Textos que Falam sobre Mim

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Quando ela volta ao meu ver;
Retornando ao meu pensar;
Essa bela menina volta,
Volta para mim..
Quando passa ao meu olhar,
Retornando ao seu posto,
Essa bela menina ama,
Ama o seu amado...
Recuperou seu trono,
Seu reinado ilustrado,
Em pleno raiar do Sol,
Teu olhar se encontra ao meu;
Teu momento se volta ao meu;
Teu sorriso encontra-se ao meu..
Poxa depois de tanto tempo,
Será que ainda sou capaz..
Será que ainda posso ser seu..

Será que ainda sera's novamente minha.
Posso apenas tentar.. E ilustrando aos poucos teu amado ser...Espero lhe reconquistar, espero poder te encontrar, poder lhe amar, lhe tocar...

E no final da Historia poder novamente te
Namorar...

Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.

Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.

E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.

Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.

E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”

Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.

E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.

E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.

Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.

E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.

(“O lugar onde o amor cochila”)

Amei-te muito.
Esperei de tudo um pouco,
dei muito de mim,
minha pele, meu suor,
minhas palavras sussurradas,
dias e noites fui tua ,
minha alma,
meu coração,
dei meu perdão,
pedi perdão ,
mantive quietinha as palavras delicadas,
mantive cerrados lábios recém beijados,
coração e pés gelados.

Adeus vozinha.


Maria Clarice Alves de Amorim,
Em vida, era tudo para mim.
Nessa madrugada ela partiu e nem
se despediu.
Todos juntos choramos a sua falta.
Que pena amiga que não podes ver,
as lágrimas rolar pelo nosso rosto.
Até hoje, sentimos a sua falta.
Por muitos anos tivemos momentos alegres ao seu lado.
Você era simples e humildes, sempre pronta para servir.
Sua filha e seu filho juntos, com suas netas e nora; ainda choram a sua falta.


Adeus vozinha que o Senhor te recompense por tudo de bom, que aqui fizestes.
Pelo carinho que destes a sua filha, filho e netas.
Obrigado pelo seu carinho minha querida, vozinha.
Descanse em paz, no Vale da Saudade, minha grande amiga de verdade.

O Teu Olhar Sobre Mim
Por Mônica Barreto Alves


Senhor, eu Te agradeço pelo caminho percorrido,
Pelo que foi ganho e pelo que foi perdido.
Olho para trás e vejo a Tua mão em cada traço,
Dando-me forças quando o cansaço vencia o meu passo.


Obrigada pela força naquelas pernas cansadas,
Que pedalaram 40 minutos por estradas isoladas.
Obrigada pelo "fiado" que alimentou os meus três,
E pela fé que me fez caminhar ao trabalho outra vez.


Obrigada, Pai, por me mostrares a verdade,
Naquela noite em que a janela foi a minha liberdade.
Tu ouviste a minha prece no escuro da rua,
E trocaste a minha dor pela paz que é só Tua.


Obrigada por cuidares da minha mãe no seu descanso,
E por me dares paciência neste mar que não é manso.
Por me ajudares a honrar o pai que se esquece de quem sou,
Enquanto o Teu amor, de mim, nunca se apartou.


Obrigada pelo encontro naquele banco de igreja,
Pelo parceiro que hoje luta comigo, seja o que for que esteja.
E pelo João, meu milagre, meu riso, minha luz,
A prova viva de que a Tua graça me conduz.


Não sou mais a ovelha negra, perdida ou sozinha,
Sou a filha amada que sabe a força que tinha.
Hoje o meu livro se fecha com o Teu nome no final,
Pois sem o Teu amor, nenhuma lição seria real.


Amém.

⁠”Te amo tanto, mas não te amo ainda.
Quisera eu ter o seu amor só pra mim, mas ainda é cedo... É cedo para se encontrar e nos amar.
Guarda o teu amor dentro de um potinho aí, que daqui o seu já está guardado, e quando eu te encontrar o meu coração eu vou lhe dar para que então, finalmente, nós possamos nos amar e nos enamorar.”

⁠Você é pra mim o que o amarelo era pro Van Gogh
Uma explosão de luz em minha tela escura,
Com pinceladas de amor, no coração, algo novo,
Nossas cores se misturam, numa paleta de ternura.

Você é pra mim o que a Mona Lisa foi pro Da Vinci
Um enigma encantador, um sorriso profundo em seus olhos, descubro meu mundo e princípios,
Cada traço de sua alma é meu tesouro no mundo.

Você é pra mim o que a melodia foi pro Mozart,
Notas que tocam meu ser, uma sinfonia de paixão,
Seu amor é a canção que enche meu mundo de arte,
Em sua harmonia, encontro a completa gratidão.

Assim como o amarelo inspirou Van Gogh a criar
E a Mona Lisa intrigou Da Vinci a contemplar
E como Mozart deu vida à música e ao som,
Você, meu amor, é minha inspiração, é o meu dom.

Como cores, sorrisos e canções, eternamente raro,
Para eles, cores, harmonia e sorrisos é muito mais do que podemos enxergar
Este poema é só para nós, um segredo compartilhado.

"Quando o céu toca a alma"


Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.


É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.


O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.


Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.


A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.


E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.


Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.


Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.


E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.


Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.

⁠Na velhice da alma

Eu não escolho sonhar; os sonhos que vêm sobre mim
Algum velho e estranho desejo por ações.
Quanto à mão sem força de algum velho guerreiro
O punho da espada ou o capacete usado desgastado pela guerra
Traz vida momentânea e astúcia longínqua,
Então para minha alma envelhecida -
Envelhecida com muitas justas, muitas incursões,
Envelhecida com nomear de um aqui-vindo e daqui-indo -
Até agora eles lhe enviam sonhos e não mais deveres;
Assim ele se incendeia novamente com poder para a ação,
Esquecido do conselho dos anciãos,
Esquecido de que aquele que governa não mais batalha,
Esquecido de que tal poder não mais se apega a ele
Assim ele se incendeia novamente em direção ao fazer valente.

Ezra Pound

Nota: Tradução do poema In The Old Age Of The Soul.

Na basílica, subindo a escadaria quente,


De repente, olhei seu rosto: vinha até mim, e, com gosto, eu te abracei.


Mas a basílica já se despedia.


Além da escadaria, descemos na vida, descemos do amor.


Não quero te ver, nem quero te encontrar.


Seja onde estiver, seja onde estará.


A escolha foi sua, a decisão foi minha.


Hoje, na basílica, sinto saudades de você.
É a cruz que carrego.
Sou o novo Jesus, que estará na parede, sendo iluminado pela luz.

O Evangelho do dia


No evangelho de hoje,Deus mandou uma mensagem direta pra mim.
Bom dia, flor, do dia!
Pulei da cama.Não era Deus.
Engasguei-me com um abismo de cápsulas.
Submetido a diferentes ampolas, fiz combinações com tragédias que se definem protetoras do meu organismo.Chega de evangelhos!
O homem precisa entender a sua hora.
Fui caminhar na praia.Fui saltar as sete ondinhas.Fui reduzir os meus recalques.
Pegou a visão ou entrou pelo ponto cego da linha?
As diabéticas me fizeram doce. As estomacais encheram-me de azia. As guturais fizeram escândalos.As zodiacais perderam as suas linhas.
Caminhei ao sol, mergulhado em multidões de quero-queros. Me perdoa, se a minha felicidade o incomoda, mas a lua cheia fez um traçado na barrinha, meu amor!
O rio correu ao longo da praia ea areia volúvel ou indecisa, dividiu ao meio as águas morenas do rio e as ondas brancas do Oceano.Fiquei estático.Os pés enterrados na espuma...
Consta que os caranguejos coloridos se vestiram de soldados.Diz o arauto do rei que vai haver haraquiri de aratus.
Vai haver guerra de ossos e oscilações de mercado.
São trágicas e volúveis, as confluências marinhas. eu sei, ejá começo a confundir a eletricidade dos peixes.Do bagre ao xaréu.
É loucura pensar assim, mas relaxa... um poeta quando transpira, oque ele põe pra fora é só loucura.

Jeová Deus,

Te agradeço porque até nos erros que cometeram contra mim o Senhor me ensinou algo. O que me feriu também me fortaleceu. O que tentou me diminuir me ensinou a me posicionar.

Pai, me dá equilíbrio para não usar o que aprendi como arma, mas como sabedoria. Que eu saiba colocar cada pessoa no seu lugar sem perder o meu caráter. Que eu tenha firmeza sem perder a paz, verdade sem perder o amor.

Em nome do Teu Filho, Jesus Cristo, me ensina a confrontar com maturidade e a silenciar quando for preciso. Guarda meu coração da mágoa e da dureza. Que eu cresça, mas não endureça.

Amém.

Não importa o meu status. Não importa de onde eu vim, quanto eu tenho ou o que pensam sobre mim.


O que realmente importa é a minha vontade de fazer dar certo.


A vida, às vezes, nos leva por caminhos que não planejamos. As diversidades nos empurram para lugares que nunca imaginamos pisar. Mas mesmo assim, todo amanhecer carrega uma chance silenciosa de começar de novo.


Recomeçar não é voltar ao zero.
É voltar mais consciente.
Mais forte.
Mais decidido.


Hoje eu escolho não ser definido pelas circunstâncias, mas pela minha atitude diante delas.


Porque quando a vontade é maior que o medo, qualquer ponto vira partida.

OLHOS FALANTES


Seus olhos, vejo que seus olhos tentam dizer algo para mim...
Aquilo que só o seu coração senti
Que só você pode falar...
Mas ao mesmo tempo algo te prende
Talvez meu abraço possa te liberar desse medo...
Talvez meu abraço possa te dar força e coragem
Talvez meu abraço, passa ser a voz em seu coração...
E você possa sentir a transmissão de meus sentimentos.
Em seus olhos não tem como esconder
Aquilo que só o seu coração pode dizer
Eu vejo em você um amor, uma doçura
Uma simplicidade
Eu vejo em você uma flor
Um coração puro
Um amor de verdade...

De mim pra VOCÊ. (Um pronome quase definido).

Tudo começou há um tempo atrás, Um tempo em que pensei finalmente estar em paz.
Foi quando percebi que tudo era uma ilusão, Ilusão que aos poucos só féria o meu coração.
Foi quando decidi, parar de acreditar no que mais queria crer mesmo sem encontrar VOCÊ.
Foi aí que VOCÊ apareceu em meu viver.
Pude então perceber que VOCÊ já estava aqui, Aqui dentro do meu coração.
Quase me enganei, Quase que não percebi, que o meu coração precisa só de ti.
Foi quando percebi, que tudo era uma ilusão, Ilusão que aos poucos só féria o meu coração.
Foi quando decidi, parar de acreditar, no que mais queria crer mesmo sem encontrar VOCÊ.
Foi aí que VOCÊ apareceu em meu viver.
Pude então perceber que VOCÊ já estava aqui, Aqui dentro do meu coração.

A bordo de mim
Trancafiada em mim,
no abismo, vi:
o mar se revelou.
Oculta,
embalo o fim,
estou a bordo.
O inundar do mar, sôfrego mar,
vem se lamentar.
Pálido.
Gélido.
Seco.
Escureceu,
não sou mais eu:
o mar sou eu.
Fugi sem ar,
pra me enclausurar
num olhar sombrio.
O medo embarca,
revira marcas
do meu pesar.
As ondas vêm,
molham meus pés,
e eu, mergulho.
Vento bravio,
calafrio
me faz chorar.
Tempestade à vista:
o barco vira,
e eu me embaraço
no relembrar.
Aos prantos, grito:
sou eu o mito
desse tal amar?
Ouço gemidos
do fundo do mar.
O horror me chama,
me mostra além
um antigo olhar.
Quando era ardor,
quem sabe amor
levou o mar.
À deriva,
na noite,
tento me refugiar.
E a negra vem
me acompanhar.
Seus braços frios
acariciam
meu perturbar.
O barco vira.
O retrato quebra.
Meu pesar, disperso.
Corta meus pés.
Ao chão, debruçada,
sangro, sem dor.
Junto os pedaços,
varro os cacos
de um amor opaco.
Mas a água vem.
As correntes vêm
me soterrar.
O barco alaga,
afunda lento,
o vento consente
meu naufragar.
E a brisa leva
o que restou de mim.
Meu ser se afoga.
O sal corrói
esse sôfrego amor.

Ei

Ei você
Que um dia
Olhou ternamente pra mim,
Ei você
Que levou pra sempre
O meu coração...
Ei você
Que com um sorriso
Deu-me um riso sem fim.
Ei você
Menininha linda
Que eu sempre ei de amar.

Eu te chamei de “amor”
No silêncio do meu clamor,
Pra que escrevas na tu’alma
Que por mim
Sempre serás amada.

Edney Valentim Araújo
1994...

Perdido

O que fez de mim esse amor?
Eu que me vejo perdido...

Já me quis encontrar assim,
Onde outrora só éramos nós.

Lembres um dia de nós,
De tudo que eu era contigo...

Vívidos olhares cativos,
Prendíamo-nos sonhos infindos
De andarmos em um só caminho.

Entre cartas e flores,
Pouca coisa te disse
Desse amor
Que me tem afligido...

Mas nada ficou em oculto
Que meus olhos
Não tenha te dito...

Edney Valentim Araújo
1994...

Gritar que te ama

Linda menina mulher,
És bela e formosa como uma flor.
Desperta em mim tenro sentimentos,
Um misto de amor e paixão.

E agora, não há pernas que me sustente,
E nem fôlego com que lhe possa falar.
Em meio chama ardente que me consome
Desfalece minh’alma num suspiro incontido.

Imagino mil maneiras de te dizer,
O que sinto... o que penso...o que desejo.
E é num silêncio cediço
Que a alma suplica libertar esse amor,
Quebrar as cadeias
Gritar ao mundo que te ama.

Edney Valentim Araújo

Conta para mim

Só um olhar,
E tornas-te dona desse meu coração.
Conta para mim,
O que foi que você fez com este coração.
Conta-me o teu segredo.

Sussurra baixinho...
Sussurra com carinho ao ouvido.
Revela teu segredo...
Fala a esse coração que é todo teu,
Revela teu segredo para esse coração.

Conta para mim...
Fala a esse coração indefeso,
Coração que já te revelou o seu único segredo.
Diz a este coração, coração que te ama,
Torne-se cumplice dos meus sentimentos.
Ele precisa saber teu segredo.

Edney Valentim Araújo