Textos para os meus Amigos Loucos
Não
Não leia mais as poesias minhas
Pois sentirá seu cheiro nos meus versos
Tuas risadas deitando nas linhas
Os teus trejeitos, por eles dispersos
Os teus olhos ferinos tão imersos
por minha alma, dançam com a voz tua
Eu me esquivo da noite, mas a lua
Reascende os desejos adversos
O meu corpo te expulsa em poesia
Não me leias, pois tudo denuncia
Essa dor, discreta que me vem
Me descascam despindo as fraquezas
Minhas rimas a ti inda estão presas
Mas vão com tempo te esquecer também
"BRISA DA ALMA"
Sentimento, perdido, esquecido
As portas dos meus desejos, foram soltas
Quando tu abriste a porta
Que esta fechado do meu coração
O vento que soprou no ar trouxe seu aroma
Na sua essência; esse perfume que enlouquece
E que me fez estremecer
Os meus braços estão prontos para abraçar-te
Oiço os sinos da minha alma
Que não param desde
Que os teus doces lábios tocaram os meus
Sinto as ondas nos meus pés
O afagar da brisa no meu rosto
Sinto todo o meu amor por ti, eu sinto-te
Porque tu és a brisa que acalma a minha alma
O meu pobre coração e o meu corpo
Tu és o meu refugio dos meus medos mais sombrios
É tudo o que eu sempre quis, amo-te.
Deixe-me sonhar os meus sonhos... Não queira sonhar por mim.
Deixe-me colorir o meu mundo com as cores que eu quiser.
Deixe-me viver a vida, do meu jeito... com meus erros.
Deixe-me seguir o caminho que eu escolhi pra mim.
Sei que existem outros sonhos, outros mundos, outras vidas e outros caminhos.
Dessa vida, o que sei é muito pouco e o que tenho é quase nada. Mas quero dizer um dia: eu sonhei, vivi, errei, caí e levantei, mas meu mundo quem construiu foi eu!
Ouço o tanger melódico dos meus lúdicos sonhos
e sigo o canto do aboio que em meu peito mora...
sou a bruma leve, sem cortinas para a vida,
Sou o pontear que ondeia as cordas da viola!
O sol me 'alumia' em claves prateadas
e me cerca num mundo que é meu habitat...
Me envolvo em 'causos', frutos da minha cantoria
e ouço o canto do vento leve, só pra mim assoviar!
Meus olhos nem te enxergaram ainda, mas meu coração já te viu, sinto o seu cheiro mesmo distante de mim,,,,seu toque esta presente, mesmo você ausente.
Olha para lua vejo seu rosto, as estrelas são seus olhos me vigiando, o sol o calor do seu corpo...e o tempo o carrasco de nossa distância!
Sergio Fornasari
"Cultivo plantas por várias razões;
Para prazer de meus olhos ou prazer de minha alma; para estimular os elementos ou estimular minha paciência; Por coisas novas ou por nostalgia. Mas, principalmente, para alegria de vê-las crescer". David Hobson
Eu,além desses belos motivos, cultivo plantas por que elas fazem parte de minha vida, de minha família, de meu ser. Sou também um ser vegetal. Me alimento da terra, do ar, da água e minha alma desabrocha diariamente em contato com elas.
O vento trouxe teu cheiro..
meus pensamentos, o teu semblante. .
minha memória trouxe à tona.. teu nome..
e meu corpo.. As vibrações do teu corpo..
e minha pele.. o calor de tua pele..
e na boca o teu gosto.. teu Beijo. . teu mel..
mas a vida não me trouxe vc..
Só lembranças frustradas daquele tempo..
que ainda insistem em me endoidar...
Minhas lagrimas escorreram com gosto da morte,
Meus olhos se velaram no momento que abandonei,
Não me apeguei nos meus sonhos,
Por mais que seja especial,
Deixei minha doce cálida entre minha trevas,
Brutal escolha nos farpas de espinho, compreendo.
Tudo que se passa no teu coração conturbado,
Como todas folhas caem no solo dão vida,
Sob á sua morte fria, tudo se escoa e termina...
Num bailado descomunal sem qualquer motivo,
Sua face pálida revela meus profundos desejos mortos...
Tento esperar demonstrar um pouco de amor...
...que tem rocha fria sem sentimentos,
Abrupta nos confins da alma sempre um olhar vazio.
De um sarcófago senti morte de tudo que jaz...
sem muitos motivos olhei noite passar...
Me deixei encantar por mais de mil maneiras...
Desisti de viver nos contraste de sonhos fui acordado.
De repente senti morrer por mais uma vez.
Solitário sem sentido caminhei... sem motivos,morrer...
Aparentes deixei claro os desejos... que foram
Além do que sonhei minha lagrimas secaram...por mais...
Que queira meus pensamentos me deixara na solidão.
Esperar
Escalando meus pensamentos
Buscando as lembranças
Penso nos momentos
De quando éramos crianças.
É por ti que eu mudaria.
E tua imagem de repente,
Do ócio eu sairia
Mesmo sendo negligente.
Traga-me uma notícia
Faça-me saber
Se o que anseio
Tu também há de querer.
Sol e Sonho
Solto meus bichos e extravaso o meu desejo
Preciso ser uma anciã feliz ainda que solitária.
Redimir das, e dirimir minhas inquietações
De querer saber o que vim fazer aqui.
Solta e só como um pião sem prumo.
Sem rumo
Então, onde o entra o Sol neste poema?
Dilema.
Não sei. Talvez eu o insira no meu olhar
Só pra morrer de delírio e nada mais.
E os Sonhos?
Ah! Sonhar é bom. Sonho que sou uma
Fada e transito na estrada que passa
Ao lado da avenida onde brilhas.
Utopia
Mentalizei uma utopia
Um mundo maravilhoso com meus semelhantes
Me esqueci que já é tarde pra tão grande mudança
Que a aurora do mundo já vai tão distante
Sonhei com um fruto de sabor à meu gosto
Me esqueci até mesmo que a flor vem primeiro
E antes da flor tem que ter uma planta
Planta-la! não pude pois não fui o primeiro
Hoje sigo gritando, lamentando mas ainda sonhando
Vou mostrando as virtudes e tentando esconder os defeitos
Sou apenas mais um dentre meus semelhantes
Dos erros que existe, também sou culpado
Me resta o consolo de não me ver só
Em meio aos sonhos, lamentos e gritos
Mesmo assim, sonho e luto, persisto e existo
Viva a minha, viva a nossa, viva toda a utopia
Não se preocupe, meus tormentos
Irão espalhar-se com a brisa lá fora.
Aos poucos restaram lembranças, a qual jamais se apagará. Com a bagagem da vida seguirei, na esperança de encontrar respostas, para que descanse sereno meu coração e mente.Assim poderei dormir em sono profundo, isento de tempo.
PENSAMENTOS CONFUSOS
Já não esconde mais seu lamento
Que chora e grita em meus ouvidos
Quando deito a cabeça no travesseiro
Em busca do sono perdido
Embriagada pelo não adormecer
A cabeça não pensa direito
Os sentimentos se misturam
Num limiar de portais inebriantes
Uma culpa em dissonância
Faz de mim Iscariotes
Em sábado de aleluia
De chibatadas e pedradas
Um adeus inevitável
Entre lágrimas e sorrisos
Se confundem num alívio
Entre o bem e o mal
Uma menina chora a sua falta
Uma mulher te quer ver livre
Um médico e um monstro
Numa só carcaça
O cansaço alucinógeno
Corrompendo a sanidade
Na pergunta que não quer calar
Do que é certo ou errado
Deus do céu ou do inferno
E eu tenho que ter fé
Me destes um cobertor
Mas eu morro de frio
Não sei mais o que fazer
Na angústia dos lamentos
Das dores sem refresco
Que escuto noite e dia
As vezes uma vontade
Bate forte e sem sentido
De correr sem direção
Para lugar nenhum
E nesse desespero
A loucura me assedia
Feito uma bala perdida
No alvo certeiro
A sua incoerência
A minha incongruência
Vidas entrelaçadas
Num adeus
(Nane-05/04/2015)
ESCRITORA? Pode até ser... Mas, gosto mesmo é de qualquer escrita, que acaba fazendo com que os meus versos se vistam com rimas, sendo felizes ou carregados de linhas sofridas, com conjunções benditas.
Gosto mesmo é de um espaço branquinho onde posso rabiscá-lo todinho contando a minha história sem incomodar a alguém.
Sem Rumo
Tudo na vida tem seu começo e seu fim
Os dias passam e junto vão meus sonhos
Hoje me pergunto quando terei meu fim
Já não aguento mais sofrer assim
Sinto uma dor que me destrói
Grito, clamo por socorro
Uma angústia infinita que dói
Ninguém me ouve, ninguém me socorre
Já não tenho mais lágrimas
Tento chorar e não consigo
Minhas lágrimas secaram
E junto meu coração parou
Vivo por viver
Sem propósito, choro
Vivo por viver
Sozinho eu imploro
Teu olhar..
Quando meus olhos se encontram com os teus, nada mais importa. Só existe aquele momento e nada mais. O tempo para, todo o brilho do universo se concentra unicamente nos teus olhos. Grandes olhos. Olhar que fala mais que muitas palavras. Queria que esse momento durasse para sempre, pra falar a verdade. Mas não, como quase tudo, uma hora acaba e, não terei mais o teu olhar. O que era tão colorido e bobo, simples para muitos, mas pra mim era o que de mais incrível poderia existir. "Tão pouco, um olhar" muitos diziam, mas pra mim era tudo. Agora não mais.. Espero que a pessoa que teu olhar encontre, saiba do teu real valor. Da sorte que terá. Não tive muito, para muitos eu não tive nada. Mas tive o suficiente pra te levar comigo pra todo o sempre, pra onde quer que eu vá!
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Não posso parar de escrever. Não até resolver meus medos. É assim que mantenho a cabeça no lugar: há coisas imensas para serem decididas. Planos de vôo incompletos e inviáveis…tudo muito radical, muito intenso.
Escrevo o dia todo, toda hora, coisas publicáveis ou não. Grito mágoas, sussuro final de sonhos, imploro clemência de Deus para não enlouquecer de pavor. Estou naquela fase da vida, em que as coisas deveriam necessariamente estar bem, calmas e eu deveria estar transcendendo felicidade.
Eu fui até o amor. Subi nas paredes mais altas por ele, transpus fortalezas de abnegação e humildade.
Aceitei,
me feri,
andei sob a efervescência da carne,
batizei minha vida com convulsões e choros.
Você acenou com adeus…
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(2000)
Nos últimos momentos sem ar...
Arbítrio dos meus pensamentos...
Atroz sobretudo num parador...
Sem ar através dos quais foram.
Meados florescente incandescente...
Selados embora profundezas esteja...
Tardio com uma grande quantidade.
Relativamente simples pela pressão.
Expressão empalhada ate mórbida...
Sombrios solidariedade solidificada,
Nas extremidades dos seus sonhos.
Afio até que seja mais fácil do que é...
Assim como um pouco tempo que foi
Temor foi uma espécie que é possível.
Traumático embora não tenha havido
Nenhuma compreensão até desatino,
O relato sobre um assunto particular.
Doze De Abril – Meus Sessenta Anos!
Parece-me
que foi ontem…
Tenho a nítida impressão,
que ainda escuto
o meu primeiro chorinho
quando vim ao mundo!
Uma menina gordinha.
De alma doce.
Escolhida para nascer de pais tão brilhantes
e dedicados quantos os meus.
Já nasci feliz!
O que mais desejaria eu,
de felicidade nesse mundo?
E fui crescendo…
Orgulhosa de ser uma
menina de coração grande.
Fui me lapidando.
Aprendendo.
Reconhecendo cada dia a
minha função nesse chão.
Amadureci.
Me fiz mulher.
Me casei.
Tive filhos.
Me aposentei.
Me formei.
Retomei meu gosto pela escrita.
Fiz-me então poetisa…
Mas já nasci poeta.
Até minhas lágrimas
de choro eram poesias.
Até o meu silêncio era poesia.
Fui filha poeta.
Fui esposa poeta.
Fui mãe poeta.
Fui irmã, tia, prima…
tudo em fim…
Com alma de poesia.
Hoje, aqui estou orgulhosa
por escrever mais um dia na minha vida.
Mas hoje,
um momento mais que especial.
Completo meus sessenta anos.
Que grandeza meu Deus!
Sessenta emoções de vida.
E quero durar quem sabe ainda o dobro…
Ou …quem sabe!
Eternamente em minhas poesias!
Hoje quero agradecer
especialmente a Deus,
pela vida.
Uma vida tão linda…
De sonhos e asas.
De liberdade.
Quero agradecer a minha família,
por ter-me valorizado e me
reconhecido em todos esses anos,
como uma pessoa especial.
E hoje…Mais do que nunca.
Quando olho as minhas fotos…
Tão humildes…carregadas de energia…toda completa.
Com flacidez…estrias, celulites…
E que nada disso tira a minha beleza…
Porque a minha beleza, não é essa de fora…Nunca foi!
Quem me conhece sabe…
A minha beleza vem da alma…
E essa está intacta…
Em todos os bons sentimentos que eu me visto!
“Parabéns Maria Dayse Gonçalves Oliveira…Dayse Sene.
Que Deus te conceda muitas virtudes ainda nesse chão…”
É minha alma me parabenizando!
E de mãos dadas…Vamos vivendo…
Vivendo…Vivendo!
AO FINDAR DOS DIAS...
Que tantos fossem os meus pecados
Dentro de mim ao rogar os céus...
Que tantos fossem, imaculados
Nos olhares puros dos santos meus!
Que tantos fossem de bens amados
Dentre a alma do querer, meu Deus!
Que tantos fossem, os seus rogados
Sob a imensa luz dos olhos teus...
Que imortais seriam quaisquer bens...
E no vagar da noite, sem ninguém,
Seriam os meus olhos de imenso amor!
Que os dias imprecados de morte,
No meu rogar de alegria, de imensa sorte
Seriam ao findar, sem imensa dor!
