Textos de poema

Cerca de 11158 textos poema Textos de

⁠Diante do espelho, tu és um poema vivo. Cada fio de cabelo que desliza pela escova é como um verso, tecido com a suavidade dos ventos que sussurram amor. Os teus olhos, que refletem no vidro, parecem guardar um universo inteiro, e eu me perco, feliz, entre constelações de mistério.

Por mais que as tempestades de nossas brigas tentem apagar a chama que arde em mim, meu coração insiste em ser teu farol, te guiando de volta, sempre, ao porto do meu amor.

Te observo com o encanto de quem lê a mais bela história jamais escrita, e cada movimento teu — tão natural e tão teu — reaviva em mim a certeza: sou louco por ti, pelo teu jeito, pela tua essência.

Se o espelho pudesse falar, ele diria o quanto és arte, o quanto és musa de tudo que é belo e eterno. Mas enquanto ele silencia, eu grito, mesmo em silêncio, que tu és o amor que escolhi viver, mesmo quando o mundo desmorona ao redor.

És minha brisa, minha tempestade, meu caos e minha paz. E mesmo quando brigamos, eu sempre volto a este lugar em mim onde tu és tudo: o início, o meio e o fim.

Inserida por italo0140

Poema
Ser poeta é falar do abstrato, de forma tão consistente que parece palpável aos olhos e ouvidos de quem o ouve e lê.
É mostrar a beleza da vida para alguns e a sua crueza insustentável para outros.
Ser poeta é habitar o inconsciente dos incautos.
É viabilizar o imponderável;
É estimular o viajar, o sonhar, o julgar e o vivenciar de cada um.
Ser poeta é despertar o imaginário nos insensíveis
E ratificar o verdadeiro para os sensíveis
Ser poeta é ser muitos em um só;
Poderá ser amável para uns
E ofensivo para outros;
Paraíso para os amados e inferno para os solitários;
Bálsamo para quem sofre e torturante para os amantes.
Depende do espírito de quem o interpreta.
Mente quem diz que o poeta se espelha em algo ou alguém para criar.
Na verdade, ele retrata a si mesmo. Deixa fluir sentimentos de agora, ou de outrora, vividos ou não.
Quem guia a caneta do poeta é a memória afetiva.
O poeta escreve sobre quem foi, é, ou gostaria de ser.
Portanto, creiam-me:
A beleza de um poema não está nas palavras, versos e rimas. A beleza de um poema está dentro de você, que se encontra neste redemoinho de palavras, que, de forma avulsa, nada representariam para você, se não as ligasse às experiências vividas ou belas esperanças e expectativas de vida.
Viva seu lindo poema!
Ele está no sorriso de uma criança, na água cristalina do pequeno riacho, no abraço sincero.
Ele está em Deus...

Inserida por ricardo_barros_1

⁠Poesia espelhada ao contrário do poema Negra, de Carlos Drummond de Andrade. Um exercício...

Branco

O sinhô branco tem tudo
o sinhô branco manda em todos:
__ Negros, vão carpir arar
aguar
extrair carregar estocar no celeiro
empacotar
subir paredes
rachar lenha transportar
limpar os sinhozinhos
fêmeas para servi-lo
parir.

O sinhô branco manda em tudo
tudo que seja tudo tudo mesmo
até o minuto final de vida de seus escravos
(único tempo que têm para se libertar)
enquanto o sinhô branco desde sempre
libertado está!
Agosto/ 2022

Inserida por hidely_fratini

⁠Poema livre
(Inspiração adolescente)

Página aberta de um livro
Fechou-se...
Capítulo algum,
Não mais existe...
Nada!
Foi de compreensão que sucedeu,
Foi de paz,
Espírito consagrado...
Amor!

Foi e sempre será por nós,
Pelo bem-estar espiritual.
Não virás a mim
Casa minha
Refúgio santo!
Tu somente,
Ninguém mais.
Gélidas vidas?
Nada mais
Só paz &
Amor!

Mas, por quê?
__ Pelo amor, respondem
Mas que amor?
Ninguém explica!
Nosso olhar reflete a alma,
Alma pura de amor

Consagração real de felicidade.
Nossas mãos encontram-se sempre,
Num juramento eterno.
Amar sempre,
Seguir em frente...
Amando-nos sempre...
Sempre!

(1969)

Inserida por hidely_fratini

Calafetado Poema

Os cílios cerrados do agudo penhasco
derramam lágrimas de vento e granizo
no terreno arborizado dos cinco sentidos
antes do combate entre a fecunda existência
e a íntima e persistente irrealidade.

O declive inalterável das horas abana os dias
onde os vagos versos caídos no calafetado poema
não dizem uma sílaba: escorrem as dores mudas do Amor.
No leito fundo do meu coração de carne
Navega, à bolina, a intrépida canção da sereia.

Inserida por JoniBaltar

Se Pudesse Estar Dentro do Poema

Se pudesse estar dentro do poema
apagaria a vegetação rochosa
que alimenta o meu caminho.
Ouviria a canção anárquica do vento
a soletrar o íntimo alecrim dos versos.

Se pudesse estar dentro do poema
inalaria os reflexos do teu perfume
esquecidos na polpa estanhada do luar.
Dedilharia os acordes derramados do mar
no solfejo telúrico das aves.

Se pudesse estar dentro do poema
naufragaria nos porosos cristais da tua pele
beijaria o subúrbio umbilical das tuas palavras.
Resvalaria no declive das diluídas metáforas
e não seria o que sou: um poeta sem poema.

Inserida por JoniBaltar

NAVE NEGREIROS

Alves! Belo é teu poema
Mostrasse de forma plena
Os horrores e as tormentas
Vividas naquele lugar

As noites sangrentas
Os dias de terrores
Que tardavam a passar

Mas, há de haver controversas.
Nave que liberta?
Ou Navio pra escravizar?

Não eram animais selvagens
Que ali habitavam
Eram homens de pele negra
Que por ali passeavam

Os grilhões que hoje
Insisti em nos aprisionar
Reacende a chama
De um futuro melhor
Para aquele que virá

Rotas que levam mundo a fora:
América, Ásia, Europa.
Todo sofrimento que nos assola
Já teríamos vividos em outrora
A busca do novo é que nos consola

Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar

Por aquele que com o dom da sabedoria
O brio do Rei possa apagar
E por influência do curandeiro
Vão lhe sacrificar

Por aquele pensador ao crer
Em um único Deus supremo de paz e amor
Será condenado e morto
Por um Rei cruel e ditador

Por aquele jovem guerreiro
Que por ordem de um vil curandeiro
Vão lhe sacrificar
Para o Deus da Guerra, acalmar.

Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar

Por aquelas belas meninas
Que por inveja da rainha
Aos Deus da Primavera
Vão lhes ofertar

Por aquele valente guerreiro
Que por expressar seus sentimentos e desejos
Vão lhe aprisionar por questionar
E ao pô do sol, executar.

Por aquelas mulheres magras e feias
De pobres tetas
Que Reis e Guerreiros rejeitam
Vão morrer de trabalhar

Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar

Para aqueles pobres e desagregados negros:
Nave Negreiros
Para aqueles ricos e chefe guerreiros:
Navio Negreiros

Por mais que padeça
Nessa dolorosa jornada
Sair a busco de algo
É melhor que permanecer sem nada

O chicote que mim açoita
Não arde mais que minha esperança
A sede que me mata
Jorra água na minha perseverança

Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar

Vislumbro delírios
Em uma nova aurora
Nave que tanto sonhos decolam
Na busca de algo que não se sabe agora.

Nave Negreiros
Nave náutica de viés econômico
Agora transportas sonhos
Desses descartáveis escravos
Riquezas de muitos

Instrumentos ideológicos do desenvolvimento
Justificativas de transações sociais
Para atender necessidades
Humanas e comerciais

Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar

Fora da ordem genealógica
Sem clãs e linhagens
Para sempre servo e escravo
De uma obscura barbárie desumana

Negros e Negros
Travam-se uma batalha
Na busca de uma perdida
Identidade Africana

Panteão dos Deuses
Protegeis esses pobres negros
Da vil ganancia
Do poder e do dinheiro

Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar

Ala central do teu porão negro
Neste transepto cruzeiro
Nave, Nave, Nave ...
Nave Negreiros

Não tarda a chegar.

Inserida por Negreiros

⁠QUAL É O PROBLEMA?
(Poema baseado em Curso – Seminário do Colégio...)
(Autoria: Otávio Bernardes)
Qual é o problema?!
... Existe, realmente, uma crise
na Educação Brasileira!
Eu não sei, você não sabe,
a Escola não sabe, ninguém sabe...!
O que é preciso mudar na Escola?
O que é preciso mudar na sala de aula?
... Eu não acho nada?!
Não existe mágica na Educação!
Todos nós estamos no mesmo barco...
A Escola está bem organizada?
Quem são os meus alunos?
Você já parou para pensar nisso?
Aliás, o incêndio é grande... inquietante...
Desnorteante... desenfreado..
... Qual é o problema?
A repetência começa no primeiro dia de aula!
A Escola se envolve com tudo,
até mesmo com a “educação”...!
Professor (educador) tem que ter metas!
Professor tem que dar testemunho...
Todo dia é dia de escrever...
Quem não escreve não aprende a pensar!
O aluno precisa aprender a pensar,
a construir conhecimentos...
Veja, as melhores experiências didáticas
não estão em livros!
A minha, a sua ideia têm que se transformar
em projetos..!
E olhe que nós somos o país...
que mais expede diplomas!...
Lembre-se de que a vida não é binária...
ela tem nuances! Muitas nuances!
A vida, pobre vida de inversão de valores...
E eu pergunto: - Afinal, qual é o problema?!

Inserida por OtavioBernardes

⁠Temos cada poema espelhado pela nossa mente, pelo nosso corpo, pelo nosso mundo e pelo nosso esforço Vejo poema acada passo que dou, sinto o poema no verão inverno e verão, vejo ele quando os pais apoiam os filhos, quando o jogador olha para bola no fundo da rede, quando o músico termina sua melodia, quando o pintor termina sua arte, quando a mãe ver o seu filho nascer, quando eu olho para você, em tudo tem o pouco de você!
K.B

Inserida por kellyBenacci

⁠Um poema veio me pedir palavras
para guardar a poesia que trazia
ok, vou pegar umas aqui, quais
que palavras entre tantas guarda
com exatidão o que me pede
esse velho amigo: me, guardar e poesia
cabe bem na ideia de pedir;
pedir pensamentos que não perca
a poesia nas palavras que guarda
o bem que me faz esse poema
me falando que sou poeta
que com palavras se trata
a alma com doses de poesia.
Esquecendo-me de palavras
que feriram-me...

Inserida por Leonardojjms

⁠Poema: Canto do sabiá


Por que és tão cruel destino?
Por que desta forma me tiraste deste mundo?
Lembrado e esquecido,
Lembrado pelas minhas contribuições
E esquecido em um navio


Nas águas frias me pego a pensar
Nas terras de palmeiras
E no canto do sabiá

Agonizando vou indo ao fundo do mar
Imaginando minha terra de palmeiras
Onde canta o sabiá


Meu pedido atendeste
Me permitiu voltar antes que eu morra
Para ouvir o canto do sabiá

Inserida por SalvianoAguiar

⁠Café e paixões


⁠⁠⁠Que tal fazer um poema e tomar um bom café , desenhar pelas noites frias as curvas da poesia do corpo de uma Mulher,
Que tal escrever um poema, sem dilema e sem explicação, fazer só um versinho rimando café, açúcar, amor e paixão .
Que tal escrever uma poesia e uma canção para adoçar o amargo da vida e as dores do coração.

Inserida por AlexsanderNascimento

⁠⁠Um Poema de Amor não mancha
O homem que Deus transformou,
Nas poesias encontro saída de tudo que um dia me sufocou...
Talvez escreve por escrever,
Talvez seja um simples modo de me entreter...
Escrevendo de tudo e um pouco mais, principalmente a grandeza do Amor e seu poder e sua infinita Paz.

Inserida por AlexsanderNascimento

Blumenau Poema

⁠Este poema é bem
mais antigo do que
você imagina,
e no teu rosto fez
uma suave carícia.

Um poema que fez
festa dançando só
nos pátios das aldeias
xokleng e carijó,
e virou notícia.

É o poema do "Poema
para o Índio Xokleng",
que esculpido pela Elke,
virou criptopoema
e ganhou forma revel.

Um poema que bebeu
muito dos ribeirões
Velha e Garcia,
e se inscreveu poesia
no Rio Itajaí-Açu.

Na campina florida
e do vento a sinfonia
solta foi assobiando
o quê seria a melodia
da primeira bandinha.


(Este poema é uma homenagem
ao casal Lindolf Bell e Elke Hering).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Blumenau Festiva

⁠Uma cidade poema
chamada Blumenau
que te recebe de braços
abertos de verdade,
e só de olhar para você
pensa em Stammtisch,
porque te ter por perto
é razão para ser feliz.

Blumenau querida,
é na Vila Germânica
que a tua presença
se observa romântica.

Uma cidade poética
que as origens não nega,
e todas as gentes
com boas festas reúne:
amo tanto você que
não nego o meu ciúme.

Blumenau festiva,
na Festitália
e alma posta na mesa:
a minha alma delira.

Um poema cidade
chamado Blumenau
que para amar não
tem e nunca teve idade,
e na Oktoberfest
te leva pela mão
para rodopiar no salão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há muita história
para contar além
de cada poema,
No ar respiro
o aroma da cattleya,
e sigo contando
a história de honra,
luta e a glória
que hão de ser
recuperadas por
toda Venezuela.

Canto porque sinto
que vitória está
a caminho porque
há quem se encontra
buscando e não
desiste de seguir
na vida sonhando.
Os sete bravos
viraram estrelas
do crepúsculo
sem fronteiras,
e assim eles
escreveram
pémones as
suas bravuras
no livro da vida.

Canto porque sinto
com a reverência
do General
na despedida,
ele se encontra
preso por causa
de uma absurda
e grave mentira,
e é de justiça
que a inocência
que o pertence
seja por todos
reconhecida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sensação estranha
desde o último poema,
tão perdida que não
alcança os passos
calmos de um dervixe
em pleno inverno,
sentindo as dores
dos povos que vivem
no inferno em busca
de uma esperança
ou alguma consolação,
o caminho existe
para que tiver disposto
em abrir o coração
para a paz que traz
a verdadeira libertação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Apiúna poema,

a tua fragrância de tangerina

é o meu aroma predileto

onde o céu é o teto.


Apiúna poema,

o teu aroma inunda

de ternura os sentidos,

És o poema perfeito

e rincão paradisíaco.


Apiúna poema,

esta cidade me anima,

a inspiração é locomotiva

rumo a Festa da Tangerina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Ascurra Poema



Erguida como homenagem

para uma glória patriótica,

És filha de povo de pé

que não teme tempestades,

És cidade poema de métrica

perfeita e de sabores

bem postos rimando na mesa,

Ascurra poema és cheia

de beleza que com teu amor

todos os dias me captura

para ti como doce sentença.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Canelinha

Este poema de cerâmica
pertence a você
meu precioso tesouro
do Vale do Rio Tijucas,
E hoje entendi o porquê
da senha "Cuidado
com a Canelinha"...,

Cuidado é preciso
ter para não ser
facilmente tombado,
Porque desde o primeiro
dia que te vi não paro
nem por um instante
de morrer de amores.

Inserida por anna_flavia_schmitt