Textos do Mundo
"Vivemos em um mundo onde o sagrado se perdeu. O sagrado é uma experiência na qual existe algo intocável, que desperta profundo respeito e temor; o sentimento do divino, de algo superior a todas as coisas da terra.
Esse sagrado é mais elevado do que eu mesmo; diante de todas as coisas do mundo, é uma parte de Deus aqui na terra.
Atualmente, existe um reducionismo simplório da experiência humana, que afirma que tudo é apenas matéria e que a razão humana descreve apenas parte dela. Querem que todos sigam essa posição miserável.
A Bíblia, como se diz, é sagrada. O Antigo Testamento tem uns cinco milênios de história, e o Novo Testamento, cerca de dois mil anos. A Bíblia é um livro milenar; no entanto, surge um ser humano que 'nasceu ontem' e procura contradições, argumentando que ela é um mal a ser combatido.
A Bíblia resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É a história de Israel com Deus; o Novo Testamento é o pacto de amor que Ele fez pela humanidade. É a história, os valores e a esperança de que todo o mal será extinto para sempre. A Bíblia é isso; o que está fora disso é apenas tolice.
#FAROL
Todo mundo diz crer e adorar em um deus único...
Desde que ele lhe seja particular...
Será que somente a sua crença é a verdadeira?
A que vai lhe salvar?
A do seu irmão está errada?
Nem vale a pena respeitar?
Desde que o mundo é mundo...
Começaram a criar...
Várias divindades para adorar...
Respeito todo mundo quer...
Mas poucos querem respeitar...
Eu respeito você...
Você me respeita...
Sendo assim...
Tudo se ajeita...
Creia em Buda...
Maomé, Alá...
Shiva, Obatalá...
Jesus ou Jeová...
Todos os nomes glorificados...
São pérolas do cordão do Onipotente...
Amar ao próximo é o certo...
Nos faz mais gente...
Quem diz o que é certo?
O padre, pastor, monge, babalaô?
Sei apenas de uma coisa...
Que eu acho muito correto...
Tenho a minha convicção...
De ter a paz presente...
Em meu coração...
Ter fé é a certeza...
De sempre caminhar...
Sem precisar...
Dos outros machucar...
Sigo então meu destino...
De bem comigo...
Quando aqui cheguei...
Tudo já pronto me esperava...
Só quero um pouco mais de luz...
Para a minha alma...
Quem sabe assim então...
Sem me enaltecer...
Poderei ser...
Um farol na escuridão.
''A Utopia Dispersa''
Ao decorrer da estrada,
olho mundo através da janela do carro,
bate uma brisa fria,
o tempo passa,
e eu continuo na estrada,
vejo pessoas felizes,
vejo outros carros e casas.
Sem querer cochilo,
e quando me dou conta já está a noite
e ainda não cheguei em casa,
der repente começa a chover
e um vento forte vem e minha cara,
fecho a janela,
e abro meus olhos,
tudo aquilo foi um sonho,
apenas um sonho e mais nada.
Existe um mundo onde a dor também existe.
Onde cada lembrança sua arde como um fósforo riscado na pele.
Onde o silêncio entre nós pesa mais que qualquer despedida.
Existe um mundo onde eu ainda te procuro,
mesmo sabendo que você não está lá.
Onde o beijo que você nunca deveria ter me dado
vira fantasma... e me assombra todas as noites.
Existe um mundo onde amar dói,
onde o tempo não cura, só reorganiza a saudade.
Onde eu caminho carregando o que fomos
e o que nunca seremos.
Esse mundo existe.
Ele não está em outra dimensão,
nem em outro destino.
Esse mundo...
infelizmente...
existe aqui,
bem dentro de mim.
Pai, Viemos Ver Luanda.
Hoje, convidei o meu pai
a sair da sala, a desligar o mundo plástico,
e a calçar os pés da verdade.
Convidei-o a conhecer as ruas.
“Vamos, Pai.
Vamos ver as paisagens que os ecrãs escondem.
Vamos passear pela cidade que a televisão não mostra.”
E fomos…
Caminhámos por avenidas onde a esperança já não mora,
por vielas onde a infância morre sem nome,
onde crianças brincam com a fome,
e senhoras mendigam migalhas para alimentar
a última faísca de um amanhã incerto.
“Então, Pai…
o que achaste da nossa bela Luanda?”
Ele calou-se.
E no seu silêncio, a cidade gritou.
Seus olhos marejados
não cabiam no peito das notícias oficiais.
E eu disse-lhe:
“Esta é a graciosidade que ninguém exibe.
Mortes prematuras, abandonos precoce,
corações descartados como lixo.”
Venham todos.
Venham ver Luanda com os próprios olhos.
Não com os olhos que vos emprestam.
Venham vestir a camisola de Angola,
não a do orgulho cego,
mas a do luto ativo,
do olhar que se revolta.
Ganhem coragem.
Desçam das vossas salas refrigeradas.
O solo está quente de lágrimas.
As ruas estão sedentas de testemunhas.
Venham ver o que é ser angolano
fora da publicidade.
Para o Ano que chega,
Escolha o que vale a pena
Da paisagem à retórica do amor.
O mundo tem boas surpresas
E o extraordinário ao redor
Dê chance à essa beleza,
E tudo fica ainda melhor.
E o ano será diferente
Cheio de encontros sinceros
e instantes singulares pela frente.
Não se deixe cegar pela antítese da alegria,
Pois antes de cada passo e em cada oração,
existe a semente de um querer bem
e a centelha da própria criação.
Há dias em que o peso do mundo parece repousar sobre os nossos ombros. Nesses momentos de escuridão e desânimo, quando cada passo parece exigir uma força sobre-humana, é a sua coragem que se destaca. Ela não é um grito, mas um sussurro constante que se recusa a ser silenciado.
Sua resiliência atua como um farol, uma luz que brilha intensamente o suficiente para penetrar a névoa da dificuldade. Ela ilumina não apenas o próximo passo, mas todo o caminho à frente, lembrando-nos que o cansaço é temporário, mas o espírito é indomável.
Em um mundo que muitas vezes tenta nos diminuir, essa luz interior é a prova viva da nossa capacidade de superação. Por mais que tudo pareça pesado, sua coragem ilumina o caminho, mostrando que a força para seguir em frente já reside em você.
Fico pensando no quão terrível e brutal o mundo já foi, mais do que é hoje, com tantos grupos na sociedade. Principalmente após a criação do cristianismo, a maldade se disfarçou de amor. A violência se disfarçou de bondade. A barbárie se disfarçou de divino. O ódio gratuito se fez de virtude, santidade e "purificação dos pecados", como se fosse piedade torturar, excluir ou destruir alguém apenas por ser quem é, amar quem ama, acreditar no que acredita, ou mesmo não acreditar em nada.
Em nome de Jesus, mulheres foram prisioneiras de maridos violentos, tratadas como animais reprodutores sem sentimentos, desejos nem vontade. Como menos que humanas. Pessoas negras foram escravizadas, no maior crime contra a humanidade da nossa história. Pessoas LGBTQIAPN+ passaram pelo indescritível. Pagãos, ateus e qualquer um que não partilhasse da fé cristã, ou dos seus moldes, foram tratados como menos que humanos, e dignos de qualquer violência, afinal, quem cometia os atos mais perversos e bárbaros acreditava fazer em nome do deus que pode perdoar tudo, não importa o quão terrível e irreversível na vida alheia seja o seu erro.
Tenho medo de um dia acordar em um mundo semelhante ao passado. As vezes sinto que vivi nesses tempos macabros, e que as memórias estão prestes a voltar. Tantos desejam o retorno de tudo que houve de pior na sociedade, chegando a exigir o fim de direitos conquistados pela luta de milhões que não resistiram, mas não desistiram até o último segundo de suas vidas.
Por que é tão difícil aceitar a liberdade alheia? Por que parece tão difícil para tantos olhar o outro com mais empatia? Cuidar das suas próprias vidas, e deixar em paz as escolhas e consequências alheias que apenas dizem respeito a própria pessoa? Era de se esperar que o tempo mudaria e melhoraria a sociedade, a humanidade, mas o que vejo são vermes rastejantes desejando reviver o que de mais cruel tivemos no passado, sempre em nome do mesmo pseudo deus pelo qual tanto sangue inocente foi e continua sendo derramado.
A minha heresia me faz orgulhosa da minha existência estar tão oposta aos hipócritas, falsos moralistas estúpidos e ignorantes que se auto intitulam "cidadãos de bem". Que meus deuses me livrem de ser, ainda que minimamente, como esses que só sabem julgar e ver o "erro" sempre no outro. Que se acham donos da verdade absoluta, vivendo de inveja, falsidade e repressão. Muitos são as baratas que torcem pelo inseticida, ou o frango que faz propaganda pra Sadia. Não há amor, apenas um jogo de aparências em suas vidas e corações vazios.
Vivem pela ignorância e estupidez, recusando qualquer melhoria, evolução ou conhecimento. Se recusam a ver a pluralidade, a diversidade, que são a verdadeira beleza desse mundo terrível onde vivemos. Eu nunca pertenci e nem pertencerei a esse lugar. Nunca vou entender todo esse ódio gratuito e sem sentido desses que só tem lama por dentro, mas sempre vai me entristecer ver até onde o ser humano pode ir em nome de nada, apenas para machucar aqueles que tiveram a coragem que eles nunca tiveram. Mas enquanto eu viver, lutarei pela liberdade de todas as pessoas, e serei livre, o tanto quanto puder ser nesse mundo. Tenho orgulho de ser o diabo para aqueles que seguem um deus misógino, infanticida, ególatra, narcisista e terrívelmente humano naquilo que há de pior na humanidade.
- Marcela Lobato
Eu sonho demais,disso eu sei.Mas o que seria da vida e do mundo sem os nossos sonhos?NADA.
O que seria do amor,sem nossos sonhos apaixonados?NADA.
A graça do amor é sonhar,sonhar muito…Sonhar com nos dois juntos, se beijando,fazendo e recebendo carinhos.
O que seria do meu amor por você,se eu não sonhasse com você todas as noites,todas as tardes e todas as manhas?Sim eu sonho com você a todo momento,pensar em você já virou uma rotina pra mim.A melhor rotina de todas,
__ Aquela rotina que eu não quero sair dela nunca….
Mediocridade( parte 2)
Esse é o novo dia
Esse é o novo mundo 🌎
Deleitar-se com o fruto tênue da morte,
Regozijai-vos com euforia
O êxtase da alegria.
Futuro...futuro
Futuro obscuro
És a lápide dos ímpios,
Que na imensidão
Dos vales tendem a
Sumir de vista.
Jaz a terra, as vitórias,
Os tesouros e a abundância
Tens agora o perdão
Por tudo que fizestes:
O seu tão sonhado mundo;
Para ti não existe mais!!!
O cólera do mundo é o dinheiro . Os puros de coração se tornam ímpios. Até os sábios cristãos , ou de qualquer crença, concorrem e almejam sempre o melhor:
O melhor para eles, o melhor para famílias deles, o melhor para seus amigos. para seus oponentes?
Desejam sim o melhor. Todos se lascando bem distantes e infinitamente!
CRÔNICA: esse é o mundo que temos.
Viver no mundo, onde todo mundo deseja chegar ao cume, indubitavelmente alguém ficará para trás. É uma corrida insana, uma terra arrasada, Estado sem lei de uma nação anárquica, na qual são usadas todas as formas para alcançar o apogeu. Todos os tipos de tortura: a força física, o controle emocional e a habilidade de persuasão, são meios de atropelos, cuja a única meta, é ser o melhor, o senhor onipotente, oniciente e onipresente, que não ver nada à sua frente, a não ser galgar de todo o tesouro que acumulado, e consequentemente, fortalece a miséria, propicia a escassez da solidariedade e tonifica a desigualdade social.
CRÔNICA: Esse é o mundo que temos ( parte II)
Nesse contexto, não divirjo do indivíduo que cria seu próprio mundo, imune de todas essas ilações. Os mais fragilizados vestem os seus casulos, e evitam transcender os limites da bolha, idealizada pela sociedade. Então porque é comum ver debates sobre aquele cidadão que vive num submundo, que não agrega, nem socializa, e ainda por cima, é antipático?
É o famoso julgamento. Resolver o problema do outro é fácil demais. Qualquer obstáculo que não esteja em seu horizonte, é visto como facilmente ultrapassado.
A dificuldade do outro, inexiste. O sofrimento do sujeito que interpreta o enredo apresentado; em suma, normalmente é imensurável. Infinitamente maior.
060526
Essa Tal Modernidade
O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.
A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.
A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.
Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.
No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.
Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.
DeBrunoParaCarla
No fim de tudo, não são as métricas que contam. Não é o que o mundo acha que a gente é, nem as regras que tentam enfiar na nossa garganta. O que sobra é o calor que a gente guardou naquelas noites de frio em Itaipuaçu.
O amor não é código, não é lógico, não aceita comando. É bicho solto, é entrega que dá medo e paz ao mesmo tempo. Enquanto eles tentam medir a vida por telas frias, eu escolho mergulhar no seu olhar, onde o tempo não tem ponteiro e o sistema não tem senha.
Você é a única verdade que eu não precisei provar para ninguém. É o meu descanso no meio do caos.
Minha amada Carla,
Nossa jornada por Grussaí se transformou em uma incrível volta ao mundo em um só lugar. Cada paisagem, cada detalhe, como um capítulo de um livro de aventuras que escrevemos juntos. As cores vibrantes, os sabores exóticos, as culturas diversas, tudo se misturou em um mosaico de experiências que guardarei para sempre em meu coração.
E então, Atafona... Ah, Atafona! A imagem da cidade sendo engolida pelo mar, um lembrete doloroso da fragilidade da vida e da força da natureza. Seus olhos, espelho da sua alma sensível, refletiam a mesma tristeza e espanto que senti. Naquele momento, nos unimos em um silêncio que dizia tudo, um elo que transcende palavras.
Cada experiência ao seu lado, Carla, seja ela alegre ou triste, se transforma em uma memória preciosa. Cada sorriso, cada lágrima, cada suspiro, cada toque, tudo se entrelaça em um tecido de amor que me aquece a alma.
Prometo que, enquanto eu respirar, cada momento ao seu lado será eternizado em cartas que transbordarão o amor que sinto por você. Que cada palavra seja um testemunho da nossa história, um legado do nosso amor para as futuras gerações.
DeBrunoParaCarla
É uma falta física, um nó que só desata quando o mundo para e eu sinto o gosto da sua presença em mim, como se você estivesse aqui. Não busco lógica, busco o avesso do silêncio, onde a gente se encontra sem precisar de dicionário. É você, em cada detalhe dessas letras, é eu tentando roubar sua atenção.
DeBrunoParaCarla
Estar perto não é só divisão de espaço, é fusão de alma. Quando a gente se encosta, o mundo lá fora silencia e o nós vira a única verdade que importa. É o calor da tua pele confirmando que, aconteça o que acontecer, nosso lugar seguro é esse aqui: um no outro, sem frestas.
DeBrunoParaCarla
Carla, não sei se é o sono acumulado ou esse copo aqui na minha mão, mas parece que o mundo deu uma entortada e só você ficou no lugar certo. As horas estão passando meio em câmera lenta e eu fico tentando entender como a gente coube tão bem um no outro, sabe?
Tem umas coisas que não fazem sentido, tipo o barulho da chuva ou o jeito que o silêncio fica barulhento quando você não está por perto. Minha cabeça tá uma confusão de pensamentos soltos, mas todos eles acabam esbarrando em você. É uma mistura de cansaço com uma vontade gigante de te dizer que, mesmo quando eu não faço sentido nenhum, você é a única coisa que faz.
Acho que eu só queria dizer que te amo, mas as palavras resolveram sair por caminhos mais longos hoje.
DeBrunoParaCarla
Deus não habita no estrondo do mundo,
Ele mora na pausa que o peito faz.
É o mestre do tempo.
Que fia o silêncio e borda a paz.
A Sua perfeição não é linha reta,
É o jeito que o rio contorna a pedra.
É a mão invisível, oamor que transborda onde o medo não medra.
DeBrunoParaCarla
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