Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Desde que me dei conta da tua presença como mulher, não apenas como uma colega de trabalho, eu sempre penso no quão bela tu és.
Tenho isso por convicção, por constatação e sei bem o que estou afirmando.
Eu fiquei me perguntando se era certo guardar isso somente em pensamento.
"É..., não é certo!" - foi o que me dei conta, se quero que saiba o que penso não há outra forma senão dizendo e muitas vezes me falta coragem eu confesso.
Quando falo em beleza, falo de uma forma completa, me refiro não só a beleza física (e isso é notório), mas falo tbem do teu sorriso, da tranquilidade que seu olhar transmite sem malícia, da vontade que sinto de te ver de novo e de novo.
Derrepente
Eu senti
Algo que nunca
Havia sentido
Senti que
Não pertencia
Mais a
Este Lugar
Algo me
Empurrava para
Longe
Para um
Lugar distante
Onde eu
Deveria
Lutar..
Por mais
Que esta
Guerra
Não fosse
Minha
Eu teria
Que
Enfrentar..
Uma legião
De anjos
Caídos
Perdidos
Que sonhavam
Em novamente
Voar
Essas asas
Paradas
Já
Me
Consumia
Por dentro
Então
Eu
Resolvi
Voar..
Quantos não
Caíram em
Precipícios do amor
Eu cai tão fundo
Da última vez
Que meu coração
Não batera por
Alguns segundos
Foram segundos
Que viraram dias
Foram dias
Que viraram
Meses foram
Meses
Que viraram
Anos
Quando dei
Por mim
Não estava
Mais ali
Sobrando
Apenas o vazio
De lembranças
Boas de
Momentos eternos
Sorrisos e
Abraços sinceros
De um tempo
Que já
Se foi
E que
Não irá
Mais
RIVAL
O papai sempre gostava de dizer que “doido não tem juízo.” Eu, já digo que tem sim: apenas, em muitos momentos, “lhes faltam alguns parafusos.”
Há muitas histórias envolvendo esses personagens, com sofrimento mental; nas cidades grandes e pequenas, nesse mundão sem fim. Muitas delas, tristes; outras, engraçadas... Outras, nem tanto.
Em Campos Belos, conheci Rival; forte, de estatura mediana, usava cabelos longos, que nunca viam água. Ainda não totalmente brancos, afinal de contas ele só tinha cinqüenta anos; com uma pequena margem de erro, para mais ou para menos. E, uma imensa barba fechada.
Andava calmamente pelas ruas da cidade, sempre mastigando alguma coisa que a gente não sabia o que era. Andava e parava, ao longo de qualquer percurso que viesse a fazer.
Nessas paradas que fazia, geralmente eram para observar algo que lhes chamava à atenção; e sempre tinha uma coisa ou outra. Olhava os mínimos detalhes de tudo, com muito critério. - Como se tivesse mesmo fazendo uma vistoria minuciosa. E, em muitos casos, parecia discordar de algumas irregularidades que via: ao coçar, e balançar a cabeça negativamente, quando o objeto da observação não atendesse suas expectativas.
Morava num quartinho isolado na residência de um parente de primeiro grau, na Rua Sete de Setembro, próximo do açougue do Juá.
No final dos anos setenta e início dos anos oitenta, houve uma exploração de Aroeira muito intensa na região. Tempos depois, eu soube que a aroeira fora extinta no Nordeste goiano.
Paulo (in memoriam), o genro do Seu Farina (o italiano do Restaurante), trabalhava no transporte e comercialização dessa nobre madeira; e geralmente o fazia no Sul do Estado de Goiás; Minas Gerais e São Paulo. Em forma de mourões e laxas, muito usados em currais e cercas; pela sua potencial resistência em se decompor, na natureza.
Um belo dia...
Como de costume, Rival, subiu a Rua BH Foreman, atravessou a Av. Desembargador Rivadávia, e chegou ao calçadão em frente à Prefeitura Municipal.
Parou, e colocou a mão direita atrás da orelha, em forma de concha, para ouvir melhor o sino repicando a sua frente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Era o sacristão chamando os fiéis, para a “encomendação de um corpo.”
O curioso é que, naquele dia, ele não atendeu o apelo religioso, apesar de nunca ter perdido um enterro na cidade (tinha essa boa fama); mas, aproximou-se da Paróquia, e tomou a benção ao Seu Vigário, que estava posicionado à frente do Templo, recebendo o povo, para a cerimônia fúnebre.
Riscou o dedo polegar direito na testa, três vezes, e inclinou-se levemente para frente, em sinal de respeito ao Pároco, ao Santuário e ao falecido. Beijou um enorme crucifixo metálico, preso num cordão feito de argolas, de lacres de latinhas de alumínio; confeccionados artesanalmente, pelos presos da cadeia púbica local;
Olhava ao longe, o esquife num ataúde com a Bandeira do Brasil sobre ele, próximo ao altar; era um filho ilustre que havia “partido antes do combinado.”
Rogou a Deus por ele em silêncio, estendendo as mãos unidas,uma a outra, e levantadas verticalmente, rumo ao céus.
Deu as costas ao Reverendo, sem se despedir, e desceu a Rua do Comércio, enxugando com a manga da camisa, algumas lágrimas que insistiam em descer, lentamente dos seus olhos castanhos, se escondendo no emaranhado de sua barba; resultante do impacto da perda irreparável. – O Pároco lhe dissera o nome do falecido anteriormente.
Teve fome...
Já era meio dia e ele ainda não havia forrado o estomago.
Entrou na padaria de Zé Padeiro. Pediu um lanche, sem dinheiro. – “Não preciso de dinheiro: tudo o que vocês vêem, são meus...” deixava isso bem claro nas poucas conversas que tinha com as pessoas,digamos,normais.
A atendente lhe deu um pão dormido, sem manteiga mesmo - como sempre o fazia, e um café num copo descartável.
- “Capricha senhora!... É para dois tomar.” A moça colocou mais um pouquinho.
E ficou sem entender: pois não o viu acompanhado de mais ninguém!...
Ao retornar a sua casa, pelas mesmas pisadas, parou diante do caminhão em que Paulo trabalhava; que estava encostado junto ao meio fio, logo à frente; e conversava seriamente com ele. Sim! Com o caminhão.
Que estava cheio de laxas de Aroeira. Com uma ponta de eixo quebrado. Na porta do Armazém de Seu Natã.
O proprietário do caminhão, já havia pedido ao papai que desse uma olhada no mesmo; pois, teria que se deslocar até a Capital Federal, para comprar a referida peça. Pois não a encontrava na região, para repô-la.
Ainda que as faculdades mentais de Rival não funcionasse cem por cento; ele tinha um coração piedoso. Com certeza, aquilo era um Reflexo da criação que recebera de seus pais. Que por sua vez, eram pessoas muito religiosas e bondosas.
O sol estava a pino e não havia uma nuvem sequer, nos céus, para atenuar a sua intensidade.
Rival, por sua vez, continuava parado em frente ao caminhão, dando andamento na prosa...
Depois de ter observado por muito tempo aquela situação; de todos os ângulos possíveis. Continuava olhando, olhando,olhando... E, balançava a cabeça de um lado para o outro. Como quem não concordando com aquela situação.
E conversava baixinho, de maneira que só o caminhão ouvia:
- “Isso que estão fazendo com você é um absurdo, é uma desumanidade muito grande! Como é que pode tanto descaso, com um ser tão indefeso!”...
Falava com sigo mesmo:
- “Coitadinho!... quanta judiação!... Quanto tempo sem comer e sem beber; já cheirando mal, e cheio de poeira, com esse calor tremendo que está fazendo, não pôde até agora, tomar um banho para refrescar; como tem sofrido!”...
“Não tenho mais tempo a perder: tenho mesmo de fazer alguma coisa.” Pensava ele.
E, lhe sobreveio uma iluminura, procedente do seu coração grandioso: então, deu o seu lanche para o caminhão comer.
Antes de despedir-se, balbuciou quase imperceptivelmente, algumas palavras:
- “Tenha um bom apetite! Voltarei amanhã para ti ver.” E, foi-se embora balançando a cabeça, desaprovando aquele estado de coisas.
Repetiu o gesto de alimentá-lo, durante mais de quinze dias.
Todos os dias, sempre nos mesmos horários, ele deixava próximo à placa, um pão e um cafezinho, para o aquele pobre e faminto caminhão, alimentar-se; porque a “fome é negra”.
- 13.04.16
Bem, eu pensei bem... E vejo que realmente não era pra ser daquele jeito que pensei que seria. Fiquei um bom tempo tentando encaixar as memórias de forma que fizesse sentido e que eu pudesse ter a mente livre, eu sei que não consegui completamente, mas, agora entendo um pouco do que antes estava obscuro pra mim. O amor não necessariamente será recíproco na mesma intensidade, e se for, os gestos e demonstrações certamente não serão. Cada ser carrega em si medos absurdos, e até mesmo o medo de amar. Pode parecer hipocrisia dizer isso, mas, não é. Quem diz que ama perfeitamente sem medo algum que me perdoe, mas, antes de amar eu senti medo. Porque com o amor muita dor vem junto, o amor sofre. E se a pessoa pra qual direcionamos o amor não entende nosso sofrimento, passa a ser confuso, e confusões causam mais sofrimento. Ou seja, o sofrimento é o momento mais recíproco do amor. Quando eu sofro, e minhas atitudes em decorrência disso fazem o outro sofrer. Nós sofremos juntos, não pela mesma razão talvez, mas sofremos.
Montando esse quebra cabeça de memórias eu pude ver que durante muito tempo eu era toda amor, e cobrava a reciprocidade disso, achava que havia algo completamente errado comigo. Achava que eu amava demais. E sim, eu amava demais. Era tanto que sofria de verdade quando pensava na possibilidade de não ser amada da mesma maneira. E tudo o que eu pedia aos céus era: um amor que me ame como eu amo.
A vida e o tempo foram passando, e eu pude ver que não dá! Não há possibilidade do amor ser da mesma forma, em intensidade, expressão, etc. Até porque me vi do outro lado da moeda, e hoje eu que amava demais (não que não ame), sinto como se meu amor ainda fosse pouco perto do que recebo, e entendo a maior injustiça já cometida por mim: querer que alguém ame igual. Pois se hoje penso que não consigo retribuir tanto amor, sei (com certeza) que ontem eu já causei em um alguém esse mesmo pensamento.
Em suma, o amor nos faz mais justos, e hoje peço perdão aos céus por querer colocar amor nas pessoas goelas à baixo. Não é assim que se faz. Antes, que eu tenha mais amor, e que livremente possa oferecer. Pois é mais leve o fardo daqueles que amam demais, doloroso de fato é olhar pra si e ver que o amor que tens é ainda tão pequeno e frágil, e que recebe mais do que dá.
Vai amor aí?
O amor
Sabe quando foi a última vez que disse "eu te amo" para minha mãe? Eu não lembro, acho q nunca disse essa palavra pra ela, mas eu já percebi q um tempo atrás ela esperava eu dizer isso, essa palavra pra ela. Um dia ela me perguntou: "Meu filho, eu nunca vi vc me dizendo q me ama." Eu fiquei calado e ela mesma respondeu: "Eu sei pq vc nunca disse q me ama, meu filho, pq suas ações já me falam o grande amor q vc sente por mim." Eu me surpreendi com o que ela me falou e descobri q minha forma de amar é minha.
Eu sou uma Bruxa.
Não... Princesa não: Bruxa. B-R-U-X-A!
Bruxa porque tenho a língua afiada, que é pra não ter que levar desaforo pra casa. Sabe como é: desaforo engorda a gente de frustração, faz a gente perder o sono, o cílio postiço, estragar o esmalte da unha roendo todas... Um horror!
Bruxa porque por sacanagem da vida ou do tempo, um deles resolveu colorir meus cabelos com fios brancos. Eu peço trégua, mas eles querem guerra, e se é guerra que eles querem é guerra que eles terão: tinta preta pra presidente! Todo mês! De preferência preto azulado que é pra fazer bonito nessa guerra!
Bruxa porque não sou boazinha, santinha, bobinha e nada dessas coisinhas chatas que terminam em inha. Sou da pá virada mesmo! Rodo a baiana, chuto o balde e se bobear enfio uma dúzia no meu caldeirão. Adoro um sopão!
Bruxa porque amo, amo e amo voar... na imaginação. Tudo que é impróprio ou proibido passa por dentro dessa cabecinha nada despoluída. Bruxa cabeção! Que orgulho!
Bruxa porque não tenho saco pra gente cheia de mi-mi-mi, nhe-nhe-nhe... Gosto é de gente escandalosa, desencanada, que ri alto, que fala besteira, que abraça forte e estala todos os ossinhos da nossa coluna. Sabecumé: nessa idade, toda bruxa precisa de um bom massagista!
Bruxa porque acredito em magia. Acredito na figa que carrego na pulseira, no pé de arruda que carrego na carteira, na mandinga da esquina, no olho gordo do invejoso, na fé que carrego no coração... Aliás, bruxa tem coração sim, viu? Respeita aí!
Bruxa porque já passei dessa fase de achar que meu corpo é mais importante que minha cabeça. Se meu corpo estiver acima do peso mas eu estiver com saúde, tá valendo.
E finalmente, Bruxa sim, porque ser princesa deve ser chato pra caramba. Enquanto a tolinha fica ali esperando o príncipe encantado, a gente já desencantou desse papo de homem perfeito. A gente acredita é em homem que lava a própria cueca e não tem Facebook ou WhatsApp. Se tem, fofa, ele não é perfeito, acredite!
Enfim: Sou Bruxa, mas sou feliz!
Aceita uma maçã?
A paixão do meu olhar
Olhares que não se cruzam mais
pensamentos que doem imaginar.
Queria eu,conseguir te ignorar,
porém meus olhos não mudam jamais.
Seus lábios não podem ser normais
são obras que não canso de olhar,
loucura minha disto gostar ?
Alterar minha natureza ? Incapaz.
Embora seja muito criticado,
continuo sendo um sonhador
ou simplesmente um bobo apaixonado.
Admito não conhecer o amor,
mas contigo tudo era acalmado,
porém não acalmaria tal calor
Ó vida por que nisto insiste ?
Porque sem ela nada existe.
Para ela se intitular MÃE, eu nasci...
Então minha Mãe sorriu e agradeceu.
não houve nada de novo, a não ser eu!
Para que o dia fosse enorme, bastava olhar toda ternura dos olhos de minha Mãe...
Esse foi o começo de um amor sem fim!
Agradeço à você MÃE, por todo ensinamento e amor dedicados a mim.
Meu amor é todo seu!
PS: Sua filha que te ama
Por ora eu acho que ela me odeia, faz de tudo para provar que não quer saber de mim, se engana mas não me engana, ela tem de tudo para mudar o mundo, o seu mundo mas... Diante de tanta falta de coragem, acaba se perdendo em partes do seu olhar, sim, sei que sou lembrada, e o melhor... Eu sou a única pessoa do mundo que escreve para ela e ela ainda não se deu conta disso? - Apoplética!
No fundo, eu sou tudo o que ela pediu ou talvez eu seja convencida ao extremo para dizer que eu sou tudo o que ela um dia já quis. União perfeita se não fosse o expressivo ato de dizer "não".
Contando as horas
Eu conto as horas e as horas não contam
Não importa o quanto eu conto
Enquanto conto o tempo
Foco um desejo em pensamento
Assim meu canto vai a seu encontro
Pra fazer sessar seu pranto
Gentileza humana demonstro
Até para o humano monstro
Vamos sessar fogo no confronto
Ganância e ignorância nos levaram a esse ponto
Uns com um grande tanto posando de santo
Outros com nada, só somam desalento
Que venha o fim dos tempos
Por justiça cósmica estou sedento
Tento parar o tempo, inutilmente o relógio desmonto
Recolho meus pedaços de um passado remoto
Soterrado por terremotos
Me remonto, me reencontro e me encanto
Ren! Renascido das cinzas já não me espanto
Alerta, o relógio desperta e me levanto.
Enquanto conto as horas pro final
Me dá um tempo afinal
Desfaço o espaço tempo em tempo real
Sou o senhor do meu próprio tempo
Interferindo no espaço sideral
Sem muito tempo pra perder tempo
Cada momento é impar
E cada avanço uma estampa
Uma camisa limpa
Um palco, um espetáculo à seguir
Relógios e seus ponteiros não para pra assistir
Abandonam atrasados, vão-se embora
Coexistir.
Inicio, meio e fim
Tudo pra agora
Correndo contra o tempo a passos apertados
Contando as horas
Preocupado com a estada
Uma cama nesse universo complicado
E o tempo pavimenta estradas
Abre e fecha portas
Questione o rei e faça suas apostas
Ele impera, guarda e libera todas as respostas
As armas falam
As leis se calam
Arapucas desarmam
E quem se apega a isso tudo não vai sair do lugar
Há tempo de colher
E ele não antecede o tempo de plantar
Enquanto conto as horas pro final
Me dá um tempo afinal
Desfaço o espaço tempo em tempo real
Sou o senhor do meu próprio tempo
Interferindo no espaço sideral
A vida,
talvez eu não seja o ser mais sorridente, mais interativo, mais carinhoso, mais simpático, mais bonito, mais isso ou aquilo... Não faz mal, não quero ser "o mais", mas quero muito que me entendam como eu sou, e respeitem isso. Não crie expectativas sobre mim, mas permita-me surpreender-te.
“Verdadeiramente te Amo”
Não tenho dúvida nenhuma a seu respeito.
Eu tenho sim!!!… uma certeza absoluta que você é a mulher mais linda, e por mim a mais querida e amada de todo o universo.
Você fez morada no meu coração, você invadiu o meu ser!
Eu amo você com imensa, e profunda intensidade… sempre!
E eu me sinto feliz, e completo por ter a tua carinhosa, e adorável companhia.
É muito belo, confortável e prazeroso estar com você…
Poder sentir e tocar esta pele macia, e ouvir pequenos sussurros desta voz meiga… é um verdadeiro sonho.
Este seu jeito meigo e angelical, não… não existe nada igual.
Você representa tudo o que sonhei...Você representa... o pulsar do meu coração.
Por este intenso amor, não me canso de doar para ti… o melhor de mim.
Sempre estarei presente nas horas em que mais necessitar do meu carinho, e do meu intenso amor.
Quero te agradecer pelo amor… e quero sempre te oferecer o meu.
Quero dizer que toda sabedoria do mundo… se resume na entrega do verdadeiro amor.
Te Amo!
Admilson
Bem, eu já não sei o que sinto
Todos esses movimentos, todos esses passos.
todos esses rótulos
e minha alma alcança um outro lugar
um lugar de desespero ao mais
ao ir e esse ir que vai sem saber pra onde ir sem fim , que tem a mim
vai vai e vai
e a dança ela meche todos os dias na minha vida todas as vidas dos meus dias
são pouco os que vejo dançando com a alma
mas sinto aqueles que também sentem esse sentir.
Cada olhos lindos cada vidas lindas
eu me encanto
e mesmo que não houvesse som , eu saberia qual a musica que se passa .que se vive que se é
bem, mundos e milhares deles
me circulam e já é coisa demais
demais pra um pequeno rapaz
tentar entender dentro de tanto tempo tapando tudo tendo adentro também eu entendo talvez
Ai eu paro, endoido , e volto ao normal
normal que não se sabe quem é normal num mundo anormal, escondendo a normalidade na anormalidade ,já não posso dizer que eu danço ´só uma dança , por que da dança se dança a dança com a dança e já se foram varias danças na dança , que jã não é apenas uma
mas tudo acalma , acalma a dor que não se manifesta, eu a cuido e ela comigo a de cuidar de mim, por que eu não sei mais além de ainda tantas coisas é , eu sou assim.
a alma que dança pra sentir o que não tem fim.
é, eu sou assim.
fim?
Quando eu crescer, estiver bem grandinha mesmo, quero fazer algumas coisas que já fiz e não "posso" fazer mais...
Por exemplo:
andar descalça na rua
jogar biroca com a molecada
roubar fruta do conde do sítio do seu Antonim
fazer bolhas de sabão com canudinho de mamão
voltar pra casa da escola na chuva e chegar toda molhada...
Vamos fazer gente? O que mais podemos listar aqui?
Sem Sentido.
Implacável dor
De um inalterável amor.
Amor esse, que eu não me via
Mais tudo, tem o seu fim um dia
Tentei sem sucesso fugir,
Mais era inútil, estava em mim.
A saudade torturava
E cada lembrança aprofundava.
Totalmente arruinado,
Via minha vida
Completamente sem significado.
Resolvi então me afastar
E todas recordações que tinha, me livrar.
Deixei com que o tempo fizesse sua parte
E que desse árduo sentimento, me curasse.
Mas...Cruelmente não mandamos no coração
E tirar algo que um dia, já foi tão profundo
Não é tão simples.Que decepção !
Sendo que até hoje não consigo assimilar
Esse efeito que em mim, ainda consegue provocar.
Algo tão intenso e deveria ter sido destruído
Queria poder esquecê-la, mas não consigo.
Hoje foi para mais uma cidade
que eu disse adeus
Não consigo lembrar de todas as coisas
e de todos os momentos que eu passei
aqui
Mas foram o suficiente para eu me despedir
e ela não
Quantos cigarros eu fumei aqui
quantos litros e mais litros de whisky
cerveja
vodka
vinho
Quantas transas
quantas pessoas
quantas poesias eu escrevi
aqui - quantas me escreveram...
Confesso que minha alma e meu coração não tem endereço fixo
mas eu sei que esse lugar sempre terá um pedaço de mim
Eu já me sentia velho, antes de chegar aqui
e mesmo assim
envelheci uns 20 anos
com tudo que passei
Toda experiência é válida quando feita com gana
amor
alma
Tudo que lhe arranca um pouco de vida
tudo que lhe arranca tempo
precisa valer a pena
e é nós que decidimos se isso acontece
Então eu sei que paguei com o peito
sei que paguei com o tempo
sei que paguei com a alma
mas todos os preços foram justos
todos os momentos foram vividos
e não trago nenhuma dívida comigo mesmo
Sou grato por isso.
Muitos dizem que o amor é tudo
mas ele
sozinho
não é o suficiente.
A LUZ DO FAROL
Não te recitei poemas nem fiz juras de amor,
eu te ofereci meus dias e minha vida
como um criminoso buscando redenção.
E você me abrigou sob sua luz,
intensa e constante como um farol
invadindo o mar para salvar os esquecidos
e os desesperados.
Você calou meus demônios com sua ternura
e fendeu a sepultura onde jazia meu coração
com um simples olhar, com um simples estar.
Eu deixarei morrer cada entardecer
enquanto teu beijo amanhecer o dia.
Eu deixarei morrer cada dezembro
enquanto tuas palavras brotarem janeiros.
Eu deixarei morrer as flores do meu jardim
enquanto teu corpo ressuscitar a primavera.
Eu deixarei morrer silenciosamente
no teu seio minh’alma ou meu espectro,
pois em mim toda paz perde o reinado
(não há virtude sem o pecado).
O DITADOR
Se eu fosse o ditador da Síria, da Líbia ou do Iêmen
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu atiraria rosas, lírios e tulipas,
recitaria poemas e entoaria canções:
eu mataria de amor.
Se eu fosse o ditador do Egito, do Iraque ou da Jordânia
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu lembraria histórias, causos e mentiras,
compraria um circo e contaria piadas:
eu mataria de rir.
Se eu fosse um sangrento ditador,
eu deixaria de ser um sangrento ditador.
Não atiraria balas, não lançaria bombas, não faria nada:
eu mataria de tédio.
RENASCIMENTO
Eu não vou chorar por coisa alguma,
estou dando uma segunda chance à vida.
Tudo aqui é um milagre.
Vou bradar aos céus:
– Eu quero raios e trovões!
Tenho-te como uma mãe abraça o filho que nasceu,
cheia de carinho e fé
e com a certeza cega de que tudo vai dar certo.
Estou lapidando meu diamante
e a pureza é indescritível,
terá o preço de cada manhã futura.
Inestimável
como o cheiro do amanhecer no campo.
Simples como não se esquecer de aguar uma semente,
porque essa palmeira que plantei
não se envergará
nem se quebrará ao convite do vento.
Sou como um velho barco quebrando ondas em um mar revolto:
LIVRE!
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