Coleção pessoal de FilipePierre
Usar o nome de Deus como cabo eleitoral não é fé, é estratégia de marketing. Quando um candidato troca propostas reais de saúde, educação e segurança por discursos religiosos, ele não está defendendo seus valores, está apenas usando a sua fé para conquistar o seu voto.
O Brasil não se reconstrói com slogan religioso, mas com gestão honesta, compromisso social e soluções para os problemas de verdade. Escolher um governante apenas pela religião que ele professa é ignorar a fome, o desemprego e a injustiça que afetam a todos, fiéis ou não.
"Gente perturbada acha que só porque é dona de algo pode tirar a paz alheia e inverter a culpa, mas esses joguinhos de neandertal não funcionam comigo."
Quem não possui o letramento teórico adequado para decodificar os fatos acaba refém de suas próprias crenças limitantes, transformando o próprio viés em uma prisão intransponível.
Esperar que a realidade se explique sozinha para quem não quer estudar é o mesmo que entregar um livro em um idioma desconhecido a alguém que se recusa a ser alfabetizado.
Dizer "eu vivo na realidade" enquanto se recusa a aprender as ferramentas para interpretá-la é o equivalente a navegar em alto-mar sem bússola e jurar que o oceano não tem correntes.
Afirmar que só acredita no que vê é como olhar para um motor complexo sem entender de mecânica e achar que ele funciona por magia; sem ferramentas conceituais, o fato empírico vira apenas um borrão ininteligível.
Reduzir o conhecimento estruturado a uma mera 'opnião' de bar é o subterfúgio perfeito de quem não tolera a complexidade da realidade: exige-se perícia técnica para consertar uma máquina, mas concede-se salvo-conduto à ignorância para analisar a estrutura social.
É curioso como a sociedade confia a própria vida à técnica e ao método na medicina ou na engenharia, mas, na política e nas ciências sociais, decreta que anos de rigor acadêmico e estudo rigoroso valem menos do que a confortável ignorância de uma opinião sem embasamento.
Desconfie de respostas simplistas para problemas complexos: na maioria das vezes, elas não passam de um disfarce carregado de estereótipos, ignorância e preconceito, exigindo profundidade em vez de generalizações vazias ou soluções fáceis que apenas revelam a rigidez de quem as propõe.
"Existem pessoas que usam a palavra para construir pontes e outras que a usam só para espalhar ruído, porque a paz dos outros incomoda quem vive em permanente desassossego. Há quem prefira se recolher à própria maturidade a se rebaixar a responder provocações que não agregam absolutamente nada."
"Impressionante como algumas pessoas acumulam meio século de vida, mas a autopercepção continua parecendo um desenho animado de domingo de manhã."
"Idade avançada com visão de mundo infantil não é charme, é síndrome de Peter Pan com prazos vencidos."
"Usar 'fariseu' como xingamento só expõe a ignorância histórica e o antissemitismo velado de quem fala. Atacar o judaísmo com provocações baratas é o recurso de quem não tem maturidade para respeitar a fé alheia."
"A tentativa de ofender chamando os outros de fariseu só escancara uma postura abertamente antissemita. O judaísmo não vai servir de alvo para quem busca desesperadamente cavar discórdia e ódio."
"Usar uma linguagem maquiada para atacar o judaísmo não esconde o antissemitismo por trás da provocação. Eu não vou gastar a minha energia servindo de palco para o seu teatro de preconceito e intolerância."
"A sua necessidade compulsiva de cavar discórdia e fazer perguntas inconvenientes só escancara uma coisa: a incapacidade absoluta de suportar a própria companhia em silêncio. Não vou gastar a minha energia servindo de palco para o seu teatro de perturbação."
Paz não se negocia. Se a sua intenção for construir diálogo, eu escuto; se for para criar discórdia, a conversa termina aqui.
Lidar com o brasileiro está cada vez mais insustentável. Há uma quantidade substancial de adultos infantilizados que provocam, buscam confusão, igualam religião à ciência, opinam sobre tudo como especialistas, não seguem leis, não respeitam culturas alheias e etc. São pessoas que se fazem de santas em seus templos, mas atormentam os outros no dia a dia. Esse navio está naufragando e salvá-lo parece improvável. O melhor é pegar o bote salva-vidas e sair quanto antes: mudar de país antes que seja tarde, pois o cenário é delicado e essas posturas dificilmente mudarão nesta geração."
