Textos para Boas Vindas
Quando começamos a crescer, queremos sofregamente crescer, crescer até obter o estatuto de maioridade.
Que obtuso dilema, que terrível contradição é esta, quando chegados à idade da cor castanha da vida, temos aquele saudoso e inatingível desejo de querer regressar à era em que éramos inocentes, crianças na sua plenitude poética.
Comos somos uns ridículos cataventos - pobres seres, mortais.
Por acaso
E como se, sozinho, pudesse mudar o mundo! Pudesse deixá-lo melhor, ou pelo menos próximo do ideal. E como que por instrumentos pudesse navegar pelos céus, legislando em causa própria, sendo prepotente, arrogante, egoísta - como nunca fui, como pensei que talvez nunca viesse a ser. E como se de mim dependessem os mais fracos, e fraco, eu não correspondesse às expectativas.
E a véspera do ano novo titubeasse, feito um bêbado as margens da via observando o fluxo do trânsito - como se previsse um acidente. Mas tudo não passa de um grande incidente... Minha presença neste lugar, tais pretensões, tal ausência. Puro acaso!
Em meio a tudo isso, imerso em meu próprio mundo - mesmo que sem intenção - tive a impressão de que o lugar estava ficando menor, diminuindo, diminuindo-me - não de tamanho. De humanidade talvez! Não sei explicar.
E era como se eu esperasse, só esperasse, sem a pretensão da chegada de alguém, as margens da via, da vida - esperasse. Só esperasse. Assim como quem nada espera, só espreita – arguto amiúde, solitário em uma mesa de bar. E como se esperasse a morte, e só a vida se fizesse presente - nas buzinas efusivas dos carros no fluxo fluido da via, e no Tissss... do gás escapando apressado de dentro das garrafas de cerveja, abertas quase todo tempo.
E como se negasse tal ausência... Insólita, visceral, sobre-humana – meu corpo fosse se desfazendo de sua altivez, fosse perdendo sua rigidez; e meus olhos fossem esmaecendo, perdendo o brilho, se apagando; e suas cores fossem se desbotando, se descolorindo, deixando de ser. E ainda sozinho no bar, eu ouvisse cadeiras sendo arrastadas abruptamente, e ouvisse barulho de vidro tinindo no chão e se partindo em mil pedaços, em pedaços tão minúsculos quanto eu naquele momento. E as vésperas do ano novo, semi-anunciado no céu pelos fogos apressados de alguns e pelas milhares de pessoas bêbadas que surgidas do nada, agora me faziam companhia, abraçando-me, oferecendo-me champanhe e celebrando em voz alta enquanto diziam umas as outras, incessantemente: FELIZ ANO NOVO!
E como em todo fim... Felicidade ou tristeza, prazer ou dor, sorrisos ou choro – com ou sem lágrimas. E assim como em todo fim um reinício, uma nova oportunidade de ser o que se quiser ser – diferente de antes, melhor que ontem! De fazer algo por si mesmo, ou de fazer o mundo pequeno diante de teus mais agudos anseios de mudança. E depois de tudo isso... As pessoas ao redor, desconhecidas entre si (em sua maioria) agora se abraçavam, se curtiam, e pareciam felizes de verdade! Se talvez já fosse ano novo... Mas nada era novo ainda! Nem o ano, nem as pessoas, nada. Eu não entendia o porque de tanta inquietação. Era véspera de ano novo! Véspera.
Feliz Ano Novo para todos!
Durante 365 dias repetimos movimentos que nos trazem sentimentos diversos em nossas vidas, mas ao completarmos este ciclo de um ano, compartilhamos a alegria com todos aqueles que estão conectados com a gente, através de emoções e energias positivas, que fazem despertar em nós momentos de plena felicidade. Isto realmente nos ajuda a lembrar que ser feliz é simples.
Esperança e alegria, este é o clima...
Com fogos de artifícios em esplendor no céu
As taças e os copos são erguidos e brindes e desejos no ar no exato momento em que os marcadores do tempo anunciam a passagem de uma para outra Era...
A felicidade se faz presente e por alguns minutos um mundo de luz, cores e sonhos se eternizam no portal do tempo.
O homem se apega às coisas na vã esperança de que elas possam permanecer imóveis e perfeitas; ele não se reconcilia com o fato da mudança (...) O homem nota e lamenta a mudança e mostra que ele próprio não está se movendo com o ritmo da vida.
Trata-se, portanto, do princípio de controlar as coisas entrando em harmonia com elas, do domínio através da adaptação.
(O Espírito do Zen)
Princípio
Bom... estou pensando
Mas não achei a resposta ainda
Era para ser simples e fácil
Mas a verdade é complexa
Talvez apenas , o meu próprio eu entenda
Um sorriso preenche o meu rosto
Um olhar focado no que vejo
É , me aprofundei de mais
Naquela época , em sentimentos
Que fizeram tudo parecer incerto
Mas, com novos olhos enxergo
Preciso acertar e não errar
É só isso , nada mais nada menos
Dar continuidade ao equilíbrio
Ser mil vezes mais sensato
Viver e não existir
Agir e não apenas cogitar ações
Sentir emoções , mas não se perder
No mar do impulso
Onde a maré alta viria a me afogar
Nem tudo compreendi
Mas aprendi com o passado
E somente não serei igual
As minhas versões
Que destruíram o que estava construído
Amor e alegria
Melancolia e solidão
Paz e sorrisos
Ansiedade e decepção
Tudo isso faz parte
Mas ... no entanto
A calmaria reinará no meu coração
Minhas palavras serão pensadas
E proferidas as escolhidas
Para me comunicar, sem nada quebrar
Ser Original
Se nos pomos originais
Na origem o ponto é zero.
E por isso temos a chance
De recomeçar com esmero.
A origem da palavra 'origem'
Vem de "origo"
Que traz "nascimento".
Assim como algo que é virgem
E precisa de avivamento.
Ser Original como Ser
Nos coloca a caminho
Num eterno recomeço.
Um trabalho sozinho.
Mas como somos do Todo
Não há o que temer.
Podemos sentir o aconchego
De ao Pai pertencer.
E no Princípio era o Verbo
Que está no início e fim.
Sejamos então da origem
Para seguirmos enfim.
E em vigília constante
Deixarmos fluir nossa essência,
Nosso amor a cada instante
Na ativação da consciência.
Hoje me deparei com essa linda flor, confesso que não resisti ao seu encanto, à sua viveza, beleza que me remete ao seu encontro.
compará-la com uma simples flor, talvez, seja uma afronta, "longe eu desse crime",
és tão bela quanto essa flor !
Seu carisma, sua simplicidade me fazem admirá-la.
Acredito que não foi em vão te conhecer, mesmo estando longe, em meu coração permanecerá o amor que sinto por você.
Te dou a certeza de que nunca estará sozinha, me veja sempre ao seu lado.
veja nessas simples palavras, um agradecimento a Deus por você existir,
e que alguém que te dar a devida lealdade,
princípio que nos conduz sempre ao lado de quem nos ama.
recebe essa flor onde quer que você esteja
receba essa flor em forma de palavras,
te dou meu singular carinho .
Momento de decisão
Chega um momento que a vida exige atitudes, algo que temos que mudar, para poder seguir em frente. É difícil perceber esse momento, mas, temos um limite estabelecido dentro de nós, e tudo na vida tem princípio, meio e fim, até as melhores coisas, até os melhores sentimentos precisam ser modificados, ou redirecionados, no decorrer da vida para continuarem nos fazendo bem. A vida é um emaranhado de coisas acontecendo em nossa volta o tempo todo, e temos que aprender a lidar com acontecimentos, com pessoas, com cenários, sem que tenha alguém para nos dizer o que é certo ou errado a fazer. Normalmente, usamos do sentimento para nos guiar, e, embora não percebemos, tomamos decisões o tempo todo.
Se pararmos pra pensar, vemos quantas coisas importantes deixamos pra trás, e percebemos que nossas decisões nos conduziram até aqui, muitas delas nem percebemos que tomamos, mas seus reflexos são inevitáveis. Quantos melhores amigos, quantos amores, quantas lembranças boas. Em que momento deixamos isso escapar? Por que perdi o contato com aquele amigo tão fiel e que me fazia tão bem?
A verdade é que ele te fez bem, naquela etapa da sua vida. E aquele lugar que guardamos na lembrança e juntamos dinheiro um ano inteiro para poder voltar lá e reviver algum momento maravilhoso, e quando lá chegamos, não sentimos magia alguma ali e voltamos frustrados pra casa. E aquela pessoa que fomos apaixonados, que fizemos planos de um futuro juntos e nos encontramos no supermercado num sábado a tarde, cumprimentamos, trocamos sorrisos e tentamos estabelecer uma conversa e percebemos que ficamos sem assunto. Passou, essa é a verdade, essa é a vida.
A maioria dessas decisões tomamos sem nos dar conta, e só percebemos que aquela etapa findou-se quando já estamos em outra, outras vezes, nos demoramos demais a perceber o final de um ciclo e ficamos ali, insistindo em coisas que não fazem mais sentido. Que deixam de nos fazer bem e passam a fazer mal, começamos a ter consciência que devemos tomar uma decisão e colocar um ponto final ali, para podermos dar início a uma nova fase. Mas é difícil tomar essa decisão, é difícil aceitar que uma coisa que fez tão bem possa fazer mal.
Mas, se ficamos insistindo ali, fica a cada dia mais difícil de tomar a decisão, pois, aquele mal vai invadindo todas as áreas de nossa vida e ficamos cada vez mais fracos e incapazes de tomar a decisão de mudar de direção. Mas nunca é tarde pra isso, se você está vivo e percebe que precisa dessa decisão, não espere mais. Não deixe que o mal acabe com uma perspectiva de futuro. Trace um novo plano. Se está fraco, se acha que não vai conseguir, trace um plano para hoje e amanhã quando acordar, refaça o plano para aquele dia somente, e quando perceber, estará em nova fase, cheia de planos e sonhos. Porque temos que aceitar que a vida é feita de muitos princípios, meios e fins e, que, finais, mesmo que pareçam tristes, são oportunidades para inícios felizes.
Ana Paula Silva
Autora do Livro: Me Apaixonei Por Um Poeta
https://www.clubedeautores.com.br/book/187032--Me_apaixonei_por_um_poeta#.VY_McflViko
Interdição
Triste é o sol que não me aquece a pele;
O amor que não atravessa a ponte;
O olhar que só se vê ao longe;
O abraço que não chega na gente.
Triste é a alma que não sai nas palavras;
O sentimento encerrado em silêncios;
Triste é o não que não vira palavra;
A solidão em sonhos tão vazios.
Triste a devoção que domina os loucos;
Um Deus que dá a felicidade a poucos;
Triste a fantasia de dizer que se vive
quando, na verdade, sempre se esteve morto.
Bruno Ramos - Conceição da Barra, ES
28/05/2018
Tem uma coisa difícil de aceitar... Nascemos lindos e engraçadinhos, geralmente perfeitos e saudáveis. Mas... a medida que avançamos no tempo a coisa muda. Lá pela metade da vida, já não somos assim tão graciosos, e nem tão saudáveis, o que agrava a situação. E, mais para o final, a beleza e a saúde já eram! Não restando vestígio algum do que fomos na juventude e muito menos de nossa infância. Envelhecemos e as doenças nos atacam, a nossa aparencia beira a de alguns personagens da série "The Walking Dead".
Mas pensando bem, acho que tem coisa errada aí...
Acredito que não foi só um frutinho que nossos primeiros pais comeram, eles devem ter depenado o Jardim do Eden!... Pra ocasionar uma desventura tão catastrófica que atingiu e segue atingindo a humanidade toda?!... E olha, que é sem reversão!... O que eles fizeram só pode ter sido algo muuuuito pavoroso, irremediavelmente sem conserto. É lamentável... Sabe, creio que não nos contaram a história toda, não nos passaram exatamente o que aconteceu lá no princípio...
Deixo aqui o benefício da dúvida em favor dos primeiros humanos... talvez, haja mais coisas envolvidas... é que nos falta conhecimento... conhecimento que foi destruído no início das grandes religiões, junto com inúmeros manuscritos, onde versava a historia da nossa criação.
Enfim, aguardemos com fé e esperança, aquela por quem toda a criação geme, a prometida regeneração...
Vivo ou zumbi?
Existe gente com medo de viver...
Eu tenho medo de não viver,
Não quero ser um mero vegetal,
A vida é uma jornada com fim programado,
Se fosse ruim nosso pai celestial não o teria estipulado.
Chego a pensar que a passagem para outro nível seja uma sensação prazerosa.
Arriscar-se é uma necessidade,
aposte no seu ideal,
crie oportunidades,
viva como se não houvesse amanhã.
faça o que lhe der prazer,
se somos considerados "normais" perante a sociedade, esta tudo certo. "Para ela".
Mas isso te faz feliz?
Seguir padrões que são contestáveis,
Se o que é errado ou certo aqui é totalmente controverso em outras culturas?
Vivemos em um mundo onde valores são distorcidos nos quatro cantos.
Seja você mesmo, sorria, agradeça, ajude, cumprimente independente de
retribuição ou não.
Se te faz sentir-se bem sendo, caridoso, solidário, humano;
Faça, continue assim, você será o mais beneficiado,
Fazer o bem, desejar o bem nos atrai energias positivas,
danem-se as críticas, inveja e pessoas pobres de espírito,
elas precisam de gente como nós para poder sobreviver,
são pessoas de pouca evolução,
critica-las não resolve nada.
É dando amor que se recebe amor,
não necessariamente das mesmas pessoas.
Não direi que será fácil,
houverão muitas perdas e decepções,
pessoas que você ama perderão o contato com você, partirão, se afastarão e talvez nem saibam que são especiais para você.
Muitos sonhos serão realizados e automaticamente criaremos outros, é assim que a vida é feita; de sonhos e esperanças.
Então vivamos avida que é uma dádiva que não pode ser desperdiçada.
A vida é curta, Seja feliz da forma que lhe é mais conveniente, mais seja feliz...
O PRINCÍPIO DO REFLEXO
Conhece o princípio do reflexo?
Imagine-se diante de um espelho. Ao fitá-lo, estará vendo a imagem de si próprio(a).
Assim ocorre quando observa outro ser e lhe destina quaisquer atributos. Todos pertencem ao seu mundo interior.
Portanto, antes de destinar alguma característica a alguém, analise-a antes de proferi-la, pois, na realidade, pertence ao seu mundo.
Princípio/ Mau Relacionamento/Separação/Divórcio...
Em caso de não haver, já Pequeninos;
Envolvidos entre ambos, malfazeres;
Que prevaleçam seus antes quereres;
Só tem razão de ser, em asininos!
Pois sermos, ou maltratarmos, alguém;
Embora em nós, pareça natural;
Devido a ter em tal, um tratar mal;
É algo, que em nós merece; ninguém.
Haja por tal em nós, sempre o bom senso;
De analisarmos todo o nosso agir;
Principalmente com quem habitamos!...
Porque, muitas vezes, em quem gostamos;
Poderá nascer, por nós, um sentir;
Que poderá tornar: o AMAR suspenso.
Mas caso, dos tais haja, já filhinhos;
Temos, que o viver dos tais ponderar;
Pois não nos pediram pra cá andar!...
CONSIDEREMOS, pois, esses ANJINHOS.
Coitado de quem trocar por prazer;
Neste morrer, a um seu continuar;
Tal como, a quem um tal, tão lhe quis dar;
Quando a um ANJINHO, em ambos, quis fazer!...
Pois quem FIZER FILHOS, pra abandonar;
Estará pra si mesmo, a destruir;
A mais bonita razão de viver…
Havida no da FAMÍLIA, conter;
Havida no da FAMÍLIA, sentir;
Havida no da FAMÍLIA, até; AR.
O Homem que reinventa as regras,
as quais diz perceber do Divino,
apoiando-se em sua moral, permeia, altera a Natureza. Sem atentar-se que ela tem suas próprias leis!
Atentemos aos seus prodígios, os quais
revelam-se em nanos momentos
onde mesmo em chamas, auto recupera-se reinventa e renova-se!
A SINA DAS COISAS
Um dia serei o infinito.
A brisa da madrugada;
O pó da terra de onde nasce a planta;
O texto de um livro que já fôra lido.
Um dia serei o vazio do abismo.
O brilho da estrela no céu;
O som da onda do mar que quebranta na praia
Ou um pé de eucalipto.
Um dia romperei a barreira do som
E já não mais serei ouvido.
Um dia serei o próprio raio de sol;
A luz da manhã;
O perfume das rosas;
E o adeus num filme muito antigo.
Um dia,
Um dia,
Quem sabe...
Voltarei ao princípio.
O princípio de teu fim costa primeiro…
E assim vai cair teu desgovernar;
aos vinte e sete dias, deste outubro;
daí neste poema afirmo ao rubro;
que estou cheiinho de vos ver roubar!!!
Direitos de à saúde, assistência;
onde pra ir ao Médico o teu POVO;
voltou a ter que ir, sem dormir de novo;
passar noites ao frio, pela ausência.
Ausência de profissionais da tal;
que tão nos valeram na pandemia;
mas que esse governar com tanta asia;
a tanto bem, tem pagado com mal…
Com mal-agradecer quer para os tais;
como até para quem em vós votou;
e que agora tantas noites passou;
doente ao frio e adoecendo mais!!!
Roubar no custo TAL das energias;
que tornou tais, das mais caras da europa;
e até ao bom cantar da nossa tropa!
por não veres valor, em TAIS valias.
Que pena tu que até, que em tal andaste;
tenhas deixado calar militares;
será que foi pra mágoas abafares!?
ou em tais gritos, implantar desgaste?!
Entendo que não gostes do teu povo;
daí tanto O roubares com impostos;
como estes nos combustíveis propostos;
por ti, prometendo-os tirar de novo!!!
Promessa que falhaste e aqui me obrigas;
a ver em ti, mais um grande aldrabão;
a ver em ti, GRANDE entre nós, mamão;
que com tanto MAMAR, tão nos castigas!!!
Por isso Costa primeiro a ti vem;
crise política que provocaste;
talvez pra abafares todo um desgaste;
havido em esta dor, que a gente tem!!!
Oxalá que quem te venha render;
seja que tu, mais amigo do POVO;
pois, pra O TAL, já bastou do estado novo;
todo explorar, roubar e até prender.
"O Chamado da Centelha"
Desde o princípio dos tempos, a alma humana carrega uma inquietação silenciosa — um anseio por algo que o mundo material não pode oferecer. Essa sede não é de prazer, de posses ou de poder, mas de lembrança. Pois esquecemos quem realmente somos.
Segundo os antigos gnósticos, vivemos num mundo ilusório, forjado por um demiurgo — uma inteligência inferior que, embora poderosa, está cega à plenitude do Espírito. Este mundo, com suas regras, dores e ciclos repetitivos, é uma prisão feita de matéria e esquecimento. Aqui, nossa essência divina — a centelha do Pleroma, do Todo — foi aprisionada em corpos de carne e moldada por crenças limitantes.
Mas dentro de cada ser humano, ainda brilha essa centelha. É ela que sussurra em meio ao caos. É ela que nos leva a questionar o sentido da vida, a não aceitar o sofrimento como destino, e a buscar — ainda que sem saber — o retorno à Origem.
O Gnosticismo não nos convida a crer cegamente, mas a conhecer. A gnose é um despertar interior, uma revelação íntima que rompe os véus da ilusão. Quando buscamos dentro, além dos dogmas, além das formas, encontramos aquilo que é eterno: a verdade viva, que estava oculta em nós desde antes do tempo.
Conhecer a si mesmo é lembrar-se de Deus — não o deus deste mundo, mas o Deus verdadeiro, sem nome, sem forma, além de toda dualidade.
E quando despertamos, deixamos de ser peças no tabuleiro. Tornamo-nos filhos do Alto, conscientes da missão de libertar nossa luz e ajudar outros a fazerem o mesmo.
Pois o caminho da gnose é solitário, mas não é egoísta. O verdadeiro iniciado não se eleva para fugir do mundo, mas para transfigurá-lo — com compaixão, consciência e verdade.
E então, ao reencontrar a Luz que jamais nos abandonou, compreendemos: nunca estivemos realmente perdidos. Apenas adormecidos.
“A curiosidade é o princípio da sabedoria”
Hipótese
Se a curiosidade é constantemente estimulada, então ela pode servir como base para o desenvolvimento da sabedoria.
Fundamentação da ideia
1. Filosoficamente
Desde a Grécia Antiga, a curiosidade foi vista como o ponto de partida do saber. Platão, por exemplo, afirmava que "a filosofia começa com o espanto", ou seja, com a curiosidade diante do mundo. Aristóteles, por sua vez, escreveu que “todos os homens, por natureza, desejam saber”, o que reforça a ideia de que a busca pelo saber começa com o impulso da curiosidade.
2. Psicologicamente
A psicologia cognitiva mostra que a curiosidade ativa o cérebro de forma semelhante à recompensa. Segundo estudos em neurociência (Gruber et al., 2014), quando uma pessoa está curiosa, o cérebro libera dopamina e fica mais preparado para reter informações, o que favorece o aprendizado profundo. A sabedoria, por sua vez, é a capacidade de aplicar esse conhecimento de maneira prudente e ética.
3. Na educação
Na pedagogia moderna, especialmente em métodos como o de Paulo Freire e Maria Montessori, a curiosidade é vista como a porta de entrada para a construção do conhecimento. Um aluno curioso questiona, investiga e aprende com autonomia, o que o torna mais capaz de desenvolver pensamento crítico e decisões sábias.
4. Na vida prática
Pessoas curiosas costumam explorar diversos pontos de vista, pesquisar antes de julgar e aprender com as experiências. Esse comportamento evita conclusões precipitadas e promove uma sabedoria baseada na observação, reflexão e diálogo. A curiosidade leva à pergunta certa, e a pergunta certa é muitas vezes mais valiosa que a resposta.
*Descrevendo Fake news ( o princípio da intenção)* ... São mensagens de conteúdo inverossímil. Dois tipos existem:
1) a fake baseada em interpretação equivocada sobre a reputação de alguém, sobre um fato ou acontecimento, ou ainda uma simples gaiatice;
2) a fake forjada em mentiras sobre a reputação ou personalidade de alguém; sobre supostos fatos e acontecimentos. O intuito é sempre de confundir para atingir um fim espúrio, seja contra imagens e ou reputações; ou ainda, causar algum tipo de comoção popular.
A primeira, quando divulgada, pode ficar na seara dos equivocos, dos memes e gracejos, mesmo tendo juridicamente desdobramentos de um ato ilícito, nos limites das culpabilidades da lei civil e penal, cuja representação é particular;
A segunda é tipicamente um ato doloso, punível civil e penalmente. Esta, possui princípios analógicos previstos nos crimes contra a honra, como os de calúnia e difamação de representação privada; todavia, por desdobramento, também pode se caracterizar como de representação pública ao tipificar ato atentatório a incolumidade pública; e desbordar em ato perpetrado com intuito de periclitar a vida e a saúde das pessoas; e, ainda, crime contra a segurança nacional.
A primeira, fruto de equívocos de interpretação ou gracejo, não possui o cerne da malícia e da maldade em prejudicar, pois figura no universo da informação equivocada, ou, ainda, no mundo dos "nonsenses".
A segunda não: esta é francamente um ato doloso deplorável, e, portanto, criminoso, prevendo até mesmo prisão em flagrante.
A visão simplista que tenta descrever Fake News como violação do Estado Democratico de Direito não enxerga amiúde o corolário de seus desdobramentos.
De toda sorte, ambas precisam ser apuradas com a devida e necessária prospectividade para que sejam tipificadas pelo conteúdo e principalmente a intenção, definindo-a como eventualmente culposa ou dolosa.
Afinal, a mentira, por si só, e por todos os seus fundamentos, tem sempre várias faces. *(Dr. Victor Antunes)*
Princípio
Há muito tempo atrás, antes dos sábios, dos magos e dos deuses, quando nem o nada ainda imaginava existir, uma ideia permeou pela primeira vez a realidade.
Não era luz ou muito menos forma, a ideia era apenas um sopro de sentido, uma ideia de consciência que acabara de tornar-se consciente.
Não abriu os olhos, pois não existia visão, nada foi ouvido, pois não existia som, nada foi dito, pois não existiam palavras, nada foi sentido, pois não existia existir, ainda.
Uma abstração tão pura de um único princípio primordial: existir.
Quando? No exato momento do primeiro questionamento que se incandesce!
Onde? Na presença de si, no interior de uma vasta necessidade de movimento que se expande na primeira oscilação de um refletir.
"Desejo criar!" - Bradou a silenciosa criação do desejo, inundando de intenção a existência que buscava existir.
Senciente informe e vazio, com um voraz desejo de preenchimento do não-eu.
Permear por si uma pele de possibilidades infinitas, criação e destruição, existência e não existência, eu e não-eu. E a cada imaginação uma imagem, seguida de uma ação, evolução e involução até a perfeita união de opostos que vibram ao se perceber. Ínfimo instante de percepção mútua.
Tudo e consequentemente: nada.
Nada individualmente existia, até que o ser ciente, senciente de si, de tudo e de nada, percebendo-se só, isolou-se de si como o primeiro ato de agir.
Expressar uma ação de desejo infinito, carregado de intenção e sentir-se como mergulhado em sensação, num puro êxtase de percepção da própria expansão infinita.
E como num ato reflexo, contrair-se de volta em si ao ponto de princípio do saber, pra então: ser.
Presente no tempo eterno de lugar nenhum.
Liberto em si mesmo e sem a possibilidade de prender-se a nada, buscou materializar-se até que sua intenção cristalizasse num sentimento, quase uma intuição, certeza, há luz.
Memória.
Fractais de experimentação da existência, um reflexo de si antes do agora.
Olhar para trás, também significa olhar pra frente e como numa infinita miríade de reflexos e reflexões, sem imagens, apenas o vazio imensurável sendo consumido pelo ardente desejo de se pôr em movimento e, munido da crença herdada para realização do que foi, imagina-se o que já era, uma densa abstração da luz imaginativa!
Vontade, pura e intensa vontade de realizar, de ir além do princípio.
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