Textos que Descreva a Si Própria
O CONTO QUE NÃO SE CONTA
Cada história possui o lado que contamos e, aquele que ela por si só vai dizer.
Não seria diferente nesta que vamos agora prosear!
Em fins dos anos de 1960, surgia aqui no Brasil um sujeito que doravante vai figurar como protagonista de nossa narrativa.
Aqui, porque lá fora ele já dava o ar da graça, não sei se com o mesmo rosto. E, só agora, meio século de seu nascimento é que passei a conhecê-lo e ter meus primeiros contatos, afetivo e efetivo com ele, e tudo aconteceu, Plá, assim. Como um estalo. E me apaixonei. Claro, não sei se foi recíproco o sentimento. Mas foi amor, e amor à primeira vista. Quando ele me foi apresentado, logo chegou de mansinho, ali, tímido, conciso e integro. Pequenino porem forte, sua suposta timidez paradoxalmente trazia consigo muita definição.
Eu, que sempre fui amante da arte, alguma coisa mais, digamos romântica ou prosaica por assim dizer.
Fiquei embasbacado com a beleza e sutileza daquela persona.
A cautela me faz não querer contar nada a principio.
À medida que nossa relação se consolidava comecei a tornar pública minha admiração àquele jovem, de gênero ainda não bem definido aos olhos da crítica literária que ainda, salvo as exceções, permite-se negar sua identidade e seu lugar de pertença.
Digamos a pequena cidade de Guaxupé – MG. Onde nascera e, antes de demandar pânico à sociedade feminina Curitibana como O vampiro de Curitiba... Aquele jovem já se apresentava incorporado em Amanhã, Camila, A mal amada, o sabor do humano e outros. Todos, filhos dos pioneiros do grupo de Guaxupé.
Em 1969, enquanto eu dava meus primeiros passos à adolescência, o nosso personagem já estreava como protagonista e estrela de capa da Plaquete “Cadernos-20” publicada pela imprensa oficial de BH. E hoje somos efetivamente casados e com uma proposta de afetividade em construção.
Sobretudo esse moço que teve sua identidade havia anos, velada, possui nome, e é filho de Francisca Villas Boas e seus contemporâneos. Atendendo pela graça de Miniconto. Apesar de sua grandiosidade. Sendo assim, é, sim, um conto que se conta.
IDÍLIO
Todo sonho que sonhei, despojei.
Logo que nasci trancaram-me em si.
Toda vida vivida cedida tornei.
Querendo ser tudo que sonhei
Me perdi.
Separei todos os porquês!
Porque, ser é sem enquanto!
E, nem a metafísica vai explicar.
Por quê?
São duas as estradas
Que me tomam, afinal.
Ambas paralelas, bifurcais.
A de ser tua
Conduz-me a teu final.
Logo, deixo a outra, abstrata
Sem a luz de teus sinais.
SÃO DETALHES...
Tudo vai bem conosco? - Pelo menos no que falamos nos grupos, nas redes sociais, sim. A questão é que não falamos dos DETALHES. A atitude até aparece correta, mas a motivação não conseguimos enxergar, pois está no profundo de cada coração, SÃO DETALHES. São nas pequenas coisas (detalhes) que descobrimos a verdadeira realidade de uma vida cheia de rascunhos, que esconde a história real que vivemos, escrita com tinta que não se pode apagar. Ela está justamente onde os olhos não podem alcançar: No mais profundo do coração.
LOUVADO SEJA DEUS, pois a Palavra nos diz: O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens (Salmos 11:4). - Ele conhece a motivação e a história que os olhos não enxergam.
ENTENDA uma coisa simples e pequena, o DETALHE, faz a diferença em tudo... O DETALHE... O DETALHE..
SÃO DETALHES...
Tudo vai bem conosco? - Pelo menos no que falamos nos grupos, nas redes sociais, sim. A questão é que não falamos dos DETALHES. A atitude até aparece correta, mas a motivação não conseguimos enxergar, pois está no profundo de cada coração, SÃO DETALHES. São nas pequenas coisas (detalhes) que descobrimos a verdadeira realidade de uma vida cheia de rascunhos, que esconde a história real que vivemos onde os olhos não podem alcançar.
Tinham para si o amor das quatro estações. Ardente paixão dos jovens namorados, resistente amor dos casais mais antigos. Embora não possuíssem muitos anos juntos, havia uma ligação de alma gêmea, onde a distância poderia ser sufocante em certos momentos e libertadora em outros (por motivos que só eles compreendiam).
"Sabe que eu te amo né?" Ele dizia, após as pequenas discussões rotineiras. "Não fala comigo!" Ela respondia. Embora os observadores ao redor soubessem que aquele "Não fala comigo!", era um jeito de dizer "Eu também te amo!". Porque sentimento bom, marca na pele, faz ouvir a voz da pessoa até quando ela não tá, o coração entende a linguagem, a alma pede a inquietude que só o outro provoca.
Caminho Da compaixão
O animal é um ser único, cheio de luz,
Carrega em si o amor mais puro, que brilha e conduz.
Em um mundo cruel, onde o sofrimento é normal,
Eles nos ensinam a beleza de um amor sem igual.
Tirei-os do meu prato, com a promessa de nunca mais,
Meus filhos, no futuro, não saberão esse sabor tão fugaz.
Claro que ao crescer, farão suas escolhas com voz,
Mas estarei ao lado, para que compreendam a razão, e a voz.
Guiando os para ver, com olhos de compaixão,
Que todo ser merece viver, com respeito e proteção.
Como eu e você, merecem o direito de existir,
Com dignidade e paz, sem nenhum ser a se consumir.
A consciência de si próprio faz nos refletir sobre nosso eu e o quanto impactamos no outro
Hoje enxergo um outro lado meu que ela me fez ver de forma clara e simples mas que para mim é complexo..não sei dizer se tô pronta pra assumir tudo isso...talvez precise de tempo mas já posso dizer que sei o que quero e o que sinto!
Mas o que quero não me quer e preciso aprender a aceitar as circunstâncias da vida!
Meio sarcástico descobrir um outro eu mas não poder viver o que sinto...coisas da vida!
Necessário o amor próprio e se valorizar
Sei que sou uma pesssoa muito bacana mas não posso suplicar sua atenção...isso vem naturalmente não é mesmo?!
Quando o Cuidado é um Abraço em Si
Autoria: Diane Leite
Há quem ache que ser firme é ser duro. Que ter razão exige calar o outro. Que posicionar-se é gritar mais alto. Mas há uma força muito mais rara — e muito mais corajosa: a de se manter gentil mesmo quando é preciso discordar.
Quando você escolhe falar com cuidado, mesmo diante da insegurança do outro, não é só o outro que está sendo acolhido. É aquela criança dentro de você — a que foi ignorada, desacreditada, mal compreendida — que está sendo finalmente ouvida.
É como se, ao falar com doçura com o mundo, você sussurrasse para sua alma: "Eu vejo você. Eu acredito em você. Eu te protejo agora."
E isso muda tudo.
Porque, no fundo, cada gesto de ternura é uma chance de reparar o passado — não só o seu, mas o de quem está diante de você também.
A gente não precisa diminuir ninguém para mostrar que tem valor. O erro das pessoas é achar que só há espaço para uma verdade. Mas o mundo é feito de muitos caminhos, muitos ritmos, muitas dores. Não somos ilhas. Somos pontes.
Precisamos uns dos outros para tudo. Para o pão na mesa, para o cuidado no hospital, para o sorriso no dia difícil, para chegar ao destino. Cada ser humano carrega uma peça do que sustenta a vida.
Por isso, respeitar o outro é respeitar a si. E se posicionar com amor é honrar não só a própria verdade, mas a dignidade de todos que cruzam o seu caminho.
No fim, quando você cuida do outro com gentileza, mesmo na divergência, você está, na verdade, cuidando da parte mais valiosa dentro de você: a sua integridade.
Há quem chame de vício.
Eu chamo de fuga.
Fuga de si, dos abismos internos que não tiveram coragem de atravessar.
Vícios não são só substâncias — são pactos silenciosos com a autossabotagem, com personagens frágeis que fingem força, com sombras que cresceram demais porque receberam atenção demais.
Eu sei o que é isso.
Eu já estive ali: no precipício da compulsão, no limite entre o alívio momentâneo e a destruição silenciosa.
Mas um dia — e esse dia sempre chega para quem decide — eu olhei no espelho e entendi: ninguém virá me salvar.
Ou eu me levanto, ou viro pó.
Troquei minha compulsão pela escrita.
Pelas palavras que curam, pelas ideias que constroem, pelo trabalho que transforma.
Troquei o vazio pelo propósito.
E entendi, com a brutalidade da vida vivida, que ninguém me deve nada.
Quem me ama, fica.
Quem escolhe partir, que vá em paz.
Eu não imploro, não suplico, não me diminuo.
Aprendi que o outro só pode me ferir uma vez.
Depois disso, se continuo sangrando, o punhal já é meu.
Quem se agarra ao passado arrasta correntes.
Quem se liberta, voa.
E eu escolhi voar.
Deixo as pessoas livres para serem quem quiserem ser — mesmo que isso signifique escolherem não ser comigo.
Porque o amor verdadeiro não suplica: oferece.
E se não for recebido, segue inteiro.
No fim, quem mais precisa do meu amor sou eu mesma.
E esse amor, hoje, é inegociável.
Não carrego mais monstros — só cicatrizes que me lembram do quanto fui forte.
A vida não é sobre vencer todos os medos, mas sobre não deixar que eles decidam quem você vai ser.
E eu decidi:
Vou ser farol.
Não âncora.
Ilumino.
Mas não prendo.
Diane Leite
"A Mulher Que Não Aguarda Ser Escolhida — Porque Já Escolheu a Si"
por Diane Leite
Sonhei.
E foi um daqueles sonhos que não pedem explicação.
Pedem leitura simbólica.
Pedem que a alma esteja acordada para entender o que o corpo dormindo viveu.
Eu estava cercada de mulheres lindas. Poderosas. Batom vermelho, cabelos ondulados, posturas afiadas. Nenhuma chorava. Nenhuma implorava. Todas sabiam do seu valor. E todas estavam ali com um texto na mão — o mesmo texto. Era um jogo. Um experimento. Uma encenação. Quem brilharia mais interpretando o papel que o mundo espera da mulher perfeita?
E eu observava.
Eu não competia. Eu não imitava. Eu não tentava.
Eu observava. Com clareza. Com lucidez.
Porque eu sabia: não sou atriz. Sou autora.
E quem escreve, não entra na disputa. Define as regras.
Eu não precisava ser escolhida.
Porque eu jamais dei esse poder a alguém.
Eu não me coloco numa prateleira esperando a mão que venha me pegar.
Eu decido onde quero estar. Com quem quero estar.
Por quanto tempo. Até onde.
Sou mulher de presença. Mas também de retirada.
Fico quando quero. E saio quando deixo de querer.
Não me justifico por amar.
E muito menos por parar de amar.
No sonho, havia também uma mulher invisível. Uma que ninguém mostrava. Uma verdade oculta.
E eu reconheci aquela presença. Porque já fui aquela mulher — a que sente tudo, mas não é dita.
E hoje, com toda a minha lucidez, não escondo mais nada.
Nem minha força. Nem minha ternura. Nem minha ausência. Nem minha decisão.
Acordei com um tipo de certeza que não se aprende lendo:
> Ser mulher não é esperar. É escolher.
Não é disputar palco. É erguer seu próprio espaço.
Não é agradar plateia. É respeitar seu roteiro.
E se alguma vez me viram como mais uma entre tantas — sorrindo com um texto decorado — foi porque eu permiti.
Mas agora é diferente.
Agora sou eu quem escreve.
Sou eu quem dita o tom.
Sou eu quem fico — ou viro as costas com a mesma leveza com que cheguei.
Não sou de cena.
Sou de essência.
E a mulher que é essência não precisa interpretar.
Ela vive.
E quem tiver coragem… que venha viver com ela.
O Amor Que Dei e a Torre Que Ruiu
Era uma vez uma mulher que carregava em si algo raro e precioso: um coração generoso, uma alma vibrante e um amor tão profundo que parecia capaz de curar qualquer ferida. Por muitos anos, ela acreditou que o amor era a resposta para tudo. Dava de si com tanta verdade que, mesmo nos momentos em que não recebia nada em troca, continuava se doando, pensando: "Talvez, se eu amar mais, isso seja suficiente."
Mas um dia, a torre que ela construiu começou a tremer. Não foi a primeira vez que a vida tentou derrubá-la, mas dessa vez foi diferente. A fundação, construída com tanto cuidado, parecia se despedaçar com as palavras e ações de quem ela mais esperava reciprocidade. Cada gesto frio, cada silêncio e cada ausência eram como tijolos arrancados e jogados fora.
Ela olhou para os escombros e sentiu raiva. Não era uma raiva destrutiva, mas uma raiva de quem percebeu que deu o melhor de si para quem não sabia valorizar. Nesse momento, ela entendeu algo crucial: o amor não a enfraquecia, mas a forma como ela o entregava, sem proteção, permitia que outros o descartassem.
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A Primeira Reflexão
"Será que o problema é o amor?", ela pensou. Não, o amor não era o problema. O problema era acreditar que todos sabiam lidar com aquilo que ela oferecia. Nem todos conseguem reconhecer a beleza de um coração puro. E, muitas vezes, a bondade era confundida com algo garantido, algo que podiam explorar.
Ela percebeu que a torre que ruiu não era apenas um símbolo de dor. Era também um espelho. Mostrava como, ao tentar salvar todos, ela se esquecia de salvar a si mesma.
Reconstruindo a Torre
Sentada nos escombros, ela percebeu que tinha duas escolhas: endurecer seu coração ou reconstruir a torre, mas dessa vez com mais sabedoria. E ela escolheu a segunda.
Ela decidiu colocar limites:
"Eu vou continuar amando, mas vou observar quem merece o meu amor."
"Não vou apagar minha luz, mas escolherei onde ela brilha."
"Minha bondade é minha maior força, mas agora vou protegê-la melhor."
E, assim, começou a separar os escombros que ainda tinham valor daqueles que precisavam ser deixados para trás.
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O Amor Que Sobrou
Ela percebeu algo importante: o amor que ela deu nunca foi em vão, mesmo quando não foi retribuído. Cada ato de generosidade, cada gesto de carinho, moldou quem ela era. Mas, ao mesmo tempo, ela entendeu que era hora de direcionar esse amor para si mesma.
Diante do espelho, ela declarou:
"Eu sou suficiente, mesmo quando os outros não veem isso."
"Meu valor não depende de quem sabe ou não reconhecer o que eu ofereço."
"Eu mereço ser amada como amo: sem condições, sem reservas e com verdade."
Essas palavras não eram apenas afirmações; eram as bases da nova torre que ela começava a construir.
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Uma Nova Perspectiva
Ela entendeu que não precisava mudar quem era, mas como usava sua energia. Em vez de doar sem pensar, começou a observar. Permitiu-se dizer "não" quando algo não ressoava com sua alma. E, acima de tudo, decidiu que seu amor próprio seria o alicerce de qualquer relacionamento.
"Eu não preciso ser perfeita, mas preciso ser leal a mim mesma. Não deixarei que ninguém use o que tenho de mais bonito sem dar nada em troca. Meu amor é precioso, e quem quiser recebê-lo precisará demonstrar que sabe cuidar dele."
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Um Convite para Você
Essa história pode ser sua, pode ser nossa. Não é errado amar, mas é errado se esquecer no processo. O amor não é algo para te diminuir, mas para te elevar. Se a torre ruiu, veja isso como uma oportunidade de construir algo ainda mais forte, onde os alicerces sejam feitos de respeito, reciprocidade e, acima de tudo, amor próprio.
Então, eu te pergunto: Como você está cuidando do amor que vive dentro de você?
Perdão: A Liberdade Que Só Você Pode Dar a Si Mesmo
Autoria: Diane Leite
Perdoar é um ato de coragem. Não para os outros, mas para si mesmo. É libertar o peso que você carrega dentro de você, aquele que corrói por dentro, silencioso. Mas o que significa perdoar? Perdoar não é sobre o outro. É sobre como você escolhe reagir à dor. É abrir mão da prisão que você criou ao redor do que aconteceu.
E pedir perdão?
Pedir perdão é um ato de humildade rara. Não é sobre implorar para voltar, nem sobre apagar o passado. É sobre dizer: "Eu sinto muito." Sinto muito por não ter sido melhor naquele momento, por não ter compreendido, por ter julgado. Mas é também entender que o passado não pode ser mudado, apenas aceito.
Quantas vezes esperamos o perdão de alguém que nunca virá? E quantas vezes somos nós quem deveríamos ter pedido perdão? É fácil cobrar dos outros, mas difícil olhar no espelho e reconhecer nossas falhas. Quando foi a última vez que você disse: "Eu errei"?
E quanto ao perdão a si mesmo?
Ah, esse é o mais difícil de todos. Porque aí não há para onde fugir. Não há outra pessoa para culpar. É você e sua consciência, lidando com o que poderia ter sido diferente. Mas já foi. Já passou. E tudo o que resta é o hoje.
Se você carrega arrependimentos, lembre-se: você fez o melhor que podia com o que tinha. Com as ferramentas, a consciência e as limitações que existiam naquele momento.
"Só machuca quem está machucado."
Isso não é desculpa para o que as pessoas fazem. Mas é um lembrete de que a dor que elas causam muitas vezes vem de uma dor ainda maior dentro delas. E quando você entende isso, algo mágico acontece. Você para de carregar a dor como algo pessoal. Não é sobre o que fizeram com você, mas sobre como você reage ao que fizeram.
Imagine uma luz e coloque sua mão à frente dela. Observe como a pequena sombra de sua mão pode parecer um monstro na parede. Mas quando você olha para sua mão de verdade, ela é apenas isso: pequena, humana, imperfeita. Assim são as pessoas que te machucam. Assim é a sua dor.
Não podemos mudar o que o outro faz, mas podemos mudar como reagimos.
Se alguém te feriu, você tem 24 horas para sentir. Para chorar, gritar, dissolver. Passadas essas 24 horas, o peso que você carrega não pertence mais a essa pessoa. Ele pertence a você. E o que você foca, cresce.
Escolha a luz. Escolha o silêncio. Escolha a reciprocidade com sua essência, não com a atitude do outro. Não é fraqueza; é força. É liberdade.
Sobre expectativas:
O erro mais comum que cometemos é esperar que os outros sejam como nós. Que sintam como nós, que amem como nós. Mas as pessoas dão o que têm. E se não têm o que você precisa, nunca poderão te dar. Isso não as torna ruins. Apenas incompatíveis.
E o amor?
Não existe amor forçado, nem obrigação de ser amado. As almas precisam dançar juntas. Se isso não acontece, está tudo bem. O universo é vasto, e há milhões de almas por aí prontas para dançar com a sua.
A vida é curta demais para perder tempo em lugares que não nutrem sua alma. Plante sementes hoje, não apenas para você, mas para o todo. Plante tamareiras, mesmo que você nunca veja seus frutos. A verdadeira grandeza está em deixar um legado.
A combinação perfeita:
Seja 50% alma e 50% humano. Integre luz e sombra. Use sua dualidade para criar, para crescer, para amar. Não é sobre ser perfeito. É sobre ser inteiro.
Então, eu te pergunto: o que você está plantando hoje?
A Integração da Luz e da Sombra: O Caminho para a Melhor Versão de Si Mesmo
Por Diane Leite.
A vida é uma jornada repleta de surpresas e aprendizados, onde o equilíbrio entre luz e sombra é a chave para o crescimento. Todos nós, em algum momento, desempenhamos o papel de vilão na história de alguém. É inevitável, porque somos humanos, falhos e imperfeitos. Mas também somos seres capazes de redenção, evolução e transformação.
Somos moldados por nossas emoções, inconsciente e consciente, em uma dança constante entre as forças do subconsciente e da razão. O que nos diferencia não é a ausência de falhas, mas a maneira como reagimos a elas. Cada dia nos oferece uma página em branco, uma oportunidade de escrever uma nova história. E, se ontem fomos a sombra na vida de alguém, hoje podemos escolher ser a luz.
Na psicanálise e na psicologia, aprendemos que nossa psique é formada por camadas de experiências, validações (ou a falta delas) e a busca incessante por pertencimento e conexão. Somos guiados por emoções profundas, como amor, paixão e a necessidade de conexão intelectual, emocional e sensorial. Essas conexões nos definem, nos impulsionam, mas também nos expõem às nossas sombras.
É impossível viver sem, em algum momento, machucar alguém ou ser machucado. Contudo, o que realmente importa é a forma como escolhemos lidar com essas situações. Não se trata do que as pessoas fazem conosco, mas do que escolhemos fazer com o que elas fizeram. Aqui entra o papel do observador: ser capaz de olhar para si mesmo e para suas ações como se estivesse fora de si, analisando de forma imparcial, com empatia e sabedoria.
Controlar as sombras não significa reprimi-las, mas integrá-las. Reconhecer nossas falhas nos torna mais humanos, mais conectados com os outros e, paradoxalmente, mais fortes. O equilíbrio é uma escolha diária: domar os instintos, ouvir o inconsciente, alinhar-se com o consciente e escolher o amor e a empatia como guias.
Cada emoção que sentimos — da paixão mais intensa ao sentimento mais silencioso de pertencimento — nos ajuda a entender a complexidade do ser humano. Aprender a validar o que sentimos e o que os outros sentem é o primeiro passo para criar conexões genuínas, capazes de transformar nossa jornada e a daqueles que cruzam nosso caminho.
Portanto, seja grato por estar aqui, por poder reescrever sua história e por aprender a dominar sua luz e sombra. Aceite que você é falho, mas também divino. O universo sempre devolve o que enviamos. Que hoje você escolha ser luz, mas, acima de tudo, escolha ser humano.
Quando a verdadeira essência do amor próprio floresce dentro de si, o valor que conhecemos a respeito de quem somos se torna inegociável. Aquelas migalhas que antes nos serviam já não têm mais a capacidade de saciar a nossa fome. Quando verdadeiramente nos amamos, não permitimos que qualquer coisinha roube nosso precioso sorriso ou enfraqueça nossa força para viver.
O poder de amar a si mesmo reside na proteção que ele nos concede. O amor próprio é como um escudo impenetrável, que nos mantém seguros diante das adversidades que enfrentamos no dia a dia. Quando nos amamos de verdade, somos capazes de discernir entre o que nos faz bem e o que nos diminui.
Entendemos que merecemos mais do que migalhas e nos permitimos buscar a plenitude e a felicidade que merecemos. Não aceitamos menos do que aquilo que nos faz sentir completos e verdadeiramente realizados.
Amar a si mesmo genuinamente é um ato de coragem e autenticidade. É dar prioridade às nossas necessidades, sem ignorar nossos limites e sem deixar que a opinião dos outros defina nosso valor. É cultivar um relacionamento profundo e amoroso com nós mesmos, valorizando nossas qualidades e aceitando nossas imperfeições.
Quando o amor próprio habita nossa essência, nos tornamos mais resilientes diante das dificuldades. O escudo que carregamos nos protege das críticas e dos julgamentos alheios, porque sabemos a verdade sobre quem somos e acreditamos em nosso potencial.
Portanto, amar a si mesmo de verdade é um caminho de libertação e empoderamento. É reconhecer que merecemos o melhor que a vida tem a oferecer e buscar incessantemente por isso. O amor próprio nos impulsiona a nos transformarmos em versões cada vez melhores de nós mesmos, sempre em busca da nossa felicidade e realização pessoal.
Então, não se contente com migalhas. Descubra o poder que habita dentro de você e valorize-se. Seja sua própria proteção e nunca permita que algo ou alguém roube a sua essência e o seu propósito de viver. O amor próprio é o melhor presente que podemos nos dar, e quando o cultivamos, somos capazes de conquistar tudo o que sonhamos e merecemos.
- Edna Andrade
Cultive o hábito de acreditar em si mesmo diariamente. Empodere-se com pensamentos positivos, lembre-se de suas conquistas passadas e alimente sua confiança interior. Seja persistente, mantenha-se focado em seus objetivos e, acima de tudo, tenha fé em sua própria capacidade.
Acredite que você está no controle de sua própria vida e que o sucesso é uma possibilidade real. Quando você cria o hábito de acreditar em si mesmo, tudo ao seu redor começa a se alinhar de maneira positiva. Novas oportunidades surgem, relacionamentos se fortalecem e a felicidade se torna uma constante em sua jornada.
Portanto, não subestime o poder da sua crença. Acredite em si mesmo e veja a magia acontecer. O mundo se abrirá diante dos seus olhos e você será capaz de conquistar tudo o que deseja...
- Edna de Andrade
Decida logo bem cedo que nada te deterá de se tornar a melhor versão de si mesmo. Mantenha a chama de sua essência sempre acesa e brilhante, mesmo quando o mundo tentar apagá-la. Você é capaz de conquistar grandes coisas e viver uma vida plena e significativa. Acredite em si mesmo e não deixe que nada roube sua alegria e determinação...
- Edna Andrade
Ame a si mesmo.
Durante nossa jornada, em alguns momentos, procuramos o amor em outras pessoas. Procuramos o par perfeito, nossa alma gêmea.
Não raras vezes nos surpreendemos, seja pelas escolhas que fazemos, ou, pelos amores impossíveis que desejamos ter.
Somos esta junção de conflitos porque misturamos os sentimentos. Ao querer colher o amor, começamos muitas vezes o plantio de forma errada. Não preparamos a terra para este plantio. Jogamos ao vento desejo, paixão, gostares, e esperamos que estes ao final se transformem. Não acontecerá.
Afinal, não se ama alguém a primeira vista. Essa afirmação é mais poética e ilusória, do que real.
Você poderá ter uma chama acesa ao ver alguém ou conhecer alguma pessoa que faça seus hormônios saltarem, que lhe aqueça o coração, mas, isso pode ter vários nomes, menos amor à primeira vista.
Sentimentos platônicos, podem ser cultivados em uma relação. Mas, isso é mais loucura do que amor.
Para poder reconhecer o amor, você deve primeiramente a aprender a amar a si mesmo.
Para isso acontecer sua autoestima deve falar mais alto. Você deve buscar em si mesmo a resolução de seus conflitos e aceitar você, como você é. Você deve aprender a não ficar preso nos rótulos que você cria para si mesmo.
Você deve gostar de você, deve ser grato por ser quem é. Se você for capaz de deixar todo o sofrimento que produz de lado devido a vida mesquinha e sombria que volta e meia lhe assalta, você começará a amar a si mesmo.
Se você tem amor por si, você conseguirá amar outra pessoa.
Buscar o amor em outra pessoa, é o equivalente a ir para um restaurante para saciar a fome e ficar somente lendo o cardápio.
Olhe para você, olhe para seu íntimo, descubra a pessoa que é, isso não é estímulo ao Narciso, é apenas uma autorreflexão necessária ao seu crescimento.
Se você quer uma pessoa alegre em sua vida, não leve tristeza a vida desta pessoa. Se você quer uma pessoa que goste de você, não cause desgostos na vida dela.
Não se dá o que não se tem. Momentos são parte de um todo inacabado.
Pense e reflita.
Ilumine seu dia.
Paz e bem.
Seja luz.
A avó e o Menino
A avó não tinha presente e tão pouco lhe vinha o futuro.
Vivia de si, num tempo em que os dias, só lhe prometiam o passado.
Pela manhã cantarolava cantigas de roda.
A tarde pedia chá e se ria sobre coisas desacontecidas.
Quando a noite lhe vinha, adormecia falando com invisíveis olhares.
Não tinha a estética da memória.
Seus ouvidos acordavam lembranças do sentir.
Suas mãos continham a fermentação das horas.
Seus braços acolhiam porções de vida refluídas.
E de si apenas se ouvia o balbuciar das palavras.
Assim, vivia sob o cuidado das crianças,
Que em certas ocasiões lhe contavam estórias.
Como aquela de uma sábia anciã,
Que para não morar com o tempo findo,
Decidiu torna-se novamente alguém para ser inventada.
Foi assim que numa fração, antes de partir, disse ao menino:
- Descobri que és tão grande, que não pude de ti, ausentar-me.
[Verse 1]
Meu amor guardado no peito
Feito segredo que ninguém lê
Teu nome grita no meu silêncio
Mas o mundo finge que não vê
[Verse 2]
O tempo passa, mas não cura
Esse vazio que enlouquece
Meus sentimentos viram bruma
E o coração desfalece
[Pre-Chorus]
Eu tento seguir, tento esquecer
Mas tudo em mim chama por você
[Chorus]
Meu amor, trancado em mim
Implora um fim, ou recomeço enfim
Esse nó que o tempo não desfez
É saudade viva, que não se desfez
[Verse 3]
Teu olhar mora nos meus sonhos
Teu toque ainda está na minha pele
Mesmo ausente, ainda é dono
Do amor que em mim se repele
[Pre-Chorus]
Eu tento sorrir, tento entender
Mas toda estrada leva a você
[Chorus]
Meu amor, trancado em mim
Implora um fim, ou recomeço enfim
Esse nó que o tempo não desfez
É saudade viva, que não se desfez
[Bridge]
Se um dia o vento te trouxer
Que não seja tarde demais
Pois meu amor ainda é teu
Mesmo que o mundo diga: "não vai"
[Outro]
Meu amor, trancado em mim
É teu jardim, mesmo sem jasmim
Esse vazio que enlouquece
Só teu amor adormece
[Verse 4]
E se a luz do sol voltar a brilhar
Teu sorriso será meu lar
Por entre as sombras, busco o sinal
De um amor que é eterno, transcendental
Dar o primeiro passo significa;
Tomar para si a responsabilidade de praticar uma ação primordial para fins de futuros resultados.
Quando você escolhe dar seu primeiro passo em direção a um atalho;
Você se mostra indigno e incapaz de trilhar o verdadeiro caminho da vitória.
Porém; Quando decidir dar um único passo em direção aos desafios de uma longa jornada, automaticamente se colocará em posição de liderança, garantindo assim a oportunidade de aprender e conhecer tais caminhos.
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