Coleção pessoal de Mauro1Evaristo
Minha proximidade
(𝔐𝔞𝔲𝔯𝔬 A 𝔈𝔳𝔞𝔯𝔦𝔰𝔱𝔬)
Embora há muito pareça ru-im
Não posso abrir boca a reclamar
Pois, muita gente ora, reza por mim
É inevitável tudo melhorar.
Na vida tudo vale a pena
Mais pelo que fazemos uns aos outros
Por isso fazer poemas
Pra uns pareça coisa de louco.
Acredito sempre no melhor
E de hora em hora evito o pior,
Repito palavras de positividade
Assim percebo que não estou só
Pois, têm Anjos em minha proximidade
Alguns enviam boas novas no WhatsApp.
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Pra sempre
(Evaristim)
Quando o Amor é pra sempre,
Quando o Amor é demais
A gente segue em frente
De São Bernardo a Minas Gerais.
Quando o Amor é pra sempre,
Quando o Amor é demais
A gente segue em frente
Do Oiapoque a Goiás.
Quando o Amor é pra sempre
A gente sorri, agradece, segue em frente,
Acredite e cria uma realidade de paz,
Investe na melhora da mente,
Crê em sonhos que não voltam atrás,
O ser que ama não erra por amar demais.
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O que dizer
(Evaristim)
O que dizer de política
Arte de controle de massa passiva,
Manipuladora de multidão
Que sempre usa do social a religião?
O que dizer do político
Esse animal astuto e cínico
Manipulador de multidão
Que usa o ódio ao povo do social a religião?
O que dizer de um povo
Que não estuda o jogo,
Não pega um livro pra ler,
Vendo a própria vida no lôdo
Esperando por salvação do nada aparecer,
Mas não se compromete em amadurecer?
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O evangelho dos fariseus
(1Evaristo cit.: @aymeemusica)
O reino virou negócio,
O nome de Deus em qualquer troço
E alguns dizem ter respeito,
Mas o que se vê é puro preconceito.
Há o tal do evangelho dos fariseus
No qual se fala pra e entre os seus
Enquanto nos caídos a levantar
Jogam pedras por não os aceitar.
Enquanto isso no Marajó
O povo abandonado e só
Lamenta mais um que desapareceu
Porque os jogadores da fé feito os faraós
Ostentam em Dubai as custas dos seus.
Até quanto isso, Meu Deus?
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Presos das palavras
(1Evaristo)
Até que ponto somos presos das palavras?
Chamar guerreiros é guerra que não acaba.
Somos todos responsáveis em viver
O que aceitamos de nós dizer.
Todos sabem que palavra tem poder,
Qual palavra se permite lhe prender?
Do que se chama condiz
Com o que (pra si) sempre quis?
Agora deve-se cuidar
Do que se chama e se permite chamar
Pois, o que dizem e aceita sobre você
É a palavra que vai lhe aprisionar
E incondicionalmente irá viver
O que nunca quis pra você.
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Chamamento
(1Evaristo)
Já parou para refletir, raciocinar
Que o primeiro de "guerreiro" lhe chamar
Querendo lhe estimular
Acabou por lhe aprisionar?
Sem mágoas ou ressentimentos
Quantas agruras por esse chamamento?
Talvez se lhe dissesse herdeiro
Seu trajeto teria quem sabe outro efeito?
As palavras tem poder
E em quantas teve que viver
Porque alguém assim lhe chamou?
Talvez, talvez possa enfim entender
Por tudo o que já passou
Passe a se chamar de Deus recebedor!
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Minha invisibilidade
(1Evaristo)
Minha invisibilidade não é orgânica
É previamente programada
Não importa se a poesia é romântica
Ou tem mensagem mais elevada.
Talvez seja por causa de família
Ou até estratégia de quadrilha
Pode também ser carma, darma
Ou alguém sob ameaça de arma.
Aos que me seguem muito agradeço,
Mas no algoritmo até eles desapareço
E isso é mistério que só pagando,
Sei que o Universo sabe meu endereço
Logo continuo do meu jeito poemando
Resistência digna sabe-se lá até quando.
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Gestores do nada
(1Evaristo)
Gestores do nada, que vivem a reclamar
Desse povo que se recusa em trabalhar
Perdoem leve, porém preciso questionar
O que têm feito dia a dia pra melhorar?
Os acordos com políticos e sindicatos
Poderiam reverter em salários
Pois, na escassez de mão de trabalho
Nenhum desses vão a loja ou ao pátio.
Gestores do nada sem benevolência
Ou mínima compaixão a alheia vivência
Vendo inertes toda essa situação
Poderiam por gentileza e consciência
Enviar um aviso direto ao patrão
Respeito ao trabalho é boa remuneração.
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O estimado
(1Evaristo)
Entra ano sai ano,
Eleição após eleição
O trabalhador entra pelo cano
Repetindo o mesmo refrão.
Há mais de quatro decênios
Os mesmos postulam ao poder
E o povo cúmplice silente sofrendo
Ao pior no que eles conseguem fazer.
Entra ano sai ano, eleição após eleição
O povo justifica o amor ao seu ladrão
Com guerra medieval nas redes sociais:
—Ah! Precisam ter consideração
Porque este país é grande por demais
O estimado rouba sim, rouba, mas faz!
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Ouro
(1Evaristo)
Foi um período difícil,
Passageiro, mas com sacrifícios,
(As vezes uma alimentação por dia)
Porém, temporário, disso eu sabia.
Foram uns dias que lembrar cansa,
Vendia o almoço pra garantir a janta,
Os caminhos que não mais percorrerei
Porque coisas boas viverei.
Hoje quando algo é bom
Digo que é muito bom mesmo
Aliás, confirmo muito bom é pouco,
A vida é música de positivo tom
Com alegria nos mínimos desejos,
As coisas boas que chegam viram ouro.
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Procissão de defuntos
(1Evaristo)
Dividido entre aqui e ali,
Perdido entre cá ou acolá
O povo segue a se iludir
Que esse ou aquele vai melhorar.
Batendo na parede
Com martelo de plástico,
O povo vive guerra medieval nas redes,
Sem ver que nada melhora de fato.
Olho com certeza que tem como melhorar
No caminho mais difícil que é estudar
Pois hoje qualquer um sabe muito
Sem na verdade pra si mesmo olhar
Que os jogadores da fé apostam juntos
Sugando o resto na procissão dos defuntos.
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Reflexos
(1Evaristo)
A vida foi feita pra ser abundante,
De onde vêm as crenças limitantes?
Suas escolhas certas ou erradas
Refletem também em suas palavras.
A vida é benção, benesse diária
Suas escolhas inclusive suas palavras
Definem o que há de ser.
Já refletiu sobre o que repete a dizer?
A vida é bela feito tela em branco
Você é que pinta o que e o quanto
Refletindo também em seu dizer
A vida, a dor, a alegria e o pranto
São os reflexos do que se põe a fazer.
Quais palavras refletem você?
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Antologias
(1Evaristo)
Por que que eu gosto de Antologias?
Porque neste exato instante
Alguém bem perto ou distante
Entre tantas pelo menos uma minha poesia.
Além do que entre tantas possibilidades
Alguém que procura por novidade
E lá está tranquilo num livro
Um poema meu escondido.
Sem contar ainda os momentos
Numa biblioteca, livraria ou sebo
Alguém distraído me vê e eu não vejo
O melhor dos meus sentimentos
Aliados sinceros dos bons pensamentos
Revelando ao mundo meus fraternos desejos.
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Algoritmos
(1Evaristo)
Todos os (meus?) algoritmos
Não são em nada orgânicos,
Minuciosamente cínicos
Sem nenhum sentido quântico.
Todos são pré programados
Para me deixarem de lado
Em pró outros vetores.
Pasmem, Senhoras e Senhores!
Ainda assim eu insisto
Em poemar nas redes sociais
Muitos dos meus nudes mentais
Quem sabe os mesmos algoritmos
Esqueçam ou percam o ritmo
Deixando-me livre daqui de minhas gerais.
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O melhor lugar do mundo
(1Evaristo)
.JQuest tem plena razão
Quanto ao melhor lugar do mundo
Já superei dores das dores do coração
Até ao desânimo de muita exaustão.
Tudo o que a gente sofre
Num abraço se socorre,
Tudo que a gente não fala
Um abraço nesta hora basta.
Todas as maiores dores,
Perdas, quedas, desamores
Um abraço nos acolhe,
Estaria perdido, Senhoras e Senhores,
Mas o abraço que me acolhe
Não deixa que nada em volta piore.
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João 10:10
(1Evaristo)
Vida é para ser abundante
O contrário vai contra Deus,
Nada de crenças limitantes
Para você e para os seus.
Vida é para ser abundante,
Tenha palavras edificantes
Pois elas ligam a Deus
Tanto você quanto os seus.
Vida plena, farta e abundante
Nada de crenças limitantes
Pois você é imagem semelhante a Deus,
Acredite sendo praticante
Da bondade para com os seus,
O amor (em todo tempo) prevaleceu.
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Normalmente eu te amo
(1Evaristo)
Normalmente eu diria eu te amo,
Mas em Fera Da Poesia eu digo:
São doces os oceanos
Frente a meiguice de seu sorriso.
Diria eu também que o céu
Brilha menos que seu olhar,
Mas em Fera Da Poesia só posso falar
Que sua presença tira de mim o véu.
Posso dizer até que te amo,
Mas em Fera Da Poesia digo os oceanos
São apenas pequenas gotas
Nas quais não existem prantos
Pois tudo dissolve, oh! Nobre Douta!
Pois meu coração silencia a boca.
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Bibelô do mal
(1Evaristo)
A odisseia diária do CLT
Teimosia constante em sobreviver
Análoga as maiores batalhas
Sem reconhecimento de quem lhe paga.
O famigerado banco de horas
Que do nada se evapora
E não existe ou se crie CPI
Que esclareça onde foi se diluir.
Das mazelas do CLT
Tem ainda o bibelô do mal
Que no mesmo sistema prisional,
Na mesma setença a sobreviver
Entrega o mais leve que possa ser
Achando que o que faz é normal.
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Promessas urgentes
(1Evaristo)
Toda essa gente
Que o pseudo rico diz não querer trabalhar
É uma classe à parte, inteligente
Que não se engana por qualquer falar.
Essa gente briosa
Que o pseudo rico chama preguiçosa
É uma classe à parte, independente
Que aprendeu a cuidar da própria mente.
Essa gente inútil e cricri
Que o pseudo rico chama de mimimi
É uma classe à parte, inteligente,
Trabalhadora, basta o sol surgir,
Mas não se engana com promessas urgentes
Que sabe-se bem é só pra enganar a gente.
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Armação
(1Evaristo)
Não importam os acordos
Entre sindicatos e patrão
O CLT não é um ser morto
Ao contrário é a frente da situação.
Não importa se por baixo do pano
Tecem acordos de desenganos
Pois na hora do vamos ver
Nenhum dos dois irão fazer.
Pode ser o chão de fábrica
Ou o piso limpinho de loja
Tem armação que enoja,
Mas no dia a dia na prática
O CLT não mais se mata
Se a empresa for ruim a gente troca.
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