Textos de Saudade
Os que sacrificam demais o presente para viver o futuro, chegam nele com saudade da saúde que não aproveitaram no passado.
Quem negligencia o presente para viver o futuro costuma acreditar que está fazendo um investimento muito seguro.
Troca horas de sono por promessas, adia encontros por metas, empurra o cuidado com o corpo para depois da próxima conquista.
Vivem como se a vida fosse um rascunho — como se o agora fosse apenas um corredor apertado que precisa ser atravessado às pressas para, enfim, chegar ao grande salão do “um dia”.
Mas o futuro tem um hábito curioso: ele chega.
E quando chega, não traz de volta as madrugadas mal dormidas, as refeições engolidas às pressas, os abraços adiados, os sinais ignorados do próprio corpo.
Ele chega cobrando juros silenciosos — nas dores crônicas, no cansaço que não passa, na energia que já não acompanha os sonhos.
Há uma ironia delicada nisso tudo: trabalhamos para garantir dias melhores e, no processo, entregamos os dias que já eram bons.
Buscamos segurança e acumulamos ausência.
Queremos estabilidade e perdemos vitalidade.
E quando finalmente alcançamos o futuro tão esperado, às vezes ele nos encontra com a saúde fragilizada, e uma saudade imensa do tempo em que podíamos ter vivido com mais equilíbrio.
O presente não é inimigo do futuro.
Ele é a matéria-prima dele.
É no agora que o corpo se fortalece ou se desgasta, que a mente respira ou se sobrecarrega, que a alma floresce ou se cala.
Não há amanhã saudável construído sobre um hoje negligenciado.
Talvez a sabedoria não seja abandonar os planos, mas aprender a não se abandonar enquanto os constrói.
Porque sucesso algum compensa o arrependimento de ter tratado a própria saúde como algo descartável.
E não há futuro tão próspero que substitua o privilégio de estar inteiro — física, mental e espiritualmente — na única linha do tempo que realmente nos pertence: o agora.
O melhor dia para se viver é hoje.
Não há ausência de sentimento maior e mais medonha do que a dos que se atrevem a julgar o sentimento alheio.
Há uma estranha soberba em quem se coloca como árbitro da dor do outro, como se emoções fossem fatos mensuráveis, passíveis de perícia tão gélida.
Julgar o sentimento do outro é, antes de tudo, ignorar a vastidão invisível que cada pessoa carrega — histórias não contadas, cicatrizes que não se exibem, batalhas travadas no silêncio.
Quem invalida o sentir alheio, muitas vezes, não o faz por força, mas por ausência — ausência de empatia, de escuta, de profundidade…
É mais fácil desqualificar do que compreender; mais confortável rotular do que acolher.
Afinal, reconhecer a dor do outro exige, inevitavelmente, encarar as próprias limitações emocionais.
Mas sentimentos não obedecem à lógica dos tribunais.
Eles não precisam de provas, tampouco de aprovação.
Sentir é, por si só, um ato muito legítimo.
E cada emoção, por mais incompreensível que pareça, nasce de um lugar real dentro de quem a vive.
Talvez a verdadeira humanidade resida menos em explicar o que o outro sente e mais em respeitar que ele sente — mesmo quando não entendemos, mesmo quando não concordamos.
Porque, no fim, a maior pobreza não está em sentir mais ou sentir menos, mas em sentir tão pouco a ponto de negar a existência do sentimento alheio.
População brasileira está num nível de irritabilidade intensa e ausência de total de qualquer empatia e gentileza.
Qualquer motivo besta é motivo para treta. Não há diálogo consensual, pedido de desculpas e reconhecimento dos próprios erros.
E muito deste comportamentos hostis e intolerantes são graças às influências de diversos conteúdos vizualizados, compartilhados de agressividade, sadismo e de falsas expectativas levando a insatisfação, frustração e introspecção doentia. Expostos automaticamente à algoritmos massivamente nas redes sociais e ao que parece começou a piorar durante a época da pandemia, com demonstrações públicas e virtuais de desobediência civil e moral com atos de ignorar regras sociais e normas legais, sem filtro para um respeito de convivência coletiva civilizada e sem a capacidade de discernimento do certo e do errado, sem nenhuma análise para as consequências de atos impulsivos.
Aflorando cada vez mais uma maldade de gente ruim e viralizando esta nova e "aceitável" cultura neurocomportamental.
Total ação racional e pré meditada só que primitiva e selvagem, apenas um intenso estímulo para o ódio e dualidade por qualquer motivo e sem lógica e sem bom senso contra àqueles desconhecidos ou até, conhecidos.
Tua ausência tornou-se o compasso vazio dos meus dias. Há uma melancolia profunda em redescobrir o mundo sem o brilho do teu olhar para iluminar os pequenos detalhes que só nós sabíamos decifrar. Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas, para mim, ele tem sido apenas um relógio parado — um eterno inverno que se instalou desde que nossos caminhos se desencontraram.
Sinto uma saudade latente da simplicidade de sermos, apenas, um só coração. Daquela época em que a nossa maior promessa era o próximo encontro e o meu tesouro mais sagrado era o som da tua risada, que ecoava como música em minha alma. Perdi-me em labirintos de palavras não ditas e em gestos que o orgulho ou o medo adiaram. Hoje, com a clareza que só a saudade traz, percebo que, no afã de viver a vida, esqueci que o meu mundo só possui sentido pleno quando está ancorado no teu porto seguro.
Não te peço que apagues as cicatrizes ou esqueças as dores, pois elas também narram a nossa história. Peço apenas que permitas que a ternura prevaleça. Lembra-te do toque que desarmava qualquer tempestade e daquela conexão que parecia ter sido escrita nas estrelas, muito antes de os nossos corações aprenderem a bater.
Se ainda restar, nas profundezas da tua alma, um pequeno refúgio guardado para o que fomos, deixa-me provar que podemos ser ainda mais. Não desejo voltar para o mesmo lugar de antes, mas sim construir um novo destino, como alguém que finalmente compreendeu o valor inestimável do que possuía e que hoje está pronto para lapidar esse sentimento como o mais raro e precioso dos cristais.
O meu coração, teimoso e eternamente fiel, ainda pulsa no ritmo do teu nome. Estarei aqui, no nosso cais particular, observando o horizonte e esperando para ver se o vento, em um sopro de misericórdia, decide trazer-te finalmente de volta para casa.
Olho para o copo de vinho à minha frente e vejo o reflexo de uma saudade que teima em não passar. Dizem que o tempo cura tudo, que as memórias desaparecem, mas comigo aconteceu o contrário. Quanto mais os dias passam, mais nítido é o teu sorriso na minha memória e mais pesada é a tua ausência no meu peito.
Fiz tudo o que estava ao meu alcance para seguir em frente, para encontrar um novo norte, mas a verdade é que ainda preciso de ti. Preciso da tua voz, que ainda acalma o meu coração, e da tua presença que, por si só, fazia o mundo parecer um lugar mais certo. Sem ti, sinto o meu coração partir-se em mil pedaços, num processo lento que só para quando me perco em pensamentos sobre nós.
Tu tinhas o dom de me fazer sentir invencível, como se o mundo estivesse na palma da minha mão. Hoje, sinto-me pequeno, a tentar encontrar conforto onde ele não existe, apenas para conseguir esquecer, por uns instantes, que já não estás aqui.
Onde quer que estejas, sabe que o meu amor por ti permanece intacto, guardado naquele canto da alma que ninguém consegue tocar. Sinto a tua falta em cada brinde e em cada suspiro.
Passei a madrugada em claro hoje, É estranho como a ausência de alguém pode ocupar tanto espaço dentro de um quarto.
Fico repassando nossas memórias e aquela ideia da nossa 'menininha' que você tanto falava. Foi naquele momento que eu realmente senti que tinha encontrado o meu lugar no mundo. Você me deu um propósito e uma vontade de construir algo maior, mas agora que você não está, esse propósito parece um deserto.
Queria não precisar dessas respostas que sei que nunca virão. Queria não me sentir preso no vazio onde você me deixou. Mais do que qualquer coisa, eu queria me reencontrar, mas parece que esqueci o caminho de volta para quem eu era antes de nós. Ainda estou aqui, tentando entender como se continua quando o coração ainda insiste em ficar parado no mesmo lugar.
Enterrei meu coração sob sete palmos de solidão, ali onde a ausência fez morada eterna. Aquele peito virou túmulo frio, sepultando promessas que desmoronaram feito castelos de areia na maré cheia. Lembro perfeitamente do abandono bruto, do rasgar da carne interna quando o adeus definitivo retumbou sem piedade.
Fiquei dilacerado, sangrando em segredo enquanto o mundo lá fora continuava girando, indiferente ao meu luto afetivo. A verdade nua e crua é que ninguém liga se você está na pior; as pessoas assistem à sua queda por curiosidade, mas pouquíssimas estendem a mão para o resgate. As feridas ardiam na calada da noite, transformando memórias outrora doces em pura tortura psicológica. Engoli o choro seco ao perceber que a plateia do meu sofrimento esperava apenas o meu fim definitivo. Aquela paixão avassaladora converteu-se em cinzas, deixando apenas cicatrizes profundas como testemunhas do desastre.Contudo, nenhum inverno dura para sempre, nem mesmo dentro de nós.
No fundo daquela cova escura, onde parecia restar somente morte, uma força primitiva começou a pulsar baixinho. Percebi que as lágrimas limpavam os escombros, adubando a terra ressecada da minha própria alma. Ninguém viria me salvar daquele buraco, então precisei ser o meu próprio milagre. Decidi desenterrar a vida que ainda restava em mim, recusando-me a ser lápide de quem partiu. Ergui-me do chão batido, limpei a poeira do orgulho ferido e reconectei cada pedaço quebrado com o fio dourado do auto-respeito. Criei uma armadura com os estilhaços do que sobrou. O amor-próprio não é ausência de dor, mas a teimosia sagrada de florescer novamente após o sepultamento.
Hoje, olho para trás sem rancor ou medo do amanhã. Compreendi, finalmente, que certas partidas servem para nos devolver a nós mesmos por inteiro. A maior superação não está em esquecer quem machucou, mas em acolher os próprios retalhos com orgulho e doçura extrema. Cicatrizes são troféus de guerra que provam nossa capacidade infinita de renascimento.
Se o mundo lhe deu as costas quando seu chão sumiu, use esse isolamento forçado para reconstruir seus alicerces em segredo. Se você também se encontra no fundo do poço emocional agora, escute este conselho: não tema o vazio atual. Ele é apenas o espaço necessário para a construção de uma versão sua infinitamente mais forte, livre e verdadeiramente indestrutível.
Saudade de Você, Lua
Em uma noite de Lua cheia
Me pego pensando em você,
E que saudade eu sinto
Saudade de me perder nas palavras que você dizia,
De suas invasões em meu lar,
Saudades das tardes em que conversávamos sobre tudo e sobre nada.
Me pego olhando para lua e pensando em você,
Todos os meus pensamentos foram tomados por ti,
Minha cabeça e meu coração entram em confusão,
E tudo o que consigo me lembrar,
Tudo o que consigo pensar,
E tudo o que consigo dizer é que sinto sua falta,
Então volte,
Eu odeio dizer isso, mas eu estava errada,
Eu estava enganada,
Volte para casa, volte para mim.
Baú de recordações
Baú de espantos...
Baú de recordações...
Saudades de um passado sem volta
Resgate de um tempo perdido
Sem tristezas
Sem magoas
Pedras no caminho
Tropeços de um crescimento interior
Buscas externas
Procuras internas
Equilíbrio encontrado
Há muito tempo esquecido e adormecido...
Sinais do Silêncio
Ele, também poderia se retratar – entrar em contato, dizer que a saudade consumiu os seus dias. Que o seu corpo sentiu a mesma intensidade que o meu. Dizer que tudo não passou de um mal-entendido, explicar as suas razões, de ter sumido, talvez deixar clara a situação.
Desmontar toda essa confusão e revelar o que se passa dentro do seu coração. Esses mal-entendidos poderiam ser esclarecidos. Eu poderia tentar entendê-lo. Mostrar que tudo o que se passou foi intenso, sublime. Mostrar que fui importante.
Entendo que talvez o sentimento seja apenas de minha parte. Mas então, porque há invasão em meus pensamentos? Invasão em meus dias ternos e serenos? Tudo vira uma revolução, uma guerra interior, quando, sem permissão, ele vem - sem ser convidado.
Há pendências batendo à porta. Esse estranho caminho que me conduz por encruzilhadas desconhecidas, me mantém em alerta.
Os sinais que a vida dá são claros. Dizem tudo o que eu preciso saber. Mostram caminhos.
Rita Padoin
Escritora
A saudade está difícil, como uma adaga. Para não senti-la eu me cortaria, e tendo-a também me corto.
É tão incompreensível que ao me respeitar eu acabe justamente do lado mais afiado desta adaga.
Saudade da minha filha.
Intervalo moroso, visita fugaz, e mesmo que não fosse ainda seria saudade — saudade do que não vai voltar, da rotina que hoje só existe na memória.
Nelson Hideo Iwasse Junior
09/07/2026
1565 📜 "Não conheço definição de Saudade mais forte do que essa: 'Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu!' Isso é ser criativo e saber trabalhar o texto.
(Composição 'Pedaço de Mim', de Chico Buarque. Não é 'também' de Minha Autoria porque ele nunca me convidou para fazer Parceria Autoral!)"
"Então, ela disse: 'Estava morrendo de saudade de você'... E digo eu: Pena que resistiu (outra vez) e não chegou a ”morrer” de verdade (de tanta saudade de Mim), que falsa!"
Frase Minha 0130, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
" 'Oh, que saudade que tenho / Da Aurora da minha vida', poetizou Casimiro de Abreu. Já eu, além de Aurora, também tenho saudade de Guiomar, outra das minhas tias favoritas, quando também eu tinha 'Meus Oito Anos'!”
Frase Minha 0187, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Saudade eu tenho daquela Professora que passava Trabalho de Casa, encomendando narração de como foi nosso final de semana. Tinha que ser em Redondilha Menor e não tínhamos a menor ideia do que era isso de Redondilha. Pronto! Ela nos fazia pesquisar e, com 'poucas cajadadas, matava vários coelhos'! Genial."
TextoMeu 1392
1572
"Então, eu sussurrei para minha nova namorada: 'Hoje eu acordei com saudades de você / Beijei aquela foto que você me ofertou / Sentei naquele banco da pracinha só porque / Foi lá que começou o nosso amor'. Ela conhecia e sabia que Eu não era o Autor, HeHeHe! (Da composição 'A Praça', autoria realmente não minha e sim do Midas Carlos Imperial, o mesmo do 'Dez, Nota Dez'!)"
1587
"Tenho saudade incontrolável das cartas que, um dia, eu recebia das então Minhas Namoradas. Quero reviver aquela época... Vou pedir a todas que enviem novamente cartas perfumadas para Mim! As que eu conseguir localizar, as que não estiverem comprometidas, as que estiverem vivas e as que quiserem escrever, claro! Hum... Será que consigo alguma?
Um dia será.
Um dia, o meu silêncio deixará de ser ausência e se tornará um grito que ecoará na eternidade.
As minhas palavras serão como flechas: certeiras, guiadas pela verdade, capazes de alcançar o coração antes mesmo de tocar os ouvidos.
E os meus ouvidos, Senhor, estarão atentos à Tua voz, discernindo cada palavra que procede de Ti, acima do ruído deste mundo. Que eu aprenda a silenciar diante dos homens para ouvir o céu, e a falar apenas quando minhas palavras carregarem a direção da Tua vontade.
......
GRATIDÃO E SAUDADE
Na infância e na adolescência
Ele era da Desportiva Ferroviária.
Mas foi no Vasco que ele ouviu ...
o seu nome ser ovacionado!
Seu talento para fazer gol
Era tão marcante que
atorcida vibrava delirante!
No italiano,-_ nome Giovanni ,
é uma variante do nome _ João.
Amor, Fé, virtudes desse nome
vindas da mente e do coração
Yochanan é Giovani na Tradição .
Significa:_ Deus É sua Proteção.
E assim gols surgiram ..
E fez identidade desse Campeão!
Hoje , não é choro só de tristeza.
Mas de saudade, com certeza.
Esse nosso " Pequeno príncipe"
que se fez realeza,desde o início.
Capixaba sente saudade e chora.
E dizem nesta hora
Obrigado Geovani
Por tudo que você fez aqui.
No nosso País e lá fora!
Gols,gol,gol,!!!
Descanse em Paz
Vitoria sua cidade ,
não lhe esquecerá
Jamais!!!
Saudade tem idade?
Só se tem saudade
quando se entende :
_O que é saudade?
Ela é repertório de fatos,
vivenciados,
_em toda idade
Quando ele é bom, acalma.
e faz bem a alma!
Saudade chega de "jato"
Traz repertório do fato,
ajuda a refletir ato
pois conchega_se
na tal felicidade
É bom rememorar
a boa saudade!
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