Textos de Saudades
O pra sempre, sempre acaba de alguma forma e sem lembranças, deixando saudades do que não vivi;
Ainda que falassem linguás inversas de um coração carente não me traria inveja no descontentamento da minha alma;
Sem amor eu nada seria com o meu bem querer eu ganhei e perdi sendo escravizado por um sentimento inventado;
Você continuará sempre viver em meu coração remoendo as saudades que ficaram de você;
Não acho os meus perdidos quando não se tem fim assim como se contem o cansaço;
Meu discurso não cola na opinião do tanto faz, porém nem quando sabemos quem somos;
O não pode muitas das vezes ser melhor do que o sim, pois minhas descrenças não lembram que um dia amei;
Todos os dias que acordo sinto saudades do seu aconchego e sempre antes de dormir lembro-me das belas palavras que me acalentava;
Vejo o acinzentado da manhã que vem me anunciar com o meu silêncio, a falta que você me faz;
Mas minha positividade ainda guarda toda esperança de viver você mais uma vez;
Me-acabo ao avesso em um amor ao avesso que em um derradeiro relacionamento me traz saudades antes de sumir;
E em nosso altar particular que se fez o nosso segredo tão omisso ao nosso coração;
Sem nos encabularmos esperamos algo que possa restituir o que nos faltou;
Se um dia mudarmos tirar os erros do nosso passado para canonizar nosso amor;
Tenho sede de cantar suas contemplações para reatar e benzer nossa relação;
Sou o meu próprio coração que deságua sentimentos confusos esperando o desatar das saudades;
Sei que você decidiu me esperar para fazermos um lugar assim ou onde possa estacionar nosso coração;
Se Deus quiser teremos um caminho benzido para alcançarmos a felicidade que nos espera sedenta de vontade de tocarmos;
Para curtimos essa vida com detalhes e que possa nos fazer bem, para olharmos um para o outro com certeza de que queremos um ao outro;
Envolvo-me em tuas asas quando sinto frio e saudades do teu calor, eu recolho-me em teu casulo para que em meu silêncio eu possa descrever a imensidão dos meus sentimentos a ti;
O meu verbo é a sua conjugação da inocência que me desatina em um desassossega frenético que tanto me deixa pelo avesso;
Vou recomeçar com emoção para que o meu pensamento tenha opção de não mais sentir saudades de quem não me tem no coração;
Minhas aflições e angústias ficarão em meu passado que aos poucos esquecerei que um dia tive;
Darei lugar ao que me interessa realmente e estarei aceitando a perfeição da felicidade para mim agora;
Na minha vida, amores que foram embora
São ausências injustificáveis
Não geraram saudades ou esquecimentos
Mas geraram sentimentos imperdoáveis...
Não tenho motivos para desejar o mal
Desejo felicidade e tudo que for normal
E que possamos seguir caminhos distintos e que possa ser diferentes
Porque quem sabe do nosso destino é Deus
Que é o único que cuida da gente!
Quando vem me ver?
Quero te abraçar, quero ter você.
Sinto saudades do teu sorriso;
dos momentos que nos fazem esquecer
do tempo que foi perdido e do tempo que faz sofrer.
Quando vem me ver?
Quero te beijar, quero ter você.
Desejo sua felicidade;
juro que é o que mais tenho, em mim, a lhe oferecer.
Desejo só felicidades;
quero momentos eternos
e um amor esperto, caso-me com você.
ESTOU CHEGANDO
Longe de casa com saudades de você
Mesmo Quando to dormindo ainda penso em você
Ainda sinto o gosto do seu beijo
Eu nem te tatuei mais marcou em mim
Um lugarzinho no meu coração você ganhou
Eu vou te ligar e dizer
Prepare o jantar que estou chegando
Vista aquele beybidou vamos fazer amor.(bis)
Compositores.poeta Antonio Luís e Licinho Melo
Amar
Um salvo tem que amar! Tem que sentir saudades dos irmãos que conhece; tem que sofrer por seus irmãos! Tem desejo de que esteja tudo bem com seus irmãos. Mesmo às vezes falando um pouco agressivo, não é por falta de amor aos irmãos a quem fala.
Um salvo deseja o bem de todos; isto porque ele vive amando! Mesmo que seja incompreendido, pelos outros, ele ama. E por isso sofre! Se lhe fazem mal, ele não responde com mal. Mas responde com bem! Enfim tem o fruto do Espírito; O Apóstolo Paulo sempre se preocupava com os outros. Queria saber se os outros estavam mal ou bem. Isso por vezes lhe causava sofrimento! Quanto mais sofrermos, mais capazes somos de amar!
Nome: Que pena
Saudades de te falar, conversar e dizer.
Eu não sou muito observador,
Porém, o óbvio é notável
Meu palpite pode ser certeiro
Você não quer mais meu afeto e atenção
Meu ego não deixa eu falar,
Mas com o tempo eu vou deixando pra lá
É uma pena, porque ainda vamos conviver por mais 1 ano
O clima meio desagradável vai ficar
Eu e Deus sabemos o real motivo por não ter dado certo,
Eu fiz algo errado e ocultei
Aprendi a lição, se houver outra chance com alguém
Serei verdadeiro e se isso for um problema
Então nada poderei fazeres.
Com saudades acendi uma fogueira porém me queimei
Seu brilho e cor eram iguais, mas doía de mais
Apenas quente e doloroso, era simplesmente o fogo, nada mais que chamas ao vento
Diferente daquele rosto, quente e caloroso
O brilho da fogueira era apenas a mãe natureza
Já aqueles cabelos, brilhavam como o sol em uma galáxia inteira
A fogueira podia até queimar
Já ela podia me abraçar
Uma brasa que esquenta no inverno e não um amor de verão para me deixar
Chove-me
-Em mim chove lembranças, chove saudades, chove você!
Você, chuva que não estia.
Torrente, encharca-me de loucos desejos. Orvalha-me...
-E eu, tal e qual uma folha que a brisa balança, gotejo gulosamente nas ânsias cristalinas de suor, de dor, de amor!
-Pequenina, volta prá mim!
Volta, ó pequenina semente viva de mim...
☆Haredita Angel
Saudades de mim
Ando com muitas saudades de mim.
Dos banhos de chuva na infância;
Dos tempos de colégio;
Das amigas de calçada;
Do namoro no portão;
Da casinha de portas verdes com muro baixo de pedrinhas;
Do pé de jambo na frente da casa!
Da grande imagem de São José à porta como a saudar todos que lá adentravam;
Das borboletas coloridas que voavam alegres sob o jardim florido da minha mãe;
Do bolo de carimã da Nega;
Das festas de junho e das adivinhações;
Do bairro que me viu crescer e casar...
E da menina que virou mulher, e hoje só quer sentir saudades...!
Haredita Angel
29.04.17
Quem nunca quis voltar no tempo e morar num momento, num beijo ou num abraço?
Sentir saudades e como cultivar um relicário de coisas vividas, num lugar seguro em nossa mente. É o que fica de tudo que a gente fez, amou, cultivou, sentiu... em uma vida ou um instante, mas que de tão significativo virou memória.
Colecionador de Sonhos
Rico em coletâneas de saudades, amores e viagens reais e surreais;
Sorrisos, choros, realidades e imaginações gostosas de serem sentidas;
Conseguir olhar para dentro, ou sair do corpo e vagar pelo mundo a fora;
Se encontrar no passado e ter o dom de se enxergar no futuro;
Me vejo dando alguns passos, carregando uma maleta na areia a beira mar, então parei olhando firme para o horizonte e joguei a maleta, nela as crises e os problemas mergulham em direção ao fundo do mar.
Não sei, neste momento se estou acordado ou se continuo dormindo, mas posso revelar que a sensação de paz e alegria que carrego no mundo dos sonhos é transparente, intensa, vai além da minha compreensão, enfim, me realiza.
Diálogo
Ele:
- Eu sinto saudades de você as vezes, sabia?
Ela:
- Então é porque eu plantei algo de bom. (risos)
Ele:
- Plantou uma lavoura inteira em meu coração.
Ela ( já ruborizada)
- Que bacana! São poucas as pessoas que se permitem; geralmente as pessoas apagam as outras da lembrança com a desculpa da distância.
Ele:
- Apagar você da minha memória é impossível, tivemos pouquíssimos momentos, mas tão significativos a ponto de serem cristalizados em mim por querer.
Passa a manhã
passa a tarde
passa a noite
passa a morena
passam lembranças
passam saudades
passa a banda...
jumentos cabras cavalos num pasto...
cafezal, laranjal e canavial
passa o lago,
o gado,
a pipa a voar
passa a ponte,
passa o rio,
passa o pai e o filho
o campo, bola na rede
e comemoração
casa de taipa,
vereda, carroça, mula teimosa
casa de varanda,
Vila, quitanda
Igrejinha azul e amarela
mulher batendo roupa na beira da lagoa
crianças brincando à toa,
varal embandeirado delimitando a pobreza...
favela subindo o morro,
antenas e ”gatos” acessos indevidos,
passa o trem,
passamos nós
porque o comboio da vida segue seu destino...
Em outra circunstância eu diria que sinto saudades; outrora a casa vivia repleta de crianças; filhos, netos, sobrinhos... éramos uma família unida e feliz. Foi um tempo de abundância quando o algodão era um sinal de luz, as árvores frutíferas atraiam os pássaros, as flores ornamentavam a casa grande, como promessa de muita felicidade e tudo isso começou na igrejinha de santa Rita de Cássia pequena e acanhada de piso morto. Frei Jerônimo celebrou nosso casamento depois de seis anos de namoro, discussões ríspidas entre nossas famílias que tinham suas rixas e eram contra a nossa união; mas o amor se sobrepôs ao ódio e derrubou a cerca de arame farpado que ia da estrada até as proximidades do rio, o que compreendia nossas propriedades e não deixava de ser um bom pedaço de terra, algumas cabeças de gado, porcos e outras criações, além do algodão e do milho. A partir de então houve entre nossas famílias uma total harmonia, eu diria que nos tornamos uma, porque os problemas que surgiam eram nossos e resolvíamos em conjunto e nossas alegrias eram compartilhadas; então veio, em homenagem a avó paterna Ana Luzia, nossa primeira filha: Analu. Juaquim meu marido queria que ela se chamasse Elenice o meu nome mas eu tinha uma grande admiração por dona Ana, minha sogra, que mesmo nas nossas rixas durante o nosso namoro nos apoiou. foram anos de uma felicidade completa; vieram outros filhos e isso só consolidou o nosso amor. ninguém teve tanto a certeza de ser amada como eu; mas mesmo nos melhores momentos, as vicissitudes da vida acontecem e ninguém está imune às paixões.
Analu corre ainda entre a varanda, o pomar e as roseiras que adornam a frente branca e azul de nossa casa, nas brincadeiras ingênuas de sua adolescência com os irmãos, primos e vizinhos, Juaquim cuida dos bichos ou das plantações e provavelmente cantarola uma canção romântica; assim as coisas ficaram na minha lembrança. Numa parte ou outra, dunas ameaçavam bairros e as chuvas tornavam-se mais escassas. ouvia-se histórias de famílias que migravam por essas dificuldades; resistimos a todas as adversidades.
Era uma tarde nublada de agosto, Juaquim tinha ido pescar no rio quando o carro entrou pelo nosso portão e chegou bem próximo aos degraus que conduziam a nossa porta; era Eriberto, o advogado, que trazia uma pasta; ele cuidava do inventário do sr Benedito, meu sogro, falecido há poucos meses, vitimado por falência múltipla dos orgãos. Ninguém diagnostica o tempo como causa mortis; meu sogro já contava 99 anos. "Quem é esse anjo?" Questionou Analu, que já contava 18 anos. Heriberto era assim, dava sempre essa impressão, e se sorrisse e nos olhasse nos olhos passava-nos a sensação de uma fragilidade que também nos contagiava. Eu já conhecera aquele sentimento e vivia numa dúvida cruel, convivendo com aquele remorso, imaginando se Samuel, meu filho mais novo, não seria filho de Eriberto. desde então Analu parecia mais calada, vez ou outra estava sempre no telefone sussurrando; Samuel certa vez ao chegar da escola mencionou ter visto Analu na pracinha conversando animadamente com Heriberto parecia uma tragédia anunciada, meses depois notava-se a barriga de Analu crescida; Juaquim chegou a ir atrás de Heriberto, mas ficou sabendo que ele era casado e havia se transferido pra outra capital; meses depois nascera Cecília, mas Analu perdera todo o brilho do olhar, juaquim também ficara meio rançoso; certa noite me questionou por que eu não lhe falara sobre a origem de Samuel. Juaquim era um anjo, de um amor puro e imaculado. Quantas vezes olhamos o por do sol sobre as dunas que guardavam a nossa história; e dali vimos o brilho de um nascente renascer nos olhos de Analu, que na igrejinha de santa Rita de Cássia, agora com piso de mármore e torres iluminadas, casara-se com um dos filhos de um primo distante de Juaquim.
De vez em quando penso que todo esse tempo não passou, quando contemplo Gustavo, marido de Analu, tirando leite das vacas, colhendo o milho, obsevando a plantação de algodão; ele também cantarola algumas canções que mencionam amor e paixão, de vez em quando caminhamos à beira do rio; de vez em quando são subdivisões de uma eternidade que se divide em partículas para serem bem guardadas ou esquecidas pelo tempo e o perdão.
