Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
OXUM OLHA TE FILHO
Oh! mãe Oxum, senhora doce.
hoje eu meu coração grita querendo teu colo.
Se me ouve bem baixinho, meus sussurros!
Tu sabes como me sinto tão pequeno agora.
mãe o mundo parece tão pesado.
Oh! mãe Oxum, pega-me, balança-me no seu a yê yêô.
deixa mergulhar no seu afago e no seu véu.
Porque, quando tu me renovas, eu te transbordo amor.
Porque tua luz é meu sol dourado.
Como mãe nunca nega olhar fraterno a quem te procura.
Gratidão por ser filho teu.
Nas tuas águas sou peixinho que nada ligeiro.
Sou a folha no rio que mergulha ao fundo.
Sou a força da correnteza que desagua em diferentes direções.
Acalma meu coração com teu canto e se eu choro te fazendo suplicas é porque tenho em ti o amor tão grande que não cabe em mim.
Ora yê yêo !! Mamãe Oxum!
27/02/2021
É pelo sobrenatural que abro esse clamor, pois bem sei eu que os homens são instrumentos, ora usados por Deus, ora estão nas mãos diabólicas, acredito piamente na soberania, excelência e grandeza do meu altíssimo, outrossim por toda criação e toda providência, a maior delas nos tirar do crivo da morte e nos resgatar através da presença do sangue vivo na cruz, glorioso amado Jesus, todo amor e coragem. No entanto ainda que o inimigo se manifesta querendo dominar o mundo com sua rebeldia, orgulho e ódio, o sobrenatural de Deus, que promete se manifestar pela fé e outras maneiras de nos fazermos fiéis e tementes aos céus, é que ainda se pode alimentar a esperança, sim, a confiança de materializar a presença divina, tal qual capaz de usar de misericórdia para acolher aos desprezados, humilhados, esquecidos e rejeitados nessa vida terrena, são muitos que sofrem a indiferença, o preconceito, perseguição pelas mãos invejosas e odiosas desse mundo atribulado.
Manifeste senhor Deus altíssimo, em nome de Jesus, receba mais uma vez essa súplica, eu e esse computador, nessas palavras abro um campo de embate e oração, clamo mesmo e não envergonho de me humilhar ao senhor, acredito que somente oh pai altíssimo, pode sustentar nossas vidas, nos colocar do teu conhecimento, discernimento de tuas grandezas sobre nós, pode sobretudo atender o nosso clamor pelo SANTO ESPÍRITO do senhor que este venha repousar e manifestar toda maneira de conduzir a vida que jamais homem nenhum é capaz de exercer.
Giovane Silva Santos
Ciúmes.
Eu..
Gostaria de explicar...
Também queria entender...
Existem sentimentos bons e ruins...
E cada um deles contém uma dose de veneno ou de gotas milagrosas...
Cada um com o seu real sabor...
Mel , fel e pimenta...
E como não posso deixar de lado...
Diria também...
Contém fogo que abrasa...
Sabores e dissabores...
E cada um com certo preço e peso..
E alguns causadores de horrores...
Alegria e dor...
Medo e pavor...
Odio e rancor...
Ah seu Doutor...
O sabor do CIÚMES' é letal...
Faz mal e causa um imenso vendaval...
Muitas vezes é melhor um soco na cara..
Do que conviver com essa pedra afiada...
Pior...
É tudo automático...
Causa tristeza e pobreza até no nervo ciático...
Credo em Cruz...
Oh luz que me conduz...
Por trás dele a inveja vem acompanhada...
Cria braços e buracos infindáveis...
Vem o ódio que predomina...
De carona vem raiva sem proteína...
Tramas e traumas...
E para sarar leva tempo...
Haja também morfina...
Saborosa é a vida sem esses temperos...
Uma mistura de paz com doce de leite...
Não tem quem aceite...
Reciclar diariamente é preciso...
Pois os danos são notáveis...
Cadê oh meu Deus...
Cadê...
Mais o que me chama a atenção...
Tudo bem...
Todos podemos sentir isso...
Todos...
Porém...
Milhões de pessoas fazem questão de alimentar sentimentos que não nos convém...
Ja vi perfeito virar louco...
Ja vi homens e mulheres perderem suas sanidades...
Ja vi crianças se matarem...
E multidões entrarem em erupções...
Tudo porque...?
Simples...
Falta de amor puro e perdão...
E ainda acham que são as melhores...
Mas na verdade....
É apenas vidas vazias que vivem em colapsos e em vão...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Eu acho uma coisa impressionante.
Quando as coisas estão dando certo, mesmo que seja um pouco certo, sentimos a necessidade de amostrar aos outros que as coisas estão dando certo.
Quando as coisas começam a dar certo demais, não sentimos a necessidade de ficar amostrando para as pessoas que as coisas estão dando certo demais.
Resumindo:
Quando temos pouco, mostramos para dar a sensação de que temos muito.
E quando temos muito, deixamos as pessoas com a sensação de que não temos nada.
Eu encontrava o meu êxtase quando as minhas vítimas se ajoelhavam a minha frente implorando por piedade. Mas nada, absolutamente nada, foi mais excitante que ver uma mulher como você...
Se solta !
Fique a vontade, abrace forte, beije gostoso, se entrega de coração, seja uma amante uma namorada ser for verdadeiro o que basta é ser feliz e mais nada.
Se arrume todinha, pode dançar pode rebolar pode dizer que ama que tá feliz em todos os momentos e não só na cama.
Se abra para a felicidade, acredite o amor chegou pra voce, ele te ama então entre de corpo e alma, afaste a tímidez e se apaixona.
Mas se mesmo assim voce não se soltar, acredite amo voce todo jeito e não é a tímidez que vai diminuir o grande amor que tenho por voce dentro do meu peito.
Durante muito tempo eu tentei me encaixar em padrões onde diziam que caberiam melhor em mim. Por muito tempo fui infeliz por não ser quem eu achava que deveria , e não achar que o que eu sou já era o suficiente. Todo esse meu desespero de ser aceito dentro da sociedade me tornou uma pessoa bem triste , onde eu tirava o que os outros achavam como prioridade e não o que eu queria pra mim mesma.
Quando eu entendi que eu poderia ser feliz exatamente como eu sou , eu vi que a aceitação sempre existiu , mas que em primeiro lugar precisaria partir de mim , e não do que as pessoas acham .
Se eu encontrasse a menina que fui tantos anos atrás, eu diria a ela que essa fé que ela tem, a salvaria a vida
Que as pessoas podiam chamá-la de tagarela, mas não ter medo de falar o que pensa era uma virtude pra poucos. Como é incrível essa mania de acreditar cegamente que tudo acontece pro seu bem.Eu sentada, chorando e ao mesmo tempo sorrindo, lhe daria colo, e diria àquela menina magrela , que eu sinto um orgulho imenso dela e agradeço por ela ter sido sempre tão corajosa, por não mudar por nada esse coração que ela tem.
(Nayra Monteiro)
Ternura
Naquele dia amanhecido
E desfalecendo de amor
Onde eu te amarrara na cama
Com cadeias de ternura
Você me disse que precisava ir
E por mais uma vez eu fui tão forte
Como se o mundo fosse acabar
Eu precisei de me libertar de sua chave de pernas
Mas a relação foi ficando nervosa
E eu chorava antes do tempo
Sabia que já era tempo de chorar
Qualquer balada lenta
Decantavam minhas lágrimas
Em uma taça de prata as minhas libações
__
Autor: Edson Felix
Data: 28/02/2021
Cartola
Com a cartola na cabeça,
Sonhei alto,
Voei e esqueci o coelho,
Nos vôos frenéticos que eu ja fiz,
Antes de decolar , eu os colori,
Na pedra bruta ficou marcado,
Aterrissei e aprendi,
Que cartolas é pros fracos,
O momento é esse aqui,
Porque o depois,
Pode não mais existir.
Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Eu escrevo porque sei que em algum lugar tem alguém chorando
Sei que em algum lugar alguém busca consolo
Sei que em algum lugar
Alguém precisa de um abraço
Mas a poesia meu amigo
É a melhor amiga que você pode ter.
É por isso que eu ainda escrevo
Porque sei que algum dia
Em algum coração terá uma mudança.
Neste momento eu sente vontade de te abraçar.
Sente saudade do seu abraço
Envolvido no meu corpo de costa.
Antes dorme coloquei minha cabeça no travesseiro
E pensei quando eu carisiava o seu rosto antes de dorme.
Ou quando você tentava dorme no meu peito.
Então aquele beijo molhado que você sempre reclamava.
Todo esse detalhe eu sinto falta.
Só sei te dizer que estou te esperando.
E que você faz falta na minha cama.
Deus as vezes me sinto um homem mais inútil do mundo. Por que, eu tenho tudo pra ser feliz é vou lá É faço sabotagem.
Eu acho que o fato da minha vida está de cabeça pra baixo. É desconto no que me levanta meu astral. No que me motiva, renova minhas energias. Acabo destruído todas minhas riquezas.
A importância do seu ato
para mim, está na possibilidade
de que eu possa sofrer as consequências dele,
portanto, o que venhas fazer para
agradar-me,
que seja feito enquanto eu esteja por aqui.
Para que eu possa usufruir ou ignorar,
agradecer ou repudiar, pois
na minha ausência ele não tem sentido.
..Eu e o Tempo...
Num longínquo passado
Apareci do nada
Dizem que eram quarks e pósitrons
Hoje sou carne, osso, água, pensamentos
Em breve serei alma e pó
Mas de uma coisa tenho certeza
Sou eterno
Estarei vagando pelos Universos
Sou metamorfose ambulante
O infinito é meu destino.
E VAMOS DESCENDO A LADEIRA...
Eu cresci no carnaval.
Essa festa me proporcionou alegrias imensas.
Com o tempo, compreendi o mega-hiato social que existe nesse festejo popular.
Negros como cordeiros a puxar as cordas dos blocos com expressiva maioria branca. Era a transmutação de escravizados nos navios negreiros nos mares do tempo.
Os do bloco - que podem pagar - acessam livremente as ruas e as calçadas. O povo-pipoca só pipocava nas calçadas espremido pela repressão econômica.
Nos camarotes, réplicas de patrícios e patrícias do império romano desfilavam sua beleza segregadora.
Os catadores de recicláveis garantiam, numa agilidade grotesca e fantástica, a limpeza do excesso de fantasias etílicas.
Sim, foliões, o carnaval termometra nossa visão condicionada que atesta as desigualdades sociais e outros tipos excludentes.
Os blocos afros desfilando às madrugadas, já longe dos holofotes preguiçosos da conveniência monetário-midiática.
E é difícil entender Gerônimo cantando "Eu sou negão!", Daniela cantando "A cor dessa cidade sou eu!!", Saulo cantando "Salvador, Bahia, território africano...".
E a "Negalora" da Claudinha Leitte?
Aqui não tem preto para ativar seu lugar de canto, não?
As letras marcantes do carnaval baiano devem muito à cultura afro-baiana.
Com o tempo, conforme dissera, fui notando essas contradições as quais são exibidas a partir de uma naturalidade quase pétrea.
Pegaram uma negra do cabelo crespo e alegaram que ela não gosta de se pentear (será que ela não curte escova e luzes, para se parecer com a sua desidentidade?) , por isso, na Baixa do Tubo, considerado bairro de pequeno poder aquisitivo, ela será humilhada. Vão passar batom na boca da vítima, porque é comum ridicularizar o preto (muitos memes fazem isso e são compartilhados "de boamente").
Mesmo com tudo isso, o povo, que "não sabe que não sabe", quer viver o carnaval. É um momento de escape, de fuga da realidade, de fantasiar-se.
Dopamina, ocitocina, serotonina e endorfina explodem nos circuitos.
Muitos recarregam o seu emocional nesse momento de subversão autorizado pelo Estado.
Seja na tradição do frevo pernambucano, na explosão temático-tecnológica do carnaval fluminense ou nas multidões axé-musicalizadas em sudorese contínua na Bahia, uma parte significativa do país ama o reinado fugaz de Momo.
Dinheiro envolvido? muito. Demais. São bilhões de reais em lucratividade. Mas esse dindin o povo nunca viu a cor.
Apesar de tanto, o povo aceita a alegria da loucura autorizada, decretada pelo sistema regulador das nossas vidas.
É uma pena que não haja similar empenho de sociedade e governo para evolucionar a educação do nosso povo, em prol de um carnaval mais equânime, mais justo, mais acessível socialmente falando.
Infelizmente isso é uma utopia, uma quimera...
Em função de uma pandemia altamente contagiosa e letal, não haverá carnaval.
A festa não acabou, porque sequer começou.
Vamos aproveitar, dessarte, para pensar no folião mais importante (você), no trio elétrico mais possante (o amor, o trabalho digno e o conhecimento) no bloco mais "estourado" do carnaval:
O bloco da VIDA!!!
Ao ritmo da percussão em nosso peito!
E VAMOS SUBINDO A LADEIRA!
EU DEVIA APRENDER A ME CALAR!
Hoje foi um começo. Sofri, mas creio em algum reflexivo resultado inicial. Por mais de cinco vezes, eu percebi que não deixava a minha sócia de existência encerrar um pensamento. Eu acobertava o pensamento dela com o meu. Ela falava. Eu interrompia. Ela falava; eu interrompia. Ela falava, eu interrompia. Ela falava eu interrompia. Ela falarrompia...
O machismo estrutural afeta o nosso psicológico. E isso é forte em mim. Venho enfrentando esse meu comportamento em prol do respeito humano. Eu achava que respeitava bastante, até porque fui “menino criado com vó”, e ela me ensinou a respeitar as mulheres no sentido de assédio e abuso, sexualmente falando. Porém, com o tempo, aprendi que há outros tipos de assédio e abuso.
Ao interromper uma linha de raciocínio, estou praticando abuso. Ao me achar mais inteligente em detrimento de outrem, estou praticando assédio. Esses comportamentos são tenebrosos, infelizes e não nos fazem evoluir, pois realizam a manutenção de uma pseudoautoridade e um real autoritarismo de um “status quo” machista.
A cultura e as relações com o meio, enquanto linguagem, acabam definindo pontos de vista nocivos, sem que paremos para refletir sobre a coerência dos aprendizados embutidos em nossos campos do conhecimento. Pedrinhas confundem-se com sementes, dado nada vicejar nesses terrenos do discernimento ativo. Apenas aceitamos como verdade e pronto.
“E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” Isso consta na Bíblia, em 1Tímoteo 2:14. A mulher, pelo que parece, transgrediu, porque foi enganada. Então, se um estelionatário me enganar, eu não sou vítima dele, mas comparsa ou cúmplice na transgressão, na infração, na violação da lei?
Em 1Timóteo 2:11-15, “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio”. Talvez, em razão de ensinamentos como esse, não tenhamos uma papisa, uma rabina ou uma aiatolá. Ou seja, os líderes máximos das religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo) são homens.
Vocês podem rebater imediatamente dizendo que tais sentenças são coisas do passado. Mas o que dizer do que ocorreu em fevereiro deste ano (2021), quando Yoshiro Mori, presidente do comitê olímpico de Tóquio, disse que mulheres “têm dificuldades em ser concisas. (...) Se uma levanta a mão (para falar), as outras acham que também devem se expressar. É por isso que todas acabam falando”. Ele ainda deixou claro que o comportamento das mulheres, nesse sentido, era “irritante”. Com essas declarações, Mori recebeu duras críticas veiculadas na mídia. Ele, então, retratou-se e renunciou ao cargo. Agora é ex.
Nós, homens, em uma parte expressiva, não nos damos conta do que fazemos com as mulheres quando sem perceber lhe cerceamos a fala e nos colocamos num degrau acima.
Aliás, o ato de um homem, de forma desnecessária, interromper a fala de uma mulher tem nome: MANTERRUPTING, neologismo criado pela jornalista Jessica Bennett. Outra situação que passa despercebida ocorre quando uma mulher já explicou algo, e o homem explica de novo, como se ela não tivesse condições de ser clara ou concisa, o que pode criar um embaraço, um mal-estar ou um constrangimento. O nome disso é MANSPLAINING, termo inspirado pela americana Rebecca Solnit.
E é isso, gente!
Eu preciso terminar aqui, porque – que bom! – a minha amada está me chamando e estou ansioso para ouvir tudo o que ela tem a me dizer.
Sem interromper, aprendendo a me calar. Abrir a boca então? Só para amar!
O QUE CEROL DE NÓS?
Eu, menino, mirinzinho ainda, voinha me levou para conhecer o Rio de Janeiro.
A gente ficou no bairro de Duque de Caxias, na casa de uma amiga dela, D. Arcanja, que aliás fazia jus ao nome (e sobre quem no futuro contarei algo).
Ocorre que fiquei na frente da casa vendo os meninos empinarem arraias naquela rua de barro.
De repente, um monte de carioquinha veio correndo em minha direção, e - súbito - uma pipa caiu no meu colo.
Tentaram tomar de mim. Aí segurei a arraia com cara de medo e gritei:
- Oxe, oxe, oxe, oxe! Nada! É minha!!!
Aí um deles falou:
- Vc é baiano?
- Sou!
- Oi! Eu sou Arimam!
- Luís.
- A gente vai te liberar, baiano, mas vc vai ter que empinar essa arraia!
Nos dias seguintes, fiquei vendo os meninos temperando a linha - o cerol - para a batalha aérea que aconteceria no dia outro.
Era fascinante ver a algazarra mitológica que a gurizada empolgada fazia. E, quando uma linha era cortada, pequenos troianos fluminenses corriam para ver quem pegava o prêmio. Uma espécie de alegre agressividade coloria o evento... Rsrsrs
Eu não tinha linha nem aprendi a receita do tal cerol. Mal sabia empinar, a não ser o meu nariz, como blefe de valentia (rsrsrs). Então, numa atitude criativa e desesperada (às vezes o desespero é um start para a criatividade...), fui catando um monte de resto de linha velha que via pelo caminho, fui remendando uma na outra e fiz o meu carretel "frankenstein".
Na véspera do retorno à minha Bahia, fiz a arraia ganhar o espaço com as linhas de bagaço.
Arimam já era o meu melhor amigo e me orientava no combate espacial.
- Vai, baiano! Vai, baiano! Puxa! Solta! Vai!!!
Os outros davam risada, pois entendiam que linha remendada, velha, usada, desgastada não garante nada.
Eles entenderam errado...
Consegui cortar a arraia dos meninos da outra rua!
Fui carregado como herói da meninada!
No dia seguinte, a despedida... Ia chover, mas Arimam desenhou um sol no meio da rua de barro... As nuvens respeitaram a majestade solar...
Todos fizeram uma vaquinha e compraram geladinho com broa de milho. Foi uma das melhores festas da minha vida.
Voltei à minha Bahia com a minha voinha.
Isso aconteceu há 39 anos...
Hj não mais menino, lembro essa história e percebo que minha vida é um carretel de linhas remendadas cuja arraia ainda está no céu...
Ainda está no céu...
Sobre o que virá depois?
Não sei mais nada.
A única certeza é que, embora forte e imprevisível, chegará a hora em que a linha será cortada...
E eu correrei em alguma rua do infinito da memória com a meninada.
Obrigado, Arimam!
(Sobre nós Autistas)
"Seria Cômodo se eu fosse líquido e me encaixasse em qualquer lugar...
Mas não consigo me derreter para fazer parte de superficial mutação e ainda sorrir." Faço parte de uma mentalidade literal que leva à sério as responsabilidades da vida sem rodeios ou metáforas sem necessidades de tanta explicação. Dessa maneira, todos utilizam bem o tempo com coisas úteis e sem dramas.
Eu Amo -
Eu amo a esperança que há no mundo
quando nós andamos de mãos dadas
e amo a vasta calma que há no fundo
das horas que a vida traz marcadas!
Amo os abismos que se alinham
em cada minuto que vivemos
e até das coisas que se adivinham
eu amo a esperança que perdemos!
Só não amo o que amo por amar!
Não sei amar o que não sinto
nem sinto amor se não me tocar ...
A vida é muito mais que simple instinto:
um abraço, um beijo, um olhar,
o gesto de ternura de um faminto!
É tão estranho saber que, na vida, tudo vai passar.
As pessoas com quem eu interajo atualmente, muito provavelmente não estarão comigo daqui a alguns anos ou meses. Bem como meus amigos do jardim de infância, do ensino fundamental, do ensino médio, dos cursos e do trabalho, muitos já saíram da minha vida, alguns irão voltar, mas nenhum deles vai durar.
Nada foi feito para permanecer, a mudança é a única constante do universo, nada permanece inalterado por muito tempo.
Apesar de sermos apenas o bater de um coração cósmico que se renova à cada novo sopro de vida e apaga tudo para ser reconstruído, nos acostumamos a ideia de acomodar, de não querer a mudança, de ir pela sombra, de usar o elevador, de escolher o mais fácil e confortável.
Por mais que saibamos, desde que nascemos, que nada é pra durar, tudo é pra mudar.
Isso me assusta, não sou tão diferente de ninguém, então me acostumei com a ideia de querer estar sempre com as mesmas pessoas, de tentar o caminho mais acomodado, de pensar e repensar em momentos que são apenas memórias comuns à poucas mentes, de sentir saudades que não trarão nada de volta.
Por mais que eu saiba que mudamos, não posso deixar de sentir falta das velhas conversas sobre a vida e o universo, as loucuras compartilhadas inocentemente, o jeito que já encontrei pessoas que compreendiam-me plenamente - até parecendo fazer parte de mim.
Sinto falta, de tudo que passou, e sofro amargamente pelo que irá vir, pois sei que logo vai se desfazer em minha frente, como uma rocha virando areia pela ação irreverente do tempo.
Nada volta, nada fica, tudo vem e vai, de novo e de novo, não importa se amamos ou odiamos, se somos introvertidos ou inibidos, se aproveitamos a vida ou apenas a deixamos passar. No fim, tudo vai embora, de acordo com o que podemos provar seremos inevitavelmente esquecidos.
Mesmo com tudo isso, não posso deixar de imaginar, como anda você agora? Quem é você agora? Será que eu ainda deveria saber?
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