Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Eu sou aquele tipo de pessoa que quando ver concorrência e um possível retorno da pessoa amada, pelo contrário de virar um paranóico ciumento. Observo, deixo rolar e me afasto. Porque se realmente aquela pessoa te ama, em vez de te deixar pra escanteio, viveria no mundo feito por vocês dois e jamais daria moral pra outro alguém.
E que ouse sair do meu mundo, pois uma vez saindo não volta mais.
No passado uma alma perdida...eu sei
Sem rumo, desamparada....há vagar
Em uma esquina...Teu amor encontrei
Fiquei leve....flutuava, em vez de caminhar
Um amor inexplicável...que contagia
Meu sofrimento aniquilou
Teu amparo....sim....sentia
Sabiamente, sussurrando, me alcançou
Novos caminhos....traçou
Senhor, guia-me....aqui estou
Letras Em Versos de Edna
Uma vida simples. Uma visão elevada. É isso que eu peço.
Um dia perceberemos que tudo é ilusão. Que daqui só levamos um flash de memória. Um dia veremos que a única verdade é o amor. Paremos de temer. Podemos vivê-lo agora. Todos os dias. Paremos de julgar. Cada um está fazendo o seu melhor para lidar com suas próprias emoções. Priorize estar bem. Esqueça tudo o que te falaram sobre culpa. Esteja bem. E tudo a sua volta também será o bem.
Há momentos na vida em que o salto para o novo se aproxima. Tenha coragem de se jogar. Permita-se viver a sua realidade.
Dê um presente ao seu espírito quando ele desejar voar: um espaço tão amplo quanto o universo.Saboreie toda a imensidão.Ela é toda sua.
O medo existe e por isso o coração dispara. Adrenalina é sinal de que mais um medo foi vencido. Parabéns! Você é um perseguidor de medos. Deixou de ser assombrado por eles. Você pode sentir? Como é leve a sensação de ser dono de si?
Para onde você vai agora?
Imaginar é o começo e o fim de tudo.
Aproveite cada novo amanhã, hoje.
Fica. Eu quero que fique. Fica com todo o sonho que nos mantém criar esse sentimento.
Fica com toda essa alegria que me faz acreditar que tudo está dando certo.
São bons sabe?! Me fazem sorrir, me deixa bobo, e de alguma forma ao decorrer do dia me
perco em meus pensamentos, me perco em imaginar o quanto você é incrível. Nas conversas bobas que temos já é impossível não dar um sorriso, já é impossível não fazer planos. Então, fica para caminharmos juntos, a felicidade te agradece.
Fica?
R.C
Atraves(sendo)
Como todo bom viajante, eu comecei sonhando. Alimentando a cada dia o desejo de me aventurar. Buscando a coragem em cada história que pudesse me dizer: "sim, vai valer a pena!". Eu tentava me explicar o porquê dessa ânsia de viajar. Pra longe. Pra fora da zona de conforto.
Um dos -muitos- filmes que eu assisti inúmeras vezes foi "Comer, Rezar, Amar". Dentre os vários aprendizados que Liz Gilbert assimilou ao longo de sua jornada, um me marcou bastante. Ele diz respeito à filosofia que ela adotou diante das pessoas que encontrou e dos lugares por onde passou. O trecho é grande (e pode ser encontrada ao final do texto), mas pode ser resumido emse jogar de coração na jornada da vida eaceitar cada pessoa que atravessa sua vida como um professor.
Na minha tradução livre, uso o verbo atravessar porque essas pessoas passarão, deixarão uma marca, mas não necessariamente permanecerão; falo em travessia, porque é o que, na minha opinião, fazemos ao viver, ao viajar, ao superar nossos próprios medos. Atravessamos. Atravessamos para algo além.Vivemos através. Através, sendo. (Atraves)sEndo. Atravessando...
Ao longo da minha travessia, tomei para mim a lição de Liz: aceitar cada pessoa como um ensinamento. Qual lição essa pessoa me traz? O que posso aprender com isso? Aceiteicada revés como um aprendizado; e cada pessoa como um desafio...pra mim mesma. Se no começo isso serviu para aceitar tudo o que a mim viesse; agora, no final, isso me ajuda a entender por onde eu caminhei para chegar até aqui. O aqui tido como a filosofia e as crenças que tenho hoje.
Comecei fazendo uma lista das pessoas que encontrei ao longo desse ano. Suas histórias incríveis... (Ainda consigo imaginar meu sorriso no rosto e o brilho nos olhos ao ouvir cada uma delas.) Pessoas que me faziam ver que, sim, eu estava me aventurando; mas, sim, é possível ir -ainda- mais longe. Sempre é.
Ao longo da lista, o mais incrível foi perceber que a minha caminhada começara antes mesmo que eu me desse conta dela. Percebi que, antes mesmo da jornada propriamente dita - mochila nas costas e pé na estrada-, eu já havia encontrado pessoas que, no meu dia-a-dia, colaboraram para os ideiais e ideias que eu adotei. E que hoje se mostram ainda mais fortes. Eles estavam todos a minha volta. Da casa à mesa de bar.
A mãe que te mostrou como é possível ter um grande coração. O pai que te ensinou a sonhar. A irmã que todos os dias encenava a arte da leveza:"relaxa!".A professora de filosofia que te abriu os olhos para a lógica da Matrix (mal sabia eu que enquanto eu bocejava, eu já começara a mudar...)O namoradinho de portão que já naquela época tentava me abrir os olhos sobre as ilusões da vida cotidiana. A amiga, que por anos discutiu as mais loucas teorias que, no fim, não eram tão loucas assim. E de teoria pouco tinham. A amiga que te fazia sorrir só de estar(sor)rindo. Tudo assim, ao mesmo tempo! O sonhador determinado que com 20 e tantos anos resolveu mudar de profissão, trocando a certeza de uma vida mais ou menos pela incerteza de uma vida transbordante. As amigas que largaram um curso meio -ou quase- completo, para iniciar um outro curso. E hoje brilham ao falar sobre a profissão que escolheram. O amigo que te ensinou a não levar a opinião dos outros tão a sério - ou, dependendo do caso, nem mesmo levar. Deixe por lá. A mineira doida que chegou no hostel, em pleno ano novo, sozinha: "posso me juntar?", mostrando que pra começar a falar com alguém é preciso, antes de tudo...falar! E, sim, viajar sozinho te força a falar...consigo e com os outros!Os amigos que viajaram e trouxeram mil fotos. E um novo jeito de agir.
Eles, todos eles te prepararam em doses homeopáticas para as lições por(vir). Estas, que viriam todas de uma vez; numa só intensidade. Ensinamentos que você ainda assimilará e entenderá - talvez- ao longo de toda uma vida. Pessoas que passariam pela sua vida rapidamente em termos de presença física, mas que permanecerão contigo por toda a sua existência através do aprendizado que deixaram.
A senhora croata que, sem falar inglês, te pegou pela mão e mostrou o caminho, em meio à muita neve e frio. O senhor meio manco que, mesmo sem conseguir andar direito, encarou sua desconfiança egoísta e levou você até a parada de ônibus, em meio ao caótico trânsito de Istambul. O professor turco que viu que você estava esperando o pôr-do-sol no lado errado do Bosphoros, perdeu um certo tempo para te mostrar que é possível confiar e te mostrou onde você devia estar... (Eu nunca esqueci aquele pôr-do-sol. Entre a Ásia e a Europa...não havia outro lugar para estar naquele momento!)
Dia 11 de fevereiro de 2013. Há pouco mais de 9 meses eu entrava num avião com uma única certeza: a incerteza! Trocava uma “formatura-certa” e um “futuro-certo” por um intercâmbio para um lugar que eu nunca tinha ido, nunca tinha ouvido falar e nunca tinha pensado em estar.
Alguns chamaram de loucura, outros chamaram de coragem. Eu já nem tentava nomear. O que antes era sonho, já era quase fato no dia do embarque . O que seria, então? Meus pais chamavam de “investimento no meu futuro” (mas...não seria no presente?).Era muita justificativa para uma só opção: subverter a ordem das coisas na sociedade! (Como assim, você não vai se formar no “tempo certo”?).
Os pessimistas chamaram de “Ano Perdido”. A eles eu dedico o meu post.Eles estavam certos: eu, realmente, perdi muito esse ano!
Primeiro de tudo, eu perdi MAIS um ano normal na faculdade, imaginando como seria aquele mundo de que eu tanto ouvia falar, mas conhecia apenas uma insignificante parcela. Eu perdi de passar mais um ano pensando “E se...?.” Eu perdi um ano de desejar ser uma pessoa em intercâmbio. Eu perdi um ano de reclamações. Eu perdi um ano de atormentar os meus amigos e familiares com o meu mau humor e frustração. Eu perdi de passar um ano num lugar, achando que meu lugar era outro. Eu perdi uma formatura que me traria mais infelicidade que satisfação.
E tem mais!
Eu me perdi pela Europa, eu me perdi pelo mundo. Dei um pulinho na Ásia, só pra sentir o gostinho do – ainda mais – diferente. E querer voltar. Eu me perdi pelas ruas de todas as cidades que visitei, principalmente Barcelona!
Eu me perdi pelos meses, pelas semanas e pelas horas. E, só não me perdi mais, porque as estações do ano estavam sempre lá, dispostas a lembrar que os tempos estavam sempre dispostos a mudar, do mesmo modo que eu mudava.
Eu perdi ônibus, perdi trem, perdi avião. Sim, eu perdi! Eu também perdi o sentimento de perda. Esse - que eu já começara a abandonar quando decidi vir para a Croácia - continua se perdendo em cada viagem, em cada conversa, em cada pessoa, em cada história de vida que eu não conheceria se tivesse continuado abraçada ao comodismo.
Eu perdi o medo. E esse, esse foi o mais difícil de perder. Às vezes ele visita, tenta se agarrar de volta, mas não demora a ser expulso. Perdi o medo da estrada, perdi o medo da solidão, perdi o medo do futuro. Eu perdi o medo da vida, eu perdi o medo da sociedade. E esse foi o mais lindo dos medos perdidos. Não, eu não ouvi falar. Eu vi. Eu vi que nesse mundo tem – SIM!- gente capaz de fazer o bem pelo bem. E isso trouxe a esperança de volta. Ah, a esperança! Mas, peraí, essa entra nos ganhos. E esse texto é sobre perdas, certo? Melhor parar por aqui...
Ah, eu também perdi o apego material. Claro que, infelizmente, ainda não totalmente. Sim, ainda lentamente, ele se esvai. Ele se vai. Ao longo de todo o processo anterior ao intercâmbio e ao longo do próprio intercâmbio. Primeiro por uma questão de racionamento de dinheiro e, pouco a pouco, por uma questão de consciência. As coisas materiais acabaram por se tornar simplesmente...materiais. Apesar de matéria, elas carecem de substância!
É a tal da filosofia da banana, que minha grande amiga, companheira, aventureira desse ano de filosofias, viagens e aventuras, Jana Maurer, bem nomeou e descreveu aqui.E isso só entende e concorda quem já sentiu a sensação de ter a “vontade de conhecer” mais pesada que a “mochila nas costas”. É incrível como o “ter” se torna totalmente substituível pelo “conhecer”.
E, finalmente, alguns irão argumentar: mas, e os momentos com seus amigos e familiares que você, efetivamente, perdeu? Aqui, eu reconheço, eu perdi. Mas, com isso, eu (re)conheci o que e quem eu realmente sinto falta nos meus dias. Eu (re)conheci o que realmente é importante pra mim no Brasil e/ou em qualquer lugar do mundo: pessoas, afeto, laços, momentos, que se criam e renovam no tempo. Ops! Esses são, de novo, ganhos e não perdas.
E aí eu chego à última e mais importante da lista (não exaustiva) de perdas: eu perdi o lado negativo da vida. Perdi essa mania de ver tudo pela ótica da perda. Porque, no fim, toda perda tem seu ganho. Você só estava cego demais para enxergar.E aí, eu também perdi a cegueira. Cegueira de achar que eu era incapaz de narrar minha própria história.
Pois é. Eu perdi muito.
Sobre trevos e sorte
Dia desses de muito silêncio e calmaria, estava eu num belo jardim procurando trevos de quatro folhas. O lugar era pequeno e nas horas livres não havia muito o que fazer. Logo me dei uma tarefa: procurar trevos.
Lá pelo segundo dia estava bem focada em olhar e contar cada uma das pétalas dos bonitos tão pequenos tanto formigas (tá, acho que um pouco maiores), quando um pensamento veio direto e certeiro como um raio:
- Por que está procurando a sorte? Já não é sorte o bastante estar aqui agora? Por que não parar para apenas admirar?
Logo me dei conta que muitas vezes estamos procurando trevos. Olhamos pra cá, olhamos pra lá. Nos damos metas para encontrar esse grande trevo de quatro folhas. E esquecemos é de contemplar pro jardim a nossa volta. A sorte é sempre compreendida como algo por vir e nunca como o presente.
Depois daquele dia, não procurei mais trevos.
Eu só espero que vc mude, que vc deixe de ser assim, e que volte a ser como era a 5 anos atrás. Sentada naquela calçada com seu jeans e sua blusa branca da escola, com o mesmo sorriso encantador e uma voz com tom doce, e rouca, uma menina boa. Que tenha planos e sonhos. Que seja amada como nunca.
Que seja muito feliz como nunca foi.
Que me ouvia, me compreendia, que me olhava dentro dos olhos sem segredos, mas com mistérios.
Mistérios esses que eu quis revelar, me deu pistas e eu fui buscar.
Depois de busca-las fui desvendar tudo de bom que tinha em vc.
Eu podia correr, sair, passear. Podia ir pra faculdade, pro mercado, pro parque. Podia visitar um hospital, uma igreja, um asilo. Eu podia fazer qualquer coisa durante o dia, mas não importava, pois a noite tudo esperava por mim: a raiva, a frustração e, principalmente, a tristeza e o cansaço. Faltava pouco pra acabar e menos ainda para enlouquecer.
Tá tudo bem.
Vai ficar tudo bem.
Se eu achar que eu estou bem com uma roupa, pouca me importa a opinião de quem discorda.
Quem vai usar a roupa sou eu!
Quem vai causar por estar se sentindo linda dentro dela, sou eu!
Porque na verdade, a roupa é só um acessório. Bonito mesmo é a atitude de quem veste a roupa!
E se a sua atitude é de quem se acha linda, é porque vc está linda!
Ponto.
Querida Buenos Aires, te conheci muitos anos atrás, quando nem mesmo ideais eu tinha formado dentro de mim ainda, quando minhas mãos não conseguiam segurar uma xícara de café direito e quando eu ainda andava de mãos dadas com a dor.
Andei pelas tuas ruas com medo, afinal, tu és uma cidade enorme, com ruas tão largas que minhas pernas curtas não davam conta de atravessar uma avenida sem que teus sinais de semáforo já sinalizassem o fim do percurso.
Ao partir, tu deixaste em mim o desejo te retornar. Retornar para o tuas ruas cobertas de folhas de outono, e para tuas árvores repletas de jacarandás na primavera.
Ao partir, doeu meu coração e senti minha alma me atrair para ti, eu sabia que retornaria, seguramente, voltaria para teus braços.
Passados alguns anos, conforme esperei ansiosamente, voltei.
Tu não mudaste muito, não mudaste nada, aliás.
Ainda me recebeste com alegres sorrisos, com as folha secas presas ao chão, com o clima adorável de outono e com o céu inconfundível que me abraça cada vez que o enxergo.
Por outro lado, voltei para ti muito diferente da menina daqui partiu, cheguei ao teu coração cheia de traumas, com muitas dores e medos que eu sabia que só cabia a ti cura-los.
Hoje, já consigo atravessar tuas largas avenidas sem necessitar correr, já sei pegar um trem e abraço tuas árvores com aquele sentimento de estar sendo privilegiada por estar aqui.
Hoje minha querida, meus sonhos não são mais conhecer a Disney, tampouco montar uma cidade de lego ou ganhar a barbie do ano, meus planos mudaram um pouco, meu sorriso já não é mais tão espontâneo e minhas palavras são mais comedidas, mas algo não mudou: meu amor por ti.
Sei que aqui ainda tenho muito chão a percorrer, mas também sei que a primavera me aguarda, com suas lindas flores e seu clima maravilhoso.
Não tenho medo, fecho os olhos e confio em ti, ainda que chegue o inverno, me sinto acolhida. Me sinto forte, já me sinto curada, por ti.
Indo mais alto que eu posso,
sem medir esforços,
juntando os destroços
que ficaram pra traz
de uma época marcada por falta de paz.
Me encho de esperança,
como quando eu era criança,
jogando bola na rua,
sem me preocupar com elegância.
Na ponta do dedo faltava pedaço,
alegria se fazia com os pés descalços...
Saudade dessa época!
onde um simples tropeção era minha maior queda!
pensar em desistir? Jamais!
Seria o mesmo de me reprimir!
Ergo minha cabeça,
vê se não me esqueça,
pois o que a arte diz
eu sigo ao pé da letra!
►Peço Aos Céus
Passarei a vida inteira a procurar
Alguém em quem eu vá sonhar
Em linhas escritas dedicar
Sentir a respiração de uma paixão
Me desprender das correntes da escuridão
Mas passo também a desejar reciprocidade
Possuir uma sincronia de verdade
Sem medo da individualidade,
Ou de um amor pela metade.
Dizem que não existe nada mais raro que o amor
O que é estranho,
Pois parece até que ele já perdeu seu valor
Hoje vive a frase "seja como for"
Ah se houvessem motivos para serenatas
Se existissem damas para juntar-se a estrada
Existem, eu sei, mas não encontrei quando procurei
Por esse motivo a dúvida se debate em minha mente
E me perco em meio a tanta gente.
Para quem eu darei meus cadernos?
Quem lerá meus textos singelos?
Ou serão preservados, deixados no passado?
Ah que vontade de escrever uma paixão,
Mas qual? Não sinto algo tão especial
Ultimamente só sinto decepção
Como posso transforma-la em boa inspiração?
Estou precisando de foco, acentuar minha concentração.
Eu quero sair, mas não sozinho
Eu quero me divertir, mas sem amigos?
Estou vivendo um terrível dilema
Que passa em meus olhos como uma interminável cena
Sinto falta de me debruçar sobre sentimentos agradáveis
Sinto falta em tentar descrever momentos inexplicáveis
Parece que tudo se foi tão rápido, estou desarmado
Possuo apenas um coração esfolado pelo pouco tempo que ostento
Nunca pensei que um jovem como eu poderia sofrer com algo tão intenso
Pois, antigamente a dor era física, hoje ela também é psíquica
Sei que não tenho o direito de reclamar da vida,
Mas só peço aos céus um pouco de alegria
Eu estava tão feliz ano passado, gostaria que ele voltasse
Hoje estou mais calado, feito o aluno no cantinho da classe
Meus pensamentos estão em atrito,
Uns querem buscar a solução de como vivo,
Os outros querem me afastar de tudo o que for possível
Então acabei não tendo escolha, me apeguei ao materialismo
Me sinto triste toda vez que penso nisso, mas é verídico.
Gostaria de beijar a felicidade novamente
Gostaria de poder falar para ela que fique permanentemente
Se ela retornasse aos meus braços, eu agradeceria eternamente
Mas aqui estou eu, me escondendo dos raios do Sol
Cá estou eu meditando ao som de minha própria voz
Estou delirando, procurando no vazio de meu quarto um "nós".
Ajudei quem consegui ajudar
Enxuguei as lágrimas de alguém que um dia se pôs a chorar
Me arrependo de apenas não ter agido de forma egoísta,
Pois hoje eu me vejo rodeado apenas de minha própria sombra encolhida
Pudera eu ter sido capaz de ser alguém "seco"
Porém hoje meu peito já não mais está aceso.
Abre pra mim seu coração
Deixa eu entrar de mansinho
Assim, bem devagarinho
Pra me sentir por inteiro
Abre pra mim seu coração
Deixa eu entrar por instinto
Sente o pulsar do meu íntimo
Unindo-se ao íntimo seu
Abre pra mim seu coração
Deixa eu entrar com vontade
Me toma, me traga, me engole
Me molha com a sua saudade
Abre pra mim seu coração
Me prende nas suas correntes
Arranca de mim este choro
De lágrimas densas e quentes.
Eu ainda gosto daquele jeito simples de andar pelas ruas sem pensar em nada e prestando atenção em tudo.
Daquele instante em que o tempo para e fotografa a cena na memória sem resistir.
Das pessoas simples que fazem o dia de alguem muito melhor apenas com um sorriso.
Do gesto de gentileza de se doar simplesmente para ouvir.
Do canto dos pássaros anunciando um novo e belo dia.
Do espanto dos olhos de uma criança que ainda tem o mundo inteiro a descobrir.
Eu ainda gosto das almas leves, dos corações alegres, de tudo que resiste a incapacidade do ser humano de parar, observar e sentir...
Eu sinto o cheiro do arroz de leite que minha avó fazia para jantarmos. Eu amava aqueles cubinhos de queijo dentro, e não posso deixar de lembrar da expressão que ela fazia degustando positivamente a refeição rs. Que saudade da minha infância! Penso que crescer é o anseio mais imaturo que temos, de fato. Sigamos o bio baile com amor à vida e as memórias!
Boa Ventania.
O carteiro e o poeta
Quando a lua reapareceu depois da ventania
Eu liguei o rádio e adormeci na melodia.
A batida na porta me levou a embriaguez
de mais um dia sem você e, a nossa insensatez
-Foi dona Maria, que pediu minha atenção
Trazia embaixo das axilas:
um envelope lilás, um crucifixo e, um pão.
Era você amor ,que mandava me chamar
Cê mandou avisar que a mainha adoeceu
As portas estão abertas ainda era todo meu.
Mas o rio que corre e em mim mudou a travessia
Eu agora sou poeta
Minhas asas procuram a ventania.
E,quando eu respondi : Maria......
Foi que tudo escureceu:
-Eu disse que não mais voltaria, que
não era mais sua e nem você mais meu.
Nunca mais foi noite ou dia, e Janaína enfureceu
Derrotou homens no mar e, a maresia escondeu.
Quando eu fui embora
A porta nunca se fechou
Eu ainda sabia,que era o mar meu grande amor.
Mas o rio que corre e em mim mudou a travessia
Eu agora sou poeta
Minhas asas procuram o ar
a ventania.
Eu já te esperava...
Diante da imensidão do universo, como eu poderia pensar que foi apenas coincidência te encontrar?!
Não foi só coincidência, por trás dessa imensidão existe um criador, digo convicta que você veio até mim por escolha dele.
Nosso encontro tinha época, dia e hora para acontecer.
Eu já te esperava;
Foram dias,horas, semanas,meses e anos;
Mas toda distância que nos separava, desapareceu naquele instante quando vi o seu rosto de frente ao meu.
Quando passávamos um pelo outro, o olho no olho aconteceu e a gente sorriu. Foi uma noite especial, sonhei com seus olhos!
Naquela noite, foi só você e eu.
Ao acordar percebi que eu "já te esperava."
Depois do primeiro abraço, entendi que de algum modo, a gente já se amava!
#Autora #Andrea_Domingues
SEMPRE AO SEU LADO
Eu poderia falar do seu olhar, tão sereno, tão profundo...
Dos Seus lindos olhos castanhos que traz luz para o meu mundo...
Amo sentir o seu cheiro quando vou te abraçar...
Seu sorriso amolece meu coração e me deixa sem ar...
Seu carinho, sua presença, sua atenção...
seu jeito e sua imensa bondade no coração...
Me tira do chão, me faz flutuar...
Quero que saiba que SEMPRE AO SEU LADO eu vou estar...
Caminho eu como uma velha alma, em um corpo novo, ligado a um Espirito eterno, eterna transição de forma, afim de expandir, minha essência é mente na busca de consciência mais elevada.
“Lembra-te do teu criador nos dias de sua mocidade, porque breve virão os maus dias e dirás, não tenho neles contentamento, que o pó volte ao pó, que o era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Ecl. 12:1 e 7)
Paz, Luz, Sabedoria a todos.
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