Textos de Saudade
O Abraço do Céu no Seu Dia Especial
Eu sei que a ausência e o silêncio daqueles que você esperava trouxeram uma dor profunda e uma sensação de vazio ao seu coração. Mas escute o que o meu carinho quer lhe dizer hoje: o seu valor nunca dependeu, e jamais dependerá, da presença ou da consideração de quem não sabe te amar. O seu nascimento foi planejado por Deus e celebrado pelo céu muito antes de você chegar à Terra. Se os homens falharam em te aplaudir hoje, o Criador continua te cobrindo de bênçãos e soprando vida nos teus dias. Não permita que a distração ou o egoísmo alheio apaguem o brilho do seu milagre. Olhe para o espelho com orgulho, honre a sua história e celebre a si mesma, pois a sua existência é um presente precioso para o universo. Você é amada, você é importante, e o seu dia é sagrado.
A saudade de quem partiu deve ser vivida como uma Sonata ao Luar: calma, profunda, levemente triste, mas infinitamente bela e reconfortante para a alma. O luto não é o fim do relacionamento, é a transformação dele em uma presença invisível que nos acompanha em cada gesto de bondade. Honre os que se foram vivendo a vida que eles gostariam que você vivesse: com coragem, com brilho e com amor. Eles vivem em cada nota que você toca com intenção e com a memória do que foi vivido.
- Tiago Scheimann
A solidão não é ausência, é encontro. É o território onde todas as máscaras caem e a alma se vê obrigada a se reconhecer sem disfarces. No deserto da própria presença, algo começa a nascer em silêncio, como uma voz antiga que sempre esteve ali, aguardando ser ouvida. Não fuja desse lugar, há um tipo de luz que só se revela a quem permanece. O vazio, quando abraçado com coragem, deixa de ser abismo e se torna solo fértil para aquilo que transcende o próprio entendimento.
- Tiago Scheimann
A minha força nunca foi a ausência de fragilidade, mas a decisão diária de não interromper a marcha, mesmo quando o corpo está quebrado e a mente se torna um labirinto sem saída aparente. Desistir pode até sugerir um alívio imediato, mas quase sempre cobra um preço impagável na moeda da nossa própria dignidade. Sigo devagar, se necessário, mas sigo com a convicção de que nem tudo o que perdi foi, de fato, uma perda.
- Tiago Scheimann
A maior pobreza jamais foi a ausência de bens, mas o lento esgotamento da capacidade de se comover. Há uma miséria muito mais silenciosa do que a falta de tudo: aquela em que a alma, exausta de perdas e desilusões, já não encontra razões para estremecer diante do que ainda permanece. Porque, quando até a esperança deixa de despertar espanto, compreendemos que a verdadeira ruína nunca habitou o mundo ao redor, mas o lugar mais íntimo onde a sensibilidade um dia chamou a vida pelo nome.
- Tiago Scheimann
Chamamos de saudade aquilo que resta quando o amor perde o seu objeto, mas conserva intacta a sua capacidade de ferir. Ela não diminui com os anos; apenas abandona o escândalo da dor e aprende a agir em silêncio. Há dias em que acreditamos tê-la vencido. Basta, porém, um perfume, uma fotografia ou o acaso de uma voz semelhante para que todo o edifício da serenidade desmorone. A alma nunca esquece onde foi destruída pela primeira vez.
- Tiago Scheimann
A pior ausência não é provocada pela morte, mas pela permanência sem presença. Há olhares que continuam diante de nós enquanto já habitam outro universo. Descobrimos tarde demais que o abandono começa muito antes da despedida. Primeiro desaparece o interesse, depois a escuta, depois a delicadeza. O corpo permanece por educação; a alma parte sem fazer ruído. Poucas tragédias são tão silenciosas.
- Tiago Scheimann
Hoje me deu saudades de você
Você partiu meu mundo, desfez meu coração e ele ficou partido por saber que nunca mais ia te ver.
Você se foi e o tempo parou. Ficou a saudade, ficaram as lembranças. Uma parte de mim foi junto com você, e eu não sei se vou superar.
Mas a gente sempre foi assim, a gente nunca disse te amo por palavras e sim por atos. Sempre vou lembrar você aqui comigo e dos poucos momentos que passamos juntos, mas que nunca vou esquecer.
E quando você vinha pra cá e ia embora ficava o vazio, mas sabia que ia te ver. Mas o vazio que ficou agora é o que eu sei que nunca mais vou te ver.
Talvez não tenha falado, não tenha demonstrado o quanto eu te amo. Mas não foi por falta de amor, é que eu não soube, não consegui expressar tudo o que sentia.
Não te disse, não mostrei… e isso ficou aqui dentro, sem poder dizer. O arrependimento e a saudade são maiores do que tudo.
Não vou deixar a tristeza me consumir, mas é verdade: sinto sua falta como nunca. O vazio que você deixou ninguém vai preencher.
Você sempre vai ser a minha metade que falta. 💔
Me perdoa por não ter demonstrado mais e não ter sido presente mais, mas sempre te amei e sempre vou te amar.
Eu vou te amar para sempre, meu irmão.
Com amor sua irmã 🖤
Vivemos para deixar, não para levar,
Deixar momentos, que nos fazem lembrar.
Deixar saudades, que o tempo não apaga,
Deixar histórias, que a vida propaga.
Deixar conhecimentos, que iluminam o ser,
Deixar transformações, que ajudam a crescer.
Deixar criações, que a alma expressa,
Deixar palavras, que o coração confessa.
Deixar pensamentos, que nos fazem refletir,
Deixar ideias, que nos fazem expandir.
Deixar sentimentos, que nos conectam no fundo,
Deixar afetos, que fazem o mundo.
E, por fim, deixar amor, em cada ação,
O maior legado, a verdadeira razão.
A Saudade que Mora no Quarto dos Pais
Quando um filho parte definitivo para o plano espiritual, uma parte do mundo desaba. Mas, enquanto o restante da sociedade chora no velório e na semana seguinte volta a rir e a viver suas vidas, na casa dos pais o relógio parece parar. Passam-se meses, passam-se anos, e aquela mãe ainda olha para a cadeira vazia na mesa com o peito apertado. Aquele pai ainda guarda na memória o tom da voz e o cheiro do abraço. O amor de pai e mãe é o único laço na Terra que não se desgasta com o passar do tempo e nem se apaga com a ausência física. É um amor que acompanha o filho além do túmulo, que reza em silêncio todas as noites e mantém viva a chama daquele que já partiu. Diante da finitude de tudo, percebemos que o único porto verdadeiramente seguro na matéria era aquele colo que nos recebeu quando chegamos ao mundo.
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
Morte , partida , ausência eterna .
Uma coisa é certa, ninguém está preparado para perder um ente querido. Mesmo sabendo que a vida é passageira e todos nós um dia vamos morrer, perder alguém que amamos é algo difícil de aceitar. Para nós que estamos passando por isso, de perder uma pessoa querida, é doloroso , mas Deus com sua sabedoria nos faz fortes é capaz de superar tamanha dor.
Um aperto no coração me abate , de pensar que aos poucos minha família vai partindo e deixando apenas lembranças e saudades sem fim.
Aproveita mais a vida , dizendo para seus queridos que você o ama e que sente falta delas .
Deus te abençoe !
Natalirdes Botelho.
"Quando a saudade parece dizer que alguém partiu para sempre..."
"Allan Kardec nos convida a olhar a morte por outra perspectiva."
"O túmulo guarda apenas aquilo que pertence à matéria."
"Aqueles que amamos continuam existindo, vivendo no mundo espiritual e permanecendo ligados a nós pelos laços do pensamento, do afeto e da lembrança."
"Por isso, recordar um ente querido não precisa ser apenas um exercício de saudade."
"Pode ser também uma expressão de amor."
"A verdadeira comunhão entre os vivos e os desencarnados não está nas pedras dos túmulos."
"Está no sentimento que permanece."
"A morte não apaga os vínculos verdadeiros."
"Ela apenas modifica a forma pela qual aprendemos a amar."
"Que a lembrança daqueles que partiram seja acompanhada de paz, esperança e prece."
"Nem sempre a despedida significa separação."
"Para o Espiritismo, a existência não termina com a morte do corpo. O espírito prossegue sua jornada, enquanto os vínculos construídos pelo amor podem permanecer vivos através do pensamento e da afeição."
"Diante de um túmulo, não vemos apenas aquilo que terminou."
"Podemos recordar aquilo que continua."
"Allan Kardec"
#Espiritismo #AllanKardec #DoutrinaEspírita #VidaApósAMorte #Desencarnação
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
Aurora da vida
Oh, que saudade da infância,
Da aurora da minha vida,
Tempos que ficaram à distância,
De uma rotina florida.
Dos pés descalços que convidam
A uma lembrança querida.
Os primeiros raios de luz no rosto
Que trazem calor e cor devidos,
O orvalho frio e úmido exposto
Aos passos inocentes da vida.
Gotas de sereno na grama
Mostrando pureza e inocência.
O canto dos pássaros chama,
O sol brilha em nossa existência.
Aqueles dias longos para brincadeiras,
As horas que não importavam,
Apenas as peladas em meio à poeira,
Nos deixam lembranças que marcam.
O olhar de espanto e encantamento
Ao descobrir coisas simples da vida,
Como as borboletas ou o formato das nuvens
Que pintam figuras de beleza colorida.
O colo dos pais é chamego,
O cheiro da terra molhada,
A sensação de um mundo seguro
São lembranças que ficaram no passado.
Crescer também é importante,
Pois a vida segue sempre em frente,
Quando adultos, trabalhamos bastante,
Num destino que se faz constante.
Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026
Não se perca pensando demais.
Nem tudo precisa de resposta,
nem toda ausência é culpa sua.
Você não veio ao mundo para ser suficiente
a expectativas que nunca foram suas.
Veio para ser inteira,
mesmo com rachaduras,
mesmo em silêncio.
Viva como quem honra o hoje,
não para consertar o ontem,
mas para caminhar um passo mais lúcida que antes.
Solte o peso que não te pertence,
trate-se com a mesma gentileza
que oferece aos outros,
e siga…
não em dívida com o passado,
mas em paz consigo.
FIGURAS CINZAS
Quando a ausência ganha a cor da memória.
Talvez a vida seja como um álbum.
Nascemos com algumas páginas praticamente vazias. Não sabemos quantas existirão, quantas pessoas passarão por elas ou quais histórias serão escritas ao longo do caminho.
Então começamos a preencher.
Primeiro aparecem aqueles que já estavam conosco antes mesmo de compreendermos o significado da palavra família. Pai, mãe, irmãos, avós. Depois chegam os tios, primos, professores, colegas, amigos, amores, filhos, vizinhos e tantas outras pessoas que, de alguma maneira, encontram um espaço em nossas páginas.
Cada uma delas é uma figurinha.
E, enquanto está conosco, é colorida.
Algumas ocupam páginas inteiras. Outras aparecem discretamente em algum canto da nossa história. Há aquelas que permanecem durante décadas e aquelas que passam rapidamente, mas deixam uma marca que não desaparece.
Há figurinhas que trazem alegria.
Outras carregam ensinamentos.
Algumas nos fazem rir.
Outras nos fazem chorar.
Existem aquelas que nos abraçam e aquelas que nos ferem.
Algumas nos amam.
Outras nos decepcionam.
E há aquelas que simplesmente passam por nós sem perceber que, por algum motivo, deixaram uma pequena parte de si em nossa história.
É assim que o álbum vai crescendo.
Página após página.
Ano após ano.
Até que descobrimos uma coisa que ninguém nos ensina verdadeiramente a compreender:
o álbum também muda de cor.
Um dia, uma das figuras coloridas se torna cinza.
Não porque perdeu sua importância.
Não porque deixou de ser amada.
Não porque sua história deixou de ter valor.
Ela se torna cinza porque sua presença terminou e sua memória começou.
É o momento em que alguém parte.
Um avô.
Uma avó.
Um pai.
Uma mãe.
Um irmão.
Um amigo.
Um amor.
Alguém que, talvez, acreditássemos que estaria sempre ali.
E então descobrimos que algumas pessoas não desaparecem exatamente.
Elas apenas mudam de lugar.
Saem do espaço onde podíamos encontrá-las e passam a ocupar outro lugar, muito mais silencioso: a memória.
É por isso que algumas figuras ficam cinzas.
Não são figuras apagadas.
São figuras encerradas.
A história chegou ao seu ponto final.
E talvez seja justamente isso que torne a perda tão dolorosa.
Porque a morte não leva apenas uma pessoa.
Ela leva também a possibilidade de escrever novos capítulos com ela.
Não haverá mais aquela conversa.
Aquela ligação.
Aquele abraço.
Aquela discussão.
Aquela risada.
Aquele conselho.
Aquela presença aparentemente comum que, depois da partida, descobrimos ser extraordinária.
É então que sentimos saudade.
E a saudade talvez seja uma das formas mais silenciosas de amor.
Porque sentimos falta justamente daquilo que teve importância.
Ninguém sente saudade daquilo que nunca significou nada.
A dor da ausência é, de certa forma, a prova de que houve presença.
Talvez por isso devêssemos olhar para nossas figuras cinzas com um pouco mais de ternura.
Elas não representam somente aquilo que perdemos.
Representam também aquilo que tivemos.
Um dia aquela pessoa esteve ali.
Um dia houve convivência.
Houve histórias.
Houve abraços.
Houve conflitos.
Houve perdão.
Houve amor.
Houve vida.
E talvez essa seja a primeira grande lição das figuras cinzas:
não devemos permitir que a tristeza pelo fim apague a beleza do que existiu.
O ponto final não torna inútil a história.
Uma história não perde seu valor porque terminou.
Pelo contrário.
É justamente porque sabemos que ela terminaria algum dia que cada capítulo deveria ter sido vivido com maior intensidade.
A criança que brincou com o avô talvez não soubesse que um dia sentiria falta daquela voz.
O filho que achava cansativo ouvir os conselhos dos pais talvez um dia daria qualquer coisa para escutá-los novamente.
O amigo que sempre esteve por perto talvez só tenha revelado seu verdadeiro valor depois de partir.
A vida possui essa estranha capacidade de nos ensinar o valor das coisas muitas vezes depois que elas deixam de estar disponíveis.
Por isso, talvez devêssemos olhar mais para as figuras coloridas enquanto ainda estão coloridas.
Abraçar enquanto podemos.
Dizer “eu te amo” enquanto a pessoa pode ouvir.
Pedir perdão enquanto ainda existe tempo.
Perdoar enquanto ainda existe oportunidade.
Visitar enquanto a porta ainda pode ser aberta.
Ligar enquanto ainda existe alguém do outro lado da linha.
Porque não sabemos em qual página a cor vai mudar.
---
Com o passar dos anos, nosso álbum fica cheio.
E, inevitavelmente, algumas figuras coloridas começam a ficar cinzas.
Isso pode nos assustar.
Quando somos jovens, pensamos que viver é acrescentar pessoas.
Mais tarde descobrimos que viver também é aprender a conviver com as ausências.
Talvez amadurecer seja exatamente isso.
No começo, queremos preencher páginas.
Depois aprendemos a preservar páginas.
E, finalmente, compreendemos que algumas das páginas mais importantes de nossa existência são justamente aquelas que guardam pessoas que já não podemos abraçar.
O álbum da vida não é composto apenas pelas pessoas que permaneceram.
Ele também é formado por aqueles que partiram.
Somos, de certa maneira, uma coleção de pessoas.
Carregamos expressões que aprendemos com nossos pais.
Gestos dos nossos avós.
Conselhos de professores.
Histórias de amigos.
Manias de irmãos.
Lembranças de antigos amores.
Feridas deixadas por algumas pessoas.
Perdões oferecidos por outras.
Somos também aquilo que recebemos daqueles que passaram por nossa vida.
Talvez sejamos um pouco de cada pessoa que realmente nos tocou.
E, nesse sentido, as figuras cinzas continuam participando do álbum.
Elas já não podem acrescentar novos capítulos à própria história, mas continuam influenciando a nossa.
O avô que partiu pode continuar ensinando através de uma frase que repetimos.
A mãe pode continuar presente em um gesto que aprendemos.
O pai pode continuar vivendo em uma maneira de trabalhar, cuidar ou enfrentar dificuldades.
O amigo pode continuar provocando um sorriso quando lembramos de determinada história.
A pessoa que amamos pode continuar existindo na forma como aprendemos a amar.
É assim que a memória desafia a ausência.
Ela não devolve fisicamente quem partiu.
Mas impede que tudo aquilo que aquela pessoa representou desapareça completamente.
Enquanto alguém se lembrar, alguma parte daquela história continua existindo.
---
Talvez seja por isso que o cinza não deva ser entendido apenas como a cor da tristeza.
O cinza também pode ser a cor da permanência.
É a cor de uma presença que deixou de ser física, mas não deixou de ser significativa.
É a cor da memória.
E memória não é o contrário da vida.
É uma das maneiras pelas quais a vida continua dentro de nós.
Existe, então, uma esperança escondida nas figuras cinzas.
A esperança de que aquilo que foi verdadeiro não seja completamente perdido.
A esperança de que o amor não termine simplesmente porque o abraço terminou.
A esperança de que uma história possa continuar produzindo frutos mesmo depois de seu último capítulo.
Talvez a morte encerre uma existência, mas não consiga apagar todas as consequências de uma vida.
Uma pessoa pode partir e ainda permanecer na maneira como alguém pensa, educa, ama, trabalha, perdoa ou enfrenta o mundo.
Nesse sentido, algumas pessoas continuam vivendo através daqueles que deixaram para trás.
---
Imagine, então, alguém chegando ao final da própria vida e abrindo seu álbum.
Haverá muitas figuras coloridas.
Mas haverá também muitas figuras cinzas.
Algumas provocarão lágrimas.
Outras trarão risos.
Algumas despertarão arrependimento.
Outras, gratidão.
Talvez algumas páginas sejam difíceis de olhar.
Talvez existam pessoas que gostaríamos de encontrar novamente.
Talvez existam outras das quais gostaríamos de nos despedir melhor.
Mas todas elas terão alguma coisa em comum:
fizeram parte da história.
E talvez, naquele momento, seja possível compreender algo que levamos uma vida inteira para aprender.
O objetivo nunca foi manter todas as figuras coloridas.
Isso seria impossível.
O objetivo era viver.
Amar.
Conhecer.
Errar.
Perdoar.
Aprender.
Construir histórias.
Preencher páginas.
E, quando algumas figuras inevitavelmente mudassem de cor, ter memória suficiente para olhar para elas e dizer:
“Eu tive você na minha vida.”
Talvez essa seja uma das maiores formas de gratidão que podemos oferecer aos que partiram.
Não apenas chorar porque eles se foram.
Mas agradecer porque um dia estiveram conosco.
Porque, quando transformamos a lembrança em gratidão, a ausência começa a dividir espaço com a esperança.
E então percebemos algo ainda mais bonito.
O álbum não terminou.
Ainda existem páginas vazias.
Ainda existem pessoas que não conhecemos.
Amizades que ainda não começaram.
Abraços que ainda não demos.
Lugares onde ainda não estivemos.
Amores que ainda podem chegar.
Histórias que ainda não foram escritas.
E, principalmente, ainda podemos ser a figurinha colorida na vida de alguém.
Talvez seja essa a grande responsabilidade de estar vivo.
Enquanto nossas páginas ainda estão sendo preenchidas, precisamos cuidar da cor que deixamos nas páginas dos outros.
Porque um dia, para alguém, também seremos memória.
E quando esse dia chegar, talvez não sejamos lembrados pelo tamanho da nossa casa, pelo dinheiro que acumulamos, pelos cargos que ocupamos ou pelas coisas que possuímos.
Talvez sejamos lembrados por uma conversa.
Por um abraço.
Por uma ajuda.
Por uma palavra.
Por uma presença.
Por um momento em que fizemos alguém sentir que não estava sozinho.
No fim, talvez seja isso que realmente permaneça.
As coisas passam.
As pessoas partem.
As páginas viram.
As cores mudam.
Mas algumas histórias continuam.
E talvez a vida seja exatamente isso:
um álbum que começa vazio, se enche de cores e, lentamente, vai adquirindo tons de cinza.
Não devemos temer o cinza.
Porque o cinza nos lembra que houve cor.
E se ainda dói olhar para determinada figura, talvez seja porque aquela pessoa ainda possui um lugar dentro de nós.
Por isso, quando sentir saudade, não pense apenas na ausência.
Volte à página.
Olhe a figura.
Lembre da voz.
Lembre do sorriso.
Lembre da história.
E agradeça.
Porque nem todos têm a sorte de possuir uma memória que ainda dói.
Às vezes, a dor da saudade é simplesmente o coração dizendo:
“Isso foi importante.”
E talvez seja essa a esperança escondida nas figuras cinzas.
Algumas pessoas deixam de estar ao nosso lado, mas nunca deixam de fazer parte de quem somos.
O álbum continua aberto.
Ainda há páginas.
Ainda há cores.
Ainda há vida.
Preencha-as.
O Amor que Permanece Além da Partida
A ausência física de quem amamos abre um vazio que nenhuma distração do mundo é capaz de preencher. É natural que o choro venha, que a casa pareça mais silenciosa e que a dor da despedida aperte o peito com força. Mas, para os meus amigos que hoje choram, eu gostaria de deixar um acalento: a morte tem o poder de interromper o toque, mas ela é completamente incapaz de apagar o amor. As pessoas queridas que partem deixam as suas marcas guardadas nos nossos sorrisos, nos nossos valores e nas memórias mais bonitas que construímos juntos. Elas continuam vivas em cada detalhe do afeto que plantaram em nós. Que a certeza desse amor eterno seja o farol a guiar os seus passos nos dias de maior saudade, e que o Criador cure, no tempo Dele, a ferida dessa ausência.
Saudade de Você, Lua
Em uma noite de Lua cheia
Me pego pensando em você,
E que saudade eu sinto
Saudade de me perder nas palavras que você dizia,
De suas invasões em meu lar,
Saudades das tardes em que conversávamos sobre tudo e sobre nada.
Me pego olhando para lua e pensando em você,
Todos os meus pensamentos foram tomados por ti,
Minha cabeça e meu coração entram em confusão,
E tudo o que consigo me lembrar,
Tudo o que consigo pensar,
E tudo o que consigo dizer é que sinto sua falta,
Então volte,
Eu odeio dizer isso, mas eu estava errada,
Eu estava enganada,
Volte para casa, volte para mim.
Pra Sempre te Amar (Canção)
Meu coração te pede pra voltar,
A saudade machuca demais,
As noites são longas, não consigo amar,
Teu sorriso é o que eu quero pra mim,
Sem você aqui, tudo faz fim.
Te acordando com meus beijos,
Fazendo tudo pra você voltar,
A vida é um sonho sem teu cheiro,
Meu amor, vem logo me encontrar.
Tudo o que eu quero é nunca mais chorar,
Te ter ao meu lado, pra sempre te amar.
Lembro dos momentos que a gente passou,
As risadas, os planos, tudo o que sonhou,
Agora é só sombra, um vazio a preencher,
Teu olhar é a luz que me faz viver.
Te acordando com meus beijos,
Fazendo tudo pra você voltar,
A vida é um sonho sem teu cheiro,
Meu amor, vem logo me encontrar.
Tudo o que eu quero é nunca mais chorar,
Te ter ao meu lado, pra sempre amar.
Se o tempo é cruel, eu vou lutar,
Com fé no coração, eu vou te buscar.
Cada lágrima caída é um passo a mais,
Na dança da vida, eu sei que és capaz.
Te acordando com meus beijos,
Fazendo tudo pra você voltar,
A vida é um sonho sem teu cheiro,
Meu amor, vem logo me encontrar.
Tudo o que eu quero é nunca mais chorar,
Te ter ao meu lado, pra sempre te amar.
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