Textos para Boas Vindas

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Foi num olhar que tudo começou,
vi toda aquela beleza em um rosto angelical,
algo que chamava minha atenção e me tirava da solidão,
que fazia eu sair de todos os problemas e entrar nas soluções para eles.

Dormi naquela noite pensando se a veria de novo,
queria apenas tocar no teu rosto mais uma vez,
abraça-la para sentir teu cheiro,
e rir dos defeitos que ela colocava em mim.

E agora ela se tornou especial,
fazendo com que todos os meus momentos se resumissem nela,
e na nossa paixão,
nos nossos sentimentos,
tão ingênuos como uma criança.

Agora abraço o travesseiro para suprir sua falta na noite fria,
cheiro a mais bela flor para poder talvez sentir uma parte de seu abraço,
e olho para o céu para buscar a inspiração que ela me deu,
mas nada, nada, é comparável a felicidade dada por ela,
e é por isso que vou permanecer em todas as noites quentes do seu lado,
pois nas frias quero lhe ter também.

‎- Filho, há um preceito que você deve guardar ao começar essa nova vida. Tenha-o sempre presente e vencerá obstáculos aparentemente impossíveis, que com certeza encontrará, como todos aqueles que têm ambição.
Hafid esperou.
- Sim, senhor?
- O fracasso jamais o surpreenderá se sua decisão de vencer for suficientemente forte.

As pessoas te empurram e até forçam a barra querendo que você comece um relacionamento, como se namoro fosse salvação do mundo e começo de alegria.
Antes de amar alguém seja sua melhor companhia, quem busca alguém querendo ser sua liberdade e motivo maior de alegria, certamente vai se frustar.

É preciso começar de baixo, ir montando peça por peça até chegar onde queremos. E muitos obstáculos terão que ser superados pra que tudo se encaixe.
Às vezes erramos e temos que começar do zero, juntando os cacos e recuperar o que foi perdido. Nem todos estão preparados e muitos desistem e param onde estão.
No meio desses altos e baixos, tem vezes que descemos tanto que não conseguimos ver onde encontrar forças pra se levantar. Esse é o chamado inverno da vida, que vem de quando em quando para nos tirar as cores e muitas vezes ele parece não ter fim. Ele pode até se prolongar um pouco, mas a vida segue as suas estações e depois do inverno ela lhe trás a primavera cheia de flores e aquele ar de notícias boas. Lhe trás motivos pra continuar. E mais do que isso, lhe dá chances e oportunidades. Mas vai da vontade de cada um querer enxergar ou continuar parado onde está.

"O milagre sempre começa com o homem,que é obrigado a dar
o primeiro passo.dépois,DEUS faz a sua parte.


" Não aceite a derrota,não se acomode com o que ja
alcançou.pense grande e você será grande."

Precisamos aprender com o exemplo de Davi:"De manhã.SENHOR.ouves a minha voz:de manhã te apresento a minha oração e fico esperando."{salmo.5.3}

Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
"Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos."

Nasceu a lua – Matou-me
O ano começa e eu estava decidida a entregar-me aos estudos. A ansiedade por conhecer pessoas novas e encarar assuntos mais complicados me fez está pronta em minutos. Peguei a mochila que por sinal estava completamente fora da padronização da escola e me dirigi ao meu pavilhão. Revi pessoas que marcaram minha vida, abracei-as e apresentei-me a pessoas novas. Eu era típica menina melosa que ama abraços e ursos cor de rosa. Não importava muito naquele momento. Estava perfeito. Até que olhei para a sacada do meu colégio e avistei alguém. Senti calafrios e sorri ao ser chamada por minhas amigas para voltar à conversa. Não me entendi.
A escolha da sala foi logicamente feita pela secretaria do colégio, mas por mais que eu tentasse não sentia nenhuma mudança. O comportamento dos meus colegas era o mesmo, os professores passavam e me cumprimentavam, permaneciam com os mesmos cortes de cabelos e estilos de roupa dos anos anteriores. As pessoas legais continuavam legais, as inteligentes continuavam inteligentes, as mais quietas continuavam sentando nos cantos da sala e os novatos tentavam se encaixar em um deles. Eu especialmente era viciada por disciplina e tentava buscar a ordem. As crises, as brigas e a falta de educação não tinham espaço perto de mim e logo percebi que eu fazia parte da “guarda de honra”. Vinquei-me, aperfeiçoei-me e acomodei-me no militarismo que tanto levanta o meu alto estima. Deves está a pensar – Ela estuda em um Colégio Militar. –Você está certo, meu caro!
Os dias foram passando e todos já estavam com saudade das férias. Entraram de volta no ritmo e a vida voltou a ordem. Eu não era mais a menina dos ursinhos cor de rosa. Passei a ser temida e troquei os vestidos pelo meu fardamento que aos meus olhos era tão bonito quanto o resto do meu guarda-roupa. Eu me dedicava aos estudos a cima de tudo e não desprezava nada que pudesse me acrescentar.
Como todo bom colégio tinha que haver boatos, e a escolhida tinha sido eu. Azar? A palavra “Azar” tinha virado o meu sobrenome no final do mês de Julho, quando as aulas voltaram do recesso de São João. Começaram diversos boatos e então decidi me queixar no “corpo de alunos” (Local responsável pelo comportamento disciplinar dos alunos). Foi daí que conheci a lua.

eu odeio ter nascido no inicio dos anos 90, resultado nunca irei a um show do Cazuza, Renato Russo, Cássia Eller, mas pelo o menos eu me considero um cara privilegiado de no meio dessa subversão total que é arte hoje poder ter a dadíva de conhecer esses cantores.
Beatles, Queen, Renato, Raul, Cassia Eller e tantos outros que patiram cedo, para sempre....

O poder da leitura

Pus-me a deitar e apreciar a literatura científica.
Comecei da pré-história, época Jurássica,
E caí em sono profundo, sonhando com aqueles terrenos primitivos.

Todo o mundo fóssil renasce em minha mente.
A natureza era diferente: Esfenofíleas, Asterofíleas, Licopodios...
Minha imaginação me transportara para as maravilhas da época.

Imagino ver, nas águas, enormes animais sem poder distinguí-los.
Vejo animais monstruosos, gigantes como o Elasmossauro, Plesiossauro,Ictiossauro, Tartarugas antediluvianas.
Na terra, no ar, em todos os lugares estão esses assustadores animais primitivos.

Minha imaginação transporta-me as épocas antes do nascimento do homem,
Quando a Terra, ainda incompleta, era-lhe insuficiente.
Surgiram então os Crustáceos, os Répteis, os Pássaros.
Desapareceram todos os animais jurássicos.
Apenas estavam presentes os animais da época.
Vi animais que se extinguiram há séculos.
E também os que corriam os riscos de extinguir.

Deito-me a sombra das árvores, passo entre margens coloridas,
Me refresco com a Brisa Marítima e as Brumas.
Avanço nos séculos assim como os dias avançam de um para o outro.
O estado líquido vai assumindo o estado sólido.
O calor se torna mais intenso. A poluição, constante.
Estou aproximadamente no século XIX...
Vejo a expansão dos povos, suas origens e costumes.
E também a beleza da natureza, suas águas cristalinas,
Suas cascatas e cachoeiras enfeitando a paisagem.
Vejo também a ignorância das pessoas ao destruírem esta maravilha
para construir seu habitat demasiado belo sem ver o que faz ao seu redor.

Que sonho! Para onde me transporta agora?
Ah! O Universo, cheio de beleza e mistério.
Me lembro do momento em que o homem chegou a Lua.
Os astrólogos Galileu Galilei; Ptolomeu; Copérnico; Johannes Keepler; Newton, e muitos outros com suas leis e teorias .
Ao poucos fui despertando, mas a ideia não saiu de minha cabeça.
Peguei outro livro e comecei a ler, pois com a leitura
Viajamos onde poucos pensam em ir.
No mundo dos sonhos e da fantasia.

A metástase da carne tem início na alma. O vírus do câncer é quântico. Morte no multiverso, todas as réplicas tombando como peças de dominó.

Morremos em série, a nível cósmico. Apagados, obliterados, dizimados. O não-ser da mais infinita impossibilidade, nada pleno, oco perfeito.

Morremos molecularmente. No osso do átomo. Na estagnação do elétron. Deus cai na latrina e o Demônio toca a descarga. Morremos. Morremos.

Morremos e enquanto agonizamos a morfina do entretenimento nos distrai do estertor uníssono de células presas aos coágulos pastosos que somos.

A cultura da maldade, da imbecilidade e do vazio. A cultura da ausência de cultura. Não contra-cultura, mas a própria antimatéria da cultura.

Todo conhecimento convergindo para um fétido buraco-negro, ralo que suga mentes e amalgama cérebros perdendo-se no fomento do agora crônico.

Mas que dor seria legítima sem espectadores? Um ator não representa por detrás das cortinas. Toda calúnia há de ser lançada ao devido rosto.

Para que soro corrosivo da encenação grotesca carcoma a vil máscara do público, revelando a fealdade explícita por trás da maquiagem humana.

ALGUNS PASSOS PARA SER FELIZ

Comece respeitando todos os seres, inclusive pessoas e animais
Pare de prejudicar os outros seja com ações, palavras ou pensamentos.
Pare de fazer fofocas maldosas. Não julgue.

-Pare de se intrometer na vida alheia, cuide da sua.
Procure crescer interiormente, evoluir.

Esqueça o animal interno, seja fiel, leal, honesto em qualquer circunstância.
Faça aos outros o que gostaria que te fizessem.

Olhe as pessoas com bons olhos, com fraternidade e amor incondicional.
Ajude ao próximo de alguma forma. Sempre tem algo que poderá fazer.

Entre em sintonia com a centelha divina dentro de seu interior.
Agradeça por todos os acontecimentos em sua vida,
aceitando e compreendendo que é o melhor para seu aprendizado.

Trabalhe para alcançar seus objetivos.
Ponha amor nas atividades que fizer.
Confie na providência divina.
Valorize-se ! Ame-se !

Alguns dias se passaram. Os encontros começaram a ficar mais longos, os beijos mais doces, os abraços mais apertados, e até as mãos já estão mais bobas. Tudo aumenta, o carinho, a vontade de estar perto, a única coisa que diminui é a duração das horas, pois o tempo corre quando eles estão juntos, e os minutos encolhem enquanto suas bocas perdem-se num beijo repleto de bem-querer.

Ela acha que ele é maluco, ele sabe que é, mas por ela. Ele sabe que ela é perfeita pra ele, não quer perdê-la, e reza e pede por isso. Eles não planejaram gostar um do outro, aconteceu. Os astros, o destino, a vida, seja lá o que for, fica a critério de cada um, os guardou um para o outro, e isso é mágico.

Ele faz o que pode, e iria até o fim do mundo para vê-la sorrindo. Ela se faz em sua essência tudo aquilo que ele procurava. Ele, aos poucos, vai percebendo que a cada dia que passa ela se torna mais especial e mais elementar à sua felicidade. Ela se entrega um pouco mais a cada gesto de carinho.

Eles são enamorados, e todo o mundo pára quando seus corpos se encaixam num abraço, onde ela está protegida, e ele se faz mais completo. Eles estão ali, um para o outro, naquele lugar só deles e tão especial. Ele faz promessas, e ele vai cumpri-las. Ela acredita, ela vai ver tudo se tornar real.

Eles são apaixonados, e isso vai amadurecer. Ele é crianção, mas gosta dela. Ela é séria, crescidinha, mas gosta dele. Eles são paradoxos, ele bruto, ela meiga. Eles são iguais, em cada pequenino chamego. Diferentes e iguais, eles se completam de maneira linear, eles se aperfeiçoam. São abençoados.

PROFESSOR EDUCADOR

É comum, no período que antecede o início das aulas, terem as crianças uma certa expectativa, um certo desejo, antecipando o que será a escola. Têm, as crianças, a tendência de gostar do professor. É o gosto da novidade, do que não conhecem – é a aventura do aprendizado. Começam as aulas e algumas expectativas são superadas, outras frustradas. Alguns encontros se revelam marcantes, outros nem tanto. Há alunos que voltam para casa, dos primeiros dias de aula, desejosos de narrar aos pais cada detalhe de seus professores.
Em uma leve viagem ao passado, todos rapidamente nos lembramos de alguns professores. Por que desses e não de outros? Porque alguns marcam mais. E é desses professores que a pessoa se lembrará ao longo da vida.
Infelizmente, muitos professores se convertem em burocratas da escola. Estão ali exercendo a profissão de estar ali. E nada mais. Sem perfume nem sabor. Sem encontro nem encanto. Apenas ali, munidos de um programa determinado, e sequiosos do fim, já no começo. Tristes mulheres e homens que embarcam na profissão errada e lá permanecem aguardando a miúda aposentadoria. Não são maus. Apenas não são educadores.
Há aqueles que educam desde os primeiros raios da aprendizagem. Preparam-se para a celebração do saber e do sabor – palavras com a mesma origem. Lançam redes em busca de curiosidades, surpreendem e permitem surpreender; ensinam e aprendem com a mesma tenacidade. Estão ali, em uma sala de aula, desnudos de arrogância e ávidos de vida. Não temem a inquietação das crianças e dos jovens. Não negligenciam o conteúdo, mas valorizam os gestos. Gestos – é disso que mais nos lembramos dos nossos mestres que passaram. E que permaneceram.
Lembro-me de alguns, como a Ana Maria, professora de história, que nos instigava a estudar antes da aula o tema que seria trabalhado. Quando chegava a aula, ela propositadamente errava, e nós a corrigíamos. Era um jogo, uma didática simples que empregava. Eu chegava a sonhar com aquelas aulas. Ela despertava o gosto pela pesquisa e destravava os mais tímidos. Todo mundo queria corrigir a professora.
Talvez um exercício interessante para o professor seja o das lembranças. Lembrar-se, de quando era aluno, daqueles professores que eram educadores, e de repente ter a humildade de imitá-los ou até reinventá-los.
E não há tempo nem idade para fazer diferente. É só ter uma característica que Paulo Freire considerava importante para toda a gente mas essencial para quem educava: gostar de viver.
Quem gosta de viver não tem preguiça de reinventar, nem medo de ousar. Quem gosta de viver não tem medo de ternura, da gentileza, do amor.
Quem gosta de viver, educa!

– Quem é você? – perguntei, embora o impulso inicial fosse berrar por meu pai.

O mané riu debochado. Vá lá, não era mané. Era um exagero de homem. Não pude evitar encará-lo de volta. Cabelos pretos jogados na testa, pele tostada, olhos cor de cerveja que não pareciam ser realmente daquele rosto. Jeans, camiseta justa, básico, no ponto. Jogou sua bituca no chão e apagou-a com o pé. E respondeu:

– Talvez a resposta às suas preces?

musica ; Anti Depressivos

Passo horas no escuro
acendo um cigarro e começo a pensar
não posso acostumar tenho que levantar
mais a noite não passa
estou triste preciso vencer estou chorando
entre vários caminhos escolhi o mais difícil e doloroso
não podia saber qual caminho seria o certo
me confundi e escolhi errado

Passo horas sozinho a solidão me abraça
a noite não passa
minha lágrimas não param de cair
preciso encontrar a saída preciso da luz

Não quero mais anti depressivos

Eu errei sei que errei
quem nunca errou ?
quero outra chance para ser feliz

Estou na metade da vida
até parece o fim
me sinto um velho na beira da morte

Não quero mais anti depressivos
não quero chorar

A noite segue as lágrimas continua
preciso da luz
não tomei remédio
sei que vou vencer a tristeza

Não quero mais anti depressivos
não quero anti depressivos
não vou chorar

Amanhã tudo vai ser diferente
tenho certeza que vou acertar
vou encontrar o sentido da vida

Você não vai me ver chorar
não vou mais chorar
preciso da luz quero viver

Não quero mais anti depressivos

Amanhã vou viver e
aproveitar o que me resta
você vai se surpreender
vou te provar que posso ser feliz

Mandei meu psiquiatra embora
adeus vida triste o sol está reinando

Não quero mais anti depressivos

A vida é composta por ciclos, onde um tem que terminar para que o outro comece. Esse período de transição é magico, costuma ser repleto de duvidas, incertezas, aprendizados...
A mudança de ciclo costuma sempre ser marcante, então aproveite essa fase, pois é nela que aprendemos o fundamental para percorremos todo o percurso, mas não se engane. Mantenha os olhos abertos.
Os ciclos podem mudar radicalmente, é sempre tempo de aprender...

Desculpa, começou mas já vai terminar.

Tem gente que precisa sempre de uma desculpa para ser ela mesma, ser original, ser diferente ou sobressair no meio da multidão.
Alguns usam alguma droga ou só o álcool, que aparentemente e em pequenas quantidades dá coragem e potencializa as ações e emoções.
Estar em grupo dá a falsa impressão de força e poder para uns tímidos e para todos os covardes. Um ajuntamento de pessoas pode ser muito bom quando se propõe a orar ou de alguma forma ajudar a quem precisa. Já um monte de bostas só significa muitos merdas.
Os shows de música, os jogos de futebol e os comícios juntam muitas pessoas que aparentemente têm o mesmo gosto, os mesmos ideais ou só torcem pelo mesmo time.
Vejo aqui dá minha janela a passagem de um bloco carnavalesco onde tem de tudo, inclusive muita gente alegre e animada querendo se divertir.
Mas, como desculpa e para encobrir a própria insignificância seguem juntos os mal educados, os baderneiros, os briguentos. Todos covardes, encobertos por um pequeno grupo da mesma laia, protegidos pelo anonimato da multidão ensandecida pela música muito alta e as danças que lembram rituais mais ou menos cabalísticos.
Eu ia usar a palavra luxuria, mas é tão pobre a proposta desse amontoado de gente, que não passa de pura imitação de “maria vai com as outras” onde o canto é substituído pelos gritos e a dança pelo empurra-empurra.
Percebo que o verdadeiro divertimento começa quando a música para e a multidão se dispersa. Aí um conta para o outro como é difícil pular o carnaval disponível na nossa cidade, quem teve coragem de trazer o celular liga para meia dúzia de amigos e diz que estava “da hora”.
Bom mesmo é poder olhar a festa aqui de cima e dar graças a Deus que terminou.
KKKKKKKKKKKKK

O Mundo é um Moinho

Cartola


Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Carlos Drummond de Andrade

“Alguns, como Cartola, são trigo de qualidade especial. Servem de alimento constante. A gente fica sentindo e pensamenteando sempre o gosto dessa comida. O nobre, o simples, não direi o divino, mas humano Cartola, que se apaixonou pelo samba e fez do samba o mensageiro de sua alma delicada. O som calou-se, e "fui à vida", como ele gosta de dizer, isto é, à obrigação daquele dia. Mas levava uma companhia, uma amizade de espírito, o jeito de Cartola botar lirismo a sua vida, os seus amores, o seu sentimento do mundo, esse moinho, e da poesia, essa iluminação.

(Carlos Drummond de Andrade)

Não competir com quem não tem nada a perder

A luta seria desigual. O outro começa com desembaraço porque perdeu até a vergonha. Não tem mais o que perder, por isso se lança de cabeça em qualquer despropósito. Nunca exponha sua inestimável reputação a um risco tão cruel . Conquistá-la levou muitos anos para perdê-la em assuntos sem importância. Um mau vento pode gelar o suor do esforço. Por ter muito a perder, o homem honesto se detém. Preocupado com sua reputação, observa o oponente e age com cautela para colocar o prestígio a salvo. Nem sequer com a vitória pode-se ganhar aquilo que se perdeu ao se correr o risco de perder.

Perseguir a vitória

Alguns se esgotam ao começar e não acabam nada. Começam, mas não persistem: têm um caráter instável. Nunca recebem elogios porque nada concluem. Terminam sempre por abandonar o começado. Uns acabam as coisas, outros acabam com elas. Suam até superar a dificuldade, mas se contentam em tê-la vencido, mas não sabem aproveitar a vitória; demonstram que podem, mas não sabem querer. É um defeito, não importa se por erro de cálculo ou inconstância . Se a empreitada é boa, por que não se termina? E se é ruim, por que se começou? O homem sagaz não só espreita a perdiz- vai à caça.