Textos do Mundo

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O olhar verdadeiro e o sorriso mole de uma menina-mulher que, mesmo sabendo como o mundo funciona, ainda busca ser inocente e sonha grande com esperança.

Dizem que a mulher tem no olhar o brilho de uma estrela. Já as mães têm uma constelação inteira.

A arma mais poderosa de uma mulher não é a espada nem a faca: é o olhar!

Menina-mulher...
Sorriso de menina, olhar de mulher.
Tão bonita é a menina, que já sabe o que quer.

O amor ensina você a ser a menina inocente
Ou a mulher experiente.

A beleza de uma mulher é feita pelo seu sorriso e pelo seu olhar.

Alexandre Sefardi

AMOR QUE TRANSBORDA NO SILÊNCIO


Vivo ao lado de alguém que me chama
pelo nome que o mundo conhece,
cumpro rituais de um amor que repousa,
mas meu peito… esse nunca esquece.


Ele busca outro olhar na distância,
outra voz que não ecoa aqui,
um sorriso que mora na ausência
e insiste em não me deixar partir.


Divido a vida, a mesa, o abraço,
mas o coração, teimoso, não se divide:
segue correndo por caminhos proibidos,
onde a tua lembrança ainda vive.


No toque que recebo, penso no teu,
no beijo que dou, sinto faltar o teu jeito,
e a culpa abre fendas no peito
que só tua presença fecharia, talvez.


Não é desamor o que me habita,
mas um amor que nasceu fora do tempo,
um incêndio que não pedi pra acender,
mas agora que arde… só me resta o silêncio.


E sigo assim, entre o dever e o desejo,
entre o abraço que tenho e o que sonho,
amando em segredo aquilo que nunca tive,
mas que, em mim, já se tornou um reino.

AS 4 PONTES DA ALMA: DA DOR À EVOLUÇÃO


Quando o cansaço bate e a tristeza aperta, o mundo parece se limitar ao tamanho dos nossos problemas. Mas a nossa mente guarda o poder de construir caminhos onde antes só existiam muros. Para sair da estagnação e alcançar a vitória, precisamos atravessar quatro pontes reflexivas:


1. A Ponte do Acolhimento: É a porta aberta para aceitar que o cansaço não é fracasso. É o momento de recolher as forças e validar a própria dor sem julgamentos. O alívio nasce aqui.




2. A PONTE DO LEMBRETE: É o despertar da imaginação. O cenário atual pode ser difícil, mas ele é limitado. A sua capacidade de projetar um amanhã diferente é infinita. A esperança se renova.


3. A PONTE DA AÇÃO: O caminho rumo ao topo. Não se vence com saltos gigantes, mas subindo um degrau por vez. "Sempre é hora de aprender". Cada passo pequeno é uma vitória real sobre a estagnação.


4. A PONTE DA EVOLUÇÃO: A verdadeira libertação. É olhar para trás e perceber que a tempestade não te destruiu, mas te deu sabedoria. Você se alinha com o universo e assume o papel de mestre da sua própria história.


Que hoje você encontre forças para cruzar a sua ponte atual e abrir a próxima porta.


🚪 4 Passos para se erguer nos dias difíceis:
🔄 Acolha: Aceite o seu cansaço, ele faz parte da cura.
💡 Imagine: A realidade atual é limitada; sua mente é infinita.
👣 Ame o processo: Cada micro-passo já é uma vitória.
✨ Evolua: Use a tempestade antiga como sabedoria para o amanhã.Repita com convicção o seu mantra de hoje:"Eu acolho o meu momento e descanso o meu cansaço. Lembro que a minha mente é livre para imaginar um novo amanhecer. Cada passo que dou hoje constrói a minha vitória. Eu liberto o meu passado, abraço o universo e evoluo." 🙏🏼❤️🤍🖤🇾🇪✨




John Rabello de Carvalho

A Musa e as Telas
O mundo é realmente vasto...
Um mundo imperfeito. E é por isso que a beleza que tanto busquei,
Eu finalmente encontro em você.


Mas, e quanto ao medo de perder?
O que acontecerá com a beleza que me acostumei a apreciar?
Eu não quero perdê-la.
Mas as estrelas são severas com os nossos destinos...


Talvez eu entregue a minha própria essência, o meu último fôlego,
Apenas para não a perder.
Porque, em um mundo sem nada para amar,
A própria vida se torna um exílio, um peito sem lar.
Sem aconchego. Sem amor para transbordar.


O lápis restará parado no tempo...
E as telas, aos poucos, mofarão no escuro.
Pois, sem a minha maior beleza...
Como poderei voltar a pintar?

Este mundo vai se acabar


Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conhecimento da sua Natureza. Os materiais usados serão mínimos, ampliados pela imaginação, que será usada por todos para criar, através da arte, um mundo que realiza a sua beleza. Assim, só haverá Um. A doença da cobiça se findará e o dinheiro não será mais sinônimo de culpa e auto sabotagem. Apesar dos seus inúmeros defeitos, as pessoas encontrarão um denominador comum que as una, fazendo que parem de competir e se voltem ao apoio de todos por todos, acabando a inimizade recíproca. Isso é difícil de acontecer, mas é inevitável, sob a pena de não haver mais humanidade.

Leve


No mundo, todos podem ser poetas. Vão produzir poesias com ideias comuns, como são as pessoas comuns, que nunca se aprofundaram nas rimas. Isso eu pensava sentado à mesa do bar, comendo um bolinho de batata, acompanhado de um suco de melancia. Existiria uma situação mais adorável? Eu tentava, em vão, me convencer de que havia algum motivo para que eu saísse dali e fosse para casa. Em outro lugar, em qualquer lugar é a mesma coisa: onde eu estou é a perfeição, não há a necessidade de esse ir e vir interminável. É aqui que eu estou, carregando a minha felicidade para toda parte.

A ponte do arco-íris


Visitamos em sonho o mundo das formigas, onde não há o sexo. As formigas se recolheram, mas daqui a dois anos vão voltar e, através da ponte do arco-íris, Bifrost, vão chegar à Terra e instalar um reinado de trilhões de seres, aniquilando toda outra forma de vida. Não há escapatória, mas os homens tentarão de tudo para descobrir um modo de sobreviver. As espaçonaves ainda não estão prontas, e a única maneira é lacrar a ponte com aço e lutar.

Entidade fantasmagórico espectral


Não existe o lixo, existem coisas fora de lugar. O mundo pede que o coloquemos na ordem correta. A felicidade está em enxergarmos o conjunto que surge se nos detemos nas pequenas unidades. Alguém que eu não posso ver sorriu para mim atrás dos livros da estante.

Destino Não É Acaso


Diante dos meus olhos, o mundo virou de novo.
É estranho como tudo muda tão rápido… ontem eu era uma versão de mim, hoje já sou outra — moldado pelo tempo, pelas dores, pelas escolhas… e principalmente pelo amor.
A vida é imprevisível, sempre foi.
Ela tira, ela devolve, ela confunde…
Mas, no meio desse caos bonito, ela sempre encontra uma forma de nos colocar frente a frente outra vez.
Entre idas e vindas, quase despedidas e reencontros improváveis, eu aprendi uma coisa:
quando é verdadeiro, não se rompe — se transforma.
Não sei se é bênção ou se é prova.
Só sei que cada vez que a gente se reencontra, a gente volta diferente… mais maduro, mais forte, mais consciente do que sente.
É como se o destino dissesse: “Ainda não acabou. Ainda não é o fim.”
Talvez eu seja o incerto que nasceu pra provar que pode dar certo.
Talvez o amor não seja sobre estabilidade imediata, mas sobre resistir ao tempo, às dúvidas e ao mundo que gira rápido demais.
E no meio dessa mudança toda, eu encontrei alguém que me ama no máximo. (YOU)
E isso não é pequeno.
Isso não é comum.
Isso é raro.
Se for pra ser luta, eu luto.
Se for pra esperar, eu espero.
Se for destino… então eu abraço.
Porque fugir do amor nunca foi minha especialidade.
E, se for você, eu escolho ficar.

EU! MEU MUNDO.

Eu tenho o meu caminho,
Meu jeito de compreender,
Vejo o mundo diferente,
Mas também sei perceber.

Nem sempre encontro palavras
Pra dizer o que senti,
Mas meu coração conversa
Com tudo que existe aqui.

Eu vejo a luz da manhã,
O desenho do luar,
O canto dos passarinhos,
O vento vindo brincar.

Gosto daquilo que acalma,
Que me traz conforto e paz,
Dos rostos que me acolhem
E do carinho que satisfaz.

Meu sorriso é uma ponte
Que vai do peito ao olhar,
Mesmo quando fico em silêncio,
Tenho muito a revelar.

Olho fundo as pessoas,
Como quem quer conhecer
Os segredos que se escondem
No simples jeito de viver.

Vejo beleza nas coisas
Que muitos não vão notar:
Uma folha que balança,
Uma nuvem a passar.

Tenho o meu próprio universo,
Meu tempo e minha canção,
Um mundo feito de afetos,
Sensações e emoção.

Se às vezes pareço distante,
Não pense que estou sozinho,
Pois carrego dentro da alma
Muitos jardins de carinho.

Eu sou feito de ternura,
De esperança e de calor,
E guardo em cada sorriso
Uma semente de amor.

Meu mundo é grande e bonito,
Mesmo sendo singular,
E quem entra com respeito
Sempre encontra um bom lugar.

Porque eu vejo, eu sinto,
Do meu jeito, sem igual.
Sou um jovem, sou um sonho,
Sou humano, sou especial.

Eu! Meu Mundo.
Um universo inteiro a florescer,
Onde o amor é a linguagem
Que todos podem entender.

Em homenagem a Guilherme Negreiros

[O primeiro raio de sol que cruza a janela]


A caridade
só pode existir,
num mundo
que abandonou
a solidariedade.


Numa sociedade
solidária,
existe justiça social,


equidade, humanismo,
compaixão engajada,
equilíbrio horizontal.


Não há espaço
para personagens
caridosos


e ninguém precisa
das migalhas
de seres benevolentes
e superiores.


09/06/23
Michel F.M.

[Boa e Velha Selvageria]


Eles querem
adestrar todo mundo,
querem todos
mansos e humildes;


risadinhas,
aplausos e brindes;
risadinhas,
aplausos e brindes;


mas nosso espírito
é indomável
e não se dobra
com palavras vazias.


Só podemos
prometer a eles,
nossa boa e velha
selvageria.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

A Sala de Aula do Mundo Moderno


Outro dia me peguei pensando em como a escola mudou.


Não falo apenas das lousas digitais, dos computadores, dos aplicativos ou dos celulares que hoje parecem extensão das mãos dos alunos.


Falo das pessoas.


Dos comportamentos.


Das responsabilidades.


E, principalmente, da forma como passamos a enxergar educação.


Pertencente a uma geração que aprendeu que nem sempre a vida diria "sim", confesso que às vezes me sinto um turista perdido visitando o admirável mundo novo.


Hoje tudo parece delicado.


Tudo parece urgente.


Tudo parece motivo para preocupação.


Uma palavra mal colocada vira trauma.


Uma crítica vira perseguição.


Uma cobrança vira opressão.


Um conselho vira ofensa.


E o simples ato de contrariar alguém pode ser interpretado como um atentado contra a felicidade universal.


Não estou dizendo que os problemas emocionais não existam.


Eles existem.


E merecem atenção, respeito e tratamento sério.


Mas também me pergunto se, em alguns casos, não estamos transformando dificuldades normais da vida em diagnósticos automáticos.


A tristeza virou doença.


A frustração virou síndrome.


A ansiedade virou identidade.


E a responsabilidade, curiosamente, parece ter desaparecido da conversa.


Muitos pais, sobrecarregados pelas próprias rotinas, acabam transferindo para a escola funções que antes pertenciam à família.


Esperam que a escola eduque.


Ensine limites.


Corrija comportamentos.


Resolva conflitos.


Forme caráter.


Desenvolva valores.


Enquanto isso, o professor recebe mais uma missão para sua coleção já bastante extensa.


Porque o professor moderno não é apenas professor.


Ele é educador.


Mediador.


Conselheiro.


Psicólogo informal.


Assistente social improvisado.


Pacificador de conflitos.


Especialista em tecnologia.


Preenchedor de relatórios.


Participante de reuniões.


Executor de projetos.


E, quando sobra algum tempo, tenta ensinar a matéria.


A escola de antigamente tinha seus defeitos.


Muitos.


Mas existia uma compreensão mais clara sobre papéis e responsabilidades.


Hoje, frequentemente, o professor precisa justificar uma nota, uma advertência, uma cobrança e até mesmo uma orientação pedagógica.


A autoridade tornou-se suspeita.


A disciplina tornou-se questionável.


E a exigência acadêmica muitas vezes parece competir com uma cultura que valoriza resultados rápidos sem esforço proporcional.


O mais curioso é que aqueles que raramente entram numa sala de aula costumam ter opiniões muito firmes sobre o trabalho de quem está lá todos os dias.


— Professor reclama demais.


— Tem muitas férias.


— Trabalha poucas horas.


Quem diz isso normalmente vê apenas o horário da aula.


Não vê as correções.


Não vê os planejamentos.


Não vê os relatórios.


Não vê os cursos.


Não vê as formações.


Não vê as noites preparando atividades.


Não vê os finais de semana organizando conteúdos.


Não vê a exaustão silenciosa acumulada ao longo dos anos.


E, principalmente, não vê o desgaste emocional.


Porque ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento.


Ensinar é lidar diariamente com expectativas, conflitos, desafios e realidades completamente diferentes.


Há professores que chegam em casa carregando problemas que não cabem nos livros didáticos.


Problemas de alunos.


Problemas de famílias.


Problemas do próprio sistema.


Falando em sistema, este merece um capítulo especial.


A cada ano surgem novas plataformas.


Novos formulários.


Novos procedimentos.


Novas exigências.


Novas metas.


Novas estatísticas.


Novos indicadores.


Parece que tudo muda.


Exceto aquilo que realmente deveria melhorar.


E assim o professor segue.


Preenchendo documentos.


Participando de reuniões.


Atualizando sistemas.


Respondendo questionários.


Enquanto tenta encontrar espaço para aquilo que deveria ser o centro de tudo: ensinar.


O resultado é um profissional cada vez mais cansado.


Mais pressionado.


Mais responsabilizado.


E, muitas vezes, menos valorizado.


Ainda assim, algo impressionante acontece.


Apesar de todas as dificuldades, milhares de professores continuam entrando em sala de aula todos os dias.


Continuam acreditando.


Continuam tentando.


Continuam explicando pela décima vez o mesmo conteúdo.


Continuam incentivando quem quer aprender.


Continuam estendendo a mão para quem precisa.


Continuam lutando contra a maré.


Talvez porque saibam de uma verdade simples.


Sem professores não existem médicos.


Não existem engenheiros.


Não existem advogados.


Não existem cientistas.


Não existem administradores.


Não existem governantes.


Não existe profissão alguma.


Todas passam primeiro pela carteira de uma sala de aula.


Por isso, quando alguém pergunta se ainda existe solução para a educação, respondo que sim.


Mas ela não nascerá de um único decreto, de uma nova plataforma ou de mais um discurso otimista.


Ela surgirá quando família, escola, sociedade e governo compreenderem que educar é uma responsabilidade compartilhada.


Até lá, o professor continuará fazendo o que sempre fez.


Entrará em sala.


Respirará fundo.


Abrirá o diário.


Preparará a aula.


E seguirá tentando iluminar caminhos.


Mesmo quando o próprio caminho parecer cada vez mais escuro.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

existência.

viemos ao mundo sozinhos e sozinhos iremos morrer, todos que aqui estão em algum momento deixarão de ser algo de alguém para se desfazerem no clarão do esquecimento, se por um instante se questionaram sobre o amor, vida e morte, suas conclusões por si só ganharam vida e sentido em suas existências.

Sobre a Natureza do Mundo Espiritual




Tentarei demonstrar de forma dialética, que se incorre em erro pensar que o Mundo Material seja mais sólido, que o Mundo Espiritual, por vivermos neste e não naquele. Na verdade, deveríamos pensar exatamente o contrário disso! Devemos pensar que o Mundo Físico -Material é exatamente fruto do Mundo Espiritual. Pois o Mundo Material advém exatamente do Mundo Espiritual. A Natureza do Mundo Espiritual é Eterna. A do Mundo Material, efêmera. O Mundo Espiritual é o Criador por excelência do Mundo Físico. Este é passageiro. Aquele, infinitamente perene. Perpétuo ou inacabável. O Mundo Espiritual é infinitamente mais granítico que o Mundo Material. Este se decompõe. Aquele, clássico, indecomponível.




Às 09:07 in 01.07.2026

O luto não é sobre esquecer. É sobre aprender a encontrar um novo jeito de viver em um mundo que mudou.


Quando convivemos com alguém por tantos anos, sua ausência deixa um vazio imenso. Aprendemos a compartilhar a vida, a rotina, os momentos simples. De repente, essa pessoa não está mais ao nosso lado, e lidar com essa dor não é fácil.


O luto é um processo. É a saudade, a falta, a vontade de reviver lembranças. Nesse momento, veja e reveja as fotos, os vídeos, as mensagens, tudo o que fizer bem ao seu coração. Isso faz parte do luto. Não é se machucar; é uma forma de manter viva a história de quem tanto amamos.


Com o passar do tempo, a dor não desaparece, mas ela se transforma. Aos poucos, aprendemos a conviver com a saudade, levando conosco o amor e as lembranças.


Agora este é o seu momento. Viva cada etapa do luto no seu tempo.


Você é uma pessoa admirável. Que Deus fortaleça o seu coração e lhe conceda paz para atravessar esse momento tão difícil.


Um beijo no seu coração.

Eu não dormi —
atravessei a noite armada de silêncio.
Havia um mundo em colapso
respirando atrás das paredes,
soldados marchando dentro do tempo,
e eu…
com as mãos cheias de nomes que amo.
Corri.
Não por mim —
mas por cada pedaço de mim
que anda solto no mundo
com o meu coração no peito.
Havia códigos escondidos no ar,
segredos costurados nos bastidores,
e eu entendia tudo
como quem carrega um mapa
que ninguém mais pode ler.
Mas o preço da lucidez
é nunca descansar.

Te levaram.
Não com gritos —
mas com laços delicados,
fitas de cetim preto
que pareciam suaves demais
para aprisionar um universo inteiro.
E ainda assim…
prendiam.
Me ajoelhei diante do poder
não por fraqueza,
mas porque o amor
às vezes se curva
para não se partir.
E então eu dancei.
Dancei com o medo,
com a guerra,
com o absurdo de um mundo
que tenta domesticar o que nasceu livre.
Dancei com você.
E em cada movimento
desatei um nó invisível
até que a liberdade coubesse de novo
no seu corpo pequeno.

Meus outros amores
ecoavam à distância,
como estrelas que não se apagam
mesmo quando o céu desaba.
Eu os guiava em silêncio,
em bilhetes invisíveis,
ensinando-os a sobreviver
sem que vissem o meu tremor.
Porque mães
não têm o direito de desmoronar
quando o mundo pede estratégia.

Mas eu sei.
Eu sei demais.
Sei do que se move por trás,
sei do que ninguém diz,
sei do fio tênue entre proteger
e desaparecer de si mesma.
E talvez seja isso
que me atravessa agora —
essa guerra que não terminou
quando abri os olhos.

Hoje,
eu ainda seguro a espada
mas minhas mãos tremem.
E tudo que eu queria
era lembrar
que não preciso salvar o mundo inteiro
para manter o amor vivo.

Estamos no mundo somos parte do mundo ,
Como uma unidade de seres parte de um mesmo universo, devemos cuidar de cada um de nossos irmãos.
Negar o menor ser humano que é parte deste nosso universo, é o mesmo que arrancar um membro de nosso corpo , pois como um corpo somos membros uns dos outros cada um com sua máxima importância...

Eu já vi o mundo do alto de uma colina de lá vi o mundo que sumia com suas matas a se perder no horizonte
Eu vi do alto de uma colina a existência em suas várias formas e cores senti o vento sussurrar ao meu rosto sua frisa a refrescar minha alma
Do alto da colina compreendi que tudo no mundo é pra dar significado a vida eu estava lá no alto da colina e pude acenar para o sol a se deitar por detrás de distantes montanhas
Do alto da colina e vi e senti que a vida se movimenta e meus olhos não pode acompanhar seu movimento e que o tempoe relativo a minha perpectiva lá do alto da colina...


Marcio H.melo

O Mundo de Gente
Por Marcio Melo

No mundo tem gente de todo lado,
De cima, de baixo, sem parar,
Gente que se mexe pra sobreviver,
Gente que aprende e vem ensinar.

Tem gente que fez sua história,
Tem gente que a sorte ajudou,
Outros lutam com esperança,
Sem perder a linha que traçou.

Uns nem tanto, a sorte atrasa,
Mas Deus dá força pra aguentar,
E as desventuras do caminho
Não conseguem nos derrubar.

Cedo se aprende nessa vida
Que é caindo que se vai levantar,
Que é cedo que começa a lida,
Que é na luta que se faz lugar.

O trabalho é duro, isso é certo,
Mas não é o sufoco que importa não,
O que traz respeito e confiança
É a dignidade no coração.

Eita, mundo!
Eita, vida!
Povo que se mexe não para,
Parecem formiga na corrida.

Esse mundo de gente,
De tudo quanto é lado,
Gente a perder de vista,
Cada um no seu recado.

Cada um faz o que pode,
Da melhor forma que puder,
E é assim que o mundo de gente
Segue firme a caminhar, você há de ver.