Textos que Falam sobre Mim
COISAS QUE PARA MIM SÃO IMPORTANTES NAS RELAÇÕES
Amor-próprio é meu ponto de partida.
Eu não entro em nenhuma relação para ser salva, completada ou reparada.
Eu já me basto — e é justamente por isso que só escolho vínculos que honram quem eu sou.
Verdade é essencial.
Transparência me preserva, coerência me aproxima.
Gosto de quem fala claro, sente claro e vive claro.
Caráter não é detalhe, é fundamento.
Caminho apenas com quem honra o que promete, respeita limites
e entende que dignidade não é negociável.
Profundidade é necessária.
Conversas que expandem, que tocam, que iluminam.
Não tenho espaço para superficialidade — minha alma pede densidade leve e consciente.
Presença limpa.
Sem vícios, sem fugas, sem dramas repetidos.
Quero quem esteja inteiro, não quem peça resgate emocional.
Reciprocidade verdadeira.
Não precisa ser espelho — precisa ser justa.
Minha entrega é inteira, mas não ultrapassa meu amor-próprio.
E, acima de tudo, paz.
Relações que respeitam meu silêncio, meu foco, meu ritmo.
Eu escolho o que me soma, o que me eleva e o que conversa com a mulher que venho me tornando.
Toquei na orla de Suas vestes e, nesse instante, senti o toque de Suas mãos sobre mim. A existência humana encontra sua plenitude na decisão de mover-se em direção ao Cristo; inversamente, tudo desmorona e precipita-se em ruína quando nos distanciamos da Fonte da Vida.
Há uma regeneração ontológica — um novo nascimento — reservada àqueles que se achegam a Ele. Contudo, testemunhamos o fenômeno da decadência espiritual quando o ser humano prioriza o culto aos homens, aos erros e às falsas aparências, em detrimento da face divina do Redentor. É perigosamente fácil perder a paixão pelo Sagrado. Não permitamos que as 'coisas boas' e as facilidades deste mundo roubem a primazia do amor que deve arder por Cristo. Ele nos convida não a uma religiosidade de superfície, mas a uma proximidade radical.
A metafísica do toque é real: ao tocarmos o Verbo, somos restaurados em nossa essência. Frequentemente, buscamos apenas o alívio imediato, mas o imperativo bíblico nos chama à contemplação: 'Olhai para Ele e sede iluminados' (Salmos 34:5). A verdadeira cura transcende o físico; é a iluminação da alma que nos permite enxergar além das sombras do tempo passageiro.
Por tempo demais, a Igreja tem concentrado seus esforços no 'concreto e no tijolo', negligenciando a edificação do espírito. Não sejamos como o cavalo ou a mula, destituídos de entendimento. Precisamos ser guiados pelo olhar de Cristo. Ora, para onde Ele fita Seus olhos? Estará o Senhor focado em cargos eclesiásticos, templos suntuosos ou êxitos corporativos?
Certamente não. Os olhos do Senhor buscam o que o mundo ignora: o sofrimento dos invisíveis, a dor da criança violentada, o clamor da mulher agredida e o abismo existencial do depressivo. A missão da Igreja não é erguer monumentos a si mesma, mas ser o corpo vivo que move os pés e as mãos de Jesus em direção aos aflitos.
Concluo que, os olhos de Cristo hoje são os seus; as mãos Dele são as suas; os pés Dele são os seus. Sejamos o Cristo encarnado nesta terra, levando o pão ao faminto, a água ao sedento, o vestuário ao nu e o calor do abraço aos que habitam o frio da solidão. Que nossas ações sejam a mensagem viva, capaz de convencer o coração humano por intermédio do Espírito Santo. Sejamos, enfim, o amor de Deus em movimento."
Quando acordei esta manhã, olhei para o espelho e disse a mim mesma: "Você merece ser feliz". E essa afirmação foi como um mantra que ressoou em minha mente, afastando toda e qualquer nuvem pesada que tentasse encobrir o sol em minha vida.
Compreendi que a felicidade não é um destino distante, uma meta inalcançável. Ela é um estado de espírito, uma escolha diária. E hoje, sem sombra de dúvidas, escolhi o caminho ensolarado, onde as flores desabrocham e a esperança sempre floresce...
- Edna Andrade
Hoje eu li um livro abstrato
Contava o que o amor foi para mim
Lembrei de minha entrega completa
De como eu acreditei no outro
E idealizei e sonhei
Com virtudes nobres
Amar era habitar um céu
Que eu criei com ilusões
Em um mundo injusto
O amor era redenção
Em algum lugas na terra
Pessoas se amam e são felizes
Eu precisava de céu,
Eu sonhava com o paraíso.
Mas no capítulo seguinte
O livro dizia
Pessoas nao são virtudes
Idealizadas
Pessoas são humanas
Com qualidades e defeitos
E podem te machucar profundamente
Eu perdi o céu
Eu perdi o paraíso
Eu perdi a ilusão
Que o amor me faria feliz
E não chorei
Apenas concordei
Com um silêncio profundo
O terceiro capítulo dizia
Você pode prescindir do amor
Você pode ser feliz
Admirando uma obra de arte
Sentir as flores desabrochar
E sentir uma paz inominável
Que talvez você não saiba nomear
Eu fechei o livro
E escrevi uma poesia
Falando que a felicidade
É simples e silenciosa
Como fazer carinho
Em um animal dormindo
O livro abstrato do amor
Tinha três capítulos
Mas minha biografia
Escreve tranquilamente
Mais de dez livros.
Eu não preciso do amor
Para ser feliz
Preciso da sombra de uma árvore
E da beleza de um livro
E refleti sobre os felinos
E vi que eu amo
Mais gatos
Do que pessoas
E sorri
Como quem
Realmente entende
Aos amores do passado
Um reverência respeitosa
E uma despedida
Que não olha para trás
Sinto-me plena e inteira
Amando a delicadeza
E beleza dos felinos
E assim termina
O livro abstrato do amor
Reverência e adeus
Saímos do amor
como de um acidente aéreo
Tínhamos perdido a roupa
os documentos
a mim me faltava um dente
a você a noção do tempo
Era um ano longo como um século
ou um século curto como um dia
Pelos móveis,
pela casa,
restos partidos
copos,
fotos,
livros desfolhados
Éramos os sobreviventes de um
desmorronamento
de um vulcão
das águas arrebatadas
E nos despedimos com
a vaga sensação
de ter sobrevivido
embora não soubéssemos pra quê.
Cristina Peri Rossi
Mulher, quando ousas questionar a minha luz,
revelas mais sobre a tua sombra do que sobre mim.
Ris dos meus conflitos e dilemas
porque travas uma guerra silenciosa por dentro,
uma batalha dura contra a tua própria nobreza.
O amor que nos une não pede ataque,
pede equilíbrio.
Não sobrevive onde a indiferença governa
nem cresce sob o olhar que só procura falhas.
Quem se ocupa em vigiar defeitos
ainda não está pronto para reconhecer virtudes.
Porque amar, de verdade,
é enxergar grandeza mesmo nas imperfeições
e escolher permanecer
não apesar delas,
mas com elas.
Amor não é disputa de orgulho,
é encontro de consciências.
E só permanece inteiro
quem aprende a respeitar a luz do outro
sem tentar apagá-la.
Frankenstein’s
“Sou um conjunto de frações, habitam em mim partes a parte que não nasceram em mim e hoje medram num corpo que agora é meu.
Tenho um pouco de todos e todos um pouco de mim, vejo-me diluído. Esse eu sem nome, essa parte a parte que nasceu em mim e hoje floresce em outro corpo ainda sou eu.
Gasto-me em uma velocidade absurda, partes de mim estão por toda parte.
Sinto que só sou inteiro quando estou disperso.
Como um ramo novo arrancado da arvore e plantado em nova terra.
Como a arvore que viaja através de suas sementes, vivo nas entranhas alheias.
Logo, quem tenta encontrar a perfeição humana terá uma busca impossível, já não existem encaixes perfeitos em pedaços distintos."
Dia da saudade
Lembro de quando era mais novo e nenhuma saudade morava em mim.
A saudade parece ser um diálogo silencioso entre quem ficou e quem segue.
Mia Couto a descreveu como uma tatuagem na alma, afirmando que só nos livraremos dela perdendo um pedaço de nós.
É a palavra que usamos para abraçar quem não está por perto.
Rubem Alves, ao nomeá-la, disse que a saudade é a nossa alma dizendo para onde quer voltar.
Acho que ela é o instante querendo reacontecer.
Quando não estou pensando em você,
Estou imaginando como pensa em mim…
Tem dias que você me faz chorar
Quando não estou pensando em você,
E sim! Imaginando você… pensando em mim.
Tem dias que você é tudo, tudo pra mim.
Quando estou pensando em você
Sem imaginar você… pensando em mim.
Se a minha vida não se sentir confortável, eu entendo; meu problema, é nunca ter duvidado de mim mesmo!
Ela já teve mais idéias do que jamais vou ter, e muitas e boas vezes, estou apenas aproveitando da situação, porque uma inimizade nossa parece não feliz em me ver! Um zero é para uma pessoa sem histórias, acho que merecemos mais do que isto, eu e a vida; todo laço verdadeiro é uma via de mão dupla que envolve dar e receber em igual teor!
Viver é o presente mais valioso que o tempo pode nos dar, e agradeço a minha vida, por ter profundo apreço e gratidão por todas as experiências e bons momentos, que me faz valorizar cada aspecto da minha existência!
Até mais tarde para mim espero ficar, talvez, até poder contar o final da minha história... se o tempo não se entediar talvez!
Só porque um cadarço de sapato esteja desamarrado, não significa que os passos sejam frouxos; posso receber muitas críticas, mas será que às pessoas estão preparadas para mim?
Felizmente, sem conclusão, tem começos que o fim não passa na mente; um recomeço é minha vida e não pretendo desviver!
Isto não é apenas sobre uma vida, mas uma viagem até o limite de um horizonte enquanto a vida permitir: quer fazer um homem feliz... apenas me abrace e não me entenda enquanto o tempo nos espera!
Desamparo
Eu só queria
alguém que cuidasse de mim.
Um colo.
Um abrigo contra o mundo
que me expõe
como pele sem defesa.
A solidão chega sem ruído,
instala-se aos poucos,
ocupa os vazios,
faz morada no peito
— e dói.
Dói como peso contido,
como um aperto
que não encontra saída.
O ar falta.
Afundo devagar,
sem resistência,
como quem desce ao fundo do mar
em silêncio.
Ainda assim,
há em mim uma consciência:
preciso voltar à superfície.
Retorno.
E nada mudou.
A solidão permanece.
Então pergunto,
não em voz alta,
mas por dentro:
vale a pena?
Se vale,
revela-me o porquê.
O silêncio se estende
como um vento que uiva
sem me tocar.
Há um vidro invisível
entre mim e o mundo:
vejo o movimento,
a correnteza,
mas não posso atravessar.
Estou presa
num espaço estreito,
insonoro,
onde a ausência de saída
me torna cativa.
Desperto.
E ao me reconhecer desperta,
compreendo:
ainda estou só.
R. Cunha
Faz de mim o teu abrigo de confiança,
onde o medo descansa e a paz alcança.
Um porto seguro em noites de tempestade,
braços que acolhem com ternura e lealdade.
Em mim não há pressa, nem promessa vazia,
há cuidado simples, silêncio que guia.
Quando o mundo pesar sobre o teu coração,
que em mim encontres calma e proteção.
Te ofereço presença, não correntes,
um amor que sustenta, firme e consciente.
Que o riso seja casa, o afeto, direção,
e a confiança, nossa mais doce canção.
Faz de mim o teu refúgio único,
faz de mim, faz de mim.
A tua lembrança confortável,
onde o amor sempre diz “sim”.
Que a felicidade seja morada constante,
um gesto sincero, um hoje vibrante.
Se for pra ficar, que seja assim:
leve, seguro… faz de mim.
Vem cuidar de mim, baby
Sanguessuga boa do amor
Deixa aquele cara pra lá
Ele não presta, não te representa não, doutor
Vive prometendo o mundo
E te entrega só solidão
Homem sem palavra é vento
Não segura coração
Ele fala bonito em público
Mas em casa só dá dor
Eu sou simples, sou direto
Mas te trato com amor
Oh mulher virtuosa
Esquece aquele malfeitor
Manda ele embora hoje
Que a noite é nossa, é de amor
Amor sem fronteiras, debochado
Sem frescura, sem censor
Vem pra mim, mulher da vida
Mulher minha, mulher do amor
Você deve ignorar urgente
Esse homem sem compromisso
Quem brinca com sentimento
Não merece nem aviso
Aqui tem café quente
Abraço e proteção
Tenho pouco no bolso
Mas tenho muito coração
Se ele te fez sofrer demais
Hoje é dia de decisão
Vira a página da história
E vem morar na minha canção
Oh mulher virtuosa
Esquece aquele malfeitor
Manda ele embora hoje
Que a noite é nossa, é de amor
Amor sem fronteiras, debochado
Do jeito que você gostou
Vem pra mim sem medo algum
Que eu cuido de você, meu amor
Oi pai, tem piedade de mim,
Que essa dor não cabe no peito não.
Não é faca, nem é ferida,
É traição rasgando o coração.
Promessa feita no travesseiro,
Virou riso na boca de outro alguém.
A cangaia veio sorrateira,
Me deixou sem rumo e sem ninguém.
Eu era rei desse amor bandido,
Hoje sou refém da solidão.
A cangaia passou na minha vida,
Fez do orgulho pó no chão.
Eita cangaia agonizante,
Quebrou os chifres sem compaixão.
Foi de lá pra cá, sem rumo, sem pena,
Fez morada no meu coração.
Dói demais, dor extravagante,
Devastadora, sem explicação.
É dor de corno, é dor constante,
Depois da cangaia só resta a canção.
Hoje eu bebo pra esquecer teu nome,
Mas ele insiste em me acompanhar.
Chifre quebrado dói menos que saudade,
Quando a verdade resolve machucar.
E quando eu não estiver mais por aqui, quero que você lembre de mim com aquele sorriso bobo, lembre de hoje, onde eu falei tudo o que deu vontade, tudo o que estou sentindo.
E nunca esqueça que por pouco tempo ou muito (não sabemos) eu amei você e tu foi muito importante para mim!
E que esse pensamento possa de alguma forma te fazer sorrir,te fazer feliz!
Porque você é especial, única, inigualável, autêntica,
e outros adjetivos que enaltecem você.
Não se afaste de mim
Te mostrei o meu lado obscuro
Por que gosto de ti
Não se afaste de mim
A minha versão
Pode ter falhas
Como qualquer outra pessoa
Não se afaste de mim
A verdade é melhor do quê a mentira
E o amor é inclusivo
E aceita personalidades fortes
Te direi o que queres ouvir
E mostrarei o que não queres
Mas te darei o meu ser
E lutarei por nós o tempo inteiro
Enfim é amor
Sincero
E verdadeiro
Às vezes eu mim sinto tão estranha
Que até os meus batimentos
Consigo ouvir
Será que é por que
Eu só penso em você
Que acelera o meu coração
E a vontade de ti ter
É o que faz eu sentir
Meus batimentos cardíacos
Que contradição dessa vida
Que passa e eu só sinto os
Sintomas físicos da vontade
Interna do meu ser
Queria mesmo
Era sentir você
Mim abraçando
E mim beijando
Por que só assim
O meu ser pararia com essas
Loucuras de fazer sentir
O que eu não deveria
E realmente sentiria
O quê eu queria
Que era
Você perto de mim
Quase amor
Algo em mim não está certo,
Um vazio onde havia amor,
Silêncio onde havia riso,
Uma sombra cobrindo o sol.
Te amei como um tesouro raro,
Mas recebi apenas migalhas,
Ou será que fui precipitado,
Em esperar mais dessa batalha.
Você me pede um tempo, um respiro,
Promete amar-me como mereço,
Mas perdi para sua própria guerra,
Estranho agora quem conheço.
O amor já não está à vista,
Você deixou-o escapar, perdido,
Hoje, desisto desta luta,
Esta é, então, a nossa despedida.
17 anos.
Ah… meus 17 anos.
Foi ali que algo em mim despertou. Não como um grito, mas como um sussurro insistente dizendo quem eu era — e, com ainda mais clareza, quem eu jamais seria.
O mundo parecia pequeno e infinito ao mesmo tempo. A escola seguia seu ritmo previsível, enquanto eu me perdia em risadas altas com amigas insanas, em novos rumos improvisados, em horizontes que surgiam sem pedir licença.
Fugíamos para a Floresta da Tijuca como quem foge do destino traçado, inventávamos aventuras dentro de ônibus em movimento e dividíamos lanches simples, sempre banhados em Natasha com limão, como se aquilo fosse um ritual secreto da juventude.
Meu primeiro emprego veio com cheiro de essência. Numa fábrica de sabonetes artesanais, meus dias eram feitos de lauril, flores esmagadas, ervas secas e mãos úmidas de criação.
Eu já carregava a natureza entranhada na alma, mas ali ela me atravessou de vez. Quis saber os nomes das plantas, seus segredos, suas curas invisíveis. Algo em mim se abriu. Meu lado espiritual floresceu sem pedir permissão, e mergulhei inteira em uma tenda espírita, como quem retorna a uma casa esquecida.
Dois anos passaram como um rito de passagem. Foram anos de aprendizado, de quedas e renascimentos silenciosos. Crescia em mim uma urgência quase dolorida de viver segundo meus próprios ideais — ideais que batiam de frente com o mundo que me havia sido dado.
Minha mãe vivia uma vida de Amélia: mãos ocupadas, coração devoto, fé firme em Nossa Senhora… em todas elas. Cuidava da casa, das filhas, do marido, como quem se anula por amor e tradição.
Meu pai era feito de samba e ausência. Sambista nato, mulherengo incurável, espalhava traições como quem espalha confetes pelas madrugadas, uma mulher diferente a cada roda de samba.
E eu… eu não cabia naquele cenário.
Minha alma era livre demais, sonhadora demais, inquieta demais para suportar aquele cotidiano repetido. Eu precisava de direção, mas não de limites.
Precisava de caminho, mas não de cercas. Ainda não sabia o que queria ser, porque eu não queria ser apenas uma coisa.
Eu queria o mundo inteiro.
Eu queria tudo.
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