Textos de Sofrimento
O PERISPÍRITO E A NATUREZA DO SOFRIMENTO ESPIRITUAL: A LUCIDEZ DE ALLAN KARDEC SOBRE AS SENSAÇÕES DOS ESPÍRITOS.
Marcelo Caetano Monteiro.
Entre os inúmeros temas investigados por Allan Kardec, poucos revelam tamanho rigor filosófico e científico quanto a natureza das sensações experimentadas pelo Espírito após a morte do corpo físico. O chamado Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos, incorporado ao contexto de O Livro dos Espíritos, representa um dos momentos mais elevados da investigação kardequiana acerca da constituição do ser humano, da função do perispírito e das consequências morais da vida terrestre.
Ao abordar essa questão, Kardec rompe simultaneamente com dois extremos: o materialismo, que reduz a consciência à atividade cerebral, e o misticismo, que imagina o Espírito como uma entidade absolutamente insensível após a desencarnação. Em seu lugar, apresenta uma concepção fundamentada na observação dos fatos, segundo a qual o Espírito conserva sua capacidade perceptiva graças ao perispírito, envoltório semimaterial que estabelece a ligação entre a inteligência e a matéria.
O primeiro ponto que merece destaque é a distinção entre a causa da dor e a percepção da dor. O corpo não produz o sofrimento em sua essência; ele constitui apenas o instrumento por meio do qual determinadas impressões chegam ao Espírito. A consciência da dor pertence à alma, que registra, interpreta e conserva essas experiências. Kardec demonstra, assim, que a sensação não se identifica com o órgão físico, mas com a faculdade consciente do Espírito.
Essa conclusão encontra respaldo em um fenômeno conhecido ainda hoje pela medicina: a chamada dor do membro fantasma. Pessoas amputadas frequentemente continuam sentindo dores em membros que já não existem. O exemplo, utilizado por Kardec, evidencia que a sensação ultrapassa os limites da anatomia física, permanecendo vinculada à percepção consciente. Embora a explicação científica contemporânea envolva mecanismos neurológicos, Kardec utiliza essa analogia para ilustrar que a experiência subjetiva da dor não depende exclusivamente da existência material do órgão.
É justamente nesse ponto que surge o papel fundamental do perispírito. Segundo a Doutrina Espírita, ele constitui o elo entre o Espírito e o corpo físico, sendo formado a partir do fluido universal. Kardec o descreve como um envoltório semimaterial que funciona como agente transmissor das sensações. Enquanto encarnado, o Espírito percebe o mundo por intermédio dos órgãos corporais; após a desencarnação, desaparecem os órgãos, mas permanece o perispírito, conservando a possibilidade de determinadas percepções.
Essa concepção esclarece um dos aspectos mais discutidos da fenomenologia espírita: por que alguns Espíritos afirmam sentir frio, calor, sede, fome ou dores físicas? Kardec explica que tais sensações não decorrem da ação direta dos elementos materiais sobre o Espírito. O frio não congela o perispírito; o fogo não o queima; os vermes não devoram o Espírito. O sofrimento nasce da permanência de estados psíquicos e perispirituais associados à condição moral do desencarnado.
Esse entendimento adquire extraordinária profundidade quando Kardec analisa os Espíritos que permanecem fortemente ligados ao corpo após a morte. O caso do suicida que afirma sentir os vermes consumindo seu cadáver constitui uma das passagens mais impressionantes da Codificação. Evidentemente, os vermes atacam apenas o organismo em decomposição. Entretanto, como o desligamento perispiritual ainda não se completou, o Espírito experimenta uma espécie de repercussão psíquica daquilo que ocorre com seu antigo corpo. Não se trata de uma dor orgânica propriamente dita, mas de uma percepção ilusória vivida como realidade.
Essa observação revela um importante aspecto psicológico da desencarnação. A consciência não abandona instantaneamente suas referências construídas durante a vida física. O Espírito continua pensando, percebendo e interpretando a realidade segundo os hábitos adquiridos enquanto encarnado. Quanto maior o apego à matéria, maior a dificuldade em reconhecer a nova condição existencial. Sob essa perspectiva, a morte não transforma moralmente ninguém; ela apenas modifica o estado em que a consciência continua vivendo.
Outro ensinamento notável refere-se ao processo de depuração do perispírito. Kardec afirma que, à medida que o Espírito progride moralmente, seu envoltório torna-se mais etéreo e menos sujeito às influências materiais. Esse princípio possui profundas implicações filosóficas. O sofrimento espiritual não constitui uma punição arbitrária imposta por Deus, mas uma consequência natural da afinidade que o próprio Espírito conserva com os interesses inferiores da existência material.
Quanto mais predominam o egoísmo, o orgulho, a ambição desmedida, a inveja, o ódio e o apego às sensações exclusivamente corporais, mais denso permanece o perispírito. Em contrapartida, o cultivo da humildade, da caridade, da simplicidade e do desapego produz uma gradual espiritualização desse envoltório, reduzindo progressivamente a suscetibilidade às sensações penosas.
Sob o ponto de vista filosófico, Kardec apresenta uma concepção de justiça profundamente racional. O sofrimento não decorre de condenações eternas nem de castigos sobrenaturais. Cada Espírito experimenta naturalmente as consequências do estado íntimo que construiu em si mesmo. A lei divina manifesta-se como ordem moral, na qual causa e efeito permanecem inseparáveis.
Outro aspecto digno de atenção reside na teoria das percepções espirituais. A visão, a audição e as demais faculdades não pertencem aos órgãos físicos, mas ao próprio Espírito. Durante a encarnação, essas capacidades encontram-se limitadas pelos sentidos corporais. Após a morte, tornam-se progressivamente mais amplas à medida que o Espírito se emancipa da matéria. Os Espíritos superiores não percebem menos; ao contrário, percebem incomparavelmente mais, porém por meios que escapam às categorias sensoriais humanas.
Kardec reconhece, com admirável honestidade intelectual, que a ciência de sua época ainda não possuía elementos suficientes para explicar completamente o mecanismo dessas percepções. Em vez de preencher essa lacuna com especulações, limita-se a afirmar aquilo que a observação permite concluir. Essa postura revela um dos maiores méritos metodológicos da Codificação Espírita: admitir os limites do conhecimento quando os fatos ainda não autorizam conclusões definitivas.
A conclusão do ensaio desloca definitivamente a discussão para o campo moral. Os sofrimentos do Espírito guardam relação direta com a maneira pela qual viveu sua existência terrestre. O homem constrói diariamente seu estado espiritual futuro. Cada pensamento, cada sentimento e cada ação modelam gradativamente o perispírito, tornando-o mais ou menos apto à felicidade após a desencarnação.
Essa perspectiva elimina qualquer ideia de fatalismo. O livre-arbítrio permanece como fundamento da evolução espiritual. Ninguém está condenado ao sofrimento perpétuo, assim como ninguém conquista a felicidade sem esforço moral. A libertação das dores espirituais começa ainda durante a existência corporal, mediante o domínio das paixões inferiores, a renovação dos sentimentos e a prática constante do bem.
Ao final de sua exposição, Kardec recorda que essas conclusões não nasceram de uma elaboração teórica isolada. Resultaram da observação metódica de milhares de comunicações espirituais, analisadas, comparadas e submetidas ao controle da universalidade do ensino dos Espíritos. Esse procedimento evidencia o caráter investigativo da Doutrina Espírita, cuja autoridade repousa menos sobre afirmações dogmáticas e mais sobre a convergência criteriosa dos fatos observados.
Assim, o Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos permanece como uma das mais sólidas demonstrações da profundidade filosófica da Codificação Espírita. Longe de apresentar uma visão fantasiosa da vida além da morte, Kardec oferece uma reflexão em que psicologia, filosofia moral e observação dos fenômenos convergem para afirmar que o verdadeiro destino do Espírito é consequência direta daquilo que ele faz de si mesmo.
Fontes
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda, Capítulo VI – Da Vida Espírita.
Allan Kardec. Revista Espírita (1865) – Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos.
Allan Kardec. O Céu e o Inferno, Primeira Parte e Segunda Parte.
Allan Kardec. A Gênese, Capítulos XIV e XV.
Allan Kardec. O Livro dos Médiuns, Segunda Parte.
A DESGRAÇA REAL: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE O SOFRIMENTO, A FELICIDADE E O DESTINO ETERNO DA ALMA.
O ser humano, desde os primórdios da civilização, procura evitar a dor e alcançar a felicidade. Entretanto, aquilo que normalmente chamamos de "desgraça" nem sempre o é diante das leis divinas. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24, a mensagem do Espírito Delfina de Girardin apresenta uma das mais profundas reflexões sobre a natureza do sofrimento e do verdadeiro destino da alma.
Sob a ótica espírita, os acontecimentos terrenos não podem ser avaliados apenas pelas aparências imediatas. A vida corporal representa apenas um breve instante da existência imortal. Aquilo que hoje parece uma calamidade pode transformar-se na maior bênção espiritual, enquanto aquilo que aparenta ser felicidade pode esconder os germes da mais profunda infelicidade futura.
A falsa ideia humana de desgraça.
Segundo a linguagem comum, a desgraça é identificada com a pobreza, a doença, o abandono, a morte de um ente querido, a traição, a humilhação, a perda de bens materiais ou qualquer circunstância que provoque sofrimento imediato.
Essas dores são reais e profundamente sentidas. O Espiritismo, porém, convida-nos a ampliar o horizonte da compreensão.
Nossa visão costuma limitar-se ao presente, enquanto Deus contempla simultaneamente o passado, o presente e o futuro do Espírito. Dessa forma, acontecimentos aparentemente dolorosos podem representar oportunidades indispensáveis de regeneração, aprendizado, reparação de débitos e crescimento moral.
A verdadeira medida dos acontecimentos não está no instante em que ocorrem, mas nas consequências espirituais que produzem.
As consequências valem mais do que os acontecimentos.
Delfina de Girardin utiliza uma comparação extremamente significativa.
A tempestade arranca árvores, destrói plantações e assusta os homens. Todavia, ao mesmo tempo, purifica a atmosfera, elimina os miasmas e preserva inúmeras vidas.
Assim também ocorre com muitas provações.
Uma enfermidade pode despertar a fé.
Uma falência pode destruir o orgulho.
Uma perda afetiva pode aproximar o coração de Deus.
Uma perseguição pode ensinar humildade.
Uma limitação física pode desenvolver virtudes que jamais floresceriam na abundância.
Aquilo que parece destruição muitas vezes constitui preparação para uma vida espiritual mais elevada.
A verdadeira infelicidade.
O ensinamento apresenta então um dos maiores paradoxos do Evangelho.
A verdadeira desgraça não é necessariamente o sofrimento.
A verdadeira infelicidade pode esconder-se exatamente naquilo que o mundo mais deseja.
O Espírito afirma:
"A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade..."
Essas palavras surpreendem porque invertem completamente os valores humanos.
Quando a criatura vive exclusivamente para os prazeres materiais, para a riqueza, para o orgulho, para a aparência e para as ilusões do mundo, sua consciência acaba adormecendo.
O excesso de conforto pode produzir esquecimento de Deus.
O sucesso pode alimentar o egoísmo.
O poder pode fortalecer a vaidade.
A riqueza pode incentivar o apego.
O prazer contínuo pode anestesiar a consciência.
Essa é a verdadeira infelicidade: viver distante da finalidade espiritual da existência.
O ópio do esquecimento.
Delfina de Girardin compara os prazeres desordenados ao ópio.
Assim como uma droga anestesia temporariamente a dor, os excessos materiais podem fazer o Espírito esquecer sua realidade eterna.
Entretanto, o despertar inevitavelmente chega.
Quando termina a existência física, desaparecem:
o corpo;
os títulos;
a riqueza;
a posição social;
os aplausos humanos.
Permanece apenas aquilo que a alma construiu moralmente.
É então que muitos percebem que desperdiçaram uma existência inteira perseguindo sombras.
A felicidade segundo a lei divina.
Para o Espiritismo, felicidade verdadeira não significa ausência de problemas.
Significa possuir paz de consciência.
É conservar a fé durante a dor.
É praticar o bem sem esperar recompensas.
É desenvolver virtudes que sobreviverão à morte.
É aproximar-se continuamente de Deus.
Sob essa perspectiva, um pobre resignado pode ser infinitamente mais feliz que um rico dominado pela ambição.
Um doente paciente pode estar espiritualmente muito acima daquele que desfruta perfeita saúde, mas vive escravizado pelos vícios.
As provações como instrumentos de progresso.
Nada ocorre por acaso.
As dificuldades da existência possuem finalidade educativa.
Segundo a Doutrina Espírita, muitas provas foram escolhidas pelo próprio Espírito antes da reencarnação, visando acelerar seu progresso moral.
Outras decorrem do uso equivocado do livre-arbítrio durante a vida presente.
Em ambos os casos, Deus jamais pune por vingança.
As provações constituem oportunidades de crescimento, reparação e aperfeiçoamento.
A dor, quando compreendida e bem vivida, transforma-se em poderoso instrumento de libertação espiritual.
O soldado da vida.
Na conclusão da mensagem, Delfina de Girardin compara o cristão ao soldado que enfrenta a batalha.
O verdadeiro combatente não foge das dificuldades.
Aceita os desafios com coragem porque sabe que a vitória pertence àquele que persevera.
Pode perder riquezas.
Pode perder prestígio.
Pode perder o corpo físico.
Mas jamais perde aquilo que realmente importa: as conquistas morais da alma.
A morte representa apenas o término da batalha terrestre.
O Espírito retorna ao mundo espiritual levando consigo unicamente suas virtudes, seus conhecimentos, suas obras de amor e o patrimônio moral acumulado ao longo das existências.
Reflexão final.
A mensagem "A Desgraça Real" permanece extraordinariamente atual. Em uma sociedade que associa felicidade ao consumo, ao sucesso imediato e ao prazer incessante, o Espiritismo recorda que os verdadeiros valores são invisíveis aos olhos do mundo.
A maior desgraça não consiste em sofrer, mas em perder a oportunidade de evoluir.
A maior pobreza não é a falta de dinheiro, mas a ausência de virtudes.
A maior derrota não é morrer, mas atravessar a existência sem transformar o próprio coração.
Toda dor suportada com fé, humildade e confiança em Deus converte-se em degrau para a ascensão espiritual. Toda felicidade material, quando utilizada com egoísmo e vaidade, pode converter-se em obstáculo ao progresso da alma.
O Espírito imortal é chamado a olhar além da matéria, compreendendo que a verdadeira felicidade nasce da consciência tranquila, do amor praticado e da certeza de que a vida continua para além do túmulo.
Fontes:
O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24: "A Desgraça Real".
Allan Kardec.
Delfina de Girardin.
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O SOFRIMENTO ESPIRITUAL QUE ATRAVESSA SÉCULOS: RELATOS DE ESPÍRITOS EM PERTURBAÇÃO E ARREPENDIMENTO SEGUNDO ALLAN KARDEC.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A literatura espírita codificada por Allan Kardec apresenta diversos relatos de Espíritos que, após a desencarnação, descrevem estados de profundo sofrimento moral, perturbação e ilusão temporal. Entre esses testemunhos, encontram-se narrativas em que a percepção do sofrimento é associada a períodos extremamente longos, como séculos ou até milênios.
É importante compreender que, segundo a Doutrina Espírita, o tempo no mundo espiritual não possui necessariamente a mesma dimensão psicológica que o tempo terrestre. O sofrimento do Espírito culpado não é uma pena eterna imposta por Deus, mas uma consequência natural do afastamento voluntário das leis divinas, prolongando-se enquanto permanecem o orgulho, o remorso, a revolta ou a ausência de arrependimento sincero.
O CASO DE LETIL: DOIS SÉCULOS E MEIO DE SOFRIMENTO MORAL.
Em O Céu e o Inferno (1865), Allan Kardec apresenta, na Segunda Parte — “Exemplos” —, comunicações de Espíritos em diferentes condições após a morte.
No capítulo VIII — “Expiações Terrestres” — encontra-se o relato do Espírito denominado Letil. Durante sua existência física, teria exercido a função de juiz inquisidor na Itália, participando de atos marcados pela intolerância religiosa e pela crueldade.
Após a desencarnação, ele descreve um longo período de sofrimento espiritual, consequência do despertar da consciência diante dos próprios erros. O Espírito declara ter sofrido:
“durante dois séculos e meio, até que Deus, tocado pela minha dor e meu arrependimento, permitisse que eu seguisse a vida de expiação.”
A narrativa demonstra um princípio fundamental da filosofia espírita: o sofrimento espiritual não é arbitrário, mas educativo. A consciência, ao despertar, passa a sentir o peso moral das próprias escolhas.
O Espírito não está condenado eternamente; ele inicia um processo de reparação e renovação. A dor torna-se instrumento de transformação íntima.
A ILUSÃO DO TEMPO NO RELATO DOS SÁBIOS INCRÉDULOS.
Na Revista Espírita de dezembro de 1865, Allan Kardec publica o artigo “Espíritos de dois sábios incrédulos a seus antigos amigos da Terra”.
Um dos Espíritos comunicantes, que durante a vida havia cultivado uma visão exclusivamente materialista da existência, descreve a angústia de encontrar-se consciente após a morte física, porém incapaz de manifestar-se plenamente.
Ele afirma:
“Sentir-se ser e não poder manifestar seu ser... tal foi minha posição durante mais de dois meses!... dois séculos!... Ah! as horas de sofrimento são longas.”
A expressão “dois séculos” nesse contexto revela a intensidade psicológica da experiência espiritual. O Espírito não necessariamente afirma uma contagem cronológica terrestre precisa, mas expressa como a dor moral altera profundamente a percepção da duração.
Essa ideia encontra paralelo nas explicações de André Luiz, especialmente em Nosso Lar, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Na obra, os Espíritos esclarecem que estados mentais de sofrimento, culpa e desequilíbrio podem criar uma percepção dilatada do tempo. Um período relativamente curto para a realidade exterior pode parecer imensurável para uma consciência atormentada.
A BASE FILOSÓFICA EM O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
Embora O Livro dos Espíritos (1857) não apresente um caso específico de um Espírito sofrendo exatamente por duzentos anos, ele estabelece os fundamentos para compreender essas experiências.
Na questão 240, Allan Kardec questiona os Espíritos sobre a duração da perturbação espiritual após a morte. A resposta esclarece que esse estado varia conforme o progresso moral e intelectual de cada Espírito.
Já na questão 1004, ao tratar da duração das penas futuras, Kardec recebe o ensinamento de que o sofrimento não depende de uma sentença eterna, mas do próprio estado moral do Espírito:
a duração da expiação depende do arrependimento;
o sofrimento cessa quando o Espírito busca sinceramente sua transformação;
Deus oferece sempre caminhos de renovação.
Portanto, séculos de sofrimento espiritual representam, dentro da visão espírita, não uma punição divina, mas a permanência voluntária do Espírito em estados inferiores de consciência.
A VISÃO DE ANDRÉ LUIZ: A CONSCIÊNCIA COMO TEMPLO DO PRÓPRIO DESTINO.
As obras atribuídas ao Espírito André Luiz ampliam essa compreensão ao mostrar que o Espírito leva consigo, após a morte, suas construções mentais, seus sentimentos e suas marcas morais.
Em Nosso Lar, o autor espiritual descreve regiões de sofrimento onde permanecem Espíritos presos aos próprios conflitos interiores. O ambiente exterior reflete, muitas vezes, o estado íntimo da consciência.
A aproximação entre Kardec e André Luiz permite compreender que:
o sofrimento espiritual nasce do desequilíbrio interior;
o arrependimento abre caminhos para a recuperação;
a misericórdia divina acompanha o Espírito em todas as etapas;
nenhuma alma está destinada ao abandono definitivo.
CONCLUSÃO
Os relatos de Espíritos que mencionam “duzentos anos”, “dois séculos e meio” ou períodos semelhantes devem ser compreendidos dentro da perspectiva espiritual e psicológica apresentada pelo Espiritismo.
O tempo, para a consciência em sofrimento, não é apenas uma medida cronológica: é uma experiência moral. A culpa prolonga a dor; o arrependimento inicia a libertação.
A justiça divina, segundo Allan Kardec, não é vingativa, mas educativa. O objetivo final não é o sofrimento, mas a recuperação do Espírito pelo amor, pela reparação e pelo progresso.
Como ensinou Jesus:
“A cada um segundo as suas obras.”
(Mateus 16:27)
Na visão espírita, essa lei não representa condenação, mas responsabilidade e oportunidade permanente de evolução.
FONTES CONSULTADAS.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857. Questões 240 e 1004.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Paris, 1865. Segunda Parte, Capítulo VIII — Expiações Terrestres.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Dezembro de 1865. “Espíritos de dois sábios incrédulos a seus antigos amigos da Terra”.
XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Lar. Espírito André Luiz. Federação Espírita Brasileira, 1944.
Talvez não haja sofrimento maior que o das almas carentes, que mal aprenderam a buscar curas para as dores físicas.
Porque a dor do corpo grita, aponta, incha, sangra — e, ainda assim, muitos só aprendem a silenciá-la com remédios apressados, sem jamais perguntar de onde ela veio.
Mas a dor da alma… essa só sussurra.
E, quando não é ouvida, encontra um megafone no corpo.
Há quem passe a vida peregrinando por consultórios, comprimidos e diagnósticos, enquanto a verdadeira ferida permanece intocada: a ausência de sentido, de afeto, de pertencimento.
Não por descuido, mas por desconhecimento.
Nunca lhes ensinaram que pode haver vazios que não se preenchem com anestesia, mas com presença.
Que há cansaços que não se resolvem com repouso, mas com reconciliação interior.
Almas carentes não são fracas — são famintas.
E fome não se cura com distração, mas com alimento verdadeiro.
O problema é que muito poucos foram orientados a reconhecer essa fome.
Ensinaram-nos a tratar sintomas, não a investigar silêncios; a conter lágrimas, não a compreender suas origens.
Talvez o maior sofrimento seja esse: carregar uma dor que não tem nome — e, por isso, não receber cuidado.
Buscar alívio onde só há paliativo, enquanto a raiz implora por atenção.
Curar o corpo é necessário.
Mas aprender a escutar a própria alma — isso é urgente.
Porque quando a alma é negligenciada, o corpo acaba pagando a conta de um abandono que nunca foi dele.
*Nossa Música*
A música que me traz sofrimento
Não é a mesma que te alegra
A sua toca lembrança
A minha toca ferida aberta
Mas hoje a gente escolhe
Outra melodia pra tocar
Sem passado nos acordes
Só presente pra dançar
Vamos ouvir a nossa música
Juntos, no mesmo tom
Esquecer tudo que magoou
E fazer do peito um som
Que seja violão ou silêncio
Que seja grito ou oração
Desde que a letra seja nós
E o refrão seja perdão
Esquecer outrora não é apagar. É só parar de dar replay.
(Saul Beleza)
O fundo do poço de um homem é a saudade,porque a saudade nos leva ao profundo do sofrimento,a saudade em si corroi nossa alma,destitue nossos sonhos e mina nossas esperanças
Impossivel se refugiar de uma saudade,a saudade praticamente ela entra na nossa vida,sem permissão,aterroriza o nosso coração e disseca uma paixão!
Sensível ao sofrimento alheio...
Inato poder de Cura...
Dedicado ao seu próximo...
Não mede esforços para aliviar suas dores...
Encontra a tecnica apropriada..
Young Therapist.
Proporciona cuidados atentos e respeitosos...
Envolvendo o paciente com perícia...
Instiga o desejo interior de auto-cura...
Xeque-mate do tratamento bem sucedido.
Olha a sua volta e percebe...
Tudo faz parte de um Plano Maior..
O seu trabalho, a sua Missão de Vida!
E
A única coisa que conseguirás escondendo um amor será dor e sofrimento. Não permita que o medo, a vergonha e a falta de coragem impeçam-te de poder desfrutar de momentos que ficarão guardados em sua memória por toda vida. Por mais inferior que possa vir a se sentir, não permita que a tristeza te domine, não ame sozinho, não deixe que a ausência de atitude e de algumas palavras te façam sofrer. Não há nada de errado em declarar um sentimento tão puro, seja maduro e diga tudo o que realmente sente pela pessoa amada. Isso te deixará mais leve e aliviará a sua consciência. Se o sentimento for recíproco da outra parte aproveite o máximo que puder cada instante e se não for descarte a possibilidade de ficar junto a quem se deseja, o sofrimento será bem menor do que se manter calado diante desta situação.
Amar sozinho pode trazer-te inúmeras sensações e sentimentos exceto a felicidade.
Dia estranho!
As pessoas estão estranhas!
Parece que hoje é dia do sofrimento, das lagrimas ao vento.. das palavras ditas e não ditas que causam o arrependimento...das loucuras feitas que levam a vergonha alheia... do perdão não perdoado jogado na cara, como se o passado fosse voltar para tampar o buraco deixado lá...do presente e futuro incerto, como se não houvesse o amanhã, como se não houvesse o hoje.
Apenas a certeza que acordei sem ouvir, sem falar, sem exergar, sem o sorriso nos rosto que para muitas pessoas encanta... como se eu não existisse, sem alma, sem coração, apenas um corpo em movimento!
A certeza que ainda encontrarei o sentido em tudo isso, ou a incerteza de que esta certeza é apenas uma confusão interior! Loucuras de uma mente sã!
O sofrimento que brota
Da ponta da minha pena
Traz versos a rota
Que faço na esperança amena
O turbilhão incomoda
E o procurar por uma vida sem a
Paixão. A ilusão transforma
A dor em beleza
É como se quisesse à toa
Vestir de esplendor a gama
Das coisas sem nexo, que vem à tona
E transforma em beleza além de mundana!
POTENCIALMENTE DESTRUTIVO
É da dor e do sofrimento que nascem as melhores palavras.
As vezes nem tão boas assim para descrever realmente o que se está sentindo..
Porque existem algumas coisas que nao conseguimos descrever em palavras.
Elas tem que serem sentidas e quase sempre são as piores..
Se pudessem ser escritas se tornariam faceis de mais..
E tudo que é facil nao dura muito e se tratando de sofrimento esse sim deve durar bastante..
Para que sempre que lembrarmos dele não desejarmos que se torne realidade novamente..
MAGNITUDE APARENTE
O tempo sempre é atribuído ao sofrimento.
_Está sofrendo? Calma o tempo cura isso...
Pobre tempo fica encarregado de sempre levar aquilo que já não queremos mais por perto...
Jogamos nossas falhas nas costas dele, mas volta e meia o puxamos de volta para o nosso lado, e o coitado já não sabe mais se queremos que ele faça o seu trabalho ou devolva nossa pesada e perigosa carga emocional..
E se ele fica em duvida resolve nós dar mais um gostinho das nossas dores e é nesse momentos que perdemos o controle da situação...
Então digo e repito: _ Se entregastes tuas mágoas ao tempo deixe que ele se encarregue do destino que vai dar a elas..
Não as queira de volta, pois se ele resolver que vai te devolver pode ser que nunca mais as leve para longe de ti...
SONETO SOFRIMENTO DA ALMA
Ó Vida! Que fizestes sofrida
Sonho de um tempo envelhecido
Vida que se vai desfalecida
Coração chora entorpecido
Alma se vai escura e dura
Ao encontro de uma ausência
Ó Vida! medo e amargura
No vazio, tristeza e carência
Vida de mistério sem virtude
Ó Vida! Que se vai esquecida
Deixando uma calma inquietude
De uma lúdica realidade
A falsa esperança é o fim
De uma vida sem felicidade
Minha gentileza e serenidade não vem da minha bondade,
elas vem do meu sofrimento, por conhecer a dor e não desejar o que passei para ninguém.
Sou gentil, por saber como viver as vezes é doloroso.
Sou gentil, por saber como a vida pode ser cruel.
Sou gentil, por saber como é ser traído.
Sou gentil, por saber como é ser machucado por um amor.
Sou gentil, por saber como é ser machucado por um amigo.
Sou gentil, por saber como a escuridão pode habitar um coração.
Sou gentil, por saber que algumas pessoas praticam a maldade.
Sou gentil, por saber como é ver a morte na sua frente.
Sou gentil, por saber que algumas pessoas carregam um peso nas costas que é inimaginável.
Sou gentil, por saber que o ser humano é sensível... por saber que uma alma pode sangrar, por saber como essas cicatrizes podem te moldar e te destruir por dentro, como a dor pode dilacerar seu coração e sua bondade,como ela pode extinguir sua vontade de viver... por saber que existem diversas formas de uma pessoa sofrer no Mundo. Sou gentil porque entendo a dor e não quero causar ela, não quero ser um problema, quero ser um conforto, uma solução. Sendo gentil é menos uma dor que uma pessoa precisa enfrentar, é mais um apoio, mais um motivo de continuar e lutar.
Sou sereno, por saber que a raiva cega
Sou sereno, por saber que perder a calma faz você perder a razão.
Sou sereno, por saber que a tranquilidade te ajuda a pensar melhor.
Sou sereno, por saber que de certa forma no final tudo vai dar certo, mesmo que não seja do jeito que imaginou.
E por fim, sou sereno, para demonstrar que apesar de tudo que eu passei, apesar de ainda lutar todo dia, eu encontrei a paz e a felicidade. A maior vitória não é vencer seu inimigo, é você se encontrar... e eu me encontrei, hoje eu sei quem eu sou e sei que a melhor forma de ganhar é mantendo a serenidade diante do caos, crendo que a esperança nunca acabará, acreditando que a bondade prevalecerá.
Em um sopro tudo se apaga
Mesmo que algo reacenda
Meu sofrimento permanecerá oculto
Bem longe do seu olhar bondoso
Onde sempre existe algo incomodando
A perfeita harmonia de seu julgamento
Não há tempo de compartilhar
O que ninguém quer olhar
No encontro de uma Constante - Sofrimento oculto
sádica
Sádica!Ficas feliz com o meu sofrimento?
Por puro prazer alimentaste o meu sentimento!
Sabes que tuas palavras não voam com o vento.
E agora, te glorificas por me veres no abismo.
Minha dor maior é lembrar-me de teu cinismo,
E perceber como fui cego e louco,
Louco por acreditar que realmente me amava.
Mas, como poderia imaginar,
Que minha amada...
Era sádica!
Quantas juras de amor trocamos,
Quantos planos fizemos,
Por que me enganaste com tanta frieza?
Será por que já sabias...
Que eu sou um irônico?
...Verdadeiro descanso...
Meu coração em magoa está se ferindo diante de tal sofrimento, será que ao
menos meus lamentos iram me ajudar a achar o portal do livramento eterno.
Em maus dias me encontro em ruim estado ao sentir que mesmo amando-te tu nem ao
menos enxerga o quanto sofro, é esse o sofrimento que passo a me ver em prantos. Recolhido
aos cantos encontro-me em desespero por esse amor.
Amor! Realmente existe tão belo sentimento?Em fração de segundos encontro-me em
perdidos passos ao caminhar sobre o luar.
Onde está tu meu sensível toque de dor?
¬_olho em direções perdidas, vejo que em tão longa distância á vejo...
_olhe para mim nobre sentimento ao menos mostre-me o caminho...
_sentimentos que o perseguem triste mortal, ao ver que estás mal ajudarei a
ti...
_mas saibas que tu estás a seguir por um caminho sem volta nobre mortal, feche
os olhos e pense que o mal que te persegue apenas te ajudara a encontrar o
significado para sua solidão...
_cá estou novamente ao tentar encontrar os portais para o livramento do meu
sentimento...
_Olá nobre senhor de barbas grisalhas, poderia uma informação me fornecer?
_ao me reconhecer espantou-se e em pequenos passos se retira da minha companhia
e em sussurros partia: é ele, é ele!
_estou só entre a nevoa e as arvores que cobrem-me...
_nevoa ó suave e perfeita nevoa que em meu corpo toca, e sem respostas
permaneço a caminhar...
_o frio me toca aos poucos, gelado e solitário frio que partiu de mim ao me ver
em estado tão deprimente...
_seguindo em frente encontro uma senhora de cabeça baixa, olhar vazio está em
prantos...
_porque choras minha senhora algo a entristece?
_jovem menino seus olhos escondem segredos sobre o que procuras, e em poucos e
poucos segundos tu estás a se destruir, não adianta fugir isso fará parte de
você pela eternidade...
_e a triste senhora em pequenos movimentos vai se virando e inclinando sua
cabeça...
_sobre o chão me sento e em tormentos estou a me ver perdido diante de tão
imenso vazio...
_olhe para mim meu garoto...
Uma voz disse para mim...
_não tenhas medo, apenas quero ajudá-lo...
_e em lentos movimentos levanto-me e a vejo ali parada diante de mim...
_quem é você que estás conversando comigo...
_e debaixo do capuz preto sussurrou a voz novamente...
_não tenhas medo meu garoto, sou apenas o que procuras...
_sou aquela que em seu tormento, dor, e lamento, se julga dona de tal
sentimentos puros...
_em movimentos se retira da minha frente...
_siga-me: disse a voz em sussurros...
_olhando para os lados a sigo, em uma caverna escura e fria ela está a
caminhar...
_a cada passo que dou sinto que me aproximo de minhas respostas,e ao caminhar
ouço aquela estranha voz sussurrar: você será meu para todo o sempre, venha até
mim triste alma perdida em caminhos estranhos...
_e enfim aquela que conversava comigo, parou e disse: chegue mas perto anjo
meu...
_ e ao chegar comecei a me entregar para o tal chamado e em apenas um toque
entrego-me em seus braços...
_e devagar o capuz que seu rosto cobria estava a se retirar e finalmente
avistei seu belo rosto...
_lindos olhos me levavam ao esquecimento eterno...
_com apenas uma palavra finalmente fecho meus olhos e entrego-me a ti ó
perfeita morte...
_ “Adeus” _
" — Mas será que é pedir de mais, que não exista tanto sofrimento no mundo? será que é pecado querer ser feliz de uma vez por todas? ter um coração de pedra?
— NÃO ! ninguém tem um coração se pedra. aqueles que fingem ser frios, é mais uma pessoa no mundo que sofreu muito na vida, cansou de apanhar e fingiu não ter sentimentos, tentando ignorar a própria dor, mas infelizmente não dá pra se enganar, quando essa pessoa chega em seu quarto desaba a chorar, se apegando a boas lembranças, apenas começa a chorar, vendo que não é feliz sozinho, sem amor sem carinho sem ninguém".
"Ao você ver uma foto de um animal sendo morto;
a imagem de dor, agúnstia e sofrimento é muito forte,
mas infelizmente é isso que acontece com os animais.
Imagine o que estes pobres seres inocentes, que nada fizeram para os humanos,sofrem; apenas para satisfazer o apetite da grande maioria das pessoas.
Hoje temos muitas opções de alimentos que não sejam de origem animal.
E isso pode mudar se você quiser.
Se você parar de comer carne, eles param de matar.
Para muitas outras situçãoes do mundo as vezes não podemos fazer muita coisa;
As vezes não podemos fazer nada.
Mas neste caso, você pode sim fazer a sua parte...
fazer a diferença no planeta.
Só depende de você... Só depende da sua consciência.
Permita-se pensar diferente. Permita-se mudar, pois é possível.
O primeiro passo não começa no prato e sim na consciência.
Lute pela vida, pois todos os animais... racionais ou não, tem o direito de viver e de serem felizes
Paz"
Por que o sofrimento? Por que viver com tanta dificuldade se pedir para nascer não foi uma escolha sua?
Para que viver sofrendo, acreditando que tudo dará certo se está claro que nada é como a gente quer? Viver de sonhos, por mais intensos que sejam, por mais que os faça feliz, jamais, em muitos casos esses sonhos serão postos em prática.
E por que não são postos em prática? Porque o sonho de um gay é viver feliz, é viver seu amor sem ser discriminado pela sociedade. Porque o sonho de um negro é que a sociedade esqueça o passado para que eles tenham as mesmas oportunidades indiferentemente de raça ou cor.
Nada disso e muitas outras coisas são postas em prática porque o mundo em que vivemos nunca vai mudar, e nem mesmo pessoas ignorantes e medíocres vão mudar seu pensamente e aceitar as diferenças.
Ter que viver escondido, ter que viver com medo, ter que viver sentindo a indiferença das outras pessoas ali, na sua cara. Ninguém jamais será feliz enquanto as diferenças e as escolhas forem aceitas. Jamais haverá felicidade para todos enquanto o mundo não puder expor seus sonhos e a sua verdade diante das pessoas.
