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⁠Boa noite!
Que você tenha um final de domingo abençoado para o começo de uma semana incrível.
Que seja cheia de bênçãos e vitórias.
Deus já abençoou a sua noite e a sua semana.
Que o seu descanso seja revigorante e o seu sono relaxante. Tenha bons sonhos.
Um abençoado descanso pra você!

Tem dias em que eu olho para trás e penso numa coisa meio curiosa, quase irônica, dessas que a gente conta rindo no café da tarde enquanto mexe o açúcar devagarinho. Desde pequena a vida parecia uma arena gigante, como se cada fase viesse com um teste novo, um daqueles que não dá para devolver para o professor dizendo que caiu conteúdo que ninguém explicou. E mesmo assim eu fui atravessando tudo com uma cara tranquila, quase elegante, como quem diz para o mundo que está tudo sob controle, quando na verdade por dentro existia um turbilhão inteiro discutindo filosofia com a própria sobrevivência.

Nunca contei quase nada. Não porque não existisse história, muito pelo contrário. Era tanto capítulo que dava para montar uma biblioteca inteira, daquelas silenciosas, onde só eu conheço o catálogo. E reclamar nunca foi muito meu estilo, não por heroísmo, mas porque as pessoas criaram uma versão de mim que parece feita de aço temperado. A tal mulher forte. Aquela que resolve. Aquela que aguenta. Aquela que sempre volta. E quando o mundo decide que você é forte, pronto, está oficialmente proibida de fraquejar em público, como se fosse uma regra invisível assinada numa reunião secreta da humanidade.

O curioso é que eu mesma comecei a acreditar nessa história. Não que eu nunca tenha cansado, claro que cansei. Só que eu aprendi a conversar comigo mesma como quem acende uma luz interna no meio de um apagão. Houve uma vez, só uma, que pensei em dividir o peso, abrir a caixa preta da minha história, mostrar as evidências, os fragmentos, os acontecimentos. E a resposta foi aquele silêncio estranho, ou pior, aquela frase que parece pequena mas faz eco dentro da gente por muito tempo. Não acreditam em evidências. E eu pensei, então está bem, talvez a minha prova não seja para convencer ninguém, talvez seja apenas para me manter de pé.

Engraçado como a gente descobre forças que não estavam no manual de instruções da vida. Eu fui percebendo que existe uma musculatura invisível dentro da alma. Uma espécie de academia espiritual onde cada queda vira um exercício novo. E ali, sem plateia, eu fui ficando mais resistente, não porque o mundo exigiu, mas porque alguma coisa maior sempre esteve comigo. Aquela presença silenciosa que não precisa de explicação, que aparece nos momentos mais absurdos da existência e sussurra, calma, continua.

Então eu continuo. Não enlouquecida, como alguns poderiam imaginar quando veem a quantidade de batalhas acumuladas desde a infância, mas curiosamente lúcida. Como quem atravessou tempestades suficientes para reconhecer o som da própria paz quando ela aparece. E tem uma coisa engraçada nisso tudo, quase uma ironia elegante da vida. As pessoas pensam que eu nunca precisei de ajuda. Mas na verdade eu sempre tive ajuda, só que veio de um lugar que não depende de aplauso, de aprovação ou de testemunha.

No fim das contas, eu sigo com essa mistura de força interior e fé silenciosa que me acompanhou o tempo inteiro. Como se eu estivesse caminhando por um mundo barulhento com uma bússola dentro do peito. E olha, posso te dizer uma coisa com aquela tranquilidade de quem já atravessou muita coisa. Quando a gente aprende a confiar nessa força que mora dentro da gente, o caos até tenta fazer barulho, mas já não manda mais na história. Porque a história, no fim, continua sendo minha. E eu ainda estou escrevendo.

Se eu perguntasse a um computador de grande inteligência tudo aquilo que inquieta minha mente, talvez a resposta mais honesta fosse esta, nem ela tem todas as respostas. Nenhuma mente criada por homens, nenhum livro isolado, nenhuma voz na Terra conseguiu explicar completamente o mistério da existência. O que existe são caminhos, pensamentos, teorias, fé, ciência e perguntas muitas perguntas.


Desde o começo da humanidade o ser humano olha para o céu e se perguntr por que estamos aqui? O que é verdade? O que é apenas história repetida? O que é o bem, e o que realmenth é o mal?


Alguns dizem que já sabem. Outros defendem suas verdades como muros. Mas quem realmente busca acaba percebendo algo curioso, quanto mais se aprende, mais se entende que a verdade é profunda demais para caber em respostas simples.


Ainda assim, algumas coisas parecem atravessar o tempo e aparecer em quase todas as reflexões humanas. A consciência dentro de nós busca sentido. O bem quase sempre caminha ao lado da vida, da justiça e da verdade. O mal, muitas vezes, nasce da mentira, do ego e da vontade de dominar o outro.


Talvez por isso a busca nunca termina. Porque o ser humano não foi feito apenas para repetir respostas, mas para perguntar.


E quem pergunta de verdade começa a perceber outra coisa: a busca não é só intelectual. Ela também é espiritual, existencial, silenciosa. Existe algo dentro de nós que continua procurando, mesmo quando o mundo parece cheio de versões contraditórias.


Talvez o maior mistério não seja descobrir imediatamente qual é o final da história. Talvez o maior desafio seja aprender a viver enquanto a história ainda está acontecendo.


Entre dúvidas e fé.
Entre luz e sombra.
Entre aquilo que nos ensinaram e aquilo que sentimos no fundo da consciência.


E talvez, no meio de tudo isso, a verdadeira pergunta não seja apenas entender Deus.


Mas descobrir se aquilo que disseram sobre Ele realmente corresponde à verdade que ainda tenta falar dentro de nós.


By Evans Araújo.

Tantos...

Tantos amores...
Tantos momentos incríveis...
Tantos sonhos e ilusões...
Tantos sons, cores, cheiros...
Tantos abraços e promessas
Tantos rostos e corações perdidos no tempo!

Quanta doçura!
Quanta saudade!


- E eu me pergunto: - Será que um dia eu tive o amor que tanto procuro e perdi?
- Acho que isso nem o tempo pode mais me responder...!
Haredita Angel
27.12.23

O Apito, a Matemática e o Óbvio


Em Natividade, vive-se um tempo curioso: discute-se muito, posta-se muito, argumenta-se muito — mas o trânsito continua falando a língua bruta da imprudência.
Em tempos de abusos no volante, não é o grito que organiza.
Não é a live que corrige.
Não é o discurso inflamado que reduz colisões.
As armas mais poderosas continuam sendo as mais simples:
o apito e a vigilância institucional.
O apito não é autoritarismo — é sinal.
A vigilância não é perseguição — é presença do Estado.
A matemática é elementar, quase primária:
Ausência de fiscalização + sensação de impunidade = abuso.
Presença constante + regra aplicada = redução do excesso.
Não requer hermenêutica. Não exige tese de doutorado. Não depende de narrativa ideológica.
É conta de soma.
Quando não há quem observe, alguns avançam o sinal.
Quando não há quem registre, alguns estacionam sobre a faixa.
Quando não há consequência, multiplica-se o descuido.
E a cidade paga em risco o preço da omissão.
Enquanto isso, ali perto, em Porciúncula, formam-se agentes, treinam-se procedimentos, aguarda-se homologação. Pode parecer burocrático. Mas é método. E método é a base da ordem.
Em Natividade, o debate muitas vezes se perde entre versões e justificativas. Porém, a rua não entende versões — entende presença. A rua não interpreta intenções — reage a ações.
O apito não é barulho.
É lembrança de limite.
A vigilância institucional não é espetáculo.
É aviso silencioso de que alguém está cuidando.
E quando o poder público hesita em assumir esse papel, a equação se resolve sozinha — e nunca a favor da coletividade.
No fim, a matemática do trânsito é cruelmente simples:
Onde o Estado não ocupa, o abuso ocupa.
Onde a regra não se impõe, o improviso reina.
Não é questão de opinião.
É questão de soma.

Tem uma coisa curiosa sobre a gente que ninguém conta no manual da vida, até porque esse manual nunca foi entregue. A gente sonha coisas que parecem roteiro de novela das nove, cheio de drama, olhar atravessado e silêncio pesado. Acorda meio confusa, meio irritada, às vezes até com vontade de tirar satisfação de algo que, tecnicamente, nem aconteceu. E aí vem a frase racional, quase como uma tentativa de se proteger do próprio coração: sonho não é prova de nada. E não é mesmo. Se fosse, a gente já teria perdido o juízo há muito tempo.

Mas também existe essa outra verdade, mais quieta, mais sutil, que chega sem fazer alarde: sentimento não nasce do nada também. Ele não brota como mato em terreno abandonado. Tem raiz. Tem história. Tem pequenos detalhes acumulados que a gente vai fingindo que não vê, vai empurrando para debaixo do tapete emocional, como quem acredita que ignorar é o mesmo que resolver. Não é.

Às vezes, o sonho é só um exagero da mente, um teatro meio bagunçado do que a gente viu, ouviu ou temeu durante o dia. Mas o sentimento… esse é mais honesto. Ele pode até se confundir, pode até exagerar, mas dificilmente é totalmente inventado. Ele costuma ser um sussurro do que já estava ali, pedindo atenção, pedindo nome, pedindo coragem.

E eu fico pensando que o problema não está no sonho em si. Está no que a gente faz depois de acordar. Tem gente que ignora tudo, como se nada tivesse acontecido. Tem gente que se afoga naquilo, como se fosse uma verdade absoluta. Mas talvez o caminho mais difícil, e mais verdadeiro, seja olhar para dentro com uma certa sinceridade desconfortável. Aquela que não acusa ninguém primeiro, mas também não se abandona.

Porque sentir não é crime. Mas também não é sentença.

É só um convite. Um convite para investigar o que dentro da gente está pedindo mais cuidado, mais atenção, mais verdade. Às vezes não tem nada a ver com o outro. Às vezes tem tudo a ver com inseguranças antigas, com medos que a gente achou que já tinha superado, mas que só estavam quietinhos, esperando uma brecha.

No fim das contas, sonho pode até ser ilusão. Mas o que a gente sente… isso é real o suficiente para merecer ser ouvido, nem que seja em silêncio, numa conversa sincera consigo mesma, dessas que a gente evita, mas sabe que precisa ter.

E se você já se pegou pensando assim, talvez não seja sobre desconfiar do mundo. Talvez seja sobre entender melhor o seu próprio coração.

Agora me conta uma coisa… já aconteceu de você acordar com um sentimento que parecia mais real do que o próprio dia?

E quando terminar de refletir, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu escrevo como quem conversa, e talvez você se encontre em alguma dessas palavras.

Rogo à Ciência da Ornitologia Mística, que me conceda a Inteligência de um Corvo. A Sabedoria iniciática da Coruja. A Força das garras de uma Águia, a visão noturna de um Morcego, a velocidade de um Falcão Peregrino e a constância renascentista da lendária Ave Fênix!




Às 08:24 in 3.04.2026

Tem algo curioso na tal da Sexta-feira Santa. Eu fico observando como se fosse uma peça de teatro que todo mundo conhece o roteiro, mas ninguém lembra exatamente quem escreveu. Dizem que foi nesse dia que Cristo morreu. Dizem com tanta certeza que parece até que alguém estava lá com um relógio na mão, anotando data e horário, como quem marca consulta médica. Mas, no fundo, ninguém sabe ao certo. E mesmo assim, todo mundo respeita. Ou pelo menos finge respeitar, que às vezes dá no mesmo.


Aí chega o dia e, de repente, o mundo desacelera. A carne some dos pratos como se tivesse sido proibida por decreto celestial. O peixe vira protagonista, coitado, como se tivesse menos culpa no enredo da existência. Eu fico pensando no peixe, nadando tranquilamente dias antes, sem imaginar que seria promovido a refeição oficial da consciência aliviada. Porque não é sobre o peixe, nunca foi. É sobre a sensação de estar fazendo a coisa certa, nem que seja só por um dia.


E o medo… ah, o medo ganha um brilho especial. Tem gente que não varre a casa, não ouve música, não ri alto, não faz nada que pareça “errado”. Como se o céu estivesse mais atento, com uma prancheta na mão, anotando comportamentos. Mas aí eu penso com uma certa ironia silenciosa, dessas que a gente nem comenta em voz alta… nos outros dias, os mesmos que hoje se recolhem, vivem sem esse cuidado todo. Falam o que machuca, fazem o que sabem que não deveriam, ignoram o que pede atenção. Mas hoje… hoje não pode.


É um tipo de fé curiosa, meio seletiva, meio episódica. Como se a consciência tivesse um calendário próprio, funcionando só em datas comemorativas. E eu não digo isso com julgamento, digo com aquele olhar de quem percebe a contradição e, ao mesmo tempo, se reconhece nela. Porque, no fim, todo mundo tem um pouco disso. Esse desejo de ser melhor… mas só quando é conveniente, só quando o ambiente pede.


E mesmo assim, apesar de tudo, existe algo bonito ali. Existe um silêncio diferente no ar, uma pausa que não acontece em dias comuns. Uma tentativa, ainda que breve, de lembrar que existe algo maior, algo que pede reflexão, cuidado, presença. A Sexta-feira Santa não é sobre saber a data exata. É sobre o que a gente faz com a ideia dela. É sobre o símbolo.


O problema é que o símbolo dura pouco. No dia seguinte, tudo volta. A carne volta, o barulho volta, a pressa volta, as falhas voltam com força total, como se estivessem só esperando o sinal verde. E aquela consciência que parecia tão sensível… adormece de novo.


Talvez o ponto nunca tenha sido o peixe, o silêncio ou o medo. Talvez fosse sobre manter, pelo menos um pouco, aquilo que a gente só lembra de sentir nesse dia. Um pouco mais de cuidado, um pouco mais de respeito, um pouco mais de verdade nas atitudes, não só no calendário.


Porque fé de um dia só é quase como um feriado da alma. Descansa, aparece bonita, mas não muda a rotina.


E no fim, eu fico com essa sensação meio irônica, meio melancólica… de que a gente sabe o caminho, só não gosta muito de caminhar nele por muito tempo.


Se esse texto te fez pensar nem que seja por um segundo, aproveita e clica no link da descrição do meu perfil pra conhecer meus e-books. A leitura é grátis para assinantes Kindle.

Vamos Falar de Inteligência?

Demétrio Sena - Magé

Respeitarei sua criação, seja qual for, se ela for de fato sua. Mesmo que você tenha resolvido brincar com ela, depois de criada, com ferramentas e alguns vernizes disponíveis, como qualquer profissional. Quem escreve sua criação, utiliza a caneta ou computador/celular, que ele não criou. Quem fotografa, utiliza a sua câmera, não criada por ele, e depois pode resolver clarear, escurecer, dar contornos com ferramentas também não criadas por ele... ou ela.
Os que usam inteligência artificial para criar o que depois chamarão de sua criação, são desonestos. São plagiadores. Ladrões de ideias multifacetadas. Essas pessoas não fazem algo realmente seu e depois aplicam correções nem otimizam suas obras com ferramentas. Elas pedem que as ferramentas criem por elas e ainda façam aparas. É como se um pedreiro cruzasse os braços enquanto as ferramentas fazem a casa. O marceneiro deixasse que o martelo e o serrote façam a cama e o desenhista mandasse o lápis desenhar por ele. Ninguém precisaria desses profissionais, se as suas ferramentas trabalhassem sozinhas.
A inteligência artificial é uma ferramenta que a inteligência humana criou para substituir a inteligência? Não. Mas está funcionando assim. O ser humano quer ser artista, escritor, fotógrafo (atividades específicas de criação, estratégia e sensibilidade) sem utilizar sua criatividade, a estratégia e a inspiração. É um haja isso, haja aquilo, na mesma moleza que atribuem ao Possível Deus Criador de tudo... à base do haja; ordenando que tudo se fizesse por si mesmo, até resolver que homem e mulher seriam realmente criações suas.
Será que criamos um deus para criar tudo por nós, "na moleza", sem nunca mais precisarmos pensar por conta própria? Seremos todos nós uma espécie de bolsonarista, que deixa tudo nas mãos de seus deuses, inclusive o pensar e o sentir? Não respeito. Não quero isso. Como poeta, prosador, fotógrafo e pessoa, quero manter minha inteligência pessoal. A inteligência artificial pode ser ferramenta posterior a serviço da nossa criação. Não criadora da nossa criação.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Tantas noites a insônia tem me pego
Mas hj foi incrível
Sonhei acordada então
Com o momento que naquela estação vc descia me abraçava e beijava calorosamente
Onde vínhamos pra casa e éramos um só no beijo no carinho no amor na cama nos sonhos e projetos
E aí acordei lágrimas desciam pelo meu rosto e eu perguntava será um sonho ?
Onde ela deixou de me amar assim ?
Onde eu não merecia mais ?
Como o amor pode ter sufocado alguém assim a ponto de fazer de tudo pra me perder?
E fiquei no lupin das boas lembranças e no despertar
Por favor não me acorde pois estarei sonhando com nossa vida feliz ,com nossa casa exatamente como projetamos
Com nossos filmes juntos
Onde não era necessário levantar muralhas pra se defender
Onde eu não precisava ter medo de te dar meu amor sem te sufocar .
Por favor não me acorde
Eu estou sonhando com um amor que um dia eu vivi e na verdade acho que era tudo sonho mesmo

Puro encantamento






Pensar em você dói,


a saudade chega a causar desequilíbrio,


na consciência a conexão é presente e os sentidos se comportam de maneira extraordinária,


nas orações os motivos são meros detalhes, já os pedidos são muito sensíveis,


num instante uma pausa para o vazio, no momento seguinte uma ininterrupta viagem sobre nós,


entre sonhos e medos e entre planos e desejos, uma voz no ego é ouvida, logo um abraço protetor é sentido,


então, arrebatado pelos sentimentos anciões sou levado aos sorrisos e perfumes daquela encantadora borboleta rabo de dragão e ali me perco nos labirintos do seu doce encantamento.

Afirmar que não tens medo
Inteligente não é
Ostentares a humildade respeito e a fé
Seres a gota d'água
Isolada
Na profunda solidão
Desgarrada à sua raça
Sem nenhuma proteção
Junte- se as outras
Escoa- se desta imensidão
Frutifique este deserto
Mais amor no coração
Volte- se a Jesus
Obtenha a salvação
Ou então irmão
Esvairás feito cinzas ao vento
O embrião não fertilizado
Água que corre rumo ao pântano
Povo sem território
País sem nação..

PRIMEIRA INFÂNCIA: AURORA
Aurora que encantas, também emerge a escuridão,
Em meio a bênção da chuva,
A tempestiva tempestade
Um ninho e sete irmãos,
No cantar do galo
No apagar das luzes,
Na hora da divina misericórdia,
A última gota
No caiu no chão
Criança
Que na primeira infância,
Sorriu
Com os seios flácidos da mãe,
O cheiro do café
O povo de muita fé,
Roga Deus
A primavera,
Seus brotos PANCs
Que a fome atenua,
O pingo de gente
A sua primeira infância sobreviveu,
O fruto frutificou
Eis a metamorfose,
O pingo não é mais gota
Viva a transmutação,
Sem rima e sem métrica
Em seus versos transcreve
Um homem escritor,
Erudita pensador
O prosador poeta.
281225II

Entardecer de vários
tons em Rodeio
no Médio Vale do Itajaí
deslumbram o peito
e encantam o olhar.


Ao ver o céu em pleno
movimento e mistério
na porção Austral onde
o verde é real e etéreo,
entrego e reitero o eterno.


Aqui se encontra achego,
ofereço o meu aconchego
porque lhe tenho apreço.

Cortesia é o dom da inteligência
concedido pelo Misericordioso Deus
para conviver bem com os seus,
por isso a preserve, entrega e confia;
A Moralidade é a manifestação
de gratidão para com Deus,
quanto mais a cultivarmos
Ele nos abençoará afastando
os obstáculos dos nossos passos,
O Rukun Negara foi criado
com humanidade para o convívio
nesta terra ser bem-sucedido.

O primeiro raio solar
ilumina a Halia Liar,
O seu sorriso a brilhar
e o coração a encantar.


...


A Bunga Halia Sarang Lebah
enfeita com toda a poesia,
A tristeza está indo embora,
e daqui para frente é só alegria.


...


Simpoh Air a florescer
sob o sol do jeito que
Deus criou para merecer,
Assim sempre florescendo
sem nenhum alarde,
quando para mim
o seu sorriso se abre.


...


Rhododendron Jawa
colorindo o caminho,
Enquanto o teu amor
não vem ao meu destino.


...


Begonia Berjalur sublime
florescendo em reverência
a Deus por tudo o quê existe,
Só sei que não sou diferente
e para sempre serei reverente.

Novembro de Pombeiro em flor,
encantamento com a chuva
molhando a terra com amor,
Não é preciso buscar nenhum
tipo de validação externa,
Quem ama esta terra
não a trata como opção
e nem pensa em substituição,
Falta aprender a olhar
com compromisso e coração.


(É sobre a nossa percepção).

Divina e dulcíssima aspiração
de querer conquistar o seu
fascinador e liberto coração,
Mania doce de insistir
em querer ser o seu amor.


Para nós o que nos cabe
é somente o pós-canônico,
Naufragar na delícia entregue
de ser o seu fadário irônico,
sensual e o mais romântico.


És o meu melhor enredo,
não somos uma aventura
e do amor não temos medo,
Porque este fogo-fátuo
é do interior brotado,
e amoroso indestrutível laço.


Para nós já está estabelecido
o neo-romantismo contemporâneo
do nosso amor latino-americano,
sem censura e sem nenhum engano.

Eu acho curioso como a gente vive numa época em que trocar de celular demora mais do que trocar de gente. O celular, coitado, ainda ganha capinha nova, película, limpeza de memória… já as pessoas, não. Travou uma vez, já vem aquele impulso moderno de deslizar pra próxima versão como se fosse atualização de aplicativo. E eu fico olhando isso tudo com uma mistura de riso e leve desespero, tipo quem percebe que o mundo virou um grande teste de paciência… e ninguém quer passar.


Porque ficar hoje em dia virou quase um ato subversivo. É tipo levantar uma bandeira invisível e dizer com toda a calma do mundo, eu não vou embora só porque ficou difícil. E veja bem, não é sobre aguentar qualquer coisa, não é sobre se anular, virar mártir emocional ou protagonista de novela sofrida das seis. É sobre escolher conscientemente continuar. E isso dá um trabalho que ninguém posta nos stories.


Tem dias em que amar parece simples, leve, até meio cinematográfico. Mas tem outros em que amar é quase administrativo. Exige organização emocional, revisão de expectativas, paciência digna de quem já enfrentou fila de banco em dia de pagamento. Porque não tem trilha sonora, não tem vento no cabelo, não tem cena em câmera lenta. Tem só duas pessoas tentando não estragar o que construíram com as próprias mãos.


E o mais engraçado é que a gente foi condicionado a acreditar que amor de verdade é aquele que faz o coração disparar o tempo todo. Sendo que, sinceramente, se for assim o tempo inteiro, talvez seja mais caso de ansiedade do que de romance. Porque amor mesmo, esse que dura, ele se parece mais com um sofá confortável do que com uma montanha-russa. Não impressiona à primeira vista, mas sustenta o corpo quando a vida pesa.


Escolher ficar é isso. É olhar pra mesma pessoa, com os mesmos defeitos já conhecidos, com as mesmas manias que às vezes irritam, e ainda assim pensar, eu prefiro construir aqui do que começar do zero com alguém que ainda nem sei como vai me decepcionar. Porque, convenhamos, todo mundo decepciona em algum momento. A diferença é se você vai embora na primeira rachadura ou se entende que relações não são porcelana, são mais tipo concreto… racham, mas também podem ser reforçadas.


E no meio desse mundo que valoriza o novo, o rápido, o descartável, permanecer virou quase um luxo emocional. Um tipo de coragem silenciosa que não dá curtida, não viraliza, mas sustenta histórias inteiras. Porque no fim, o extraordinário não é o começo cheio de fogos de artifício. O extraordinário é continuar quando os fogos acabam e sobra só a realidade… e mesmo assim, escolher ficar.


Agora me conta… você é do time que insiste ou do time que troca?

"Quando nasci, meu Criador veio a mim e disse: 'Fi-lo nada curioso, nada ciumento, nada descompensado. Quanto ao resto, resolva você mesmo!' (Continuo tentando lidar com o resto)."
Frase Minha 0089, Criada em 2006

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com