Textos de Sábado
Em um belo sábado, meu pai me enviou uma imagem,
Ao abrir, uma flor radiante, a gerbera, em sua linguagem.
Perguntei-me qual seria o significado desse presente,
E mergulhei na busca por sua conexão envolvente.
Descobri que a gerbera é símbolo de alegria e vitalidade,
Um lembrete da beleza efêmera, da vida em sua plenitude.
Assim, entendi que essa flor era um convite à vivacidade,
Ao colorir meus dias com o brilho da felicidade.
Cada pétala, um lembrete do poder de renovação,
Uma inspiração para abraçar cada momento com paixão.
Desde então, a gerbera se tornou mais do que uma flor,
É um lembrete constante de viver intensamente, com amor.
Erva que leva!
É feriado, é sábado, domingo, não importa o dia, a erva
queima no portão dos desvairados, entra nas narinas dos
desavisados!
Enquanto isso os neurônios queimam, sobem junto com a
fumaça pelo ar! Dias passam, inteligência e beleza deixam
lugar a um monte de tolices, idiotices ditas, ridas, feridas!
Márcia Raphael.
21 de setembro de 2024. 05:26
São cinco e vinte da manhã de um sábado, e a memória de você vem forte como o vento frio que me toca nessa manhã, o seu rosto se rapaz no interior da minha mente, e junto com a música que toca nesse carro me recordo de tudo que vivemos juntos, me lembro o quanto foi bom te ter ao meu lado, o nós já passou, não existe mas, mas nossas memórias ainda são vivas na minha mente, lembro de como você me olhava, da sua mão quente passando pelo o meu corpo. Nosso ciclo encerrou, e mesmo com tudo, ainda sua falta. Não é falta de você exatamente, e sim do que vivemos, pois você eu nem conheço mais. Você perdeu sua essência, seu brilho, você passou a ser só mais um, passou a ser igual a todos os outros.
Eu me sentia indisposta, mas não era de rejeitar serviços.
Atendimento agendado para o sábado, tínhamos que viajar, a professora e no momento minha cliente, tinha casa em outra cidade.
No caminho todas as conversas possíveis, eu sempre atenta a ouvir e aprender, e blá-blá-blá...
Lá pelas tantas... Silêncio absoluto! (e sequer um "aham"... eu dizia)
A professora fez uma pergunta:
– Jô, você está direitinha?
– Não professora! – proferi quase em agonia. – Estou mal, tenho calafrios.
– O que posso fazer para ajuda-lá?
A viagem ainda era longa...
Dos dois lados da estrada canavais, lá ao longe se avistava uma casa... dois agricultores do lado de fora...
A professora desceu do carro...
Perguntou se a dona da casa estava.
Um resmungo e um aceno de cabeça afirmavam que sim...
Da porta da frente se avistava o quintal, vindo em nossa direção aquela senhora simpática... nos acolheu.
Uma curta cortina servia de porta, no lugar do chuveiro um pote com água e uma cuia.
Era ali que eu tinha que me aliviar do mal estar.
Muita agradecida pelo gesto de carinho...
E nossa viagem prosseguiu serena até o destino previsto.
(Contos que conto)
O GURIZINHO
Foi num sábado bem cedo
O sol brilhava sozinho
Só se via o cantar
Dos mais lindos passarinhos
Foi aí que eu ouvi
Um pequeno barulhinho
Quem batia em minha porta?
Um pequeno gurizinho...
Abri a porta depressa
O que houve menininho?
Cheguei a me assustar
Maltrapilho e magrinho
Com uma cara de fome
Pobre daquele anjinho!
—Me perdoe meu senhor
Lhe peço de coração
Apenas um cafezinho
E um pedacinho de pão
E se não incomodar
Me desculpe a intromissão
Se tiveres um pouco mais
Pra mamãe e meu irmão.
O resto desta história
Não é preciso contar
Alimentei o pequeno
Não é preciso falar
Me encheu os olhos de lágrimas
Não é para se gabar
Ainda sobrou um pouco
Embrulhei "pra" ele levar
Eu fico imaginando
É triste, mas é verdade
Quantas crianças no mundo
Pequenas, de pouca idade
Passam fome, passam frio
Durante a mocidade
Mazelas do ser humano
Terrível realidade!
O que dói no "bicho" homem
E apequena a esperança
Não zela por ninguém
E não cuida das crianças
Briga por qualquer coisa
Casa, dinheiro e herança
Parece que só surgiu
Pra ser o "rei da lambança "...
Aqui vai este versinho
Me perdoem a intromissão
Rogo aos nossos jovens
Que prestem bem atenção
Cuidem do semelhante
Tratem-no como irmão
E antes de ter os filhos
Reflitam com o coração...
É como diz o poeta
Se pondo a criticar
Infelizmente o homem
É triste, mas vou falar
Um "bicho" que só existe
Com intuito de matar
Quem não cuida nem de si mesmo
Dos filhos, não vai cuidar!
Já passei da fase dos beijos de sábado à noite, que se apagam com o amanhecer e se tornam meras lembranças no domingo. Eu quero um beijo que seja promessa, que me encontre pela manhã e faça o domingo ainda mais intenso.
Tem gente que não só deseja o teu corpo, mas se perde na tua alma e se apaixona pela tua essência. Eu quero um beijo que dure mais do que uma noite, que me procure no domingo e me faça sentir que o amor verdadeiro não tem fim.
Domingo é o primeiro dia da semana
Sábado é o dia do Senhor
Mas é sexta-feira:
o dia nacional da perdição.
O homem trabalha e as mulheres também
Esquecem a porta de casa
Mas lembram-se do bar
Enchem a cara a noite toda,
até o dia raiar.
Esquecendo dos filhos, esquecendo de tudo
É sexta-feira, dia da alma se lavar
Muitos morrem a caminho de casa
E outros em quatro de motel
Quando dão por si, já estão no beleu.
Aí sim!
Que é o fim
Pra quem gritou!!!!
Hoje é sexta-feira!!!
Sextou !!!!
ELA
Café e tasca na aldeia.
Era sábado de cálido verão.
A noite teimava na ideia
De não querer o escuro
Como um muro
Que lhe tapasse a visão.
O poeta entrou e nada comunicou.
De pé, observou uma pintura naif
Escarrapachada
Na parede do café triste
E imaginou
E mais não disse
Mas sempre observando.
Eram só dois, para ele olhando.
Um ébrio, de pé e uma mulher sentada
Que dali a nada veio ter com ele, eu,
A perguntar se gostava da pintura
Da parede triste e abandonada.
Na conversa dela com o poeta,
Este correspondeu pela certa.
Falaram, cultivaram e quiçá divagaram...
No final, despediram-se,
Prometeram ficar amigos
Nestas coisas das redes sem trapézio,
As sociais redes de perigos
Que só vingam no mistério
De ser pessoa com mais artigos.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 07-08-2023)
O VENTO A ÁRVORE E A CASA
Tarde de sábado.
A depressão do tempo castigava.
Agora, chamam depressão
Ao tempo mau que faz.
Porque não!?...
Mas o vento é sempre rapaz
E as árvores também femininas
Quanto velhas mais meninas.
Com a diferença que o vento
Tem agora mais lamento
E as árvores amém,
Nestas tardes sem ninguém.
O vento soprava,
A árvore balançava
Sobre a humilde casa.
Era aí que ele habitava,
Um homem pobre,
De rosto nobre.
Invocou os deuses dos ventos
E dos contratempos
A ver se a borrasca amainava.
Qual quê!?...
O vento insistiu,
A árvore caiu
E a casa humilde ruiu.
E ele deixou de acreditar
Nos deuses dos ventos
E contratempos.
Abriu os braços e pôs-se a voar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 29-10-2023)
Já, nela
No sábado, o condado da Direita sem calçada e de pés descalços sujos sem calçado, aumentou à fome que se alastra nos lastros das fundações sem alicerces, estivas e bases, mas aceso e baseado, estão plenos e com gente com vírus Delta solto pela praça.
As ruas estão no inverno, pegando fogo.
O "almoço" durante o jantar, no restaurante à francesa, escrito à L'amitié, na rua Conde de Bobadela é uma boa pedida.
Um couvert de cenoura crua, pepino em tiras, patê de azeitona, berinjela, grão de bico calado e pão francês cortado à cabeça na guilhotina da Bastilha.
Não há beleza requintada sem alguma estranheza na proporção.
E não acredite em nada que você ouve, e apenas em metade no que você vê.
Nesse tempo de língua solta e barata, ela é uma boa pedida.
sábado , 19 de março
Hoje é dia de São José. O quadro de Guido Reni mostra o pai adotivo de Jesus. Faço minha caminhada noturna em um caminho na rua São José, em Ouro Preto.
Para o povo devoto do Nordeste, se não chover hoje, haverá seca forte. É o padroeiro das famílias e da boa morte.
Volatilidade & Hominídeo
Em uma semana de 8 dias
Onde
Confundo a Sexta
Como um sábado passado
Não consigo distinguir
Um campo verde
De um dia em que a noite
Trouxe cinzas frias
No corredor de ferro
Um trilho de aço frio
Talvez
Um gosto de saliva quente
Do corpo de uma assanhada
Uma fumaça
De
Um navio distante
Para um novo horizonte
Um tijolo enquadrado
Perfeitamente
Parece por si só
O aluno na sala de aula
O conteúdo nativo
O sarcasmo velado
Nós somos apenas
Mais um tijolo
Encantado em um muro
Estampado na sala
O conforto frio
Para
A mudança
A destruição do cerne
À remontar
Nossas cinzas quentes
Para árvores
Na ancestralidade do Homem
Talvez de novo o mistério
Morasse em seus olhos fundos
Um desgosto incoercível
Com seios moços no colo
Que sentem a ida e a vinda
Ainda, não sejam bem vindos
Não deixem marcas visíveis
Qual perfil que ele gosta?
Que não foi destruída
Por diversas
Gravidezes consecutivas?
No amargo da máscara
Na doce máscara menina
No imaginário deixar
Crescessem ventres
E
Não deixasse passar
Mais do que tristeza íntima
Pelo canto do olho
Tive uma visão fugaz
E virei para olhar
Mas
Já havia ido
Desconectado
Disse que fui a uma festa no sábado
E apenas de manhã o agito terminou
Só que ninguém acreditou em mim
Pois nas redes sociais nada constou
Tem que estar registrada a presença
Por meio de uma foto para ela valer?
Preciso informar que estou no lugar
Para a turma toda finalmente crer?
Ando desconectado da vida virtual
E andando bastante pelas calçadas
Aí há quem diga que estou sumido
Porque não tenho palavras tecladas
Vai ver o real não vale tanto assim
À medida que fica nesta dimensão
Se tornou mais importante aparecer
Do que curtir o momento em questão
Tudo bem, permanecerei em offline
Encontrando uma razão fora do digital
Faço jura de pés juntos que eu existo
Com um sinal de fumaça ao pessoal.
"Feliz Sábado 🙌🏻
Início o dia agradecendo pela manhã abençoada que Deus me permite recomeçar... Tudo é possível quando acreditamos que nossa capacidade de vencer é grande demais para alcançar nossos objetivos ... Que venha boas energias".
Amém 🙏
-Eliana Batista
Sem você, não resta ninguém
Você é como Jordans no sábado
Eu tenho que ter você e não posso esperar agora
Ei, gatinha
Diga que você se importa comigo
Você sabe que me importo com você
Você sabe que eu serei verdadeiro
Você sabe que eu não mentirei
Você sabe que eu tentarei
Ser tudo pra você, sim
Porque se eu tenho você, eu não preciso de dinheiro, eu não preciso de carros
Garota, você é meu tudo
E, ah, eu estou na sua
E, garota, ninguém mais serve
Porque a cada beijo e cada abraço
Você me faz ficar apaixonado
E agora eu sei que não posso ser o único
Eu aposto que há corações espalhados pelo mundo esta noite
Com o amor de suas vidas que sentem
O que eu sinto quando eu estou
Com você, com você, com você, com você, com você, oh
Com você, com você, com você, com você, com você, sim
E eu nunca tentarei negar
Que você é minha vida inteira, porque se você
Um dia me deixar ir, eu iria morrer
Então eu não vou em frente
Eu não preciso de outra mulher
Eu só preciso do seu tudo ou nada
Porque se eu tiver isso, então eu vou ser sério
Amor, você é a melhor parte do meu dia
E eu preciso de você, amor
Eu tenho que te ver, amor
E há corações espalhados pelo mundo esta noite
Disse que há corações espalhados pelo mundo esta noite
Eles precisam do amor deles (eles precisam)
Eles precisam ver o amor deles
E há corações espalhados pelo mundo esta noite
Disse que há corações espalhados pelo mundo esta noite
E, ah, eu estou na sua
E, garota, ninguém mais serve
Porque a cada beijo e cada abraço
Você me faz ficar apaixonado
E agora eu sei que não posso ser o único
Eu aposto que há corações espalhados pelo mundo esta noite
Com o amor de suas vidas que sentem
O que eu sinto quando eu estou
Com você, com você, com você, com você, com você, garota
Com você, com você, com você, com você, com você, oh
Com você, com você, com você, com você, com você (com você, apenas)
Com você, com você, com você, com você, com você
Ouça
Hoje, 23 de Novembro de 2019, Sábado, às 19:30 horas, eu e minha esposa Leonice Santolin, estávamos assistindo a uma missa na nossa Comunidade Santa Rita de Cássia, quando pude notar ao nosso redor, várias senhoras e senhoritas, sem os seus digníssimos maridos, o que me fez escrever estas linhas tão singelas, porém, verdadeiras, cujo título é "VIÚVAS DE MARIDOS VIVOS".
Senão vejamos:
1. No meu dia-a-dia tenho notado que, na maioria das vezes, mocinhas novas, lindas, cheirosas e exuberantes, saem sozinhas para passear ou festejar, sem os digníssimos maridos, os quais sempre têm uma justificativa pra dar, dizendo que não gostam de sair de casa, ou mesmo, que não é chegado a frequentar igrejas ou reuniões religiosas, etc., colocando em risco o seu casamento, com desculpas ou evasivas. quase sempre sem fundamento;
2. Algumas senhoras bonitas e elegantes, vão para a igreja ou para um passeio noturno, e, muitas vezes até nos forrós da terceira idade, sem os seus maridos ou companheiros, porque os mesmos preferiram ir tomar uns goles no boteco da esquina ou estão de ressaca, e assim preferem ficar descansando em um sofá, assistindo uma partida de futebol ou vendo um jornal na televisão, liberando assim suas esposas para fazerem o que bem quiser;
3. Como se não bastasse, esses supostos "dedicados maridos", acham que já conquistaram suas esposas e podem fazer o que quiserem, sem dar nenhuma satisfação em casa, porque pagam as suas contas sem depender das esposas e aí se acham o "dono do pedaço", preferindo ir para os bares tomar uma gelada, enquanto a pobre coitada fica esfregando a barriga no fogão ou num tanque entupido de suas roupas sujas, sem receber um tostão ou um pingo de atenção de seus amados maridos.
Assim sendo, gostaria de deixar esse lembrete para todos nós maridos dedicados e apaixonados pelas esposas caprichosas, de que "quem não dá assistência abre a concorrência", e, que quando menos pensar poderá sofrer grandes decepções ou até perdas irreparáveis de casamentos aparentemente sólidos, por culpa exclusiva dos maridos omissos, negligentes e inconsequentes.
Valorizemos mais nossas esposas enquanto é tempo, pois, do contrário, estaremos fadados ao fracasso no matrimônio e de ser causadores de separações sem nenhum direito à reconciliação.
Era sábado, a noite não era mais quente do que todas as outras noites de outono, e uma brisa sutil, entoava o ritmo das noites boemias.
A Lapa brilhava em seus muitos tons, dos sambistas altivos em seus velhos ritmos que agitavam os bares, até as damas da noite, que satisfaziam corpo e mente dos afortunados ou não.
Era inegável, no entanto, a magia das noites cariocas. Magia essa que levava os mais variáveis públicos até seus braços, os braços da cativante noite envolta em cerveja e no batuque dos pandeiros.
Carlos não era um homem muito diferente de qualquer outro que apreciava a companhia sistemática de ninguém menos que ele mesmo.
Vivendo o que ele viveu e passando o que passou, seu copo e cigarro eram melhores que qualquer papo que tirasse a poeira da rotina, ou ouvir um amigo falando sobre o espetáculo de Garrincha contra o Flamengo no Maracanã.
Ele se sentia bem na sua própria companhia. E normalmente acompanhado de seu inseparável caderno de notas, o qual escrevia seus romances e infortúnios da sobriedade.
Lembrou-se de uma situação que viveu quando tinha seus 23 anos. Amores de juventude normalmente eram indícios de problemas, principalmente se o resultado final era estar sozinho num sábado a noite.
No entanto, Carlos apreciava as memórias de quem fora importante em seu passado.
Angélica foi seu grande amor, provavelmente o maior de todos os amores, motivo de seu sorriso e embriagues.
Conheceram-se na faculdade de jornalismo, sendo ele o aluno de tal curso, enquanto ela cursava medicina veterinária.
Não era diferente de uma típica menina dos anos 60, onde o amor pela natureza e seus animais era o ápice das relações humana.
No entanto, algo havia cativado o coração de Carlos. Ela fazia com que todas ações que pareciam comuns, tomassem formas absurdamente especiais. Ela sorria de forma diferente, e o cumprimentava de forma diferente, sendo simplesmente diferente de todas.
Ele, por outro lado, resguardava a timidez, característica de sua personalidade frágil com relação ao que não compreendia.
Era um rapaz altivo, porém, jovem. Tinha pressa de conhecer e saber as coisas do mundo, garoto suburbano de pais humildes que trabalhavam para que ele pudesse completar os estudos.
Certo dia, no verão de 67, num Brasil onde todas as palavras precisavam ser medidas, desmediu um ato. Decidiu que Angélica não seria mais sua relação do imaginário. Esbarrou quase que propositalmente nela no meio do gramada da Universidade, e disse:
_Perdão! Desculpa mesmo incomodar. É que eu te vejo sempre, e bom... Você nem deve saber quem eu sou, mas...
Prontamente, foi interrompido por ela:
_Você é o Carlos, eu te conheço sim.
E sorriu. Sorriso esse que queimava no coração dele como uma tocha de coragem, um farol entre seus pensamentos de medo da rejeição. Coragem para fazer a tal pergunta:
_Não aceitaria sair? Eu conheço um barzinho legal na Lapa, com viola e cerveja.
Ela aprontou um amplo sorriso, pois percebia o nervosismo do garoto e apesar dos pesares, ele estava ali, tremendo mas com muita coragem em sua tremedeira.
_Vamos! Ela respondeu.
Prontamente se despediram após marcarem o horário de encontro. Era fim de semestre, quando qualquer aula perdida poderia ser prejuízo.
Eram 22:00 da noite, e a Lapa reinava sublime. Era o auge da Bossa de Vinícius e Tom, que ecoava nos ladrilhos históricos, em nuances carnavalescas com o samba raiz que o carioca entoava com um hino.
A alegria dos presentes era visível. Casais dançavam juntos em bares, com suas bebidas. Rapazes em seus ternos polidos e moças em seus vestidos de cores tão diversas, que eram uma atração visual, um Taj Mahal arco-íris.
Ele já estava lá quando ela chegou, havia separado uma mesa pequena para dois, aconchegante o suficiente para equilibrar conversas como vida, amores, futuros projetos e etc...
Ela falava, ele bobo, olhava e admirava como se fosse a própria rainha da Inglaterra que estivesse discursando particularmente para um único súdito.
Era normal. Todo homem apaixonado cria para si a ideia de um momento, um momento que ele vê como algo possível, mas improvável. Ela estar ali, se divertindo com ele era o algo impossível de se imaginário.
Perdeu o controle quando viu que ela sabia seu nome, e perdeu o jogo quando ela aceitou o convite. Estava totalmente entregue.
Dançaram por horas. Entre pausas e danças, fluiu uma pergunta vinda da moça:
_Acha que o amor é pra todos?
Ele ficou sem resposta, de pé, encarando-a. Então disse:
_Acho que tô prestes a descobrir.
Aquele foi o gatilho, o estopim dos muitos sentimento. O amor era o sentimento sublime que construiu a maior parte da filosofia poética, ferindo de morte os corações desavisados, no crepúsculo da inocência que circundava o homem.
Beijaram-se como casais bem mais antigos, como se estivessem juntos a décadas, uma conexão extremamente rara, uma rosa nascida no concreto dos dias ácidos que corroíam a nação.
Mas brotou, com a força dos bárbaros, e a leveza dos artistas.
Já estavam juntos à 3 anos, e em 1970 era ano de Copa Do Mundo. Ele já era um médico iniciante que acabara de receber uma proposta que poderia mudar sua vida completamente.
Seus muitos contatos universitários trouxeram a ímpar oportunidade de um intercâmbio na Universidade de Cambridge, uma das mais renomadas do mundo. E uma oportunidade tão incrível, poderia não ocorrer duas vezes.
Correu até o apartamento que tinham em conjunto, era pequeno, sem muito brilho, mas era dos dois. Aquele pedaço de paraíso como costumavam chamar. Esbaforido, e exausto de tanto correr para chegar e anunciar à sua amada a notícia tão aguardada.
Ela pressentiu e com um sorriso e olhos marejados entendeu o que ele pretendia dizer no momento em que abriu a porta.
_To contigo! Vai viver nosso sonho, amor. Estarei aqui quando voltar.
Arrumaram as malas juntos, e se encaravam, rindo copiosamente da situação. O sonho de um era o sonho do outro. A distância seria vencida no devido tempo e em seus moldes.
Desceram as escadas do apartamento, e em suas alegrias que se misturavam com a festa pelo gol salvador de Jairzinho, partiram para o aeroporto.
O check-in foi feito assim que chegaram.
_Me responda sempre que possível. E use os casacos, lá é inverno.
_Eu sei, amor.
Ele respondeu.
_Assim que chegar eu dou um jeito de falar com você.
Ela assentiu com a cabeça, como quem entendeu.
_Te amo, lembre-se disso antes de dormir e ao acordar. Você é único, é tudo.
Ele não respondeu. Sua solitária lágrima que delicadamente escorreu de seu rosto, seguido de um beijo.
_Você estará comigo em cada momento.
Respondeu olhando repetidamente para trás e dizendo "eu te amo" em sussurros, até entrar no avião. Partindo para o grande momento.
Depois de 1 ano nos Estados Unidos, correspondiam-se com frequencia. Mas naquela manhã fria e de neve, recebeu um telefonema que não esperava. Era seu pai:
_Oi filho. Eu preciso que volte para o Brasil. É a Angélica, ela...
Relutou em dizer.
_Pai, o que aconteceu? -Disse ele assustado.
_Ela... teve um mal súbito, filho. Encontramos ela caída no apartamento. Eu sinto muito, filho. Ela não resistiu.
Soltou o telefone naquele momento, se negava a acreditar, enquanto gritava encolhido no chão da universidade. Nunca imaginara um mundo onde Angélica não estava, e aquilo doía de formas que a morte seria melhor.
Foi para o alojamento e arrumou suas malas com a ajuda dos colegas. Lembrou-se que sua ajudante na última vez que fez aquilo nunca mais o ajudaria. Sentou-se no chuveiro e por meia hora ficou lá. E suas lágrimas confundiam-se com a água que caía, e que por capricho, não escorriam seu sofrimento até o ralo.
Partiu para o Rio de Janeiro no mesmo dia. 12 horas depois, chegou a um Rio que não era semelhante ao que viveu. Chuvoso e frio, como se o céu sangrasse por ela.
Ele negava-se a entrar na igreja onde o corpo era velado. Como crer naquilo? Era ela, a pessoa que mais amava em todo o mundo, e que 3 dias antes havia falado com ele.
Olhou-a distante, de longe, estava linda, uma flor pálida.
Carlos saiu durante o enterro e seguiu até um lugar comum para ele, a Lapa.
Naquela noite não houve samba, não houve músicas e alegria. Era só ele, sua dor e sua lembrança.
"Lembre-se que te amo, quando dormir e ao acordar."
Lembrou-se disso todos os sábados a noite, por 30 anos, quando ia para o mesmo lugar onde se conheceram. Pedia 2 copos de cerveja e um sempre terminava a noite cheio.
"Realizei nosso sonho, meu amor."
Ele conheceu outra pessoa, a qual amou e construiu família. Mas nunca amou como aquela a quem amou na juventude. Nunca houve outra Angélica.
Nem as rosas pouco falantes de Cartola expressavam sua dor eterna, tão eterna quanto seu amor e gratidão.
Hoje é um sábado qualquer. Ou não.
Talvez, para quem passa os olhos por essas palavras, seja só mais um sábado entre tantos.
Mas para mim, é o sábado em que eu reconheci — de forma lúcida, amorosa e irrevogável — o meu valor.
Entendi o meu tamanho. Entendi a minha mente. Entendi a mulher que habita em mim — inteira, complexa, vibrante.
Fui ensinada, como tantas de nós, a caber. A suavizar. A calar.
Mas hoje, com a alma limpa e o coração desperto, eu não aceito mais diminuir o que é grande por natureza.
Por muito tempo fui a melhor da sala, da turma, do curso.
E ainda assim permiti, por insegurança emocional ou por tentativas de pertencimento, que outros editassem minhas regras internas.
Hoje, essas regras são minhas novamente. E me pertencem com doçura e firmeza.
Não estou falando de beleza estética — isso o tempo leva.
Estou falando do que fica: da mente construída com livros, da psique forjada entre estudos e experiências, da emoção que pulsa com consistência e entrega.
Meu valor está no que vibra quando eu entro em um lugar. Está na minha consciência afetiva, na minha capacidade de sentir e de pensar ao mesmo tempo.
Porque sou o tipo de mulher que não finge não ver.
Sou o tipo de mulher que sente. Que pressente. Que interpreta o silêncio, o subtexto, os olhares que dizem o que a boca não teve coragem.
Que entende o comportamento afetivo de quem valida com gestos ou afasta com ausências.
E mais do que isso — sou o tipo de mulher que, mesmo quando ama, escolhe a si mesma.
A minha paixão é pelo que me expande.
A minha conexão é com o que vibra na mesma frequência: sensorial, intelectual, emocional.
A minha alma não cabe em caixinhas, nem aceita lugares em que precise se diminuir para ser aceita.
E é por isso que digo a você, mulher:
Se olhe. Se perceba. Se escute.
Entenda que ninguém é obrigado a te amar.
Mas você é, sim, responsável por se amar todos os dias.
Ninguém é obrigado a gostar do que você faz.
Mas você é, sim, responsável por reconhecer o poder do que faz nascer de você.
Escolha estar onde você é bem-vinda.
Escolha ficar onde há afeto verdadeiro, validação mútua, presença sincera.
E se precisar ir — vá com ternura, mas vá inteira.
Porque o mundo só muda quando nós, mulheres, paramos de nos moldar a ele…
E passamos a moldá-lo com o que somos.
Autoria: Diane Leite
O primeiro carro da familia Mattos (nossa)
Um dia especial, um sábado. Então, , ali estávamos nós; eu, meu irmão Mauricio (in memorian) e o Fusca, este ainda meio cansado da viagem, que tinha sido cansativa e cheia de aventuras, O Fusca, ainda quente da viagem, vez ou outra dava o ar da graça com uns rangidos e pequenos tremores. Mas como começou esta história, que ocorreu há muitos anos ? Foi assim:
Depois de um tempo em São Paulo, meu irmão conseguiu comprar o primeiro carro da família.(lado pobre) Como não podia deixar de ser: um Fusca 67, azul , muito lindo, o mais lindo do mundo. No dia da compra nem trabalhamos direito. Aquela espera angustiante de estar com o carrinho. Era quase noite quando meu irmão pegou o dito cujo. Tudo certo. Ajeitamos as nossas malinhas na porta mala, A gente, naquela época, tinha mais felicidade do que coisas para carregar. Pegamos os nossos convidados, três, e.... estrada. Assim que escureceu, cadê a luz dos faróis? Uma claridade bem fraquinha, mas nada que um eletricista de estrada não resolvesse. Um par de faróis "tremendão", moda na época, que custou uma boa parte das nossas economias reservada para a viagem. Resolvido o problema, pegamos estrada novamente. Só alegria. Depois de viajarmos uns 250 km mais, próximo à Avaré, um pequeno problema? Furou um pneu. Coisa simples de resolver, só trocar e seguir viagem e, boa. Abre capô, tira as malinhas. Eram tantas que cobriam o estepe. Estepe na mão, vixe! vazio. Na pressa da viagem não verificamos as condições do referido pneu... Madrugada, fria, Mês de junho e nós lá, eu e mais um amigo pedindo carona para chegar até um borracheiro, sabe lá aonde. Depois de uns minutos, parou um caminhão cegonha. Aquele que carrega carros. Sem muitas explicações, o motorista do caminhão mandou que subíssemos na carroceria. Se Parado já está frio com o caminhão em movimento a coisa piorou e muito. Rodou uns dois quilômetros, parou e nos chamou para dentro da cabine aquecida. Logo encontramos um posto com borracharia e restaurante. Enquanto arrumava o pneu aproveitamos para tomar café. O motorista, igual a todos motoristas de caminhão, conhecia todos os outros motoristas de caminhão e logo encontrou um que estava indo no sentido contrário ao dele. Ficou fácil, O outro motorista nos deixou perto do fusca e ainda ficou com os faróis do caminhão acessos para facilitar a troca do pneu do fusca. Ao sair, enchemos ele de agradecimento e... estrada novamente. Como morávamos todos em Santa Mariana, a distribuição dos três amigos foi rápida.
Sempre que voltávamos para nossa casa, saindo de São Paulo, a gente avisava nossa mãe. Que castigo!! Ela ficava `a noite toda nos esperando. Mas fazer o que? Mãe é mãe. Bem, dormimos um sono rápido, café de bule, e a missão maior: mostrar o fusca para cidade. Afinal, ele era o objeto de desejo para muitas pessoas. Era muito difícil ter um carro naqueles tempos. O coitado do fusca ainda estalava, resultado da viagem longa. Azar do fusca, tínhamos coisa a fazer. E lá Fomos nós! Meu irmão dirigindo e eu de carona. Paramos em frente ao Cine Plaza e ficamos do lado de fora com aquele sorriso de felicidade, igual ao de criança quando ganha presente. Não demorou muito e chegou um conhecido(nome deletado por ordem judicial)., Para o nosso padrão de vida, da época, ele era milionário. Nem cumprimentou a gente. Ficou olhando para o fusca e fez a pergunta ferina: --"Ué, a firma que você trabalha deixa você viajar com o carro dela ? Tudo bem que o carro ainda não era da família Mattos lado pobre,. Era da financeira e faltavam vinte e quatro prestações, de um numero de vinte quatro para serem pagas, mas ele não precisaria ser tão maldoso. Tirou nossa alegria. O dia ficou triste. Perdemos a vontade e voltamos para casa, ficar perto da mãe. //I
Um sábado de sol.
Trajeto na parte da manhã:
-Passar da casa do Dr, Cleon engraxar os sapatos dele. e saborear um doce de banana feito pela esposa dele. Sempre tinha.
-Grande Hotel. O professor Antônio deixava os sapatos do lado de fora para ser engraxados. Sempre pagava no próximo sábado.
-Vez ou outras engraxava as botas o seo Otávio, no açougue do seo Júlio.
-Um giro pela rodoviária olhando os ônibus imaginado um dia viajar num daqueles.
´-Uma passagem na farmácia do ikeda para me pesar e medir a altura.
-Uma olhada na camioneta que vendia mexerica ponkan, sempre sobrava alguma doação.
-Uma entrada sorrateira na sorveteria, na esquina, e esperar que o dono desse uma "colherada" tipo, assim: vaza.
-Ficar ouvindo musicas na sapataria Paraiso,
-Ver os painéis de filme do cine Rios.
-Chegar no ponto e esperar os "clientes" com suas botinas incrustada de barro.
-Na hora do almoço, esconder a caixa e a cadeira na prefeitura e descer para casa,
Na parte da tarde ia direto até as 18 h. Haja botinas e botas.
-Acho que eu era feliz assim. Gostava daquela felicidade, não conhecia outra
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