Textos que Descreva a Si Própria

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⁠Dizemos antigos que:
'ninguém se basta por si só' - que nossas
grandes ideias, o autoconhecimento ora
adquirido como espíritos em intérmino
aperfeiçoamento sobrevém de todo
esforço e inspiraçãode outros seres,
que como nós, estão em busca
da própria e redentora
iluminação!

Inserida por maurotoledo

⁠... o senso de irmandade
origina-sede uma preliminar e
necessária tolerânciaem relação a si;
e, comofeliz dividendotransformada
num justoacolhimentoe flexibilidade
narelaçãocom o outro!
Uma qualidade que tão somente
o autoconhecimentoadquirido
nos provoca!

Inserida por maurotoledo

⁠... quando
afirmou Jesus, o Cristo que:
prejudicial a si mesmo todo homem
que sujeita-se a outro homem - não aludia o
'Enviado da Luz' sobre ilícitos e deformidades
ocupando esse mundo -mas sobre talentos e
subsequente autonomia dormentesem cada
espírito - que brandamentedespertos e
vividos,asseguram e direcionam cada
Ser ao real sentido de sua vida:
o autoconhecimento!

_ José Mauro de Toledo.

Inserida por maurotoledo

ARGOS E A VIGÍLIA DA FIDELIDADE ABSOLUTA.

O episódio de Argos constitui um dos momentos mais silenciosamente trágicos e moralmente elevados da narrativa antiga. Não é uma façanha de guerra nem um triunfo político que encerra a longa errância de Odisseu, mas o olhar cansado de um cão esquecido no limiar da casa que um dia foi nobre.

Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos na provação do retorno, o herói chega à sua pátria reduzido à aparência de um mendigo. Tal metamorfose não é apenas corporal. Ela é simbólica. Odisseu regressa despojado de glória visível, privado de reconhecimento social, colocado à prova em sua essência moral. A casa está ocupada por usurpadores. A esposa está cercada. O reino encontra se em suspensão ética.

Argos, outrora um cão vigoroso de caça, fora abandonado num monte de esterco, negligenciado pelos servos que já não respeitavam a antiga ordem. Velho, doente e quase cego, conservava apenas aquilo que o tempo não pode corroer a memória do vínculo.

Quando Odisseu cruza o pátio, nenhum humano o reconhece. A aparência engana os olhos treinados para os signos do poder. Argos, porém, não vê com os olhos sociais. Ele reconhece pela presença essencial. Ao ouvir a voz e sentir o odor do seu senhor, ergue as orelhas, move a cauda com esforço e tenta aproximar se. Não ladra. Não chama atenção. Apenas confirma, em silêncio, que a fidelidade sobreviveu ao tempo.

Odisseu vê Argos. E nesse instante ocorre uma das mais densas tensões morais do poema. O herói que enfrentou monstros e deuses não pode ajoelhar se diante do próprio cão. Revelar se significaria colocar em risco o desígnio maior da restauração da justiça. Ele precisa seguir adiante. Contém as lágrimas. O silêncio torna se uma forma de sacrifício.

Argos, tendo cumprido sua vigília, morre. Não de abandono, mas de conclusão. Esperou o retorno para poder partir. Sua morte não é derrota. É cumprimento. Ele fecha o ciclo que a guerra abriu. Onde os homens falharam em reconhecer, o animal guardou a verdade.

Este episódio revela uma antropologia moral profunda. A fidelidade não depende da razão discursiva nem da convenção social. Ela nasce da constância do vínculo. Argos não exige provas, explicações ou aparências. Ele sabe. E ao saber, encerra sua existência.

A grandeza deste momento reside no fato de que o primeiro reconhecimento do herói não vem da esposa, nem do filho, nem dos aliados, mas de um ser esquecido, humilhado e descartado. A ética antiga ensina aqui, com sobriedade severa, que a verdadeira nobreza não está na glória visível, mas na lealdade que resiste quando tudo o mais se dissolve.

Argos não fala. Não combate. Não julga. Apenas espera. E ao fazê lo, torna se imortal na memória humana, pois há fidelidades que não atravessam o tempo para viver, mas vivem para atravessar o tempo, tocando a imortalidade daquilo que jamais traiu.

Inserida por marcelo_monteiro_4

“Existem pessoas tão cheias de si que acabam completamente vazias.”

A vaidade humana é um abismo disfarçado de plenitude. O indivíduo que se enche de si mesmo acredita possuir substância, mas o que nele transborda é apenas a aparência do ser uma bolha de ar que o menor contato da realidade faz estourar. O homem verdadeiramente dotado de espírito não necessita exibir o que é; seu valor repousa no silêncio.

O vaidoso, pelo contrário, é como um vaso sem conteúdo que tenta compensar o vazio pelo barulho. Quanto mais fala de si, mais denuncia a ausência interior. Vive de comparações, de olhares, de aplausos e por isso sua felicidade depende do reflexo, jamais da essência.

Aquele que busca parecer é escravo da opinião. E nada é mais miserável do que depender do olhar alheio para sentir-se existente. Assim, quem se julga pleno de si está, na verdade, destituído de tudo porque o “si” que o ocupa é apenas uma caricatura inflada do verdadeiro eu.

Em suma, o homem cheio de si é um deserto disfarçado de montanha; quanto mais alto se crê, mais ecoa o seu próprio vazio.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Ser fiel a si mesmo é o primeiro passo para não se perder no outro. Quando quem amamos não está, percebemos o quanto a vida é dura — e curta. Esperar finais felizes parece ingênuo diante da realidade que insiste em nos quebrar.

Mas há força na dor. As partes que se quebram revelam quem realmente somos. A ausência do outro escancara a necessidade de presença de si. E quando dizemos “nunca mais”, talvez estejamos, enfim, dizendo “agora, sim” — para nós mesmos.⁠

Inserida por italo0140

Como é difícil
Olhar para o denso...
Profundo...
Nebuloso...
De si mesmo!
O mistério da consciência...
Dos medos...
A incerteza do destino...
Os pesadelos...
Os desatinos...
A loucura da paixão...
O teu corpo
Tão distante...
Tão meu...
Mas...
Tão impossível...
Improvável...
Deixa apenas uma certeza:
Meu coração perdeu o teu!

Inserida por ricardo_barros_1

⁠Identidade

O homem, por mais que se erga sobre inúmeras sobreposições, não se afasta de si mesmo, pois é projeção de sua própria essência. Com respeito às sobreposições, não são estas desvios de quem ele realmente é, mas sim manifestações da mesma identidade, como reflexos de uma virtude essencial que se desdobra de diferentes formas sem perder-se.

Inserida por CatarinaL

Traição não é só o fato em si consumado.
Traiçao pode ser subrreal. Pode vir de uma pessoa ao teu lado que tanto amas e dá seu tudo e que muitas vezes te ignora, deixado de te dar atenção e importância, para dar a uma pantalha de um pc a alguém que nem sabe que ela existe.

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

Quando o assunto é ter razão? Não perca tempo debatendo com Fariseus e hipócritas cheios de si, cheios de argumentos teológicos e basicamente NADA de vivência do que eles dizem crer. Das duas, uma: Ou você ignora por puro desprezo, ou você faz de conta que não ouviu por respeito à amizade que existe! Faça como o exemplo de Jesus, quando é pra cumprir o propósito?! O melhor é SILENCIAR."

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

⁠"CRISTIANISMO não é vigiar os outros, mas vigiar a si mesmo. Não é construir um lugar seguro para ficar protegido do mundo, mas entrar no mundo e transformar o mundo com a paz e a auto-negação. Não é pregar uma mensagem de fé e esperança, mas encarnar a mensagem em gestos e atitudes (a fé sem obras é uma fé morta -Tiago2:26). Não é viver uma vida perfeita, dentro de uma igreja perfeita, julgando quem não vive a vida igual a nossa. Não é escrever sobre o Evangelho, falar sobre oração, e combater os erros do mundo. Cristianismo é amar os excluídos como Jesus amou; abandonar a glória em favor dos pecadores como Jesus abandonou. Praticar a humildade, servir o próximo, nunca revidar; e perdoar sempre, como Jesus perdoou. E se preciso for, dar a outra face, entregar a túnica, sofrer o dano para o bem dos outros sem pensar em si mesmo."
#AvivamentoJá #VidaNoEspirito #OrarTodoTempoNoEspírito

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

⁠O sofrimento surge do apego demasiado que per si faz o homem ser incapaz de aceitar certas verdades implacáveis que permeiam a existência: a dor, a morte, a injustiça, dentre outros aspectos sombrios que inerentemente são parte da vida neste mundo manifesto de causalidade.

Sendo assim, a contemplação racional do desapego e a percepção da unidade que subjaz a estas supostas dualidades – vida e morte, prazer e dor, júbilo e sofrimento – é ponto primordial à ascese e à libertação da escravidão telúrica, que gesta terríveis grilhões que acorrentam o homem ao que é por essência das realidades inferiores e escravizadoras.

Desta forma, e com o cultivo da verdadeira ascese, emerge um novo tipo de ato – desprendido de todas as formas e anseios materiais, puro e altivo em si só – e aqueles que encontram tal núcleo espiritual e que passam a alicerçar sua vida única e exclusivamente nas coisas desta realidade – do espírito – tornam-se os heróis de estirpe olimpiana, como o guerreiro heroico que peleja totalmente liberto, em plena consciência de que a derrota é eminente – sabedor de que muito dificilmente encontrará a vitória. Ainda assim luta, brada e sangra.

"Eu sou nos fortes a força desprovida de desejo e de paixão."

Inserida por rapha777

Não são as declarações de amor em si que as tornam clichês e sim as respostas, as dissoluções.
As perguntas... Elas são as mesmas, embora refeitas em mil formas.
A resposta é sempre o que difere.
Sempre é a chave que nos leva em algum lugar. As trancas não são e não devem ser iguais. Há uma causa para que sejamos rodeados de tantos mistérios.
Parece as vezes que dentro de nós há um infinito labirinto de cadeados. Porque não é possível entrar e sair em dois passos. Temos que passar por cada um deles até encontrar o cadeado que finalmente nos dá uma opção fundamental.
De forma indeterminável somos as pessoas que podem mudar um ponto de vista por ter a aptidão de decidir sobre qualquer ascensão perante aos nossos próprios olhos.
Obviamente que essa é uma missão de uma vida eterna.
Digo ironicamente...algo assim lhe parece simples?
Em exemplo como uma de nossas respostas...é! somos nós que construímos prédios e destruímos a natureza.
E é a natureza que nos dá extensão de vida. Faz sentido?
E o mais irônico é que o nome do nosso planeta é terra. Deveria ser Cimento e Cal.

Clichê é o desabitado e a lacuna diante do afluente e do preenchido.

Inserida por MirlaSantos

⁠ Eu olho o meu reflexo
E acho graça que até na selfie eu saio com aquela cara de quem debocha de si mesmo, só pra se fazer gargalhar.
É! Eu vivo com esse costume natural de materializar nas pessoas o que eu já estou previamente sentindo através do presente, do ato, do momento.
Sorrir não é diferente.
Porque no final vivemos em estado de paixão...seja lá a sinergia que nos acompanhe.

Inserida por MirlaSantos

⁠Quando a maternidade acontece no coração, neste momento é que a alma expõe a luz. Apartando de si miudezas, equilibrando este amor imenso que só cabe nos braços de um ser misteriosamente femenino, e independente do gênero, passa-se a partilhar com o universo a reeducação, as suas lutas, os reais valores, a sua justiça, o amor brasante que brota desta planta chamada Maternidade. Em alguns abraços existem efeitos 'colaterais' mas acredito muito que o intuito principal da maternidade é jorrar vida. Não essa vida óbvia, mas a florescência na alma quando somos mães. Feliz e irreverente legado matriarcal a todos.
Mas um ano na luta autonoma de ser mãe!
@poeticainterstelar

Inserida por MirlaSantos

⁠O QUE FAZER PARA SEGUIR A CRISTO?

1. RENUNCIE AO MUNDO
Não seja do Mundo!

2. NEGUE-SE A SI MESMO
Negue a tua Mente Álmica, negue a tua Mente Cerebral e negue o teu Corpo!

3. PRESTE ATENÇÃO A VOCÊ MESMO
Focalize continuamente a Atenção em Você como Alma!

4. ESTEJA NO SER INTERIOR
Permaneça no Espírito que criou e que repara o Corpo em que te encontras, Espírito ou Cristo no qual descansas durante sonos profundos quando dormes!

Inserida por Amanciorego

⁠A INTELIGÊNCIA É COISA DA ALMA E NÃO DO CÉREBRO!

A Inteligência não é coisa do Corpo em si ou do Cérebro nem do Sistema Nervoso!
A Inteligência é coisa da Alma que é a Gestora do Corpo bem como do Cérebro e do Sistema Nervoso!

Um Ser Vivo sem Cérebro nem Sistema Nervoso também tem Inteligência!
Por exemplo, os Animais Poríferos fecham todos os seus poros e canais diante de algum perigo, as Plantas Carnívoras utilizam nutrientes de certos Animais que elas mesmas capturam e digerem!

A Inteligência de um Ser Vivo está directamente relacionada com a Consciência da sua Alma!
Assim, citando alguns casos, devido ao carácter de Consciência da sua Alma, a Abelha frequenta nas flores, a Mosca frequenta na matéria em putrefação e a Aranha caça por meio da Teia que ela mesma constrói!

O Homem constrói Consciência própria devido ao seu Livre-Arbítrio, por isso, a Inteligência varia de Homem para Homem!

A Inteligência é determinada pela Consciência que é intrínseca a própria Alma e não necessariamente pela Mente que é intrínseca ao Cérebro!

O carácter de Inteligência de um Ser Vivo é definido pelo carácter de Consciência da sua Alma e não pela Mente do Cérebro!

Portanto, a Inteligência é coisa da Alma e não do Cérebro!

Inserida por Amanciorego

⁠O QUE É AMAR-SE A SI MESMO?

É:
CUIDAR DAS ONDAS CEREBRAIS através de sintonia com vibrações da Natureza e repouso correto; CUIDAR DA MENTE através de absorção de informação ambiental saudável; CUIDAR DO CORPO através de alimentação correta, limpeza correta e ato corporal correto; DESAPEGAR-SE dos impulsos da Mente ou do Corpo e dos estímulos externos; CONVIVER E ADQUIRIR RECURSOS teóricos, técnicos e materiais de forma correta; BUSCAR SABEDORIA; MANIFESTAR CRIATIVIDADE correta; E RESPEITAR O LIVRE-ARBÍTRIO dos outros.

Inserida por Amanciorego

Todos procuram sempre o melhor para si, porem nem sempre tem o melhor para oferecer.
A visão de o que é o melhor é diferente para cada um, logo talvez o seu melhor está longe de ser o melhor que alguém deseje ou vise e vera. Nunca se esqueça que o seu melhor é apenas o seu e necessariamente pode não ser o que o outro deseje como melhor

Inserida por daniel_alves_pena

Filhos

Seus filhos não são seus filhos.
São filhos e filhas do anseio da vida por si mesma.
Eles vêm por meio de vocês, mas não de vocês,
E, embora vivam junto de vocês, não lhes pertencem.
Podem lhes dar seu amor, mas não seus pensamentos,
Porque têm seus próprios pensamentos.
Vocês podem abrigar seus corpos, mas não suas almas,
Porque suas almas habitam a morada do amanhã, onde vocês não podem visitar nem mesmo em sonho.
Podem se esforçar para ser como eles, mas não busquem torná-los como vocês.
Porque a vida não volta para trás nem demora com o ontem.
Vocês são os arcos pelos quais seus filhos são lançados ao longe como flechas vivas.
O Arqueiro vê o alvo no infinito, e puxa com força cada flecha para que ligeira voe longe.
Deixem-se na mão do Arqueiro por boa vontade,
Porque assim como Ele ama o voo da flecha, também ama o arco que é estável.

Khalil Gibran
O profeta (1923).
Inserida por SalomaoBarbosa