Textos em versos
É assim, quanto mais eu me sinto pronta pra vida, mais ela me abraça.
O compasso nunca foi tão certo.
O que era incerto já não existe.
Deixei pra trás.
Meus passos têm pressa.
Mas ao mesmo tempo eles correm devagar, mas com propósito, com direção.
Nunca fui tão exata como agora.
E também nunca fui tão grata.
O processo não é tão simples assim; regado de medos e infortúnios, as nossas estações são metamorfoses necessárias.
Não sei, de verdade, não sei quem vai estar comigo até o fim.
Quiçá, se estarei acompanhada ou só.
Mas de uma coisa eu tenho certeza: beijarei na testa todos aqueles que respeitaram meu florescer.
Até mesmo no meu outono particular, onde fui um pouco fria, indiferente, insegura e raivosa, eles estavam lá segurando minha mão.
Vendo minhas fraquezas sem duvidar da minha força.
É tão bonito olhar pra dentro, porque a gente não vê beleza em tudo, mas a gente vê a gente exatamente como a gente é, e, mesmo sabendo das imperfeições a gente sabe que as nossas raízes mais profundas, onde guardamos o DNA da nossa verdade, ali a gente é amor.
Sabe, eu acredito nisso que a gente sente. Eu acredito na simetria dos gestos e dos afetos que se perdem na infinitude do sentir.
Mas, acima de tudo, eu acredito na gente. Nesse formato bobo de gostar.
- Dorme bem!
- Você também!
Eu acredito na entrega sem reservas, no desejo mútuo.
- Me beija?
- Beijo!
Eu acredito nas palavras ditas com carinho e cuidado. E acredito no silêncio que afaga com o olhar.
Sabe, eu também acredito no medo. Medo de ser pouco. Medo de ser muito. Medo do medo só pelo medo.
E é assim, eu vivo de acreditar, que, é um dia de cada vez que faz o calendário inteiro. E aprendo, entre um oi e um adeus, que não adianta nada passar a vida regando cactos se a gente sabe que deles nunca vamos colher flores.
Mas eu só descobri isso depois que vi que o amor não é uma só estação, ele é feito de primavera, mas também de verão. E a gente precisa descobrir quem está disposto a suportar o nosso outono e o inverno, aí sim, a gente vê brotar a semente daquilo que vamos chamar de amor da vida da gente.
Eu nasci num recanto diferente
Onde a paz triunfante é quem comanda
Mas se a chuva não vem ela desanda
Da maneira que está ultimamente
Mas meu sangue é de um povo persistente
E ao invés de ficar desesperada
Digo a Deus; meu Senhor muito obrigada
Tenho orgulho daqui desse meu chão
Eu nasci na caatinga do sertão
Uma terra por Deus abençoada.
EU DISSE
Eu disse à você que sonho
estar ao seu lado.
Esta poesia eu a fiz de
madrugada, onde em sonho
contigo estava.
Se eu fosse postar o que faço
para você , encheria a minha
página de versos ,
todos teus.
Me inspiras tanto, que dessa
doce inspiração sairíam versos
ditos, não pelo pensamento,
mas pelo coração.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Soneto de Quando Morri
As quatro paredes deste quarto triste
Me sufoca de pavor e pena
Ao reviver a imortal e triste cena
Do morrer de alguém que ainda existe.
Eu, fora de mim, sou quem assiste
O pouco de vida que me envenena
Angústia e carga numa vida pequena
Beber o veneno e de viver desiste.
Vejo-lhe os olhos calar o peito
Urros e gemidos finda o efeito
E a dor é arrancada do íntimo fundo.
Trancou o livro da pouca sorte
Se despede da vida e abraça a morte
Encontrando a paz no desejo profundo
Metades - texto 3
E assim acordei tão sozinho
Feito bêbado caído na sarjeta
Uma réstia entrando na gaveta
Pássaro aluindo o seu ninho
Um pacote deixado no caminho
Encharcado de sereno e madrugada
Um capim nascido na estrada
Onde vida jamais passou por ela
O solo da cuíca na Portela
Uma porta trancando a entrada
O muro, cegueira arbitrada
Um olhar solitário na janela.
Eu gosto da presença
que não é por conveniência
Gosto da essência
Do abraço com cheiro de lar
Do elogio sincero repleto de afeto
Do coração que enxerga além
Eu gosto das palavras ditas
Quase despercebidas
Embevecidas nas entrelinhas
Gosto do toque na alma, do meu jeito de Flor
Gosto de todos os espinhos que trago comigo
Eu gosto da pegada exata
Do cheiro viril, do amor juvenil
Da maturidade, da resiliência
Da liberdade de ser quem eu sou!!!
julho 2022
Falhas de outono.
Três vezes bateram em minha porta.
Em todas elas, me neguei!
Na quarta me senti tão bela!
Cuja o tempo essência de Cinderela!
Mulher serei! ou já sou ?não sei!
As falhas de outono
Não me traz conforto
E por favor sua presença não !
Me inconformo o cômodo
De me ver refazer de novo
Para outros não ver a mulher!
.
Então lutei!
Para que veja a mulher que sou - ou -suor .
para parecer Para outros
o que eu eu já era Sempre serei !
A ! Letra A que revigora meu olhar ao pensar em uma letra que me tira o desconforto de ser e estar.
Me deixar levar pelo que pensam apenas pra corrigir e Ressaltar !
Que os olhares não são os mesmos lá fora !
Mas bato no peito e falo
~ EU SOU UM CORPO FORA!
Fora desse circulo!!
Mas no dia a dia exijo ser e estar no mesmo ciclo!
Para a vistas de outros
Reforçar
Que sou um outro corpo
Mas não deixo de me identificar !
Deste casulo já não sai borboleta esta! Sim!
Mariposa!
nem la nem ca!
E o mesmo imperfeito
Que carrega segredos
Mas ao mesmo tempo
Assemelha com outros
Nestas falhas de outono .
.
.
Foi tão embaraçoso
Más necessário !
Pra resistência do verão que sou agora
Cuja sou sol
brilha
Ate nos dias mas frios de outono .
SONHAR ACORDADO
Eu sonho quando acordado...
Um sonho no sono é ilusão!
E se quero ser agraciado?
O mantenho em sigilo, velado!
Só conto para o meu coração...
Se o sonho é atrapalhado?
E do foco, há a distorção?
Se o outro tem mau-olhado
O que diz no velho ditado?
A inveja trai, faz confusão...
Sonhar o que é idealizado...
E ter os dois pés no chão
Depois de o ter realizado?
Pode então ser divulgado
Sem conter a empolgação...
(SONHAR ACORDADO - Edilon Moreira, Dezembro/2018)
LINDA LUA
Encanta-me ver-te, ó Linda Lua!
Na noite que sou-te confidente
E na beirada do mar mas sem rua
A recebo num brado: Que presente!
Eu, amarelo em fé, sem rosário...
Sob teu claro... Luz de magia!
E o lanças no belo cenário
Das águas de sal da baía...
Não partes assim... Tão depressa...
Se ficas? Traz calma que alivia
A felicidade não sai com pressa
Quando se tem boa companhia...
Ah! Linda Lua... E em tudo atua...
E vens... Para dar-me, certo recado
- Ter pranto nåo é fraqueza tua
- É risco emotivo desperdiçado...
(LINDA LUA - Edilon Moreira, Abril/2016)
Mulher e poesia
são formas de arte;
a poesia é estática,
livre ou métrica,
enquanto a mulher
tem liberdade
de movimento;
a poesia tem ritmo,
a mulher desfila;
a poesia tem versos
livres ou rima,
a mulher tem falas
que nunca terminam,
mas a poesia é mulher,
é substantivo feminino.
O nublado de lágrimas
De quem lhe amou
Afogou a luz
E o som de sua risada
Foi, perdendo o volume
Dando lugar ao luto.
Rezo a xangô que tuas lembranças.
Sejam Vagalumes florescendo
O amor dentre as pessoas, descoloridas
Que perderão o matiz
Desda partida de seu astro-rei, (Preto).
Olúwa gun báabo igbó elefá l' órísá,
olúwa gun báabo igbó elefá nú ebó.
Kawó-Kabiesilé
Caminho a cada momento Olhando
O chão das ruas
Admirando suas cicatrizes.
Lendo as histórias deixadas por pegadas:
Quê sobre à terra partilharam intimidades.
Lágrimas derramadas dentre
Sorrisos rotineiros em orvalho
Transvestidos em lama
Aonde anônimos contextos
Ao pisar em terrenos alheios:
Deixaram seus, pequenos pedaços!
Junto as lembranças de tua partida.
Cinesia da vida
Vivo entre o caos e a poesia
Navegando entre a tormenta e a maresia
Ontem eu era noite, hoje sou dia
Mas amanhã quem sabe? Eu seja uma heresia
Servindo à vida com cortesia
Aproveitando a euforia e a ousadia
Enquanto aguardo o fim da minha estadia
Nesse mundo, meio fantasia.
Ela mexe nos cabelos com tanta graça que não quis fazer mais nada naquele momento, senão observá-la. Era quase um gozo vê-la, graciosamente, tocando seus cabelos... a delicadeza de um gesto, coisas simples, naturais, mas com a elegância de mulher, de menina...
Fiquei, então, com uma vontade sublime de traduzi-la em versos e desenhar suas curvas no coração da poesia.
embalado pelas batidas do coração...
que feliz derrama de si o vinho da arte ...
luz das estrelas..
brilho do olhar da amada...
alegria dos anjos...
deleite dos sabios ...
deixa o beijo de meus versos
seu coração beijar...
e saberá como os anjos..
o mistério do cintilar das estrelas...
do calor do Sol...
e do amor que a Lua lhe dedica...
Poesia pra esperar a chuva
Jeran Del'Luna - Gypsy Heart
Eu, sou a voz da angústia
O despertar da dor matinal
Dentes cariados ao amargor
Ao abrir os olhos sinto-me vago
Como um pote de doce vazio
Desligo o despertador no imediato
Momento que me, vejo vivo!
Bem no fundo dos seus, olhos
Suas dores descansaram
Pois, Se durmo morro
Acordado continuo dormindo.
Deixa eu amar
seu corpo
Enquanto você,
abusa do meu emocional
A depressão habita
Olhos cinzas
Martírio aos iletrados
Poético aos escritores
Eu, sou um camaleão
Que em meio a chuva
Se camuflar
Para contemplar a dor
Meus, destroços
Foram varridos para o tapete
Deixe suas, mágoas em mim
Feito poeira pisoteada
Odor pornográfico da angústia
Excita os fracassados.
Debruçada na avenida
A saudade se manteve
Firme enquanto agoniza
Pelo teu, calor
Dores são apenas Afago
Em meus, fones de ouvido
A voz doce da melancolia
Sinto que Amar alguém
É como se matar
Aos poucos para caber o outro
E Se encaixar com outra rotina
Apaixonar-se te cega a retina
Enquanto Golpeia os sentidos
Maldito será o homem
Que não sofrerá por amor.
construí a minha vida num barco de ilusões, o barco naufragou e levou para o fundo do oceano as minhas esperanças.
Acordei e percebi que os versos não são compreendidos, os gestos não são notados.
Caminhei pela calçada, cansada sentei.
senti as lágrimas rolarem pelo meu rosto e a tempestade surrar o meu corpo.
Olhei para o lado e vi a vegetação se recuperar do longo período de seca.
Entendi que embora haja dor, ainda há esperanças.
