eu sigo — mas nunca sigo comigo.
O espelho não me reconhece,
me olha com pena, com nojo, talvez.
Meu corpo é só o que permanece
de alguém que já morreu mais de uma vez.
As vozes aqui dentro gritam,
mas ninguém do lado de fora ouve.
Sorrisos forçados imitam
uma vida que há muito não coube.
Tem dias que o ar parece ferro,
e cada passo é um crime lento.
O mundo gira, eu me enterro
mais fundo em meu próprio tormento.
A comida não tem mais gosto,
a música me dá desgosto.
O toque é como espinho exposto,
e o futuro... é um céu sem rosto.
Já tentei pedir socorro
em olhares, palavras, mensagens.
Mas tudo soa tão oco e torto,
como gritar em paisagens selvagens.
E o pior não é querer morrer —
é não conseguir mais querer viver.
É ser um corpo que existe por hábito,
um suspiro vazio, um peso estático.
Se um dia eu sumir, não estranhe.
Foi só a dor que me venceu sem barulho.
A tristeza é uma água que banha
até que a alma se afogue no entulho.
Fragmentado — O Manifesto da Dor
> Não nasci para agradar.
Nasci para sangrar.
Purificação não é só um nome.
É a alma partida que encontrou voz no silêncio.
Escrevo para os que carregam cicatrizes invisíveis.
Para os que resistem apesar da ferida aberta.
Não falo para consolar.
Falo para acordar.
O homem é marcado pela pressão de se calar,
pela solidão que veste de coragem.
Para os que negam o pai, para os que foram negados,
para os covardes que abandonam a própria carne,
para os monstros que batem e destroem,
esta é a voz dos sobreviventes.
Aqui, a palavra não se cala.
Aqui, começa Purificação.
Fragmentado — Vozes que Ninguém Quer Ouvir
> A dor masculina não dá ibope.
Homem que chora assusta.
Homem calado incomoda.
Mas a verdade é que tem homem sufocado pelo silêncio.
Pela solidão de ter que aguentar tudo calado.
Alguns foram falsamente acusados.
Outros foram arrancados da vida dos filhos.
Muitos foram ensinados a engolir o choro como se fosse veneno.
E mesmo assim... continuam em pé.
A dor do homem não tem hashtag.
Não tem marcha, não tem multidão.
A dor do homem é invisível, mas real.
Há os que erram, há os que fogem, há os que somem.
Mas há os que lutam todos os dias pra não enlouquecer.
Esta é a voz desses homens.
Não heróis, nem monstros.
Humanos.
Aqui começa uma nova narrativa.
Aqui, você ouve o que ninguém quer escutar.
Fragmentado.
E ainda assim, inteiro.
📘 3. Fragmentado — A Lâmina da Palavra
> A escrita é minha arma.
Não atira, não explode.
Mas corta.
Corta onde a sociedade esconde o pus.
Corta o discurso pronto que protege monstros e pune inocentes.
Escrevo com cicatrizes, não com tinta.
Não sou poeta da esperança.
Sou cronista da dor.
A cada linha, denuncio o abandono disfarçado de liberdade.
A cada frase, rasgo a hipocrisia que sufoca o homem que sente.
Não defendo covardes.
Quem levanta a mão pra bater em mulher, criança ou velho —
é lixo humano.
Mas também não aceito ser condenado por respirar.
Ninguém mais vai me calar.
Esta é minha voz.
Esta é minha lâmina.
E se incomoda, é porque acertou o nervo exposto.
---
📘 4. Fragmentado — O Cansaço de Ser Forte
> Me ensinaram que homem não chora.
Mas nunca me ensinaram o que fazer quando a alma sangra.
Sempre me disseram pra ser forte.
Mas ninguém perguntou o quanto isso me custa.
Ser forte virou obrigação.
Uma prisão com o nome de “exemplo”.
E quando falho, me chamam de fraco.
Quando desabo, dizem que “nem parece homem”.
O homem forte também quebra.
O homem forte também grita por dentro.
Mas o mundo só ouve o barulho do erro.
Nunca o silêncio da dor.
Hoje, eu não escrevo pra parecer firme.
Escrevo porque estou caindo.
Fragmentado.
Mas ainda tentando.
Escrevo no Escuro, Mas Não em Silêncio
Mesmo com minha visão limitada, minha voz não se cala.
A vida me impôs um silêncio forçado, uma pausa que nunca escolhi. Minha visão debilitada me impede de agir como antes, de subir, pintar ou realizar tarefas físicas.
Mas a dor que não fala explode por dentro — e eu preciso botar isso pra fora.
Escrever, para mim, não é simplesmente sentar e digitar. É uma batalha diária.
Minha visão limitada dificulta a leitura e a escrita. Cada palavra que sai é fruto de muita paciência, esforço e adaptação.
Uso ferramentas tecnológicas para ajudar — leitores de tela que me falam o que está escrito, comandos de voz que transformam minha fala em texto, teclados especiais que me ajudam a não errar —, mas mesmo assim o processo é lento e exaustivo.
Às vezes, a letra demora a sair porque tenho que revisar com cuidado o que foi transcrito, corrigir erros que aparecem, lidar com o cansaço físico e mental.
A sensação é de um combate constante contra o tempo, contra a fadiga, contra a frustração de não poder ver as palavras como antes.
Mas eu persisto. Porque essas palavras são mais que letras — são minha resistência, meu grito silencioso, meu modo de existir.
A escrita não é só trabalho, nem rotina — é luta, é expressão de dor, é cura e sobrevivência.
Enquanto minha visão limita meus passos, minha mente e alma encontram força para criar e resistir.
Que minha história sirva de voz para tantos que lutam calados, porque ser forte nem sempre significa estar bem.
Seguimos, com a alma ferida, mas de pé.
#Resiliência #DorSilenciosa #HomemQueSofre #EscritaQueCura #ForçaInterior
Se tratamos os animais com tanto carinho,
por que não estender
aos nossos irmãos esse caminho?
O bem não é transação, não é barganha,
é investimento no coração, é semear esperança.
Abra-se para o próximo sem qualquer julgamento.
Faça do bem sua rotina, seu alimento.
O mundo anseia por mais amor, isso é fato,
sempre, em cada gesto, em cada ato.
Livro: O Respiro da Inspiração
POESIA NÃO ENSAIADA
.
A poesia é assim
Sem premissas ou planejada
Ela brota na mente
Pelas veredas da Alma
.
Sai por entre os ventres
Do sangue que o coração acalma
Não há nela ideologias nem dogmas
Aparece de repente em formas
De nuvem e caem como água
.
Para acalentar o desespero do ser
Que contido em infinito
Não segura as forças
Do Etéreo e o Divino
.
Sofre porém
Quando alguém lhe contém
As ideias que chegam sem precedentes
.
Em sua boca ensejada e palavras
Seu maior conforto
É poder com a caneta
Escrever em suas tábuas
.
O que lhe apresentam a Vida
Na imaginação sinestésica
Do sentimento, Amor em contento
O êxtase daquele
Que tem imaginação inspirada
Da letras escritas
E das rimas faladas
(Frederico Molini)
17/08/2023
00:18
Por Frederico Molini
🧙♂️
Este foi um ano de dores, mas não somente de horrores
Não foi um ano de fim, nem de começo, mas de segunda chance...
Aprendi a aprender, reaprendi a respirar e rerprendi a Viver.
Aprendi que uma única amizade sincera faz toda a diferença.
Aprendi que a família por mais perto que esteja às vezes se torna distante, e a família por mais distante que esteja, está sempre presente...
Aprendi que Amor e a Fé, são sinônimos
E que caminhar na Fé é aprender com o Amor
Perdi uma parte física de meu corpo material
Porém encontrei dentro de mim algo incontestável
Uma força Vital que me presenteou com uma nova perspectiva
Uma perspectiva de infundadas limitações para o corpo
Mas sem limites para o Espírito
Me encontrei com D'us e com o Diabo
Em meu julgamento foi-me dado uma Graça
A de sobreviver
Uma segunda chance de poder fazer diferente
E, vivi o verdadeiro Amor Divino
Através da força da minha Mãe.
Que tudo suportou
Até a proximidade da morte de seu filho, eu
Obrigado mamãe por estar sempre ao meu lado
Meu Anjo da Guarda.
Assim como a vela na escuridão, é o Amor de Deus em nosso coração.
Não ofusca os que estão ao seu redor, mas aponta uma direção.
Para que através da minha chama, eu possa acender a sua.
Basta encostar nossos espíritos em agradecimento a D'us.
Que ela se propagará.
Assim é o Amor Divino, espalha luminosidade sem perder a própria Luz.
Amen🙏
"Há momentos em que é preciso morrer por dentro — silenciar, cair, queimar o que já não serve — para então renascer das próprias cinzas.
É nesse renascimento que a gente aprende a acreditar em si, a se acolher com amor e a se reconstruir, não como antes… mas como alguém novo, inteiro e desperto para a vida."
Infelizmente esse texto é meu, mas não precisava e nem deveria ser. A necessidade de criá-lo, foi à título de esclarecimento, e talvez de forma intencional, ou não, com uma "pontinha" de desabafo...
Sou cristã.
Sirvo a Cristo, e procuro viver de acordo com a sua palavra.
Portanto, nunca, em hipótese alguma, irei contra seus desígnios e estatutos, para satisfazer a vontade de "outros", não importa quem seja. Se o Senhor diz pra mim que é errado, é errado, não importa a sua opinião.
Se vai contra a palavra, também vai contra Deus, se vai contra Deus, não tenho interesse, mesmo que me traga "vantagens".
Eu procuro andar lado a lado, com Ele.
E jamais, na direção contrária.
Ele é o meu Senhor e Pai.
Ele Estava lá, quando jogavam "esterco" e "lama", sobre a cova em que eu estava enterrada, e me abandonaram, me deixando lá para morrer da forma mais cruel possível.
Ele estava lá quando fizeram pré -julgamentos e me rotularam de coisas absurdas. "Oportunista", "interesseira", "preguiçosa", "quer ganhar as coisas fácil, sem esforço".
Coisas que não condizem com o meu caráter.
Porque a verdade é que, eu estava tentando sobreviver, entre crises crônicas de ansiedade diárias e crises constantes de pânico, que não escolhiam hora e nem lugar para chegar.
Quando na verdade, eu estava tentando soltar a mão da depressão, que insistia em dormir abraçada comigo, todos as noites, me impedindo de levantar pela manhã, com dores físicas, emocionais e psicológicas insuportáveis.
Todavia, o Senhor me manteve firme ao seu lado, dizendo o tempo todo:"Não acredite nisso, você não é esse tipo de pessoa. Sei o que você está passando, sei quem você é, e não vou sair do seu lado, nem por um minuto."
Não, não é falta de Deus, sei disso porque, Ele estava comigo o tempo todo. Caso contrário, eu não teria suportado.
Não, não é fraqueza, se faz necessária uma força descomunal, para levantar todos os dias, sabendo que vai enfrentar os olhares e comentários de julgamento, disfarçados de "conselhos" e "preocupação".
Portanto, não, eu não vou abandonar, e muito menos contrariar, esse Deus, que me manteve de pé, quando todos me abandonaram e me condenaram, enquanto eu gritava por socorro, em um dos momentos mais difíceis da minha vida.
Sua palavra para mim é lei, e sua vontade é soberana.
Ele me ensinou à confiar e descansar nEle, porque quando pensei que era o fim, Ele me sustentou dizendo:"Você não vai morrer, você não vai desistir. Estou aqui, descansa um pouco aqui no meu colo, e segura forte na minha mão, vou te ajudar a levantar. Você consegue!"
Ele é minha fortaleza!
Minha rocha!
E meu consolo!
Foi Ele quem enxugou as minhas lágrimas, quando ninguém mais quis fazê-lo.
Então não, não vou desapontá-lo.
Então sim, vou segui-lo e obedecê-lo por toda a eternidade.
Meu Pai, e meu Rei!
Sigo buscando o equilíbrio... porém, absolutamente convicta de quem é o meu Senhor...e nada, nem ninguém, vai mudar isso.
No mais, nunca vou esquecer quem segurou a minha mão, mas com a mesma importância e intensidade, jamais esquecerei quem a soltou.
Entre os Instantes
A vida não avisa.
Ela chega como vento
às vezes brisa, às vezes tempestade.
Passa pelos dedos,
mesmo quando apertamos forte.
Há dias em que tudo pesa,
outros em que o silêncio consola.
E vamos indo,
sem saber se escolhemos o caminho
ou se o caminho escolheu a gente.
Colecionamos memórias
como folhas secas em cadernos esquecidos,
tentando dar sentido ao que não tem nome.
Talvez a vida seja isso:
uma pergunta que muda de forma
antes que possamos responder.
E ainda assim caminhamos
com passos que tropeçam,
mas nunca param.
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